sexta-feira, 4 de setembro de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
'A dívida do Brasil é mais onerosa do que a da Grécia', diz especialista
'Nenhum país do mundo paga mais juros do que o Brasil. Nem a Grécia. E não existe justificativa para o escândalo que são as taxas de juros no Brasil'
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De acordo com Fattorelli, a crise grega parece mais profunda aos olhos do mundo porque ocorreu em um curto espaço de tempo, de 2010 e para cá. Já no Brasil, a crise vem se diluindo desde a década de 1980, com momentos melhores e piores, mas sempre marcados pela alta taxa de transferência dos recursos públicos para as mãos privadas. “Nós estamos vivendo uma sucessão de ajustes fiscais e planos de austeridade desde a década de 1980”, lembra ela.
A auditora acrescenta que o Brasil é a 7ª economia do mundo, mas tem o 79º pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dentre os países da ONU. “O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Isso faz algum sentido? Para onde está indo toda essa riqueza produzida no país?”, provoca. Fattorelli questiona também os índices brasileiros relativos à educação, ao acesso à saúde e moradia, além dos que comprovam a escalada da violência.
“Se você olhar os índices aqui no Brasil, vê que se trata de um país em crise. Estamos em processo de desindustrialização. O desemprego é crescente. Cerca de 12 mil pessoas perdem emprego por dia e não tem perspectiva de ter outro. O nível dos salários no Brasil é uma vergonha. E por aí vai. Lá na Grécia teve redução salarial e de aposentadorias. Aqui, vão tornar oficial esta possibilidade. E por que isso? Por que todo esse sacrifício imposto ao povo? Por causa de uma crise financeira causada por uma dívida ilegal”, acrescenta.
Juros altos
Para a especialista, a crise econômica brasileira está diretamente ligada à questão dos juros altos, que fazem que o bolo da dívida aumente de forma muito rápida e obriga o país a abrir mão de seu patrimônio para pagá-los. “Nenhum país do mundo paga mais juros do que o Brasil. Nenhum. Nem a Grécia. E não existe justificativa para o escândalo que são as taxas de juros no Brasil, tanto os incidentes sobre a dívida pública quanto aqueles pagos pela sociedade em geral”, denuncia.
A auditora avalia que a situação do Brasil só não é tão desesperadora quanto a da Grécia porque o país ainda tem muito patrimônio para entregar, como de fato está entregando, principalmente por meio dos programas de concessões. “Ao contrário do que o governo diz, concessões são privatizações sim. Se você olhar no dicionário, a concessão é um dos tipos de privatização”, observa.
Além das privatizações, Fattorelli classifica a exportação de produtos primários, em especial o minério, como parte do processo de expropriação das riquezas do país via sistema da dívida pública. “É a entrega das nossas riquezas minerais por centavos. E já vai tudo lavadinho, usando a água que já falta em várias regiões e contaminando os lençóis freáticos. Então, é preciso compreender que a exploração financeira está diretamente ligada a essa exploração dos recursos naturais que, no fundo, é o que o capital quer”, afirma.
sábado, 14 de julho de 2012
O crime organizado pelos banqueiros
Mauro Santayana
sábado, 2 de julho de 2011
Direito fundamental de ir e vir
terça-feira, 17 de maio de 2011
Advogado pede impeachment de Gilmar Mendes
Advogado protocola no Senado Federal pedido de “impeachment” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes
do Novo Jornal
Acompanhado de um robusto relatório, o pedido de “impeachment”, do ministro do STF, Gilmar Mendes, foi apresentado pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan, no último dia 12 de maio na Presidência do Senado Federal, em Brasília.
Embora em torno do pedido tenha-se determinado “sigilo”, o assunto caiu como uma bomba na Casa Legislativa, já debilitada perante a opinião pública nacional, devido aos diversos escândalos envolvendo seus membros. Sem dizer que grande parte dos senadores encontra-se processada perante o Supremo Tribunal Federal.
Na petição, o comportamento do ministro Gilmar Mendes é duramente questionado. Principalmente sua relação com o advogado Sergio Bermudês. Seu escritório de advocacia, além de empregar a esposa de Gilmar Mendes, teria patrocinado diversas viagens do ministro ao exterior.
