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sábado, 5 de setembro de 2015

O verdadeiro crime de Dirceu

Não é fácil ser Dirceu
Não é fácil ser Dirceu
Uma jovem jornalista me pergunta pelo Messenger: “Mas afinal o que o Dirceu fez?”
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Ela confessa a extrema dificuldade de entender.
Primeiro, há um massacre unitilateral. Toda a mídia, abastecida pela Justiça amiga, se concentra em publicar horrores de Dirceu.
As acusações parecem um catálogo telefônico daqueles de antigamente.
E a defesa como que não existe.
Dirceu já foi julgado e condenado pelo noticiário.
Tenho para mim que o Caso Dirceu só vai ser devidamente conhecido e esclarecido pela posteridade, quando o fogo das paixões políticas do momento já for coisa do passado.
Dentro desse quadro irracional é que se deve entender certas manifestações sobre Dirceu.
Um procurador da Lava Jato disse, por exemplo, que Dirceu deve ser condenado no mínimo a 30 anos de prisão.
Que conta fez esse procurador?
Os juízes do Mensalão entraram para o anedotário da Justiça quando se puseram a calcular, com ares científicos de Newton e Einstein, a “dosimetria”.
Era a dose – esdrúxula, de resto – de penas para os condenados.
A “dosimetria” do procurador para Dirceu é patética.
Trinta anos, para um homem que chega aos 70, significam a morte na prisão.
Mas não é este exatamente o ponto.
Vamos para uma terra altamente civilizada, a Escandinávia. Veja como os noruegueses trataram o caso Anders Breivik, o maníaco de direita que matou mais de 70 jovens sob o protexto alucinado de salvar seu país da ameaça muçulmana.
Breivik foi condenado a 19 anos de cadeia, a pena máxima da Noruega. Caso ele, no fim da sentença, continue a representar uma ameaça à sociedade, o caso será rediscutido.
É assim que os noruegueses enxergam as penas. Cadeia é para recuperar as pessoas, não para fazê-las apodrecer.
Estava em Oslo na época do julgamento, e a cidade funcionava normalmente, sem os espasmos de ódio tão comuns no Brasil de hoje.
E então voltemos para o caso Brasil versus Dirceu. O procurador falou no mínimo em 30 anos. Ele está precisando de uma temporada escandinava, certamente, para refazer seus conceitos.
Existe uma confusão mental na Justiça brasileira que se expressa nas declarações orais e escritas de seus magníficos integrantes.
Tente entender, por exemplo, o que Janot disse ao se manifestar contra o retorno de Dirceu à prisão domiciliar.
“Não há que se falar, com efeito, em conciliação das prisões pelo Supremo, porquanto independentes entre si, não havendo, entre uma e outra, conexão  de qualquer ordem. Ademais, o sentenciado não possui foro por prerrogativa de função, não havendo necessidade de pronunciamento do STF em questões desse jaez [gênero] relativamente a ele”, afirmou Janot.
Outro trecho: “Além disso, tendo em vista os veementes indícios de prática de infrações penais em datas posteriores ao trânsito em julgado do acórdão condenatório proferido nos autos da Ação Penal nº 470, incide, in casu, o disposto no art. 313, II, do diploma processual penal.”
Será que Janot não podia escrever em português?
Um amigo jornalista me contou, no Mensalão, que estava numa padaria, com a televisão ligada, quando um juiz pronunciou um voto. “Como fala bem esse juiz”, notou um popular ali na padaria. “Mas não entendi: ele condenou ou absolveu?”
Toda essa máquina jurídica abstrusa e parcial se voltou contra Dirceu, com a contribuição de uma das piores imprensas do universo.
O tempo haverá de esclarecer um dos episódios mais confusos da história política moderna.
Por ora, o que é claro é que o caso Dirceu é muito mais político do que propriamente legal.
Se Dirceu fosse um servo da plutocracia, viveria a vida tranquila de todos aqueles que optaram por aquele caminho.
Isso é batata.
Me ocorre Mujica ao pensar em Dirceu.
Em maio passado, numa entrevista, Pepe Mujica produziu, com sua habitual franqueza, uma defesa de Dirceu como líder petista nenhum fez.
Disse ele: “Dirceu para mim não é um criminoso. Está condenado, mas é um formidável lutador.”
Este é o verdadeiro crime de Dirceu: ser um “formidável lutador” contra a plutocracia brasileira.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

“Saímos de uma era de pacificação para uma era de luta de classes”


