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domingo, 8 de novembro de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
quinta-feira, 29 de maio de 2014
"Regulação da mídia já assusta grupos familiares"
Proposta de regulação econômica dos meios de comunicação, evitando a formação de monopólios ou oligopólios no setor, será o novo cavalo de batalha da sucessão presidencial; tema, inicialmente proposto por Franklin Martins no governo Lula, deve ser retomado pela presidente Dilma num eventual segundo mandato e já assusta grupos tradicionais, como a Folha, de Otávio Frias; manchete do Uol, do grupo Folha, nesta quarta, sinaliza que a resistência será forte
247 - A regulação dos meios de comunicação será o novo cavalo de batalha da sucessão presidencial. O tema foi incluído pelo PT em seu programa de governo para um segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e já assusta grupos tradicionais da mídia familiar, como a Folha, de Otávio Frias Filho.
Um sinal de que a resistência será forte é a manchete desta quarta-feira do portal de notícias Uol, ligado ao grupo Folha, dedicada ao tema. A reportagem de Valdo Cruz e Andréia Sadi, no entanto, enfatiza que a proposta de Dilma não controla o conteúdo dos meios de comunicação e trata apenas da regulação econômica do setor, de modo a evitar monopólios ou oligopólios no setor.
A proposta foi inicialmente lançada pelo ministro Franklin Martins, ainda no governo Lula, mas não andou na gestão do ministro Paulo Bernardo, que poderia levar a discussão adiante. Agora, está no programa do PT nos seguintes termos: "A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação –impedindo práticas monopolistas– sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos".
De acordo com a reportagem da Folha,
o alvo principal é a Globo, que recebe mais de 50% do bolo publicitário
do País, a despeito de uma audiência declinante em suas principais
atrações – isso se deve, em muitos casos, a práticas anticompetitivas,
como o bônus de veiculação pago a agências de publicidade. Com isso,
publicitários recebem prêmios financeiros se direcionarem mais verbas
para a emissora.
De acordo com a reportagem da Folha, a regulação da mídia hoje tem o apoio de Dilma, do ex-presidente Lula, do ministro Aloizio Mercadante, de Rui Falcão, presidente do PT, e, claro, de Franklin Martins, que atuará na campanha à reeleição.
De acordo com a reportagem da Folha, a regulação da mídia hoje tem o apoio de Dilma, do ex-presidente Lula, do ministro Aloizio Mercadante, de Rui Falcão, presidente do PT, e, claro, de Franklin Martins, que atuará na campanha à reeleição.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
EXPERIÊNCIA COMPROVADA
SOLIDARIEDADE DE CLASSE
Os grandes veículos de comunicação no Brasil e na América
Latina apóiam todo e qualquer movimento ou tentativa de golpe contra
governos eleitos de esquerda ou que, de algum modo, se esforcem
em reduzir as diferenças sociais e exercer algum controle sobre as
instituições absolutas do capitalismo. Redistribuir renda e
oportunidades, aumentar acesso aos bens sociais, reduzir os monopólios e
oligopólios, incluside de meios de comunicação, tudo isso é visto com
enorme desconfiança e até mesmo com rancor e aversão explícita por parte
dos que se habituaram a gozar de liberdades absolutas, em sociedades
onde todos os demais poderes e cidadãos estão sujeitos a controles
diversos.
Apoiaram explicitamente todos os golpes de direita no
continente nas décadas de 60, 70 e 80, e agora, no novo ciclo de golpes e
tentativas (contra Chávez em 2002 na Venezuela, contra Evo Morález em
2004 na Bolívia, contra Correa em 2010 no Equador, contra Zelaya em 2009
em Honduras, contra Lugo em 2012 no Paraguai ...), batem palmas
fervorosamente, tentando mostrar sempre que se trata de ações
apartidárias e que é a população quem pede a saída dos dirigentes
eleitos. Também causa espanto a velocidade com que passam a emprestar
legitimidade aos governos de fato, no caso de sucesso dos golpes,
apressando-se em ouvi-los e reconhecê-los como novos líderes
representativos.
Agora, nesse momento, em uma Argentina convulsionada por
confrontos de forças do presente com as do passado autoritário no qual
os meios de comunicação atuais engordaram e cresceram, as mídias
hegemônicas no Brasil tratam de legitimar a oposição a Cristina
Kirchner, magnificando todo e qualquer protesto contra ela, mas
escondendo que esses protestos têm a mão de partidos conservadores de
oposição e meios de comunicação que não querem abrir mão de seus
privilégios consolidados durante os anos de chumbo. A simples visão das
multidões que acorrem aos protestos nos mostram que se trata, na
esmagadora maioria, das parcelas da classe média que se colocam contra a
redistribuição de renda promovida por aquele governo e culpam a
presidenta por eventuais greves de funcionários e 'lockouts' com vistas a
desestabilizar o regime.
