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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sentado no processo de doações de campanhas, Gilmar reclama de prazos

Responsável por engavetar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o financiamento de campanha por mais de um ano, o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reclamou da falta de prazo para concluir a análise sobre o pedido apresentado pelo PSDB sobre a impugnação do mandato da presidenta Dilma.


Foto: Carlos Humberto-SCO-STF
Mendes diz que ação no TSE corre o risco de se tornar inócua Mendes diz que ação no TSE corre o risco de se tornar inócua
Escancaradamente interessado em anteder ao pedido dos tucanos, Gilmar manifestou sua indignação afirmando que a ação de impugnação tucana corre o risco de se tornar inócua por falta de prazo. A irritação de Gilmar é porque o feitiço virou contra o feiticeiro. Assim como ele fez no caso da ação sobre financiamento de campanha, a ministra do TSE, Luciana Lóssio, pediu vista do processo com o placar de 4 votos a 1 pela continuidade da ação. O colegiado é composto por sete ministros, ou seja, o pedido dos tucanos estaria aprovado. Estaria, porque com o pedido de vista os ministros podem mudar seus votos até a proclamação do resultado final.

“O limite temporal é o mandato. Precisamos instaurar a ação, sob pena de ela não ser efetiva”, disse, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Desde 2 de abril de 2014, Gilmar Mendes pediu vista da ação que pede o fim do financiamento empresarial de campanhas. No dia em que pediu vistas do processo, seis dos onze ministros do STF haviam votado a favor da ação, ou seja, a maioria da Corte já havia decidido pelo fim das doações de empresas aos partidos e candidatos. O processo segue parado desde então.

Enquanto senta em cima do julgamento das doações de empresa, Gilmar quer acelerar a ação proposta pelos tucanos, que não aceitam a derrota nas urnas.

Segundo ele, apesar de não haver provas do suposto financiamento ilícito da campanha, as mesmas devem ser “produzidas na instrução processual” e que um dos fundamentos “justamente sugere a corrupção na Petrobras”.

Gilmar citou o depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, do dono da UTC, Ricardo Pessoa: “Então, no meu voto, eu chamei a atenção para isso. Não se justificava indeferir a ação com o argumento de que não juntaram provas. Que provas as pessoas podem juntar?”, questionou ele, em referência à relatora da ação Maria Thereza de Assis, que pediu o arquivamento do caso por falta de provas.

A ministra Thereza, por sua vez, rebateu Gilmar afirmando que não faz juízo político. “Meu voto foi estritamente jurídico processual”, disse.



Do Portal Vermelho, Dayane Santos, com informações do Valor Econômico

quarta-feira, 1 de julho de 2015

'Dá para pegar ele'

De novo agora todos os latidos, mandíbulas, miras, gatilhos, patas, línguas espumosas, risos gordurosos, emboscadas e dardos convergem em sua direção.

por: Saul Leblon


Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Um juiz estala os dedos, a ordem se propaga pelo dispositivo midiático conservador.

A ordem é disseminada por um colunista especializado na arte dos ganidos demarcatórios.

‘(O juiz) acha que dá para pegar ele’, uiva entre espasmos de ansiedade e sofreguidão.

A mensagem ganha diferentes versões no dispositivo midiático.

Contra Getúlio, Juscelino e Jango era Lacerda principalmente quem dava a cadência das senhas golpistas.

Lacerda agora é o jornalismo; os colunistas, em especial, seu autofalante mais exclamativo.

Ao ‘salve geral’ narrativas são adaptadas ao sotaque de cada público específico. Desde a mais crua, às colunas especializadas em dizer o mesmo com afetação pretensamente macroeconômica ou jurídica.

A mensagem é a mesma: ‘Dá para pegar ele’.

‘Ele’ é o troféu mais cobiçado, a cabeça a ser pendurada no espaço central da parede onde já figuram outras peças  embalsamadas pelos taxidermistas a serviço da caçada ininterrupta do conservadorismo na história do país.

Mas falta a dele, uma cobiça acalentada pelos quase dez anos que remontam a 2005/ 2006.

‘Ele’?

Lula.

O metalúrgico que ascendeu ao posto de maior líder político do país desde Getúlio Vargas, e cuja morte política já foi uivada pela matilha um sem número de vezes.

De novo agora todos os latidos, mandíbulas, miras, gatilhos, patas, línguas espumosas, risos gordurosos, emboscadas e dardos convergem em sua direção.

Mas há uma novidade na sofreguidão dos latidos.

Erros cometidos em inéditos doze anos de poder do maior partido de trabalhadores da América Latina, emergiram com força do chão movediço da crise mundial, contra a qual os recursos da resistência do Estado brasileiro se esgotaram.

O problema principal não é o ajuste que sucedeu a isso.

Não é Dilma.

Seu governo, a composição, a política em curso refletem um flanco anterior mais grave que pode ser sintetizado no distanciamento orgânico entre ‘a caça’ e seu imenso entorno popular.

É esse distanciamento que o ajuste em curso espelha, ao mesmo tempo em que age para aprofunda-lo.

E é ele também que explica os ganidos em decibéis crescentes, o cheiro forte de urina demarcando o território conquistado no avanço ininterrupto do tropel.

Mas não sem dificuldade.

O ciclo iniciado em 2003 tirou algumas dezenas de milhões de brasileiros da pobreza; deu mobilidade a outros tantos milhões na pirâmide de renda.

A inclusão foi tão expressiva que sob a cortina de fogo impiedosa do monopólio midiático há quase uma década, acuado, ferido e enxovalhado noite e dia, sem espaço de resposta, Lula ainda figura como o nome que parte com 25% dos votos nas sondagens da corrida presidencial para 2018, contra 35% de Aécio Neves.

Mas a direita sabe que isso é pouco para ele reverter.

Com acesso diário à tevê hoje sonegado, ao rádio e ao debate num cenário econômico que dificilmente será pior do que o atual, os dez pontos da vantagem do tucano – segundo o Datafolha -- podem derreter em questão de dias.

Então é preciso liquidar a fatura hoje. Agora. Na janela de oportunidade entre o vácuo orgânico criado em torno da presa e a próxima temporada de imersão no oceano popular.

‘(O juiz) acha que dá para pegar ele’, telegrafa o colunista que alardeia intimidades com a caçada e objetivamente compõe o galope.

