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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pré-sal poderia abastecer mundo inteiro por 5 anos

mapa-pre-sal
Taí porque o Tim Sam andou espionando a Petrobrás e pode estar por trás de muitas das conspirações em curso no Brasil, todas abraçadas pelo PSDB, para detonar a indústria brasileira do petróleo.
Eles querem o pré-sal e querem também o mercado de serviços que trabalha com a Petrobrás.
Querem tudo.
***
No site PT no Senado.
MUDANÇA NA PARTILHA, NÃO! Instituto do Rio estima que reservas do pré-sal são quatro vezes maiores
Nova estimativa indica reserva de 176 bilhões de barris, suficiente para atender toda a demanda global por cinco anos
Enquanto, no Senado, aguarda-se a votação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que acaba com a exclusividade da Petrobras na exploração e produção de petróleo do pré-sal, um novo estudo aponta que as reservas de petróleo da megarreserva marítima é ainda maior do que sabe. A bancada do PT no Senado é contra o projeto de Serra, por considerar que ele provocará a perda de controle da produção, perda da soberania do Estado em uma área estratégica e perda de recursos dos royalties para a Educação.

O estudo é do Instituto Nacional de Óleo e Gás (Inog), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e corre o mundo desde esta terça-feira (12), quando a agência britânica de notícias Reuters, a mais influente nos principais mercados financeiros da Europa e dos EUA pela sua importância e por se tratar da primeira estimativa confiável sobre o potencial de produção de petróleo do pré-sal brasileiro.
Com a observação de que se trata de uma “estimativa conservadora”, os pesquisadores do Inog, Cleveland Jones e Hernane Chaves dizem no documento que o polígono do pré-sal marítimo tem capacidade para suprir as necessidades atuais de óleo e gás de todos os países do mundo por mais de cinco anor.
As bacias sedimentares de Campos e Santos, sob as quais estão as reservas identificadas pela Petrobras, contêm pelo menos 176 bilhões de barris de recursos não descobertos e recuperáveis de petróleo e gás natural (barris de óleo equivalente), de acordo com um estudo – número quatro vezes maior do que os 30 bilhões a 40 bilhões de barris que já foram descobertos na área.
"Essa é uma estimativa conservadora, com uma alta probabilidade de se tornar verdade, 90 por cento, na verdade. Em tese, o total que ainda não foi descoberto de recursos recuperáveis no polígono do pré-sal pode ser tão grande quanto 273 bilhões de barris, mas o número mais alto só tem uma certeza estatística de dez por cento," acrescentou Jones, em entrevista à agência.
A estimativa do Inog é 54% maior que a publicou em 2010, quando apontou reservas no pré-sal de a 288 bilhões barris de óleo equivalente.
A pesquisa coloca a probabilidade de uma estimativa mais baixa, de 90 por cento, e a previsão mais alta, de dez por cento. Ao contrário de outros países democráticos produtores de petróleo como os Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Noruega, a agência reguladora de petróleo do Brasil, a Agência Nacional do Petróileo (ANP) não publica estimativas de potenciais recursos marítimos do Brasil.
"O Brasil tem sido descuidado por não tornar esses números públicos", disse John Forman, um ex-diretor da ANP. Ele adicionou que a estimativa do INOG é a única estimativa pública confiável que está disponível e que usa métodos aceitáveis pela indústria.
(Com informações das agências)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

D. Quixote, Napoleão de hospício, ou apenas uma marionete?

Quanto mais leio sobre as coisas que esse juiz Moro anda fazendo, com a ajuda de delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público, mais me convenço de que toda essa crise política e econômica seria resolvida se, no Brasil de hoje, houvesse gente com um mínimo de coragem, de culhões, ou mesmo de vergonha na cara, para dar um basta nesse bando de tresloucados.

É mais que evidente que as ações e decisões do juiz atentam contra o Estado de direito.

Qualquer criança escolarizada sabe que não se pode prender as pessoas porque um bandido as alcagueta.

Em português claro, acusar o outro sem provas não passa de fofoca, boato.


Se esse procedimento fosse algo normal neste mundo, ele, provavelmente, já teria acabado - os homens se matariam uns aos outros incontrolavelmente.

A presunção da inocência é algo tão básico, tão primário, na civilização ocidental, que ninguém deveria perder um segundo sequer em discutir se um juiz pode ou não mandar prender alguém porque acha, presume, ouviu falar ou suspeita, que essa pessoa cometeu um crime.

Privar qualquer um da liberdade é algo muito sério - ou deveria ser, ao menos.

A prisão é a última etapa de um processo, a punição para um crime investigado, provado e julgado, depois de réu ter amplo direito de defesa.

O nosso juiz aparentemente ignora essas noções elementares, não do direito, mas da civilização.

Ele prende sem investigar, apenas confiando na palavra de bandidos da pior espécie - alcaguetes, dedos-duros, informantes, delatores, essa escória moral que ele elevou à condição de "colaboradores".

Sinceramente, não acredito que esse juiz curitibano esteja agindo como está porque seja um Napoleão de hospício, ou um Dom Quixote, ou mesmo um "cdf" cumpridor absoluto das leis.

Acho o seu comportamento muito estranho - esse desassombro com que desafia tudo e todos, incluindo a própria Constituição, não é algo normal.

Ninguém faria o que ele está fazendo, destruindo milhões de empregos, arruinando famílias, assassinando reputações, conduzindo um inquérito como se fosse uma operação de terra arrasada, se não tivesse as costas muito quentes.

O seu trabalho, de criminalizar o PT, a Petrobras e grandes empresas brasileiras, provocando, em consequência, uma enorme crise política, econômica e social, é sem precedentes na história brasileira.

E talvez por perceber que o juiz Moro é apenas uma marionete controlada por mãos muito mais poderosas é que ninguém tem coragem de reagir aos seus seguidos desmandos e aos absurdos de suas decisões.

Sem esse destemor, o que sobra é o reinado do medo - justamente o território preferido por pessoas como esse bando paranaense e seus invisíveis controladores.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Ministério Público pede ajuda aos EUA para destruir economia brasileira

 Brasil pede apoio aos EUA contra sua maior empresa                ( viralatismo de primeira)
Segundo informa o jornal Estado de S. Paulo, o Ministério Público Federal que atua na Operação Lava Jato decidiu pedir ajuda aos Estados Unidos, "onde está a mais eficiente rede de combate à corrupção do mundo", para investigar a Odebrecht, maior exportadora de serviços do País, com mais de 100 mil empregados; preso pelo juiz Sergio Moro, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, iniciou sua carreira nos Estados Unidos, onde a empresa construiu obras importantes, como o Aeroporto de Miami, deslocando concorrentes norte-americanos; Barack Obama agradece, até porque jamais pediria a outro país para levantar provas contra empresas americanas, como a Halliburton, que foi uma das financiadoras da invasão ao Iraque.

