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terça-feira, 19 de julho de 2016
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Pré-sal poderia abastecer mundo inteiro por 5 anos
Eles querem o pré-sal e querem também o mercado de serviços que trabalha com a Petrobrás.
Querem tudo.
***
No site PT no Senado.
MUDANÇA NA PARTILHA, NÃO! Instituto do Rio estima que reservas do pré-sal são quatro vezes maiores
Nova estimativa indica reserva de 176 bilhões de barris, suficiente para atender toda a demanda global por cinco anos
Enquanto, no Senado, aguarda-se a votação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que acaba com a exclusividade da Petrobras na exploração e produção de petróleo do pré-sal, um novo estudo aponta que as reservas de petróleo da megarreserva marítima é ainda maior do que sabe. A bancada do PT no Senado é contra o projeto de Serra, por considerar que ele provocará a perda de controle da produção, perda da soberania do Estado em uma área estratégica e perda de recursos dos royalties para a Educação.
O estudo é do Instituto Nacional de Óleo e Gás (Inog), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e corre o mundo desde esta terça-feira (12), quando a agência britânica de notícias Reuters, a mais influente nos principais mercados financeiros da Europa e dos EUA pela sua importância e por se tratar da primeira estimativa confiável sobre o potencial de produção de petróleo do pré-sal brasileiro.
Com a observação de que se trata de uma “estimativa conservadora”, os pesquisadores do Inog, Cleveland Jones e Hernane Chaves dizem no documento que o polígono do pré-sal marítimo tem capacidade para suprir as necessidades atuais de óleo e gás de todos os países do mundo por mais de cinco anor.
As bacias sedimentares de Campos e Santos, sob as quais estão as reservas identificadas pela Petrobras, contêm pelo menos 176 bilhões de barris de recursos não descobertos e recuperáveis de petróleo e gás natural (barris de óleo equivalente), de acordo com um estudo – número quatro vezes maior do que os 30 bilhões a 40 bilhões de barris que já foram descobertos na área.
"Essa é uma estimativa conservadora, com uma alta probabilidade de se tornar verdade, 90 por cento, na verdade. Em tese, o total que ainda não foi descoberto de recursos recuperáveis no polígono do pré-sal pode ser tão grande quanto 273 bilhões de barris, mas o número mais alto só tem uma certeza estatística de dez por cento," acrescentou Jones, em entrevista à agência.
A estimativa do Inog é 54% maior que a publicou em 2010, quando apontou reservas no pré-sal de a 288 bilhões barris de óleo equivalente.
A pesquisa coloca a probabilidade de uma estimativa mais baixa, de 90 por cento, e a previsão mais alta, de dez por cento. Ao contrário de outros países democráticos produtores de petróleo como os Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Noruega, a agência reguladora de petróleo do Brasil, a Agência Nacional do Petróileo (ANP) não publica estimativas de potenciais recursos marítimos do Brasil.
"O Brasil tem sido descuidado por não tornar esses números públicos", disse John Forman, um ex-diretor da ANP. Ele adicionou que a estimativa do INOG é a única estimativa pública confiável que está disponível e que usa métodos aceitáveis pela indústria.
(Com informações das agências)
terça-feira, 5 de maio de 2015
Os motivos para o desespero da oposição

O desespero da oposição tem fundamento
por Alberto Kopittke*, no Sul21
É preciso olhar o atual ataque que a oposição político-midiática-financeira está fazendo ao Governo Dilma para além da onda de ódio disseminada em setores da classe média para que se compreenda os seus reais motivos.
As razões para um ataque tão virulento, beirando ilações de apoio a um Golpe de Estado, obviamente não estão na indignação do PSDB, da Rede Globo, da Veja, ou do capital financeiro em relação a corrupção, com a qual sempre conviveram tranquilamente, quando lhes convinha.
O que a oposição percebeu é que, após atravessar mais um ou dois semestres com dificuldades econômicas, os últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
A partir do segundo semestre do ano que vem, o Governo começará a inaugurar as grandes obras dos Governos Lula e Dilma, como a transposição do Rio São Francisco; as Hidrelétricas de Belo Monte (a terceira maior do mundo), de Jirau e de Santo Antônio; a expansão e construção de pelo menos 6 metrôs que estão em obras e dezenas de BRTs; pontes, como a de Laguna (SC) e a segunda Ponte do Guaíba (RS); grandes trechos da Ferrovia Norte Sul; ampliação e modernização dos maiores aeroportos do país; plataforma de petróleo; refinaria Abreu e Lima, que será a mais moderna do país; entre muitas outras.