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Para Ruy Braga, é guerra de classes
Luciana Genro: ‘Dentro do capitalismo não há como melhorar as condições de vida do povo’
No Diário Liberdade, 26 Julho 2015 02:32
A crise política e econômica que o Brasil vive mostrou que o projeto do PT era claramente um projeto capitalista, segundo a ex-candidata à presidência da República pelo PSOL Luciana Genro. “Está claro que, dentro do capitalismo, não há como melhorar as condições de vida do povo”, disse, em debate promovido pela bancada do PSOL na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, neste sábado.
Discutindo a saída para a crise, Genro afirmou que o arruinamento da política tradicional representada por PT e PSDB, que continham o povo pelo centro, permite a radicalização das massas e uma polarização, possibilitando o crescimento das forças da “esquerda coerente” e da extrema-direita.
Neste sentido, segundo ela, não há uma ofensiva da direita, mas sim uma contra-ofensiva, “porque o avanço nos últimos anos foi da esquerda”, com conquistas do movimento LGBT, negro e feminista.
Por outro lado, o sociólogo e professor da USP Ruy Braga apontou que nos últimos anos, com a chegada do PT ao poder, houve um “amortecimento” da luta de classes, um período de relativa pacificação social apoiada pelo consentimento em alguns setores. Porém, segundo ele, esse período de passividade acabou: “saímos de uma era de pacificação para uma era de luta de classes”.
Ele citou o avanço sobre os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, como o aumento do crédito, a terceirização, o aumento do aluguel, a expulsão do centro para a periferia e o aprofundamento da mercantilização do conhecimento.
Esse cenário econômico reflete a tentativa do imperialismo estadunidense de enfrentar a crise do seu modo, impondo um “neoliberalismo 2.0”, de acordoo com o economista da Unicamp Plínio de Arruda Sampaio Jr, que também participou do debate.
“Isso se manifesta pelos imperativos do ajuste fiscal”, que quer ajustar a sociedade brasileira às exigências do grande capital, primeiro com as privatizações, e depois com o rebaixamento do nível de vida do povo brasileiro, assinalou.
Para ele, enquanto a direita ataca sem medo, a esquerda mostra-se fragmentada, mas pode começar um processo de aglutinação. “Para isso é preciso ter competência e fazer coisas diferentes”, disse. Temos que saber “quais são as tendências efetivas e entender as contradições que mobilizam a luta de classes”.
Segundo o economista, a tarefa estratégica da classe operária e o norte para a esquerda brasileira deve ser impulsionar a transformação profunda, a Revolução Brasileira. “Temos que ter a força política da Revolução”, ou seja, “não podemos cair na armadilha institucional”, afirmou. Para fazer a Revolução Brasileira é preciso superar a teoria e a prática do programa democrático-popular, organizar o povo e dotá-lo de consciência política: “isso significa superar o PT”, completou.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Afinal, o PT fracassou em que mesmo?



1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola:
002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:

2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:

2002 – 13ª
2014 – 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%
25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:

2002 – 18,9%
2015 – 14,25%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas


30. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50
milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais:

Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 0
De 1500 até 1994 – 140

37. Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38. Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:

2002 – 34%
2012 – 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224

47. Operações da Polícia Federal:

Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria



FONTES:

47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 – http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE26 – Banco Mundial


Blog de Jorge Furtado

isso é que é crise


segunda-feira, 29 de junho de 2015

EU ERA MAIS À ESQUERDA MAS, DIANTE DO QUE VEJO, EU ME RENDO

O ovo da serpente chocou e a
próxima vítima poderá ser você
Eu nem era tão Lula assim. Sou mais à esquerda mas, votei nele em 2002.
Contudo, esperava mais, muito mais. Tolice.

Em um Brasil com a pior e mais podre elite política e social do mundo, com parte de uma classe média fascista, que já depôs presidente popular, que já fez presidente popular suicidar, esse homem, sem derramar sangue, sem criar abalos, esse homem fez a mais profunda reforma na estrutura social brasileira - votei nele em 2006 novamente.

Eu nem era tão Dilma assim. Sou mais à esquerda. Mas, votei nela em 2010. Todavia, esperava mais. Mas, veja: Dilma enfrentou Globo, enfrentou Veja, enfrentou fascistas. E ganhou. E venceu o golpe sujo da direita brasileira.

Aprofundou a reforma na estrutura social brasileira. E então lembrei-me - é a mesma que venceu câncer, que venceu torturadores, que venceu ditadura. E permanece com um governo admirado pelo mundo inteiro. E amada por seu povo (falei povo). 

Acredita, firmemente, que é possível fazer deste país um país justo. Enquanto os abutres da direita, almas pequenas, enlouquecem ao perceberem que, embora façam de tudo, não atingem a nobre dama - votei nela em 2014 novamente.

Eu nem era tão PT assim. Sou mais à esquerda. Entretanto, tenho visto esse partido apanhar inacreditavelmente da parte fascista da sociedade brasileira e manter-se de pé. 
E com dignidade. 

Apanha de canal de televisão corrupto, apanha de juiz financiado pelo golpe, apanha de tucanos financiados pelos EUA, apanha da máfia. Ninguém resistiria a tudo isso. E no entanto, inacreditavelmente, resistem.

Lula mantém o mesmo sorriso de esperança por um Brasil melhor, como no início. 
A mesma emoção. 

Dilma segue adiante, realizando um governo voltado para o bem estar do povo. Fazendo do golpe - que derrubaria qualquer um - em algo que não a atinja. Faz crer que o sonho não acabou.
Ambos, Lula e Dilma, tiraram milhões da miséria. Deram nova perspectiva à sociedade brasileira. Fizeram do Brasil um país do presente.

