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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma estratégia de isolamento do Brasil?


Júlio Miragaya: Brasil x México
Por Júlio Miragaya, no Correio Braziliense, sugerido por Samuel Pinheiro Guimarães
22/05/2014 – 13h03
Brasil e México, embora separados por milhares de quilômetros, são países com muitas afinidades.
Brasileiros e Mexicanos são povos irmãos e não nos sai da lembrança a festa que os mexicanos fizeram em 1970 quando o Brasil sagrou-se tricampeão mundial de futebol.
Brasil e México são também os dois mais populosos países da América Latina, com 200 e 120 milhões de habitantes, respectivamente, e as duas maiores economias da região, com PIB respectivamente de 2,25 e 1,4 trilhões de dólares, representando, conjuntamente, quase 60% do PIB total latino-americano.
O México, como o Brasil, tem sua história marcada por momentos trágicos. Se aqui tivemos os portugueses massacrando milhões de indígenas e trazendo mais de 5 milhões de africanos na condição de escravos, o México vivenciou a tragédia do massacre perpetrado pelos colonizadores espanhóis, liderados por Hernán Cortés, que aniquilou o Império Asteca e dizimou mais de 8 milhões de nativos.
Mas o que nos distingue mais fortemente da realidade mexicana talvez seja a distância física da maior potência mundial, os Estados Unidos.
A proximidade com os EUA marcou profunda e tragicamente a história mexicana. Já país independente, livre do domínio colonial espanhol, o México teve surrupiado pelos norte-americanos, entre 1837 e 1853, nada menos que 55% de seu território, ou 2,41 milhões de km², o equivalente a mais da metade da área ocupada pelos 28 países que formam a União Europeia.
De uma nação com 4,38 milhões de km², passou a pouco mais de 1,97 milhão de km².
Sucederam-se outros momentos trágicos no México: a intervenção francesa e a humilhação da imposição do Imperador Maximiliano de Habsburgo entre 1864 e 1867; a ditadura sanguinária de Porfírio Diaz entre 1876 e 1911 e a Revolução Mexicana de 1910, liderada por Emiliano Zapata e Pancho Villa, vitoriosa em 1917, que promoveu uma ampla reforma agrária no país, mas deixou um saldo de 1 milhão de mortos.
A partir de janeiro de 1994, iniciou-se uma nova fase, com o México passando a integrar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês), juntamente com os EUA e o Canadá.
Nesse período, o México tem sido utilizado pelo imperialismo norte-americano como uma espécie de aríete contra os demais países latino-americanos que buscam um caminho próprio, sem a tutela dos EUA, tendo sido um dos maiores incentivadores da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), e que foi refutada na 4ª Cúpula das Américas, realizada em 2005 em Mar del Plata.
Recentemente, formou com países sul-americanos, que seguem a cartilha econômica liberal (Colômbia, Chile e Peru), a Aliança do Pacífico, para se contrapor à proposta brasileira de formação da União das Nações Sul-americanas (UNASUL).
O distanciamento político de Brasil e México só tem se acentuado. Nesses 20 anos, a submissão da economia mexicana aos EUA aprofundou-se intensamente. Mais de 80% de seu comércio exterior é realizado com os EUA.
Em 2009, quando a economia dos EUA caiu 2,4%, reflexo da crise iniciada em 2008, a economia mexicana despencou 6,2%.
Se compararmos o desempenho das economias brasileira e mexicana a partir de 2003, quando Lula assumiu o governo e o México aprofundou seu receituário liberal com Vicente Fox, a disparidade é gritante.
A economia brasileira cresceu 45,44% nesses 11 anos enquanto a do México cresceu 30,71%.
Em 2013 o Brasil cresceu 2,3%, o dobro do México (1,1%).
A participação dos salários na renda é de 45% no Brasil e de 29% no México.
Nesse período, o Brasil criou 16 milhões de novos empregos formais e o México apenas 3,5 milhões.
Em 2013, o Brasil criou 1,4 milhões de novos empregos e o México meros 200 mil.
O Brasil reduziu a pobreza absoluta a 15,9% de sua população e no México ela aumentou para 51,3%.
Não obstante o desempenho sofrível, o México é tido como o “queridinho do mercado” e o Brasil, o “patinho feio”.
O curioso é que se os elogios ao modelo neoliberal mexicano são fartos, na hora dos capitalistas investirem seus dólares, parecem preferir o Brasil, onde os investimentos estrangeiros diretos saltaram de 16,6 bilhões de dólares em 2002 para cerca de 70 bilhões em 2012, enquanto no México refluiu de 24 bilhões para 15,5 bilhões no mesmo período.
Se o modelo liberal mexicano teve um desempenho tão inferior ao modelo “intervencionista e estatizante” brasileiro, a que se devem os elogios do mercado ao modelo mexicano?
Seria um ato de má fé, de fundamentalismo ideológico ou uma estratégia de isolamento do Brasil no cenário internacional?
Júlio Miragaya é presidente da Codeplan-DF e Conselheiro do Conselho Federal de Economia

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A gasolina, a Petrobras e a hipocrisia de mercado

Esta controvérsia sobre o “aumenta – não aumenta” da gasolina traz à tona uma questão interessante:

- E se a Petrobras tivesse sido privatizada como foi a Vale e entregue a um administrador competente como Roger Agnelli?

