domingo, 14 de agosto de 2016
O sumiço dos coxinhas
RESPEITO É BOM E EU GOSTO
(Os coxinhas estão sumidos)
Cada vez menos coxinhas estão contestando as postagens anti golpe, já
quase não me fazem desaforos, exceto os desmiolados, que babam ódio e
não se importam com as conseqüências do que vêm aí.
Passaram das acusações de petralhas ladrões para petralhas eleitores de Temer.
É verdade, os petralhas elegeram Temer, só que para vice presidente. Os
que o transformaram em presidente foram os coxinhas e paneleiros, nas
suas camisinhas de CBF e sinfonias de panelas, gritando fora Dilma.
Quando os honestíssimos Agripino Maia, Cássio Cunha Lima, Ronaldo
Caiado, Aécio Neves gritam que atenderam às vozes das ruas, em parte têm
razão.
A saída dos coxas é dizer que os que estavam nessas passeatas eram petistas arrependidos.
Nova mentira. Era a classe média, eleitora do tucanato, e a melhor
evidência é que no nordeste as passeatas da CBF foram pequenas ou
inexistentes, sendo marcantes em São Paulo, estado governado por tucanos
há vinte anos, passeatas sustentadas pelo dinheiro público (até
transporte público grátis aconteceu, em dias de micaretas golpistas),
pela Fiesp, a mãe dos patinhos amarelinhos, e do consulado norte
americano.
Estão quietinhos porque estão ocupados, nas páginas de direita, como as
do Revoltados on Line e do MBL, xingando os que até ontem eram os seus
líderes, porque os descobriram ricos, financiados por Eduardo Cunha, o
PSDB/Dem e empresários norte americanos, todos anunciando que vêm
candidatos nas próximas eleições municipais, a começar pelo coreano nada
na cabeça.
O mínimo que digitam nessas páginas é traidores.
Estão quietinhos porque sabem ler e já leram o que os espera: fim dos
direitos trabalhistas, indexação da economia, de maneira a freá-la,
aumento de impostos, fim dos programas sociais, pensões e aposentadorias
fracionárias do salário mínimo, SUS reduzido... Conforme o que vem
sendo dito por Temer e seus ministros.
Até a coxada das estatais está desesperada. A primeira medida de Temer
foi acabar com o conselho dos trabalhadores, agora a roubalheira será em
segredo, nas Previs da vida, sem contar que as privatizações vai
fazê-los descer até os patamares salariais dos simples mortais.
Derrubaram um governo, acusando-o de roubo e estão vendo Rodrigo Maia
marcar a cassação de Cunha para um dia em que não haverá quorum, com
tudo ficando para o ano que vem, e uma certeza: Cunha não será cassado,
tem a língua nervosa, nenhum escrúpulo e conhece de cor e salteado o
nome de cada ladrão protegido de Moro, com os heróis golpistas
denunciados às dezenas, na Lava Jato.
Aliás, sabem que a Lava Jato vai acabar, como a Zelotes, a lista de Furnas, as investigações sobre as contas do HSBC suíço...
Mas tenho um consolo e uma esperança: os coxas é que, mais adiante, vão endireitar tudo.
Entre as suas características estão o egoísmo, o só pensar em si, nas
próprias vantagens, e que perderão; incapazes de raciocinar, para
avaliar conjuntura e estabelecer prognósticos, no prejuízo voltarão a
babar ódio, descartando que a esquerda estava certa, para assumir que
foram traídos, enganados, uma maneira de não entenderem que foram
usados; como têm a síndrome do boi, de se aglutinar em rebanhos, prontos
para serem direcionados, logo aparecerão líderes de esquerda, para os
fazer desmontar a farsa que montaram.
Marx não foi profético em relação ao Brasil, ele simplesmente conheceu a
burguesia, ainda que incipiente, igual no mundo todo, e o proletariado
alienado, sustentando as bandeiras dos patrões como se suas, até se
rebelarem, revoltados, desencarnando o coxinha para nascer consciente,
um ser político, integral.
Nos coxinhas repousam as minhas esperanças.
Terem parado de me insultar, e aos que carregam a mesma minha bandeira, é
um bom sinal, já se descobriram com os rabinhos em risco.
Delegado da PF manipula decisão do Supremo
Segundo advogados, "Anselmo extrapolou sua competência de delegado da PF"
publicado
13/08/2016
Reprodução: Globo.com
No portal Lula.com.br:
Delegado manipula decisão do STF para manter intimação a família de Lula
O delegado Márcio Anselmo, operador da Lava Jato, manipulou uma decisão do STF para criticar – também de forma indevida – a defesa do ex-presidente Lula e de seus familiares.
