quarta-feira, 30 de julho de 2014

Dilma tira de banqueiro e dá ao consumidor


A presidenta Dilma Rousseff, com apoio total do ex-presidente Lula, partiu para jogar mais ao lado do consumidor, contrariando o especulador. Lula disse que o crédito no Brasil ainda é muito baixo. Não atinge sequer 40% do PIB. Nos países capitalistas desenvolvidos, esse percentual alcança os 100% do PIB ou mais. No capitalismo, os trabalhadores não podem comprar à vista, precisam do crédito.
Se as incertezas econômicas, que não são produzidas por eles, mas pela ganância dos especuladores, colocam-nos em dificuldade, a lógica diz que, para o sistema capitalista manter-se de pé, faz-se necessária renegociação das dívidas, para que novas dívidas seja realizadas. O capitalismo é uma bicicleta que não pode parar de pedalar. O oxigênio é o crédito. Dilma tirou dos banqueiros e deu para os consumidores mais R$ 45 bilhões. Lançou mão dos depósitos a prazo recolhidos compulsoriamente pelo Banco Central dos bancos privados.

Estes estavam ganhando sem trabalhar em cima dessa riqueza, sem produzir riqueza, mas concentração de renda e, claro, pobreza. No bolso do consumidor, o dinheiro, circulando, movimenta as forças produtivas, garantindo emprego, renda, consumo, arrecadação e investimento. A grande mídia torceu o nariz, porque defende o ponto de vista do especulador, não do trabalhador.

O que dirão os candidatos da oposição, cujos principais assessores se voltam contra as decisões adotadas pela presidenta, jogando com os especuladores, que querem arrocho nos salários, para sobrar mais para eles, levantando argumento falso de que agindo nesse sentido estabilizam a economia, reduzindo gastos, para acumular poupança, a fim de dinamizar investimentos? Quem acredita numa conversa fiada dessa, minha gente? Só trouxas, ou comentarista econômico da grande mídia.

Para a economia nacional, o que é melhor: abastecer o consumidor ou encher as burras do especulador?

A presidenta Dilma Rousseff, no final da semana passada, pegou R$ 45 bilhões dos depósitos a prazo recolhidos compulsoriamente aos bancos pelo BC e destinou-os aos consumidores.

Canalizado para o consumidor, o dinheiro volta, é claro, para o governo em forma de impostos.

Para os especuladores, a grana some no ralo, não volta, e mais: gera despesa alta para os cofres do tesouro, que tem que pagar juro extorsivo pelo dinheiro parado.

A dívida cresce, produzindo instabilidades, expectativas negativas, predisposição para não produzir, sinalização de que o PIB vai cair etc.
Ou seja, tudo de ruim para o povo; tudo de bom para o agiota.

O que faz o PIB crescer?

Empréstimos ao consumidor ou boa vida para o especulador?
Com os empréstimos fluindo, o comércio, a indústria, a agricultura e os serviços giram, o governo arrecada e eleva os investimentos públicos e privados.

A circulação de dinheiro produz riqueza.

Empoçado no bolso do especulador, que ganha sem fazer força, concentra renda, intensifica pobreza.

Essa lógica, que movimenta as forças produtivas, por meio dos empréstimos ao consumidor, requer poder de compra no bolso dos assalariados, corrigido pela inflação, para diminuir defasagem salarial.
A inflação, por sua vez, impactada pelo poder de compra dos assalariados, necessário para consumir a oferta disponível, dita expectativa dos empresários quanto à saúde da economia.

A propensão ao consumo produz propensão ao investimento, dando razão a Marx de que produção é consumo e consumo é produção.

A inflação, sob impacto de maior oferta de dinheiro, proporciona, ao empresário, custo mais barato para produzir, no ambiente da economia de mercado, ditada pelo ritmo da produção e do consumo, da oferta e da demanda.

Ou seja, a bolada de R$ 45 bilhões jogada na circulação capitalista nacional pela presidenta tende a reduzir os juros, os custos das empresas, portanto, vai na direção da diminuição da inflação e da melhor valorização dos salários, ou não?

A titular do Planalto adotou uma decisão não de política econômica, mas de economia política: fez opção política, no ambiente capitalista em que domina a luta de classes.

Optou pelo consumidor, direcionando mais grana para ele e menos para aquele que o tem escravizado, o especulador.

Se atendesse o mercado financeiro, que quer sempre juro mais alto, para combater a inflação, tirando dinheiro da economia, via recolhimento dos depósitos a prazo ou à vista, o governo teria optado por mais concentração da renda, porque os benefícios seriam canalizados para os especuladores.
Agindo no sentido em vinha fazendo o BC, jogando a favor do mercado financeiro, que fica especulando, semanalmente, criando expectativas, por meio da pesquisa Focus, formada por opiniões de 100 analistas especuladores do próprio mercado – cachorro amarrado com linguiça – , certamente, seriam criadas expectativas de que o PIB continuaria caindo, sinalizando recessão.

Dilma, portanto, jogou contra a recessão.

Não é, exatamente, isso que tem feito, no ambiente da crise global, os governos dos países capitalistas ricos, elevando a oferta monetária, para diminuir os juros e, consequentemente, a dívida pública interna, reduzindo expectativas pessimistas, feitas pelo mercado financeiro?

Não é por intermédio de tais providências que os presidentes dos bancos centrais americano, europeu e japonês informam que as economias dos ricos poderão dar sinais de recuperação mais firmes?

No Brasil, o presidente do BC, Alexandre Tombini, estava indo na direção oposta seguida pelos BCs da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e, também, da China, elevando os juros para combater alta dos preços.

O que estava colhendo por conta do seu plantio desastroso?

Previsões e mais previsões dos analistas especuladores de que o PIB continuaria caindo, levando a economia para a recessão.

O que os comentaristas da grande mídia acharam das decisões tomadas por Dilma?

Torceram o nariz.

Argumentaram que o governo continua levando o consumidor ao endividamento, no ambiente em que já se encontram endividados, ou seja, um tremendo exagero, sabendo que o crédito, na economia brasileira, não alcança 40% do PIB, enquanto nos países capitalistas ricos superam os 100%.

