Mauro Santayana
sábado, 14 de julho de 2012
O crime organizado pelos banqueiros
Mauro Santayana
quinta-feira, 8 de março de 2012
Demóstenes: "O importante é a causa"
Postado por Saul Leblon
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ao traidor, a vergonha
Se existe um personagem que tenha conseguido ficar marcado pelo povo brasileiro, este é, sem dúvida, o senhor Fernando Henrique Cardoso. Tornou-se um espectro que vaga, fantasmagoricamente, na política brasileira. A impressão que se tem é que só mesmo as páginas dos jornais hoje o acolhem. Ninguém mais quer a sua companhia, nem mesmo José Serra, seu candidato e pupilo.
Fernando Henrique é um desses exemplos que se adaptariam a perfeição à história bíblica de Caim. Trai estampado em suas têmporas o estigma da traição. É o homem condenado pelo crime político de vender o que não era seu, mas de toda a nacionalidade. É aquele que se pavoneando nos salões do capitalismo mundial vangloriava-se de ter entregado nossos minérios, nossa energia, nosso sistema de comunicações aos “luminares” do capitalismo que iam, finalmente, trazer a civilização e o progresso para o país de botocudos e incapazes.
Olhem, se ele não tivesse feito o mal que fez a este país, bastaria que dele disséssemos que é um bobalhão, um daqueles tipos folclóricos de que as cortes se valiam para adocicar seu humor e distrair o povo.
Mas, infelizmente, não lhe podemos ser indulgentes. O que ele entregou custará muito ao povo brasileiro para retomar, embora seja tão abençoado este país que o conseguiremos fazer.
Vejam, agora, o quanto custou ao Brasil reaver parte do controle da Petrobras que o senhor Fernando Henrique Cardoso mercadejou na Bolsa de Nova Iorque. Nada menos que US$70 bilhões, foi quanto o governo brasileiro teve de aportar na capitalização da Petrobras para recuperar menos de dois terços das ações que FHC distribuiu em Nova Iorque. Benza-nos Deus que tínhamos 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal para usarmos no resgate do crime de lesa-pátria que fez aquele homem.
Olhem os valores, vejam os números. Não se trata, absolutamente, de alguns tostões mal-empregados. Trata-se, como se viu, de dezenas de bilhões de dólares para recomprar o que foi vendido e que, aposto eu, não haverá um brasileiro capaz de dizer onde se empregou o dinheiro da venda, exceto no pagamento dos sanguessugas que vivem da especulação financeira.
Hoje, Fernando Henrique Cardoso vai deitar falação sobre os “ganhos políticos” que Dilma Rousseff não teria, ao vencer no primeiro turno. Senhor Fernando Henrique Cardoso saiba que suas opiniões e conselhos só têm um valor para o povo brasileiro. É o de saber que nada do que o senhor diz tem serventia, de que todos os caminhos que o senhor aponta devem ser trilhados exatamente ao inverso, se desejamos um país desenvolvido e justo.
Mesmo ausente, escondido, acoitado, homiziado nos seus artigos pedantes, o senhor, reconheça-se, tem um papel importantíssimo na campanha derrotada de José Serra. Ao vê-lo, é do senhor e do Brasil medíocre que saiu do seu governo que o nosso povão se lembra.
Seu sucesso, senhor Cardoso, durou o quanto duraram as rendas da monstruosa venda que se fez das riquezas do patrimônio do povo brasileiro. Alguns anos de poder podem ter sido a paga do traidor, mas a história – ah, a história- é o inclemente castigo da traição.
post do brizola neto
terça-feira, 6 de julho de 2010
Serra com Roriz, porque o plano A era Arruda.
Já tinha comentado aqui sobre a adesão de Joaquim Roriz à campanha de Serra, mas volto ao tema com o acordo fechado hoje entre o PSDB e o padrinho político – depois desafeto - de José Roberto Arruda, que garantirá ao tucano seu único palanque no Distrito Federal.
Os tucanos até fingiram algum desconforto com a ficha corrida de Roriz, mas fecharam o apoio sem meias palavras. “Esse acordo é do interesse da candidatura do Serra, esse foi o ponto de definição para se chegar ao acordo”, afirmou o presidente regional do PSDB, Márcio Machado, um dos acusados de terem operado o mensalão do DEM, em matéria da Folha de S.Paulo.
A candidata tucana ao Senado por Brasília, Maria de Lourdes Abadia, disse à Folha que o apoio a Roriz não constrange o PSDB. “A eleição aqui ficou polarizada e outro lado foi com a Dilma Rousseff (PT). Então a gente ficou com o Roriz, que ofereceu apoio ao Serra desde o começo. Nós não tínhamos e nem temos um plano B”, disse ela.
É verdade. O plano A era A de Arruda, mas Arruda virou plano C, de cadeia. Agora o plano de Serra do DF é torcer para que o plano R, de Roriz, não naufrague no TSE, por causa de sua ficha. Ou, quem sabe, o Indio da Costa – plano Z de Serra – possa esquecer esta história de “ficha-limpa” e adotar o plano H, de hipocrisia.



