Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dois Brasis:


do Denilson e do Satãder

Se a Dilma ganhar, o Satãder volta pra Espanha ?


Do Denilson Crispim Santos, no Face do C AF:

Existem 2 Brasis.

1. o Brasil da FGV, IBGE e IPEA que cresce distribuindo renda
2. o Brasil da Folha, Veja e Globo onde tudo vai mal.
.
É um direito de cada um escolher em quem acreditar !!!
.
PIB em bilhões de reais
Ano 2002 – 1.477
Ano 2013 – 4.837
Fonte: IPEA
.
Número de Falências Requeridas
Ano 2002 – 19.891
Ano 2013 – 1.758
Fonte: Serasa
.
Inflação
Ano 2002 – 12,53%
Ano 2013 – 5,91%
Fonte IPEA.
.
Taxa de desemprego % MES DEZEMBRO
Ano 2002.- 10,5
Ano 2013. – 4,3
Fonte IPEA.
.
Taxa de Juros Selic
EM 31/12/2002 – 24,9 %
HOJE – 11 %
Fonte: Ipea
.
Dívida Pública % do PIB
Ano 2002 – 60,4%
Ano 2013 – 33,8% ;
Fonte: Ipea
.
Número de universitários
Ano 2002 – 3,5 milhões
Ano 2012 – 7,0 milhões
fonte: ANDIFES
.
Salário Mínimo Real mes de janeiro

Série em reais (R$) constantes do último mês, elaborada pelo IPEA, deflacionando-se o salário mínimo nominal pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE a partir de março de 1979
Ano 2002. – 364,84
Ano 2014. – 724,00
Fonte: IPEA
.
Taxa de pobreza (% de pobres)
2002 34 %
2012 15 %
Dados IPEA
.
IDH
2000 0,669
2005 0,699
2012 0,730
Fonte: Estadão
.
Reservas Cambiais em bilhões de dólares
Ano 2002 – 38
Ano 2013 – 375
Fonte: Ipea e Banco Mundial
.
Espectativa de vida em anos

2002 – 71,0 anos
2011 – 73,4 anos
Fonte Banco Mundial
.
Gastos Públicos com saúde
2002 – 28 bi
2014 – 106 bi
Fonte: Orçamento federal
.
Gastos Públicos com educação

2002 – 17 bi
20124- 94 bi
Fonte: Orçamento Federal
.
Capacidade instalada de Geração de Energia em MV
2002 – 80.315
2012 – 120.973
Fonte: IPEA
.
RISCO-BRASIL (INDICE EMBI)
31/12/2002 – 1.446
31/12/2013 – 224
Fonte: IPEA
.
Economia mundial
2002 – 14a. economia mundial
2013 – 6a economia mundial
Fonte: Banco Mundia​l

​ Por que o Santander fez nota aos clientes contra Dilma Rousseff? Na Matéria de 2013 abaixo ​​ a explicação óbvia!

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/15/spread-bancos.htm


Clique aqui para ler “Terrorismo econômico tem nome e sobrenome”

E aqui para
“Santander se desmente. Ele só ganha $ aqui”

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma estratégia de isolamento do Brasil?


Júlio Miragaya: Brasil x México
Por Júlio Miragaya, no Correio Braziliense, sugerido por Samuel Pinheiro Guimarães
22/05/2014 – 13h03
Brasil e México, embora separados por milhares de quilômetros, são países com muitas afinidades.
Brasileiros e Mexicanos são povos irmãos e não nos sai da lembrança a festa que os mexicanos fizeram em 1970 quando o Brasil sagrou-se tricampeão mundial de futebol.
Brasil e México são também os dois mais populosos países da América Latina, com 200 e 120 milhões de habitantes, respectivamente, e as duas maiores economias da região, com PIB respectivamente de 2,25 e 1,4 trilhões de dólares, representando, conjuntamente, quase 60% do PIB total latino-americano.
O México, como o Brasil, tem sua história marcada por momentos trágicos. Se aqui tivemos os portugueses massacrando milhões de indígenas e trazendo mais de 5 milhões de africanos na condição de escravos, o México vivenciou a tragédia do massacre perpetrado pelos colonizadores espanhóis, liderados por Hernán Cortés, que aniquilou o Império Asteca e dizimou mais de 8 milhões de nativos.
Mas o que nos distingue mais fortemente da realidade mexicana talvez seja a distância física da maior potência mundial, os Estados Unidos.
A proximidade com os EUA marcou profunda e tragicamente a história mexicana. Já país independente, livre do domínio colonial espanhol, o México teve surrupiado pelos norte-americanos, entre 1837 e 1853, nada menos que 55% de seu território, ou 2,41 milhões de km², o equivalente a mais da metade da área ocupada pelos 28 países que formam a União Europeia.
De uma nação com 4,38 milhões de km², passou a pouco mais de 1,97 milhão de km².
Sucederam-se outros momentos trágicos no México: a intervenção francesa e a humilhação da imposição do Imperador Maximiliano de Habsburgo entre 1864 e 1867; a ditadura sanguinária de Porfírio Diaz entre 1876 e 1911 e a Revolução Mexicana de 1910, liderada por Emiliano Zapata e Pancho Villa, vitoriosa em 1917, que promoveu uma ampla reforma agrária no país, mas deixou um saldo de 1 milhão de mortos.
A partir de janeiro de 1994, iniciou-se uma nova fase, com o México passando a integrar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês), juntamente com os EUA e o Canadá.
Nesse período, o México tem sido utilizado pelo imperialismo norte-americano como uma espécie de aríete contra os demais países latino-americanos que buscam um caminho próprio, sem a tutela dos EUA, tendo sido um dos maiores incentivadores da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), e que foi refutada na 4ª Cúpula das Américas, realizada em 2005 em Mar del Plata.
Recentemente, formou com países sul-americanos, que seguem a cartilha econômica liberal (Colômbia, Chile e Peru), a Aliança do Pacífico, para se contrapor à proposta brasileira de formação da União das Nações Sul-americanas (UNASUL).
O distanciamento político de Brasil e México só tem se acentuado. Nesses 20 anos, a submissão da economia mexicana aos EUA aprofundou-se intensamente. Mais de 80% de seu comércio exterior é realizado com os EUA.
Em 2009, quando a economia dos EUA caiu 2,4%, reflexo da crise iniciada em 2008, a economia mexicana despencou 6,2%.
Se compararmos o desempenho das economias brasileira e mexicana a partir de 2003, quando Lula assumiu o governo e o México aprofundou seu receituário liberal com Vicente Fox, a disparidade é gritante.
A economia brasileira cresceu 45,44% nesses 11 anos enquanto a do México cresceu 30,71%.
Em 2013 o Brasil cresceu 2,3%, o dobro do México (1,1%).
A participação dos salários na renda é de 45% no Brasil e de 29% no México.
Nesse período, o Brasil criou 16 milhões de novos empregos formais e o México apenas 3,5 milhões.
Em 2013, o Brasil criou 1,4 milhões de novos empregos e o México meros 200 mil.
O Brasil reduziu a pobreza absoluta a 15,9% de sua população e no México ela aumentou para 51,3%.
Não obstante o desempenho sofrível, o México é tido como o “queridinho do mercado” e o Brasil, o “patinho feio”.
O curioso é que se os elogios ao modelo neoliberal mexicano são fartos, na hora dos capitalistas investirem seus dólares, parecem preferir o Brasil, onde os investimentos estrangeiros diretos saltaram de 16,6 bilhões de dólares em 2002 para cerca de 70 bilhões em 2012, enquanto no México refluiu de 24 bilhões para 15,5 bilhões no mesmo período.
Se o modelo liberal mexicano teve um desempenho tão inferior ao modelo “intervencionista e estatizante” brasileiro, a que se devem os elogios do mercado ao modelo mexicano?
Seria um ato de má fé, de fundamentalismo ideológico ou uma estratégia de isolamento do Brasil no cenário internacional?
Júlio Miragaya é presidente da Codeplan-DF e Conselheiro do Conselho Federal de Economia