Volto às urnas em 2018 para votar no Lula. Entendendo que, finalmente, depois de 500 anos, minha pátria encontrou seu caminho.

- por Walter Ferreira, funcionário público, bacharel em Direito e fazendo licenciatura em História (não recebe bolsa-família, é de esquerda e vota no PT).

terça-feira, 16 de junho de 2015

ASSIM COMEÇOU O FASCISMO DE MUSSOLINI: VEREADORA DO PT É AGREDIDA EM SALVADOR E IRONIZADA POR DELEGADA

:

A vereadora Janaína Ballaris (PT-SP) afirma ter apanhado de um manifestante anti-PT na quinta (11), durante o congresso do partido em Salvador; “Eram três homens, vestidos com algum uniforme e camisetas pedindo impeachment. Um deles apertou meu braço e meu pescoço e me empurrou até o elevador”; ela também prestou queixa na Corregedoria da Polícia Civil da Bahia contra a delegada que fez o boletim de ocorrência; “A delegada ‘justificou’ a agressão que sofri colocando a mão na testa e dizendo que todo mundo já está ‘por aqui com o PT'”, disse
Bahia 247 – A vereadora Janaína Ballaris (PT-SP) afirma ter apanhado de um manifestante anti-PT na quinta-feira (11), durante o congresso do partido em Salvador. Ela também prestou queixa na Corregedoria da Polícia Civil da Bahia contra a delegada que fez o boletim de ocorrência da agressão.
“Eram três homens, vestidos com algum uniforme e camisetas pedindo impeachment. Um deles apertou meu braço e meu pescoço e me empurrou até o elevador”, relatou. A agressão teria dado início a uma briga entre outros integrantes do partido e os três homens.
Ela também denunciou a delegada. “A delegada ‘justificou’ a agressão que sofri colocando a mão na testa e dizendo que todo mundo já está ‘por aqui com o PT’. Ficamos a madrugada inteira na delegacia. Eu fui pré-julgada pela delegada. Quis que ela colocasse a declaração dela no B.O., mas ela se negou. Aí fui até a corregedoria”, diz a vereadora de Praia Grande, na Baixada Santista.

Os doze que odeiam o PT!

Quem o Cunha vai odiar quando estiver de tornozeleira?

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Jesus não tem dentes no país dos coxinhas

Ricardo Soares

Vou até lhe dar razão se você disser que está cansado desse rótulo de “coxinha”, novo eufemismo para rotular as classes média e alta conservadoras que acham que todos os problemas do planeta são culpa do PT. E antes que a patuléia do “Coxodrómo” me atire pedras desde suas cadeiras numeradas em alguma “Arena” com varanda gourmet já vou dizendo que não absolvo o PT dos seus inúmeros pecados. Nunca é demais você repetir para o “Coxodrómo” que criticá-los não é adesão imediata ao ideário petista.

O rótulo “coxinha” já foi , em outros tempos, “janota”, “almofadinha”, “dândi” e , mais recentemente, “mauricinho” com “patricinha” no diminutivo para o feminino. Tem gente que não gosta de epíteto e também respeito. Sucede que no caso “coxinha” e muitos outros eles são precisos porque você consegue visualizar exatamente o biotipo , o estilo do rotulado. Brancos, religiosos ferrenhos, bem nascidos, ferrenhos defensores dos seus direitos individuais que incluem parar na vaga de deficientes e idosos em supermercados, estacionar em ciclofaixas, passar farol vermelho, dar um troco pro guarda pra se livrar da multa, bater ponto e não ir trabalhar, abominar pobre em fila de aeroporto e outras delícias que toda boa “carteirada” coxinha pode proporcionar.

Ah, você pode me dizer que isso é generalizar. Corro o risco. Mas o que ando vendo nas grandes capitais brasileiras no último ano e meio me estarrece e me faz crer que o “coxismo” hoje é um “movimento” de retrocesso que cresce em progressão geométrica para temor geral da nação. Afinal, não nos esqueçamos, muitos deles são golpistas juramentados. E nos respondem que eles, os “coxinhas”, são o Brasil que trabalha , que empreende , que quer a economia de mercado cada vez mais forte e alvissareira.  Eles são o "Brasil que dá certo".Ou seja, se não for um deles, você é um vagabundo petista que quer ir pra Cuba. A coisa está nesse nível . Dos dois lados diga-se de passagem.

O que essa modesta digressão pretende é apenas alertar corações e mentes sobre o armamento de espíritos, sobre a intolerância rasteira. Porque, convenhamos, essa gente está em tal sanha de ódio que por mais que se julguem cristãos tenho certeza que rejeitariam o "senhor Jesus" que eles evocam caso ele viesse com aquele mesmo discurso do qual se ocupou na Galiléia . Mandariam Jesus para Cuba e mesmo que ele tivesse uma arcada dentária de comercial de dentifrício seria um Jesus sem dentes no pais dos coxinhas.Quebrariam os dentes de Jesus. O ódio, lamento dizer, é contra os mais pobres, contra a divisão igualitária de bens e de serviços. E essa divisão meus prezados “coxinhas” não se chama comunismo e sim humanismo. O que seus filhos tem direito os filhos dos mais pobres também tem.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

toma coxinha!!


falando em otários!!