A disjuntiva ‘combate à corrupção’ versus ‘ impunidade’ serve para aspergir legalidade ao tiro ao alvo em marcha que busca a cabeça encomendada para figurar na parede dos abates ilustres de Getúlio, Jango, entre outros.

Passar a limpo a política brasileira?

Fosse essa a motivação a força-tarefa que hoje se esfalfa em caçar Lula cerraria fileiras para criar travas à presença do dinheiro grosso nas campanhas eleitorais.

Promoveria uma reforma capaz de dificultar siglas caça níqueis. Endossaria o clamor por uma democracia mais aberta à participação da população, ora resumida ao comparecimento esporádico às urnas.

Não, não é esse o objetivo.

A reforma de Cunha, talhada à sua imagem e semelhança, sacramenta a causa do apodrecimento da política e afastar o eleitor das decisões por intervalos maiores.

Ah, mas Lula fez lobby por empresas brasileiras...

Sim. E nisso o senador Roberto Requião foi definitivo enquanto os senadores do PT balbuciavam evasivas:

‘Criticam o Lula por trabalhar a favor de empresas brasileiras;  elogiam o Serra por querer entregar nosso petróleo a empresas estrangeiras’, fuzilou, tiro seco e letal, o bravo parlamentar.

O país precisa de uma macroeconomia mais consistente?

Por certo.

Mas qual?

A dos sábios tucanos, reunidos no departamento econômico do Itaú, o BC do PSDB? Ou aquela recauchutada na Casa das Garças, com os mesmos ingredientes de sempre. Desregulação do mercado de trabalho e livre comércio, em linguagem acadêmica. Ou para ser um tanto mais direto: arrocho e entreguismo.

'O trade-off  é mais liberalismo em troca de mais redistribuição', preferem os senhores elegantes de gravata italiana.

Pergunte-lhes onde foi que isso aconteceu?
Na Espanha? Na Grécia? Em Portugal? Nos EUA? Ou na Inglaterra, onde a gororoba é aplicada desde Thatcher (Blair incluso), e 250 mil foram às ruas no último sábado contra cortes em programas sociais promovidos pelo engomadinho  Cameron (37% dos votos em escrutínio com abstenção de 40%)?

Menos Estado em troca de mais distribuição?

Então por que o motor da economia mundial engazopou e não pega nem com o tranco de liquidez de trilhões de dólares despejados pelo Fed e, agora, pelo tardio BCE?

Trinta anos que não se faz outra coisa a não ser desregular mercados urbi et orbi, e as grandes corporações mundiais estão sentadas em trilhões de dólares de liquidez.

Não investem.

Quem diz é a OCDE, não propriamente um organismo bolchevique.

A produtividade patina e grandes corporações dos EUA já destinaram US$ 903 bilhões este ano à recompra das próprias ações ou a dividendos milionários pagos à república dos acionistas, invertendo-se a destinação majoritária do lucro que deveria expandir o investimento produtivo.

O que falta para lubrificar a engrenagem emperrada?

Falta o que o Brasil tem, mas a boa ‘ciência econômica’ aqui -- com o incentivo do bravo jornalismo econômico -- acha indispensável liquidar: mercado de massa, horizonte de demanda, distribuição de renda, de bens e de infraestrutura.

A desregulação do mercado de trabalho e a destruição do pleno emprego -- vendidas como o clorofórmio capaz de combater as impurezas da macroeconomia lulopopulista,  explicam no plano mundial  por que essa  é a mais longa, frágil e incerta convalescença de todas as crises capitalistas, desde 1929.

O massacre da desregulação do trabalho, na fórmula consagrada de empregos desqualificados, salários baixos e atrofia sindical, foi contrabalançado pelo inchaço do crédito nas últimas décadas.

Famílias assalariadas – a exemplo de Estados desidratados pelas reduções de impostos —foram buscar no endividamento aquilo que o emprego e a receita fiscal não mais proporcionavam.

Empréstimos às famílias cresceram três vezes mais rápido que o PIB no último meio século nos países ricos, diz a OCDE.

Criou-se uma contradição nos seus próprios termos: crédito em volume cada vez maior a tomadores cada vez mais descapacitados a pagá-lo.

Daí para as sub-primes que acenderam o pavio da explosão mundial era uma questão de tempo.

Quando o balão de oxigênio creditício travou, em 2008, sobrou o deserto do real.

Um imenso areal de mão de obra subempregada, trabalhadores em tempo parcial, dezenas de milhões de famílias endividadas, outros tantos milhões de lares sem condições sequer de prover o próprio sustento.

O mundo talhado pelo cinzel neoliberal abarca hoje mais de 200 milhões de desempregados –30 milhões adicionados só nesta crise; a fome está de volta à Europa; uma em cada quatro crianças vive em meio à pobreza na Inglaterra onde Cameron acaba de cortar mais 12 bilhões de libras dos programas sociais; 46 milhões de norte-americanos só comem com ajuda do governo, mas o Congresso neoliberal desautoriza Obama a elevar o salário mínimo, agora inferior ao da era Reagan.

Por isso a OCDE lamenta o onanismo de um capital que se autossatisfaz ejaculando com a recompra das próprias ações e distribuindo lucros celibatários a  acionistas e diretores rentistas.

É essa a eficiência estratégica que se persegue?  Um capitalismo que patina no próprio esperma, apartado da reprodução, alijado de ferramentas de Estado e de poder social para reconduzi-lo às finalidades sociais do desenvolvimento?

Os dados na mesa são claros.

Não há muito tempo para agir, nem são tantas as opções assim.

Há até algum consenso entre o mercadistas sensatos e a visão progressista.

Ambos concordam que o país vive o esgotamento de uma dinâmica econômica.

Há razoável convergência em relação ao motor que deve puxar o novo período: o investimento produtivo, um impulso industrializante liderado pelo pré-sal; os grandes projetos de infraestrutura.

Termina o espaço dos consensos.

O conservadorismo avalia que o legado recente é incompatível com o futuro desejado. Para nascer o ‘novo’ é preciso destruir o ‘velho’.

Parece schumpeteriano, é udenista puro.

A supremacia financeira deve purgar todo e qualquer vestígio de interesse nacional, público e social no manejo da economia.

O alvo da caçada, Lula, embolou tudo na última década.

Fortemente ancorada na ampliação do mercado de massa, a economia avançou apoiada em ingredientes daquilo que a emissão conservadora denomina ‘Custo Brasil’.

