terça-feira, 29 de setembro de 2015

MULTINACIONAIS E EMPRESÁRIOS BRASILEIROS ROUBARAM R$ 170 BILHÕES


Porto do Rio de Janeiro: muitos empresários subfaturam exportações, causando prejuízos bilionários ao País (Foto: Tânia Rêgo / ABr)

MAIS UM DOS GOLPES DOS EMPRESÁRIOS PARA ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO (E NÃO QUEREM A CPMF...)

Manobras empresariais ilícitas tiram US$ 170 bilhões do País em 10 anos

"Subfaturar exportação e superfaturar importados permitem evasão de divisas e sonegação. Brasil tem o 7º maior fluxo ilícito, diz estudo internacional

Por André Barrocal, na revista "CartaCapital"

O Brasil vive um drama orçamentário, com o governo a propor a volta da CPMF para fechar as contas do ano que vem sem ter de cortar programas sociais como Bolsa Família ou subsídios à moradia popular (Minha Casa Minha Vida) e a universitários pobres (FIES). É um problema que beira o incompreensível, diante da revelação de certos hábitos do empresariado local capazes de desfalcar os cofres públicos em bilhões.

Na década compreendida entre 2003 e 2012, o Brasil foi ponto de partida de um fluxo financeiro ilícito de 217 bilhões de dólares, uma média anual de 21 bilhões. Este fluxo abrange dinheiro de corrupção e tráfico de drogas, entre outros crimes. A maior parte (cerca de 80%, ou 172 bilhões de dólares), contudo, resulta de procedimentos adotados por empresas para pagar menos impostos e disfarçar evasão de divisas. Casos mais comuns: subfaturar exportações e superfaturar importações.

Quase metade da movimentação ilícita total se deu entre 2010 e 2012. Foram 100 bilhões de dólares no período, uma média de 33 bilhões anuais. Pelo câmbio atual, seriam 130 bilhões de reais por ano, o dobro do problema orçamentário de 2016. O projeto de orçamento foi ao Congresso com um rombo de 30 bilhões de reais, mas o governo espera reverter sua própria proposta e obter uma sobra de 34 bilhões.

Os valores do fluxo financeiro ilícito brasileiro foram estimados por uma entidade chamada "Global Financial Integrity" (GFI), ou "Integridade Financeira Global", em tradução literal. Trata-se de um "think tank", uma “usina de ideias” financiada pela "Fundação Ford" e localizada em Washington, a capital do Estados Unidos. Seu propósito é autoexplicativo pelo nome.

Os dados constam de um estudo feito em 2014 pelo economista-chefe da GFI, Dev Kar, um indiano com 32 anos de Fundo Monetário Internacional (FMI) no currículo. Foram calculados a partir de dados do Banco Mundial (BIRD). E fazem parte de um livro lançado na terça-feira 22, a reunir estudos semelhantes sobre a situação na Índia, no México, na Rússia e nas Filipinas.
Os cinco protagonistas do livro estão entre os principais pontos de partida do fluxo financeiro ilícito no período de 2003 a 2012, segundo a GFI. Em um ranking de 145 países, a Rússia é o segundo (973 bilhões de dólares), o México é o terceiro (514 bilhões), a Índia é o quarto (439 bilhões), o Brasil é o sétimo (217 bilhões) e as Filipinas, a 15ª (93 bilhões).

O subfaturamento de exportações é o mecanismo mais usado pelos empresários brasileiros para transferir capital para o exterior ilicitamente”, diz o estudo de 2014. As firmas vendem para o exterior com preço abaixo dos valores de mercado “para reduzir o lucro que declaram no Brasil”. E fazem isso “geralmente com base em um acordo tácito com o importador no sentido de que ele remeta o valor restante para uma conta offshore [no exterior] controlada pelo titular da empresa”.

Alguns estudos indicam que subfaturar exportação é um meio de a empresa ter patrimônio em um paraíso fiscal para investi-lo posteriormente nela mesma no Brasil. Esse investimento disfarçado de "investimento estrangeiro" proporcionaria novos prejuízos aos cofres públicos: aumento da dívida externa e geração de gastos nas companhias que podem ser abatidos da tributação delas.

O superfaturamento de importações serve ao mesmo objetivo. Pagar por um importado acima do valor de mercado permite às firmas manter uma reserva financeira em paraíso fiscais.

De 1960 a 2012, a GFI estima que o fluxo financeiro ilícito a partir do Brasil tenha atingido 400 bilhões de dólares. Desse total, as manobras das empresas em transações de comércio exterior representaram de 80% do total.

Temos observado, há muitos anos, uma hesitação por parte do Brasil em atacar, efetivamente, problemas relacionados à fuga de capitais e a saídas ilícitas de recursos do país”, afirma a GFI, a destacar que o País deveria apertar as multinacionais. “O governo deve fazer muito mais para combater tanto o subfaturamento de exportações como o superfaturamento de importações, adotando, proativamente, medidas dissuasivas adicionais em vez de punições retroativas.

Em seu estudo, a entidade faz algumas sugestões para o governo coibir o fluxo financeiro ilícito. Aprovar lei criminalizadora do subfaturamento de exportações e superfaturamento de importações. Obrigar exportadores e importadores, inclusive seus dirigentes, a assinar termos declarando que os valores de suas transações são reais. Capacitar contradores e auditorias para vasculhar a contabilidade de comércio exterior das companhias.

Diz ainda que o Brasil deveria seguir o exemplo recente de Reino Unido e França e passar a exigir que as empresas informem às autoridades o nome de todos os seus controladores pessoas físicas e de titulares beneficiários. “Torna muito mais difícil a lavagem de produtos de crimes e da corrupção, facilita muito a identificação de relações ocultas entre parceiros comerciais e torna bem menos onerosos os requisitos de vigilância de clientela por parte de bancos”, afirma.

Com tal potencial arrecadatório inexplorado, resta a perplexidade entre observadores do debate orçamentário atualmente em curso no País. “As grandes empresas, principalmente as multinacionais, se aproveitam de uma arquitetura global que permite uma série de manobras e fazem evasão de divisas”, diz Grazielle David, do Instituto de Estudos Sócioeconômicos (INESC). “E com essa evasão, a conta vai sobrar para alguém: os pobres e a classe média.”


FONTE: escrito por André Barrocal, na revista "CartaCapital"

