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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EXPERIÊNCIA COMPROVADA

MUCHA COSA TENEMOS EN COMÚN ...

SOLIDARIEDADE DE CLASSE

            Os grandes veículos de comunicação no Brasil e na América Latina apóiam todo e qualquer movimento ou tentativa de golpe contra governos eleitos de esquerda ou que, de algum modo, se esforcem em reduzir as diferenças sociais e exercer algum controle sobre as instituições absolutas do capitalismo. Redistribuir renda e oportunidades, aumentar acesso aos bens sociais, reduzir os monopólios e oligopólios, incluside de meios de comunicação, tudo isso é visto com enorme desconfiança e até mesmo com rancor e aversão explícita por parte dos que se habituaram a gozar de liberdades absolutas, em sociedades onde todos os demais poderes e cidadãos estão sujeitos a controles diversos. 
            Apoiaram explicitamente todos os golpes de direita no continente nas décadas de 60, 70 e 80, e agora, no novo ciclo de golpes e tentativas (contra Chávez em 2002 na Venezuela, contra Evo Morález em 2004 na Bolívia, contra Correa em 2010 no Equador, contra Zelaya em 2009 em Honduras, contra Lugo em 2012 no Paraguai ...), batem palmas fervorosamente, tentando mostrar sempre que se trata de ações apartidárias e que é a população quem pede a saída dos dirigentes eleitos.  Também causa espanto a velocidade com que passam a emprestar legitimidade aos governos de fato, no caso de sucesso dos golpes, apressando-se em ouvi-los e reconhecê-los como novos líderes representativos. 
             Agora, nesse momento, em uma Argentina convulsionada por confrontos de forças do presente com as do passado autoritário no qual os meios de comunicação atuais engordaram e cresceram, as mídias hegemônicas no Brasil tratam de legitimar a oposição a Cristina Kirchner, magnificando todo e qualquer protesto contra ela, mas escondendo que esses protestos têm a mão de partidos conservadores de oposição e meios de comunicação que não querem abrir mão de seus privilégios consolidados durante os anos de chumbo. A simples visão das multidões que acorrem aos protestos nos mostram que se trata, na esmagadora maioria, das parcelas da classe média que se colocam contra a redistribuição de renda promovida por aquele governo e culpam a presidenta por eventuais greves de funcionários e 'lockouts' com vistas a desestabilizar o regime.
            Que poder é esse que promove e aplaude golpes, para depois fazer séries de tv do tipo 'Anos Rebeldes' - como se tivessem ficado do outro lado, ou neutros? Que poder hipócrita é esse que dança sempre de acordo com a música, fingindo não ter lado, mas na hora 'H' fica do lado do opressor, do golpista, do poder armado e do capital?
                                                                                                                           Flávio Prieto

                                                                                                                                         

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Veja logo será O Cruzeiro

Houve um tempo em que O Cruzeiro era a flor do império de Assis Chateaubriand.

Terminou, como se sabe, reduzida a uma circulação pífia, vendido o título a um ex-colaborador do regime militar, Alexandre Von Baumgarten, e usada para obter vantagens do Governo.

Baumgarten, o coveiro da revista, terminaria ele próprio assassinado em circunstâncias obscuras, no que parece ter sido uma queima de arquivo dos anos finais da ditadura.

A Veja parece querer seguir o mesmo caminho, que começa muito antes da decadência das vendas e do faturamento.

Inicia-se da demolição do patrimônio maior de qualquer publicação: na demolição de sua credibilidade.

Ainda imperará, por bom tempo, dividindo com a Caras as salas de espera dos consultórios médicos e dentários.

Mas sua capacidade de pautar a mídia se foi.

A isnstalação da CPI do Cachoeira, sabe-se hoje um misto de fonte e editor de pauta da revista, exporá inevistavelmente as vísceras de uma ligação espúria.

Não haverá corporativismo midiático que possa omitir a revelação das cumplicidades entre ela e o esquema mafioso montado pelo bicheiro pelas TVs da Câmara e do Senado.

Puderam “segurar” a nota do presidente da Câmara, Marco Maia, denunciando os métodos totalitários da revista. Não publicarão nada sobre o fato de o tópico #Vejabandida ter sido o mais presente no Twitter durante o dia de ontem no Brasil e, aliás, em toda a rede mundial de computadores, como você vê na imagem.

Esse corporativismo não é mais capaz , nos tempos de internet de massa, de baixar uma cortina de silêncio sobre os fatos.

Não vão poder segurar o que surgirá na CPI, associando dezenas de matérias – inclusive a que iniciou a temporada de ministros no Governo Dilma – revelando que o esquema de arapongagem de Cachoeira vivia em simbiose com a pauta da revista, que se prestava à demolição dos esquemas que obstavam os apetites de Cachoeira e seus aliados.

É certo que a revista ainda fará muito barulho.

Quem é da roça sabe que certos bichos berram desesperadamente quando sentem que vão morrer.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Brasil está na iminência de tornar-se uma República

Marco Maia rasgou o “Cortinão”

A nota do presidente da Câmara, Marco Maia, por mais que a imprensa a esteja escondendo, acaba de reduzir praticamente a zero a possibilidade de abafarem-se as ligações entre Carlinhos Cachoeira e as campanhas de mídia que se desenvolveram (ou se desenvolvem, melhor dizendo) contra os governos Lula e Dilma.