Um exemplo das dificuldades a retardar o avanço da matilha nessa frente?

A formalização da mão de obra.

Hoje ela encarece sobremaneira o lacto purga das demissões em massa, atrasando a purificação do metabolismo econômico.

O PSDB deixou o país com uma taxa de informalidade do emprego de 43,6%.

No ano passado esse percentual era de 29,5%.

Para demitir um operário com registro em carteira é preciso pagar todos os direitos legados por Vargas.

Eles foram limados parcialmente pela ditadura, mas fortalecidos na prática pelo ciclo de pleno emprego propiciado em 12 anos de governos do PT (que pegou o país com um desemprego tucano superior a 9%, quase 10% em 2003; cortou isso à metade).

É disfuncional. Custa caro faxinar a folha de pagamentos pós-PT.

Pior: ao recontratar, enfrenta-se o piquete de uma década de investimento para democratizar a educação.

Foram oito milhões de vagas do Pronatec e 1,6 milhão de vagas do Prouni e do Fies.

O avanço educacional barra o retrocesso significativo nas relações de trabalho: o jovem qualificado recusa a informalidade e o salário arrochado.

É preciso pendurar a cabeça do responsável por isso na parede; impedi-lo de retornar à Presidência ou o mercado não completará o longo ciclo de detox neoliberal requerido.

‘(O juiz) acha que dá par apegar ele’.

Essa é a determinação serviçal da Lava Jato, cuja mão de obra não se inibe em paralisar o país para entregar o serviço.

A paralisia do sistema econômico, na verdade, é um plus que acompanha o pacote e ajudar a acuar a caça.

O resto é farofa ética expressa no inimputável conforto desfrutado pelas lambanças do PSDB.

Romper o cerco dessa determinação canina exige coragem política de negociar o futuro do país com quem  ainda quer conversar sobre soluções coletivas -- até para tornar compreensível e tolerável as restrições do presente, que são reais.

Ou o campo progressista se une e mexe no tabuleiro do xadrez com as peças dispostas a permanecer no jogo democrático, e de lance em lance altera a rigidez das demais, ou ele próprio será tomado pela rigidez cadavérica que vai tomando conta do metabolismo econômico.

Lula criou um novo personagem histórico: o mercado de massa ancorado no pleno emprego formalizado.

Os novos protagonistas formam hoje a maioria da sociedade.

Mas ainda não constituem um protagonista histórico capaz de assumir o comando do desenvolvimento e do país, o que explica o seu distanciamento em relação à caçada em curso.

É um pouco esse paradoxo que espeta no governo a angustiante dubiedade de um refém de si mesmo.

Cria, também, a angustiante dissociação entre o gesto e o seu efeito.

Entre o apelo e o seu desdobramento.

Nesta 2ª feira, Lula, ‘a caça’, evocou a necessidade de uma revolução no PT, ‘para salvar nosso projeto, não a nossa pele’.

Nada.

Em diferentes momentos da história recente, mas sobretudo após a morte traumática do candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, em agosto do ano passado, o projeto progressista esteve emparedado, a ponto de muitos darem o jogo como perdido.

No final de agosto, o aluvião conservador era tão denso que expoentes do colunismo conservador degustavam precocemente a derrota irreversível do ‘lulopetismo’.

Em duas frases, Lula esquadrejou a areia movediça então e identificou um pedaço de chão firme onde instalar a alavanca da reação (bem sucedida, como se sabe):  ‘Temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à campanha’.

Se tivesse incorporado à evocação o debate de ajustes pontuais na economia, o eleitor provavelmente entenderia –desde que isso se fizesse acompanhar de salvaguardas, prazos e contrapartidas.

Um pouco o que o Syriza busca agora na Grécia para não ser cuspido do euro, nem lixiviar ainda mais uma sociedade escalpelada.

Errou o PT ao não fazê-lo.

Erra em dobro agora, ao insistir em terceirizar um ajuste necessário, mas que só resultará em reordenação progressista do desenvolvimento se for pactuado com os que precisam genuinamente apostar na democracia social brasileira.

Os riscos intrínsecos a uma decisão de renegociar o pacto do desenvolvimento não são maiores do que o caminho adotado agora.

A aposta na indulgência dos mercados levou o governo a uma ponte sem pilares que desembocou em um labirinto de areia movediça.

Em certa medida, é como se o PT desconfiasse da capacidade de engajamento do protagonista político que ajudou a revelar.

O criador escapou à criatura.

Ou dito de forma mais racional: é viável enfrentar as contradições de um ciclo de desenvolvimento como o atual, sem estreitar os canais de organização e comunicação com a principal força capaz de sustentar a continuidade do processo?

A matilha  late cada vez mais perto.

Contra a voracidade excitada pela silhueta da presa há resposta.

Talvez a única resposta nas horas que correm.

A unidade de ação do campo progressista e a determinação política inabalável de não escamotear a colisão de interesses em jogo. ‘Trata-se de salvar um projeto, não cargos’. A ver.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

EU ERA MAIS À ESQUERDA MAS, DIANTE DO QUE VEJO, EU ME RENDO

O ovo da serpente chocou e a
próxima vítima poderá ser você
Eu nem era tão Lula assim. Sou mais à esquerda mas, votei nele em 2002.
Contudo, esperava mais, muito mais. Tolice.

Em um Brasil com a pior e mais podre elite política e social do mundo, com parte de uma classe média fascista, que já depôs presidente popular, que já fez presidente popular suicidar, esse homem, sem derramar sangue, sem criar abalos, esse homem fez a mais profunda reforma na estrutura social brasileira - votei nele em 2006 novamente.

Eu nem era tão Dilma assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nela em 2010. Todavia, esperava mais. Mas, veja: Dilma enfrentou Globo, enfrentou Veja, enfrentou fascistas. E ganhou. E venceu o golpe sujo da direita brasileira.

Aprofundou a reforma na estrutura social brasileira. E então lembrei-me - é a mesma que venceu câncer, que venceu torturadores, que venceu ditadura. E permanece com um governo admirado pelo mundo inteiro. E amada por seu povo (falei povo). 

Acredita, firmemente, que é possível fazer deste país um país justo. Enquanto os abutres da direita, almas pequenas, enlouquecem ao perceberem que, embora façam de tudo, não atingem a nobre dama - votei nela em 2014 novamente.