Rafael Simi:


Aprovaram a terceirização na Câmara. Você achou maneiro, porque foi uma derrota do PT.

Liberou geral com agrotóxico e transgênico. Você gostou porque o PT era contra.

Deram o direito de ministros do STF e TCU virarem monarcas e ficarem quase a vida toda no cargo. Você gostou porque foi uma derrota da Dilma.

Bateram em professores. Você gostou porque eles são filiados a sindicatos e "ensinam comunismo petista".

O Eduardo Cunha vendeu o Congresso pros empresários. Você adora porque ele chantageia a a Dilma.

Até quando vocês vão achar maneiro foderem o futuro dos seus filhos, enquanto você acredita que quem está se fodendo é o PT?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Marina Silva – Parte de plano para desestabilizar o Brasil

23/9/2014, [*] Nil NIKANDROV, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
No velório de Eduardo Campos Marina não chorou...
Washington lançou campanha de propaganda em grande escala em apoio a Marina Silva, candidata às eleições presidenciais no Brasil, pelo Partido Socialista Brasileiro. Continuam a repetir que a vitória dela é garantida no segundo turno. As pesquisas não oferecem resultados confiáveis e, até agora, só fala do “primeiro turno” das eleições, dia 5 de outubro de 2014.
Especialistas nos EUA creem que Marina Silva receberá os votos dos que apoiam Aécio Neves da Cunha, do PSDB, até agora com 14-16% do eleitorado. Se acontecer, a candidata apoiada pelos EUA receberia cerca de 60% dos votos, acabando com as chances de reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, no “segundo turno” das eleições, marcadas para 16/10/2014. Analistas independentes absolutamente não levam a sério essas previsões e dizem que esse cenário não passa de ilusão. E há os que começam a alertar contra fraude eleitoral.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff, não é candidato e trabalha pela re-eleição da atual presidenta. Para ele, Marina Silva absolutamente não tem chances de eleger-se. Para o presidente Lula, a grande ameaça não é Marina Silva, mas alguns veículos de imprensa impressa e de televisão.
Esses veículos usam como bem entendem, para finalidades de propaganda, as muitas dificuldades que brotam do processo em curso de implementar reformas sociais e econômicas, feitas para mais bem servir os interesses dos mais pobres. Seja como for, o país está avançando, com grandes projetos industriais em implementação. Lula tem-se mostrado confiante de que a verdade derrotará a mentira.
Marina Silva, Tio Sam e o PIG 
O apoio do ex-presidente à atual presidenta e candidata à re-eleição, Dilma Rousseff, é importante. Resultado desse apoio, Marina Silva já está perdendo votos.
Em recente entrevista a um dos grandes jornais do sul do Brasil, Marina Silva explodiu em lágrimas, aos gemidos de que não podia controlar o que o ex-presidente dizia dela, mas que faria o possível para não “se vingar’ dele... O ex-presidente respondeu imediatamente, que aquelas lágrimas nada tinham a ver com o que ele dissera sobre mentiras de Marina. Que, lágrimas daquele tipo, só se a causa fosse completamente diversa.
De fato, Marina Silva começa a temer os números que as pesquisas eleitorais lhe trazem. A hoje candidata foi membro do Partido dos Trabalhadores de Lula por mais de 25 anos; fez toda a sua vida política ao lado de Lula. Foi senadora, antes de ter sido Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, em 2003.
Mas durante todos esses anos, Marina Silva sempre se manteve muito próxima dos EUA. Sempre esteve sob as lentes de inúmeros fundos especiais, dos mais variados tipos, e organizações internacionais que vasculham o mundo à procura de gente com o “perfil” adequado para ser usado como instrumento dos interesses de Washington.
Basta examinar as medalhas e prêmios que choveram sobre Marina Silva – prêmios que ninguém recebe se não for “amigo dos EUA” – para confirmar que, sim, pelo menos desde 1980, Marina Silva já estava no campo de considerações dos EUA. Essa “seleção’ é prática muito frequente: os EUA mantêm pessoal especializado em analisar traços de personalidade de possíveis “candidatos”, dos quais o que mais chamou a atenção, em Marina Silva, foi a inclinação para complementar os próprios atributos físicos, com “realizações’ políticas que chamassem a atenção (em entrevista, Marina Silva disse que teria trocado a Igreja Católica na qual fora criada, por um culto neopentecostal, porque aí “teria melhores chances de me destacar”).
O Brasil vai-se convertendo em estado soberano, forte e autoafirmativo, com grande influência no Hemisfério Ocidental, em posição de desafiar a influência dos EUA. Os debates em Washington fazem-se por trás dos panos, mas uma coisa é evidente: os EUA querem muito trocar a presidenta Dilma Rousseff por alguém mais servil. Marina Silva parece servir esse propósito.
Os serviços especiais dos EUA parecem ter pavimentado o caminho para ela, eliminando outro candidato, Eduardo Campos, do Partido Socialista. O avião Cessna 560ХL em que ele viajava sofreu uma pane e caiu, ou explodiu, ninguém sabe. French Slate.fr listou esse caso de queda de avião como um dos cinco eventos mais importantes do verão de 2014, que não estiveram nas manchetes, sobre os quais pouco se fala, mas que pode(ria) mudar o rumo da política mundial.
Dilma Rousseff
Antes da tragédia, Dilma Rousseff era considerada já vitoriosa. Com Marina Silva, as eleições sofreram, no mínimo, um “tumulto” não previsto.
Não há dúvida alguma de que, com Marina Silva na presidência, o Brasil passa a alinhar-se mais decisivamente com os EUA. O escândalo da espionagem e das escutas clandestinas, e declarações da presidenta Rousseff, para quem as escutas ilegais implantadas pelos EUA no Brasil seriam “inaceitáveis” virariam coisa do passado, bem como a UNASUL (União das Nações Sul-americanas) – união intergovernamental que integra as duas uniões aduaneiras que há: MERCOSUL e Comunidade Andina de Nações, como parte da continuada integração sul-americana, e o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, bloco sub-regional que inclui Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela com Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru como países associados).