Os fatos narrados são gravíssimos e demonstram o quanto o Poder Judiciário está contaminado por práticas questionáveis. A relação dos “parentes” de membros do Poder Judiciário é trazida de maneira clara e comprovada.
A documentação, as provas e as testemunhas arroladas são de auto teor explosivo.
São testemunhas:
Deputado Federal Protogenes Queiroz
Desembargador Federal Fausto De Sancts
Jornalista Luiz Maklouf Carvalho- Revista Piauí.
Jornalista Moacyr Lopes Junior- Folha de São Paulo.
Jornalista Catia Seabra- Folha de São Paulo.
Jornalista Felipe Seligman- Folha de São Paulo.
Agente da Polícia Federal Jose Ricardo Neves.
Advogado Dalmo de Abreu Dallari-USP.
Nos termos da lei nº 1079, de 10 de Abril de 1950, depois de protocolado o pedido de “impeachment”, o presidente do Senado deveria criar uma comissão processante. Formada por senadores que emitiram parecer sobre o pedido que seria submetido à aprovação do Plenário. Se aceito o pedido, abre-se o procedimento de “impeachment”. A assessoria de imprensa da Presidência do Senado informou à reportagem do Novojornal, nesta segunda-feira (16), que o pedido foi encaminhado no mesmo dia, 12/05 para Assessoria Jurídica da Casa que deverá assessorar a presidência na tramitação da matéria.
Em procedimento semelhante e anterior, em relação ao ex-procurador geral Aristides Junqueira na década de 80, o presidente adotou o mesmo critério.
Cópia da petição acompanhada de toda a documentação foi entregue também na última quinta-feira (12), ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dr. Ophir Filgueiras Cavalcante Junior.
A OAB Nacional, procurada pela reportagem do Novojornal, informou que o assunto foi submetido ao presidente e que só se posicionará após o despacho do mesmo.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Alô, alô STJ ! Carta começa a divulgar acervo de Dantas
Amigo navegante envia para o Conversa Afiada o precioso arquivo que Carta Capital coloca no ar com toda a carreira gloriosa do passador de bola apanhado no ato de passar bola.
Por enquanto, a Carta expõe as operações de Dantas entre novembro de 2000 e março de 2005.
Clique aqui para ler “No Brasil passa a ser terminantemente proibido prender criminoso do colarinho branco, segundo artigo do corajoso Juiz Fausto De Sanctis”.
Clique aqui para ver que o “STJ já tinha decidido, por causa da operação Castelo de Areia, que rico não pode, sequer, ser investigado !”.
Depois, a Carta vai publica o resto, porque a obra do supracitado é imensa.
http://www.cartacapital.com.br/politica/o-acervo-de-cartacapital-sobre-daniel-dantas-e-o-caso-opportunity
O acervo de CartaCapital sobre Daniel Dantas e o caso Opportunity
Dossiê Dantas
Leia todas as matérias produzidas por CartaCapital sobre o banqueiro Daniel Dantas e o caso Opportunity. Aqui, o arquivo de novembro de 2000 a março de 2005
O acervo de CartaCapital sobre as estripulias e falcatruas do banqueiro Daniel Dantas ao longo de 12 anos.
1. O caribe é aqui (8/11/2000)
2. Derrota nas Ilhas Cayman (11/04/2001)
3. Dinheiro e ódio, a ciranda (4/07/2001)
4. A PREVI na sinuca (23/04/2003)
5. A lista oculta de Cayman (8/09/2004)
6. O dia do chacal (3/11/2004)
7. Fecha-se o cerco (10/11/2004)
8. As correntes do Opportunity (09/02/2005)
9. Daniel Dantas e seu banco – parte 1 (23/02/2005)
10. Daniel Dantas e seu banco – parte 2 (23/02/2005)
11. “DD, CC e a quadrilha” (23/02/2005)
12. Todos contra um (16/03/2005)
Dossiê Dantas
O acervo de CartaCapital sobre as estripulias e falcatruas do banqueiro Daniel Dantas ao longo de 12 anos
domingo, 20 de março de 2011
Arruda revela que distribuiu dinheiro para o DEM e o PSDB nacional
domingo, 1 de agosto de 2010
EUA SURRUPIARAM 95% DOS US$ 9,1 BILHÕES ORIUNDOS DO PETRÓLEO DO IRAQUE

“EUA NÃO CONSEGUEM PRESTAR CONTAS DE FUNDOS IRAQUIANOS
O Departamento de Estado norte-americano “não é capaz de prestar contas” [sic] de mais de 95% dos US$ 9,1 bilhões de recursos provenientes do petróleo iraquiano “que os Estados Unidos direcionaram para a reconstrução do país” [sic], segundo um relatório de auditoria divulgado esta semana.