247 O Ministério Público Federal quer ajuda de autoridades norte-americanas para investigar a maior empresa brasileira. É esta a manchete desta segunda-feira do jornal Estado de S. Paulo, que defende o apoio formal à Lava Jato dos Estados Unidos, onde, segundo a publicação, está a "mais eficiente rede de combate à corrupção do mundo".

Uma investigação norte-americana contra a Odebrecht, que atua com êxito nos Estados Unidos há vários anos, pode ter efeitos devastadores para a companhia. Foi lá, por exemplo, que Marcelo Odebrecht, preso pelo juiz Sergio Moro na décima-quarta fase da Lava Jato, iniciou sua carreira, participando das obras do Aeroporto de Miami.

Caso seja carimbada como empresa corruptora, a Odebrecht pode ser afastada de licitações nos Estados Unidos e em outros países – o que já vem sendo tentado há vários anos por autoridades estadunidenses. Em 2012, por exemplo, um juiz da Flórida tentou impor sanções a empresas com atuação em Cuba e na Síria – era uma forma de impedir que a Odebrecht atuasse em Miami, tomando o espaço de construtoras norte-americanas.

Neste fim de semana, a Associação de Comércio Exterior do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria de Base publicaram manifesto nos jornais, defendendo a atuação dos exportadores de serviços. Segundo a nota, o financiamento às exportações de serviços pelo BNDES, que tem a Odebrecht como protagonista, garantem 1,2 milhão de empregos no Brasil, na cadeia produtiva do setor de engenharia.

Destruir o Brasil antes de destruir o PT

No entanto, setores da direita brasileira hoje consideram que, para destruir o PT, vale até destruir o Brasil. Já entraram em recuperação judicial três alvos da Lava Jato: OAS, Galvão Engenharia e Alumini. A Queiroz Galvão ameaçou parar as obras da Rio 2016 e a Mendes Júnior colocou em marcha lenta a execução do Rodoanel. A UTC Constran, por sua vez, demitiu um terço dos seus empregados. Agora, com Odebrecht e Andrade Gutierrez na mira, duas empresas que serão rebaixadas pela Moody's, todas as obras do setor elétrico ficam ameaçadas. 

Com a ação contra a Odebrecht no exterior, as obras executadas por empresas brasileiras em outros países também ficam ameaçadas, colocando em risco, inclusive, um importante avanço geopolítico conquistado pelo Brasil nos últimos anos. Segundo a revista norte-americana Foreign Affairs, bíblia da geopolítica internacional, o Brasil se tornou um "global player" nos últimos anos, graças às posições conquistadas na África e na América Latina por suas construtoras (leia mais aqui).

O presidente americano Barack Obama agradece, até porque jamais pediria ajuda a outros países para investigar as práticas de empresas americanas como a Halliburton, que financiou a campanha de invasão ao Iraque para, depois de destruí-lo, reconstruí-lo.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

ORDENS DOS EUA? OFENSIVA DA GLOBO E PSDB CONTRA A VENEZUELA




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Por Miguel do Rosário, de Caracas

Globo/PSDB inventam factoide sobre proibição de avião
"O Aécio quer vir à Caracas na quinta-feira, visitar os “presos políticos”.

Mas os factoides tucano-globais contra o “bolivarianismo” já começaram hoje (2ª f). O Globo acaba de publicar matéria mentirosa do início ao fim, tentando pintar, como de praxe, o país como uma ditadura.

Um joguinho armado nojento entre PSDB e Globo, para tentar construir, desde já, uma narrativa heroica para a viagem do mineiro à Caracas.

Aécio é um peãozinho barato do Tio Sam.

Repare o título da matéria: “Venezuela nega autorização para avião com comitiva de senadores brasileiros“.

Aí você lê a matéria, e o próprio Aécio admite que não tem proibição nenhuma.

“— Houve uma solicitação por parte do presidente do Senado Federal ao Ministro da Defesa, que se dispôs, inclusive, a disponibilizar uma aeronave, mas por ser uma aeronave militar, precisamos de uma autorização. Se não houver, vamos com uma do Senado Federal — disse Aécio.”

Ou seja, nem há resposta ainda. No começo da matéria, a repórter admite que a fonte é o senador Aloysio Nunes/PSDB e o próprio Aécio, dois golpistas descarados, dois sem-vergonhas que odeiam a América Latina.

Se houver restrição, é contra avião militar, não contra comitiva do Brasil!

O Ministério da Defesa do Brasil não confirmou nada sobre emprestar avião militar. E se o ministro da Defesa prometeu mesmo emprestar um, cometeu um erro. O ministro Jacques Wagner é do governo ou da oposição? Quem é Aécio para andar em avião militar brasileiro? Ele é do governo por acaso? Não. Então se contente em ir de avião comum!

Aécio acha que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar fica em Claudio-MG, onde ele mandou construir, com dinheiro público, na fazenda de seu tio, [próxima da dele] um aeroporto que só ele usava, e ainda – como o próprio admitiu – usava ilegalmente?

Acha que pode pegar um avião militar e pousar em outro país sem autorização?

Por que ele não tenta ir de avião militar para os EUA? SEM AUTORIZAÇÃO!

Qualquer um pode vir à Venezuela, basta pegar um vôo comercial e vir! Que palhaçada é essa!

Visitar os jornalistas presos ou demitidos no regime de terror que ele e sua irmã ajudaram a instalar em Minas, e que foi um dos motivos de sua acachapante derrota eleitoral em seu próprio estado em 2014, isso Aécio não quer, né?

Sobre “ditadura” e prisão política, o jornalista Marco Aurélio Carone, do "Novo Jornal", tem muita a coisa a dizer.

Alguns jornalistas vítimas da ditadura Aécio em Minas fizeram um excelente documentário-denúncia sobre o tema. É um desses vídeos que nunca vai passar na "Globo". Então você só sabe da existência dele pelos blogs (mas não blogs “cubanos”, claro).

Visitar os presos políticos do Sergio Moro, como o tesoureiro do PT, João Vaccari, preso sem provas, nem pensar, né Aécio?

Por que não foi visitar professores, de seu próprio país, espancados pelo governador de seu próprio partido?

Tucanos são assim.

Mandam cortar cabeças de jornalistas no Brasil, xingam e agridem blogueiros de seu próprio país, mas idolatram blogueiros cubanos patrocinados pelo Tio Sam…

Por coincidência, ou nem tanto, eu cheguei em Caracas hoje [2ª f] à tarde.