Eu nem era tão PT assim. Sou mais à esquerda. Entretanto, tenho visto esse partido apanhar inacreditavelmente da parte fascista da sociedade brasileira e manter-se de pé. 
E com dignidade. 

Apanha de canal de televisão corrupto, apanha de juiz financiado pelo golpe, apanha de tucanos financiados pelos EUA, apanha da máfia. Ninguém resistiria a tudo isso. E no entanto, inacreditavelmente, resistem.

Lula mantém o mesmo sorriso de esperança por um Brasil melhor, como no início. 
A mesma emoção. 

Dilma segue adiante, realizando um governo voltado para o bem estar do povo. Fazendo do golpe - que derrubaria qualquer um - em algo que não a atinja. Faz crer que o sonho não acabou.
Ambos, Lula e Dilma, tiraram milhões da miséria. Deram nova perspectiva à sociedade brasileira. Fizeram do Brasil um país do presente.

Volto às urnas em 2018 para votar no Lula. Entendendo que, finalmente, depois de 500 anos, minha pátria encontrou seu caminho.

- por Walter Ferreira, funcionário público, bacharel em Direito e fazendo licenciatura em História (não recebe bolsa-família, é de esquerda e vota no PT).

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Odebrecht descarta delação e opta pelo enfrentamento



Do 247:
Preso na última sexta-feira, o empresário Marcelo Odebrecht descartou fazer acordo de delação premiada na operação Lava Jato.
A empresa optou pelo enfrentamento e divulgou nesta segunda (22) um manifesto pago, em jornais, questionando os fatos usados pelo juiz Sergio Moro para decretar as prisões dos empreiteiros.
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Em trecho do texto, a companhia afirma que, no e-mail endereçado à Odebrecht, a palavra ‘sobrepreço nada tem a ver com superfaturamento, ou qualquer irregularidade. Representa apenas a remuneração contratual que a empresa propôs à Sete Brasil’.
Neste domingo, os advogados da Odebrecht entraram com habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região em nome de dois dos diretores da empresa presos na Lava Jato: Cesar Rocha e Rogério Araújo.
Os demais, inclusive do presidente, Marcelo Odebrecht, serão impetrados ao longo da semana.
(…) na peça, a defesa alega constrangimento ilegal, prisão baseada apenas nas palavras de um delator “pródigo em mentiras”, Alberto Youssef, e “equívocos cometidos” por parte de Moro “na análise de documentos essenciais”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Os doze que odeiam o PT!

Quem o Cunha vai odiar quando estiver de tornozeleira?

Congresso prepara presentão para Chevron & Cia; Dilma entregará?


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Acidente em 2011 no Campo de Frade, na Bacia de Campos, provocou o vazamento de 3,7 mil barris de petróleo no litoral fluminense
por Francisco de Assis, nos comentários
Em 10/06/2015, em vergonhoso comportamento no plenário do Senado, ninguém menos que o líder do Governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT-MS), aprovou explicitamente a proposta do PSDB que visa iniciar a liquidação do regime de partilha e de conteúdo local do pré-sal, tão duramente aprovados pelo Governo Lula em 2009.
Como mostrou o Wikileaks (aqui e aqui), na campanha presidencial de 2010, o senador José Serra (PSDB-SP), notório entreguista do patrimônio nacional (vide o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr), em relato de Patrícia Padral, diretora da Chevron, garantiu e comprometeu-se, caso eleito, a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras estadunidenses, dizendo-lhe o seguinte sobre a lei do pré-sal: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.
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Pois bem, José Serra não foi eleito em 2010, e o PSDB foi derrotado também em 2014, pela quarta vez. No entanto, agora, em 2015, não é que Serra está prestes a cumprir o que prometeu à Chevron.
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Como se dará esta façanha do PSDBraX?
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Na continuidade da referida sessão do senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), atropelando a Comissão de Constituição e Justiça e outras comissões, avocou diretamente à pauta do plenário, da semana de 15 a 19 de junho, a discussão e votação da proposta entreguista do PSDB, de autoria de José Serra. Pelo número de apoios ao requerimento para tratar dessa questão, não será surpresa que José Serra, Delcídio Amaral, Renan Calheiros e tantos outros “defensores do interesse nacional …” aprovem a proposta do PSDB.
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Como se sabe, o senador Renan Calheiros é investigado por suspeita de ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras. Por este motivo, deveria ser mais discreto e não se utilizar das prerrogativas de presidente do Senado para patrocinar o entreguista José Serra, na sua promessa a agentes estrangeiros para subtrair mais riquezas do Brasil. Infelizmente, agindo como agiu, em sessão do senado e contra a Petrobras, Renan Calheiros só faz aumentar a sua suspeição.

Prosseguindo Renan Calheiros no seu comportamento suspeito, e aprovada no Senado a proposta de José Serra, na semana seguinte, de 22 a 26 de junho, alguém duvida que a Câmara dos Deputados, sob a batuta a jato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovará e embrulhará o presente para a Chevron? Ainda mais quando o deputado Eduardo Cunha, também investigado por suspeita de ter  recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras,  poderá até dizer, na habitual cara de pau, que apenas está seguindo Renan Calheiros.
Na semana seguinte, em 29 e 30 de junho, a presidente Dilma estará visitando os Estados Unidos, para tratar de questões comerciais, culturais e de outras naturezas, supostamente recíprocas e para o bem de ambos os países.
Não é difícil imaginar o nível de constrangimento, pressão e chantagem, a que a presidente e o seu governo estarão submetidos nos próximos dias, pelos que querem entregar o pré-sal brasileira às petroleiras estrangeiras.
Fica a pergunta: a presidente Dilma se recusará a entregar a Obama o presentão do Congresso dito brasileiro à Chevron & Cia?
Francisco de Assis é engenheiro

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Relatório da ONU diz que fome cai 82% no Brasil; a “grande” imprensa omite

brasil-e-campeao-em-reducao-da-fome-entre-os-paises-mais-populosos
por Luana Tolentino, especial para o Viomundo