Procuradores da Lava Jato se autocomparam à Alemanha nazista


laerte
Esses procuradores da Lava Jato são incrivelmente coxinhas.
E realmente acham que cumprem algum tipo de missão divina.
Viajaram aos EUA, provavelmente às custas do erário (em plena crise econômica), para receber prêmio de uma potência imperialista que patrocinou um golpe de Estado no Brasil e tem forte interesse geopolítico no desmantelamento da engenharia nacional promovido pela Lava Jato.
Mas o rídiculo não pára aí.
O procurador chefe da Lava Jato, Dalton Dallagnol, ainda lambe as feridas da derrota que a república do Paraná sofreu no STF, com o fatiamento das investigações.
É uma derrota do golpe, claro, embora seja difícil ter esperanças de que qualquer outra equipe do MP e qualquer outro juiz não vão seguir os mesmos passos da cartilha do golpismo midiático.
Sem contar que já sabemos que a republica do Paraná também não vai parar.
Vai tentar levar essa conspiração até o golpe, para delírio dos Revoltados On Line e dondocas de São Paulo, para quem os procuradores dão palestras gratuitamente.
Queria ver eles darem palestras para os trabalhadores demitidos pela maneira irresponsável e truculenta pela qual conduziram as investigações.
Sergio Moro, por falar nisso, agora vai participar de evento de João Dória, ultra-tucano cujas revistas obscuras recebem milhões do governo de São Paulo.
Dallagnol quer a república do Paraná investigando todos os casos de corrupção no país, quebrando e paralisando inteiramente a atividade econômica nacional.
Uma consultora estimou os danos causados pela Lava Jato em mais de R$ 140 bilhões à economia brasileira.
É por isso que os procuradores vão receber prêmios nos EUA.
Então segue a reportagem, nos oferecendo o suprassumo da alienação política.
Ao falar sobre a suposta derrota sofrida pela conspiração midiático-judicial do Paraná, Dallagnol lembra da derrota sofrida pela Alemanha na II guerra.
Dá isso como exemplo de que a república do Paraná pode ser reerguer.
Pois é, bom exemplo... Às avessas.
A Alemanha derrotada, senhor procurador, era a Alemanha nazista.
Ou seja, mereceu ser derrotada, porque incinerou mais de 6 milhões de judeus, dentre outros massacres.
A ironia da comparação é que as grandes empresas alemãs quase todas apoiaram o nazismo.
Com a derrota do nazismo, os procuradores alemães não imitaram a república do Paraná. Não quebraram nenhuma empresa, apesar do histórico de corrupção e apoio à barbárie nazista.
Não, eles simplesmente exigiram impostos.
Outras foram nacionalizadas.
Era isso que vocês deviam ter feito. Proposto que as empresas pagassem mais impostos, mas mantivessem suas atividades, não demitissem ninguém.
A economia estaria mais segura, a corrupção combatida e o povo feliz.
Foi assim que a Alemanha foi reconstruída, com bom senso, não com moralismo assassino de empresas.
Outra diferença: a Alemanha pós-nazista tinha TVs e rádios públicas de ótima qualidade.
Até hoje, quem compra os direitos da Copa para exibir os jogos aos alemães, é uma tv pública.
Espero que vocês recebam o prêmio do Tio Sam, senhor procurador.
Vocês merecem.
Quebraram várias grandes empresas de engenharia, prejudicando inclusive muitos negócios no exterior, abrindo espaço para companhias norte-americanas.
***
No Globo.
Procurador da Lava-jato diz que decisão do STF de fatiar investigação é uma derrota
Segundo ele, ações sofrem porque um novo grupo de procuradores, policiais e juízes terá de tomar pé do trabalho
POR CATARINA ALENCASTRO, ENVIADA ESPECIAL 24/09/2015 22:07 / atualizado 24/09/2015 22:15
NOVA YORK - O coordenador da força-tarefa da investigação da Lava-jato no Ministério Público Federal no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol, disse na noite desta quinta-feira que a decisão do Supremo Tribunal Federal de fatiar as investigações da operação foi uma derrota. Segundo ele, as investigações sofrem com essa medida, pois um novo grupo de procuradores, policiais e juízes terá de tomar pé do trabalho que vem sendo feito pela equipe paranaense há mais de um ano.
- É claro que a investigação acaba sofrendo com a sua divisão. Nós vamos lutar e trabalhar arduamente para que não haja grandes perdas. Pelo contrário, para que consigamos agregar, a partir dessa derrota que nós tivemos no Supremo Tribunal Federal- disse Dallagnol.
O procurador citou a derrota da Alemanha na segunda guerra mundial como exemplo de país que se reergueu e disse que a equipe da Lava-jato também vai se "reinventar", colaborando com os novos investigadores do escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras.
- Agora, temos que nos aprender a nos reinventar, nós devemos nos adaptar à realidade, a realidade está posta e como pessoas, como países que sofrem derrotas, como a Alemanha que sofreu derrotas na primeira e na segunda guerra, nós devemos ser capazes de ser maleáveis e nos reerguer e lutar para continuar construindo um país melhor para nós e para as futuras gerações - afirmou.
Dallagnol e outros dois procuradores da Lava-jato - Carlos Fernando dos Santos Lima e Roberson Henrique Pozzobon- estão em Nova York como finalistas do prêmio Global Investigation Review, representando a força-tarefa do Ministério Público Fedaeral na categoria órgão investigador do ano. Os investigadores americanos que desvendaram o esquema de corrupção na FIFA também concorrem nessa categoria.

O fim do financiamento privado é mais importante que Moro e Lava Jato para combater a corrupção

Bingo
Por Paulo Nogueira, via DCM

Sabe este Congresso-lixo que temos?
Pois é.
É o pior Congresso que o dinheiro pôde comprar.
Por isto tem que ser amplamente saudado o veto de Dilma ao financiamento privado de campanhas. Porque é assim, com o dinheiro torrencial que as empresas colocam em candidatos que vão depois defender seus interesses, que se montou este Congresso que joga o Brasil para trás.
O financiamento privado de campanhas é a forma como a plutocracia toma de assalto a democracia.
As corporações enchem de dinheiro, para suas campanhas, figuras como, para ficar num caso exemplar, Eduardo Cunha.
E depois vem a fatura.
Porque não é um dinheiro dado, ou doado. É um dinheiro friamente investido, como numa decisão de negócios.
Se o candidato não corresponde às expectativas, ou seja, se não faz o que as empresas querem que ele faça, adeus. Não mais dinheiro, não mais eleições, não mais mamatas, não mais privilégios.
Se você rastrear as decisões dos políticos verá a íntima conexão delas com os milhões que receberam de seus financiadores.
O veto de Dilma é um passo gigantesco para a moralização do Brasil.
O dinheiro privado de campanhas está na raiz da corrupção. É a fonte primária a partir da qual a corrupção se espalha.
Tão combatida, Dilma vai passar para a história como o ocupante do Planalto que fez enfim uma mudança vital na estrutura política, partidária e social do Brasil.
Ela teve um mérito lateral no processo.
Colheu os frutos de um STF ao qual ela deu ares decentes, com o ingresso de magistrados como Teori e Barroso, para não falar de Fachin.
Este STF é imensamente superior àquele que fez circo no Mensalão. Aquele certamente não teria aprovado o fim do financiamento privado porque teria medo de incorrer no medo da mídia.
Gilmar Mendes, que era um dos símbolos daquele STF, hoje é uma voz isolada.
Ele fracassou em sua miserável chicana para manter o financiamento privado. Segurou, para uma vista de fancaria, por mais de um ano um processo no STF quando a contagem de votos já mostrava a decisão que afinal seria tomada.
Curioso que, agora, ele tenta desesperadamente retomar o processo no STF, sob argumentos tão bisonhos quanto os apresentados por Eduardo Cunha para realizar novas votações quando derrotado na Câmara.
Muito mais que a Lava Jato, muito mais que Sérgio Moro, o fim do financiamento privado é vital para a redução da corrupção a níveis decentes.
E isto se deu em 2015, ano de martírio para Dilma – e também de glória por essa mudança que haverá de devolver o Congresso ao povo e tirá-lo da plutocracia que o ocupou com suas moedas.

Cumplicidade do MP, do judiciário e da mídia com o PSDB é um câncer que corrói a credibilidade das instituições

Garoto de Ipanema
Guilherme Boulos


Ontem foi noticiado que o senador Aécio Neves (PSDB) utilizou aeronave oficial para ir 124 vezes ao Rio de Janeiro, quando era governador de Minas Gerais. A maioria das viagens ocorreu, curiosamente, entre as quintas-feiras e os domingos.