No aeroporto, fui recebido por uma linda “terrorista” bolivariana. Uma moça gentil e culta que o chavismo tirou da favela.

Para entrar no clima, botei dois livros bolivarianos na mala.

O primeiro é “Vivendo no fim dos tempos”, do Zizek, um delicioso ensaio sobre: as crises que tem assolado o capitalismo nos últimos anos, as crises da própria esquerda, e as manifestações cada vez maiores de revolta popular no coração do mundo desenvolvido.

Até anotei algumas frases para usar por aqui.

Tem uma citação de Mao que serve de consolo para esses tempos difíceis:

Há grande desordem sob o céu, a situação é excelente”, dizia Mao. Ele dizia isso, naturalmente, numa situação bem distinta da nossa, mas acho que serve como mote para encontrarmos brechas de esperança em qualquer crise.

Enquanto Aécio, em dobradinha com a "Globo", não produz novos factoides antiVenezuela para eu comentar, falemos um pouco sobre o Brasil.

O encontro de Cunha com grupos golpistas e truculentos pró-impeachment, em São Paulo; a tentativa de alguns senadores de oposição de golpear a Petrobrás; e os delírios cada vez mais antidemocráticos da República do Paraná, me parecem exemplos emblemáticos dessa “desordem sob o céu” de que falava o líder chinês.

Os procuradores do Paraná, ao invés de procurarem evidências para condenar corruptos (e não ficar de mimimi de que empresários usaram de “contrainteligência”), gastam sua energia dando chiliques barbosianos, como pedir ao Moro que proíba um dos réus de usar o 'play' do prédio.

Por que não pedem logo para amarrar o cara ao pé da cama? Pelo amor de Deus! O réu ainda não foi condenado, ainda terá tempo de se defender, entrar com recurso etc. Qual o desespero de não querer que o cara frequente o 'play' do prédio?

E agora Sérgio Moro pediu abertura de inquérito contra Palocci…

Mais um factoide para o Jornal Nacional!

Que coisa estranha, fazer isso antes da acareação entre os delatores!

Ora, Youssef negou, taxativamente, a delação de Paulo Roberto Costa, de que Palocci teria “pedido” R$ 2 milhões ao doleiro.

Essa é a única “prova” de que dispõe Moro… Costa diz que Palocci pediu dinheiro a Youssef. E Youssef, perguntado, responde: “Essa afirmação não é verdadeira.”

Isso lá é motivo para abrir inquérito?

Moro deveria voltar a estudar direito com Luiz Fachin, que acaba de reiterar: delação premiada não é prova.

Fachin poderia acrescentar: sobretudo se o próprio delator nega a história!

Entretanto, a gente sabe como funciona o mecanismo: apenas a abertura de inquérito já constitui uma condenação midiática, política, psicológica.

Uma condenação real, quiçá a pior de todas, para um homem público.

Daqui a pouco, Moro pede a prisão preventiva de Palocci também. E daí se bota mais fogo no clima de linchamento político que a República do Paraná e "Globo" querem criar – e conseguiram criar – contra o PT.

O negócio é produzir factoides em série contra o partido. E o PT não consegue se defender. A militância bate palmas para o Vaccari, mas o partido não consegue produzir argumentação política inteligente e satisfatória contra o golpe.

Ou seja, a população fica achando que a militância bate palmas para bandido. Ninguém vem à público dizer que é preciso parar de condenar previamente as pessoas, que isso é errado.

Os caras do PMDB fazem isso. Culpados ou não, Cunha e Renan se defendem com a faca nos dentes.

O PT, não.

O PT anda completamente desorientado. Ao invés de investir em inteligência política, em formar quadros, em produzir documentos, como fez o presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (acusado insanamente por golpistas midiáticos de “tráfico de drogas), o partido usa sua militância para fazer 'twittaço' e bater palmas para o Vaccari.

É uma demonstração inútil de força.

Como dizia Mao, em outra frase citada por Zizek em seu livro: “erguem a pedra para largá-la aos próprios pés”.

O segundo livro bolivariano que eu trouxe é um romance que está na fila da estante há anos: "Los ojos de los enterrados", do prêmio Nobel Miguel Angel Asturias, sobre revoltas populares na Guatemala. Coisa fina!

Durante o voo, contudo, vim lendo algo que, suponho, pode me ajudar a escrever sobre um assunto sempre atual na Venezuela e no Brasil: "A questão petroleira", um clássico de Bernard Mommer, 'linkado' no site da estatal de petróleo da Venezuela (PDVSA).

O livro vem com um anexo sobre o golpismo, e a superação deste, no próprio seio da PDVSA, no início da era Chávez.

É um livro extremamente interessante para quem quiser entender a história geopolítica do petróleo e os ataques de hoje à Petrobrás.

Eu fico em Caracas até sábado. Se o Aecim parar de factoides, largar a farra do Leblon, e vir à Venezuela, poderei testemunhar sua presença por aqui. Mas acho que ele vem sim. Essa armação entre ele e "Globo" foi feita apenas para dar mídia à sua viagem.

No hotel, que alívio assistir, na TV aberta, ao noticiário da "Telesur"!

Assisti a várias matérias excelentes sobre a América Latina. Uma delas mostrou trechos do discurso de hoje de Rafael Correa, que enfrenta no momento a enésima tentativa midiático-coxinha de desestabilização violenta de seu governo.

Reportagem honesta, dando voz a um presidente eleito e reeleito por seu povo.

Pretendo ainda colher material e comprar livros sobre “El Libertador” na famosa "livraria del Sur", filial de Teresa Carreño, para o Projeto Bolívar!

Direto de Caracas.

(Atualização: a Rádio Caracas, um dos órgãos de oposição, confirmou há pouco [3ªf] que o senador chega à Caracas na quinta-feira. Ou seja, agora confirmou-se: Globo/PSDB criaram um factoide).

FONTE: escrito por Miguel do Rosário

Cuidado! Amanhã, a vítima pode ser você

Georges Bourdoukan
Alguém consegue descrever essa cena?
Muçulmanos tiveram seu país invadido e ocupado no Afeganistão.
E eles foram massacrados.
Muçulmanos tiveram seu país invadido e ocupado no Iraque.
E eles foram massacrados.
Muçulmanos tiveram seu país invadido e ocupado na Líbia.
E eles foram massacrados.
Muçulmanos tiveram seu país invadido e ocupado na Palestina.
E eles continuam sendo massacrados.
E os muçulmanos é que são terroristas?
Pense um pouco.
Reflita.
Não se deixe enganar pelas mentiras da mídia.
Nem pelos filmes de Hollywood.
Cuidado!
Amanhã, a vitima pode ser você

terça-feira, 16 de junho de 2015

Congresso prepara presentão para Chevron & Cia; Dilma entregará?