Em despacho divulgado nesta sexta (12/08), Anselmo extrapolou sua competência de delegado da Polícia Federal para incluir o seguinte comentário sobre a defesa dos familiares de Lula:
"Lamentável a posição por parte dos referidos que, além de serem críticos da condução coercitiva, cuja validade foi reconhecida no julgamento do HC 107644, relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 6/9/2011, apesar de sempre terem alegado estarem (sic) à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos, quando intimados buscam evitar o comparecimento..."
Só que não. O Habeas Corpus 107644 trata especificamente de um caso de assassinato, que chegou ao STF em 2011, no qual o réu já condenado queixava-se de ter sido conduzido coercitivamente em uma situação de flagrante, e teve o pedido negado pelo ministro Lewandowski. Nada a ver com os abusos cometidos no âmbito da Lava Jato.
(...) Também é falsa -- e totalmente descabida neste caso -- a afirmação de que Lula e sua família "buscam evitar o comparecimento" a depoimentos. Lula e seus filhos compareceram a todos os depoimentos para os quais foram convocados dentro da lei. Ilegal e arbitrária foi a condução coercitiva imposta a Lula pela Lava Jato em 4 de março.
O delegado Márcio Anselmo já teve sua parcialidade em relação a Lula e ao PT revelada em reportagem do Estado de S. Paulo. Seu comportamento fere o Artigo 107 do Código de Processo Penal. Ao invés de constranger a família de Lula e atacar sua defesa com falsos argumentos, Anselmo deveria declarar-se impedido de atuar na investigação.
A intimação pelo delegado da PF à esposa de Lula e a seu filho só pode ser entendida como retaliação dos operadores à denúncia que Lula fez dos abusos da Lava Jato junto ao Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Da mesma forma, só pode ser entendida como retaliação a inclusão de outro filho de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, nas investigações da Lava Jato, por fatos que já foram esclarecidos no âmbito da Operação Zelotes – e que nada têm a ver com a propriedade do sítio de Atibaia.
As novas arbitrariedades da Força Tarefa apenas reforçam o prejulgamento de delegados, procuradores e do juiz Sergio Moro em relação a Lula. Sem provas, sem evidências, sem fatos, estes operadores promovem uma caçada judicial, por meio de propaganda opressiva, com o objetivo de promover um julgamento pela mídia.
Lula não teme investigações, porque sempre agiu dentro da lei. Mas tem direito, como todos os cidadãos brasileiros, a um processo imparcial, que respeite suas garantias e o estado democrático de direito.
O delegado Márcio Anselmo, operador da Lava Jato, manipulou uma decisão do STF para criticar – também de forma indevida – a defesa do ex-presidente Lula e de seus familiares.
Em despacho divulgado nesta sexta (12/08), Anselmo extrapolou sua competência de delegado da Polícia Federal para incluir o seguinte comentário sobre a defesa dos familiares de Lula:
"Lamentável a posição por parte dos referidos que, além de serem críticos da condução coercitiva, cuja validade foi reconhecida no julgamento do HC 107644, relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 6/9/2011, apesar de sempre terem alegado estarem (sic) à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos, quando intimados buscam evitar o comparecimento..."
Só que não. O Habeas Corpus 107644 trata especificamente de um caso de assassinato, que chegou ao STF em 2011, no qual o réu já condenado queixava-se de ter sido conduzido coercitivamente em uma situação de flagrante, e teve o pedido negado pelo ministro Lewandowski. Nada a ver com os abusos cometidos no âmbito da Lava Jato.
(...) Também é falsa -- e totalmente descabida neste caso -- a afirmação de que Lula e sua família "buscam evitar o comparecimento" a depoimentos. Lula e seus filhos compareceram a todos os depoimentos para os quais foram convocados dentro da lei. Ilegal e arbitrária foi a condução coercitiva imposta a Lula pela Lava Jato em 4 de março.
O delegado Márcio Anselmo já teve sua parcialidade em relação a Lula e ao PT revelada em reportagem do Estado de S. Paulo. Seu comportamento fere o Artigo 107 do Código de Processo Penal. Ao invés de constranger a família de Lula e atacar sua defesa com falsos argumentos, Anselmo deveria declarar-se impedido de atuar na investigação.