Que Aécio goste da zona sul carioca e até mesmo que se recuse a fazer o teste do bafômetro por lá - como em 2011, quando parado numa blitz - é uma questão dele. Agora, que use dinheiro e patrimônio públicos para fazer suas andanças nas noites de Ipanema já é outra coisa.

É ato de improbidade administrativa, que poderia levar a perda das funções públicas e suspensão dos direitos políticos. Poderia, é claro, pois tratando-se do PSDB - partido de Aécio - as punições da lei ficam sempre no futuro do pretérito.

Imaginem se fosse o Lula viajando para Garanhuns duas vezes ao mês com aeronaves da FAB. O ministro Gilmar Mendes já o teria chamado "às falas" e a turma dos Jardins faria panelaço todo domingo contra a imoralidade pública.

Já Aécio, o garoto de Ipanema, pode viajar à vontade com aeronaves do governo de Minas, pode até dar um aeroporto de presente para o tio, e nada acontece.

É impressionante a blindagem judicial e midiática dos tucanos neste país. Além das questões de Aécio com aeronaves e aeroportos - que logo serão esquecidas - quem se lembra ainda do mensalão de Minas, a caminho da completa prescrição? E do escândalo dos trens em São Paulo?

Sem falar de tantos e tantos casos do governo FHC, sendo os mais emblemáticos deles a notória compra de votos parlamentares para a emenda da reeleição e as privatizações feitas "no limite da irresponsabilidade", de acordo com as palavras de um ministro tucano à época.

Ninguém indiciado, nenhum preso. Posam ainda como paladinos da moralidade. A cumplicidade de setores do Ministério Público, do judiciário e da mídia com o PSDB é um câncer que corrói a credibilidade das instituições brasileiras.

Mídia brasileira não tem equivalente no mundo

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

PARECE QUE SONEGADORES DEIXARÃO DE SER IMPUNES


Receita Federal vai cobrar de 400 sonegadores mais de R$ 20 bilhões


"A Receita Federal anunciou que vai apressar a cobrança de impostos até o início do próximo mês de outubro, através de ações para recuperar de mais de 400 contribuintes que devem a quantia astronômica de R$ 20 bilhões.



Para se ter uma ideia, a quantia sonegada [somente por esses] 400 contribuintes já daria para pagar, por exemplo, todo o Orçamento da União referente ao maior programa habitacional do governo, o Programa Minha Casa, Minha Vida, que foi calculado em R$ 19,3 bilhões de investimentos em 2015. E olha que esse programa foi o que recebeu maior projeção de recursos do orçamento para 2015.

A medida causou furor em parte da imprensa que abordou com ar de polêmica a ação de recuperação da Receita, que faz parte da cobrança administrativa e que apenas pretende recuperar dinheiro que foi sonegado, ou que não foi pago e cuja cobrança está em tramitação há mais de três anos.

Segundo a Receita, a primeira leva de cobranças engloba 411 empresas e 23 pessoas físicas que devem “pouco” mais de R$ 10 bilhões. A maioria dos envolvidos já recorreu ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão que foi alvo de operação da Polícia Federal no início do ano por, justamente, segundo investigações da Operação Zelotes, ter conselheiros que suspendiam julgamentos e alteravam votos em favor de empresas em troca de pagamento.

Mesmo assim, a descoberta de mais de R$ 19 bilhões pagos em propinas, apenas para barrar as ações no CARF, não se caracterizaram como "escândalo" para a grande imprensa brasileira.

Segundo dados do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), o equivalente a 30% do valor "arrecadado" em impostos no Brasil é sonegado. Para se ter uma ideia, em 2013, os brasileiros sonegaram o equivalente a uma Suécia e uma Bolívia em impostos.

Em 2014, foi sonegado mais de R$ 417 bilhões. De janeiro a agosto deste ano, a sonegação no Brasil atingiu R$ 327 bilhões e o estoque da dívida ativa da União deve chegar a R$ 1,5 trilhão até o fim do ano.

Segundo a Sinprofaz, a maior parte de quem sonega é pessoa jurídica. O setor industrial é o que concentra a maior parte dos débitos tributários. Grandes indústrias devem R$ 315,7 bilhões do total de R$ 1,1 trilhão da dívida ativa registrada até julho. O comércio está em segundo lugar, com R$ 278,8 bilhões. Construção civil e agricultura ocupam os sétimo e décimo lugares, com R$ 49 bilhões e R$ 19 bilhões, respectivamente.

Cumprimento da lei

A Receita anuncia que aplicará punição àqueles que não cumprirem a lei. Os devedores terão 30 dias para pagar ou parcelar o que devem, após receber a notificação. Elas englobam desde a perda da concessão de serviços públicos e a exclusão de programas como o REFIS.

O órgão afirma que todos os débitos que serão alvo da cobrança são exigíveis, que já tiveram todo o processo de recurso possível concluído. As dívidas têm em média de três a cinco anos, mas há casos de mais de dez anos. A Receita afirma ainda que o objetivo não é cassar concessão de ninguém, mas fazer com que o contribuinte regularize os débitos.

Há também a previsão de comunicação imediata a órgãos, como o Ministério Público, de possíveis crimes a serem investigados no âmbito penal, como apropriação indébita e fraude.

Ou seja, o órgão federal apenas está fazendo cumprir a legislação no que tange a controle de arrecadação. Em tempos de crise financeira, nada mais justo que pagar a conta quem deve.

Mas sob a tutela da "elevada carga tributária no Brasil" [sic] há quem diga que "sonegar não é crime". É crime, mas o problema é que não dá cadeia. A Lei 8.137/90 [provavelmente feita por representantes de sonegadores], que define os crimes contra a ordem tributária, comina pena de reclusão de dois a cinco anos e, ainda que condenado, o sonegador terá direito ao regime aberto e, se em regime semiaberto, terá direito ou à suspensão condicional da pena, ou à substituição da pena corporal por serviços à comunidade, salvo se a pena for superior a quatro anos, o que é muito raro."

FONTE: do Portal Vermelho

A crise de hoje é piada perto do que fez FHC em 1998




Se você vendesse a sua única casa e desse uma festança torrando todo o dinheiro que recebeu por ela, você iria parecer uma pessoa rica, mesmo sem ter casa para morar. Foi isso o que aconteceu com o Brasil em 1998, quando o governo se abriu todo aos investidores de Nova York, de Londres e da Suíça, e vendeu muitos ativos a preço de banana. Foi uma festa de dinheiro entrando no país, mas, ao acabarem-se os ativos, os investidores se foram deixando apenas os débitos.

A reserva brasileira caiu de $ 70 para $ 26 bilhões de dólares, Fernando Henrique Cardoso teve de vender nossas empresas energéticas a preço de banana para obter fundos a fim de pagar os débitos. Como, ainda que drástica, essa medida não bastava, ele aumentou taxas de juros em 70%, que chegava para o consumidor final em até 200%. Isso é o que se pode chamar de crise. Mas éramos subdesenvolvidos e estávamos acostumados.

Só que FHC quis fazer mais festa e fez um novo empréstimo de $ 41 bilhões para gastar com a sua reeleição. E a imprensa não se vendeu por pouco para ficar calada, abocanhou o seu quinhão e fez até campanha. O Brasil, cada vez mais pobre, passou a abrigar brasileiros que constavam nos ranques dos mais milionários do mundo. FHC foi reeleito e a conta a pagar ao FMI já estava muito cara para o país. Para pagar esse débito, o governo pôs à venda tudo o que conseguiu, por bagatelas.