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Acidente em 2011 no Campo de Frade, na Bacia de Campos, provocou o vazamento de 3,7 mil barris de petróleo no litoral fluminense
por Francisco de Assis, nos comentários
Em 10/06/2015, em vergonhoso comportamento no plenário do Senado, ninguém menos que o líder do Governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT-MS), aprovou explicitamente a proposta do PSDB que visa iniciar a liquidação do regime de partilha e de conteúdo local do pré-sal, tão duramente aprovados pelo Governo Lula em 2009.
Como mostrou o Wikileaks (aqui e aqui), na campanha presidencial de 2010, o senador José Serra (PSDB-SP), notório entreguista do patrimônio nacional (vide o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr), em relato de Patrícia Padral, diretora da Chevron, garantiu e comprometeu-se, caso eleito, a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras estadunidenses, dizendo-lhe o seguinte sobre a lei do pré-sal: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.
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Pois bem, José Serra não foi eleito em 2010, e o PSDB foi derrotado também em 2014, pela quarta vez. No entanto, agora, em 2015, não é que Serra está prestes a cumprir o que prometeu à Chevron.
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Como se dará esta façanha do PSDBraX?
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Na continuidade da referida sessão do senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), atropelando a Comissão de Constituição e Justiça e outras comissões, avocou diretamente à pauta do plenário, da semana de 15 a 19 de junho, a discussão e votação da proposta entreguista do PSDB, de autoria de José Serra. Pelo número de apoios ao requerimento para tratar dessa questão, não será surpresa que José Serra, Delcídio Amaral, Renan Calheiros e tantos outros “defensores do interesse nacional …” aprovem a proposta do PSDB.
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Como se sabe, o senador Renan Calheiros é investigado por suspeita de ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras. Por este motivo, deveria ser mais discreto e não se utilizar das prerrogativas de presidente do Senado para patrocinar o entreguista José Serra, na sua promessa a agentes estrangeiros para subtrair mais riquezas do Brasil. Infelizmente, agindo como agiu, em sessão do senado e contra a Petrobras, Renan Calheiros só faz aumentar a sua suspeição.

Prosseguindo Renan Calheiros no seu comportamento suspeito, e aprovada no Senado a proposta de José Serra, na semana seguinte, de 22 a 26 de junho, alguém duvida que a Câmara dos Deputados, sob a batuta a jato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovará e embrulhará o presente para a Chevron? Ainda mais quando o deputado Eduardo Cunha, também investigado por suspeita de ter  recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras,  poderá até dizer, na habitual cara de pau, que apenas está seguindo Renan Calheiros.
Na semana seguinte, em 29 e 30 de junho, a presidente Dilma estará visitando os Estados Unidos, para tratar de questões comerciais, culturais e de outras naturezas, supostamente recíprocas e para o bem de ambos os países.
Não é difícil imaginar o nível de constrangimento, pressão e chantagem, a que a presidente e o seu governo estarão submetidos nos próximos dias, pelos que querem entregar o pré-sal brasileira às petroleiras estrangeiras.
Fica a pergunta: a presidente Dilma se recusará a entregar a Obama o presentão do Congresso dito brasileiro à Chevron & Cia?
Francisco de Assis é engenheiro

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O que incomoda EUA e seus prepostos no Brasil não é o suposto comunismo mas o nacionalismo possível

Brics - agência Brasil
A SOBERANIA E O BANCO DOS BRICS
por Mauro Santayana, em seu blog