E o que acontece quando as dívidas dos consumidores se elevam demasiadamente por conta de instabilidades econômicas típicas do sistema capitalistas?

Renegociam-se as dívidas, é claro.

Éassim que o capitalismo anda, visto que o consumidor não dispõe de capital para comprar à vista, em nenhum lugar do mundo.

A argumentação dos comentaristas é totalmente furada, porque revela ponto de vista em favor do capital especulativo, tentando vender o discurso dos especuladores, que sabem que se aumentar a oferta de empréstimos terão que trabalhar para ganhar, na produção, e não na especulação pura e simples.

Os salários, no ambiente do crédito direto ao consumidor, têm que ser corrigidos pela inflação, o que não acontece, no ambiente, em que predomina juros altos, cujas consequências são redução do poder de compra, essa, sim, geradora de tensões inflacionárias, na medida em que o empresário, em face do consumidor, endividado, reduz a produção e eleva os preços para manter constante sua taxa de lucro.

A presidenta Dilma Rousseff jogou certo, enquadrando a tendência especulativa do Copom, que tem feito graça para especulador, sendo enrolado pelo mercado, em nome de um neoliberalismo fracassado.

Quem é o líder da corrupção ?

Não consta da lista o Aecioporto do Titio !
Colaboração do Sebastião Oliveira Jr, no Face do C Af:



Clique aqui para ler a aula que o Lula deu ao PT sobre como enfrentar a acusação de corrupção.

E aqui para ler sobre a primeira providência de FHC, ao chegar à Presidência: matar uma comissão criada por Itamar Franco para investigar a corrupção.

Em tempo: não consta da lista o Tancredoporto do Papai.


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

Sanguessugado do Pragmatismo Político

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

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Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearenseDalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileak
Leia com atenção
FHC entrega Base de Alcântara a Tio Sam

Por que só cobram Dunga por sonegação?

Só ele?
Só ele?
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Eu só queria entender o seguinte: por que a Receita Federal cobrar de Dunga 900 mil reais é notícia e a Receita Federal cobrar da Globo quase mil vezes mais não é.
Nenhuma sociedade pode florescer à base de sonegação. Fato. Mas por que os holofotes estão em Dunga e esquecem a Globo?
Foi a Folha que trouxe a informação de que Dunga está sendo cobrado.
A mesma Folha, depois de dar constrangidamente uma nota sobre a sonegação da Globo, simplesmente silenciou sobre o assunto, como se ele não existisse.
Mas existe.
Repito: nenhuma sociedade funciona quando se espraia o vício da sonegação.
Recentemente, a Alemanha enfrentou um drama. O presidente do Bayern, Uli Hoeness, um cidadão exemplar, referência de conduta para todos os alemães, foi flagrado num caso de sonegação.
A Alemanha ficou chocada.
O governo se pronunciou: a Alemanha não poderia funcionar com aquele tipo de comportamento.
O dinheiro do imposto constrói escolas, paga professores, faz hospitais etc etc.
Hoeness foi rapidamente julgado e condenado a cinco anos de prisão. Ele poderia apelar para tentar reduzir a pena.
Mas, depois de uma conversa com a filha, decidiu não recorrer. Era uma forma de se redimir, ou ao menos buscar a redenção.
Clap, clap, clap.
Para Hoeness, pelo gesto grandioso depois da pequenez da sonegação. E para a Alemanha, pela cultura de retidão nos compromissos dos indivíduos perante a coletividade.
O que dói, no Brasil, é a diferença de tratamento.
Dunga prevarica e é manchete. A Globo prevarica em dose mil vezes maior e só é cobrada na internet.
Quando casos similares forem tratados de maneira igual, o Brasil será uma sociedade avançada.
Por enquanto, infelizmente, como no grande livro de Orwell, alguns brasileiros são mais iguais que os outros – bem mais iguais.

Dois Brasis:


do Denilson e do Satãder

Se a Dilma ganhar, o Satãder volta pra Espanha ?


Do Denilson Crispim Santos, no Face do C AF:

Existem 2 Brasis.

1. o Brasil da FGV, IBGE e IPEA que cresce distribuindo renda
2. o Brasil da Folha, Veja e Globo onde tudo vai mal.
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É um direito de cada um escolher em quem acreditar !!!
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PIB em bilhões de reais
Ano 2002 – 1.477
Ano 2013 – 4.837
Fonte: IPEA
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Número de Falências Requeridas
Ano 2002 – 19.891
Ano 2013 – 1.758
Fonte: Serasa
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Inflação
Ano 2002 – 12,53%
Ano 2013 – 5,91%
Fonte IPEA.
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Taxa de desemprego % MES DEZEMBRO
Ano 2002.- 10,5
Ano 2013. – 4,3
Fonte IPEA.
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Taxa de Juros Selic
EM 31/12/2002 – 24,9 %
HOJE – 11 %
Fonte: Ipea
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Dívida Pública % do PIB
Ano 2002 – 60,4%
Ano 2013 – 33,8% ;
Fonte: Ipea
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Número de universitários
Ano 2002 – 3,5 milhões
Ano 2012 – 7,0 milhões
fonte: ANDIFES
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Salário Mínimo Real mes de janeiro

Série em reais (R$) constantes do último mês, elaborada pelo IPEA, deflacionando-se o salário mínimo nominal pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE a partir de março de 1979
Ano 2002. – 364,84
Ano 2014. – 724,00
Fonte: IPEA
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Taxa de pobreza (% de pobres)
2002 34 %
2012 15 %
Dados IPEA
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IDH
2000 0,669
2005 0,699
2012 0,730
Fonte: Estadão
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Reservas Cambiais em bilhões de dólares
Ano 2002 – 38
Ano 2013 – 375
Fonte: Ipea e Banco Mundial
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Espectativa de vida em anos

2002 – 71,0 anos
2011 – 73,4 anos
Fonte Banco Mundial
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Gastos Públicos com saúde
2002 – 28 bi
2014 – 106 bi
Fonte: Orçamento federal
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Gastos Públicos com educação

2002 – 17 bi
20124- 94 bi
Fonte: Orçamento Federal
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Capacidade instalada de Geração de Energia em MV
2002 – 80.315
2012 – 120.973
Fonte: IPEA
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RISCO-BRASIL (INDICE EMBI)
31/12/2002 – 1.446
31/12/2013 – 224
Fonte: IPEA
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Economia mundial
2002 – 14a. economia mundial
2013 – 6a economia mundial
Fonte: Banco Mundia​l

​ Por que o Santander fez nota aos clientes contra Dilma Rousseff? Na Matéria de 2013 abaixo ​​ a explicação óbvia!