Bah!, como se diz no meu Rio Grande, o preço da gasolina já estaria nas alturas, há tempos!

Os preços internacionais do petróleo chegaram ao nível mais alto dos últimos dois anos. Do início do ano para cá, o preço do barril no mercado de Londres cresceu cerca de 30% passando de 90 para 120 dólares.

O que os defensores da privatização acham que uma empresa particular estaria fazendo com os preços no mercado interno uma valorização no exterior? Manteria o preço para o consumidor brasileiro? Será que um executivo “competente” como o Sr. Agnelli já não teria sangrado o bolso da população e obtido os melhores lucros para a empresa?

E aí, aumentado assim o preço dos combustíveis o que aconteceria com a inflação, D. Miriam Leitão?

Ela diz, em sua coluna: “Isso segura a inflação, mas por outro lado cria um artificialismo no mercado. O preço não cai quando o petróleo desce, nem sobe quando acontece o contrário. Mas outros produtos que não são vendidos ao público como o nafta e querosene de aviação sobem constantemente, mostrando a hipocrisia dessa política de preços.”

Faltou coragem de defender a volta da inflação via gasolina e de toda a cadeia de custos em que ela se envolve? Será que o “mercado” tem direito de fazer o Brasil voltar a viver a insegurança inflacionária? Será que os dogmas neoliberais são mais importante que a vida das pessoas?

Para eles, são.

Notem a perversidade com que o assunto está sendo tratado. A Petrobrás, que está segurando no lombo, pelos seus deveres com o Brasil os preços do combusível no mercado interno é culpada de tudo, seja de não aumentar seja da possibilidade e ter de faze-lo.

Olhe os dois gráficos deste post. O primeiro mostra a evolução do preço do petróleo dos últimos meses.

As linhas dispensam qualquer explicação e as razões do aumento estão publicadas todos os dias nos jornais com notícias da crise no mundo árabe. O segundo mostra um alinhamento dos preços praticados pela Petrobras nas refinarias ao longo de 2010, mostrando o equilíbrio que a estatal manteve durante o ano passado com o preço internacional do petróleo.

Os aumentos do início do ano para cá ela está segurando no tranco. Tanto que hoje, o preço cobrado às distribuidoras – que não são monopólio estatal – está 23% abaixo do que é cobrado nos Estados Unidos, onde a gasolina também subiu, mas é sempre uma das mais baratas do mundo. Em 2009, a gasolina lá era 60% mais barata do que aqui.

Repito: O doutor Agnelli estaria segurando isso, estaria? O Bradesco iria segurar a peteca? E os japoneses da Mitsui, os investidores da bolsa de Nova York, a turma do “quero o meu primeiro” aguentaria a rebordosa de não lucrar no curto prazo e seguir investindo?

Desculpem-me por estar falando assim, mas é duro ver como o conservadorismo e sua mídia no Brasil não têm o menor compromisso com tudo aquilo que eles dizem cultuar: estabilidade econômica, liberdade de mercado, livre formação de preços.

Exploram, no mais sórdido terrorismo as declarações do presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, que não disse nada além do óbvio: que se o preço internacional do petróleo se mantiver por muito tempo nos picos que alcançou terá que haver aumento da gasolina. E nem sequer falou que esse aumento deve ser imediato, mas se o preço internacional não ceder.

A Petrobrás é uma empresa e tem, sim, de ter equilíbrio econômico.

Equilíbrio, vejam bem. Algo muito diferente de ganância, de imediatismo, de precipitação. Na crise, antes de qualquer coisa, a Vale mandou, num peteleco, três mil trabalhadores para a rua. Se tivéssemos entregue a Petrobras, não estaríamos vendo o preço da gasolina subir, estaríamos vendo-o explodir.

Entregar, como fizemos com a Vale, um setor estratégico da economia como o petróleo aos interesses privados é entregar o próprio direito do povo brasileiro a estabilidade, ao emprego, a justiça e ao desenvolvimento.