(Jornal do Brasil) – O Senado Federal aprovou, esta semana, a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos BRICS, formado pelos governos do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com capital final previsto de 100 bilhões de dólares. A Câmara dos Deputados já havia dado sua autorização para a participação do Brasil no projeto, além da constituição de um fundo de reservas para empréstimos multilaterais de emergência também no valor de 100 bilhões de dólares.
Fazer parte do Banco dos BRICS, e do próprio grupo BRICS, de forma cada vez mais ativa, é uma questão essencial para o Brasil, e para a sua inserção, com alguma possibilidade de autonomia e sucesso, no novo mundo que se desenha no Século XXI.
Neste novo mundo, a aliança anglo-norte-americana, e entre os Estados Unidos e a Europa, que já por si não é monolítica, cujas contradições se evidenciaram por sucessivas crises capitalistas nestes primeiros anos do século, está sendo substituída, paulatinamente, pelo deslocamento do poder mundial para uma nova Eurásia emergente – que não inclui a União Europeia – e, principalmente, para a China, prestes a ultrapassar, em poucos anos, os EUA como a maior economia do mundo.
Pequim já é, desde 2009, o maior sócio comercial do Brasil, e também o maior parceiro econômico de muitos dos países latino-americanos.
A China já é, também, a maior plataforma de produção industrial do mundo.
Foi-se o tempo em que suas fábricas produziam artigos de duvidosa qualidade, e, hoje, suas centenas de milhares de engenheiros e cientistas – mesmo nas universidades ocidentais é difícil que se faça uma descoberta científica de importância sem a presença ou a liderança de um chinês na equipe – produzem tecnologia de ponta que, muitas vezes, não está disponível nem mesmo nos mais avançados países ocidentais.
Nesse novo mundo, a China e a Rússia, rivais durante certos períodos do século XX, estão se preparando para ocupar e desenvolver, efetivamente, as vastas estepes e cadeias de montanhas que as separam e os países que nelas se situam, construindo,nessa imensa fronteira, hoje ainda pouco ocupada, dezenas de cidades, estradas, ferrovias e hidrovias.
A peça central desse gigantesco projeto de infraestrutura é o Gasoduto Siberiano.
Também chamado de Gasoduto da Eurásia, ele foi lançado em setembro do ano passado em Yakutsk, na Rússia, e irrigará a economia chinesa com 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, para o atendimento ao maior contrato da história, no valor de 400 bilhões de dólares, que foi assinado entre os dois países.
Nesse novo mundo, a Índia, cuja população era massacrada, ainda há poucas décadas, pela cavalaria inglesa, possui mísseis com ogivas atômicas, é dona da Jaguar e da Land Rover, do maior grupo de aço do planeta, é o segundo maior exportador de software do mundo, e manda, com meios próprios, sondas espaciais para a órbita de Marte.
E o Brasil, que até pouco tempo, devia 40 bilhões de dólares para o FMI, é credor do Fundo Monetário Internacional, e o terceiro maior credor externo dos Estados Unidos.
Manipulada por uma matriz informativa e de entretenimento produzida ou reproduzida a partir dos EUA, disseminada por redes e distribuidoras locais e pelos mesmos canais de TV a cabo norte-americanos que podem ser vistos em muitos outros países, a maioria da população brasileira ignora, infelizmente, a existência desse novo mundo, e a emersão dessa nova realidade que irá influenciar, independentemente de sua vontade, sua própria vida e a vida da humanidade nos próximos anos.
Mais grave ainda. Parte da nossa opinião pública, justamente a que se considera, irônica e teoricamente, a mais bem informada, se empenha em combater a ferro e fogo esse novo mundo, baseada em um anticomunismo tão inconsistente quanto ultrapassado, que ressurge como o exalar podre de uma múmia, ressuscitando, como nos filmes pós-apocalípticos, milhares de ridículos zumbis ideológicos.
Os mesmos hitlernautas que alertam para os perigos do comunismo chinês em seus comentários na internet e acham um absurdo que Pequim, do alto de 4 trilhões de dólares em reservas internacionais, empreste dinheiro à Petrobras, ou para infraestrutura, ao governo brasileiro, usam tablets, celulares, computadores, televisores de tela plana, automóveis, produzidos por marcas chinesas, ou que possuem peças “Made in China”, fabricadas por empresas estatais chinesas ou com capital público chinês do Industrial &Commercial Bank of China, ICBC, o maior banco do mundo.
Filhos de fazendeiros que produzem soja, frango, carne de boi, de porco, destilam ódio contra a política externa brasileira, assim como funcionários de grandes empresas de mineração, quando não teriam para onde vender seus produtos, se não fosse a demanda russa e, em muitos casos, a chinesa.
Nossas empresas com negócios no exterior são atacadas e ridicularizadas, como se só empresas estrangeiras tivessem o direito de se instalar e de fazer negócios em outros países, inclusive o nosso, para enviar divisas e criar empregos, com a venda de serviços e equipamentos, em seus países de origem.
É preciso entender que ao formar uma aliança estratégica com a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, o Brasil não precisa, nem deve, necessariamente, congelar suas relações com os Estados Unidos ou a União Europeia.
Mas poderá, com eles, negociar em uma condição mais altiva e mais digna do que jamais o fez no passado.
É nesse sentido que se insere a aprovação do Banco dos BRICS pelo Congresso.
Apesar de termos escalado, desde 2002, sete posições entre as maiores economias do mundo, a Europa e os EUA se negam, há anos, a reformular o sistema de quotas para dar maior poder ao Brasil, e a outros países dos BRICS, no FMI e no Banco Mundial.
Se não quiserem que não o façam. Como mostra o Banco dos BRICS, podemos criar as nossas próprias instituições financeiras multilaterais.
Os BRICS, têm, hoje, como grupo, não apenas o maior território e população do mundo, mas também mais que o dobro das reservas monetárias dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França e Itália, somados.
O que incomoda os Estados Unidos e a Europa, e os seus prepostos, no Brasil, não é o suposto comunismo ou “bolivarianismo” do atual governo, mas o nacionalismo possível, até certo ponto tímido, politicamente contido, e sempre combatido, dos últimos anos.
Existe uma premeditada, permanente, hipócrita, subalterna, entreguista, pressão, que não se afrouxa, voltada para que se abandone uma política externa minimamente independente e soberana, que possa situar o Brasil, geopoliticamente, frente aos desafios e às oportunidades do mundo cada vez mais complexo e competitivo do século XXI.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mercado sul-americano avança para substituir o dólar

Os sul-americanos estão cada vez mais se transformando em tremendas dores de cabeça para Washington. Desta vez, na 8ª Cúpula de Governos da Unasul, em Quito, realizada na semana passada, a pauta dos governantes destacam duas bombas políticas incômodas a Tio Sam: 1. Acelerar operação do Banco do Sul; e 2. Iniciar, por meio do Banco do Sul, relações comerciais sul-americanas por moedas locais.

Por Cesar Fonseca, na Adital


Reprodução
Mercado de moedas sul-americano avança para substituir supremacia do dólar no continente Mercado de moedas sul-americano avança para substituir supremacia do dólar no continente
São 12 países que iniciam exercício nessa tarefa histórica que tende a colocar o dólar de sobreaviso como moeda equivalente universal em vigor no mundo desde Bretton Woods, em 1944.

Desde lá, tem sido a moeda americana o farol do mundo, deslocando-se a libra inglesa, predominante em todo o século 19 como força imperial.

A crise capitalista de 2007-2008 marca o estresse geral do dólar. Serviu ela como alerta geral aos povos para que se virem nos processos de cooperação, porque ficar na dependência da moeda americana pode ser caixão e vela preta.

O império, em crise, para se salvar, dobrou apostas em guerra monetária, imprimindo moeda adoidado, encharcando a circulação capitalista mundial de moeda sem lastro real. As consequências dessa ação imperial, cuja força relativa cai dia a dia na cena internacional, levaram a China e a Rússia a apressarem trocas comerciais em rublo e em yuan. Os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – irão nesse sentido nos próximos anos. O Banco dos Brics, cuja criação preocupa Washington, tende a ser a grande caixa de compensação financeira das moedas dos países integrantes do bloco, para dinamizar trocas comerciais ao largo do dólar.

O mesmo vai acontecer com o Banco do Sul, cujo lastro, sem dúvida, são as riquezas sul-americanos, ativos poderosos: minérios, petróleo, energia, água, terras, alimentos, ouro, das quais os países ricos dependem para dinamizar suas indústrias. Quem não aceitaria um papel sul-americano, lançado pelo Banco do Sul, lastreado em petróleo, em alimentos, em minérios, em energia sul-americanos?

A próxima etapa é transformar matérias primas sul-americanas em produtos acabados sob impulso dos discursos nacionalistas que vão ganhando dimensão extraordinária na esfera política continental, como arma de libertação econômica e financeira dos países ricos, cujas moedas perdem importância relativa. Tanto o dólar como o euro já não são determinantes para impor suas vontades.

O Banco do Sul, junto com o Banco dos Brics, serão a nova força econômica, se o sentido de união política fincar raízes fortes na condução das estratégias desenvolvimentistas em marcha na América do Sul, como forma de vencer os desafios sul-americanos, marcados, especialmente, pela desigualdade social.

O jogo político continental ganha nova dinâmica

Os discursos favoráveis à integração sul-americana abundam.

Não faltam propostas, mas decisão de levá-las adiante com determinação política.