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/15/spread-bancos.htm


Clique aqui para ler “Terrorismo econômico tem nome e sobrenome”

E aqui para
“Santander se desmente. Ele só ganha $ aqui”

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Como pensa a elite brasileira

A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.


Arquivo

A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público - para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que "ninguém" vai para a cadeia. "Ninguém" é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é "responsabilidade fiscal".

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer "contabilidade criativa".

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de "Desvinculação das Receitas da União" -  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado "O Capital no Século 21". Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade. 

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.

Petrobrax pra quem tem menos de 25 anos

O Tribunal PFL de Contas fala grosso com a Petrobras e fino com a Petrobrax.
O Conversa Afiada reproduz post do site Muda Mais:

Petrobrax pra quem tem menos de 25 anos


Se você tem menos de 25 anos, talvez não se lembre que a Petrobras, hoje uma das 10 maiores petroleiras do mundo, quase se tornou Petrobrax em 2001, durante a gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A ideia do governo do PSDB era mudar a marca da empresa para Petrobrax, nome escolhido por uma agência de publicidade – contratada SEM licitação.

A desculpa à época era de que com o novo nome o processo de internacionalização seria facilitado. Essa demanda criada sem necessidade pelos envolvidos – afinal, a Petrobras é internacional hoje sem mudança de nome – custaria, caso implementada, mais de 50 milhões aos cofres públicos.

Tem mais um detalhe: a Petrobras foi uma das empresas estatais que não foi completamente vendida pela ~gestão~ tucana graças à resistência da categoria profissional ligada a ela (no caso, os petroleiros), e de setores da sociedade.

No entanto, em 1997 o governo de FHC promulgou a Lei 9.478/97 e abriu o capital da empresa para investidores estrangeiros. Isso reduziu a participação acionária do Estado. Na prática, mais pessoas – inclusive estrangeiras – passaram a dividir os lucros da empresa sem que para isso fizessem investimento direto na Petrobras.

Além disso, com a entrada da empresa na Bolsa de Valores de Nova Iorque, tornou-se obrigação submeter as decisões internas da empresa às autoridades americanas, por conta da Lei estadunidense Sarbanes-Oxley (SOX).

Outra novidade do governo tucano foi a implementação, na Petrobras, do modelo de exploração por concessão. Com a lei de FHC, o petróleo e o gás passaram a ser propriedade da empresa privada que os explora. Sim, amigos do Muda Mais, é isso mesmo. FHC conseguiu dar conta de parte da empreitada iniciada com a mudança do nome da empresa de Petrobras pra PetrobraX, pois, por esse regime de exploração, o petróleo só pertence à União antes de sua exploração, ou seja, quando ainda não tem utilidade nem valor para o Estado.

Conforme consta no texto Uma análise comparativa entre os modelos de concessão e de partilha do setor petrolífero, de 1953 a 1997, todos os segmentos de atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil foram exercidos pela estatal, por meio de “monopólio concedido pelo artigo 177 da Constituição Federal”. Com a lei de 1997 foi implementado o modelo de exploração por concessão, como já comentamos.

Já o regime de exploração que a Petrobras vem aplicando atualmente para o pré-sal prevê o contrato de partilha de produção: a propriedade do petróleo extraído é exclusiva do Estado, em contraste com a propriedade exclusiva do concessionário, no caso da concessão. Cabe ao contratante explorar e extrair o petróleo, às suas expensas, em troca de uma parte do petróleo extraído. As reservas não extraídas permanecem propriedade do Estado.

Então, vale lembrar que o projeto de mudar o nome da Petrobras para PetrobraX naufragou, apesar de todos os gastos empregados na ideia absurda. E,se naquela época a empresa lucrava menos de R$ 10 bilhões por ano, hoje esse valor ultrapassa R$ 5,4 bilhões por TRIMESTRE. É sempre bom lembrar também que a Petrobras foi, sozinha, responsável pelo ressurgimento da indústria naval no Brasil.
Navalha
O PiG e seus merválicos pigânicos (*) se rejubilam com a decisão do Tribunal do PFL de Contas de condenar diretores da Petrobras pela compra – que foi um bom negócio, a seu tempo – da refinaria de Pasadena.
Clique aqui para ler a entrevista que Sergio Gabrielli concedeu ao Conversa Afiada.
Como se sabe, a decisão do tribunal – último reduto do PFL – merece revisão em cortes menos partidárias.
O tribunal isentou Dilma e os outros membros do Conselho, como os empresários Jorge Johannpeter, Claudio Haddad, e Fabio Barbosa, diretor do detrito de maré baixa, de qualquer responsabilidade pela decisão.
Seria muito engraçado ver o pefelista-relator, José Jorge, ministro da energia e co-autor do apagão do Governo (?) FHC, mandar invadir as siderúrgicas do Johannpeter atrás de dinheiro… O PFL jamais ousaria …
José Jorge foi aquele que, num voto no Tribunal do PFL das Contas( TCU ), jurou dinamitar o projeto do trem-bala.
Sobre a Privataria Tucana, e a Operação Banqueiro, onde se demonstra que, sem Gilmar, não haveria Dantas, sobre essas peraltices o Tribunal PFL de Contas( TCU )  não abre o bico …