O “mercado”, porém, é um deus sem pátria e sem alma.

post do tijolaço

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

“Mercado” falava em inflação mas só queria juros

“É melhor subir logo a taxa de juros, porque se atua rapidamente para conter a inflação e é possível parar o movimento de alta logo. Como este ano é político, as pressões sobre o Banco Central aumentam – é bom lembrar que sempre existiram, mas que, em alguns momentos, ficam mais explícitas, mas ele tem decidido com autonomia a trajetória dos juros. A pressão inflacionária está muito forte. Neste começo de ano, a inflação ficou muito maior em todos os índices. Algumas razões dessa alta são sazonais, como os reajustes escolares, mas realmente deu um salto. As projeções estão acima da meta e os sinais de crescimento econômico são fortes.”

O comentário acima, de março deste ano, é de Miriam Leitão mas, justiça seja feita, era repetido por todos os “grandes” comentaristas de economia. Era o pano de fundo sobre o qual ocorreram as (vitoriosas) pressões pelo aumento da taxa de juros. A inflação ia passar de 6% ao ano, estava fora de controle, assim diziam os “gênios do mercado”.

O humilde amigo aqui, dizia, já no final de janeiro que as tais pressões inflacionárias vinham especialmente das altas dos alimentos e dos reajustes de tarifas e preços – caso dos ônibus e das mensalidades escolares – que nada tinham a ver com a taxa de juros do BC estar alta ou baixa. ” É lobby pelos juros, nada mais.Não há pressão inflacionária alguma que seja significativa e projetável no tempo. O terrorismo econômico é uma arma, pura e simplesmente, para ganhar mais dinheiro. O medo da inflação é o que usam para isso”.

Estamos em agosto, saíram os índices de inflação de julho: 0,01% pelo IPCA, que serve para a taxa oficial de inflação. Repetiu junho, quando fora de zero. O INPC, que mede a variação dos preços para famílias com renda de um a seis salários mínimos, foi, de novo, negativo: -0,07%, ante -0,11% no mês de junho. O acumulado do ano está um nada acima do mesmo período de 2009 e, considerados os 12 meses corridos, fica até abaixo.

Mas os juros subiram. Ficou mais difícil investir e mais difícil empregar, embora nem assim os números nestes setores sejam desanimadores. Mas já não há euforia. Euforia mesmo é a dos financistas que ganharam mais 2% sobre o Tesouro – nós – sem que seja provável que nem um pedacinho disso lhes seja comido pela inflação.

Os terroristas da economia, a turma que tem saudades do FHC, sabem que o medo é sua arma.

post do tijolaço

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O BRASIL NO CHILE



“CHILE PASSA VENEZUELA E JÁ É 2º MAIOR MERCADO PARA O BRASIL NA REGIÃO

O Chile ultrapassou a Venezuela como segundo maior mercado para os produtos brasileiros na América Latina, só atrás da Argentina, e recuperou vigorosamente o interesse pelo Brasil no primeiro semestre, após forte retração do comércio bilateral, no ano passado.

No primeiro semestre, as vendas dos exportadores brasileiros aos chilenos aumentaram 64%. Diferentemente de outros mercados importantes na região, que reduziram as compras de bens manufaturados do Brasil, como celulares, o Chile compra cada vez mais mercadorias de alto valor agregado do Brasil, com aumentos, em valor, superiores a 800% entre alguns dos 50 principais produtos de exportação brasileira àquele país.

O aumento nas compras chilenas de bens manufaturados, como automóveis e aviões, chegou a 68%. Em bens semimanufaturados, como aço laminado, a alta passou de 80% entre janeiro a junho de 2010, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os investimentos entre os dois países se intensificam e as boas relações entre os dois governos não foram abaladas nem com a radical mudança política no começo do ano, com a queda da centro-esquerdista Concertación, após 19 anos no poder, e a eleição do conservador Sebastian Piñera. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu a Piñera que fará ao Chile uma de suas últimas visitas de Estado, até o fim do ano, após as eleições no Brasil.

"O Chile talvez seja o melhor exemplo no continente de transformação de nosso capital político em relação econômica", diz, com satisfação, o embaixador brasileiro no Chile, Mário Vilalva. Neste ano, termina a o período de transição do acordo de livre comércio entre Brasil e Chile, o que elimina as últimas barreiras de comércio entre os dois países, extinguindo, por exemplo, as cotas-limite para venda de vinho chileno ao Brasil sem imposto de importação e as últimas restrições tarifárias, para vendas do Brasil ao Chile, a produtos como o açúcar.

Os investimentos do Brasil no Chile, especialmente da Petrobras, têm contribuído para a demanda por produtos brasileiros. A estatal comprou, por US$ 400 milhões, os ativos da Exxon no país vizinho e, desde agosto do ano passado, passou a operar 230 postos da Esso em território chileno e terminais de distribuição de combustível em 11 aeroportos, além de deter 22% das ações da Sociedade Nacional de Oleodutos e em 33% na Sociedade de Investimentos de aviação. A venda de óleos brutos de petróleo é o principal item da pauta de exportações brasileiras, e aumentou quase 40% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período do ano anterior.

