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sábado, 16 de junho de 2012

Tourinho manda soltar Carlinhos Cachoeira. Viva o Brasil!

Desembargador manda libertar bicheiro Carlinhos Cachoeira

Reproduz G1:


Desembargador manda libertar bicheiro Carlinhos Cachoeira

O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu nesta sexta-feira habeas corpus para a soltura do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em  Brasília.

O alvará de soltura deverá ser enviado ao presídio da Papuda ainda nesta sexta.

O habeas corpus foi impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, do grupo de Cachoeira, libertado na última quarta.

Os advogados de Cachoeira pediram a extensão do benefício para o bicheiro, e o desembargador concedeu.

O advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritorio contratado para a defesa de Cachoeira, afirmou que, apesar da revogação da prisão, relativa à Operação Monte Carlo, Cachoeira não será solto imediatamente.

Isso porque uma juíza da 5a Vara da Justiça Estadual de Goiás indeferiu nesta sexta pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.

Botelho informou que a defesa de Cachoeira pretende ingressar com novo pedido de habeas corpus no plantão judicial em Goiás.


Navalha
Quer dizer, então, que a Justiça brasileira vai condenar o José Dirceu ? É isso ?
E o Ministério Público vai recorrer da decisão do desembargador Tourinho ?
Ou vai demorar tanto que o Carlinhos terá tempo de se encontrar com o Dr Abdelmassih ?
Não deixe de ler: Desembargador Tourinho anula provas da Monte Carlo contra Cachoeira. Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: Saiu no Globo:


(…)


Nesta sexta-feira, enquanto Cachoeira ganhava um habeas corpus, perdia outro. Uma juíza da 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal negou o pedido da defesa para que fosse revogada a prisão do contraventor referente à Operação Saint-Michel. O advogado Augusto Botelho informou que pretende ingressar com novo pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.


(…)


Carlinhos diria assim: Viva o Brasil !

quinta-feira, 8 de março de 2012

Demóstenes: "O importante é a causa"

Carta Maior

Mais um torquemada da moralidade pública tem sua natureza inflamável exposta às labaredas da santa inquisição que tantas vezes ajudou a atiçar. Nada incomum. A qualidade ética dos nossos savonarolas, justiça seja feita, estampa-se na face.

Registre-se, no entanto, para o bem da memória nacional, esta passagem na vida do senador Demóstenes Torres (Demo-GO), pré-cozido nas chamas purificadoras do incinerador de reputações ao qual tantas vezes serviu e do qual não raro se aproveitou: a revista semanal que melhor representa seus valores e os de seus pares e que, às vezes, devora um deles por razões que o tempo dirá .

Revelações publicadas pelo mencionado veículo, derivadas de uma operação da PF, Monte Cassino, dão conta de abundante intimidade telefônica contabilizada em centenas de ligações, do referido torquemada com o bicheiro e contraventor Carlinhos Cachoeira, de quem recebeu uma geladeira e um fogão, por ocasião do casamento, em 2011.

Sobre as gentilezas de Carlinhos -- importadas, da mesmo fabricante que abastece a Casa Branca-- o demo explicou que: 'Por educação, não pergunta o preço do presente, nem o devolve". Amplia a compreensão dos fatos recordar que o nobre senador foi um dos baluartes da campanha pelo impeachment de Lula, em 2005, perfilando entre os mais assanhados apetites da coalizão demotucana e do dispositivo midiático acionado para esse fim --do qual a revista que ora o flamba foi um expoente exemplar.

Recorde-se ademais, que o amigo do peito contraventor priva de suas relações desde quando Demóstenes ocupou a secretaria de segurança de Goiás, entre 1999 e 202, no governo Marconi Perillo, este também listado entre os amigos longevos de Cachoeira. Coincidentemente, em 2004, Cachoeira foi, digamos assim, o visgo que atraiu Waldomiro Diniz, ex-dirigente da Loterj e então assessor do ministro José Dirceu, na Casa Civil, para um encontro filmado, em que negociava propina com o bicheiro. O vídeo resultou na demissão de Waldomiro do governo e na espiral de ataques contra o governo do PT que, a depender dos Demos e tucanos, teria culminado, em 2005, durante o episódio cunhado como 'mensalão', em um processo de impeachment. Coube à resistência popular liderada por movimentos sociais, sindicatos e CUT frustrá-lo.

Hoje, Demóstenes acusa os que, no seu entender, estão politizando suas amizades e presentes. O senador cultiva ostentar-se como um linha dura que coloca valores acima de amizades e miudezas. Como tal reagiu , por exemplo, ao lançamento tardio da candidatura municipal de Serra em São Paulo, que desagradou setores do seu partido: "O importante é a causa, e a causa é o Serra ganhar a eleição contra esse ideário maluco do PT".