Paulo Henrique Amorim

Aécio quer um “abutre” na Fazenda? Não? Devia ler O Globo, então

Autor: Fernando Brito
buitre
Por todas as (altas) rodas comenta-se que Armínio Fraga, o homem das medias impopulares, seria o Ministro da Fazenda de Aécio Neves.
Ainda bem que não será, porque o tucano não será eleito.
Mas, de qualquer forma, é bom que os brasileiros saibam nas garras de quem essa turma quer colocar a economia brasileira.
De alguém que, no mínimo, coopera com um banco internacional que especula com títulos públicos do nosso país.
Banco que opera um “fundo abutre”, semelhante as estes que, com a cooperação da Justiça dos Estados Unidos, está tentando quebrar a Argentina.
A acusação não é minha, ou de qualquer “blog sujo”.
É informação publicada pelo jornal O Globo no domingo, em seu caderno de economia.
“Grandes bancos estrangeiros como o Bank of America Merrill Lynch e Goldman Sachs também já operam nesse mercado, aqui, há algum tempo. Agora surgem mais competidores. A Gávea, criada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e hoje controlada pelo JP Morgan, juntou-se à Jus Finance para formar a Gávea Jus, especializada em comprar recebíveis judiciais, entre eles precatórios em que a Fazenda Pública foi condenada a pagar em dez anos.”
O esquema é simples e terrível. Comprar com deságio (desconto) forte sobre o valor e depois forçar o recebimento pelo valor de face, nem que seja levando o Estado à bancarrota, como na Argentina.
Pode-se argumentar que Fraga vendeu o controle da Gávea ao JP Morgan e não posso dizer se ainda conserva participação societária.
Mas participa da gestão da empresa, como está expressamente registrado no site da Gávea:
“Em novembro de 2010, a Gávea anunciou a venda de participação majoritária no seu capital para o J.P. Morgan Asset Management, braço global de gestão de recursos do J.P. Morgan Chase & Co. O processo de investimento que caracteriza a gestão de nossos fundos Multimercado e de Private Equity continua a ser conduzido por Arminio Fraga Neto, Luiz Henrique Fraga e equipes.”
O aeroporto do Aécio é vôo rasteiro.
O dos abutres é muito mais alto.

As entrelinhas das guerras por alimentos


Via Rebelión
A Rússia proibiu completamente os OGM; o primeiro ministro Dmitry Medvedev advertiu: “se os norte-americanos gostam dos produtos OGM, que os comam. Nós não precisamos deles; temos espaço e oportunidades suficientes para produzir comida orgânica”. A China proibiu os OGM em produtos alimentícios militares. A Itália acaba de promulgar uma lei, a Campo Livre, que castiga com prisão de um a três anos e multa de 10 mil a 30 mil euros a semeadura de cultivos OGM. A ministra italiana da Agricultura, Nunzia de Girolamo, assinalou em um comunicado: “Nossa agricultura se baseia na biodiversidade e na qualidade, e devemos continuar a elas sem aventuras que, sob o ponto de vista econômico, não nos tornariam mais competitivos”.
Vandana Shiva(*)
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
A Monsanto e seus amigos na indústria biotecnológica, seus lobistas e seus representantes pagos nos meios de comunicação continuam incentivando o controle monopólico dos alimentos no mundo mediante sua oferta de sementes.
Esse império é construído sobre argumentos falsos: que a Monsanto é a criadora/inventora da vida, e portanto pode ser a proprietária das sementes através de patentes, e que a vida pode ser produzida com engenharia e máquinas, como um iPhone.
Pela ecologia e pela nova biologia sabemos que a vida é uma complexidade organizada por si mesma: ela se constrói sozinha, e não é possível manufatura-la. Isso se aplica também à produção de alimentos mediante a nova ciência da agroecologia, a qual nos brinda com um conhecimento científico mais profundo sobre os processos ecológicos a nível do solo, as sementes vivas. As promessas da indústria biotecnológica – maiores rendimentos, redução do uso de agrotóxicos e controle de ervas daninhas e pragas – não se cumpriram. No mês passado, um fundo de investimentos processou a DuPont em um bilhão de dólares por promover cultivos resistentes a herbicidas sabendo que não poderiam controlar as ervas daninhas, que por sua vez  contribuíram para o surgimento de “super-ervas-daninhas”.
Ao criar a propriedade das sementes mediante patentes e direitos de propriedade intelectual, e impô-la ao planeta através da Organização Mundial do Comércio, a indústria biotecnológica estabeleceu um império monopólico sobre as sementes e os alimentos. Além de reclamar a propriedade das sementes que vende e cobrar royalities, em matérias de controles e equilíbrios sobre a segurança a indústria biotecnológica destrói sistematicamente leis nacionais e internacionais relativas à biosegurança, afirmando que “seus produtos são como a natureza os criou”. É esquizofrenia ontológica!
A biosegurança é a avaliação multidisciplinar do impacto da engenharia genética sobre o ambiente, a saúde pública e as condições sócioeconômicas. No âmbito internacional, a biosegurança é direito internacional consagrado pelo Protocolo de Cartagena sobre Biosegurança. Eu fui designada por um grupo de especialistas para elaborar a base do programa ambiental das Nações Unidas, com a finalidade de por em vigor o artigo 19.3 da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB).
A Monsanto e seus amigos têm tentado negar aos cidadãos o direito à alimentação saudável opondo-se ao artigo 19.3 desde a Cume da Terra no Riod e Janeiro, em 1992. Nestes dias, eles tentam desmantelar as leis nacionais sobre biosegurança na Índia, Paquistão, União Européia e em toda a África e América Latina. Nos Estados Unidos, distorcem a Constituição ao entrar com demandas contra governos estaduais que tem promulgado leis para etiquetar os alimentos geneticamente modificados, alegando que o direito dos cidadãos de saber o que consomem está abaixo do direito da indústria biotecnológica de impor alimentos perigosos para os consumidores desinformados, o que manejam como liberdade de expressão da empresa, como se esta fosse pessoa física. Deslocam sua maquinaria de propaganda para atacar com argumentos não científicos os pesquisadores que trabalham com biosegurança, como Árpad Pusztai, Ignácio Chapela, Irina Ermakova, Eric Séralini e eu.
Muitos jornalistas sem conhecimentos científicos se alinharam como soldados nesse assalto propagandístico. Homens brancos privilegiados, como Mark Lynas, Jon Entine e Michael Specter, sem experiência prática em agricultura, munidos somente com graus de bacharelado e vinculados a meios controlados pelos consórcios são usados para solapar as verdadeiras descobertas científicas sobre os impactos dos OGM em nossa saúde e ecossistemas.
A indústria biotecnológica usa seus títeres propagandistas para sustentar a falácia de que os OGM são a solução para a fome no mundo. Essa negativa a um autêntico debate científico sobre como os sistemas vivos evoluem é respaldada por um assalto intensivo e maciço de propaganda, que incluem a utilização de agências de inteligência como a Blackwater.
Em 2010, a Forbes citou-me como uma das sete mulheres mais poderosas do planeta, “por colocar as mulheres à frente e no centro da solução do assunto da segurança alimentar no mundo em desenvolvimento”. Em 2014, o jornalista Jon Entine escreveu um artigo de opinião, no qual sustentava que eu não tinha estudado física. Além de ter feito um pós-graduação em física e realizado meu doutorado sobre os fundamentos da teoria quântica, passei 40 anos estudando ecologia em granjas e florestas da Índia, onde a natureza e os sábios camponeses foram meus mestres. Essa é a base da minha experiência e agroecologia e segurança alimentar.
A boa ciência e as tecnologias aprovadas não necessitam propaganda, agências de inteligência e governos corruptos para demonstrar fatos. Se os ataques infundados de um não cientista a uma cientista de um país em desenvolvimento são um de seus instrumentos de dar forma ao futuro, erraram completamente. Eles não se dão conta da crescente indignação cidadã contra o monopólio da Monsanto.
Em nações soberanas, onde o poder da Monsanto e de seus amigos é limitado, o povo e os governos rechaçam seu monopólio e sua tecnologia fracassada, mas a máquina de propaganda suprime essa notícia.
A Rússia proibiu completamente os OGM; o primeiro ministro Dmitry Medvedev advertiu: “se os norte-americanos gostam dos produtos OGM, que os comam. Nós não precisamos deles; temos espaço e oportunidades suficientes para produzir comida orgânica”. A China proibiu os OGM em produtos alimentícios militares. A Itália acaba de promulgar uma lei, a Campo Livre, que castiga com prisão de um a três anos e multa de 10 mil a 30 mil euros a semeadura de cultivos OGM. A ministra italiana da Agricultura, Nunzia de Girolamo, assinalou em um comunicado: “Nossa agricultura se baseia na biodiversidade e na qualidade, e devemos continuar a elas sem aventuras que, sob o ponto de vista econômico, não nos tornariam mais competitivos”.
As peças de propaganda na Forbes e no New Yorker não podem deter o despertar de milhões de agricultores e consumidores sobre os verdadeiros perigos dos organismos geneticamente modificados em nossa comida, e as desvantagens e defeitos do sistema de alimentos industriais que destrói o planeta e nossa saúde.
(*) Diretora executiva do Fundo Navdanya