Em meio a crise política e econômica vivida pelo país, na última quarta-feira (27), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o relatório O Estado da Segurança Alimentar no Mundo 2015, que apontou a redução em 82% no número de pessoas subalimentadas no Brasil, entre 2002 e 2014. Segundo o relatório, programas de transferência de renda e o fortalecimento do poder aquisitivo das mulheres foram essenciais para a reversão do quadro de pobreza e miséria no qual o Brasil esteve mergulhado até o início dos anos 2000.
A notícia que deveria ser motivo de ampla comemoração, simplesmente foi omitida por todos (todos!) os jornais e revistas da “grande” imprensa nacional. Tivéssemos uma mídia democrática, tamanha conquista estamparia a capa dos impressos e ganharia destaque nos programas do rádio e da televisão.
O silêncio da mídia e o ódio de classe contra o Bolsa Família, cuja importância é reconhecida internacionalmente, escancaram a oposição midiática ao governo petista, o caráter excludente da sociedade brasileira e a “cultura do desprezo” pelos mais pobres.
O ex-presidente Lula sintetizou de forma magistral o comportamento da mídia e de parte dos brasileiros: “Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer. Mas não, eles se incomodam”.
Luana Tolentino é Professora e Historiadora. É ativista dos movimentos Negro e Feminista
* Fome cai 82% em 12 anos no Brasil, afirma ONU
Queda é a maior registrada entre as seis nações mais populosas do mundo, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
por Portal Planalto Publicado: 27/05/2015 20h31 Última modificação: 28/05/2015 16h30

O Brasil reduziu em 82,1% o número pessoas subalimentadas no período de 2002 a 2014. A queda é a maior registrada entre as seis nações mais populosas do mundo, e também é superior a média da América Latina, que foi de 43,1%.
Os dados são do relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (27). O documento aponta ainda que o Brasil alcançou as metas estabelecidas pelas Nações Unidas em relação à fome nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“O relatório confirma o esforço e reconhece a trajetória do Brasil na ação de redução da pobreza e do combate à fome”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
Entre os seis países mais populosos, o Brasil é também aquele que apresenta a menor quantidade de pessoas subalimentadas, apresentando ainda um total de 3,4 milhões. Número que representa pouco menos de 10% da população da América Latina, que é de 34,3 milhões.
Ainda segundo o relatório da FAO, entre os principais motivos que levaram o Brasil a conquistar as metas estabelecidas pela ONU estão: prioridade política da agenda de erradicação da fome e da desnutrição; compromisso com a proteção social consolidado por meio de programas de transferência de renda; crescimento econômico; e fomento à produção agrícola via compras governamentais.

Transferência de renda
O Programa Bolsa Família e as ações de segurança alimentar desenvolvidas pelo governo brasileiro foram citadas pela relatório como cruciais para o crescimento inclusivo que o Brasil alcançou.
A ministra Tereza Campello destacou que o governo continuará trabalhando para reduzir ainda mais a fome e a pobreza no País, assim como para enfrentar os novos desafios que surgiram com a nova configuração econômica e social do Brasil.
“O Brasil saiu do Mapa da Fome. Temos a primeira geração de crianças alimentadas, que estão na escola e não vão repetir a trajetória de seus pais. E nos deparamos com o Brasil vivendo problemas de saúde típicos de países desenvolvidos, como a obesidade”.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

PIB do Brasil pode crescer '7 vezes' com educação para todos, diz OCDE


Foto: PA
Pela primeira vez, avaliação global da OCDE inclui número significativo de países em desenvolvimento na comparação
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgará nos próximos dias um dos mais completos rankings globais de qualidade de educação.

Nele, o Brasil aparece apenas em 60º lugar entre 76 países estudados. No entanto, a organização vê um grande potencial de crescimento econômico no país se este proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos.

Em outras palavras, a OCDE estima que um cenário em que todos os adolescentes de 15 anos estejam estudando e alcançando um nível básico de educação pode ajudar o PIB do país a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.

A análise se baseia na pontuação de alunos de 15 anos em testes de matemática e ciências. E configura o mapa mais completo dos padrões de educação em todo o mundo.

Países asiáticos dominaram as primeiras posições do ranking: no topo da lista está Cingapura, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.


Os resultados do relatório, parcialmente obtidos pela BBC, serão apresentados no Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, na semana que vem.

Educação e crescimento

A OCDE argumenta que melhorar o padrão da educação impulsionará o crescimento econômico dos países. E afirma que o baixo nível da educação em um país pode resultar num "estado permanente de recessão".

"É a primeira vez que podemos ver a qualidade da educação numa escala verdadeiramente global", diz o diretor da OCDE para assuntos educacionais, Andreas Schleicher.

"A ideia é dar aos países, ricos ou pobres, a oportunidade de comparar seu desempenho educacional para descobrir pontos fortes e fracos e ao mesmo tempo ver o benefícios a longo prazo de melhoras na qualidade do ensino."

Schleicher cita como exemplo justamente Cingapura, que nos anos 60 tinha altos índices de analfabetismo.


A referência internacional mais usada para avaliar a educação é justamente o teste Pisa, elaborado também pela OCDE, que até agora focava principalmente nos países industrializados mais ricos.

No entanto, os novos resultados fazem uma análise mais ampla e contemplam uma variedade maior de países — o total de um terço das nações do mundo —, incluindo Irã, África do Sul, Peru, Tailândia e outros.

Os Estados Unidos tiveram um desempenho ruim e aparecem na 28ª posição, atrás, ironicamente, do Vietnã. Mas a OCDE mostrou preocupação especial com o que classifica como declínio da Suécia. Na semana passada, o órgão publicou críticas ao sistema educacional sueco depois de registrar uma queda nos resultados do Pisa entre 2000 e 2012.

Pediu especificamente uma revisão do esquema instituído nos anos 90 que "privatizou" parte da rede pública de ensino.

A conferência na Coreia do Sul está sendo organizada pela ONU, e vai marcar os 15 anos do estabelecimentos da Metas do Milênio para a educação. A mais importante delas, a provisão universal de educação primárias para crianças, ainda não foi atingida.

No Fórum Mundial da Educação, novas metas globais serão estabelecidas para os próximos 15 anos.