O objetivo de todas essas estruturas é promover o livre comércio e o fluxo continuado de bens, pessoas e moeda. Tudo isso deixará de estar no ponto focal da política externa do Brasil.
A reorganização da Organização dos Estados Americanos, OEA, é a questão mais importante para os EUA; e voltará ao topo da lista das prioridades de política externa.
O MERCOSUL talvez até continue a existir, mas não como concorrente contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que Washington tenta impulsionar desde 2005, quando a ideia foi recusada por Argentina, Brasil, Venezuela e alguns outros países.
Marina Silva não é grande entusiasta do futuro dos BRICS. Para ela, a participação nesse grupo não traz dividendos. Já disse que não tem qualquer intenção de estreitar relações com Rússia e China, e a aliança com Venezuela e Cuba deixará de ser efetiva. Tudo que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff já conseguiram até agora, ir-se-á pelo ralo, só para satisfazer o poder da Casa Branca e do Pentágono.
BRICS
A batalha pré-eleitoral está-se convertendo em batalha feroz. Marina Silva não tem tempo a perder, e a carga está-se tornando pesada. Conforme mudem os números das pesquisas, a candidata Marina muda suas declarações e “plano” de governo. Já teve de explicar o que dissera antes, sobre reduzir a produção de petróleo em áreas chamadas “pré-sal”, abaixo do leito do oceano. Manifestou-se contra casamentos homoafetivos no passado; de repente, virou apoiadora.
Marina Silva é, hoje, evangélica, membro da conservadora Assembleia de Deus. Um dia depois de apresentar seu plano de governo, desdisse o que dissera sobre ser favorável ao chamado “casamento gay”. No capítulo “Cidadania e Identidades” de seu programa, incluiu “apoio a propostas que defendam (...) o casamento civil”. Na sequência, a campanha de Marina Silva distribuiu uma “correção”. A nova versão defende “os direitos de uma união civil entre pessoas do mesmo sexo”, apagando a palavra “casamento” que incluiria direitos mais amplos para os casados.
No segundo debate televisionado entre os principais candidatos, antes do 1º turno das eleições, dia 5/9/2014, Rousseff perguntou a Marina Silva como ela financiaria os cerca de R$ 60 bilhões necessários para cumprir suas promessas. “Onde você propõe buscar esse dinheiro?” – perguntou Rousseff. A candidata respondeu que o dinheiro será obtido porque “nosso país voltará à eficiência no gasto público – poremos fim ao desperdício de recursos públicos”. A presidenta Rousseff acertou quando disse que tinha sérias dúvidas de que uma pessoa com esse tipo de ideia na cabeça e convicções tão instáveis pudesse governar algum país.
Mais brasileiros já começam a ver que Marina Silva mudará todas as políticas dos governos que a antecederam e levará o país ao desastre. E “desastre” é, exatamente, o que mais desejam os “artíficies de mudança” que trabalham em Washington.
Marina Silva é pessoa com problemas psicológicos, desequilibrada – e tudo isso pode ser bastante útil para influenciar o processo de decisão para bloquear o desenvolvimento progressista do país e quebrar o equilíbrio social, depois que as forças políticas no país começam a aprender a interagir dentro do que a lei autoriza e determina.
Coronel Prugh traduzindo para o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, Martin Dempsey
O que a missão Washington mais deseja é ver criados os pré-requisitos para que se encene no Brasil uma “revolução colorida”. Quer usar a “quinta coluna” e os veículos de imprensa pró-EUA para provocar “manifestações espontâneas” de cidadãos.
Os EUA já enviaram pessoal de alta capacitação e experiência para sua embaixada em Brasília, capital do Brasil. A estação da CIA que ali opera é comandada e operada por gente muito, muito experiente.
O ataché de Defesa e principal oficial da Defesa, no Brasil, é o coronel Samuel Prugh. É homem de experiência excepcional na coleta de inteligência humana, com amplas relações pessoais entre os militares brasileiros.
O presidente Lula e a presidenta Rousseff têm feito o possível para evitar manifestações públicas de incômodo com as atividades subversivas que os EUA conduzem no Brasil. Quando lhes pareceu necessário, os brasileiros usam os bem protegidos canais diplomáticos, para fazer saber a Washington que identificaram um agente que operava clandestinamente na indústria do petróleo, num gabinete diplomático ou nas forças armadas do país. Esses incidentes jamais chegaram ao conhecimento público.
Depois do conhecido escândalo associado aos relatórios de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA gravara comunicações pessoais da presidenta e espionara a Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, o governo brasileiro endureceu e exigiu que os EUA pedissem desculpas públicas. Os EUA recusaram-se a desculpar-se e, mesmo, ampliaram as operações de espionagem no Brasil (enviaram mais gente para os consulados).
O consulado dos EUA no Rio de Janeiro destaca-se: ali trabalham mais de 500 norte-americanos. John Creamer, cônsul-geral, diz que 300 daqueles funcionários trabalham no processamento de vistos de viagem, da manhã à noite. Segundo Creamer, o processamento, antes, demorava seis meses; hoje, bastam duas semanas.
John Creamer, Consul Geral dos EUA no Rio de Janeiro no "American Day" no Festival do Rio 2012 
Se os funcionários dos consulados estão realmente ocupados só com emitir vistos de viagem, ou se só vivem a arquitetar alguma versão de “primavera árabe” ou de “Maidan ucraniana”, no Brasil, sob o alto patrocínio dos serviços especiais dos EUA, só o tempo dirá.
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[*] Nil Nikandrov é um jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros - tanto de ficção e estudos documentais - dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dois Brasis:


do Denilson e do Satãder

Se a Dilma ganhar, o Satãder volta pra Espanha ?


Do Denilson Crispim Santos, no Face do C AF:

Existem 2 Brasis.

1. o Brasil da FGV, IBGE e IPEA que cresce distribuindo renda
2. o Brasil da Folha, Veja e Globo onde tudo vai mal.
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É um direito de cada um escolher em quem acreditar !!!
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PIB em bilhões de reais
Ano 2002 – 1.477
Ano 2013 – 4.837
Fonte: IPEA
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Número de Falências Requeridas
Ano 2002 – 19.891
Ano 2013 – 1.758
Fonte: Serasa
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Inflação
Ano 2002 – 12,53%
Ano 2013 – 5,91%
Fonte IPEA.
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Taxa de desemprego % MES DEZEMBRO
Ano 2002.- 10,5
Ano 2013. – 4,3
Fonte IPEA.
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Taxa de Juros Selic
EM 31/12/2002 – 24,9 %
HOJE – 11 %
Fonte: Ipea
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Dívida Pública % do PIB
Ano 2002 – 60,4%
Ano 2013 – 33,8% ;
Fonte: Ipea
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Número de universitários
Ano 2002 – 3,5 milhões
Ano 2012 – 7,0 milhões
fonte: ANDIFES
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Salário Mínimo Real mes de janeiro

Série em reais (R$) constantes do último mês, elaborada pelo IPEA, deflacionando-se o salário mínimo nominal pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE a partir de março de 1979
Ano 2002. – 364,84
Ano 2014. – 724,00
Fonte: IPEA
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Taxa de pobreza (% de pobres)
2002 34 %
2012 15 %
Dados IPEA
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IDH
2000 0,669
2005 0,699
2012 0,730
Fonte: Estadão
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Reservas Cambiais em bilhões de dólares
Ano 2002 – 38
Ano 2013 – 375
Fonte: Ipea e Banco Mundial
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Espectativa de vida em anos

2002 – 71,0 anos
2011 – 73,4 anos
Fonte Banco Mundial
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Gastos Públicos com saúde
2002 – 28 bi
2014 – 106 bi
Fonte: Orçamento federal
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Gastos Públicos com educação

2002 – 17 bi
20124- 94 bi
Fonte: Orçamento Federal
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Capacidade instalada de Geração de Energia em MV
2002 – 80.315
2012 – 120.973
Fonte: IPEA
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RISCO-BRASIL (INDICE EMBI)
31/12/2002 – 1.446
31/12/2013 – 224
Fonte: IPEA
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Economia mundial
2002 – 14a. economia mundial
2013 – 6a economia mundial
Fonte: Banco Mundia​l

​ Por que o Santander fez nota aos clientes contra Dilma Rousseff? Na Matéria de 2013 abaixo ​​ a explicação óbvia!