Em nome da mesma causa, especula-se, o senador --que inclui em sua ficha de valores uma acirrada campanha contra as cotas para negros em universidades públicas-- acalentaria o sonho de se candidatar à Presidência da República em 2014. O candidato de uma causa: a da direita linha dura, mas que , 'por educação', não dispensa mimos de amigos contraventores.

Postado por Saul Leblon


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Serra escala ex-genro de FHC para vender a Petrobrax

Davizinho, à esquerda, queria vender a Petrobrax com o da direita



Saiu no blog Amigos do Presidente (esse é o blog que a dra. Cureau queria calar – clique aqui para ler “Blog vence a treva na Justiça”):

Serra escala ex-genro de FHC para defender privatização do pré-sal

David Zylbersztajn (ex-genro de FHC, nomeado pelo sogro presidente da Agencia Nacional do Petróleo, na época), representa o candidato José Serra (PSDB) em suas propostas na área de energia, e já faz campanha pela privatização do pré-sal.

O assessor de Serra, fez hoje duras críticas ao “fortalecimento do Estado” no setor energético durante o governo Lula.

Um dos articuladores da privatização da “PetrobraX” no governo FHC, ele mostrou preocupação com as “posturas estatizantes” na área de petróleo, criticando a criação da Petrosal e o regime de partilha.

O demo-tucano recorre aos mesmos argumentos dos lobistas estrangeiros interessados em meter a mão na riqueza do pré-sal, e diz: “A criação da estatal do pré-sal é uma das maiores barbaridades já vistas no mundo”.

Zylbersztajn é dublê de assessor de Serra e consultor de empresas privadas de petróleo.
(Com informações da Agência Estado)

por Zé Augusto

Navalha
Davizinho tem uma consultoria que presta serviços a grandes empresas de petróleo.

A urubóloga Miriam Leitão entrevista muito o Davizinho e o identifica como “especialista”.

Serra, segundo o Farol de Alexandria – clique aqui para ver o vídeo -, foi quem no Governo dele mais defendeu a venda da Vale do Rio Doce a preço de banana.

Para que era a CPI da Petrobrás, do ex-vice Álvaro Dias ?

Para vender a Petrobrax.

Hoje, no Senado, depois de acomodar o Botox, Álvaro Dias disse estar arrependido de não ter pedido o impeachment do Lula.

Poderia dizer, sem ironizar (sic), que o Senado pecou, sim, gravemente, em agosto de 2005, quando deixou de avaliar a hipótese de instaurar um processo de impeachment do presidente da República, diante do escândalo monumental do mensalão, que sacudiu e indignou o povo brasileiro – disse Álvaro Dias.

Impeachado foi ele, pelo jenio e seu partido, que não o levaram a sério, nem para ficar no lugar do Índio.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Por que o Serra é contra o Mercosul. Porque isso é bom para os EUA!

O Pai e o Grande Planejador

Na mesma solenidade na federação das indústrias de Minas em que anunciou que vai rever todos os contratos com a União (se fosse Presidente – clique aqui para ler - Zé Inacabado falou mal do MERCOSUL.

Por que ele é contra o MERCOSUL ?

Porque ele foi o Grande Planejador do Governo do Farol de Alexandria, que, como se sabe, faz parte do conjunto fracassado de experiências neoliberais na América Latina, ou seja, pró-americanas.

Fernando Henrique integra a honrosa galeria dos presidentes neoliberais Carlos Andrés Perez, Carlos Salinas de Gortari, Alberto Fujimori, Carlos Menem.

Todos que, como se sabe, de uma forma ou de outra, mantiveram relações de relativa hostilidade com a Lei, as Cortes de Justiça, e o código de execução penal.

Por que o Serra é contra o Mercosul ?

Porque isso é bom para os Estados Unidos:

“A construção paciente, persistente e gradual da união política da América do Sul e a firme e serena rejeição de políticas que submetem a região aos interesses estratégicos dos Estados Unidos devem constituir o cerne dessa estratégia.”

“Para que o Brasil e a América do Sul, região que tem o dobro do território norte-americano e população superior à dos Estados Unidos, possam ser capazes de defender efetivamente seus interesses de longo prazo em um mundo instável, violente e arbitrário, é indispensável trabalhar de forma consistente e persistente em favor da emergência de um sistema mundial multipolar, no qual a América do Sul venha a constituir um dos pólos e não ser apenas uma sub-região de qualquer outro pólo econômico ou político”.

De Samuel Guimarães, na página 275 do livro “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes”, da Editora Contraponto.

Ou seja, o Serra é o filhote do Fernando Henrique.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: no Governo do Farol de Alexandria, o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães foi tratado a pão e água.