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dilma presenteia os barões da mídia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"OS BRIC NÃO SÃO MAIS EMERGENTES", DIZ CRIADOR DO TERMO


“Os quatro países conhecidos como BRIC –Brasil, Rússia, Índia e China– deixaram para trás o status de economias emergentes e precisam ser vistos como uma categoria à parte, informou ontem (31) o criador do termo, Jim O'Neill. Presidente da gestora de ativos da “Goldman Sachs” na Grã-Bretanha, O'Neill cita como exemplos de avanço a China e o Brasil, que estão entre as sete maiores economias do mundo com os outros dois muito próximos na lista.

"É cada vez mais claro para mim que se referir às quatro nações do BRIC como emergentes não faz mais sentido", disse o economista. "Os BRIC, junto com alguns outros países, merecem status diferente de muitos outros que podem ser corretamente classificados como mercados emergentes", destacou. O'Neill ressaltou ainda que o Brasil se tornou a sétima economia do mundo "dez anos antes do que eu pensava".

Recentemente, a “Goldman Sachs” reclassificou os quatro países, que passaram a ser chamados de "mercados de crescimento" nos relatórios da consultoria. Nessa categoria, estão também Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia –entretanto, "muito longe" dos BRIC em termos de importância econômica, escreve Jim O'Neill no 'Times'.

O economista criou o termo BRIC para ressaltar a força econômica dos quatro grandes emergentes na virada do século. Mas de lá para cá o passo do crescimento desses países tem superado as expectativas. A estimativa é que o tamanho do BRIC supere o do G7 –o grupo de países mais industrializados do mundo– por volta de 2027, cerca de dez anos antes do previsto, diz O'Neill.

Até o fim desta década, o BRIC deve alcançar Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 25 trilhões, comparado com cerca de US$ 11 trilhões atualmente e cerca de US$ 3 trilhões no início do século, afirmou O'Neill. "Em algum momento nesta década, eles superarão, juntos, os Estados Unidos. Meu palpite é que isso poderia ocorrer em torno de 2017-2018."

O economista diz que ser reclassificado de "mercados de crescimento" não implica que Brasil, Rússia, Índia e China "vão crescer todos os anos". "Eles crescerão em ciclos, como todos os outros. O que queremos com isso é indicar que, à medida que a economia global continue rastejando nesta década, a proporção deles no PIB global deve aumentar."

FONTE: divulgado pela agência britânica de notícias BBC

sexta-feira, 4 de março de 2011

BRASIL JÁ É A 7ª ECONOMIA DO MUNDO


MANTEGA: COM PIB RECORDE EM 2010, BRASIL JÁ É A SÉTIMA ECONOMIA DO MUNDO

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, com o PIB recorde de 7,5% divulgado quinta-feira (3) pelo IBGE, a economia brasileira ultrapassou a da França e do Reino Unido em paridade de poder de compra e é agora a 7ª maior economia mundial.

Entre os países do G20, o crescimento [em 2010] do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro foi o quinto maior, ficando atrás de China, Índia, Argentina e Turquia.

De acordo com Mantega, esse crescimento não sinaliza um superaquecimento da economia. Para ele, os dados mostram que já há um desaquecimento no último trimestre. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,675 trilhões em 2010. "Isso mostra a capacidade produtiva da economia brasileira, o potencial que vem sendo realizado nesses últimos anos. Mostramos nossa capacidade de crescer cada vez mais", afirmou Mantega.