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/15/spread-bancos.htm


Clique aqui para ler “Terrorismo econômico tem nome e sobrenome”

E aqui para
“Santander se desmente. Ele só ganha $ aqui”

quinta-feira, 29 de maio de 2014

"Franklin Martins diz que 'não houve' mensalão e que a Globo quer 'comandar o país' "

Miguel do Rosário




A entrevista foi publicada, em outubro do ano passado, numa revista de Porto Alegre, chamada Bastião, cujos editores eu tive o privilégio de conhecer em Brasília na semana passada. Mas eu só li há alguns dias e logo constatei duas coisas: 1) ela ainda é super atual; 2) não circulou quase nada pela blogosfera. Então ela é quase inédita!

Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.

Mas quando estas se formam, duram muito. Permanecem consolidadas com mais firmeza do que em outros países, que conseguem construir maiorias com mais agilidade, como a Argentina, onde tudo é mais rápido por ser o debate político muito concentrado apenas em Buenos Aires.
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Franklin observa que uma das funções da internet é criticar a grande mídia, e que esta, se quiser sobreviver, terá que se adaptar a estas críticas, que são saudáveis e democráticas.

Entretanto, o trecho que me chamou a atenção foi sua observação sobre a ruptura editorial da Globo, a partir da cobertura do mensalão. Franklin, que era comentarista político no Jornal da Globo, faz uma acusação grave ao jornalismo da emissora: ela se recusava a investigar a coisa mais importante, a origem do dinheiro do valerioduto, porque aquilo poderia atrapalhar a sua “teoria”.

Mais tarde, a Procuradoria, e Joaquim Barbosa – juiz responsável, desde o início, por acompanhar as investigações do Ministério Público – ajudariam a Globo a explicar a origem do dinheiro do valerioduto, ao encampar a tese do desvio do Fundo de Incentivo Visanet, em detrimento de um relatório da Polícia Federal, que dizia o contrário.

A PF, através do relatório do Inquérito 2474, assinado pelo delegado Luiz Flavio Zampronha, mostrava que a maior parte dos recursos de Marcos Valério tinha vindo de empresas controladas por Daniel Dantas, e que as negociatas de Valério tinham começado bem antes da era Lula.

Quanto ao Visanet, o Laudo 2828, também da PF, provaria que os recursos não estavam sob responsabilidade de Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do Banco do Brasil, derrubando a teoria de que havia um “núcleo petista” instalado dentro do BB, sob ordens secretas de Dirceu, para desviar os recursos necessários ao esquema de compra de voto.

“A Globo resolveu acabar com o pluralismo”, observa Martins, porque decidiu voltar a algo que estava em seu DNA: “comandar o país”.

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Franklin Martins torce para que a Globo não consiga realizar o seu intento (de comandar o país) em 2014. Nós também torcemos, caro Franklin. Nós também.
 
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Geraldo, faça como a Dilma: visite as obras contra a seca. Ué, não tem? Só filme na TV?

Fernando Brito transp
A presidenta Dilma Rousseff visitou as obras do trecho 1N do Projeto de Transposição das Águas do São Francisco na Paraíba, que vai até o reservatório de Jati, no Ceará
Está com 64% das obras concluídas e terá trechos em operação no final deste ano e liga Cabobró, em pernambuco, ao Reservatório de Jati, no Ceará, através da Paraíba.
Depois de uma série de problemas no período de  Fernando Bezerra Coelho, homem de confiança de Eduardo Campos no Ministério da integração nacional, o projeto engatou e as obras funcional 24 horas, sem parar à noite, como você vê na imagem do trecho entre Mauriti (Ceará) e São José das Piranhas (Paraíba).
São dois eixos: o Norte com 260 km de extensão, 3 estações de bombeamento, 9 aquedutos, 3 túneis e 15 reservatórios de pequeno porte e o Leste, com 217 km de comprimento, 6 estações de bombeamento, 5 aquedutos, um túnel e 12 reservatórios.
O governador Geraldo Alckmin também visitou as obras de combate à seca em São Paulo.
Ele foi ao… onde?
Não foi, é claro, a lugar nenhum.
Porque não há obra alguma.
Nem as bombas d’água que vão chupar o fundo das represas são mostradas, porque é algo tão improvisado e mambembe que não impressiona ninguém.
Quem já viu me contou que são uns mangueirões adaptados a balsas.
Como se diz aqui no Rio, uma “gambiarra”, que não dá nem pra ficar mostrando.
Enquanto isso a Sabesp lança um filmezinho na televisão.
É a seca a culpada, mas o paulistano é “antes de tudo um forte” e vai resistir.
“Paulista é aquele que nasceu para vencer, faça chuva ou faça sol”.
Lindo, pura poesia.
Informação? Zero. Providências? Zero. Obras para resolver? Zero.
Só um “paulistriotismo” de ocasião.
É por isso que Dilma soltou hoje, na entrevista que concedeu , uma espetadela, dizendo  que o Brasil é “engraçado”: quem nunca fez obras quando pôde, desanda a criticar as obras de quem faz, quando pode.
Ah, a realidade, que coisa triste esta tal realidade que teima em mexer com as “verdades” na nossa mídia.