A Petrobrás que nos últimos anos fez muitos investimentos para se preparar para o pré-sal, volta a se capitalizar a partir de 2016 e as extrações de Petróleo quadruplicam nos próximos três anos.
Além disso, a inflação tende a recuar e a economia voltar a crescer, gerando mais alguns milhões de empregos. E, de quebra, a Presidenta ainda inaugura a Cidade Olímpica e o Parque Olímpica e recepciona as Olimpíadas e as ParaOlimpíadas de 2016, em um megaevento que tende a ser 6 vezes maior que a Copa do Mundo.
Neste cenário, dá para entender o desespero da oposição e seu desatino golpista. Eles sabem que tudo o que foi plantado nos últimos 12 anos, será colhido nos próximos quatro.
*Alberto Kopittke é advogado e vereador de Porto Alegre.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
OPOSIÇÃO QUER VENCER A ELEIÇÃO E DESMONTAR O PRÉ-SAL [PARA PETROLEIRAS ESTRANGEIRAS]
Oposição quer vencer a eleição e desmontar o pré-sal, aponta Gabrielli à CPI
Por Cíntia Alves, no Jornal GGN
Por Cíntia Alves, no Jornal GGN
"A
quem interessa que a compra da Refinaria de Pasadena tenha sido um erro
e que a Petrobras seja classificada como uma empresa mal gerida e
quebrada?
Essa foi uma das
perguntas que os senadores membros da CPI da Petrobras - todos da
situação - fizeram ao ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli,
na manhã de terça-feira (20).
“A Petrobras não pode ser considerada uma empresa falida ou mal gerida. Isso é campanha da oposição e luta política. Essas forças são contrárias à Petrobras e querem desqualificá-la criando essa falsa imagem de que ela está em crise”, disparou Gabrielli.
Nenhuma liderança do PSDB ou do DEM - que recorreram, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a investigação exclusiva sobre a Petrobras no Senado - esteve no plenário ou integra a CPI como membro permanente. Eles declinaram a participação mirando uma CPI mista, com menos espaço para o governo.
Ao longo de três horas, Gabrielli respondeu a cerca de 200 perguntas, a maioria sobre a compra de uma refinaria no Texas, Estados Unidos, pelo total de 1,2 bilhão de dólares, em 2006. Segundo a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, a aquisição, até o ano passado, acumulou prejuízo de 530 milhões de dólares, mas nos dois primeiros meses de 2014 registrou lucro líquido de 58 milhões de dólares.
"Em 2006, Pasadena era um bom negócio. Em 2008, se torna mau negócio porque reflete a mudança que houve no mundo em 2008 com a crise financeira. Reflete a mudança no mercado dos EUA, que conseguiu reverter a desvantagem que tinha no passado com a venda de petróleo mais leve. Em 2013, volta a ser bom negócio e em 2014 é lucrativa. Compra petróleo leve no Texas que pode ser processado com margem de 30 a 40 dólares por barril, e produz 100 mil barris por dia. São 30 milhões de barris por ano. Se a margem de rentabilidade for de 10%, são 100 milhões de dólares de lucro por ano. Os dados são do mercado, são públicos", pontuou.
Na avaliação do ex-dirigente, as denúncias que a oposição ao PT levantam há meses sobre a estatal têm como pano de fundo o destino da empresa e a exploração do pré-sal. Ele lembrou que, em 2010, o site estrangeiro "Wikileaks" expôs um telegrama em que o ex-presidenciável José Serra (PSDB) teria sinalizado à petroleira [norte-americana] "Chevron" que mudaria as regras para exploração e repartição dos lucros do pré-sal caso vencesse a disputa eleitoral.
“A Petrobras não pode ser considerada uma empresa falida ou mal gerida. Isso é campanha da oposição e luta política. Essas forças são contrárias à Petrobras e querem desqualificá-la criando essa falsa imagem de que ela está em crise”, disparou Gabrielli.
Nenhuma liderança do PSDB ou do DEM - que recorreram, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a investigação exclusiva sobre a Petrobras no Senado - esteve no plenário ou integra a CPI como membro permanente. Eles declinaram a participação mirando uma CPI mista, com menos espaço para o governo.
Ao longo de três horas, Gabrielli respondeu a cerca de 200 perguntas, a maioria sobre a compra de uma refinaria no Texas, Estados Unidos, pelo total de 1,2 bilhão de dólares, em 2006. Segundo a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, a aquisição, até o ano passado, acumulou prejuízo de 530 milhões de dólares, mas nos dois primeiros meses de 2014 registrou lucro líquido de 58 milhões de dólares.