A crise mundial está aí e a América do Sul está correndo perigo de se transformar em exportadora de matérias primas, vendo sua tênue indústria ir para o brejo no contexto da guerra monetária global em curso, desencadeada pelos países ricos.

Os Estados Unidos estão se recuperando por que, mesmo?

Porque, antes de mais nada, são nacionalistas.

Os americanos mantêm, na crise, a taxa de juro na casa dos zero ou negativa, exportando moeda desvalorizada para os outros.

O que fazem os outros?

Sem força, engolem essas moedas podres, sem lastro real, acumulando-as, em forma de reservas cambiais, sem nenhum lucro, porque não rendem nada, apenas, problemas potenciais.

A indústria americana deu uma boa respirada, o desemprego diminuiu e Washington segue tocando o Estado Industrial Militar Norte-Americano.

É a sua estratégia para tentar continuar dando as cartas, embora o dólar esteja abalado pelo excesso de oferta de moeda jogada na praça global pelo Banco Central, nos últimos três anos.

Qual a saída fora disso aí?

A Europa, mergulhada na paralisia, vai no mesmo caminho.

Joga, agora, muita moeda na circulação, com expectativa de estouros aqui e ali, porque, ao contrário dos Estados Unidos, ela não é um Estado federalizado, mas um monte de federalizações.

O BC europeu tem que coordenar muitos interesses nacionais sob a capa do euro.

É cabeça batendo cabeça.

Não está dando certo.

A Alemanha, mais forte, quer fugir do euro e restabelecer o marco alemão.

Os alemães, ricos e tecnologicamente preparados, não querem continuar bancando déficits de aliados que a Alemanha empobreceu, no processo de afirmação do euro.

A jogada alemã é ter moeda forte para importar matérias primas e exportar manufaturados.

Por isso, Ângela Merkel quer que os aliados possam desvalorizar suas moedas, serem competitivos e exportarem para a Alemanha suas mercadorias, para comprar dos alemães os manufaturados de tecnologia sofisticada, com os quais possa acumular superávit comercial.

Tanto Europa como Estados Unidos seguem a receita japonesa de mais de 20 anos: desvalorização monetária intensa e juro negativo, descontada a inflação, para tentar vencer a deflação, maior inimiga do capitalismo.

Estados Unidos, Europa e Japão, outrora as locomotivas capitalistas, porém, jogam no mesmo campo.

Os três desejam exportar, exportar, exportar, porque seus mercados internos estão relativamente reduzidos depois da crise global de 2007-2008.

A Europa se danou porque estocou muito derivativo em dólar, caindo na vala da especulação financeira como forma de gerar renda disponível para o consumo de bens e serviços.

Banco do Sul e econômica expressa

Uma beleza a nova sede da Unasul em Quito inaugurada essa semana levando o nome de Nestor Kirchner, ex-presidente argentino, um dos grandes incentivadores da união continental para a integração econômica total sul-americana.

Quando a bolha estourou, os consumidores, endividados, tiveram que optar por mais poupança do que gastança, para ir liquidando seus passivos.

O mercado consumidor estreitou-se.

Os preços, nesse contexto, desabam e a deflação se aproxima.

Para vencê-la, a ortodoxia monetarista recomendada pelo Fundo Monetário Internacional não é remédio, é veneno.

O capitalismo, comandado pelos países ricos, está desarticulado pelas suas próprias contradições, e os seus mercados estão sendo invadidos pela China, que, com a Rússia, acelera, no âmbito dos Brics, a derrocada relativa do dólar.

Adotam os russos e os chineses o comércio amparado em suas próprias moedas, criando modelo que vai minando as relações de trocas globais, pautadas, apenas, pela moeda americana, bichada pelo excesso de dívidas dos Estados Unidos etc.

Washington virou tigre de papel.

Diz que vai enxugar o excesso de moeda.

Quem pode fazer não avisa, faz.

Se faz muito barulho é porque não pode fazer, ou seja, puxar a taxa de juro, para enxugar a enxurrada de moeda que jogou no mercado, fragilizando o dólar.

Se Tio Sam puxar o juro, quem dançará é ele, que deve muito.

Teria que lançar uma espécie de real brasileiro, um dólar II, como forma de impedir avanço de inflação exponencial, que jogaria o império no chão, como aconteceu com a Alemanha nos anos 1920-1930.

Os ricos empobrecidos querem mercado, mercado, mercado, cada vez mais escasso, dada a maior oferta do que a demanda globais, impulsionadas pela tecnologia colocada a serviço da produção e da produtividade sobre um planeta geograficamente estressado pelo excesso de poluição ambiental, comprometedora da sua saúde integral etc.

Sobram para grandes explorações do capital financeiramente acumulado as oportunidades de construção de amplas infraestruturas nos continentes sul-americano, africano e asiático.

A Ásia os asiáticos cuidam dela.

Para tanto, apostaram, competentemente, na educação, na ciência e na tecnologia, para manufaturar todas as matérias primas que produzem e que adquirem dos outros.

A China fez isso mais brilhantemente importando empresas americanas com compromisso de transferir internamente tecnologia e elevar exportações.

Tomou mercado tanto na Europa como nos Estados Unidos e avança na América do Sul e África.

Porém, como as exportações caem em face do estresse capitalista global, os chineses se voltam para dentro, fazendo a política de Lula e Dilma: apostar nos salários, nos programas sociais, para aumentar a demanda interna etc.

Ou seja, todos se voltam para dentro, na crise.

Ou como disse Marx, as contradições do capitalismo em sua fase financeira aguda se dará no estresse do comércio internacional.

A Europa atua para dentro, com a Alemanha lutando para preservar o mercado europeu para ela, com a sua força, cuja preservação ela pensa que pode ser alcançada com a supressão, JÁ, do euro.

Os Estados Unidos cuidam de si, com sua política monetária e fiscal nacionalista, enquanto vai tentando desestabilizar os concorrentes, fazendo guerra, como a da Ucrânia, em que apoia fascistas no poder contra Putin.

Dilma que se cuide, porque ao aliar-se aos Brics e dar preferência aos suecos na compra dos caças para a Aeronáutica, como represália a Washington pelo episódio da espionagem, virou alvo preferencial de ataques e escaramuças gerais de Tio

E a América do Sul?

Vai ficar como criança amedrontada, boca aberta, cheia de dentes, esperando a morte chegar, como disse Raul Seixas, diante dos que querem abocanhar suas riquezas ou vai partir para valorizar seus ativos por meio do Banco do Sul, transformando-o em caixa de compensação das suas reservas cambiais e moedas locais, a fim de tocar a infraestrutura sul-americana?