No BBCBrasil

terça-feira, 5 de maio de 2015

Os motivos para o desespero da oposição

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O desespero da oposição tem fundamento
por Alberto Kopittke*, no Sul21
É preciso olhar o atual ataque que a oposição político-midiática-financeira está fazendo ao Governo Dilma para além da onda de ódio disseminada em setores da classe média para que se compreenda os seus reais motivos.
As razões para um ataque tão virulento, beirando ilações de apoio a um Golpe de Estado, obviamente não estão na indignação do PSDB, da Rede Globo, da Veja, ou do capital financeiro em relação a corrupção, com a qual sempre conviveram tranquilamente, quando lhes convinha.
O que a oposição percebeu é que, após atravessar mais um ou dois semestres com dificuldades econômicas, os últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
A partir do segundo semestre do ano que vem, o Governo começará a inaugurar as grandes obras dos Governos Lula e Dilma, como a transposição do Rio São Francisco; as Hidrelétricas de Belo Monte (a terceira maior do mundo), de Jirau e de Santo Antônio; a expansão e construção de pelo menos 6 metrôs que estão em obras e dezenas de BRTs; pontes, como a de Laguna (SC) e a segunda Ponte do Guaíba (RS); grandes trechos da Ferrovia Norte Sul; ampliação e modernização dos maiores aeroportos do país; plataforma de petróleo; refinaria Abreu e Lima, que será a mais moderna do país; entre muitas outras.
A Petrobrás que nos últimos anos fez muitos investimentos para se preparar para o pré-sal, volta a se capitalizar a partir de 2016 e as extrações de Petróleo quadruplicam nos próximos três anos.
Além disso, a inflação tende a recuar e a economia voltar a crescer, gerando mais alguns milhões de empregos. E, de quebra, a Presidenta ainda inaugura a Cidade Olímpica e o Parque Olímpica e recepciona as Olimpíadas e as ParaOlimpíadas de 2016, em um megaevento que tende a ser 6 vezes maior que a Copa do Mundo.
Neste cenário, dá para entender o desespero da oposição e seu desatino golpista. Eles sabem que tudo o que foi plantado nos últimos 12 anos, será colhido nos próximos quatro.
*Alberto Kopittke é advogado e vereador de Porto Alegre.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Dilma tira de banqueiro e dá ao consumidor


A presidenta Dilma Rousseff, com apoio total do ex-presidente Lula, partiu para jogar mais ao lado do consumidor, contrariando o especulador. Lula disse que o crédito no Brasil ainda é muito baixo. Não atinge sequer 40% do PIB. Nos países capitalistas desenvolvidos, esse percentual alcança os 100% do PIB ou mais. No capitalismo, os trabalhadores não podem comprar à vista, precisam do crédito.
Se as incertezas econômicas, que não são produzidas por eles, mas pela ganância dos especuladores, colocam-nos em dificuldade, a lógica diz que, para o sistema capitalista manter-se de pé, faz-se necessária renegociação das dívidas, para que novas dívidas seja realizadas. O capitalismo é uma bicicleta que não pode parar de pedalar. O oxigênio é o crédito. Dilma tirou dos banqueiros e deu para os consumidores mais R$ 45 bilhões. Lançou mão dos depósitos a prazo recolhidos compulsoriamente pelo Banco Central dos bancos privados.

Estes estavam ganhando sem trabalhar em cima dessa riqueza, sem produzir riqueza, mas concentração de renda e, claro, pobreza. No bolso do consumidor, o dinheiro, circulando, movimenta as forças produtivas, garantindo emprego, renda, consumo, arrecadação e investimento. A grande mídia torceu o nariz, porque defende o ponto de vista do especulador, não do trabalhador.

O que dirão os candidatos da oposição, cujos principais assessores se voltam contra as decisões adotadas pela presidenta, jogando com os especuladores, que querem arrocho nos salários, para sobrar mais para eles, levantando argumento falso de que agindo nesse sentido estabilizam a economia, reduzindo gastos, para acumular poupança, a fim de dinamizar investimentos? Quem acredita numa conversa fiada dessa, minha gente? Só trouxas, ou comentarista econômico da grande mídia.

Para a economia nacional, o que é melhor: abastecer o consumidor ou encher as burras do especulador?

A presidenta Dilma Rousseff, no final da semana passada, pegou R$ 45 bilhões dos depósitos a prazo recolhidos compulsoriamente aos bancos pelo BC e destinou-os aos consumidores.

Canalizado para o consumidor, o dinheiro volta, é claro, para o governo em forma de impostos.

Para os especuladores, a grana some no ralo, não volta, e mais: gera despesa alta para os cofres do tesouro, que tem que pagar juro extorsivo pelo dinheiro parado.

A dívida cresce, produzindo instabilidades, expectativas negativas, predisposição para não produzir, sinalização de que o PIB vai cair etc.
Ou seja, tudo de ruim para o povo; tudo de bom para o agiota.

O que faz o PIB crescer?

Empréstimos ao consumidor ou boa vida para o especulador?
Com os empréstimos fluindo, o comércio, a indústria, a agricultura e os serviços giram, o governo arrecada e eleva os investimentos públicos e privados.

A circulação de dinheiro produz riqueza.

Empoçado no bolso do especulador, que ganha sem fazer força, concentra renda, intensifica pobreza.

Essa lógica, que movimenta as forças produtivas, por meio dos empréstimos ao consumidor, requer poder de compra no bolso dos assalariados, corrigido pela inflação, para diminuir defasagem salarial.
A inflação, por sua vez, impactada pelo poder de compra dos assalariados, necessário para consumir a oferta disponível, dita expectativa dos empresários quanto à saúde da economia.

A propensão ao consumo produz propensão ao investimento, dando razão a Marx de que produção é consumo e consumo é produção.

A inflação, sob impacto de maior oferta de dinheiro, proporciona, ao empresário, custo mais barato para produzir, no ambiente da economia de mercado, ditada pelo ritmo da produção e do consumo, da oferta e da demanda.

Ou seja, a bolada de R$ 45 bilhões jogada na circulação capitalista nacional pela presidenta tende a reduzir os juros, os custos das empresas, portanto, vai na direção da diminuição da inflação e da melhor valorização dos salários, ou não?

A titular do Planalto adotou uma decisão não de política econômica, mas de economia política: fez opção política, no ambiente capitalista em que domina a luta de classes.

Optou pelo consumidor, direcionando mais grana para ele e menos para aquele que o tem escravizado, o especulador.

Se atendesse o mercado financeiro, que quer sempre juro mais alto, para combater a inflação, tirando dinheiro da economia, via recolhimento dos depósitos a prazo ou à vista, o governo teria optado por mais concentração da renda, porque os benefícios seriam canalizados para os especuladores.
Agindo no sentido em vinha fazendo o BC, jogando a favor do mercado financeiro, que fica especulando, semanalmente, criando expectativas, por meio da pesquisa Focus, formada por opiniões de 100 analistas especuladores do próprio mercado – cachorro amarrado com linguiça – , certamente, seriam criadas expectativas de que o PIB continuaria caindo, sinalizando recessão.