IDH do Brasil melhora e supera média da AL, mas é o 79º em ranking mundial

Bruna Borges e Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília

  • André Felipe - 19.out.2013/Folhapress
    Sueli Dumont, de Jaboatão dos Guararapes (PE), é beneficiária do Bolsa Família; programa federal foi elogiado no relatório do Pnud sobre IDH Sueli Dumont, de Jaboatão dos Guararapes (PE), é beneficiária do Bolsa Família; programa federal foi elogiado no relatório do Pnud sobre IDH
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil subiu uma posição e superou a média da América Latina e Caribe. Com isso, o país ocupa o 79º lugar no ranking mundial com 187 países. O índice brasileiro é 0,744 -- a média da região é de 0,74 e a média mundial ficou em 0,702.
Os dados foram divulgados em relatório do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) nesta quinta-feira (24) com base em números referentes ao ano de 2013. A escala do IDH vai de 0 a 1 -- quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do país.
Neste ano, houve mudança de metodologia e o Pnud atualizou todos os dados da série histórica, desde 1980. Com base na nova forma de calcular o índice, o IDH do Brasil referente ao ano de 2012 ficou em 0,742, que o colocou em 80º no ranking mundial.
Com o índice divulgado hoje, o Brasil está no grupo de países com desenvolvimento humano alto -- existem ainda faixas para "muito alto", "médio" e "baixo" -- e ocupa a segunda posição na lista dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Com índice de 0,778, a Rússia ocupa a 54ª posição no ranking e, no grupo, a Índia tem o menor IDH, com 0,586, e está no 135º lugar.
Para se ter uma ideia, o IDH mais alto é o da Noruega (0,944) pelo quinto ano consecutivo, e o pior desempenho de desenvolvimento humano é do Níger (0,337). Dois países apresentam o mesmo IDH que o Brasil: Geórgia (país que fica entre a Europa e a Ásia) e por Granada (América Central).
Conforme o documento do Pnud, a expectativa de vida dos brasileiros é de 73,9 anos; a média de escolaridade entre os adultos é de 7,2 anos; a expectativa de tempo de estudo é 15,2 anos; e a renda nacional per capita anual é de US$ 14.275 (cerca de R$ 31.697 com o câmbio atual). 

Arte/UOL
Confira os resultados de todos os 187 países


Muito a ser feito

Para o representante do Pnud no Brasil Jorge Chediek, o Brasil tem apresentado uma melhora "consistente em relação a mudanças estruturais". Entre os itens que contribuíram para esse avanço, ele cita "a renda subindo, o resultado de ações políticas, a restauração da democracia, a estabilidade macroeconômica, a criação do SUS e a luta pela expansão da educação, com a universalização".
Ele observa, porém, que ainda há muito a ser feito no país. "O Brasil é muito desigual ainda, mesmo que a desigualdade tenha sido reduzida nos últimos anos, por causa da criação de empregos."
O relatório deste ano mostra que 38 países subiram no ranking, 35 caíram e 114 mantiveram suas posições. Na região que compreende América Latina e Caribe, houve cinco países que melhoraram seu desempenho; nove pioraram e 19 ficaram na mesma colocação. 