Os Estados Unidos certamente temem que os sul-americanos joguem no Banco do Sul suas reservas em dólares, para reciclá-las em moedas locais, a fim de gastá-las na infraestrutura sul-americana.

Seria como se livrassem de um ativo candidato a virar boró.

Ou não?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Marina Silva – Parte de plano para desestabilizar o Brasil

23/9/2014, [*] Nil NIKANDROVStrategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
No velório de Eduardo Campos Marina não chorou...
Washington lançou campanha de propaganda em grande escala em apoio a Marina Silva, candidata às eleições presidenciais no Brasil, pelo Partido Socialista Brasileiro. Continuam a repetir que a vitória dela é garantida no segundo turno. As pesquisas não oferecem resultados confiáveis e, até agora, só fala do “primeiro turno” das eleições, dia 5 de outubro de 2014.
Especialistas nos EUA creem que Marina Silva receberá os votos dos que apoiam Aécio Neves da Cunha, do PSDB, até agora com 14-16% do eleitorado. Se acontecer, a candidata apoiada pelos EUA receberia cerca de 60% dos votos, acabando com as chances de reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, no “segundo turno” das eleições, marcadas para 16/10/2014. Analistas independentes absolutamente não levam a sério essas previsões e dizem que esse cenário não passa de ilusão. E há os que começam a alertar contra fraude eleitoral.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff, não é candidato e trabalha pela re-eleição da atual presidenta. Para ele, Marina Silva absolutamente não tem chances de eleger-se. Para o presidente Lula, a grande ameaça não é Marina Silva, mas alguns veículos de imprensa impressa e de televisão.
Esses veículos usam como bem entendem, para finalidades de propaganda, as muitas dificuldades que brotam do processo em curso de implementar reformas sociais e econômicas, feitas para mais bem servir os interesses dos mais pobres. Seja como for, o país está avançando, com grandes projetos industriais em implementação. Lula tem-se mostrado confiante de que a verdade derrotará a mentira.
Marina Silva, Tio Sam e o PIG 
O apoio do ex-presidente à atual presidenta e candidata à re-eleição, Dilma Rousseff, é importante. Resultado desse apoio, Marina Silva já está perdendo votos.
Em recente entrevista a um dos grandes jornais do sul do Brasil, Marina Silva explodiu em lágrimas, aos gemidos de que não podia controlar o que o ex-presidente dizia dela, mas que faria o possível para não “se vingar’ dele... O ex-presidente respondeu imediatamente, que aquelas lágrimas nada tinham a ver com o que ele dissera sobre mentiras de Marina. Que, lágrimas daquele tipo, só se a causa fosse completamente diversa.
De fato, Marina Silva começa a temer os números que as pesquisas eleitorais lhe trazem. A hoje candidata foi membro do Partido dos Trabalhadores de Lula por mais de 25 anos; fez toda a sua vida política ao lado de Lula. Foi senadora, antes de ter sido Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, em 2003.
Mas durante todos esses anos, Marina Silva sempre se manteve muito próxima dos EUA. Sempre esteve sob as lentes de inúmeros fundos especiais, dos mais variados tipos, e organizações internacionais que vasculham o mundo à procura de gente com o “perfil” adequado para ser usado como instrumento dos interesses de Washington.
Basta examinar as medalhas e prêmios que choveram sobre Marina Silva – prêmios que ninguém recebe se não for “amigo dos EUA” – para confirmar que, sim, pelo menos desde 1980, Marina Silva já estava no campo de considerações dos EUA. Essa “seleção’ é prática muito frequente: os EUA mantêm pessoal especializado em analisar traços de personalidade de possíveis “candidatos”, dos quais o que mais chamou a atenção, em Marina Silva, foi a inclinação para complementar os próprios atributos físicos, com “realizações’ políticas que chamassem a atenção (em entrevista, Marina Silva disse que teria trocado a Igreja Católica na qual fora criada, por um culto neopentecostal, porque aí “teria melhores chances de me destacar”).
O Brasil vai-se convertendo em estado soberano, forte e autoafirmativo, com grande influência no Hemisfério Ocidental, em posição de desafiar a influência dos EUA. Os debates em Washington fazem-se por trás dos panos, mas uma coisa é evidente: os EUA querem muito trocar a presidenta Dilma Rousseff por alguém mais servil. Marina Silva parece servir esse propósito.
Os serviços especiais dos EUA parecem ter pavimentado o caminho para ela, eliminando outro candidato, Eduardo Campos, do Partido Socialista. O avião Cessna 560ХL em que ele viajava sofreu uma pane e caiu, ou explodiu, ninguém sabe. French Slate.fr listou esse caso de queda de avião como um dos cinco eventos mais importantes do verão de 2014, que não estiveram nas manchetes, sobre os quais pouco se fala, mas que pode(ria) mudar o rumo da política mundial.
Dilma Rousseff
Antes da tragédia, Dilma Rousseff era considerada já vitoriosa. Com Marina Silva, as eleições sofreram, no mínimo, um “tumulto” não previsto.
Não há dúvida alguma de que, com Marina Silva na presidência, o Brasil passa a alinhar-se mais decisivamente com os EUA. O escândalo da espionagem e das escutas clandestinas, e declarações da presidenta Rousseff, para quem as escutas ilegais implantadas pelos EUA no Brasil seriam “inaceitáveis” virariam coisa do passado, bem como a UNASUL (União das Nações Sul-americanas) – união intergovernamental que integra as duas uniões aduaneiras que há: MERCOSUL e Comunidade Andina de Nações, como parte da continuada integração sul-americana, e o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, bloco sub-regional que inclui Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela com Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru como países associados).
O objetivo de todas essas estruturas é promover o livre comércio e o fluxo continuado de bens, pessoas e moeda. Tudo isso deixará de estar no ponto focal da política externa do Brasil.
A reorganização da Organização dos Estados Americanos, OEA, é a questão mais importante para os EUA; e voltará ao topo da lista das prioridades de política externa.
O MERCOSUL talvez até continue a existir, mas não como concorrente contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que Washington tenta impulsionar desde 2005, quando a ideia foi recusada por Argentina, Brasil, Venezuela e alguns outros países.
Marina Silva não é grande entusiasta do futuro dos BRICS. Para ela, a participação nesse grupo não traz dividendos. Já disse que não tem qualquer intenção de estreitar relações com Rússia e China, e a aliança com Venezuela e Cuba deixará de ser efetiva. Tudo que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff já conseguiram até agora, ir-se-á pelo ralo, só para satisfazer o poder da Casa Branca e do Pentágono.
BRICS
A batalha pré-eleitoral está-se convertendo em batalha feroz. Marina Silva não tem tempo a perder, e a carga está-se tornando pesada. Conforme mudem os números das pesquisas, a candidata Marina muda suas declarações e “plano” de governo. Já teve de explicar o que dissera antes, sobre reduzir a produção de petróleo em áreas chamadas “pré-sal”, abaixo do leito do oceano. Manifestou-se contra casamentos homoafetivos no passado; de repente, virou apoiadora.
Marina Silva é, hoje, evangélica, membro da conservadora Assembleia de Deus. Um dia depois de apresentar seu plano de governo, desdisse o que dissera sobre ser favorável ao chamado “casamento gay”. No capítulo “Cidadania e Identidades” de seu programa, incluiu “apoio a propostas que defendam (...) o casamento civil”. Na sequência, a campanha de Marina Silva distribuiu uma “correção”. A nova versão defende “os direitos de uma união civil entre pessoas do mesmo sexo”, apagando a palavra “casamento” que incluiria direitos mais amplos para os casados.
No segundo debate televisionado entre os principais candidatos, antes do 1º turno das eleições, dia 5/9/2014, Rousseff perguntou a Marina Silva como ela financiaria os cerca de R$ 60 bilhões necessários para cumprir suas promessas. “Onde você propõe buscar esse dinheiro?” – perguntou Rousseff. A candidata respondeu que o dinheiro será obtido porque “nosso país voltará à eficiência no gasto público – poremos fim ao desperdício de recursos públicos”. A presidenta Rousseff acertou quando disse que tinha sérias dúvidas de que uma pessoa com esse tipo de ideia na cabeça e convicções tão instáveis pudesse governar algum país.
Mais brasileiros já começam a ver que Marina Silva mudará todas as políticas dos governos que a antecederam e levará o país ao desastre. E “desastre” é, exatamente, o que mais desejam os “artíficies de mudança” que trabalham em Washington.
Marina Silva é pessoa com problemas psicológicos, desequilibrada – e tudo isso pode ser bastante útil para influenciar o processo de decisão para bloquear o desenvolvimento progressista do país e quebrar o equilíbrio social, depois que as forças políticas no país começam a aprender a interagir dentro do que a lei autoriza e determina.
Coronel Prugh traduzindo para o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, Martin Dempsey
O que a missão Washington mais deseja é ver criados os pré-requisitos para que se encene no Brasil uma “revolução colorida”. Quer usar a “quinta coluna” e os veículos de imprensa pró-EUA para provocar “manifestações espontâneas” de cidadãos.
Os EUA já enviaram pessoal de alta capacitação e experiência para sua embaixada em Brasília, capital do Brasil. A estação da CIA que ali opera é comandada e operada por gente muito, muito experiente.
O ataché de Defesa e principal oficial da Defesa, no Brasil, é o coronel Samuel Prugh. É homem de experiência excepcional na coleta de inteligência humana, com amplas relações pessoais entre os militares brasileiros.
O presidente Lula e a presidenta Rousseff têm feito o possível para evitar manifestações públicas de incômodo com as atividades subversivas que os EUA conduzem no Brasil. Quando lhes pareceu necessário, os brasileiros usam os bem protegidos canais diplomáticos, para fazer saber a Washington que identificaram um agente que operava clandestinamente na indústria do petróleo, num gabinete diplomático ou nas forças armadas do país. Esses incidentes jamais chegaram ao conhecimento público.
Depois do conhecido escândalo associado aos relatórios de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA gravara comunicações pessoais da presidenta e espionara a Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, o governo brasileiro endureceu e exigiu que os EUA pedissem desculpas públicas. Os EUA recusaram-se a desculpar-se e, mesmo, ampliaram as operações de espionagem no Brasil (enviaram mais gente para os consulados).
O consulado dos EUA no Rio de Janeiro destaca-se: ali trabalham mais de 500 norte-americanos. John Creamer, cônsul-geral, diz que 300 daqueles funcionários trabalham no processamento de vistos de viagem, da manhã à noite. Segundo Creamer, o processamento, antes, demorava seis meses; hoje, bastam duas semanas.
John Creamer, Consul Geral dos EUA no Rio de Janeiro no "American Day" no Festival do Rio 2012 
Se os funcionários dos consulados estão realmente ocupados só com emitir vistos de viagem, ou se só vivem a arquitetar alguma versão de “primavera árabe” ou de “Maidan ucraniana”, no Brasil, sob o alto patrocínio dos serviços especiais dos EUA, só o tempo dirá.
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[*] Nil Nikandrov é um jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros - tanto de ficção e estudos documentais - dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Folha faz vandalismo ! EUA são a maior ameaça !

