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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Era Lula cria mais empregos que governos FHC, Itamar, Collor e Sarney juntos

Há oito anos, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para seu primeiro mandato, as pesquisas de opinião mostraram que o desemprego e a fome eram as maiores preocupações dos brasileiros. 
Chegando ao fim do governo mais popular da história recente, um novo levantamento, feito em setembro pelo instituto Datafolha, mostrou que os dois maiores tormentos agora são a saúde e a segurança.

Sinal dos tempos, a campanha presidencial de 2010 quase deixou o tema emprego passar em branco. Enquanto o Lula candidato prometia a geração de 10 milhões de vagas formais, a presidente eleita, Dilma Rousseff, fez questão de não fixar qualquer meta. Segundo o ministro Carlos Lupi, do Trabalho, que participou do programa de governo de Dilma na área, a ausência foi proposital.

- Ela não precisou e nem precisa prometer porque já está fazendo. O governo da Dilma é o da continuidade.

De acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que registra todas as contratações e demissões de empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pelo regime estatutário, dos servidores públicos, além dos trabalhadores temporários e avulsos, a expansão durante o governo Lula é incontestável. De 2003 até setembro de 2010 foram criados 14.725.039 empregos. Isso dá a Lula uma média de 1,8 milhão de postos de trabalho por cada ano de seu governo.
A comparação com os governos anteriores é quase injusta. Fernando Henrique Cardoso criou 5.016.672 empregos em seus oito anos de mandato, uma média de 627 mil. Itamar Franco, que governou de 1993 a 1994, gerou 1.394.398 postos – média de 697 mil. José Sarney, em seus cinco anos como presidente, criou 3.994.437 empregos, marcando a segunda melhor média (998 mil) dos últimos 30 anos. Fernando Collor, por sua vez, deixou o governo com a extinção de mais de 2,2 milhões de postos de trabalho.

Os 14,7 milhões de empregos gerados nos oito anos do governo Lula até setembro deste ano, portanto, superam a soma dos empregos gerados nos governos FHC, Itamar, e Sarney, que juntos são 10,4 milhões em 15 anos. Isso sem contar com o fechamento de 2,2 milhões de vagas durante os três anos do governo Collor, o que daria um saldo de 8,2 milhões de empregos em 18 anos.

Propostas de Dilma

Em seu programa de governo, a presidente eleita afirma que vai trabalhar a questão do emprego em três frentes. A primeira, calcada na continuidade da geração, vem do seu próprio perfil de quem vê o Estado como grande indutor do crescimento econômico. Para isso, como argumenta Lupi, vai investir ainda mais em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do programa Minha Casa, Minha Vida, e, principalmente, em projetos da Petrobras estimados em R$ 250 bilhões até 2014 – outros R$ 462 bilhões estão previstos pós-2014.

- As ações estatais são a locomotiva do crescimento econômico e da geração de emprego. Há projetos gigantescos envolvendo o Comperj [Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro] que vão demandar investimentos em hotelaria, restaurantes e outros serviços. Isso tudo é emprego que não acaba mais.

A segunda frente de Dilma é a ampliação de cursos técnicos para todos os municípios com mais de 50 mil habitantes. Nesse ponto, os números estão a seu favor. Desde 2003, foram abertas 214 novas escolas profissionalizantes, com a oferta de 500 mil matrículas. Ainda nessa frente, há o programa Próximo Passo, que pretende qualificar, entre os beneficiários do Bolsa Família, 145 mil trabalhadores na área da construção civil e 25 mil na área de turismo e hotelaria.

O terceiro nicho de geração de empregos talvez seja o mais importante. De acordo com projeção do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), os pequenos empresários serão responsáveis por quase 80% de todas as vagas criadas em 2010. Dilma afirma, em seu programa de governo, que fará políticas especiais tributárias, de crédito, qualificação profissional e suporte tecnológico para ampliar o setor.

Para o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Márcio Pochmann, tudo leva a crer que o caminho seja realmente esse. Apostar em milagres, como já foi comprovado pela história recente brasileira, não é saudável.

