sexta-feira, 18 de julho de 2014

PRIMEIRO ATO DE FHC: matar investigação sobre a corrupção !

Lula tinha razão !
Numa reunião do PT em que o Nunca Dantes ensinou aos militantes do PT como manter nas cordas os tucanos que empunham a bandeira udenista da corrupção.

(Por falar nisso, o Senador Clésio Andrade, vice do Aécio, que não entende nada de SUS, renunciou por motivos de saúde. Com isso, ele se livra do julgamento no Supremo e seu envolvimento no mensalão tucano se dissolve no ar como a credibilidade do jornal nacional.)

Lula deu uma aula de toma lá dá cá.

O primeiro item da lista do Lula foi exatamente esse: a primeira coisa que o presidente Fernando Henrique fez ao chegar ao poder foi extinguir a Comissão para Investigar a Corrupção, criada pelo antecessor Itamar Franco, o verdadeiro pai do Plano Real.

Está aí a prova.

O Conversa Afiada reproduz post da amiga navegante Stella de Mendonça no Twitter:


O banco dos BRICs e a bomba atômica

Quem disse ao mundo que o Brasil queria ser vira-latas para sempre ?

Nao vai haver BRICs


O Brasil será o responsável pelo cargo de “Presidente de turno”, presidirá a diretoria executiva do Banco dos BRICs.

É uma função estratégica, honrosa.

Daqui a cinco anos, pelo sistema de rotatividade de todos os cargos, será sucedido pela Rússia.

Mas, o PiG (*)  tentará transformá-la numa derrota retumbante, do tipo “não houve BRICs.”

Poderá dizer que o Brasil perdeu a Presidência, como já diz o portal do Globo, a maior vítima do sucesso retumbante da Copa.

O Brasil conquistou aquilo que cabia no seu tamanho.

O tamanho de uma bomba atômica.

Porque, como dizia um chinês famoso, o poder está na ponta de uma baioneta

Quem tem mais bomba atômica, entre os BRICs ?

A Russia.

É dela a Presidência.

Depois, quem tem mais bomba atômica ?

A China.

A sede será em Xangai.

Depois, quem tem mais bomba atômica ?

A Índia (que, aliás, tem menos que o Paquistão e, talvez, menos que Israel).

Logo, coube à India a Presidência do banco.

Quem assinou o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares – o TNP – e avisou ao mundo que o Brasil que queria ser, para sempre, um vira-latas ?

O Fernando Henrique Cardoso.

Simples, meu caro Mao.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A política está podre, diz Lula. E precisa mudar com uma Constituinte para a reforma política. Assista

Autor: Fernando Brito
sugasuga
Em novo vídeo postado no site do Instituto Lula, o ex-presidente faz um de seus mais duros pronunciamentos sobre a reforma política.
Diz que ela só poderá ser feita por uma Constituinte exclusiva, integrada por pessoas que fiquem impedidas de, a seguir, disputar mandato.
Porque, claro, os deputados e senadores vão fazer um arremedo de reforma que os beneficie, e não à democracia.
Diz que não podem mais ser os empresários quem defina os que devem e os que não devem ser eleitos, com  o dinheiro que dão às campanhas.
Portanto, financiamento público.
Dinheiro de empresa na campanha, diz Lula, deve ser crime inafiançável.
Que maneira melhor de subornar um deputado, prefeito ou governador  do que financiando sua campanha?
Voto direto, mas em lista.
O mandato é do partido que apresenta seu programa à sociedade.
Mandato não é pessoal, é política e política parlamentar, em qualquer país sério, é dos partidos.
Porque, no troca-troca e no trai-e-troca da política brasileira é o interesse público é o eleitor sempre o traído.

Colunista de Veja reclama de 'falta de machos'

Rodrigo Constantino questiona: “onde estão os machos?” (Reprodução)
"Em texto tolo, machista e míope, colunista reclama do “excesso de homens sensíveis” que jamais seriam “capazes de satisfazer uma mulher”
Rodrigo Constantino, colunista da Veja, publicou um artigo (que me recuso a linkar) no qual protesta, veemente, contra o fim da figura do “macho”, que estaria sendo substituída pela de homens sensíveis – que, de acordo com ele, jamais seriam capazes de satisfazer uma mulher de fato. Este, aliás, é só o começo de um texto inacreditavelmente tolo, machista e míope.

Aliás, depois de comentá-lo brevemente, postei uma série de tweets que compilo abaixo para atender aos pedidos de alguns leitores que solicitaram que eu os reunisse em algum lugar de fácil consulta.

Para começo de conversa, o conceito de “macho” defendido por Constantino é anacrônico e defasado como sua visão política; pertence a um século de afirmação da virilidade através da brutalidade e da secura. O sujeito afirma, por exemplo, que as mulheres não apreciam homens sensíveis; eu, por outro lado, não acredito que elas apreciem que um homem tente falar por elas.

Mas estas posições de Constantino não me espantam, já que ele é o pacote completo da neodireita que defende interesses neoliberais das grandes empresas, detesta minorias e vomita desinformação e preconceito. Aliás, ele está na revista certa, tem os leitores que merece e apoia o candidato ideal à sua visão de mundo torta. É um sub-Rush Limbaugh.

Esta direita de Constantino, Mainardi, Azevedo, Olavo de Carvalho, Pondé e Aécio Neves é inspirada no Tea Party norte-americano: protestam sempre contra intervenção estatal, querem “Estado mínimo”, mas ao mesmo tempo exigem que este limite os interesses das minorias, desde casamento homossexual a direitos das mulheres.

É a direita que prega que o mercado se regule (ou seja: que não haja regulação nenhuma) e que o Estado beneficie os ricos – fórmula que levou à crise de 2008. É a direita que quer privatizar tudo para que as empresas particulares lucrem até com os recursos naturais do país, tirando, no processo, a possibilidade de que o Estado tenha verba para dar suporte a quem precisa.
Se você for negro, gay, mulher ou pobre, querem que se cale, que pare com esse negócio de “exigir direitos”. Mas se for branco, homem e rico, o Estado tem OBRIGAÇÃO de te ajudar: menos impostos, mais direitos e zero de regulação.