Em tempo2: O Conversa Afiada considera que o Brasil deva ter tantas bombas atômicas quanto Israel.

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domingo, 18 de abril de 2010

Um tucano com medo do crescimento ou saudades do neoliberalismo?


O jornal “Folha de São Paulo” publicou nesta sexta-feira (16) um artigo em que o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros se confessa assustado com a aceleração do crescimento da economia brasileira, que segundo algumas previsões recentes pode superar a marca dos 7%. No governo FHC, ele liderou o escandaloso processo de privatização das empresas de telecomunicações, atuando “no limite da irresponsabilidade”.

Por Umberto Martins

Barros aponta algumas estimativas e indicadores, como a expectativa de avanço de 10% da demanda doméstica neste ano, a geração de novos postos de trabalho no mercado formal e consequente redução da taxa de desemprego (que pode recuar para algo em torno de 10%), além da “pressão dos salários”. Destaca, neste caso, a conquista de aumentos reais (supostamente de “mais de 10% ao ano”) na construção civil.

Teoria reacionária

A valorização do trabalho, promovida pelo crescimento do nível de emprego e do valor dos salários, é um perigo pavoroso para o economista tucano. Pelo seu raciocínio, que neste aspecto não difere dos conservadores que dirigem o Banco Central, isto vai despertar o fantasma da inflação. O tucano condenou o que considera a “defesa de uma macroeconomia keynesiana utópica e muito perigosa” por parte do governo Lula.

Os argumentos de Mendonça de Barros partem do pressuposto de que o Brasil tem um potencial de crescimento baixo, que quando não é respeitado resulta invariavelmente em inflação. Mas esta teoria exótica e reacionária não tem respaldo na história da economia nacional, que manteve crescimento anual médio superior a 7% do pós-guerra ao final dos anos 70 do século passado, com direito a índices chineses (superiores a 10%) durante o chamado “milagre”.

Lições da história

Cabe lembrar que problemas sérios com a inflação nós tivemos ao longo da década perdida de 1980, quando o mercado interno foi artificialmente deprimido em função dos “ajustes internos” feitos sob monitoramento do FMI para viabilizar o pagamento da dívida interna. Experimentamos, então, o fenômeno designado de estagflação (combinação de inflação com estagnação da economia), que até por definição nada tem a ver com inflação de demanda.

A julgar por essas idéias conservadoras, nosso país estaria condenado a vegetar na estagnação e a ficar definitivamente para trás na corrida do desenvolvimento desigual pelo menos durante o século XXI, que promete ser menos breve do que o anterior. A China pode crescer a 10%, a Índia a 7% ou 8%, mas o Brasil deve se contentar com a média inferior a 2% verificada no segundo governo FHC.

domingo, 11 de abril de 2010

Um tucano, um lobo, um cordeiro ou um blefe?


A candidatura Serra representa o estuário do que há de pior no conservadorismo brasileiro. Um verdadeiro cavalo-de-tróia pintado com palavras de um difuso 'progressismo' para edulcorar o verdadeiro projeto por trás das rédeas: derrotar o avanço popular obtido a duras penas com o governo Lula nos últimos anos, mas sobretudo agora no segundo mandato; trazer a direita de volta ao comando do Estado brasileiro (de onde nunca saiu, mas perdeu a hegemonia absoluta da era FHC). E, estrategicamente, impedir que a continuidade desse processo possa aprofundar a democracia social no país. O artigo é de Saul Leblon.

A candidatura Serra representa o estuário do que há de pior no conservadorismo brasileiro. Um verdadeiro cavalo-de-tróia pintado com palavras de um difuso 'progressismo' para edulcorar o verdadeiro projeto por trás das rédeas: derrotar o avanço popular obtido a duras penas com o governo Lula nos últimos anos, mas sobretudo agora no segundo mandato; trazer a direita de volta ao comando do Estado brasileiro (de onde nunca saiu, mas perdeu a hegemonia absoluta da era FHC). E, estrategicamente, impedir que a continuidade desse processo possa aprofundar a democracia social no país. O artigo é de Saul Leblon.

Serra, o Brasil não pode mais…


post do tijolaço.

Li boa parte de seu discurso, senhor José Serra. Talvez eu seja hoje o que o senhor foi, na minha idade, quando era um jovem, que presidia a União Nacional dos Estudantes e apoiava o Governo João Goulart no Comício da Central. Quando o senhor defendia o socialismo que hoje condena, o patriotismo que hoje trai, o desenvolvimento autônomo do Brasil do qual hoje o senhor debocha.