- Muito já foi feito no sentido de criar falsos processos de geração sustentável de emprego. Investir nas micro e pequenas empresas e, ao mesmo tempo, estimular o restante da economia por meio de ações estatais é uma saída viável. Mas não há melhor indicativo de sustentabilidade do que 28 milhões de brasileiros saindo da pobreza e tendo apoio do Estado para buscar um emprego digno.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A onda anticorrupção


De repente, o país se deu conta que a corrupção centenária que grassa em todos os órgãos de administração pública, em todos os níveis e em todas as esferas, pode ser combatida - e punida.
O exemplo vem da mais alta autoridade, a presidenta Dilma Rousseff, que tem um estilo de agir inteiramente oposto ao de seus antecessores.
Ela não contemporiza, não tergiversa, não titubeia. Ela simplesmente corta o mal pela raiz.
Por agir dessa maneira, tem chocado seus aliados, essa miríade de políticos e parlamentares abrigados num leque de partidos que vão desde o mais nanico dos nanicos até o robusto e esfomeado PMDB.
Eles parecem ter perdido o rumo ao ver alguns de seus integrantes serem pegos com a boca na botija - ou a mão no cofre.
Não sabem o que fazer a não ser exprimir, publicamente, de modo vacilante, o apoio às ações de faxina, e, privadamente, tramar represálias que não escondem todo o tormento em que vivem nestes dias de caça aos corruptos.
Por ser uma prática absolutamente arraigada nos costumes da nação, a corrupção é vista como a coisa mais comum para muitas pessoas. Por isso mesmo é muito difícil prever o que acontecerá com o governo Dilma se a limpeza continuar no ritmo atual.
O cenário mais improvável é que a presidenta sofra retaliações de todos os lados atingidos e acabe praticamente sozinha. Isso não deve ocorrer pela simples razão de que toda a opinião pública apoia o seu trabalho para exterminar do corpo administrativo esses sanguessugas.
O mais provável é que a sua base de apoio resolva frear a voracidade com que avança ao dinheiro público, num pacto velado para preservar a moralidade e o decoro.
De todo modo, o que se vê no país é algo inédito, de simbologia tão forte que é capaz, de por si só, mudar esses usos e costumes que tanto mal fazem à sociedade.
Está mais que na hora de aqueles que se dizem patriotas, que vivem apontando o dedo a tudo o que julgam ser contra o interesse do país, se manifestarem a favor dessa onda anticorrupção que se levanta no Brasil.
Esta é uma oportunidade única que não pode ser perdida por meros interesses eleitorais.

post do cronicas do mota

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PF já prendeu quase 400 corruptores, mais que o dobro de corruptos

Operações da Polícia Federal (PF) em 2011 já levaram à cadeia 392 empresários e seus comparsas por corrupção ativa e participação em esquemas de desvio de dinheiro estatal. Nas mesmas ações, foram algemados 143 funcionários públicos. Última leva de detenções, feita nesta terça-feira, desbaratou fraude no ministério do Turismo, prendeu número dois da pasta e pode custar problemas políticos à presidenta Dilma Rousseff.

BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) prendeu, de janeiro a agosto, 392 corruptores, entre empresários, seus intermediários e laranjas, todos por montagem de esquemas de desvio de dinheiro estatal ou aliciamento de funcionários públicos em troca de favorecimento em licitações, por exemplo. A quantidade de corruptores algemados, segundo dados da própria PF, é mais do que o dobro de servidores detidos (143) nas mesmas 27 operações.

A última leva de corruptores (29) foi encarcerada nesta terça-feira (09/08), durante operação que prendeu o número dois do ministério do Turismo e pode causar problemas políticos à presidenta Dilma Rousseff. Este e outros casos de corrupção envolvendo pessoas ligadas a partidos devem ser discutidos por Dilma com dirigentes aliados nesta quarta-feira (10/08).

A nova operação da PF, batizada de Voucher, desbaratou esquema operado a partir do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Sediada em São Paulo, a entidade assinou com o ministério do Turismo, em 2009, convênio de R$ 4,4 milhões para treinar trabalhadores no Amapá. Segundo a PF, o Ibrasi recebeu R$ 4 milhões e teria desviado cerca de um terço, em vez de destinar à qualificação de trabalhadores.

“O Ibrasi criou um esquema e fraudava licitações”, disse o diretor-executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira. “Tem empresários envolvidos”, completou o delegado, relatando que foram apreendidos R$ 610 mil em dinheiro vivo na casa do dirigente principal do Ibrasi, em São Paulo.

Impacto político
A operação começou em abril, a partir de um comunicado feito à PF pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em três processos em curso no TCU, foram identificados indícios de irregularidades. A origem delas seriam “emendas parlamentares”, dinheiro separado no orçamento de órgões públicos a pedido de um deputado ou um senador. O convênio com o Ibrasi seria objeto de uma emenda ao caixa do ministério do Turismo.

O ministério informou que, nesta quarta-feira (10/08), vai publicar no Diário Oficial da União portaria que impõe uma auditoria a todos os convênios com prestação de contas pendentes e a suspensão da assinatura de novos convênios. E que pediu à Controladoria Geral da União que abra processos para apurar o envolvimento de servidores nos desvios.

A PF prendeu seis funcionários públicos, entre eles, o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, e o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins. Os dois foram nomeados pelo ministro Pedro Novais, que foi indicado para o cargo pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Sarney é eleito pelo Amapá, onde deveria ter havido treinamento de trabalhadores com dinheiro público desviado.