Dilma, portanto, jogou contra a recessão.

Não é, exatamente, isso que tem feito, no ambiente da crise global, os governos dos países capitalistas ricos, elevando a oferta monetária, para diminuir os juros e, consequentemente, a dívida pública interna, reduzindo expectativas pessimistas, feitas pelo mercado financeiro?

Não é por intermédio de tais providências que os presidentes dos bancos centrais americano, europeu e japonês informam que as economias dos ricos poderão dar sinais de recuperação mais firmes?

No Brasil, o presidente do BC, Alexandre Tombini, estava indo na direção oposta seguida pelos BCs da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e, também, da China, elevando os juros para combater alta dos preços.

O que estava colhendo por conta do seu plantio desastroso?

Previsões e mais previsões dos analistas especuladores de que o PIB continuaria caindo, levando a economia para a recessão.

O que os comentaristas da grande mídia acharam das decisões tomadas por Dilma?

Torceram o nariz.

Argumentaram que o governo continua levando o consumidor ao endividamento, no ambiente em que já se encontram endividados, ou seja, um tremendo exagero, sabendo que o crédito, na economia brasileira, não alcança 40% do PIB, enquanto nos países capitalistas ricos superam os 100%.

E o que acontece quando as dívidas dos consumidores se elevam demasiadamente por conta de instabilidades econômicas típicas do sistema capitalistas?

Renegociam-se as dívidas, é claro.

Éassim que o capitalismo anda, visto que o consumidor não dispõe de capital para comprar à vista, em nenhum lugar do mundo.

A argumentação dos comentaristas é totalmente furada, porque revela ponto de vista em favor do capital especulativo, tentando vender o discurso dos especuladores, que sabem que se aumentar a oferta de empréstimos terão que trabalhar para ganhar, na produção, e não na especulação pura e simples.

Os salários, no ambiente do crédito direto ao consumidor, têm que ser corrigidos pela inflação, o que não acontece, no ambiente, em que predomina juros altos, cujas consequências são redução do poder de compra, essa, sim, geradora de tensões inflacionárias, na medida em que o empresário, em face do consumidor, endividado, reduz a produção e eleva os preços para manter constante sua taxa de lucro.

A presidenta Dilma Rousseff jogou certo, enquadrando a tendência especulativa do Copom, que tem feito graça para especulador, sendo enrolado pelo mercado, em nome de um neoliberalismo fracassado.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dois Brasis:


do Denilson e do Satãder

Se a Dilma ganhar, o Satãder volta pra Espanha ?


Do Denilson Crispim Santos, no Face do C AF:

Existem 2 Brasis.

1. o Brasil da FGV, IBGE e IPEA que cresce distribuindo renda
2. o Brasil da Folha, Veja e Globo onde tudo vai mal.
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É um direito de cada um escolher em quem acreditar !!!
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PIB em bilhões de reais
Ano 2002 – 1.477
Ano 2013 – 4.837
Fonte: IPEA
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Número de Falências Requeridas
Ano 2002 – 19.891
Ano 2013 – 1.758
Fonte: Serasa
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Inflação
Ano 2002 – 12,53%
Ano 2013 – 5,91%
Fonte IPEA.
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Taxa de desemprego % MES DEZEMBRO
Ano 2002.- 10,5
Ano 2013. – 4,3
Fonte IPEA.
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Taxa de Juros Selic
EM 31/12/2002 – 24,9 %
HOJE – 11 %
Fonte: Ipea
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Dívida Pública % do PIB
Ano 2002 – 60,4%
Ano 2013 – 33,8% ;
Fonte: Ipea
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Número de universitários
Ano 2002 – 3,5 milhões
Ano 2012 – 7,0 milhões
fonte: ANDIFES
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Salário Mínimo Real mes de janeiro

Série em reais (R$) constantes do último mês, elaborada pelo IPEA, deflacionando-se o salário mínimo nominal pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE a partir de março de 1979
Ano 2002. – 364,84
Ano 2014. – 724,00
Fonte: IPEA
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Taxa de pobreza (% de pobres)
2002 34 %
2012 15 %
Dados IPEA
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IDH
2000 0,669
2005 0,699
2012 0,730
Fonte: Estadão
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Reservas Cambiais em bilhões de dólares
Ano 2002 – 38
Ano 2013 – 375
Fonte: Ipea e Banco Mundial
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Espectativa de vida em anos

2002 – 71,0 anos
2011 – 73,4 anos
Fonte Banco Mundial
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Gastos Públicos com saúde
2002 – 28 bi
2014 – 106 bi
Fonte: Orçamento federal
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Gastos Públicos com educação

2002 – 17 bi
20124- 94 bi
Fonte: Orçamento Federal
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Capacidade instalada de Geração de Energia em MV
2002 – 80.315
2012 – 120.973
Fonte: IPEA
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RISCO-BRASIL (INDICE EMBI)
31/12/2002 – 1.446
31/12/2013 – 224
Fonte: IPEA
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Economia mundial
2002 – 14a. economia mundial
2013 – 6a economia mundial
Fonte: Banco Mundia​l

​ Por que o Santander fez nota aos clientes contra Dilma Rousseff? Na Matéria de 2013 abaixo ​​ a explicação óbvia!

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/15/spread-bancos.htm


Clique aqui para ler “Terrorismo econômico tem nome e sobrenome”

E aqui para
“Santander se desmente. Ele só ganha $ aqui”

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Precisamos falar sobre a Globo