Elogios ao Bolsa Família

O relatório do Pnud de 2014 propõe a discussão sobre a evolução e a sustentabilidade do desenvolvimento humano alcançado pelos países até aqui e nos próximos anos, reduzindo as vulnerabilidades do indivíduo e construindo a resiliência, isto é, a capacidade da população de se adaptar às crises.
Ao defender medidas para conseguir evoluir e garantir o desenvolvimento humano, o relatório destaca o programa federal Bolsa Família como um bom exemplo de política pública de curto prazo.
Para o Pnud, o programa do governo federal, que completou dez anos no ano passado, consegue fazer distribuição de renda de forma rápida e eficaz em momentos de crise enquanto a infraestrutura social necessária ainda não estiver disponível. Segundo o relatório, o recebimento de recursos propicia a manutenção do desenvolvimento humano alcançado pela população mais vulnerável.

Isto porque, quando uma família é constantemente submetida a situações adversas, como uma crise econômica ou aumento de preços, pode surgir uma situação de vulnerabilidade, em que crianças podem ficar desnutridas ou serem retiradas da escola para trabalhar, por exemplo. Com a transferência de renda, fica mais possível garantir a nutrição e a escolaridade.
"Parte do sucesso desses programas ocorre porque eles são projetados para proteger capacidades do indivíduo. Além disso, eles podem ser rapidamente ampliados para mitigar as consequências ruins de uma nova crise de curto prazo, como aconteceu com o aumento súbito do preço dos alimentos, como ocorreu no Brasil após a crise de 2008", defende trecho do relatório.
"Esses programas são o piso [base mínima] de proteção social que a sociedade deve ter para promover a resiliência. E, para diminuir a desigualdade, a solução não é reduzir os programas sociais, mas melhorar a qualidade deles", explica Chediek, do Pnud.
Ampliar

BRASIL - Milhares de turistas visitam o Cristo Redentor no Rio de Janeiro após o fim da Copa do Mundo do Brasil. O país subiu uma posição no ranking do IDH, empatando com a a Geórgia e com Granada na 79ª colocação. O Brasil está entre os países de IDH considerado alto Leia mais Marcelo Fonseca/Parceiro/Agência Globo

Índices complementares

O Pnud também tem, desde 2010, indicadores complementares que explicam o desenvolvimento humano nos países. Mas não é possível fazer uma comparação histórica ainda, segundo o órgão.
De acordo com o relatório, o IDH ajustado à desigualdade brasileiro é 0,542. Isto significa que o Brasil cairia 16 posições no ranking – em um grupo de 145 países – porque este indicador considera em seu cálculo as disparidades na população. O Pnud ressalta que a desigualdade no país ainda é grande.
No indicador de desigualdade de gênero, o Brasil ocupa a 85ª posição de um total de 149 países. Seu índice é 0,441 e ficou acima da média da América Latina e Caribe, que é 0,416.
O Brasil apresentou ainda uma taxa de 0,012 no indicador de pobreza multidimensional. O relatório de 2014 possui estimativas para 91 países. 
Saiba mais sobre o IDH
  • O que é?
    O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abrange atualmente 187 países e serve para avaliar o desenvolvimento de um país e não apenas o seu crescimento econômico. Ele foi criado em 1990, mas os cálculos foram feitos retroativamente até 1980 para gerar uma série história mais longa a fim de dar um panorama mais amplo da evolução de um país. Foto: Arte/UOL
  • Como é composto o índice?
    O IDH leva em conta renda per capita, educação (média de anos de estudo e anos esperados de escolaridade) e expectativa de vida Foto: Thinkstock
  • Por que a posição de alguns países mudou em relação à divulgação dos anos anteriores?
    Houve uma mudança na metodologia e, por essa razão, foi preciso recalcular, com base nos novos critérios, os índices divulgados anteriormente para que eles pudessem ser comparados Foto: Shutterstock
  • O que mudou na metodologia?
    Foram estipulados limites máximo e mínimo para cada indicador (85 anos para expectativa de vida, 15 anos para a média de anos de estudo, 18 anos para a expectativa de escolaridade e 75 mil dólares de renda per capita). Houve mudança também na forma como os subíndices de educação são agregados Foto: Junior Lago/UOL
  • Por que a metodologia mudou?
    Havia críticas de que o IDH não dependia apenas das realizações do próprio país. Desse modo, os países em desenvolvimento estariam sendo "penalizados" por ainda estarem com as melhorias em andamento. Com a mudança, o Pnud passou a considerar com mesmo peso a expectativa de escolaridade e os anos de estudo Foto: Arte/UOL
Fonte: Fonte: Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

“Antes, era a Política do café com leite. Hoje é a do trem com avião”

Lula: segurar inflação com arrocho de salário é facil

E mesmo assim o Principe de Privataria entregou a inflaçao com dois digitos e nunca ficou na meta …


Do facebook de Lula:


No Brasil, durante os 12 anos dos governos Lula e Dilma, a inflação se manteve dentro da meta. Isso foi feito com aumento real de salário mínimo, crescimento do mercado interno e uma taxa de desemprego menor que muito países europeus. Como disse Lula ontem, “É muito fácil controlar a inflação demitindo trabalhadores e arrochando salários”, mas o compromisso dos governos Lula e Dilma tem sido o de controlar a inflação melhorando a vida do trabalhador.



Inflação cai, mas nem todo mundo viu assim




O IBGE divulgou nesta terça-feira (22) que o IPCA-15 do mês de julho ficou em 0,17%, número 0,3% menor que o índice de junho, que foi de 0,47%. O IPCA-15 é visto pelo mercado como uma sinalização de como vai ficar a inflação e baliza a opinião dos analistas. A diferença entre o IPCA e o IPCA-15 é a época da coleta de dados, o IPCA-15 é medido do dia 12 do mês anterior ao dia 14 do mês de referência.

No acumulado do ano (de janeiro até julho) o índice chega a 4,17%. Nos últimos 12 meses ele chega a 6,51%, número 0,01% acima da meta. Todos os analistas afirmavam que o índice de julho ficaria na casa de 0,2 %, o que já pode ser considerado um ponto positivo. Sem contar que podemos considerar esse recuo de junho para julho como uma acomodação dos números, que ficaram alterados com a expectativa da Copa do Mundo.