O problema é que o homem branco rico é minoria e seu voto, para seu desespero, conta tanto quanto o da mulher negra gay e pobre. Para contornarem isso, os que detêm poder usam a mídia para criar um retrato de caos e desestabilidade para tentar levar o povo a votar contra os próprios interesses e em prol daqueles que já têm tudo.

Exemplo nos Estados Unidos que Constantino tanto ama: há duas semanas, a Suprema Corte dos EUA determinou que as EMPRESAS (vejam só) têm direito a manifestar CREDO RELIGIOSO. O objetivo: permitir que as corporações neguem planos de saúde às funcionárias que, mais caros, incluam direito a métodos contraceptivos.

Sim, os Estados Unidos agora inventaram o conceito de CORPORAÇÕES COM CREDO. E é por isso que figuras como Constantino lambem o saco dos EUA: porque lá as empresas têm mais direitos que os cidadãos.

É isso que querem pro Brasil. Vender tudo, colocar todas as nossas riquezas nas mãos de empresários. Petróleo, água, energia, tudo.

E usam a imprensa para convencer o cidadão comum a botar no poder quem permita que façam isso.

É uma estratégia antiga, óbvia e que, antes da Internet, funcionava na maioria das vezes, já que detinham quase exclusivamente a informação.

Não mais."

Agora não vai ter “fair-play”

Autor: Fernando Brito
Se você achava que o jogo sucessório já vinha sendo marcado por caneladas e entradas duras, prepare-se.
Não haverá fair-play
A campanha eleitoral terá o tom da arquibancada VIP do Itaquerão.
E a tendência, não importa o que queira Dilma Rousseff, será a de uma agressividade antigoverno que vai beirar a histeria.
A posição da Presidenta da República, numa campanha com este “baixo nível” é muito difícil.
Os deveres do cargo  e também seu estilo pessoal não são muito favoráveis a  enfrentá-lo.
Embora os adversários sejam fracos, pessoalmente, e Aécio, especificamente, tenha contra si os estigmas do passado tucano, têm a mídia e o poder empresarial a seu lado.
Vimos na Copa como, se não for possível transformar o que é sucesso em retumbante fracasso, apela-se para todo tipo de expediente para desviar o assunto.
Não é hora de ficar discutindo vaidades e teimosias.
A presença de Lula, agora, não apenas é indispensável como deve ser permanente.
E a internet vai ser o campo privilegiado de suas manifestações.
O ex-presidente, através do Instituto Lula começa a divulgar  hoje uma série de vídeos do ex-presidente.
Ainda não são “campanha”.
Mas são política, a começar pela discussão sobre a importância de disputá-la, em lugar de a negar.
É quase um “aquecimento”, mas é sinal de que ele já-já entra em campo.
A disputa está começando e nela está em jogo algo infinitamente maior do que um título de vencedor.
Estão os futuros e os direitos do povo brasileiro.

terça-feira, 15 de julho de 2014

MÍDIA E OPOSIÇÃO NA CONTRA-MÃO DAS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO




Mídia e oposição na contra-mão das manifestações de junho 


"Com a força das manifestações de junho de 2013, o governo Dilma pôde levar à frente projetos que sofriam forte resistência no Congresso e na imprensa. 


Por José Augusto Valente 

A partir da manifestação do "Movimento Passe Livre" (MPL) pela redução das tarifas de ônibus de São Paulo, outros movimentos e pessoas se articularam e foram às ruas e às redes sociais, colocando publicamente demandas relevantes para o país.

Na essência, essa movimentação pedia “mais Estado” nos serviços públicos.

Mais saúde, mais educação, mais transporte público e mais direitos de cidadania. Junto com isso, havia forte questionamento ao Congresso Nacional, indicando que este não os representava. Daí a necessidade de a “voz das ruas” ser ouvida.

A chamada "grande imprensa" e a oposição tentaram de todas as formas surfar esse momento insinuando que estava em cheque o governo Dilma, "que precisava ser substituído". Faziam questão de esconder a informação básica de que saúde e educação básicas e transporte público são atribuições de prefeituras e governos de estado e, em muito menor grau, da União.

O governo Dilma, no entanto, já trabalhava essas questões há alguns anos e tinha enorme dificuldade de aprovar os respectivos projetos no Congresso Nacional.

Com a força das manifestações, o governo Dilma pôde levar à frente esses projetos que sofriam forte resistência no Congresso e na imprensa, como: "Mais Médicos"; "Plano Nacional de Educação"; Royalties do pré-sal para educação e saúde; "Política Nacional de Participação Social"; e Reforma Política.

Dessas cinco ações, três continuam recebendo oposição incondicional da imprensa:

O "Mais Médicos" faz parte do programa "Saúde da Família", que reforça a medicina preventiva, e é fundamental para reduzir demandas e custos nas unidades de maior complexidade, permitindo maior qualidade de atendimento nessas. A oposição se atém ao fato de haver quantidade razoável de médicos cubanos, para fazer seu proselitismo contra o programa.

O que está por trás desse proselitismo, entretanto, não é a ideologia, e sim porque um programa da saúde da família bem feito, com apoio nas UPA, permite o combate a dois aspectos que mantêm a saúde pública no século XIX:

--O primeiro é que o fisiologismo de muitos partidos opera na carência de serviços públicos. Onde falta Estado, entram os Centros Sociais de vereadores e deputados que, com suas ambulâncias e seu trabalho de despachante de luxo, abarrotam os hospitais públicos.

--O segundo é que uma excelente saúde pública básica reduz em muito as demandas nas unidades de maior complexidade como hospitais. Essa redução gera menos gastos em remédios, equipamentos e outros insumos. [Esses gastos são] importantes fonte de abastecimento de "caixas dois" de campanha eleitoral.

Em síntese, o programa "Mais Médico", junto com as UPA, é muito ruim para os projetos eleitorais da oposição e, sejamos justos, também para alguns partidos da base do governo.

A Reforma Política, como proposta pelo governo federal, visa à redução do peso do poder econômico no processo eleitoral e, por consequência, nas decisões do Congresso Nacional e demais casas legislativas.