O ministro disse ainda que o crescimento significativo do investimento mostra a qualidade do crescimento brasileiro, já que está havendo expansão na capacidade produtiva brasileira. "Isso nos habilita a continuar o crescimento nos próximos anos e crescimento equilibrado com mais oferta de produto afastando problemas de abastecimento e de inflação", completou.

O percentual [de crescimento] do PIB é o maior desde 1986, quando houve a mesma alta. No entanto, a metodologia da série foi modificada em 1996.

Com o crescimento mais arrefecido na parte final do ano, o PIB subiu 0,7% no quarto trimestre de 2010, em relação aos três meses imediatamente anteriores. Na comparação com o período de outubro a dezembro de 2009, a economia registrou alta de 5,0%.”

FONTE: portal do PT
via democracia e politica

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Paul Krugman: Os mortos-vivos erraram, mas continuam mandando

NYTimes.com

Quando os mortos-vivos vencem

By PAUL KRUGMAN

Quando historiadores olharem de volta no período 2008-10, o que mais vai intrigá-los, acredito, é o estranho triunfo de ideias falidas. Os fundamentalistas do mercado erraram sobre tudo — ainda assim eles dominam a cena política mais completamente que nunca. [Nota do Viomundo: Basta ver quantas vezes o Estadão já subiu os juros antes mesmo de Dilma Rousseff assumir o poder]

Como isso aconteceu? Como, depois que bancos descontrolados colocaram a economia de joelhos, acabamos com Ron Paul, que diz “não penso que precisamos de regulamentação”, assumindo um comitê-chave do Congresso que vigia o Banco Central? Como, depois das experiências dos governos Clinton e Bush — o primeiro aumentou impostos e presidiu sobre uma espetacular criação de empregos; o segundo cortou impostos e presidiu sobre um crescimento anêmico mesmo antes da crise –, acabamos com um acordo bipartidário para cortar os impostos ainda mais?

A resposta da direita é que os fracassos econômicos do governo Obama mostram que as políticas de “grande governo” não funcionam. Mas a resposta a eles deveria ser, que política de grande governo?

Pois o fato é que o estímulo econômico de Obama — que em si era quase 40% baseado em cortes de impostos — foi muito cauteloso para dar uma guinada na economia. E isso não é uma crítica feita em retrospectiva: muitos economistas, dentre os quais me incluo, alertaram desde o começo que o plano era grosseiramente inadequado. Coloquem assim: uma política sob a qual os empregos públicos foram reduzidos e na qual os gastos do governo em bens e serviços cresceram mais devagar que durante os anos Bush não contitui exatamente um teste de economia keynesiana.

Bem, talvez não tenha sido possível ao presidente Obama conseguir mais diante do ceticismo do Congresso em relação a seu governo. Mas mesmo que fosse verdade, apenas demonstra o contínuo controle de uma doutrina falida sobre nossa política.

Também vale a pena dizer que tudo o que a direita falou sobre os motivos do fracasso da Obamanomics estava errado. Por dois anos temos sido advertidos de que os empréstimos do governo fariam disparar os juros; na verdade, as taxas flutuaram com o otimismo ou pessimismo sobre a recuperação econômica, mas se mantiveram consistentemente baixas se comparadas a padrões históricos. Por dois anos fomos alertados de que a inflação e até mesmo a hiperinflação estava a caminho; em vez disso, a deflação continuou, com a inflação básica — que exclui a volatilidade dos preços de alimentos e energia — sendo a menor do último meio século.

Os fundamentalistas do livre mercado cometeram tantos erros sobre os Estados Unidos quanto sobre eventos no Exterior — e sofreram poucas consequências disso. “A Irlanda”, declarou George Osborne em 2006, “é um brilhante exemplo da arte do possível na formulação econômica de longo prazo”. Epa! Agora o sr. Osborne é a maior autoridade econômica britânica.

E nessa nova posição ele está copiando as políticas de austeridade implementadas pela Irlanda depois que a bolha local estourou. Aliás, conservadores dos dois lados do Atlântico passaram boa parte do ano passado saudando a austeridade irlandesa como um sucesso absoluto. “A política irlandesa funcionou em 1987-89 e está dando certo agora”, declarou Alan Reynolds do Cato Institute em junho passado. Epa!, de novo.

[Nota do Viomundo: Depois das "previsões" acima, vale dizer, a Irlanda faliu!]

Mas tais fracassos não parecem importar. Emprestando o título de um livro recente do economista australiano John Quiggin sobre doutrinas que a crise deveria ter matado mas não matou, estamos ainda — talvez mais que nunca — sendo governados pela “economia dos mortos-vivos”. Por que?

Parte da resposta, certamente, é que as pessoas que deveriam ter tentado matar as ideias mortas-vivas tentaram, em vez disso, fazer acordo com elas. E isso é especialmente verdadeiro do presidente [Obama], mas não apenas dele.

As pessoas tendem a esquecer que Ronald Reagan muitas vezes cedeu em questões políticas de substância — mais notadamente, ele aprovou múltiplos aumentos de impostos. Mas ele nunca foi mole com ideias, nunca recuou da postura de que sua posição ideológica estava correta e de que a dos adversários estava errada.

O presidente Obama, por contraste, tem consistentemente tentado fazer acordo com o outro lado, dando cobertura aos mitos da direita. Ele felicitou Reagan por restaurar o dinamismo dos Estados Unidos (quando foi a última vez que você ouviu um republicano elogiando Roosevelt?), adotou a retórica da oposição sobre a necessidade do governo de apertar o cinto mesmo diante da recessão e ofereceu congelamento simbólico de gastos e salários federais.