Que poder é esse que promove e aplaude golpes, para depois
fazer séries de tv do tipo 'Anos Rebeldes' - como se tivessem ficado do
outro lado, ou neutros? Que poder hipócrita é esse que dança sempre de
acordo com a música, fingindo não ter lado, mas na hora 'H' fica do lado
do opressor, do golpista, do poder armado e do capital?
Flávio Prieto
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
ESTADÃO” VIAJA PARA A SUIÇA PARA OUVIR O SERVILISMO DE FHC AOS EUA
“ESTADÃO” VIAJA PARA OUVIR O SERVILISMO DE FHC A HILLARY CLINTON, E ESQUECE DE PERGUNTAR: O QUE FHC FOI FAZER NA SUÍÇA?
"Graças ao ‘Estadão’, ficamos sabendo que Fernando Henrique Cardoso estava em Genebra, terra de bancos com contas secretas que agasalharam fortunas constituídas de roubos, desde nazistas da II Guerra até ditadores e políticos corruptos, como o recente caso de políticos do PSBD paulista com contas bloqueadas por propinas recebidas da Alstom.
A notícia que teria algum interesse, o ‘Estadão’ simplesmente "esqueceu de perguntar":
O quê FHC foi fazer na Suíça?
Sem essa pergunta, a "entrevista" não passou de uma encenação para FHC fazer lobismo pró-EUA e tentar "gerar fatos" para manter a oposição "viva", através do que ele mais sabe fazer: expor sua inveja de Lula e seu servilismo aos EUA, país que o financia desde a década de 60. Ultimamente, ele ganhou uma "boquinha" na Universidade de Brown, daquele país.
Como pode o ex-presidente demo-tucano, cujo governo ocorreu o massacre de Eldorado dos Carajás e colocou tanques de guerra para reprimir uma greve de petroleiros - que evitou a privatização da Petrobras - dizer que o Brasil retrocedeu na agenda dos direitos humanos? No governo Lula não teve nada parecido com esses dois episódios.
Essa conversa de FHC é puro lobby estadunidense para pressionar o Brasil, por fazer uma política independente em relação ao Irã, em todo o Oriente Médio e na América Latina não submissa aos EUA.
O ex-presidente demonstra todo seu servilismo ao dizer que concorda com Hillary Clinton, quando disse que o Brasil foi "ingênuo" com o Irã, e mostra toda sua pequeneza ao dizer que o Brasil "não tem cacife para jogar aquele jogo". Ingênuo seria votar na ONU de acordo com as armadilhas dos EUA para repetir o que fizeram com o Iraque e colocar de volta no Irã um governo submisso, como era Reza Palhevi.
Por fim, o ex-presidente provoca gargalhadas, mesmo na turma de pijama do Itamaraty que tirava os sapatos em seu governo, quando diz que se o Brasil se "comportasse bem" rezando pela cartilha de Hillary Clinton, conquistaria um aval dos Estados Unidos para ter um lugar permanente no Conselho de Segurança, como a Índia.
Ora, FHC tem todos os defeitos, menos ser tão burro assim. Todo mundo sabe que o aceno para a Índia é para atazanar a China, a potência mundial que ultrapassará a hegemonia dos EUA neste século.
Índia e China têm disputas até de fronteiras na região do Himalaia e, ao lado do Japão, [a Índia] enfrenta oposição da China para seu ingresso no Conselho de Segurança.
FHC sabe que os EUA, por vontade própria, jamais irão avalizar o Brasil ter poder de veto no Conselho de Segurança. Eles não dividem o poder por livre e espontânea vontade com ninguém, muito menos com países que sejam dóceis e servis. A Índia, durante anos, desobedeceu tudo o que os EUA queriam, desde não assinar o TNP e fazer a bomba atômica, até manter uma grande proximidade com Moscou na época da União Soviética. Só tem agora o "aval" dos EUA porque cresceu, apareceu, e compartilha interesses com os EUA na contenção do poder da China. Além disso, há o jogo de cena. Os EUA, no fundo, preferem manter o Conselho de Segurança como está, pelo menos no curto prazo. Então, nada mais confortável do que "avalizar" quem o maior adversário veta.
Para o Brasil conquistar uma vaga permanente no Conselho precisará do apoio da maioria do resto do mundo, e os EUA terão que engolir. É assim que funciona, e é assim que o governo Lula fez, e que Dilma continuará fazendo. Não adianta tirar os sapatos, não adianta entregar as riquezas nacionais submetendo-se ao neoliberalismo do Consenso de Washington, não adianta se humilhar, como fez FHC, assinando o TNP sob pressão estadunidense, sem exigir, nem conquistar, nada em troca. Nada disso trouxe-nos "aval" daquele país.
O resto da entrevista é um festival de besteiras, também ecoando, um pouco mais sutilmente, o discurso de Hillary Clinton contra Chávez, contra Lula e contra a Bolívia.
É deplorável que um ex-presidente brasileiro se comporte como se fosse um funcionário do terceiro escalão do Departamento de Estado dos EUA, repetindo o que o primeiro escalão daquele país quer que seja dito.”
post do amigos do presidente lula
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