Lembro-me do Mário Covas brigando com FHC para não sucatear o Banespa. Isso já não é mais crise, isso é crime, e é motivo de fato e de lei para um impeachment. Mas a imprensa, essa que quer o golpe hoje, se encheu de dinheiro para se calar. E não só a imprensa, imagine você que FHC anunciou ao povo que houve uma entrada de 85,2 bilhões de reais de lucros com as privatizações, mas omitiu o fato de que, simultaneamente, na mesma “entrada de caixa”, saiu 87,6 bilhões de reais de contas escondidas.

A festa só acabou quando Lula ganhou as eleições. O que você acha que aconteceu com a dívida externa que degolava os brasileiros? Evaporou? O FMI ficou com peninha e deixou para lá? Não. O Lula peitou os investidores e disse: “essa dívida não é minha, nem do Brasil”.

Então fomos ameaçados de falência pelos investidores, mas demos a volta por cima. Alguém aí sabe como? Lula “abriu os cofres públicos e emprestou mais de meio TRILHÃO de dólares para fábricas, fazendas, infraestrutura — mas nem um real para derivativos, aquisições hostis ou CDOs, os bancos estatais deram aos seus proprietários-cidadão mais crédito do que o FMI dava a mais de 100 nações.” Foi assim que a economia brasileira saiu da lama. Isso é História. A "crise" de hoje é piada perto disso.

Fontes:
PALAST, Greg. Picnic de Abutres: em busca dos porcos do petróleo, piratas da energia e carnívoros da alta finança. Rio de Janeiro: Alta Books, 2014.


BIONDI, Aloysio. O Brasil privatizado: Um balanço do desmonte do Estado. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2003.

Ana Cláudia Dantas Ferreira
No GGN

essa mulher é valente.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Filho de pedreiro com catadora vira doutor

É por isso que a Casa Grande tá aflita: não tem mais escravo

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"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus"

No Uol:


Filho de pedreiro e catadora se forma em direito e homenageia pais no PI

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.

A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.

(...)

"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.

A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.

"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.

Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.

"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PSDB VOLTA A ATACAR A PETROBRAS EM PROL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS







[Em defesa (gratuita?) das empresas estrangeiras], oposição se empenha em tirar da Petrobras os royalties do pré-sal

"O lucro da maior empresa estatal brasileira será investido em educação e saúde. A oposição quer que esse montante seja "lucro privado"

Por Agência PT

Nesta semana, deve voltar a ser discutido na Câmara dos Deputados o regime de concessão que acaba com a participação mínima de 30% da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo da camada do pré-sal. O Projeto de Lei (PL) 6726/13, do deputado Mendonça Filho (DEM) foi o escolhido para entrar em pauta. Sua análise acontecerá se ele for aprovado como requerimento de urgência.

Há bastante tempo os parlamentares da oposição tentam tirar da Petrobras e do Brasil o direito aos 30% da produção do pré-sal. O senador José Serra (PSDB) criou o PLS 131/15, com a mesma função. [Depois da revelação do "Wikileaks", é sabida a parceria PSDB-Chevron-EUA]

Porém, no início deste mês, a comissão especial criada para discutir esse projeto foi extinta por falta de quórum. Isto é, não conseguiu reunir a quantidade necessária de senadores para debater a matéria. Por isso, o projeto será votado no plenário, assim que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), marcar a data.

Paralelo a isso, a Comissão de Minas e Energia, da Câmara, analisa o projeto de lei (PL) 600/15, do deputado Jutahy Júnior (PSDB), que também visa retirar da Petrobras o monopólio da operação dos campos de petróleo e desobriga a estatal de participar do investimento de 30% na exploração.

Esses projetos que acabam com a obrigatoriedade de participação da Petrobras como operadora única do pré-sal, pode inviabilizar o financiamento do Plano Nacional de Educação (PNE). No "modelo de concessão", defendido pela oposição, pretende-se entregar a riqueza retirada do pré-sal para empresas privadas [basicamente, para as grandes petrolíferas estrangeiras].

O "modelo de partilha" [criado no governo Lula] concede ao Estado maior soberania na gestão dessa riqueza nacional e, consequentemente, maior autonomia sobre a aplicação dos recursos decorrentes da exploração.

O governo já afirmou que parte desse lucro será investido na educação e na saúde, que receberão 75% e 25%, respectivamente, do fundo social. E é esse dinheiro que o senador José Serra/PSDB quer reverter para mais "lucro privado".

Atualmente, a Petrobras é a operadora dos campos de petróleo e responsável pela administração e decisões estratégicas. Dessa forma, tem o controle sobre todo o processo de produção, inclusive sobre a tecnologia que será usada no ritmo de exploração. O governo brasileiro espera mais que dobrar a sua produção de petróleo até 2030, passando de cerca de 2 milhões de barris por dia para 4 milhões."

FONTE: reportagem de Danielle Cambraia

poder roubar em paz!

o que querem os defensores do impedimento?

Bingo
Você vê Lobão, Gentili, Fábio Júnior e pensa em perder a fé na capacidade de reflexão da classe artística.
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Mas aí você vê Gregório Duvivier e volta a acreditar nos artistas.
A entrevista que Duvivier concedeu a uma emissora portuguesa em Lisboa é uma das mais luminosas análises da cena política contemporânea nacional.
A frase chave é esta: os caras querem tirar Dilma para poderem continuar a roubar.
A não ser que você acredite nos bons propósitos de figuras como Eduardo Cunha, Caiado e, como bem notou Duvivier, Aécio.
Aécio deveria explicar o aeroporto privado que construiu, ou as verbas públicas que alocou para rádios suas quando governador de Minas, e em vez disso fala com a maior cara de pau em combater a corrupção.
Atenção.
As pessoas que mais falam em corrupção são, em geral, as almas mais corrompidas.
No Brasil, o foco de espertalhões em corrupção desvia o debate do verdadeiro câncer nacional: a desigualdade.
Duvivier usou, com graça irreverente, uma sentença que todos deveríamos ter em mente. Limpar a corrupção com os pseudocampeões da moralidade que estão aí é como “limpar o chão com bosta”.
Um caso exemplar é o de Agripino Maia, presidente do DEM.
Enroscadíssimo num caso em que é acusado de achacar um empresário, ele consegue comparecer, como se tivesse a ficha mais limpa do mundo, a protestos anticorrupção.
Isto se chama tratar os brasileiros como se fossem imbecis.
A entrevista de Duvivier em Portugal é um magnífico contraponto a toda a canalhice cínica que marca o movimento pró-impeachment. Os políticos que o lideram se batem, todos eles, pela manutenção do financiamento privado às campanhas, sabidamente o maior foco de corrupção que existe, e a maneira como a plutocracia toma de assalto a democracia.
As críticas que Duvivier faz ao PT não são poucas, e são justíssimas.
O PT fez muito menos pelos índios do que deveria fazer. Na questão ambiental, deixou também muito a desejar.
Mexeu muito pouco na estrutura abjeta da política brasileira ao se ídedicar a acordos lastimáveis em nome da governabilidade.
Mas não é nenhuma dessas questões que comove os defensores do impeachment.
O que eles querem, como disse Duvivier, é poder meter a mão em paz, como sempre fizeram.