Nada disso fez com que a direita deixasse de denunciá-lo como socialista. Mas essa postura ajudou a dar poder a ideias ruins, de forma que elas podem causar danos imediatos. Neste momento o sr. Obama está saudando o acordo para corte de impostos [dos ricos] como uma forma de estimular a economia — mas os republicanos já estão falando em cortes de gastos do governo que acabariam com qualquer estímulo resultante do acordo. E como é que ele pode enfrentar os republicanos se ele mesmo abraçou a retórica de apertar o cinto?

Sim, política é a arte do possível. Todos entendemos a necessidade de fazer acordos com inimigos políticos. Mas uma coisa é fazer acordo para adiantar seus objetivos; outra é abrir as portas para as ideias dos mortos-vivos. Quando você faz esta concessão, os mortos-vivos acabam comendo o seu cérebro — e possivelmente também a sua economia.

PS do Viomundo: O mesmo acontece no Brasil com um grupo de petistas que assimilou o “jeito tucano de ser”. É fácil identificá-los: estão na fila de espera das páginas amarelas da Veja. Eu diria que essa turma sofre da síndrome de Estocolmo.

post do azenha

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Brasil ficará mais forte se trabalhar com Rússia, Índia e China"

"O Brasil ficará muito mais forte se trabalhar com a Rússia, China e Índia na construção de uma alternativa para o Banco Mundial e para o FMI. É preciso criar sua própria estratégia de desenvolvimento para ficar livre da estratégia neoliberal que falhou. Juntos, vocês podem criar uma alternativa e preservar suas riquezas em vez de deixar que seja explorada pelo Norte", diz o economista Michael Hudson, em entrevista à Carta Maior. "Brasil deve agir na defesa de seus interesses. Essa é a única forma de ter influencia", acrescenta.

Severo crítico das políticas econômicas desenvolvidas pelos Estados Unidos e Europa para os países emergentes, o economista norte-americano Michael Hudson explica em entrevista à Carta Maior o seu ponto de vista para o desenvolvimento brasileiro no mundo pós-crise.

Como funciona a economia dos países emergentes no mundo pós-crise?

MICHAEL HUDSON: As categorias usadas em estatísticas refletem uma teoria econômica. As pessoas acham que as estatísticas são empíricas, mas na verdade elas refletem categorias teóricas e a maior parte das teorias econômicas reflete o interesse econômico de uma classe por uma nação. Assim, por exemplo, o conceito do Produto Interno Bruto (PIB) presume que todos são igualmente capazes de produzir e que todos recebem pelo trabalho e não algo como renda pessoal.

Porém, os economistas clássicos dividiram a economia entre as economias reais que se tem hoje: a economia de produção e de consumo e o setor rotier, RAMTA, FIRE (em inglês, Finança, Seguros e Especulação Imobiliária, em contraposição aos setores produtivos da economia). Então, os economistas clássicos dividiriam o índice nacional do PIB e produtos em produção e overheads (demanda). Mas, na verdade, o PIB é composto por rendimentos resultantes do trabalho. É como se Wall Street, os financistas e os locatarios ganhassem seu dinheiro por oferecer um serviço: emprestar dinheiro, financiar e alugar imóveis. No entanto, se levarmos em conta os 200 anos de economia clássica, veremos que juros e aluguel são demandas e não produtos. Daí a confusão entre investimento e produção.

Nesse contexto, as teorias de Benjamin Litworth, foram linguisticamente importantes. Ele dizia que as pessoas são moldadas pela linguagem que usam. Se a linguagem tem um conceito que prevê que todos são produtivos, isso significa que ninguém vai ganhar um “almoço grátis”. A Escola de Chicago diz que não existe “almoço grátis”. No entanto, a maioria das economias hoje visa a conseguir um “almoço de graça”. Essa é a tragédia da maioria das economias atuais.

Cada vez mais atividades financeiras estão voltadas para relacionar crédito e dívida para recursos de produção, para tornar rendimento em juros, aluguel em juros e o rendimento das pessoas em juros. É extrativo, não é produtivo. Então o conceito entre extração e produção é um exemplo de como palavras são importantes para moldar sua visão de mundo.

Para onde os conselhos de desenvolvimento deveriam se voltar?


MH: Eu acho que agora o foco deveria ser os países que compõem o BRIC porque eles fazem parte de uma classe diferente. O resto do mundo, especialmente os EUA e também a Inglaterra e a Europa, querem criar créditos livres para estabelecer uma relação entre o crédito e todos os seus recursos. Querem fazer isso com florestas, minas, e indústria. Assim, o BRIC está em uma posição que precisa de alternativa para o alinhamento entre Europa e a América do Norte

Em outra palavras, EUA e Europa estão prejudicados por juros. O mercado imobiliário, especialmente, está em crise. Os países do BRIC são os únicos que ainda não foram atingidos pela crise. Então algumas pessoas dizem: olhe, ainda há espaço para extrair mais dinheiro deles.

O Brasil ficará muito mais forte se trabalhar com a Rússia, China e Índia na construção de uma alternativa para o Banco Mundial e para o FMI. É preciso criar sua própria estratégia de desenvolvimento para ficar livre da estratégia neoliberal que falhou. Juntos, vocês podem criar uma alternativa e preservar suas riquezas em vez de deixar que seja explorada pelo Norte.

Como os Estados Unidos se posicionam frente a este movimento?


MH: Os EUA farão tudo que puderem para se opor a esta independência. Em 1962, conversei com o presidente Kubitschek depois que ele deixou a presidência. Ele foi à Nova York e explicou que havia sido tirado do poder pelos Estados Unidos. Os EUA não vão deixar nenhum país tomar conta de seus próprios recursos, assim como não deixaram nenhum país desenvolver a habilidade de se auto-sustentar. Por isso o Brasil deve ser completamente independente. Vimos o que os EUA fizeram no Irã. Quando o país quis gerir o próprio petróleo, os Estados Unidos puseram o xá no poder, apoiando o mais reacionário movimento islämico.