Saiu no site Muda Mais:

Foi a falta d’água em São Paulo que controlou a inflação?! Aí já é vandalismo!



Galera, vamos botar os pingos nos is agora.

Se considerarmos que:

1) A Grande São Paulo sofre com falta d’água crônica como resultado da péssima administração da Sabesp (e, por favor, quem acha que a Sabesp fez um bom trabalho em 20 anos de governo tucano, manifeste-se e prove!).

2) A população de São Paulo é refém dessa péssima administração, e não tem informação transparente a respeito do racionamento de água que ocorre, sim, na região abastecida pelo sistema Cantareira.

3) A despeito do que saiu hoje na grande imprensa, a inflação caiu, sim, senhores, e foi puxada para baixo pelo preço dos alimentos.

Queremos entender como é possível uma reportagem da seção de economia de um grande jornal dizer que o racionamento de água em São Paulo foi um fator positivo e que contribuiu para a queda da inflação?

Como é possível argumentar que a falta de água em São Paulo é positivo a ponto de resolver os problemas (sic) de controle de inflação do governo federal?

Gente, menos. Bem menos. Canonizar tucano incompetente e culpar um governo que manteve a economia em patamares acima da média mundial é muito incoerente. Sem contar que nessas horas a primeira a se retirar é a isenção jornalística.

#ficadica
Navalha
Em tempo: a Fel-lha de SP (não se aproxime dela, por causa do mau hálito que provém da bílis) está aflita para saber quem é o “Muda Mais”. O Conversa Afiada sabe, mas preserva o sigilo da fonte…
Em tempo2: neste domingo, a Fel-lha de SP extrapolou: o caderno “mercado” tem a seguinte apavorante manchete: “Na Copa, EUA são o maior risco ao Brasil ! – Visitantes americanos podem trazer ao país até 225 espécies de praga inexistentes aqui” … ! Nenhuma praga, porém, será mais nociva do que a Fel-lha !

Paulo Henrique Amorim