Devemos considerar que o período foi bastante atípico em termos de economia, uma vez que, de 12 de junho a 13 de julho (exatamente no período da medição), aconteceu a Copa, que gerou uma movimentação única em termos de consumo e alta dos preços, uma vez que os empresários e comerciantes se aproveitaram da maior demanda, inclusive de turistas estrangeiros. Mas o movimento deve continuar sendo normalizado agora, com o fim do evento. Ainda temos metade do ano para se poder analisar se houve ou não estouro da meta.

Mas como era de se esperar, o foco das notícias dos veículos tradicionais, como sempre, ficou no fato de que a meta teria sido atingida e que a inflação estaria fora de controle. As informações de que os transportes foram a principal causa da queda em julho (de 0,50% em junho para – 0,85% em julho) e que a alimentação e bebidas (de 0,21% para – 0,03% em julho) também impactaram o índice para baixo em – 0,01 ponto são praticamente ignoradas pela imprensa.

Além disso, se pegarmos de janeiro a julho, o acumulado chega a 4,17%. Para atingir o teto de 6,5% teríamos que ter um índice na casa de 0,46% por mês. E os analistas já preveem uma inflação para agosto na casa de 0,2%. As perguntas que não saem da cabeça de nós do Muda Mais são: por que sempre olhar para o lado negativo? Por que essa campanha de sempre mostrar que a economia vai mal, mesmo quando existem sinais de que as medidas econômicas estão dando resultado?

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bomba! Fortuna de Aécio veio de grilagem de terras públicas

Autor: Miguel do Rosário
CHARGE - Sua excelência, o ladrão
Agora vamos ver se a Folha está disposta mesmo a publicar denúncias contra Aécio Neves, ou se está apenas preparando terreno para fazer ataques a Dilma.
Se a postura do jornal for séria, ela deveria repercutir o que reproduziremos abaixo.
A Rede Brasil Atual acaba de publicar uma denúncia grave, que revela a face cruel e predatória do patrimonialismo brasileiro, em que famílias com influência política abocanham terras públicas para engordar sua fortuna.
*
Como a família de Aécio ficou dona de terras públicas em Minas
Pai do senador registrou em seu nome uma área de 950 hectares pertencente aos mineiros localizada numa das regiões mais pobres do estado. Aécio governador entrou em conflito com Aécio herdeiro
por Helena Sthephanowitz publicado 20/07/2014 11:52, na Rede Brasil Atual
Montezuma é um município mineiro no norte de Minas Gerais com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. Deputados, governadores e senadores mineiros poderiam desenvolver boas políticas públicas para elevar o desenvolvimento local, tais como incentivar as pequenas propriedades rurais familiares. No entanto o município é palco de uma triste história do patrimonialismo de oligarquias políticas do Brasil.
Terras rurais em Montezuma que foram registradas pelo estado de Minas como devolutas acabaram indo parar no patrimônio pessoal do senador Aécio Neves (PSDB) após uma disputa judicial por usucapião da empresa agropecuária de seu pai.
O fim desta história aparece com o patrimônio do senador engordando na declaração de bens feita nas eleições de 2014 em relação à de 2010. O segundo maior item de sua variação patrimonial foi no valor de R$ 666.660,00 referente a cotas da empresa Perfil Agropecuária e Florestal Ltda., herdadas de seu pai falecido.
Até aí estaria tudo bem. O problema é quando voltamos ao dia 2 maio de 2000, quando se iniciou uma disputa para apropriar-se de terras públicas, típica do coronelismo patrimonialista praticado nos rincões do Brasil arcaico.
A Perfil Agropecuária e Florestal Ltda. pertencia a Aécio Ferreira da Cunha, pai do senador tucano. A empresa entrou com processo de usucapião para registrar a propriedade de vastos 950 hectares de terras em Montezuma, em 2/5/2000. Já soa injusto a lei permitir que uma empresa de um ex-deputado, que morava desde a década de 1960 no Rio de Janeiro, ser tratada como se fosse de camponeses posseiros que adquirem o direito ao usucapião por trabalharem e viverem na terra. O juizado da comarca de Rio Pardo de Minas julgou a favor da empresa em 2001.
Na hora de a empresa registrar a fazenda no Cartório de Registro de Imóveis competente, a área já estava registrada em nome do Estado de Minas Gerais, como terras devolutas, em cumprimento a outra ordem judicial anterior da Apelação Cível nº 86.106/4.
A partir daí houve longa disputa judicial, com o estado de Minas recorrendo para ter as terras de volta. Desembargadores mineiros votaram a favor da família de Aécio. Recursos chegaram até ao Supremo Tribunal Federal (STF), o último arquivado em 2013, que também foi favorável ao lado do tucano.
É preciso lembrar que em 2000 o atual senador Aécio Neves era deputado federal pela quarta vez e deveria representar mais os interesses públicos dos cidadãos de Minas do que seu próprio interesse privado. De 2003 a 2010 foi governador de Minas. Presenciamos a inusitada situação política de, na prática, o interesse do Aécio herdeiro brigar na justiça com o de Aécio governador. O interesse patrimonial privado do herdeiro falou mais alto do que o interesse público da população que o cargo de governador deveria representar.
Uma gleba de 950 hectares de terras devolutas poderia ser a redenção de famílias camponesas pobres de Montezuma, através da geração de renda pela produção da agricultura familiar, em vez de apenas somar um pouco mais ao já elevado patrimônio da oligarquia política dos Neves da Cunha.
Este caso explica muito das raízes da desigualdade passada de geração para geração e da concentração das riquezas no Brasil nas mãos de poucos. Muitas destas riquezas vindas de um processo de apropriação de patrimônio público por mãos privadas, justamente pelas mãos de quem deveria defender o interesse e o patrimônio público.
Operação Grilo
O caso é outro e não aparece a família de Aécio Neves no meio das acusações, mas sim órgãos do governo tucano de Minas e velhas práticas de outras oligarquias políticas. Em 2011 a Operação Grilo prendeu nove pessoas acusadas de comporem uma organização criminosa para fazer grilagem de terras públicas justamente nesta região norte de Minas Gerais. Toda a cúpula do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) foi afastada.
Segundo as investigações, o esquema contava com servidores públicos do Iter/MG, funcionários de cartórios e servidores de prefeituras mineiras, para fraudar a posse de terras devolutas.
O promotor Daniel Castro, de Rio Pardo de Minas, disse na época: “São terras que pertencem ao estado de Minas Gerais e foram parar nas mãos de particulares.”
*
As reproduções abaixo mostram a documentação que legitimou a posse de terras da União para a família Neves.
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Lula: quem trata o trabalhador na porrada ?