Também foi encarcerado o ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Mário Moysés. Ele deixou o cargo em junho para ser substituído pelo deputado federal Flavio Dino (PcdoB-MA), que é inimigo da família Sarney no Maranhão e foi escolhido por Dilma Rousseff.

Moysés era chefe de gabinete do ministério na época em que o convênio com o Ibrasi foi celebrado. Foi levado à pasta pela ex-ministra Marta Suplicy (PT).

Para a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Ideli Salvatti, que é encarregada da coordenação política do governo, por ora, não há nada contra o ministro Pedro Novais, já que a origem da operação da PF é um convênio anterior à nomeação do peemedebista.

Ela disse que é preciso esperar a conclusão das investigação da PF, que promete fazê-lo em duas semanas. “Vamos aguardar. Quem cometeu qualquer ato ilegal deverá ser punido, por isso nós estamos acompanhando a investigação”, disse.

Apesar da implicação de políticos e servidores graúdos, o delegado Paulo de Tarso disse que a Presidência não foi previamente comunicada da operação.

domingo, 21 de março de 2010

Essa senhora deve receber algum por fora dos gringos.

É realmente inexplicável a ênfase que essa criatura defende os interesses internacionais,sou contra qualquer tipo de ditadura,mas francamente um fusilamento por traição seria aplicável a determinadas figuras.

Decidido como sempre esteve que os caças serão os franceses Rafale, porque o Brasil terá acesso a tecnologia nuclear, o PiG (*) se estrebucha.

“O risco é os EUA e a Suécia denunciarem, publicamente ou nos bastidores (?) que o processo de seleção (dos caças) não era para valer (?), mas apenas para justificar (?) uma decisão já previamente (sic) tomada a favor dos franceses.”

(Folha (*) da província de SP., pág. A14 )

É desculpa de mau perdedor.

A Cantanhêde foi a mais enfática defensora dos suecos.

Chegou a construir uma rebelião da Aeronáutica contra o Presidente Lula – uma nova Jacareacanga.

Chegou a ameaçou o presidente Lula: ele não podia decidir.

Quem ia decidir era ela, com a Aeronáutica na retaguarda.

Agora, encosta o Brasil e o Itamaraty (**) contra a parede: os EUA e a Suécia vão atacar !

Nos bastidores !

Cuidado !

Será uma guerra feroz, travada nos bastidores.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Brasil gera número recorde de empregos para fevereiro


BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira criou em fevereiro o maior número de empregos formais para o mês e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu recorde também para março.

No mês passado, foram criados 209.425 postos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira. O número resultou de 1.526.321 admissões --segundo maior número mensal já registrado-- e de 1.316.896 demissões.

"Todo o processo produtivo está crescendo com constância há alguns meses", afirmou o ministro, ao comentar o dado. O crescimento do emprego foi disseminado entre os diferentes setores da economia, com serviços, indústria da transformação e construção civil batendo recordes de contratação líquida.

Em termos regionais, o crescimento do emprego foi liderado pelo Sudeste, onde foram criadas 120.562 vagas, com crescimento de 0,67 por cento.

A região Nordeste também se destacou ao apresentar, pela primeira vez na história, saldo positivo de empregos no mês, com crescimento de 0,04 por cento.

Lupi afirmou que os Estados da região tradicionalmente sofrem em fevereiro o impacto da entressafra da indústria sucro-alcooleira, mas neste ano esse efeito foi contrabalançado por um aumento de admissões em outros setores, como o turístico, em Estados como Bahia e Ceará.

No acumulado do ano, o país criou 390.844 vagas formais de trabalho.

Lupi estimou que, em março, o número de postos abertos superará o atual recorde para o mês, de 209 mil.

O governo tem como meta a criação de 2 milhões de empregos em 2010, último ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Reportagem de Isabel Versiani)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Crise não parou distribuição de renda.


O pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas divulga domingo em O Globo que, apesar da estagnação do PIB em 2009, em razão da crise, o nível de pobreza continuou diminuindo no Brasil, com acontece desde 2003. Naquele ano,havia 30,17% da população das regiões metropolitanas vivendo com uma renda familiar mensal inferior a 84 reais. Em 2009, esta percentagem era de 18,23. Mesmo com a crise, desde setembro de 2008, mais de 600 mil pessoas saíram da linha de pobreza extrema até o fim de 2009. Com o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a aceleração da criação de empregos que está se confirmando neste início de ano, devemos chegar a uma redução da pobreza extrema de mais de 50% em relação ao Governo Fernando Henrique.
É muito? É, mas é pouco ante o direito destes milhões de pessoas, filhos como nós deste rico país.

Brizola Neto