Como a oposição e a imprensa representam, quase que exclusivamente, os interesses do poder econômico, não é difícil entender porque a guerra contra a reforma política, especialmente, contra a convocação de Constituinte exclusiva para isso, sem os congressistas atuais.

O Decreto que regulamentou a "Política Nacional de Participação Social" apenas definiu de forma mais clara algo que já existe na nossa legislação.

A Constituição, em seu Artigo 1º, parágrafo único, diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. O Art. 14 prevê a utilização de plebiscitos e referendos, bem como a iniciativa popular no processo legislativo. Além disso, a Carta Magna define a participação social como diretriz do Sistema Único de Saúde (Art 198, III), da Assistência Social (Art. 204, II), da Seguridade Social (Art. 194, parágrafo único, VII) e, mais recentemente, do Sistema Nacional de Cultura (Art 216, § 1º, X).

Além da oposição incondicional da imprensa a esses projetos, há a omissão sobre questões relevantes, apontadas pelas manifestações de junho de 2013.

O "Plano Nacional de Educação", do governo federal, permitirá o salto quantitativo e qualitativo no ensino brasileiro. Define metas para os próximos dez anos, com respectivos mecanismos de monitoramento, avaliação e financiamento. É uma resposta categórica aos anseios da população pela melhoria da educação. Define maior responsabilidade da União no sistema de ensino.

A Petrobras terá um papel estratégico no financiamento da educação pública de qualidade. Assim, os recordes seguidos na produção deveriam merecer destaque na imprensa. Mas não é o que ocorre. Para ela, o que interessa é Pasadena e supostos esquemas de corrupção. É mais importante tentar vincular a presidenta Dilma àquilo que eles consideram como erro grave na aquisição de Pasadena, do que, por exemplo, informar o atingimento da marca de 539 mil barris/dia apenas no pré-sal.

Como se vê, as principais medidas propostas pelo governo federal são rechaçadas ou minimizadas pela oposição e por parte da imprensa que a apoia incondicionalmente. O que as colocam na contra-mão das manifestações de junho/2013.

Com a palavra o eleitor!"

FONTE: escrito p
or José Augusto Valente no site "Carta Maior"

BANDIDOS SE APODERARAM DO MP E DO JUDICIÁRIO

Justiça mandar suspender recebimento de denúncia contra o propinão tucano



O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça, suspendeu liminarmente a tramitação de um mandado de segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo que garantia o recebimento de denúncia e abertura de ação penal contra 12 executivos de quatro multinacionais, acusados por cartel no setor metroferroviário. A medida atende a pedido de habeas corpus de um dos alvos da investigação. As informações são do Estadão

Na prática, a ação fica parada até que o mérito do habeas corpus seja julgado pelo STJ. O caso refere-se ao projeto Linha 5 do Metrô, contratado em 2000 pela CPTM ao preço de R$ 1,2 bilhão. Em março, a Promotoria entregou à Justiça cinco denúncias contra o cartel, acusando 34 dirigentes de 12 empresas. A ação do projeto Linha 5 foi distribuída para a 7.ª Vara Criminal, mas o juiz Benedito Pozzer rejeitou a denúncia por entender que houve prescrição dos crimes. A Promotoria entrou com recurso e mandado de segurança no TJ, obtendo liminar que mandou o juiz da 7.ª Vara receber a denúncia.Com os tucanos, até a justiça acha um jeito de dar uma mãozinha. A lei, só serve para ser aplicada contra os adversários político do PSDB.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

“A gente via três, quatro gerações trabalhando na mesma família como empregada doméstica. Agora não tem mais isso. Minhas filhas estão na universidade”

“Há dez anos, uma empregada, um pedreiro ou um marceneiro que chegasse a um lugar e dissesse que tinha filho na faculdade era motivo de chacota. Riam deles”. A afirmação de Analice Oliveira Souza reflete a realidade vivida por milhares de brasileiros e brasileiras em um passado não tão distante assim. Hoje, com o apoio de programas de acesso à educação e fortalecimento da economia, a doméstica de 46 anos que não concluiu o ensino fundamental pode se orgulhar de ter duas de suas filhas na universidade e um filho trabalhando em uma das maiores empresas do mundo, a Petrobras.

Nascida no município baiano de Ipirá, Analice teve uma infância difícil ao lado dos pais e três irmãos. A estiagem no sertão e a ausência de emprego obrigaram a jovem a se mudar para Santos, litoral de São Paulo, onde começou a trabalhar como doméstica aos 18 anos. “Quem fala mal do Bolsa Família hoje é porque acha que a gente tem memória curta e não lembra a cesta básica que mandavam pra gente na época de seca. Era aquele arroz com casca e feijão velho que nem cozinhava na panela. Ajuda, o povo que vive na seca tem hoje”, relembra.

Com certa estabilidade no emprego e algumas economias, conseguiu comprar uma casa simples em São Vicente e, já casada, vieram três filhos. Ricardo, o mais velho deles, hoje com 22 anos, fez cursos técnicos no Senai e conseguiu emprego na caldeiraria da plataforma da Petrobras em Porto Alegre. “Ele está feliz com a profissão que escolheu e numa empresa grande, boa. Uma vez por mês consegue vir para cá ver a família. E vem de avião porque as condições estão bem melhores hoje”, relata.

Vanessa, 20 anos, está cursando o terceiro ano de Direito na Unip de Santos com financiamento do Fies. “Imagina a alegria de uma mãe ao saber que em dois anos vai ter uma filha advogada!”, faz questão de frisar. Já a filha caçula de Analice, Vitória, de 17 anos, terminou o ensino médio em 2013 e com a nota do Enem, conquistou uma vaga no curso de fisioterapia na Universidade Federal de Santos pelo Sisu. “A gente via três, quatro gerações trabalhando na mesma família como empregada doméstica. Agora não tem mais isso. Minhas filhas estão na universidade. Amigas delas ganharam bolsas do Prouni, minhas sobrinhas conseguiram entrar no Pronatec”. E completou: “Eu vim da pobreza extrema, mas em dois anos terei uma filha advogada e, em mais quatro, terei uma filha fisioterapeuta. Não tem governo que tenha feito mais pelo povo do que Lula e Dilma. E agora com as duas na faculdade, até eu estou pensando em voltar a estudar”.