O relatório do Investigador Especial dos Estados Unidos para a Reconstrução do Iraque oferece uma visão sobre o contínuo ‘descontrole’ [eufemia para atos escusos] sobre como esses fundos são empregados num país onde o povo reclama da falta de serviços básicos como energia elétrica e água potável, sete anos após a invasão liderada pelos Estados Unidos que derrubou Saddam Hussein.
A auditoria descobriu relatórios feitos de maneira precária pelo Departamento de Defesa, que não permitem que o Pentágono preste contas de forma completa de US$ 8,7 bilhões que retirou, entre 2004 e 2007, de um fundo especial estabelecido pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Dessa quantia, o Pentágono "não pode fornecer documentação para confirmar como gastou US$ 2,6 bilhões". Esses fundos não fazem parte dos US$ 53 bilhões alocados pelo Congresso para a ‘reconstrução’ do Iraque [para as tropas norte-americanas].
O relatório foi divulgado durante um período complicado para o Iraque. Apesar dos ganhos em segurança conquistados desde 2008, ataques com bombas continuam a ocorrer quase diariamente, somando-se às frustrações e temores dos iraquianos, cada vez mais cansados da atual crise política que, segundo alguns, refletem como os políticos do país [e o Pentágono] estão mais interessados em seus próprios interesses dos que nos da nação.
Os políticos chegaram a um impasse desde as eleições parlamentares de 7 de março, que não tiveram um vencedor claro. Eles não foram capazes de formar um novo governo, já que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, um xiita, parece determinado a permanecer no cargo, enquanto influentes partidos xiitas querem que ele deixe o governo [a interferência dos EUA, visando colocar somente ‘marionetes’ deles no governo, inviabiliza a solução política].
‘INCAPACIDADE’
A auditoria cita vários fatores que contribuíram para a incapacidade de prestar contas da maior parte do dinheiro retirado pelo Pentágono do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque. O documento diz que a maior parte das organizações do Departamento de Estado que receberam dinheiro do fundo foram incapazes de seguir as regras do Departamento do Tesouro, como é exigido [pois as regras impediriam ‘embolsar’].
Além disso, o relatório diz que nenhuma organização do Departamento de Estado foi designada para supervisionar a prestação de contas e os gastos dos fundos. "O colapso dos controles deixaram os fundos vulneráveis para usos inapropriados e perdas não detectadas", diz o documento.
A auditoria descobriu que os Estados Unidos continuam a manter em seu poder cerca de US$ 34,3 milhões [ínfima parcela comparada com os bilhões surrupiados], apesar de ter recebido o pedido para devolver o dinheiro ao governo iraquiano. Mas a auditoria [santamente] não indica que os investigadores acreditem que tenha havido exemplos de fraude envolvendo os gastos desses recursos.
PROGRAMA
Os recursos do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque [não são norte-americanos] vêm das exportações de petróleo e gás do país, bem como dos bens congelados e dos fundos excedentes do Programa Petróleo por Comida, da época de Saddam Hussein.
Com o estabelecimento da “Autoridade Provisória de Coalizão” [na prática, o Cmt da tropa dos EUA], que governou o Iraque no período logo depois da invasão, em 2003, até meados de 2004, cerca de US$ 20 bilhões foram somados ao fundo.
O governo iraquiano [o tal “marionete”] havia concordado em permitir que os Estados Unidos continuassem a ter acesso aos fundos após a dissolução da “autoridade provisória”, em 2004, mas revogou essa autorização em dezembro de 2007. “
FONTE: publicado no “Estadão.com.br”