Defesa como vértice da retomada do desenvolvimento

Em um país como o Brasil, que enfrenta desafios socioeconômicos importantes como a diminuição da pobreza, acesso à educação e integração de parcela de sua população à economia, é natural nos perguntarmos se investimentos voltados para Defesa devem ser privilegiados. E a resposta a este questionamento é clara: sim!

Por Perpétua Almeida*


Foto: Agência Câmara
   
O Brasil deve consolidar uma base industrial de defesa, capaz de atender às demandas das Forças Armadas e de irradiar conhecimento, emprego e tecnologia em outros setores da economia.

A trajetória da Rússia, França, Reino Unido e, mais recentemente, China e Índia, mostra que desenvolver uma indústria de defesa e de alta tecnologia constitui, antes de tudo, um projeto estratégico. Isso vale também para nós, que além de possuirmos considerável patrimônio de recursos naturais que precisam de proteção, buscamos inserção ativa no cenário geopolítico e econômico internacional.

Recentemente começamos a dotar o país de meios para resguardar sua soberania e independência. Da decisão da aquisição e nacionalização dos aviões de caça Gripen ao submarino a propulsão nuclear, que patrulhará nossa “Amazônia Azul” já na próxima década, dos blindados Guarani a um moderno sistema dissuasório de artilharia antiaérea, todos são projetos que envolvem dezenas de bilhões de reais e permitirão intensa recomposição de nossa base industrial e tecnológica de Defesa, além de gerar e assegurar empregos.

Essa indústria é elemento motor para o desenvolvimento econômico. A história tem evidenciado o papel desempenhado pela produção de equipamentos de defesa no crescimento da economia. A partir da produção de armamentos, por exemplo, surgiram atividades como siderurgia, aeronáutica e microeletrônica. A indústria da Defesa levou também ao incremento do nível de especialização de mão de obra, gerando novas áreas de formação como a óptica, eletrônica e aeronáutica.

O desenvolvimento da base industrial e tecnológica de Defesa poderá se constituir no vértice de um projeto mais amplo de reindustrialização da economia. Demos os primeiros passos neste sentido com a Lei 12.598/12, que cria Empresas Estratégicas de Defesa, e com mecanismo de financiamento destas empresas de alta base tecnológica por meio de regimes especiais, como o Retido, e de programas de financiamentos das agências de fomento, como o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Entretanto, no próximo período serão necessárias outras medidas, que avancem na legislação de encomendas tecnológicas e efetivem previsibilidade de compras, com a finalização do PAED (Plano de Articulação e Equipamentos em Defesa).

Mesmo em um período de ações para reequilibrar contas públicas e cortes no Orçamento, a Defesa Nacional e o fortalecimento da indústria no setor não podem ser minimizadas de modo linear. As implicações disso em longo prazo podem custar muito à soberania e preservação de nosso patrimônio econômico. A história está repleta de exemplos de países que pagaram amargo preço em décadas e mesmo séculos seguintes em situações similares. As possibilidades existem e as condições estão dadas, basta que as decisões estratégicas de fôlego, de longo prazo, sejam efetivamente tomadas e encampadas pela sociedade.


*Perpétua Almeida foi deputada federal pelo PCdoB do Acre por três mandatos e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Está, atualmente, na assessoria do ministro da Defesa, Jaques Wagner

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Um vagabundo a serviço de quem?


DE GOLPISTA A REU 2 , SÓ ESTÁ FALTANDO O DO JUDICIARIO.

Parlamentar teria recebido dinheiro em 2008 por meio de seu motorista, quando exercia o cargo de secretário de Transportes do DistriTo Federal



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu denúncia, nesta terça-feira, 8, contra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) pela suposta prática do crime de concussão – artigo 316 do Código Penal, exigir vantagem indevida em razão do cargo.

A decisão foi tomada no julgamento do inquérito 3966. As informações foram divulgadas no site do Supremo. O parlamentar nega as acusações.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, entre julho e agosto de 2008, o parlamentar teria exigido e recebido, em razão do cargo que exercia à época dos fatos — secretário de Transportes do Distrito Federal — a soma de R$ 350 mil para que procedesse à assinatura de contratos de adesão entre o governo e uma cooperativa de transportes.

Fraga, segundo o Ministério Público, teria recebido a quantia por intermédio de seu motorista, Afonso Andrade de Moura, também denunciado.

De acordo com o relator, ministro Teori Zavascki, não há como acolher a tese de inépcia da denúncia alegada pela defesa do deputado. Segundo o ministro, ‘há na denúncia descrição clara e precisa dos delitos imputados ao deputado federal e ao seu motorista’.

“Não é inepta a denúncia, pois narrou os fatos em tese delituosos, as condutas dos agentes, com as devidas circunstâncias”, destacou Teori Zavascki. “Não é necessário que a denúncia descreva minuciosamente [os fatos]. Impõe, sim, uma descrição lógica e coerente, de modo a permitir ao acusado entender a imputação e exercer a defesa, e isso ocorreu.”

O ministro afirmou que a documentação e os depoimentos que constam dos autos evidenciam a presença de elementos necessários para o recebimento da denúncia contra Alberto Fraga e o motorista.

Por sua assessoria de imprensa, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) declarou que nega as acusações. O deputado anotou que ‘agora terá oportundiade de esclarecer os fatos, já que não foi devidamente ouvido nas fases do inquérito’.

Beatriz Bulla, Talita Fernandes e Julia Affonso
No Estadão

DE GOLPISTA A RÉU.

Paulinho da Força vira réu no STF


publicado 08/09/2015

MPF acusa o deputado de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

foto paulinho da força estadão
Defesa do deputado diz que ele é vítima de tráfico de influência por grupo criminoso

No G1:
Supremo aceita denúncia e Paulinho da Força vira réu em ação penal

Ministério Público acusa parlamentar de se beneficiar de desvios do BNDES.

Defesa diz que ele é vítima de tráfico de influência por grupo criminoso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (8) aceitar uma denúncia e abrir uma ação penal sobre o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP). Com isso, ele passa à condição de réu e responderá a um processo a ser julgado pelo próprio STF.

O Ministério Público Federal acusa o deputado de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A defesa nega e alega que ele foi vítima de tráfico de influência de um grupo criminoso (leia mais abaixo).

A denúncia foi aceita pelos três ministros presentes na sessão da Segunda Turma do STF: o relator, Teori Zavascki, além de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Todos avaliaram haver indícios de crime e autoria, mas reiteraram que as provas que poderão condenar ou absolver o deputado serão colhidas ao longo do processo.

Conforme a denúncia, Paulinho seria beneficiário de desvios em financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a uma loja e da Prefeitura de Praia Grande (SP). Os valores seriam desviados através de uma empresa de consultoria que, segundo o MPF, não realizava os serviços para a loja e a prefeitura.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

retrato da justiça brasileira


Carta aberta ao aposentado FHC

E a farsa do auto-exílio ?
fhc aposentado

Por sugestão da amiga navegante Maria Ismereria, o Conversa Afiada publica – com censura – carta  ao então Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz Maria:

“A carta foi publicada no jornal A TRIBUNA DA IMPRENSA pelo coronel-reformado Alcio de Alencar Nunes no dia 11 de agosto de 1998, dois dias após FHC chamar de vagabundos os aposentados com menos de 60 anos de idade.