Instituto Lula

ASSIM NASCEM OS DITADORES

Como Zuckerberg trata usuários do Facebook como ratos de laboratório

Sem pedir autorização prévia, a rede social manipulou secretamente as emoções de 700 mil usuários para ver o poder de contágio de mensagens positivas ou negativas
por Renan Truffi — publicado 07/07/2014 04:51

Mark Zuckberger
Fica a dúvida: o Facebook poderia influenciar opiniões político-ideológicas, por exemplo?
Sem qualquer aviso ou pedido de permissão, o Facebook, maior rede social ativa hoje, decidiu manipular o conteúdo visto por cerca de 700 mil usuários durante uma semana. Em uma espécie de experiência científica, a empresa expôs as pessoas selecionadas a diferentes mensagens e analisou suas reações. Os perfis testados não foram divulgados, mas o vazamento do estudo gerou duras críticas. A maior preocupação é: pode uma empresa influenciar as emoções da sociedade e manipulá-las impunemente?
O resultado da pesquisa do Facebook dá sinais de que sim. O experimento foi feito em 2012, quando a companhia de Mark
Zuckerberg quis analisar se o conteúdo gerado pelos amigos de alguém poderia levá-los a deixar de usar a rede social. Para isso, examinou 3 milhões de postagens com mais de 120 milhões de palavras. O conteúdo foi, então, classificado em duas categorias: “positivo” e “negativo”. Depois disso, por meio de um algoritmo, um conjunto de regras que define o que uma pessoa vai ver ao acessar a rede, a empresa expôs as publicações “positivas” apenas para uma parcela das pessoas, e as “negativas” para o restante.
Na prática, isso quer dizer que, durante o período, as pessoas do grupo “positivo” só tinham acesso a textos que o Facebook considerou como tal. Mensagens tidas como negativas foram omitidas.
Responsáveis pelo estudo, Adam Kramer, cientista de dados do Facebook, Jamie Guillory, da Universidade da Califórnia, e Jeffey Hancock, da Universidade Cornell, descobriram depois de sete dias que os destinatários de apenas mensagens “positivas” tinham comportamento emocional similar. Já o grupo que leu somente as demais postagens publicou textos, ou compartilhou assuntos, com palavras igualmente negativas.
“Esses resultados indicam que as emoções expressas pelos outros no Facebook podem influenciar nossas próprias emoções, constituindo evidência experimental de contágio massivo de larga escala através das redes sociais”, explica o texto do estudo.
O experimento ainda conclui que mensagens que expressam emoções tendem a fazer com que as pessoas continuem usando a rede social. Ou seja, se o “Feed de Notícias”, como é chamado o local onde o usuário vê as publicações de quem escolhe acompanhar, privilegia publicações de amigos que não têm conteúdo emocional, o usuário tende a perder o interesse no Facebook.
A conclusão, contudo, não é exatamente uma novidade. Segundo o coordenador do Laboratório de Estudos sobre Internet e Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fabio Malini, a tese de que emoção produz mais comoção é conhecida desde os primeiros estudos sobre comunicação de massa. O problema é a forma como o Facebook poderia usar informações para manter usuários ativos ou gerar sentimentos a ponto de influenciá-los de forma política e ideológica.
“O Facebook retoma o modelo televisivo de uma forma diferente porque, ao contrário da tevê, não produz conteúdo. A rede social reproduz de forma seletiva o que seus amigos produzem. É um jogo muito perigoso do ponto de vista democrático. A seleção do que é visto pode pautar o que a sociedade virá a debater”, argumenta.
A maior parte das críticas recaem, no entanto, sobre o fato de o Facebook não ter consultado ou informado os usuários selecionados de que eles participariam de um experimento. A rede social defende-se afirmando que toda pessoa que faz um perfil deveria saber que essa possibilidade existe, dada a política de uso de dados do Facebook descrita no momento da inscrição.
Entre os termos com os quais é preciso concordar para ser cadastrado está a afirmação de que a rede social pode usar informações de usuários para “operações internas que incluem correção de erros, análise de dados, testes, pesquisa, desenvolvimento e melhoria do serviço”. Um trecho ainda avisa: “Podemos fazer sugestões de amigos, escolher histórias para seu Feed de Notícias ou indicar pessoas para marcar nas fotos”.
Essas justificativas não foram suficientes para a classe acadêmica poupar os responsáveis pelo estudo. “Esse ‘consentimento’ é uma ficção jurídica, destinada a facilitar a interação online. É muito diferente do consentimento informado, que é o padrão ético e legal para a experimentação com seres humanos”, escreveu o professor de Direito, James Grimmelmann, da Universidade de Maryland.
Esse tipo de reação fez com que Kramer, um dos autores do estudo, se explicasse publicamente. “Nosso objetivo é aprender a prestar um melhor serviço. Nosso objetivo nunca foi afligir ninguém. Meus coautores e eu sentimos muito pela ansiedade causada”, lamentou em perfil na rede social. Em nota, o Facebook informou que avalia as pesquisas que faz e que esse processo é sempre reavaliado. “Não coletamos informações desnecessárias dos usuários envolvidos nessas pesquisas e todos os dados são armazenados de forma segura.”
Alguns dias depois foi a vez da diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, pedir desculpas aos usuários da rede social. "Era parte de uma pesquisa testando um produto novo, mas com pouca comunicação. Nós pedimos desculpa. Nunca quisemos incomodar nem machucar nossos usuários”, disse ela ao Wall Street Journal. Mas não bastou. Autoridades britânicas estão investigando se a empresa violou a lei de proteção de dados ao realizar o experimento. O Escritório do Comissário de Informações (ICO, na sigla em inglês), órgão responsável pela privacidade de informações sobre os cidadãos do país, pretende questionar o Facebook sobre o estudo.
Ainda que aceitem a política de uso de dados do Facebook, os usuários brasileiros que se sentirem lesados por práticas como essa podem buscar proteção no recém-aprovado Marco Civil da Internet. De acordo com o advogado Fábio Pereira, há um inciso na lei a garantir que esse tipo de experimento deve estar em destaque para o usuário, e não escondido no meio de um longo texto. Cabe ver se a lei se aplicará também à bilionária rede social.
Vale anotar que o espírito crítico pode representar uma resistência eficaz. Mesmo que o Facebook opte por calibrar o “Feed de Notícias” de cada usuário, esses não reagem apenas como ratos de laboratório. “A pesquisa parte do pressuposto de que, em situações em que a emoção está aflorada, o usuário não tem percepção sobre aquilo que publica. Mas essa discussão está ausente”, opina Malini. “Se a pessoa reagir a um estímulo emocional, pode ser reorientada e até mudar de percepção.”