A intimação pelo delegado da PF à esposa de Lula e a seu filho só pode ser entendida como retaliação dos operadores à denúncia que Lula fez dos abusos da Lava Jato junto ao Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Da mesma forma, só pode ser entendida como retaliação a inclusão de outro filho de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, nas investigações da Lava Jato, por fatos que já foram esclarecidos no âmbito da Operação Zelotes – e que nada têm a ver com a propriedade do sítio de Atibaia.
As novas arbitrariedades da Força Tarefa apenas reforçam o prejulgamento de delegados, procuradores e do juiz Sergio Moro em relação a Lula. Sem provas, sem evidências, sem fatos, estes operadores promovem uma caçada judicial, por meio de propaganda opressiva, com o objetivo de promover um julgamento pela mídia.
Lula não teme investigações, porque sempre agiu dentro da lei. Mas tem direito, como todos os cidadãos brasileiros, a um processo imparcial, que respeite suas garantias e o estado democrático de direito.
Globo ri por fora, mas treme por dentro
Golpe bate na trave no fim de agosto!
Globo não tem segurança dos votos para o impeachment de Dilma
A Globo ri por fora, mas treme por dentro. A emissora patrocinadora do golpe de Estado e da Olimpíada não tem segurança nos votos necessários para o impeachment de Dilma Rousseff.
Buscando o ufanismo no estilo “Brasil, ame-o ou deixe-o” — slogan familiar, não é? — a Globo comemora nesses tempos antidemocráticos até quarto lugar em competições no Jogos Olímpicos, que não rende lugar.
Nos telejornais desta madrugada, por exemplo, logo após “notícia” sobre a data de 25 de agosto para o início do juízo final no Senado, vem outra criminalizando a presidente Dilma Rousseff.
É claro que a TV Globo fica só no sangue doce com o interino Michel Temer (PMDB). O puxa-saquismo tem relação com a farta publicidade que os Marinho estão recebendo do governo e com a venda do país a preço de bananas, bem como com a retirada de direitos dos trabalhadores.
Pela última informação atualizada pelo Blog do Esmael, o golpe vai bater na trave no fim deste mês de agosto. Então, caro leitor, prepare-se porque a temperatura se elevará [isto é, as denúncias e linchamentos midiáticos]. De lado a lado.
Como diz o Chatão Bueno, locutor oficial da Globo, um “teeesste para cardíaaaco”
Globo ri por fora, mas treme por dentro
Esmael: Globo ri por fora, mas treme por dentro
publicado
13/08/2016
Golpe bate na trave no fim de agosto!
Globo não tem segurança dos votos para o impeachment de Dilma
A Globo ri por fora, mas treme por dentro. A emissora patrocinadora do golpe de Estado e da Olimpíada não tem segurança nos votos necessários para o impeachment de Dilma Rousseff.
Buscando o ufanismo no estilo “Brasil, ame-o ou deixe-o” — slogan familiar, não é? — a Globo comemora nesses tempos antidemocráticos até quarto lugar em competições no Jogos Olímpicos, que não rende lugar.
Nos telejornais desta madrugada, por exemplo, logo após “notícia” sobre a data de 25 de agosto para o início do juízo final no Senado, vem outra criminalizando a presidente Dilma Rousseff.
É claro que a TV Globo fica só no sangue doce com o interino Michel Temer (PMDB). O puxa-saquismo tem relação com a farta publicidade que os Marinho estão recebendo do governo e com a venda do país a preço de bananas, bem como com a retirada de direitos dos trabalhadores.
Pela última informação atualizada pelo Blog do Esmael, o golpe vai bater na trave no fim deste mês de agosto. Então, caro leitor, prepare-se porque a temperatura se elevará [isto é, as denúncias e linchamentos midiáticos]. De lado a lado.
Como diz o Chatão Bueno, locutor oficial da Globo, um “teeesste para cardíaaaco”
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Governo russo está revendo as políticas neoliberais
10/8/2016, Paul Craig Roberts e Michael Hudson, Paul Graig Roberts Website
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Entrecomentado na Vila Vudu
"Na Rússia, Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética."
(Entrecomentário 1) No Brasil, Washington está, primeiro, tratando de desmoralizar o governo legítimo da presidenta Dilma, para pôr no poder um governo já mega-super-over-blaster desmoralizado do usurpador fantoche #ForaTemer. Em seguida, Washington começará a se aproveitar [NTs].
"Só governo que não conhecesse o objetivo neoconservador dos EUA obcecados com alcançar/preservar a hegemonia mundial, teria algum dia exposto o próprio sistema econômico a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo."