Aliás, não é outra a razão de terem mandado sua nota pública para “a Sibéria do esquecimento”. Não a publicam.

Porque é o primeiro e mais forte gesto de oposição a uma estratégia perversa que, com um roteiro fácil de adivinhar, vinha sendo seguido pelos jornalões.

Tão fácil que foi antecipado aqui, há dias:


Cabe hoje a Ricardo Noblat assumir que a CPI do Cachoeira não é uma imposição da dimensão do escândalo, mas uma conspiração perversa para encobrir o caso do “mensalão” e, pasmem, desestabilizar o Governo Dilma.

Conspiração de Lula e de José Dirceu, claro.

Folha, Estadão e O Globo, no final de semana, tiveram a mesma ideia, claro que casualmente.

Imprensar o novo presidente do STF, Carlos Ayres Brito, contra a parede, para colocar o caso do “Mensalão” sumariamente em julgamento.

Aliás, de preferência, um julgamento também sumário.

Que independa de provas, de contraditório. Afinal, o STM – Supremo Tribunal da Mídia – já condenou aquele que quer condenar: José Dirceu. Os outros 37 acusados nenhuma importância tem.

Porque a estratégia é simples: se Dirceu era o homem de confiança de Lula, condená-lo é condenar seu chefe.

Mas, aos 45 minutos do segundo tempo, apareceu a ligação entre Cachoeira e o centro da campanha de acusações contra o governo Lula. Apareceu a cumplicidade entre o bicheiro e o centro do “Comando Marrom”, a Veja.

Num movimento de manada, foram todos correr atrás de uma improvável proteção: a da presidente Dilma.

Eles, que “adoram” a Presidenta – todos recordam como provaram isso na campanha, não é? – estão preocupadíssimos com os efeitos que a CPI possa causar a seu governo… Chegam a psicografar diálogos privados entre a Presidenta e Lula, onde ela suplicaria para que o “malvado” não deixasse a CPI sair.

Só um completo pateta pode acreditar nessa história. Claro que Lula e Dilma podem ter visões diversas sobre o timing político, mas é muito mais evidente que Dilma sabe que tudo que atinge o ex-presidente a atinge e vice-versa, porque ambos são protagonistas e alicerces de um único processo de transformação da vida brasileira.

Mas o “Comando Marrom” julga o caráter das pessoas pelas suas próprias deformidades. Vive num mundo de troca de vantagens e privilégios, onde o heroi de hoje é o lixo de amanhã. Não foram a Veja e a Globo que tiraram Fernando Collor do anonimato e fizeram dele presidente da República, para depois lançarem-no à vala, acusado dos mesmos esquemas que o envolviam antes, quando era um simples oligarca local?

Marco Maia furou este balão.

A CPI sai e não esconderá as ligações entre Cachoeira e a Veja.

Não é uma cortina de fumaça, mas o fim de uma cortina de fumaça com que se encobria objetivos políticos inconfessáveis.

Se houve ou não o “mensalão”, cabe ao Supremo, livremente, julgar. Mas à CPI cabe, agora, revelar o submundo de promiscuidade entre a Veja e um bandido.

O Brasil está na iminência de tornar-se uma República.

POSTADO POR FERNANDO BRITO

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lula manda Veja às favas: "Eu não preciso deles para nada"

Numa de suas mais sinceras entrevistas desde que chegou ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não apenas ignora as opiniões da Veja como também dispensa qualquer tipo de relação com a decadente revista da Editora Brasil. O depoimento foi dado na semana passada à repórter Adriana Araújo, do Jornal da Record.

Lula deixou claro que prefere a aprovação popular ao reconhecimento da grande mídia. “Se dependesse de alguns jornais, se dependesse de algumas televisões e se dependesse de algumas rádios — eu estou falando ‘algumas’, para não generalizar —, eu teria zero na pesquisa (sobre seu governo).”
Adriana perguntou, em seguida, qual é a resposta de Lula diante de uma caricatura grosseira que a Veja fez dele — “um rei com a coroa na cabeça e acima de todas as leis, que passa um mau exemplo para o cidadão brasileiro, desrespeitando as leis”. Foi o estopim para o desabafo do presidente — e uma quase promessa de expor, ao sair do governo, o que realmente pensa da Veja.

“Primeiro, eu não vejo essa revista — portanto, para mim não quer dizer nada isso. Como eu não preciso deles para nada — para nada, sabe? —, eles têm a liberdade de dizer o que eles quiserem a meu respeito. E eu quero ter a liberdade de dizer o que eu penso deles, do jeito que eu quiser”, declarou Lula. “Não posso dizer tudo porque eu sou presidente da República, sabe?”, explicou na entrevista.

Segundo ele, é possível que, ao fim de seu segundo mandato presidencial, todas as suas opiniões sobre a Veja venham à tona. “Um dia? Quem sabe?!”
post do vermelho