A máquina de dar joelhadas na espinha do Brasil

As linhas gerais do Programa de Governo de Dilma incluem goleadas históricas, mas se omitem diante de uma questão chave, que pode por a perder um jogo decisivo.

por: Saul Leblon

Agência Brasil

As linhas gerais do Programa de Governo da candidatura Dilma Roussef, entregues à Justiça Eleitoral, no último sábado, ocupam 10 mil palavras. Compõem, mais que  tudo, um painel  informativo  dos avanços e conquistas registrados nas diferentes áreas do país durante os 12 anos em que a sociedade escolheu ser dirigida por  três  governos sucessivos de centro esquerda.

O período e o feito, inéditos na história, estão ali descritos em pinceladas  recheadas de números expressivos.

O conjunto retrata uma goleada histórica, raramente ou nunca exposta na mídia conservadora na forma de um acervo completo e detalhado.

Do conjunto sobressai a percepção nítida de que a ocultação, mais que isso, a desqualificação desse arcabouço –como tentou fazer o jornal O Globo, na semana passada, em cima de um discurso de Lula--   obedece a um instinto de sobrevivência.

Com todas as limitações sabidas  –que não são poucas,  não há, rigorosamente, nenhum saldo, em qualquer frente, que justifique a nostalgia  em relação ao país legado em 2002 pelo PSDB, após oito anos em Brasília.

Fica difícil eles ganharem esse jogo na bola.

Por exemplo:

“Em 2002, a inflação anual chegou a 12,5%; em 2013, estava num patamar de 5,9%; a expectativa para 2014 estará dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (centro de 4,5% e teto de 6,5%).

A taxa de investimento da economia brasileira, que era de 16,4% em 2002, passou para 18,2% em 2013.

A taxa de desemprego, em dezembro de 2002, era de 10,5% da população economicamente ativa; em abril de 2014, caiu para 4,9%.

 As exportações, que somavam US$ 60 bilhões em 2002, atingiram US$ 242 bilhões em 2013.

No período de doze meses encerrado em maio de 2014, o Brasil recebeu US$ 66,5 bilhões em Investimento Direto Externo (IDE), quatro vezes o montante de 2002 (US$ 16,6 bilhões).

A dívida líquida do setor público decresceu de 60,2%, em 2002, para o patamar de 34,6% em maio de 2014.

O programa Minha Casa, Minha Vida, em suas duas fases, já contratou 3,45 milhões de casas, 1,7 milhão das quais já foi entregue, o que corresponde a mais de 6 milhões de brasileiros vivendo em casa própria, o equivalente à população da cidade do Rio de Janeiro, a segunda maior do país.

 O sistema de financiamento habitacional, por meio do SBPE-Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, financiou 529,8 mil moradias em 2013, 18 vezes mais do que em 2002, quando foram financiadas 28,9 mil moradias.

Ou ainda, questões pouco afeitas ao eleitor urbano, como a democratização do acesso à água no sertão nordestino: até agora, já foram entregues, no Nordeste, 937 mil cisternas, das quais 607 mil somente no governo da Presidenta Dilma. Até o final de 2014, 1,080 milhão cisternas estarão instaladas por todo o Nordeste.

“Vale destacar que, embora o Brasil tenha vivido nos últimos três anos a maior seca das últimas décadas, não houve o drama dos retirantes famintos e sem rumo que nos afligia no passado...”, lembra o texto.

São  algumas das goleadas nesse clássico de 12 anos.

A autoconsciência dessa inferioridade explica o empenho virulento do conservadorismo em bloquear qualquer  ensaio de regulação dos canais de comunicação, que venha a propiciar um leque mais amplo de pontos de vista  nas escolhas que vão definir o passo seguinte da sociedade brasileira e de seu desenvolvimento.

O  interdito ao debate em uma encruzilhada  fornida de desafios --a exigir uma repactuação  de prioridades, metas, prazos, concessões e salvaguardas-- constitui o grande trunfo para impedir uma mudança histórica na correlação de forças na vida nacional.

Não há,  no texto levado  à Justiça eleitoral, qualquer menção a esse aspecto crucial da luta política, através do qual a mídia passou a suprir a carência de projetos e lideranças conservadoras, distribuindo  joelhadas cotidianas nas costas do país e de sua autoestima.

O objetivo desse Juan Zuñiga  sistêmico é quebrar a  espinha dorsal da resistência ao lacto purga social intrínseco às propostas dos candidatos vivamente empenhados em devolver a economia ao livre arbítrio dos mercados.

A omissão, afirma-se, reflete a natureza inconclusa do documento.

Trata-se de um couvert. Não o cardápio definitivo da candidata, ou o do PT.

Mas um aperitivo  palatável à ecumênica coligação de forças políticas  –do PMDB ao PCdoB, passando pelo PP e o PR—que sustentam a candidatura Dilma.

Por isso mesmo  a ressalva das ‘linhas gerais’.

Ou seja, um ponto de partida  que  “...o Partido dos Trabalhadores (PT) propõe para debate, num processo de ampla consulta aos movimentos sociais e aos partidos aliados ( quando)  será aprofundado por meio de grupo temáticos’, diz a advertência introdutória ao documento (leia a sua íntegra ao final desta nota).

É fundamental que seja assim e que assim seja.

Sem suprir as lacunas do seu ferramental político,  as diretrizes progressistas explicitadas no texto correm o risco de ficar à  deriva.

A principal delas diz respeito à consolidação de um Estado social no país. A outra, a determinação de reformar o sistema político e ampliar a democracia participativa.
Ambas entrelaçadas ao propósito de elevar o Brasil à condição de uma economia desenvolvida nos próximos anos.