"Em 2006, Pasadena era um bom negócio. Em 2008, se torna mau negócio porque reflete a mudança que houve no mundo em 2008 com a crise financeira. Reflete a mudança no mercado dos EUA, que conseguiu reverter a desvantagem que tinha no passado com a venda de petróleo mais leve. Em 2013, volta a ser bom negócio e em 2014 é lucrativa. Compra petróleo leve no Texas que pode ser processado com margem de 30 a 40 dólares por barril, e produz 100 mil barris por dia. São 30 milhões de barris por ano. Se a margem de rentabilidade for de 10%, são 100 milhões de dólares de lucro por ano. Os dados são do mercado, são públicos", pontuou.
Na avaliação do ex-dirigente, as denúncias que a oposição ao PT levantam há meses sobre a estatal têm como pano de fundo o destino da empresa e a exploração do pré-sal. Ele lembrou que, em 2010, o site estrangeiro "Wikileaks" expôs um telegrama em que o ex-presidenciável José Serra (PSDB) teria sinalizado à petroleira [norte-americana] "Chevron" que mudaria as regras para exploração e repartição dos lucros do pré-sal caso vencesse a disputa eleitoral.
“Em 2009, o Congresso
Nacional começou a discutir o marco regulatório do petróleo brasileiro.
A primeira mudança com o marco foi definir que os lucros do pré-sal
seriam compartilhados entre Petrobras e Estado brasileiro. A segunda,
que a Petrobras será a operadora única do pré-sal. Há vazamento no
"Wikileaks" colocando de forma clara que a prioridade do próximo governo
[o da oposição, se vencer a disputa em outubro próximo] é desmontar
essa lei. Apareceram nomes de políticos, que prefiro declinar, mas são
políticos da oposição”, destacou.
Gabrielli apresentou dados do último balanço financeiro da Petrobras para rebater as acusações de que a empresa está afundada em dívidas. Segundo ele, os dados mais recentes comprovam que o lucrou do primeiro trimestre de 2014 foi de 5 bilhões de reais. "Só não chegou a 7 bilhões porque reservou 2 bilhões para o programa de aposentadoria dos funcionários. A Petrobras só toma empréstimo para crescer, não para resolver problemas de caixa. Como falar que ela está em crise? A empresa é pujante, está em crescimento.”
Corrigindo informações
O ex-presidente da Petrobras aproveitou o depoimento no Senado sem intervenções de oposicionistas para corrigir informações publicadas na grande mídia. Para ele, um dos erros foi terem apontado que a compra de Pasadena teria ocorrido “a toque de caixa”. Passou-se pelo menos um ano desde setembro de 2005, quando a Petrobras fez uma proposta à detentora de 100% da refinaria, a empresa belga "Astra Oil", até que os contratos fossem assinados, no final de 2006, segundo explicou.
Gabrielli também comentou a entrevista que o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou sobre o tema. Segundo ele, o veículo deu destaque para a parte em que o ele diz que Dilma precisa assumir sua responsabilidade sobre a compra da refinaria. A presidente havia afirmado que se soubesse das cláusulas "Put Option" e "Marlim", que causaram desentendimentos entre as sócias, não teria autorizado a compra. “Pinçar aquela frase é deslocar o que foi dito”, avaliou Gabrielli. Não houve, de acordo com ele, tentativa de imputar a responsabilidade da compra de Pasadena a Dilma simplesmente porque a decisão sobre a compra é de um órgão colegiado.
“A presidente Dilma é uma gerente de extrema competência. Ela tem posições muito firmes. Porém as decisões Conselho de Administração da Petrobras são de colegiado. Se ela colocasse uma posição [contrária à compra de Pasadena após saber das cláusulas], em 2006, não posso dizer qual seria a conclusão. Haveria debate. A responsabilidade é da diretoria internacional da Petrobras e do Conselho. A responsabilidade não é individualizada. O processo de compra é coletivo.”
Gabrielli apresentou dados do último balanço financeiro da Petrobras para rebater as acusações de que a empresa está afundada em dívidas. Segundo ele, os dados mais recentes comprovam que o lucrou do primeiro trimestre de 2014 foi de 5 bilhões de reais. "Só não chegou a 7 bilhões porque reservou 2 bilhões para o programa de aposentadoria dos funcionários. A Petrobras só toma empréstimo para crescer, não para resolver problemas de caixa. Como falar que ela está em crise? A empresa é pujante, está em crescimento.”