O vigor das exportações ao Chile fez com que esse item perdesse participação nas vendas brasileiras ao país, porém, de 17,5% do total em 2009 para menos de 15% neste ano. Perdeu espaço para as vendas de automóveis, que quase quadruplicaram e passaram de 2,4% para 5,6% do total, com aumento, em valor, de US$ 26 milhões para mais de US$ 100 milhões. Tanto a Ford quanto a GM vendem ao Chile carros de menor cilindrada fabricados no Brasil.

A filial brasileira da GM tem sido a principal beneficiária de um acordo assinado recentemente com a estatal petrolífera ENAP, para fornecimento de etanol nas bombas de combustível local. A GM, em acordo com a Petrobras, começou neste ano a vender carros flex para o mercado chileno. É o primeiro país com um acordo desse gênero com o Brasil.

O setor automotivo alegrou-se com o aumento das vendas mas não está exultante. Na prática, como lembra o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, o aumento das exportações se dá sobre uma base deprimida pela crise financeira de 2007 e 2008 . As vendas ao Chile, hoje em torno de 1,2 mil veículos por mês, estão acima dos quase 400 mensais do ano passado, mas ainda bem abaixo dos quase 2 mil por mês de 2008, ou dos mais de 3 mil de 2005.

"É um cliente importante, o Brasil recupera mercado, mas ainda temos muito para crescer", diz Belini, preocupado com a forte competição dos automóveis asiáticos no diversificado mercado chileno. "É um mercado estruturado, com mais de 40 marcas, e os asiáticos têm sido muito agressivos", comenta. Um segmento do setor automotivo não tem queixas do vizinho: como se pode notar pelas ruas de Santiago, são brasileiros os ônibus que circulam pelo sistema de vias rápidas urbano, o Transantiago, para o qual a Mercedes em suas instalações brasileiras tem fabricado os veículos, o que a leva a explorar alternativas no mercado.

No primeiro semestre, a venda de chassis com motor a diesel e cabina, para cargas superiores a 20 toneladas, aumentou 997%; a venda do mesmo tipo de chassis, mas para cargas entre 5 e 20 toneladas, teve aumento de quase 450%. As exportações de chassis com motor para transporte de pessoas cresceram quase 30%, o mesmo aumento de vendas das carrocerias para veículos de transporte coletivo.

O Chile tem acordos de livre comércio com quase 60 países e é o mercado mais aberto na América do Sul. Os dois governos têm registrado um movimento crescente de instalação de empresas brasileiras em território chileno, em grande parte de porte médio, para aproveitar as condições de venda originadas lá a outros mercados. Diferentemente do que aconteceu em países como Equador e Venezuela, as vendas de telefones celulares do Brasil aumentaram para o Chile - 69% no primeiro semestre.

Celulares são o quarto item da pauta de exportações, 2,3% do total. Foram ultrapassados pelos aviões, venda iniciada neste ano com o contrato assinado entre o governo chileno e a Embraer para fornecimento de 12 Supertucanos às Forças Armadas do Chile, com opção de compra de mais 12. O contrato da Embraer envolve associação com uma prestigiada empresa local do setor, a ENAER, que fabrica a cauda para os aviões 145 e 190 da empresa brasileira. A Enaer negocia o fornecimento de peças também para o cargueiro militar brasileiro, o EMB 390, alvo de um contrato recente entre a Embraer e o governo brasileiro.”

FONTE: reportagem de Sergio Leo, publicada no jornal “Valor Econômico”.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O BC da roda presa.

Se alguém precisa de uma explicação simples, quase cândida, sobre o que significa a elevação dos juros, comemorada pelo mercado, transcrevo um trechinho da reportagem do UOL, publicada agora há pouco:

“Os juros são usados como política monetária pelo governo para conter a inflação. Com juros altos, as prestações ficam mais caras e as pessoas compram menos, o que restringe o aumento dos preços.
Um aspecto positivo dos juros altos é que eles remuneram melhor as aplicações. Isso é bom para os investidores brasileiros e também para os estrangeiros,que procuram o país.
Por outro lado, os juros altos prejudicam as empresas, que ficam mais cuidadosas para tomar empréstimos e fazer expansões. Por causa disso, o emprego também não cresce tanto. “

Não é “meigo”?

Não é nada supreendente que o BC tenha atendido “às expectativas do mercado” com a nova elevação, para 10,25%, da taxa de juros. O BC é a única área – e olha que área! – onde o PSDB ganhou, sem voto, as eleições.

Mas algo me diz que, com Dilma, o pessoal da “roda presa” não vai ser “reeleito” para tomar conta da política de juros brasileira.

Brizola Neto