Portanto, a economia não irá a lugar nenhum sem eles. E eles não sairão das boas intenções sem canais que facultem à sociedade o debate ponderado, informativo e formativo sobre seus desafios.

“Ampliar a democracia política é um objetivo que anda junto com o compromisso de aumentar cada vez mais a democracia econômica – a distribuição de renda e a eliminação da pobreza. Além das medidas que serão tomadas de aprofundamento da democracia, soma-se o Sistema Nacional de Participação Popular, que terá a função  de consolidar as formas de participação colocadas em prática nos governos Lula e Dilma e institucionalizá-las. A proposta é transformar a participação popular em uma cultura de gestão e as novas tecnologias permitem ampliar e estimular o debate da população (...) Construir um novo ciclo de transformações significa transpor o degrau que hoje separa o Brasil do mundo desenvolvido, isso apenas pouco mais de uma década depois de termos iniciado, e estarmos vencendo, a batalha contra a miséria e a desigualdade. O Brasil não será sempre um país em desenvolvimento. Seu destino é ser um país desenvolvido. Chegou a hora de alçarmos o Brasil à condição de desenvolvido e justo (...) ”, afirma o documento.
A centralidade da questão democrática  é um avanço em relação às plataformas eleitorais anteriores do PT.

Não se trata mais de cobrar um espaço para os excluídos no sistema político, mas de mudar a própria  natureza desse sistema para que eles possam de fato ter voz nas decisões nacionais.

A democracia brasileira oculta, no aparente contrato de um acordo social periodicamente repactuado nas urnas, a hegemonia de uma desigualdade bruta que ainda grita sua ostensiva presença no ranking das maiores do mundo.

O Estado brasileiro é o cão de guarda dessa engrenagem, que o conservadorismo quer manter obediente à coleira dos interesses unilaterais dos endinheirados.

Os avanços registrados nos últimos anos mexeram na divisão do fluxo da riqueza no país, sem no entanto  alterar o estoque que alicerça esses privilégios, bem como as estruturas que enraízam um sistema de poder ferozmente elitista defendido com unhas e dentes  pela emissão conservadora.

 Subverter a natureza desse aparato implica não apenas mudar o financiamento eleitoral ou oxigenar a gestão do Estado com uma bem-vinda institucionalização da participação consultiva dos movimentos sociais na gestão das políticas públicas.

É preciso dar a esse deslocamento a  audiência das grandes massas, de modo a  traduzi-lo em uma correlação de forças que possa sustentar um ciclo de desenvolvimento emancipador.

Isso não acontecerá sem uma  democratização dos meios de comunicação. E será boicotado até o limite da ruptura democrática pelo oligopólio hoje existente.
As linhas gerais do Programa de Governo de Dilma incluem goleadas históricas encorajadoras.

Mas  se omitem diante de uma questão chave, que pode por a perder o jogo decisivo do desenvolvimento brasileiro.

MANUAL TUCANO: 1) SUCATEAMENTO; 2) ESTRANGEIRIZAÇÃO




O manual de sucateamento e o velho dicionário privatizatório dos tucanos

Por GABRIEL NASCIMENTO

"Trata-se de um projeto colonizado de Brasil, em que a cooperação internacional limita o país a ser quintal dos Estados Unidos e da Europa

Há mais de 10 anos atrás, o discurso era um só: "O Estado não presta, é incapaz de gerir, vamos reduzi-lo". O neoliberalismo aqui funcionou com uma agenda ainda mais conservadora do que as reformas neoliberais que aconteceram em várias regiões da Europa. A lógica era sucatear o que é público a qualquer custo para justificar a incompetência do Estado. O passo a seguir era privatizar, já que o Estado era visto como incompetente por ter sucateado a coisa pública. Foi assim que os tucanos privatizaram mais de 100 empresas estatais brasileiras. O que aconteceu no Brasil foi mais do que privatização, foi privataria. O que aconteceu foi mais do que política, foi crime.

Mais de 10 anos depois, nem o discurso e nem a prática mudaram. O príncipe da privataria está aí vivíssimo, sendo tratado como imortal da finada Academia Brasileira de Letras. As práticas tucanas são as mesmas. Está aí o sucateamento da USP que não nos deixa mentir. Reitores eleitos com o mesmo modelo herdeiro da ditadura militar, além da defesa de "O Globo" e da "Folha de São Paulo", portais da direita brasileira, para que a USP seja privatizada e, de repente, voltamos ao ponto inicial de onde partimos. Os tucanos e a mídia conservadora não desistiram de seu projeto. Uma possível eleição de Aécio Neves revelaria ao cidadão brasileiro o que sempre foi realidade nos dois governos de FHC: o sucateamento da universidade pública. Não faltam razões para ver em Aécio a continuidade da reforma inacabada da era FHC. Isso porque lá está, à sua destra, o consultor Armínio Fraga, aquele que defende juros altos e salário mínimo desvalorizado.

Não obstante o sucateamento da USP, os tucanos estão mostrando as unhas pouco a pouco. Tentaram disfarçar um apoio ao programa Bolsa Família, que chamaram desde sempre de "bolsa esmola", e até começaram a defender o fim do direito à reeleição que, curiosamente, foi implantado como emenda à constituição no governo FHC. Mas o disfarce de “partido de massa” (cheirosa) proposto por FHC não durou muito tempo. Após a "Folha de São Paulo" e "O Globo" defenderem a privatização da USP, Samuel Pessôa, que é membro da equipe do presidenciável Aécio Neves, defendeu há pouco tempo, em artigo publicado na "Folha de São Paulo", a privatização das universidades públicas brasileiras. Sendo contraditório o tempo todo no artigo, o autor revela o quão vivo se encontra o velho manual de sucateamento e o dicionário privatizatório dos tucanos. Primeiro, eles sucateiam a coisa pública, como fizeram com a USP, e depois militam pela privatização, como se as grandes empresas fossem um exemplo de competência. É só checar as empresas que dominam a telefonia e testar a qualidade, em qualquer uma das operadoras. É desastroso.