Corrigindo informações
O ex-presidente da Petrobras aproveitou o depoimento no Senado sem intervenções de oposicionistas para corrigir informações publicadas na grande mídia. Para ele, um dos erros foi terem apontado que a compra de Pasadena teria ocorrido “a toque de caixa”. Passou-se pelo menos um ano desde setembro de 2005, quando a Petrobras fez uma proposta à detentora de 100% da refinaria, a empresa belga "Astra Oil", até que os contratos fossem assinados, no final de 2006, segundo explicou.
Gabrielli também comentou a entrevista que o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou sobre o tema. Segundo ele, o veículo deu destaque para a parte em que o ele diz que Dilma precisa assumir sua responsabilidade sobre a compra da refinaria. A presidente havia afirmado que se soubesse das cláusulas "Put Option" e "Marlim", que causaram desentendimentos entre as sócias, não teria autorizado a compra. “Pinçar aquela frase é deslocar o que foi dito”, avaliou Gabrielli. Não houve, de acordo com ele, tentativa de imputar a responsabilidade da compra de Pasadena a Dilma simplesmente porque a decisão sobre a compra é de um órgão colegiado.
“A presidente Dilma é uma gerente de extrema competência. Ela tem posições muito firmes. Porém as decisões Conselho de Administração da Petrobras são de colegiado. Se ela colocasse uma posição [contrária à compra de Pasadena após saber das cláusulas], em 2006, não posso dizer qual seria a conclusão. Haveria debate. A responsabilidade é da diretoria internacional da Petrobras e do Conselho. A responsabilidade não é individualizada. O processo de compra é coletivo.”
Gabrielli reforçou que
historicamente o Conselho de Administração da Petrobras desempenha o
papel de avalizar decisões estratégicas após as diretorias abaixo do
Conselho na hierarquia debaterem os processos. No caso da compra de
Pasadena, quem capitaneava a negociação desde o início era a diretoria
internacional da Petrobras, chefiada por Nestor Cerveró - que depõe na
CPI na quinta-feira (22).
“O Conselho toma decisões com base em sumários executivos, não com base no sumário total, porque são processos grandes. Não há condições de analisar tudo. Tudo precisa passar antes pelo crivo das diretorias competentes. Logo, os membros do Conselho receberam um sumário executivo sobre Pasadena", um sumário sem explicações sobre as cláusulas citadas. Apesar disso, elas não eram "determinantes" para o negócio. "O que estava em jogo não eram as cláusulas, mas saber se iriamos expandir nossa produção pelo mundo ou se ficaríamos apenas na Argentina e Bolívia."
"SBM Offshore" e Paulo Roberto Costa
O ex-presidente da Petrobras evitou se aprofundar nas questões acerca da relação entra a estatal brasileira e a empresa "SBM Offshore". Ele apenas refutou as acusações feitas na imprensa nos últimos meses, dizendo que, à mídia internacional, a holandesa ["SBM Offshore"] desmentiu que haja informações contra a Petrobras por pagamento de propina a funcionários brasileiros. “Não há nenhum indício de propina. Não vou comentar porque desconheço esse tipo de informação”, resumiu.
“O Conselho toma decisões com base em sumários executivos, não com base no sumário total, porque são processos grandes. Não há condições de analisar tudo. Tudo precisa passar antes pelo crivo das diretorias competentes. Logo, os membros do Conselho receberam um sumário executivo sobre Pasadena", um sumário sem explicações sobre as cláusulas citadas. Apesar disso, elas não eram "determinantes" para o negócio. "O que estava em jogo não eram as cláusulas, mas saber se iriamos expandir nossa produção pelo mundo ou se ficaríamos apenas na Argentina e Bolívia."
"SBM Offshore" e Paulo Roberto Costa
O ex-presidente da Petrobras evitou se aprofundar nas questões acerca da relação entra a estatal brasileira e a empresa "SBM Offshore". Ele apenas refutou as acusações feitas na imprensa nos últimos meses, dizendo que, à mídia internacional, a holandesa ["SBM Offshore"] desmentiu que haja informações contra a Petrobras por pagamento de propina a funcionários brasileiros. “Não há nenhum indício de propina. Não vou comentar porque desconheço esse tipo de informação”, resumiu.
Sobre a relação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso na "Operação Lava-Jato" da Polícia Federal - mas recentemente solto por determinação do STF -, Gabrielli também disse pouco. Apenas que, no caso de Pasadena, Paulo Roberto teria participado apenas de uma reunião com a sócia "Astra Oil" para denotar que a Petrobras iria recorrer à justiça para concluir o processo de rescisão da parceria no Texas."
FONTE: escrito por Cíntia Alves no "Jornal GGN"
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