O mesmo se passou no Afeganistão: quando eles tentaram secularizar e dar poder às mulheres, os americanos criaram a Al-Qaeda e financiaram a organização e o islã fundamentalista durante a luta. Os EUA vão fazer tudo que puderem para combater o Brasil, assim como a Europa, porque eles querem a riqueza do país para eles.

E se o Brasil quiser ser independente, eles entenderão isso como um ataque! Se os países dizem que querem ser livres, eles dizem que isto é escravidão para uma ideia não-americana. Por isso é preciso se livrar dos ideais americanos de liberdade, porque o que eles afirmam ser liberdade, outros países chamam de sofrimento! O que eles estão fazendo é retroceder a economia e a sociedade para um padrão cultural que restabeleça tudo que o século XIX pensou ter se livrado.

Antes, a dominação de um país pelo outro era feita militarmente, hoje acontece pela economia. A conquista financeira é bem parecida com a militar: visa a tomar o território de outro país, neste caso criando uma dívida e fazendo com que ele pague juros. O controle da indústria de um país é o controle da oferta americana. Não por meio do pagamento de tributos, mas pelo pagamento de juros e dividendos em aluguel. A justificativa para isso? É assim que o mundo funciona. Acontece que o mundo não funciona assim e cabe ao Brasil e aos demais países do BRIC criarem uma alternativa e dizer: temos uma ideia diferente de como o mundo deveria funcionar. Não precisa ser dessa forma.

Como o Brasil pode ter maior participação nas decisões econômicas globais?

MH: Agindo em defesa de seus interesses. Você não precisa que outras pessoas aprovem o que está fazendo. Esta é a única maneira de se ter influência. O desafio é seguir seu próprio caminho e não tentar ser popular com os americanos, com o Banco Mundial ou com o FMI, mas dizer: nós temos recursos que podem tornar todos os brasileiros ricos, e vamos desenvolver pesquisas para os brasileiros, não para os banqueiros e investidores americanos ou europeus. Vamos trabalhar com outros paises para criar o tipo de mundo que os livros de economia dizem ser a favor: investimento no aumento do padrão de vida. Faremos isso do nosso modo.

Notem que os conselhos dados pelos EUA para os outros países não equivalem ao método adotado por eles para enriquecer. Os Estados Unidos prosperaram no século XIX através de terror protecionista, do investimento do governo em infraestrutura. Eles ficaram ricos e se tornaram a indústria dominante no mundo através da não-privatização de seus recursos, mas investindo em estrutura pública para diminuir os custos quando se trata de fazer negócios.

O Brasil deveria dizer que seu objetivo é diminuir os custos de fazer negócios para se livrar de despesas desnecessárias. E despesas desnecessárias são o que os economistas chamam de juros imobiliários e overheads. Os brasileiros podem abrir seu próprio caminho assim. Se um investidor estrangeiro decidir investir no Brasil, ele vai estabelecer um subsidiário financeiro, fará um empréstimo para si próprio, grande o suficiente para absorver todos os lucros e juros, e depois vai dizer que não tem nenhum lucro, então não tem de pagar nenhum tributo fiscal ao Brasil.

O país deveria tirar os juros de adaptabilidade, trocar as taxas de trabalho e de indústria por outras sobre uso da terra e pesquisa. O Brasil deveria ter taxas de pesquisa, como foi discutido na Austrália recentemente e como se pensou em fazer na Rússia no fim dos anos 90. As taxas de pesquisa são uma forma de manter o excedente de produção econômica do Brasil, em lugar da lei atual defendida pelos EUA e pelos liberais que determina que se dê permissão para as companhias privadas explorarem as suas riquezas. O Brasil está dando isso para os investidores estrangeiros, em vez de trazer investimentos para seu próprio país.

Neste contexto, o que representa a expressão Governança Global?


MH: A palavra governo vem do verbo impulsionar. Quer dizer, como a economia mundial vai ser impulsionada. Obviamente, tem sido impulsionada em duas direções diferentes. Os chineses têm um provérbio: quem tenta tomar dois caminhos de uma vez só vai ter um quadril quebrado. É preciso escolher qual rumo tomar e ter coragem de seguir seu caminho de desenvolvimento.

O que o Brasil pode aprender com isso?

MH: Pode aprender como os EUA ficaram ricos no século XIX, depois da Guerra Civil e não como eles estão dizendo que vocês devem fazer agora. Estudando como a Inglaterra se tornou a sede da Revolução Industrial nos séculos XVII e XVIII, através do mercantilismo, do protecionismo e por se opor aos juros financeiros e imobiliários, se livrando dos vestigios do feudalismo. Assim como a batalha das economias clássicas na Europa de 800 anos, combatendo a conquista de suas terras por exércitos estrangeiros, por bancos estrangeiros cobrando juros!

Então o Brasil tem que se livrar do colonialismo. Um dos problemas foi o latifúndio e o problema de divisão de terras provocado por ele. Outro foi o fato de o Banco Mundial ter incentivado o Brasil a se tornar exportador, em vez de alimentar algumas pessoas. Assim como a Rússia, a China e a Índia estão se voltando mais para alimentar a própria população, o país deveria usar sua terra para plantar grãos e alimentar sua população em vez de importar os alimentos.

Para seguir seu próprio caminho você deve ser economicamente independente. Isso foi o que os EUA fizeram e pode-se dizer que os EUA são o único país no mundo que de fato defendeu seus interesses econômicos. Não há nada de errado nisso, há ônus e bonus, mas o que é bizarro é que os outros países não tenham tentando defender seus próprios interesses. Se isso ocorresse, haveria outros países em posição de atuar como iguais e o Brasil teria uma economia justa, que cresceria bem mais rápido.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Brasil vem dando exemplo ao mundo, diz James Galbraith


“A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.