Trata-se de um projeto colonizado de Brasil, em que a cooperação internacional limita o país a ser quintal dos Estados Unidos e da Europa. Além disso, a defesa pela privatização das universidades públicas vai na mesma direção da estrangeirização das universidades, faculdades e instituições educacionais brasileiras, sendo a era FHC determinante para esse processo. Se as universidades públicas porventura forem privatizadas, podemos esperar o mesmo desnível de qualidade das empresas que atuam na telefonia ou da maioria das instituições privadas de ensino superior que atuam no país. Isso porque o capital financeiro internacional não está interessado em investir em educação, mas em usá-la como mercadoria.

Os tucanos não mudaram nem um pouco. Colonizados pelo discurso eurocêntrico como são, pensam como as potências europeias e os Estados Unidos pensarem. Como a receita para a crise global do Neoliberalismo está sendo mais neoliberalismo na veia, com austeridade, corte no salário social e nos direitos trabalhistas, esse projeto continua sendo toda a vanguarda de atraso no discurso tucano. O manual e dicionário tucanos são os mesmos: primeiro sucatear, depois defender a privatização. Nós já conhecemos bem essa história. A começar pela ausência da palavra “povo” no tal dicionário tucano."

FONTE: escrito por Gabriel Nascimento, mestrando em Linguística Aplicada pela UnB e membro da União da Juventude Socialista.

AVANÇOS TRABALHISTAS NO GOVERNO DILMA




Avanços trabalhistas no governo Dilma 



Por Altamiro Borges

"Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), é considerado um dos maiores especialistas em questões trabalhistas no Brasil. Em artigo recente, publicado no site da entidade, ele listou as mudanças na área promovidas por Lula e Dilma. Para surpresa de muitos, ele concluiu que houve mais avanços na gestão atual. Diferentemente do reinado neoliberal de FHC/PSDB-DEM, marcado pela regressão do trabalho – com explosão do desemprego, queda de renda, informalidade e desmonte da CLT –, os governos Lula e Dilma estacaram o retrocesso e garantiram importantes conquistas, mas a presidenta coleciona mais vitórias legais concretas.

“Embora não tenha recebido pessoalmente o movimento sindical com a mesma frequência do seu antecessor, a presidenta Dilma contribuiu fortemente para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador brasileiro nos últimos três anos e cinco meses. Os avanços em sua gestão são inquestionáveis. As iniciativas políticas e opções governamentais nos campos econômico e político, apesar da crise internacional, priorizaram a geração de emprego e renda do trabalhador, a partir do fortalecimento do mercado interno, da recuperação do Estado como indutor do desenvolvimento e das legislações trabalhista e previdenciária”, destaca o dirigente do DIAP, que enfatiza os avanços:

“Nos temas gerais, as políticas públicas contribuíram para a redução da pobreza, para o aumento do emprego e da renda, para o crescimento de oportunidades educacionais e para recuperação da autoestima dos trabalhadores, que voltaram a sonhar com a ascensão social. Em relação aos direitos trabalhistas, sindicais e previdenciários os avanços são igualmente inegáveis. De janeiro de 2011 a maio de 2014, foram transformadas em normas jurídicas pelo menos quatorze proposições, seja recuperando direitos suprimidos nos governos anteriores ao do presidente Lula, seja acrescentando novos, enquanto no governo Lula foram aprovadas nove normas legais”.

A lista elaborada pelo DIAP é inquestionável e surpreendente.

Conquistas no governo Lula:  

1) Lei 10.666/03, que dispõe sobre a concessão da aposentadoria especial aos cooperados de cooperativa de trabalho ou de produção e cria o "Fator Acidentário de Prevenção" (FAP);

2) Lei 11.430/06, que garante, além do reajuste, aumento real dos benefícios previdenciários pagos pelo "Regime Geral de Previdência Social" (RGPS) em 2006;

3) Lei 11.603/07, que altera a Lei 10.101, de 19 de dezembro de 2000, regulamentando o trabalho aos domingos para os comerciários;

4) Lei 11.648/08, que dispõe sobre o reconhecimento formal e a legalização das centrais sindicais, uma conquista histórica do sindicalismo;

5) Lei 11.738/08, que institui o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica;

6) Lei 11.770/08
, que cria o "Programa Empresa Cidadã", destinado à prorrogação da licença maternidade de quatro para seis meses mediante concessão de incentivo fiscal às empresas que aderirem ao programa e ampliarem o benefício e altera a Lei 8.212, de 254 de julho de 1991;

7) Lei 12.353/10, que assegura a participação dos empregados nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

8) Lei 11.948/09, que veda empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas que tenham a prática de assédio moral;
9) Emenda Constitucional 47/05, que dispõe sobre o sistema especial de inclusão previdenciária para atender a trabalhadores de baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a benefícios de valor igual a um salário-mínimo.

Avanços no governo Dilma:

1) Lei 12.551/11, que reconhece o Teletrabalho, ou trabalho a distância;

2) Lei 12.513/11, que amplia a formação profissional do trabalhador por meio do "Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego" (Pronatec);

3) Lei 12.506/11, que amplia o aviso prévio de trinta para até noventa dias;

4) Lei 12.469/11, que determina a correção anual da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física até 2014, e a MP 644, que atualizou o valor para 2015;

5) Lei 12.440/11, que cria a "Certidão Negativa de Débito Trabalhista";

6) Lei 12.382/11, que institui a política de aumento real para o salário mínimo até 2015;

7) Lei 12.470/11, que institui o sistema de inclusão previdenciária para os trabalhadores de baixa renda;

8) Lei 12.761/12, que institui o "Programa de Cultura do Trabalhador" e cria o "Vale-Cultura';

9) Lei 12.740/12, que institui o adicional de periculosidade para os vigilantes;

10) Lei 12.832/13, que isenta do imposto de renda até o limite de R$ 6 mil reais a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados;

11) Lei 12.865/13, que permite aos taxistas transferir para seus dependentes a outorga da licença;

12) Emenda à Constituição 72, que estende aos empregados domésticos os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos;

13) Lei Complementar 142/13, que trata da aposentadoria da pessoa com deficiência;

14) Emenda à Constituição 81/14, que expropria propriedade urbanas e rurais nas quais sejam encontrados trabalho escravo ou análogo ou o cultivo de maconha;

A batalha da eleição presidencial

É certo que a presidenta Dilma Rousseff não soube capitalizar esses avanços – seja pelos graves problemas da sua área de comunicação na gestão da ministra Helena Chagas, da SECOM, seja pela sua inabilidade no trato com o movimento sindical. Ela dialogou pouco com as centrais e adotou uma postura tecnocrática, distante. É certo também que os avanços ficaram muito aquém das demandas do sindicalismo. Bandeiras prioritárias, como a da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a do fim do fator previdenciário, não tiveram a devida atenção do governo e frustraram as expectativas do movimento sindical. Mesmo assim, não dá para desconhecer os importantes avanços neste período.