A Copa para o Padilha começou agora, disse Lula.
Lula sabe o que significam essas Datafalhas ...

O Conversa Afiada reproduz press-release da campanha do Padilha, aquele que vem aí de jaleco branco (por falar nisso, veja o que a Dilma disse do Arrocho Neves sobre o Mais Médicos):

São Paulo, 18 de julho de 2014 – O pontapé inicial da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo do Estado de São Paulo foi dado nesta sexta-feira, 18, em caminhada pelo centro de São Paulo que contou com a presença de lideranças políticas da aliança Para Mudar de Verdade (PT, PR e PCdoB) e da militância. A concentração aconteceu na Praça do Patriarca. Padilha cumprimentou os militantes, tirou fotos e ouviu declarações de apoio. Ao lado do ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, do senador Eduardo Suplicy, do presidente estadual do PT, Emídio de Souza, do vice Nivaldo Santana  e de deputados federais e estaduais, o candidato caminhou até a Praça da Sé, marco zero de São Paulo, onde participou de um ato político, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reuniu mais de 5 mil militantes.

Padilha fez questão de ressaltar as diferenças existentes entre as candidaturas que disputam o governo do Estado. “De um lado estão aqueles que governam este Estado há 20 anos; de outro, estão aqueles que governaram São Paulo 20 anos antes dos tucanos. Os dois grupos têm uma coisa em comum: para eles, o movimento sindical tem que ser tratado com tiro, porrada e bomba. Aqui, neste carro de som, estão aqueles que têm o verdadeiro compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras do Estado de São Paulo”, afirmou.

O candidato manifestou a disposição que tem para disputar o governo paulista. “Eu estava esperando por este dia. Vamos começar a conversar com as pessoas sobre os problemas do Estado de São Paulo. Hoje começou a campanha de rua. Não haverá um lugar aonde a gente não vá para conversar com a população sobre as nossas propostas.  Quero falar olho no olho, no coração de vocês: venham comigo, porque estaremos juntos para ganhar as eleições. Faremos o Estado se transformar no campeão da democracia, ampliando direitos a cada cidadão que vive em São Paulo.”

O ex-presidente Lula fez menção às pesquisas eleitorais. “Depois que a gente adquire a experiência que eu adquiri, perdendo três eleições, você aprende que a pesquisa serve de referência para nos dar direções. Em setembro de 1989, quando faltava um mês para a eleição, eu tinha apenas 5,7% das intenções de voto e eu fui para o segundo turno da disputa. Quem vai ser eleito governador é aquele que apresentar a melhor proposta para a sociedade paulista”, declarou. “Nada é mais importante do que cada homem e cada mulher acreditar naquilo que o candidato fala. A Copa para o Padilha começa agora e começa com conversas com o povo”, completou Lula.

Em meio à crise hídrica que vive a população do Estado de São Paulo, o ex-presidente lembrou que “há 20 anos os tucanos governam São Paulo e agora nem água para beber eles estão garantindo ao povo paulista”.

Ao encerrar o discurso, Lula manifestou o compromisso que terá com as campanhas de Padilha e da presidenta Dilma Rousseff:  “Nenhum de nós que concorreu às eleições para o governo paulista tem a mesma competência que Padilha tem para cuidar do Estado de São Paulo. A sua campanha, junto com a da companheira Dilma, é prioridade na minha vida. Aquilo que eu puder fazer para eleger Padilha e reeleger Dilma, podem estar certos de que farei e irei me dedicar 24 horas por dia”.

O mensalão tucano morre de inanição midiática


rindo
Rindo à toa
O “mensalão tucano” está morrendo
Por Altamiro Borges, em seu blog
Aos poucos, todos os envolvidos no escândalo do “mensalão tucano” – que a mídia insiste em chamar de “mensalão mineiro” – vão escapando de qualquer possibilidade de punição. Diferente dos fuzilados no midiático julgamento do “mensalão do PT”, nenhum deles deve ir para a cadeia.
Nesta semana, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), outro réu no caso, renunciou ao seu mandato como artifício para abortar a conclusão do seu julgamento, em lenta tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele alegou motivos de saúde, mas até a Folha denunciou, em editorial na quinta-feira (17), a “nova manobra tucana”. Caberia perguntar por que o jornal nunca deu manchete ou apurou seriamente este escândalo.
O diário da famiglia Frias – ativo porta-voz do tucanato – até lembra que “Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a função, eles deixam de figurar na lista das autoridades que, segundo a Constituição, devem ser julgadas pelo STF.
O objetivo é transferir o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo a expectativa de eventual prescrição dos crimes”. Em outras palavras, os envolvidos no milionário esquema de Caixa-2 do PSDB de Minas Gerais vão escapando de qualquer punição.
O empresário do ramo de transporte Clésio Andrade foi vice-governador de 2003 a 2006, na gestão de Aécio Neves. Na época, ele era filiado ao PFL – atual DEM. Antes de chegar ao governo, ele se tornou sócio da agência de publicidade de Marcos Valério.
“Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998”, explica a Folha. O jornal apenas deixou de informar que o esquema também bancou as campanhas de Aécio Neves e FHC, segundo confissão de Eduardo Azeredo.
O mensalão tucano é considerado o precursor do mensalão petista, a partir da engrenagem montada pelas agências de publicidade de Marcos Valério. Até hoje nada foi apurado com rigor. O Poder Judiciário, conhecido por seus vínculos com o tucanato, posterga o julgamento do caso.
Já a mídia privada blinda os tucanos envolvidos. Eles não aparecem nas manchetes dos jornalões, não merecem as críticas ácidas dos colunistas da tevê e nem são alvos da caçada implacável do tal “jornalismo investigativo” – sempre tão seletivo nas suas pautas. Graças a estas cumplicidades, todos os envolvidos no “mensalão tucano” ficam impunes. Clésio Andrade era o único réu do caso que ainda tinha o processo tramitando no STF.