BRASÍLIA – O economista norte-americano James Galbraith afirmou na quinta-feira (16) que o Brasil vem dando ao mundo um exemplo de como enfrentar com sucesso a crise econômica global. Segundo Galbraith, que participou em Brasília de um seminário internacional sobre governança global organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”.

Ao optar por aumentar os investimentos em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de promover arrocho para combater a crise, o Brasil, segundo Galbraith, atravessa atualmente um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais: “O Brasil joga na cara do mundo neoliberal que pode haver crescimento social e econômico sustentável ao lado de um processo democrático funcional”, disse.

Galbraith afirmou que “o processo de governança global comandado pelo mercado financeiro e pela ideologia neoliberal desde o final dos anos oitenta foi um fracasso constrangedor”. O economista lembrou seu livro “O Estado Predatório” para afirmar que o maior perigo econômico da atualidade é deixar que as forças do mercado financeiro voltem a dominar as ações de estado: “A prosperidade dos banqueiros geralmente é contrária à prosperidade geral da população”.

A evolução da desigualdade mundial, segundo Galbraith, está diretamente ligada às diversas crises pelas quais passou o capitalismo financeiro nas três últimas décadas: “Aconteceu uma mudança abrupta e dramática a partir dos anos oitenta. As crises na América Latina, a queda do comunismo no Leste Europeu e a crise asiática de 1997 fazem parte de um fenômeno comum, proporcionado pelo domínio do mercado financeiro, que fortaleceu os países mais ricos e as pessoas mais ricas de cada país”, disse.

Essa sucessão de eventos, segundo a análise do economista norte-americano, culminou com a mais recente crise financeira global, iniciada com o estouro da bolha das hipotecas nos Estados Unidos: “Não aconteceu uma crise da Grécia, mas sim um desdobramento da grande crise de 2008, que foi a maior fraude financeira da história. E, devo dizer, não vamos sair desta crise facilmente ou em breve”.

Desmatamento
Durante o seminário, que foi organizado em parceria com a Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (AICESIS), o Brasil, graças a sua política de combate ao desmatamento, também mereceu elogios do argentino Eduardo Viola, que é professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Viola citou os esforços do país para deter o desmatamento na Amazônia: “De 2004 a 2009, o Brasil reduziu o desmatamento da floresta de 24 mil hectares para sete mil hectares. É um caso único no mundo. Na medida em que o Brasil vai tomando medidas internas acertadas, torna-se um personagem cada vez mais importante nas discussões globais sobre o clima”.

O professor, no entanto, afirmou não acreditar que seja ainda válido o conceito de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento estabelecido pelo Protocolo de Quioto: “É claro que os EUA e os países da União Européia tiveram um papel histórico decisivo no aumento das emissões de gases estufa. Atualmente, no entanto, a China aumenta cada vez mais suas emissões”, exemplificou, lembrando que o país asiático_ que lança anualmente na atmosfera seis toneladas per capita de carbono enquanto os EUA emitem 20 toneladas per capita _ ainda tem “espaço” para aumentar suas emissões.

No caso dos EUA, Viola afirmou que o governo de Barack Obama “avançou muito pouco” na luta contra o aquecimento global, apesar da aprovação no ano passado de uma lei de energia e clima: “A lei aprovada é insuficiente e, em caso de vitória do Partido Republicano nas eleições parlamentares de novembro, a possibilidade de aprovação de uma lei do clima mais abrangente certamente será abandonada”, avaliou.

post do cartamaior

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

QUATRO ENTRE CINCO FAMÍLIAS BRASILEIRAS REVELARAM QUE A SITUAÇÃO FINANCEIRA MELHOROU


IPEA: MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÃO OTIMISTAS COM ECONOMIA DO PAÍS

“Mais da metade da população estão otimistas em relação à situação econômica do país. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que calculou o Índice de Expectativa das Famílias, apresentado (31/08), no Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que mais de 58% da população acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses. Mais de 55% acreditam que o cenário otimista também se repetirá nos próximos cinco anos.

A confiança é maior entre as pessoas com melhores rendimentos e os mais jovens, e entre os entrevistados que se declararam negros, os que têm nível de escolaridade superior incompleto, e os que recebem benefícios do governo. As maiores proporções de otimistas foram constatadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

De acordo com o IPEA, o otimismo pode estar relacionado à melhoria da situação do orçamento das famílias, já que 73% dos entrevistados indicaram estar em melhores condições financeiras do que há um ano.

“Quatro entre cinco famílias revelaram que a situação financeira melhorou. Essa melhoria foi registrada com maior proporção na Região Centro-Oeste [81,75% dos entrevistados] e a Região Sul foi a que concentrou um menor número de famílias com melhorias no orçamento [67,39%]”, afirmou o presidente do IPEA, Marcio Pochmann.”

FONTE: reportagem de Carolina Gonçalves publicada pela Agência Brasil

terça-feira, 13 de julho de 2010

ECONOMIA REGISTRA RECORDES EM JORRO!

a) emprego na construção civil bate novo recorde em maio, com crescimento de 9,7% na comparação com maio de 2009. Setor emprega 2,695 milhões de trabalhadores com carteira assinada –um patamar inédito, segundo o Sindicato da Indústria da Construção;

b) venda de máquinas para construção pesada acumula alta de 16% até junho, com o mercado aquecido pelas obras do PAC;

c) produção de automóveis fecha o 1º semestre com alta de 19% -- um novo recorde no setor;

d) vendas de máquinas agrícolas têm crescimento de 51,7% no 1º semestre --20 mil pequenos tratores são vendidos à agricultura familiar, graças ao crédito do BNDES para o programa 'Mais Alimentos';

e) pré-sal --cuja exploração soberana é contestada pelo candidato do conservadorismo brasileiro-- inicia produção comercial permanente no Espírito Santo --são mais 40 mil barris de petróleo por dia;

f) trem-bala que unificará Campinas-SP e RJ tem edital de licitação divulgado pelo governo em Brasília.

(Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país; 13-07)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Lula diz que crescimento do PIB foi "exuberante" e que "Brasil merecia" .


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Fortaleza, que o "Brasil merecia e precisava disso" ao comentar os números do crescimento do PIB trimestral, divulgados hoje.

Em ritmo mais forte de expansão após a crise, a economia brasileira cresceu 9% no primeiro trimestre de 2010, ante o mesmo período do ano passado, a maior variação desde o início dessa base de comparação na série histórica, em 1996.

O presidente chamou o crescimento da economia brasileira de "exuberante" e aproveitou para alfinetar a oposição.

"Vocês viram que eu fui esculhambado quando eu disse que a crise seria só uma marolinha aqui no Brasil", disse Lula a uma plateia de cerca de 2.000 agricultores familiares.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Para Lula, governo de FHC foi 'década perdida' da economia .



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o período do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) como parte das décadas perdidas na economia. Lula afirmou em discurso na abertura do Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de janeiro, que o país agora tomou gosto pelo crescimento.


"Qualquer um de vocês pode checar que poucas vezes investimos tanto em infraestrutura no país como agora. Tivemos algo próximo disso em 1975, mas na época o governo tomou dinheiro emprestado a 6% e, logo depois, os juros subiram 21%. Sabemos o que se passou com isso. Passamos duas décadas perdidas, entre 1980 e 2000", afirmou Lula.

Em seu discurso, Lula criticou ainda os países ricos dizendo que o Brasil mostrou ao mundo, "humildemente", como se faz política econômica com seriedade. "O Brasil aprendeu que o que acontece no mundo hoje é de uma irresponsabilidade muito grande. O mercado não é Deus e o estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", disse. "No Brasil, não vacilamos", disse.

"Acabamos também com essa história de PIB potencial, que era uma bobagem de alguns economistas que diziam que o Brasil não podia crescer mais de 3% que a casa caía. Agora, vimos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6%. Também não queremos crescer demais porque não queremos ser uma sanfona, que vai a 10%, volta a 2%, que vai a 10% e volta a 2%. Queremos crescer de forma sustentável", completou Lula.

Tragédia ambiental

No evento, Lula também comentou as ações de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México e afirmou que problema semelhante no Brasil seria motivo para um escândalo internacional. "Os grandes não sabem parar o vazamento. "Acho engraçado, se fosse a Petrobrás, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós", disse. A declaração de Lula sobre o desastre ambiental foi motivo de aplausos da plateia que participa da abertura do Michelin Challenge Bibendum.

O presidente ainda defendeu o biodiesel como importante matriz energética do país e disse que vai incentivar a produção de combustível a partir da palma do dendê. "Além de fornecer combustível, vai dar para recuperar uma área degradada de mais de 30 milhões de hectares no Pará", disse.

Renovação da frota

O evento do qual o presidente participou apresenta uma série de soluções para mobilidade rodoviária sustentável como veículos que usam energia limpa. O presidente defendeu a renovação da frota brasileira. Lula chegou ao pavilhão da abertura da feira em um ônibus movido a hidrogênio desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, apontado como oção de transporte sustentável para o Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Segundo Lula, há algum tempo o Brasil tomou consciência de que era preciso renovar sua frota de automóveis, que segundo ele, tinha a idade média avançada. Ele destacou que essa renovação ocorrida nos últimos anos aumentou o nível de emprego e ajudou na redução da emissão de gases do efeito estufa. "Hoje, praticamente 100% dos carros produzidos no país são flex fuel, sendo que 60% da preferência dos motoristas desses carros é pelo etanol na hora de encher o tanque. Isso reafirma o etanol como importante matriz energética brasileira", disse.


O presidente afirmou ainda que houve renovação da frota de caminhões e tratores. Ele lembrou que foram realizados avanços no programa de financiamento para prefeituras para que tenham possibilidade de renovar sua frota de ônibus. "Temos ônibus com mais de 20 anos de uso rodando, ou seja, não só poluindo, mas colocando a vida das pessoas em risco. Vamos aumentar a produção para atender não só o Brasil mas a América do Sul, a América Latina e o continente africano", disse.

Vermelho, com agências

terça-feira, 25 de maio de 2010

LULA NÃO ENTENDE DE NADA! TODA HISTÓRIA TEM MAIS DE UMA VERSÃO

Pedro Lima
(Economista e Professor da UFRJ)

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de
miseráveis e pobres à condição de consumidores.
E que também não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais
escolas e universidades que seus antecessores juntos [14
universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas,
elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares (valores de janeiro de 2010), e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da
nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis (maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta).

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas
mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a
ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o
primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir. Hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos] .

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um
brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush -
notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador... é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam, lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da maior mudança geopolítica das Américas na história.


Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada... é bem melhor que todos os outros!!!...

domingo, 16 de maio de 2010

A economia do terror


Eduardo Bomfim *

As notícias dão conta de que a Europa patina em uma grave crise, e pacotes fiscais neo-ortodoxos são aplicados para estancar a sangria econômica na zona do Euro, vítima do assalto pelo capital especulativo, a única coisa realmente globalizada no planeta.