Ele se esqueceu de que ele mesmo, FHC, se aposentou aos 37 anos  com apenas seis anos de serviço como professor assistente de Sociologia na USP, em janeiro de 1969.

Nesse 7 de setembro, o dia da palhaçada, nada melhor que reproduzir a indignação de um Coronel do Exército:




Senhor Fernando Henrique:

Dirijo-me a você na condição de contribuinte-eleitor-cidadão, (...) eleitor por devoção (tenho mais de 75 anos de idade) e cidadão por teimosia.

Devo-lhe dizer que o que faço com indignação, revolta e com certa dose de nojo pela figura de homem que você é e por tudo que você tem representado de mau para este grande país, que serve de berço a um povo pacífico e generoso e que, entre suas poucas ambições o povo aspira poder ter o direito de trabalhar para o seu sustento e o de suas famílias. (Hoje temos um exército de 20 milhões de desempregados e 35 milhões no subemprego)

Não obstante, mesmo possuído de muita ira, fico a pensar no destino ingrato e cruel que Deus reservou para você - que vai passar para a história - como o grande traidor da Pátria, em todos esses 500 anos desde o nosso descobrimento e logo me vem a lembrança o sentimento da caridade, que nos foi ensinado por Cristo, há quase dois mil anos.

É, pois, com esse sentimento que gostaria de começar, dizendo que você não passa de um (…) ; mesmo possuindo títulos e se autoproclamando intelectual e possuidor de considerável patrimônio material (…) , você não é um homem espiritual e está moralmente destruído.

Você já parou para pensar que, em sua campanha eleitoral de 1994, você exibia os cinco dedos na mão, cada um representando uma ação de seu governo e que você até então não cumpriu nenhuma daquelas promessas?

Você parou para pensar que tem negado verbas para setores fundamentais, tais como a saúde - mesmo com a CPMF, cujos recursos tem sido desviados para outras finalidades - as classes menos favorecidas (os excluídos) continuam morrendo, dentro dos hospitais por falta de condições mínimas de atendimento, enquanto isso, os homens que pertencem à sua cúpula dessa elite podre, ao menor sinal de mal-estar, são prontamente atendidos, tanto no Brasil quanto no Exterior?

Você já parou para pensar que - cumprindo, rigorosamente as ordens do FMI e do Banco Mundial - você mantém todo o funcionalismo público há três anos e meio sem qualquer reajuste salarial, enquanto determina o repasse de mais de R$ 30 bilhões de reais no maldito PROER para o "socorro" a banqueiros corruptos e desonestos - exatamente - aqueles financiadores de suas campanhas políticas? Um deles é o sogro do seu filho Paulo Henrique, o corrupto banqueiro sr Magalhães Pinto.

Você se sensibilizou e meditou sobre aquela cena dantesca, há poucos dias atrás, quando uma vendedora ambulante, mais uma vítima do seu plano, desempregada, ateou fogo nas próprias vestes, em protesto e na defesa heroica de seu direito de trabalhar, enquanto todos os seus familiares ocupam cargos de destaque, nos altos cargos da sua administração pública e até mesmo em empresas estatais entregues a cúpulas privadas, que você doou aos seus (…) ? (veja o caso de seu filho - Paulo Henrique - como empregado do (...) empresário Benjamim Steinbruch, o (...) que ganhou a CSN e ações da VALE em doação).

Você já pensou como repercutiu mal aquela fotografia, publicada na primeira página dos grandes jornais, onde aparece a sua ex-nora Ana Luisa e o Sr Rafael de Almeida Magalhães, encarregado de formular todo o processo de entrega do complexo portuário de Sepetiba?

Você já pensou - quando está na intimidade com seus netos - naqueles meninos famintos do Nordeste, que passam dias inteiros catando preás e calangos para aplacar a fome de seus irmãos menores, causada pela estiagem cíclica que castiga aquela região, que se transformou numa "indústria" rendosa, pelos políticos da região?

Você já pensou nos 20 milhões de desempregados, nos subempregados, nesses 35 milhões de nossos irmãos que morrem de fome, quando autoriza vultuosas verbas para fazer a propaganda de seu governo, que penetra em nossos lares iludindo todo um povo, com realizações falsas e mentirosas e na "aprovação automática" para enganar os indicadores do BIRD, propagandas de realizações falsas em sua maioria inexistentes, tal como ocorre com a da escola? - "A escola pública mudou e para muito melhor, agora o professor tem um canal exclusivo de televisão; merenda não vai faltar e já existe até uma verba para reajustar o salário dos professores".

Acorda Brasil!".

Você já pensou na farsa que foi o seu "falso exílio", quando, por livre e espontânea vontade, você resolveu  ir para o Chile, inclusive, recebendo o salário integral de professor da USP com apenas quatro anos de trabalho? Posteriormente, em janeiro de 1969, você foi compulsoriamente aposentado, com base no AI-5. Ocorre, no entanto, que em 1979, com a Lei da Anistia, você adquiriu o direito de voltar à sua cátedra e, marotamente, preferiu ficar percebendo o salário sem trabalhar.

Diante desse raciocínio, você, sr Fernando Henrique Cardoso, é um dos maiores (…)  - senão o maior - desta infeliz república, porquanto se aposentou com poucos anos e, agora, quer que o pobre trabalhador morra trabalhando!!!

Nunca vi tanta falta de caráter na sua figura e de um cinismo sem similar.

Aliás você nunca foi chegado ao "batente", para usar um termo muito do gosto popular.

Você está a pouco mais de 6 meses do término de seu mandato; até agora que lhe foi conferido - como você gosta de dizer - por 35 milhões de brasileiros desempregados ou vivendo no subemprego?

Além da excrescência diabólica da emenda da reeleição, que foi conquistada (?), com a vergonhosa compra/venda de votos, numa demonstração explícita de corrupção (embora já até o momento se tenha detectado dois deputados, envolvidos na falcatrua) nada foi feito, principalmente, em benefício do povo?

Além de todas essas indagações, eu gostaria de dizer que, em quase três anos e meio de governo, você conseguiu uma extraordinária façanha: - descaracterizar o Brasil como Estado - nacional soberano; você está "negociando" a entrega de todo um patrimônio público, conseguido à custa do sacrifício do povo, no cumprimento fiel às ordens do FMI e do Banco Mundial e, também, da voracidade do capital especulativo espoliador que, nesses tempos de globalização, vai destruindo as economias mais frágeis do mundo.

Até hoje, você não explicou a "venda" da Companhia do Vale do Rio Doce, nem o povo brasileiro sabe de onde surgiu a "figura" de Benjamim Steinbruch (…) (que) de repente tornou-se um mega-empresário, com influência decisiva em setores estratégicos da economia nacional (Vale do Rio Doce, Light, CSN, petroquímicas, siderúrgicas, empresas de energia elétrica, ações e subsidiárias da Petrobrás e ramais ferroviários no Nordeste).

Antes de terminar, gostaria de fazer duas colocações: a primeira, dirigida ao Sr Pedro Malan (o homem que mora nos Estados Unidos da América, (…), para dizer-lhe que o aposentado que volta a trabalhar não é imoral, como você declarou. Imoral é o que você faz com a política econômica, atrelada a interesses escusos e contribuições imorais com desemprego àqueles que realmente constituem as aspirações do povo brasileiro; em segundo lugar, gostaria de fazer a última indagação ao (…) - o que você irá fazer, depois de entregar todo o patrimônio público que, por todos os motivos, tem o povo com seu verdadeiro dono e a nossa dívida (interna e externa), atualmente até o presente já foram doados do patrimônio público ao setor privado em torno de R$ 600 bilhões e ainda este ano deverá atingir a cifra de R$ 1 trilhão?

