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terça-feira, 1 de setembro de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
China cria “escola” para filho de ricos ser menos fútil e irresponsável
Autor: Fernando Brito

O jornal China Daily publica uma matéria curiosíssima, que me chega pelo Facebook: na província de Fujian, o governo local criou uma escola para filhos de milionários aprenderem a ser menos arrogantes, extravantes e perdulários.
Não é compulsório, mas atende aos pedidos dos donos de empresas. Diz a nota que a escolinha “pega leve, rapaz” tem sido bem recebida pelos empresários que se preocupavam com estilos de vida extravagantes de seus filhos crescidos e pobre senso de responsabilidade social”. Tanto que, para conter a procura, cada empresa têm o direito de indicar apenas um “playboy”- lá eles se chamam fuerdai , ou segunda geração do novos ricos – para fazer o curso onde aprendem “cultura chinesa tradicional, responsabilidade social e conhecimento de negócios”.
Já pensaram se a moda pegasse por aqui? Os “filhinhos de papai” tomando multa de US$ 160 por chegarem tarde e saírem cedo do trabalho? Ou percebendo como é dura a vida do trabalhador? Ou dando valor à cultura nacional? Ou aprendendo o que é austeridade, simplicidade, solidariedade?
Aqui o negócio é ser “rei do camarote” e dizer que vai morar nos Estados Unidos porque “meu pai pode”, feito fez aquela moça de grande espírito público que virou musa dos Revoltados On Line.
Pelo menos sobrou alguma juventude com crítica e coerência para zombar da futilidade, como os que fazem o engraçado “Raio Gourmetizador“, de onde tirei a imagem do post.
Devidamente complementado pelo vídeo do grupo de humor “Amada Foca”, umas figuraças.
O velho ridendo castigat mores (rindo corrigem-se os costumes) ainda tem o seu valor.

O jornal China Daily publica uma matéria curiosíssima, que me chega pelo Facebook: na província de Fujian, o governo local criou uma escola para filhos de milionários aprenderem a ser menos arrogantes, extravantes e perdulários.
Não é compulsório, mas atende aos pedidos dos donos de empresas. Diz a nota que a escolinha “pega leve, rapaz” tem sido bem recebida pelos empresários que se preocupavam com estilos de vida extravagantes de seus filhos crescidos e pobre senso de responsabilidade social”. Tanto que, para conter a procura, cada empresa têm o direito de indicar apenas um “playboy”- lá eles se chamam fuerdai , ou segunda geração do novos ricos – para fazer o curso onde aprendem “cultura chinesa tradicional, responsabilidade social e conhecimento de negócios”.
Já pensaram se a moda pegasse por aqui? Os “filhinhos de papai” tomando multa de US$ 160 por chegarem tarde e saírem cedo do trabalho? Ou percebendo como é dura a vida do trabalhador? Ou dando valor à cultura nacional? Ou aprendendo o que é austeridade, simplicidade, solidariedade?
Aqui o negócio é ser “rei do camarote” e dizer que vai morar nos Estados Unidos porque “meu pai pode”, feito fez aquela moça de grande espírito público que virou musa dos Revoltados On Line.
Pelo menos sobrou alguma juventude com crítica e coerência para zombar da futilidade, como os que fazem o engraçado “Raio Gourmetizador“, de onde tirei a imagem do post.
Devidamente complementado pelo vídeo do grupo de humor “Amada Foca”, umas figuraças.
O velho ridendo castigat mores (rindo corrigem-se os costumes) ainda tem o seu valor.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Jesus não tem dentes no país dos coxinhas
Ricardo Soares
Vou até lhe dar razão se você disser que está cansado desse rótulo de
“coxinha”, novo eufemismo para rotular as classes média e alta
conservadoras que acham que todos os problemas do planeta são culpa do
PT. E antes que a patuléia do “Coxodrómo” me atire pedras desde suas
cadeiras numeradas em alguma “Arena” com varanda gourmet já vou dizendo
que não absolvo o PT dos seus inúmeros pecados. Nunca é demais você
repetir para o “Coxodrómo” que criticá-los não é adesão imediata ao
ideário petista.
O rótulo “coxinha” já foi , em outros tempos, “janota”, “almofadinha”,
“dândi” e , mais recentemente, “mauricinho” com “patricinha” no
diminutivo para o feminino. Tem gente que não gosta de epíteto e também
respeito. Sucede que no caso “coxinha” e muitos outros eles são precisos
porque você consegue visualizar exatamente o biotipo , o estilo do
rotulado. Brancos, religiosos ferrenhos, bem nascidos, ferrenhos
defensores dos seus direitos individuais que incluem parar na vaga de
deficientes e idosos em supermercados, estacionar em ciclofaixas, passar
farol vermelho, dar um troco pro guarda pra se livrar da multa, bater
ponto e não ir trabalhar, abominar pobre em fila de aeroporto e outras
delícias que toda boa “carteirada” coxinha pode proporcionar.
Ah, você pode me dizer que isso é generalizar. Corro o risco. Mas o que
ando vendo nas grandes capitais brasileiras no último ano e meio me
estarrece e me faz crer que o “coxismo” hoje é um “movimento” de
retrocesso que cresce em progressão geométrica para temor geral da
nação. Afinal, não nos esqueçamos, muitos deles são golpistas
juramentados. E nos respondem que eles, os “coxinhas”, são o Brasil que
trabalha , que empreende , que quer a economia de mercado cada vez mais
forte e alvissareira. Eles são o "Brasil que dá certo".Ou seja, se não
for um deles, você é um vagabundo petista que quer ir pra Cuba. A coisa
está nesse nível . Dos dois lados diga-se de passagem.
O que essa modesta digressão pretende é apenas alertar corações e mentes
sobre o armamento de espíritos, sobre a intolerância rasteira. Porque,
convenhamos, essa gente está em tal sanha de ódio que por mais que se
julguem cristãos tenho certeza que rejeitariam o "senhor Jesus" que eles
evocam caso ele viesse com aquele mesmo discurso do qual se ocupou na
Galiléia . Mandariam Jesus para Cuba e mesmo que ele tivesse uma arcada
dentária de comercial de dentifrício seria um Jesus sem dentes no pais
dos coxinhas.Quebrariam os dentes de Jesus. O ódio, lamento dizer, é
contra os mais pobres, contra a divisão igualitária de bens e de
serviços. E essa divisão meus prezados “coxinhas” não se chama comunismo
e sim humanismo. O que seus filhos tem direito os filhos dos mais
pobres também tem.
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