Do Blog TIJOLAÇO

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho

O presidente do Supremo Tribunal Federal provou que não mede esforços para conduzir a carreira do filho Felipe Barbosa. No início de junho, ele voou com verbas da Corte para o Rio de Janeiro para assistir a uma partida de futebol no Maracanã como convidado do camarote do apresentador da Globo Luciano Huck e de sua esposa Angélica. Dias depois foi revelado que Huck seria o novo patrão de Felipe Barbosa no programa Caldeirão do Huck.
As gentilezas e troca de favores com a família Huck não pararam por ai. Barbosa participou da gravação de um vídeo em homenagem ao aniversário do pai do apresentador, o advogado Hermes Huck. O problema: Hermes advoga junto ao STF e já teve um caso relatado por Barbosa (Leia aqui).
Mas segundo o blog O Cafezinho, o presidente do STF pode ter ido muito além para proteger seu filho, inclusive esconder um laudo de um inquérito que corria na Justiça. Leia a informação do site:
Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho
- por Miguel do Rosário
Se Barbosa é relator da ação que envolve Valério, não deveria ter mais atenção a este tema?
O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.
Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.
Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.
Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito.
Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grandes somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.
PS O Cafezinho: Barbosa manteve-se o inquérito 2424 em sigilo absoluto. Neste inquérito, constavam documentos que podiam inocentar vários réus da Ação Penal 470. Os documentos também envolviam, conforme denúncia da Rede Brasil Atual, o seu próprio filho, que trabalhou numa empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Tudo muito estranho. Ainda iremos escrever um bocado sobre isto. Aguardem.

terça-feira, 6 de julho de 2010

PT suaviza programa de Dilma e censura Ley de Medios

O PT deu uma de Ricardo Teixeira

Saiu no Vermelho:

PT substitui programa de governo de Dilma apresentado ao TSE


O PT voltou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (5) para substituir o programa de governo apresentado quando o pedido de candidatura foi registrado. Segundo a assessoria de imprensa da campanha de Dilma Rousseff, o programa apresentado originalmente era um documento do PT, resultado das discussões do congresso do partido realizado em fevereiro deste ano.

O documento correto, ainda segundo a assessoria, é o programa da campanha, diretrizes provisórias que ainda receberão as contribuições dos partidos coligados.

Bandeiras importantes para esquerda como a redução da jornada de trabalho, não criminalização dos movimentos sociais, taxação de grandes fortunas e democratização dos meios de comunicação foram retiradas do novo texto protocolado no TSE.

Clique aqui para ler o primeiro programa entregue ao TSE e retirado horas depois

Clique aqui para ler o segundo programa entregue ao TSE para substituir o anterior

Da redação

Navalha

O PT deu uma de Ricardo Teixeira, que devolveu a seleção ao Galvão.

O PT teve medo da Globo.

E se esqueceu do controle social da mídia, aprovado na Confecom.

Ou seja, o PT escondeu a Ley de Medios da Cristina Kirchner, que pôs a Globo (Clarín) da Argentina no devido lugar.

Ou o PT acha que a Globo vai jogar limpo nessa eleição ?

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PARA CAPITALISTA NORTE-AMERICANO, O PT É O PARTIDO DO CAPITALISMO BRASILEIRO!


Em matéria da Folha de S.Paulo, o empresário norte-americano Sam Zell diz que vai investir no Brasil o quanto for necessário, não tem limite, desde que tenha boas oportunidades de
negócios. É esta a visão que um capitalista norte-americano tem do
governo Lula (A hilariante revista Veja acha que é comunismo,
Kakaka).

O PT, por uma contingência da história, parece ser o partido que está solidificando o capitalismo no Brasil, apesar de que ainda vai demorar muito para chegarmos em um estágio de competição capitalista em setores
importantes como telefonia, transportes, comunicação e outros. Mas já é o
começo.

Daí a dificuldade do candidato José Serra nas próximas eleições. O PSDB é um partido que tem mantido há 16 anos no estado de São Paulo um sistema feudal de acesso às riquezas, com nenhuma distribuição de renda,
nenhuma grande transformação na educação e nenhuma política de
competição capitalista em setores oligopolizados. Até os capitalistas
americanos sabem disso. Veja abaixo trecho da matéria da Folha:

O bilionário americano Sam Zell, 68, está no Brasil, hoje e amanhã, para expandir os investimentos do grupo Equity International no país que considera a próxima “potência mundial”.
“O quanto vamos investir depende das oportunidades. Até hoje, nenhuma
foi maior do que o nosso apetite por capital”, afirmou Zell à Folha,
por telefone, de Chicago.
O grupo de private equity já tem participações em cinco empresas
brasileiras, entre elas a Gafisa e a BR Malls, que tem atualmente 35
shoppings em seu portfólio.
Entusiasta do Brasil, Zell atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva o reconhecimento do país como “uma das oportunidades mais
atraentes do mundo”.
O empresário americano minimiza o risco de superaquecimento da economia
brasileira. “O país vai muito bem. Prefiro investir em um país
quente demais a investir em um país frio”, diz.