O país caminha - aceleradamente - rumo ao abismo; a atual situação, já insustentável, caminha para o último estágio de tolerância, tornando-se imperiosa a mobilização de todas as forças vivas, a fim de que se evite que aconteça o pior, a perda total da soberania nacional e de todo patrimônio público.

A fome atingiu um patamar tal que já são constantes os roubos e assaltos nas ruas e os saques no Nordeste, enquanto o governo - insensível, insensato e insano - ameaça prender os líderes do MST (Movimento dos Sem Terra), no momento, a única organização com capacidade de mobilização e que, efetivamente, traz algum desconforto à quadrilha de aventureiros que se apossou deste Brasil grande e do qual haveremos de fazer o Grande Brasil.

Que Deus tenha pena e piedade de você, (…) , de tal sorte que o remorso destrua a sua consciência e que possa sofrer, com resignação os últimos dias de sua vida!.

Álcio de Alencar Nunes - tenente-coronel reformado do Exército Brasileiro.

PUBLICADO NO JORNAL A TRIBUNA DA IMPRENSA

domingo, 6 de setembro de 2015

VICE DE AÉCIO NEVES - ALOYSIO NUNES É INVESTIGADO PELO MPF - A IMPRENSA ESCONDE


ELE É TUCANO - ELE É INVESTIGADO - ELE É ACUSADO DE RECEBER R$ 500 MIL EM DOAÇÕES DA UTC, SENDO QUE NÃO DECLAROU R$ 200 MIL, SEGUNDO DELATOR.

STF DÁ AUTORIZAÇÃO PARA QUE ALOIZIO MERCADANTE E EDINHO SILVA (MINISTROS DE DILMA ROUSSEFF) SEJAM INVESTIGADOS SOB A MESMA ACUSAÇÃO: RECEBER DINHEIRO DA UTC

A IMPRENSA GOLPISTA, e os colunistas VENDIDOS que a integram, estão dando destaque apenas ao fato de os MINISTROS ligados ao governo serem ALVO de inquérito pelo MPF, com autorização do STF. Sobre o SENADOR Aloysio Nunes (PSDB-SP), QUE TAMBÉM É INVESTIGADO, e contra quem pesa uma AFIRMAÇÃO do DELATOR que é bem mais grave, praticamente nada.

A imprensa também OMITE que a DOAÇÃO foi para a CAMPANHA de Aloysio Nunes, VICE NA CVHAPA DE AÉCIO NEVES, que concorreu à eleição presidencial e PERDEU a disputa, fato com o qual não se conforma até hoje.

Chamadas e fotos do fato, só para colocar o nome dos petistas na RODA. Quanto ao TUCANO, ela,  (a imprensa PIG ), esconde o quanto pode.

Os 39 kg de cocaína de Escobar versus a meia tonelada do helicoca.

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Juntos.
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Reflitamos juntos.
Pablo Escobar virou celebridade na Colômbia quando foi apanhado com 39 quilos de cocaína.
A imprensa colombiana notou: havia um novo rei do tráfico no país.
No Brasil, o helicóptero de um senador é apanhado com meia tonelada de pasta de cocaína e, bem, e não acontece nada.
A Polícia Federal, tão operosa e tão espetaculosa quando se trata de vazar informações ou pseudoinformações e de prender os suspeitos de sempre, não esclarece nada.
E a imprensa tratou o assunto como se tivesse sido encontrada meia tonelada de pasta de amendoim. (O único esforço de reportagem foi do DCM. Graças à contribuição de seus leitores, pudemos investigar o caso. Produzimos um documentário que pode ser visto aqui. O responsável pelos trabalhos, Joaquim Carvalho, está agora investigando a Lista de Furnas, e outra vez pedimos sua ajuda para financiar a reportagem.)
Em suma: 39 quilos semearam a fama mundial de Escobar. Meia tonelada semeou coisa nenhuma.
Há uma única razão para isso.
É que o dono do helicóptero, o senador Perrela, é amigo de Aécio.
Blindagens se transmitem.
E amigo de baladas, como mostram fotos em que os dois não estão exatamente sóbrios.
O silêncio criminoso da mídia sobre o helicoca veio em hora boa para Aécio, em plena campanha presidencial.
Isso tem que ser lembrado sempre: Aécio conseguiu perder mesmo com uma operação fabulosa de favorecimento pela imprensa.
Mas o helicoca sobreviveu na mente e na consciência de quem não se deixa manipular por jornais e revistas altamente comprometidos.
Na semana passada, Luciana Genro evocou-o numa treta no Twitter com Feliciano.
Luciana defende, com razão, a descriminalização das drogas. Pablos Escobares nascem exatamente da guerra às drogas.
Ela expôs sua tese no Twitter. E afirmou que há traficantes até no Congresso.
Feliciano pediu que ela explicasse isso. E ela citou o helicóptero do senador Perrela.
O resultado é que quem está tendo dor de cabeça com o helicóptero não é seu dono, mas Luciana.
A Câmara decidiu interpelá-la judicialmente, por iniciativa de Feliciano e com o apoio de Eduardo Cunha.
E então nós ficamos assim.
Menos de 40 quilos consagraram o banditismo histórico de Pablo Escobar – cuja história você pode ver na brilhante série Narcos, da Netflix.
Meia tonelada de pasta consagrou a impunidade de um certo grupo privilegiado de brasileiros para os quais pau que bate em Chico não bate em Francisco.
Sobrou para Luciana Genro.

Ibope, entre Jango e Dilma, 50 anos de fraude, o resto é golpismo

Há dois meses o Ibope fez "pesquisa" e indicou a popularidade da presidenta Dilma abaixo do nível do ex-presidente Sarney, quando este se preparava para deixar o governo. Antes, na penúltima "coleta", Dilma foi equiparada a Collor às vésperas do impeachment.

Por Fernando Soares Campos*, no Pravda


Fotomontagem/Vermelho
Ibope, entre Jango e Dilma, 50 anos de fraude, o resto é golpismo Ibope, entre Jango e Dilma, 50 anos de fraude, o resto é golpismo
Na próxima, talvez cheguem a informar que Dilma caiu mais do que o prestígio da mídia partidária e oposicionista, que hoje amarga baixíssimos índices de audiência.

O Jornal Nacional, por exemplo, nos anos 1980, registrava média de audiência em torno de 70%; hoje seus produtores devem se dar por satisfeitos quando o telejornal alcança pouco mais de 20% dos televisores ligados.

Se esses institutos fraudam pesquisas eleitorais, em que são obrigados a fazer determinados registros no TSE e TREs, imagine como fazem essas pesquisas fajutas que só têm compromisso com quem paga para obtê-las.

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes, em entrevista a Kennedy Alencar, no programa 'É Notícia', falou das fraudes dos institutos de pesquisa, principalmente do Ibope. Segundo Ciro Gomes, que diz conhecer bem o senhor Montenegro, dono do Ibope, este "vende até a mãe pra ganhar dinheiro".

Em 1964, às vésperas do golpe que depôs o presidente João Goulart, o nosso Jango, esse mesmo Ibope fez pesquisa sobre a popularidade do presidente. Como o resultado foi favorável a Jango, eles esconderam a pesquisa.