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Está num artigo da Economist sobre a Globo. A revista diz que o governo trata a Globo com “docilidade”.
Tenho minhas restrições ao tom professoral da Economist ao falar do Brasil. Ora, se as fórmulas da revista fossem tão boas assim, o Império Britânico estaria mais vigoroso que nunca ainda hoje.
Notemos também que, a rigor, a Economist não tem sido capaz de resolver sequer os próprios problemas, quanto mais os da humanidade. Na Era Digital, a Economist é uma fração do que foi.
Feitas todas essas ressalvas, a revista acertou em cheio ao usar a palavra “docilidade”.
Nenhuma democracia pode conviver com tamanha concentração em um grupo de mídia. Nas contas da Economist, as Organizações Globo falam com 91 milhões de brasileiros.
Sabemos bem – a rigor, a Globo sempre disse o que diz hoje – que tipo de informação é passada aos brasileiros.
Tudo que beneficia o povo é uma “tragédia” – como o Globo definiu em sua primeira página o 13.o salário outorgado por João Goulart pouco antes do golpe militar.
A Globo faz mal ao Brasil, numa palavra. Mais especificamente: à ideia um Brasil socialmente justo. O Brasil da Globo é este que conhecemos, repleto de desvalidos em favelas e com os Marinhos no topo das famílias mais ricas do país.
Dada sua força, a Globo é a Bastilha brasileira, o símbolo da iniquidade. Para que a França avançasse, a Bastilha teve que ser derrubada. Para que o Brasil avance, a Globo tem que ser enquadrada.
Enquanto a Globo for deste tamanho, o Brasil continuará, essencialmente, o mesmo.
Enquadrar a Globo esbarra exatamente na “docilidade” do governo. Das administrações petistas, sublinhemos.
Porque antes você teve duas situações. Na primeira, durante a ditadura, a Globo fazia vassalagem e era recompensada majestosamente com mamatas indecentes.
Depois, com o fim da ditadura, a Globo passou de vassala a senhora. De Collor a FHC, todos os presidentes se ajoelharam para Roberto Marinho e para a Globo.
Com isso, a Globo conseguiu o milagre de sobreviver, ainda mais forte, àquilo que a fez ser o que é: a ditadura.
Esperava-se que o PT mudasse isso. Mas não foi o que ocorreu – ainda que fosse uma ação vital não para o partido em si, mas para a sociedade.
O PT foi dócil desde o início, sabe-se lá por quê. Pragmatismo, prudência, numa visão mais positiva. Medo, numa visão mais severa.
A docilidade se manifestou logo. A Carta aos Brasileiros, com a qual Lula se comprometeu a seguir as diretrizes básicas de FHC, teve as digitais de João Roberto Marinho, da Globo.
Pouco depois, em outro momento icônico, Lula compareceu ao enterro de Roberto Marinho, e lhe fez um elogio fúnebre.
Uma pequena medida de como as coisas se complicaram nas relações PT-mídia é que Dilma não compareceu ao enterro de Roberto Civita.
Mas Dilma também contribuiu para a dose de docilidade ao não trazer para o debate a regulação da mídia. Seu governo ficou marcado pela tese indefensável de que o controle remoto serve para lidar com a mídia.
Houve também o “republicanismo” na distribuição de verbas de propaganda do governo federal. O “republicanismo” carregou 6 bilhões de reais para a Globo em dez anos, a despeito de audiências cada vez menores.
Há detalhes difíceis de engolir neste “republicanismo” todo. Dias atrás, o portal ig publicou um artigo segundo o qual a Caixa Econômica Federal vai investir apenas 1% em publicidade nos meios digitais em 2013. Nem 2% e nem 3%: 1%.
Isso quer dizer que 99% da verba da Caixa terminam em mídias que rotineiramente massacram o governo. “Republicanismo” ou, como muitas pessoas dizem, “Síndrome de Estocolmo”?
É dentro desse quadro que Lula tem falado na campanha de desinformação promovida pela mídia. Coisas boas do governo Dilma, ou dele próprio, são ignoradas. Coisas ruins –reais ou imaginárias – são sublinhadas.
Entre os que reconhecem na concentração da mídia um enorme obstáculo ao avanço social brasileiros as palavras de Lula causam uma certa irritação. Ora, por que ele não fez nada a esse respeito em seus dois mandatos? Essa é uma das questões que um dia Lula terá que enfrentar.
Para regular de verdade a mídia, você tem que mexer no problema central: a Globo.
É o que Christina Kirchner fez com o Clarín, numa luta épica em que ela foi diariamente atacada sem jamais ceder. É o que o governo conservador do México está fazendo também com a Televisa.
No Brasil, sem que o caso Globo seja enfrentado, falar em regulação será pouco mais que jogo de cena.
Apenas para registro, até os militares começaram a ficar inquietos, num determinado momento, com o tamanho da Globo, porque isso poderia representar um Estado dentro do Estado.
O Brasil precisa, mais que nunca, de um estadista que diga aos brasileiros, com clareza e espírito público: “Precisamos falar sobre a Globo”.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sai o "Não vai ter Copa", entra o "Não vai ter Brasil"

A ordem é instaurar o caos
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A cada pesquisa eleitoral que mostra a resiliência da candidatura da presidente Dilma à reeleição, a oposição responde com mais ódio e violência, como se já não tivesse mais esperanças de derrotar nas urnas o que chama, pejorativamente, de "lulodilmismopetismo".
Manifestações sem pé nem cabeça param São Paulo, castigando a já sofrida população.
Outras capitais e grandes cidades brasileiras sofrem com o mesmo tipo de guerrilha.
O "não vamos ter Copa", que não colou, foi trocado pelo "não vamos ter Brasil".

O interessante é que tais demonstrações explícitas de desprezo pela democracia são seletivas.
Nunca têm como alvo governantes tucanos e assemelhados.
É como se todos os males do país fossem responsabilidade dos petistas, como se a incúria, a inércia, a incompetência administrativas seculares pudessem ser apagadas em quatro anos de governo.
A imprensa amplifica como pode essa insanidade, dando voz a qualquer um que tenha um discurso contra o PT.
Artistas se "engajam" na campanha hidrófoba.
A resposta dos governantes do partido tem sido a mais republicana possível, procurando soluções estritamente dentro da lei para ações escancaradamente subversivas.
A tática da oposição, de espalhar, por todos os meios possíveis, o caos no país, já foi aplicada com êxito em outros países.
Parece integrar uma cartilha, patrocinada sabe-se lá por quem, que ensina como derrubar governos democráticos, mas que incomodam a oligarquia.
Caso do Brasil, onde a tal "elite" não suporta Lula, nem Dilma, nem o PT, a quem se refere como "essa raça".
Os colunistas dos jornalões, também engajados na luta para que o país volte aos tempos da Casa Grande e Senzala, destacam o mau clima entre a população.
Só que se esquecem de dizer aos seus prezados leitores/ouvintes/telespectadores, que eles são pagos - e muito bem pagos - para insuflar esse ânimo, para jogar gasolina na fogueira, para ajudar a fazer o circo pegar fogo.
A história se repete, não é isso que dizem?