No Brasil a Federação Brasileira dos Bancos, FEBRABAN, reconhece que o produto interno bruto nacional, o PIB, crescerá por volta de 6,3% este ano, significando que o País terá um extraordinário desenvolvimento econômico em meio a uma profunda crise de caráter mundial.

Um terremoto nas finanças internacional que, como ponta do iceberg, apresentou-se na quebradeira dos grandes bancos de investimentos norte-americanos, abalou as estruturas da economia global, provocando a recessão e agora atinge em cheio a Comunidade Europeia.

E na Europa esses primeiros e fortes sismos acontecem exatamente nas chamadas economias mais frágeis como a Grécia, Portugal, Espanha e dizem os especialistas, também a Itália.

Não faltam também informações abalizadas, e notícias da imprensa, dando conta sobre um violento ataque especulativo contra o Euro em geral e os Países citados em particular.

Quer dizer, o capital financeiro parasitário atua como os predadores que percebem uma presa com algum tipo de dificuldade ou fragilidade e prontamente se lançam sobre a vítima com uma voracidade e sede de sangue ilimitadas, e em pouco tempo o que resta mesmo é a carcaça e a mais pura fedentina.

Mas a grande mídia hegemônica nacional repercute os fatos considerando tal atitude como algo perfeitamente natural e própria da “dinâmica saudável das regras naturais do mercado” e do sistema.

Tanto mais que recentemente divulgou, alegremente, a notícia de que conservadores alemães teriam proposto aos gregos que vendessem uma das suas ilhas, patrimônio da História da civilização grega e ocidental, para saldar a sua dívida.

Já os acordos do FMI e do Banco Central Europeu com a Grécia impõem o chamado choque fiscal neoliberal, massacre dos assalariados, tão conhecidos pelos brasileiros na era FHC.

Quanto ao crescimento nacional essa mídia hegemônica é contra e defende a sua frenagem porque representaria uma economia super aquecida, exigindo, excitada, juros altos, apostando em escalada inflacionária. Trata-se de um condenável ato de terrorismo contra o povo brasileiro.


* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O potencial de destruição do fascismo financeiro!


post do carta maior.

Há doze anos publiquei, a convite do Dr. Mário Soares, um pequeno texto
(Reinventar a Democracia) que, pela sua extrema atualidade, não resisto à
tentação de evocar aqui. Nele considero eu que um dos sinais da crise da
democracia é a emergência do fascismo social. Não se trata do regresso ao
fascismo do século passado. Não se trata de um regime político mas antes de um regime social. Em vez de sacrificar a democracia às exigências do
capitalismo, promove uma versão empobrecida de democracia que torna
desnecessário e mesmo inconveniente o sacrifício. Trata-se, pois, de um
fascismo pluralista e, por isso, de uma forma de fascismo que nunca existiu.

Identificava então cinco formas de sociabilidade fascista, uma das quais era o fascismo financeiro. E sobre este dizia o seguinte:

O fascismo financeiro é talvez o mais virulento. Comanda os mercados
financeiros de valores e de moedas, a especulação financeira global, um
conjunto hoje designado por economia de casino. Esta forma de fascismo social é a mais pluralista na medida em que os movimentos financeiros são o produto de decisões de investidores individuais ou institucionais espalhados por todo o mundo e, aliás, sem nada em comum senão o desejo de rentabilizar os seus valores. Por ser o fascismo mais pluralista é também o mais agressivo porque o seu espaço-tempo é o mais refratário a qualquer intervenção democrática.

Significativa, a este respeito, é a resposta do corretor da bolsa de valores
quando lhe perguntaram o que era para ele o longo prazo: “longo prazo para mim são os próximos dez minutos”. Este espaço-tempo virtualmente instantâneo e global, combinado com a lógica de lucro especulativa que o sustenta, confere um imenso poder discricionário ao capital financeiro, praticamente incontrolável apesar de suficientemente poderoso para abalar, em segundos, a economia real ou a estabilidade política de qualquer país.

A virulência do fascismo financeiro reside em que ele, sendo de todos o
mais internacional, está a servir de modelo a instituições de regulação global crescentemente importantes apesar de pouco conhecidas do público. Entre elas, as empresas de rating, as empresas internacionalmente acreditadas para avaliar a situação financeira dos Estados e os consequentes riscos e oportunidades que eles oferecem aos investidores internacionais. As notas atribuídas – que vão de AAA a D – são determinantes para as condições em que um país ou uma empresa de um país pode aceder ao crédito internacional. Quanto mais alta a nota, melhores as condições. Estas empresas têm um poder extraordinário.

Segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, «o mundo do pós-guerra fria tem duas superpotências, os EUA e a agência Moody’s». Moody’s é uma dessas agências de rating, ao lado da Standard and Poor’s e Fitch Investors Services. Friedman justifica a sua afirmação acrescentando que «se é verdade que os EUA podem aniquilar um inimigo utilizando o seu arsenal militar, a agência de qualificação financeira Moody’s tem poder para estrangular financeiramente um país, atribuindo-lhe uma má nota».

Num momento em que os devedores públicos e privados entram numa
batalha mundial para atrair capitais, uma má nota pode significar o colapso
financeiro do país. Os critérios adotados pelas empresas de rating são em
grande medida arbitrários, reforçam as desigualdades no sistema mundial e dão origem a efeitos perversos: o simples rumor de uma próxima desqualificação pode provocar enorme convulsão no mercado de valores de um país. O poder discricionário destas empresas é tanto maior quanto lhes assiste a prerrogativa de atribuírem qualificações não solicitadas pelos países ou devedores visados. A virulência do fascismo financeiro reside no seu potencial de destruição, na sua capacidade para lançar no abismo da exclusão países pobres inteiros.

Escrevia isto a pensar nos países do chamado Terceiro Mundo. Não podia imaginar que o fosse recuperar a pensar em países da União Européia.