Precisavam manter a demonização do presidente, com o escuso propósito de perpetrar o golpe de estado que resultaria em sua deposição.

Na época, informaram exatamente isso que hoje informam sobre Dilma, ou seja, que Jango era rejeitado pela população.Somente alguns anos depois da ditadura que se instalou com a derrubada do presidente democraticamente eleito, a pesquisa tornou-se pública.

Trechos de artigo publicado Blog do Mário Magalhães (no UOL Notícias)

"Como uma lavagem cerebral, certa historiografia e certo jornalismo buscaram perpetuar no último meio século a ideia de que as bases populares do presidente João Goulart estavam corroídas quando ele sofreu o golpe de Estado em 1º de abril de 1964.

"Pesquisa Ibope realizada de 9 a 26 de março daquele ano, às vésperas da deposição, mostra realidade oposta: Jango permanecia com amplos contingentes de eleitores fieis.

"O levantamento em oito capitais revelou que em cinco, se pudesse ser candidato na eleição presidencial prevista para 1965, Goulart receberia a maioria dos votos (Recife, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro).

Em outras três (Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte), seu desempenho era expressivo, com percentuais de 41% a 39% dos que responderam que nele votariam.

"Como a escolha para o Planalto ocorria em turno único, o resultado impressiona ainda mais.

"Acontece que, conforme a legislação em vigor, inexistia direito à reeleição. Sem Goulart (PTB) na cédula, na consulta estimulada com oito candidatos, liderava com folga o ex-presidente Juscelino Kubitschek (PSD), de quem Jango fora vice de 1956 a 1961. O oposicionista Carlos Lacerda (UDN) aparecia como segunda força.

"A sondagem do Ibope não foi divulgada nem antes do golpe, nem nos anos que o sucederam. Ignoro o motivo. Desconheço registros sobre quem a encomendou. Seu objetivo era "determinar a opinião do eleitorado das principais capitais do país sobre fatos e questões políticas, administrativas e eleitorais''.

"A primeira notícia que tive dela foi no livro "A democracia nas urnas'' (Iuperj/Revan), de Antônio Lavareda, publicado em 1999.

Busquei mais dados na apuração do meu livro "Marighella - O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras, 2012). Nos arquivos da Unicamp, anos atrás, uma boa alma copiou tabelas para mim, em antigos alfarrábios do Ibope lá conservados." Leia completo e veja quadros com resultados da pesquisa em "Pesquisa Ibope de março de 1964 mostra que Jangomantinha alta popularidade".

Depois disso e das manifestações do dia 20 de agosto, cabe a você acreditar ou não que a presidenta Dilma está mais desprestigiada do que Sarney no fim do mandato, do que Collor no momento do impeachment e bem abaixo da desacreditada mídia partidária e oposicionista.

sábado, 5 de setembro de 2015

Zelotes chega a graúdos do Congresso


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Engraçado ver como a Lava Jato merece páginas, páginas e páginas em nossos jornalões, com infográficos gigantes, animações, longos minutos no Jornal Nacional. O Ministério Público Federal montou uma força-tarefa que só cuida disso, e até manda missões para os Estados Unidos.
O responsável pela Lava Jato tem tempo para dar entrevistas em todos os jornais, revistas e programas de TV.
Já as investigações da Zelotes, contra o principal problema de corrupção no país, a corrupção fiscal, encontra todo tipo de dificuldade: segredo absoluto de justiça, força-tarefa sem recursos, judiciário preguiçoso, mídia desinteressada.
O Brasil perde mais de R$ 500 bilhões por ano em sonegação. É o país com as maiores taxas de evasão fiscal do mundo. O que se sonega, por ano, no país, é quase vinte vezes superior ao déficit orçamentário de R$ 30 bilhões estimado para o ano que vem.
E ninguém vai às ruas protestar contra isso.
Aliás, vai sim, os marchadeiros empunham cartazes defendendo a corrupção fiscal.
Não era hora de uma grande campanha contra a sonegação? Uma campanha que, ao invés de truculência judicial e criminalização do pequeno e médio empreendedor, centrasse em ações de desburocratização, centralização, simplificação e esclarecimento?
Uma campanha que reunisse todas as iniciativas oficiais de transparência, de todos os órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, para estimular as pessoas a identificarem e monitorarem o uso de seus tributos?
Uma campanha que, ao mesmo tempo, deixasse claro, junto à população, que a sonegação é uma das mais perniciosas formas de corrupção?
A cobertura midiática da Operação Zelotes deixa bem claro que esse tipo de iniciativa não virá da grande imprensa, até porque ela mesmo está envolvida, até o pescoço, nesses crimes.
A iniciativa tinha de vir dos governos, em parceria com Ministério Público, Judiciário, Polícia Federal, organizações não-governamentais, movimentos sociais e imprensa alternativa.
Acompanhe abaixo algumas novidades sobre a Operação Zelotes, através de texto do deputado Paulo Pimenta, presidente de uma subcomissão na Câmara que acompanha os desdobramentos das investigações.
***
Texto do gabinete do Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS)
Zelotes chega a nomes com foro privilegiado; temor é de que “Operação Abafa” seja colocada em curso, denuncia deputado Pimenta
Parte da Operação Zelotes terá que ser enviada ao Supremo Tribunal Federal, isso porque as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal chegaram a nomes que detêm foro privilegiado. Pelo esquema de corrupção, grandes empresas, escritórios de advocacia e membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) são suspeitos de desviar cerca de R$ 20 bilhões dos cofres públicos, com a compra e venda de sentenças e pagamento de propina.
Relator dos trabalhos que acompanha os desdobramentos da Zelotes na Câmara Federal, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) alerta para uma possível “operação abafa” . Segundo o parlamentar, quando grandes empresas e pessoas com alto poder de influência aparecem em esquemas de corrupção, o poder econômico se movimenta e a mídia silencia. “Nenhuma tentativa de intimidação nos impedirá de continuar acompanhando a Zelotes e fazer com que toda a verdade venha à tona. O fato de existirem suspeitas de nomes com foro privilegiado só aumenta nossa determinação e a nossa responsabilidade para cobrar que os culpados sejam identificados e punidos”, garantiu o parlamentar.
Em comparação com a Lava-Jato, a Operação Zelotes tem recebido críticas por receber tratamento diferenciado por parte do Poder Judiciário. O processo corre em segredo de justiça, as prisões preventivas solicitadas pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal foram todas negadas, assim como não foram autorizadas as solicitações de monitoramento por escutas telefônicas.
Diante das dificuldades relatadas pelas autoridades federais que investigam a Operação Zelotes, em junho, o deputado Pimenta representou contra o juiz Ricardo Augusto Soares Leite no Conselho Nacional de Justiça, que acabou sendo afastado do caso. A atuação do magistrado também foi objeto de representação pelo MPF na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª região. No lugar dele, assumiu a juíza Marianne Borré, que autorizou pedidos de busca e apreensão em escritórios das empresas envolvidas, em uma nova fase das investigações.
Provocada também por uma representação do deputado Pimenta, a Controladoria-Geral da União realiza uma auditoria no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). No requerimento, o deputado Pimenta pediu análise sobre as “escolhas dos conselheiros”, a “distribuição dos processos”, os “procedimentos relacionados ao trâmite e regras de julgamento, incluídos os pedidos de preferência” e até os motivos para os “eventuais impedimentos de conselheiros” no julgamento dos processos.