Nada, porém, foi dado de graça. Todas estas leis – sejam as que atendem demandas específicas de categorias, como as que beneficiam os vigilantes ou os taxistas, sejam as de caráter mais classista, em especial a histórica conquista da PEC das trabalhadoras domésticas ou a PEC contra o trabalho escravo – foram fruto da intensa pressão do sindicalismo brasileiro. Ele soube combinar luta – com o aumento das greves e protestos nos últimos quatro anos – e capacidade de negociação. Ele agiu com firmeza e inteligência, evitando dois extremos perigosos – seja o da passividade bovina diante de um governo mais sensível às demandas trabalhistas, seja o do radicalismo estéril, que faz o jogo dos inimigos.

Mais fortalecido e respeitado, o sindicalismo brasileiro está agora diante de uma batalha decisiva. As eleições de outubro definirão os rumos do país. Qualquer novo avanço trabalhista depende da questão política, da correlação de forças que nasça do pleito de 2014. Não dá para se omitir nesta batalha estratégica. O sindicalismo não pode ficar preso às questões economicistas e corporativas. Ele deve jogar um papel protagonista na campanha eleitoral, interferindo ativamente na disputa política e apostando tudo na politização dos trabalhadores. O fundamental agora é evitar o retrocesso, que hoje está representado pelas candidaturas de Aécio Neves, o neoliberal tucano, e do dissidente [traíra] Eduardo Campos.

A reeleição de Dilma Rousseff é a única alternativa real que permite o avanço dos trabalhadores na luta por seus interesses imediatos e futuros!"


FONTE: escrito pelo jornalista Altamiro Borges

LULA DÁ NOME AOS BOIS





Lula joga a corrupção no colo do FHC/PSDB !

Do portal "Conversa Afiada'

23 milhões de brasileiros não testemunharam o fracasso tucano. 

"O PiG (*) cheiroso, o jornal "Valor" [propriedade da "Folha" e da "Globo"]– que a Dilma não lê, como não assiste à Globo – publicou parcialmente trecho muito importante do discurso do Lula – cada vez melhores ! – no lançamento da candidatura da Gleisi Hofmann ao Governo do Paraná.

FHC/PSDB-DEM ‘desmantelou instrumentos de combate à corrupção’, diz Lula

Mais ao que dizer que o Farol de Alexandria “desmantelou” os mecanismos de combate à corrupção, Lula deu uma aula ao PT sobre como conduzir a campanha e como responder ao PSDB e seus trombones pigais.

Os discursos do Lula se tornaram “como vencer a eleição – I , II, III, IV” etc etc.

Nesse caso, ele tinha desafiado o inerte ministro zé da Justiça a produzir argumentos e responder à acusação de que o PT é o “mais corrupto” !

O pedido foi feito em São Paulo, no lançamento da Dilma como candidata do PT.

O zé, como se sabe, se mexe mesmo é na Itália …

Então, em Curitiba, Lula teve que explicar ele mesmo, ao PT e à Dilma, como é que se vai para a jugular dos fariseus.

Disse ele, como um professor, com pausas, para a meninada tomar nota:

- A PRIMEIRA, a PRIMEIRA medida do Governo do Farol de Alexandria [PSDB-DEM] foi o decreto nº 1376 de 1995, que extinguiu a "Comissão Especial de Investigação da Corrupção", criada no governo anterior, de Itamar Franco que, como se sabe, é o verdadeiro Pai do Plano Real.

- O Farol de Alexandria nomeou o "Engavetador Geral da Republica", o Procurador (que não achava nada) Geraldo Brindeiro.

- O Engavetador confeccionou o maior tapete da História. Jogava tudo lá pra baixo ! O tapetão escondia toda a sujeira !, enfatizou Lula.

- Foi pra debaixo do tapetão o SIVAM.

- A Pasta Rosa.

- A compra da reeleição, a mais promíscua, a mais espúria operação de suborno de parlamentares – clique aqui para ler “O Príncipe da Privataria”.

- FHC e o Engavetador engavetaram: 459 inquéritos !

459 inquéritos !

- 149 de deputados.
- 33 de senadores.
- 11 de ministros.
- e quatro contra o próprio FHC.

Tomara que o Arrocho venha de corrupção na campanha.

Tomara !

Ninguém aguenta mais ver o Príncipe da Privataria sob o manto da Moral de da Ética !

O Tartufo !

Em tempo: outro ponto que o professor Lula tem enfatizado em suas aulas ao PT é a questão cronológica.

“23 milhões de brasileiros não eram nascidos em 2003″, quando ele começou a governar.

Logo, é preciso dizer ao Brasil o que era o Brasil deles, dos tucanos.

Por exemplo, lembrou Lula. O ministro da Educação deles (o Paulo Renato de Souza) foi reitor da Unicamp e fez um decreto para proibir o Governo Federal de criar escolas técnicas.

Que o Lula teve que que fazer uma lei “cassando” o decreto do ilustre Reitor.

E hoje há 6 milhões de brasileiros no Pronatec.

E, em doze anos, ele e Dilma fizeram 375 escolas técnicas, contra 140 nos cem anos anteriores …

Como disse a Dilma, vai ser preciso mostrar, mostrar, mostrar.

Quem mandou não fazer a "Ley de Medios", como disse o professor Wanderley: ela colhe o que não semeou.

Em tempo2: acorda, zé !"