O senhor, como Fernando Henrique, é útil aos donos do Brasil – sim, Serra, o Brasil tem donos, poque 1% dos brasileiros mais ricos tem o mesmo que todos os 50% mais pobres – porque foi diferente no passado e, hoje, cobre-se do que foi para que não lhe vejam o que é.

O símbolo do Brasil que não pode mais, que não pode ser mais como o fizeram.

Não pode mais o Brasil ser das elites, porque nossas elites, salvo exceções, desprezam nosso povo, acham-no chinfrim, malandro, preguiçoso, sujo, desonesto, marginal. Têm nojo dele, fecha-lhe os vidros com película para nem serem vistos.

Não pode mais ser o país das elites, porque nossas elites, em geral, não hesitam em vender tudo o que este país possui – como o senhor, aliás, incentivou fazer – para que a “raça superior” venha aqui e explore nossas riquezas de maneira “eficiente” e “lucrativa”. Para eles, é claro, e para os que vivem de suas migalhas.

Não pode mais ser o Brasil dos governantes arrogantes, como o senhor, que falam de cima – quando falam – que empolam o discurso para que, numa língua sofisticada, que o povo não entende, negociem o que pertence a todos em benefício de alguns.

Não pode mais ser o país dos sábios que, de tão sabidos, fizeram ajoelhar este gigante perante o mundo e nos tornaram servos de uma ordem econômica e política injustas. O país dos governantes “cultos”, que sabem miar em francês e dizer “sim, senhor” em inglês.

Não pode mais ser o país do desenvolvimento a conta-gotas, do superávit acima de tudo, dos juros mais acima de tudo ainda, dos lucros acima do povo, do mercado acima da felicidade, do dinheiro acima do ser humano.

O Brasil pode hoje mais do que pôde no governo do que o senhor fez parte.

Pôde enfrentar a mais devastadora crise econômica mundial aumentando salário, renda, consumo, produção, emprego quando passamos décadas ouvindo, diante numa crise na Malásia ou na Tailândia que era preciso arrochar mais o povo.

Pôde falar de igual para igual no mundo, pôde retomar seu petróleo, pôde parar de demitir, pôde retomar investimentos públicos, pôde voltar a investir em moradia, em saneamento, em hidrelétricas, em portos, em ferrovias, em gasodutos. Pôde ampliar o acesso à educação, ainda que abaixo do que mereça o povo, pôde fazer imensas massas de excluídos ingressarem no mundo do consumo e terem direito a sonhar.

Pôde, sim, assumir o papel que cabe no mundo a um grande país, líder de seus irmãos latinoamericanos.

O Brasil pôde ser, finalmente, o país em que seu povo não se sente um pária. Uma país onde o progresso não é mais sinônimo de infelicidade.

É por isso, Serra, que o Brasil não pode mais andar para trás. Não pode voltar para as mãos de gente tão arrogante com seu povo e tão dócil aos graúdos. Não pode mais ser governado por gente fria, que não sente a dor alheia e e não é ansiosa e aflita por mudar.

Não pode mais, Serra, não pode mais ser governado por gente que renegou seus anos mais generosos, mais valentes, mais decididos e que entregou seus sonhos ao pragmatismo, que disfarça de si mesmo sua capitulação ao inimigo em nome do discurso moderno, como se pudesse ser moderno aquilo que é apoiado pelo Brasil mais retrógrado, elitista, escravocrata, reacionário.

Há gente assim no apoio a Lula e a Dilma, por razões de conveniência-político eleitoral, sim. Mas há duzentas vezes mais a seu lado, sem qualquer razão senão a de ver que sua candidatura e sua eleição são a forma de barrar a ascenção da “ralé”. Onde houver um brasileiro empedernidamente reacionário, haverá um eleitor seu, José Serra.

Normalmente não falaria assim a um homem mais velho, não cometeria tal ousadia.

Mas sinto esta necessidade, além de mim, além de minha timidez natural, além de minha própria insuficiência. Sinto-me na obrigação de ser a voz do teu passado, José Serra. É um jovem que a Deus só pede que suas convicções não lhes caiam como o tempo faz cair aos cabelos, que suas causas não fraquejem como o tempo faz fraquejar o corpo, que seu amor ao povo brasileiro sobreviva como a paixão da vida inteira. Que o conhecimento, que o tempo há de trazer, não seja o capital de meu sucesso, mas ferramenta do futuro.

Vi um homem, já idoso, enfrentar derrotas eleitorais e morrer como um vitorioso, por jamais ter traído as idéias que defendeu. Erros, todo humano os comete. Traição, porém, é o assassinato de nós mesmos. Matamos quem fomos em troca de um novo papel.

Talvez venha daí sua dificuldade de dormir.

Na remota hipótese de vencer as eleições, José Serra, o senhor será o derrotado. O senhor é o algoz dos seus melhores sonhos.