(Entrecomentário 2) No Brasil, o governo golpista do usurpador fantoche #ForaTemer é comandado de fora do Brasil e, aqui, está DELIBERADAMENTE e PLANEJADAMENTE trabalhando para expor o sistema econômico do Brasil a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo.
Esse SEMPRE FOI o 'projeto Golbery' (1952), que entendia que o Brasil não teria meios para desenvolver-se sozinho e sem pôr em risco a 'segurança do hemisfério', e teria de ser "ancorado a centros desenvolvidos". Naquele momento da 1ª Guerra Fria, 'desenvolvido', pra esses caras, seria quem fosse mais furiosamente contra o bloco soviético. É o mesmo que dizer que o Brasil teria de ser ancorado aos EUA. É a tal dita 'dependência útil' [só rindo!], a qual, adiante, o sociólogo udenista facinoroso, FHC, tanto tentaria vender ou subalugar como se fosse alguma 'teoria' [NTs].)
Contra essa seleção de "economistas de lixão" [orig. junk economists], está Sergey Glaziev.[1] Boris Titov e Andrei Klepach, ao que se sabe, são aliados de Glaziev.
Esse grupo compreende que as políticas neoliberais deixam a economia da Rússia suscetível a golpes de desestabilização manobrada por Washington, sempre que os EUA queiram punir governos russos por não obedecerem à política externa ditada de Washington. O objetivo deles é promover uma Rússia mais autossuficiente, de modo a proteger a soberania nacional e a capacidade do governo para defender interesses nacionais da Rússia, em vez de subjugar esses interesses aos interesses de Washington.
O modelo neoliberal não é modelo de desenvolvimento: é modelo puramente extrativo. Norte-americanos o têm caracterizado em termos de Rússia e outros dependentes serão 'rachadores de lenha e puxadores de água para os príncipes' [Josué 9:21], ou, no caso da Rússia, puxadores de petróleo, gás, platina e diamantes.
Autossuficiência significa não depender de importações ou de capitais externos para investimentos que possam ser financiados pelo banco central da Rússia. Também significa conservar partes estratégicas da economia em mãos públicas, não privadas. Serviços básicos de infraestrutura devem ser postos a serviço da economia nacional a preço de custo, ou com preços subsidiados ou gratuitamente, nunca entregues a proprietários estranhos ao país, para que deles extraiam lucros de monopólio.
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Entreouvido na Vila Vudu:
Nesse artigo, onde se lê "Rússia tenta resistir", pode-se ler "governo fantoche #ForaTemer tenta entregar anéis e dedos" [pano rápido]
______________________________ _____________________
Nesse artigo, onde se lê "Rússia tenta resistir", pode-se ler "governo fantoche #ForaTemer tenta entregar anéis e dedos" [pano rápido]
______________________________
Entrecomentado na Vila Vudu
"Na Rússia, Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética."
(Entrecomentário 1) No Brasil, Washington está, primeiro, tratando de desmoralizar o governo legítimo da presidenta Dilma, para pôr no poder um governo já mega-super-over-blaster desmoralizado do usurpador fantoche #ForaTemer. Em seguida, Washington começará a se aproveitar [NTs].
"Só governo que não conhecesse o objetivo neoconservador dos EUA obcecados com alcançar/preservar a hegemonia mundial, teria algum dia exposto o próprio sistema econômico a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo."
(Entrecomentário 2) No Brasil, o governo golpista do usurpador fantoche #ForaTemer é comandado de fora do Brasil e, aqui, está DELIBERADAMENTE e PLANEJADAMENTE trabalhando para expor o sistema econômico do Brasil a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo.
Esse SEMPRE FOI o 'projeto Golbery' (1952), que entendia que o Brasil não teria meios para desenvolver-se sozinho e sem pôr em risco a 'segurança do hemisfério', e teria de ser "ancorado a centros desenvolvidos". Naquele momento da 1ª Guerra Fria, 'desenvolvido', pra esses caras, seria quem fosse mais furiosamente contra o bloco soviético. É o mesmo que dizer que o Brasil teria de ser ancorado aos EUA. É a tal dita 'dependência útil' [só rindo!], a qual, adiante, o sociólogo udenista facinoroso, FHC, tanto tentaria vender ou subalugar como se fosse alguma 'teoria' [NTs].)
Segundo várias notícias, o governo russo
está reavaliando as políticas neoliberais que tão pouco ajudaram e
tanto prejudicaram a Rússia, desde o fim da União Soviética. Se a Rússia
tivesse adotado política econômica inteligente, a economia russa
estaria em muito melhores condições do que está hoje. E, se tivesse
restaurado a confiança no autofinanciamento, teria evitado a maior parte
da fuga de capitais russos para o ocidente.
Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética. Acreditando que a rivalidade entre os dois países teria acabado com o fim do regime soviético, os russos acreditaram no conselho que os norte-americanos lhes deram, para modernizar a economia russa na direção de ideais ocidentais. Mas Washington logo traiu a confiança nos russos e acabrestou a Rússia numa política econômica concebida para assaltar o patrimônio econômico russo e transferir a propriedade deles para mãos norte-americanas no específico e não russas em geral.
Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética. Acreditando que a rivalidade entre os dois países teria acabado com o fim do regime soviético, os russos acreditaram no conselho que os norte-americanos lhes deram, para modernizar a economia russa na direção de ideais ocidentais. Mas Washington logo traiu a confiança nos russos e acabrestou a Rússia numa política econômica concebida para assaltar o patrimônio econômico russo e transferir a propriedade deles para mãos norte-americanas no específico e não russas em geral.
Com
aplicar esse golpe contra a Rússia, levando os russos a aceitar a
entrada de capital de fora e expondo o rublo à especulação, Washington
garantiu que os EUA conseguissem desestabilizar a Rússia com fluxos de
saída de capitais e assalto direto contra o valor de câmbio do rublo.
Só governo que não conhecesse o objetivo neoconservador dos EUA obcecados com alcançar a hegemonia mundial, teria algum dia exposto o próprio sistema econômico a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo.
As sanções que Washington impôs – e obrigou a Europa a impor – à Rússia mostra o quanto a economia neoliberal trabalha obcecadamente contra a Rússia. As altíssimas taxas de juros e a 'austeridade' (não é austeridade: é ARROCHO) fizeram naufragar a economia russa – sem qualquer ganho para a Rússia. O rublo foi derrubado pela fuga de capitais, resultando no processo pelo qual o Banco Central 'torrou' as reservas estrangeiras da Rússia no esforço para 'sustentar' o rublo, mas processo que, na verdade, só 'sustentou' a fuga de capitais.
Vladimir Putin até acha atraente a noção romântica de uma economia global à qual todos os países tenham igual acesso. Mas os problemas que resultaram da política neoliberal forçaram-no a recorrer à substituição de importações para tornar a economia russa menos dependente de importações. Aqueles problemas também levaram Putin a dar-se contra de que, se o plano era a Rússia manter um pé na ordem econômica 'ocidental', ela teria de manter o outro pé na nova ordem econômica em construção com China, Índia e as repúblicas asiáticas ex-soviéticas.
A economia neoliberal prescreve uma dependência política que depende de empréstimos de fora e investimentos estrangeiros. Essa política cria dívidas em moeda estrangeira e entre a propriedade sobre lucros auferidos na Rússia, também a estrangeiros. São duas perigosas vulnerabilidades no caso de nação que Washington já declarou "ameaça existencial aos EUA".
O establishment econômica que Washington preparou, no qual a Rússia sonhava 'integrar-se' sempre foi neoliberal. Considerem-se, dentre outros, a presidenta do Banco Central Elvira Nabiullina; o ministro de desenvolvimento econômico Alexei Ulyukayev; e os ministros das Finanças, o atual e o anterior, Anton Siluanov e Alexei Kudrin – todos eles neoliberais doutrinais. Todo esse pessoal, para lidar com o déficit no orçamento russo, só sabe vender patrimônio público dos russos, a estrangeiros. Se tivesse sido efetivamente implantada, essa política daria a Washington cada vez maior controle sobre a economia russa.
Só governo que não conhecesse o objetivo neoconservador dos EUA obcecados com alcançar a hegemonia mundial, teria algum dia exposto o próprio sistema econômico a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo.
As sanções que Washington impôs – e obrigou a Europa a impor – à Rússia mostra o quanto a economia neoliberal trabalha obcecadamente contra a Rússia. As altíssimas taxas de juros e a 'austeridade' (não é austeridade: é ARROCHO) fizeram naufragar a economia russa – sem qualquer ganho para a Rússia. O rublo foi derrubado pela fuga de capitais, resultando no processo pelo qual o Banco Central 'torrou' as reservas estrangeiras da Rússia no esforço para 'sustentar' o rublo, mas processo que, na verdade, só 'sustentou' a fuga de capitais.
Vladimir Putin até acha atraente a noção romântica de uma economia global à qual todos os países tenham igual acesso. Mas os problemas que resultaram da política neoliberal forçaram-no a recorrer à substituição de importações para tornar a economia russa menos dependente de importações. Aqueles problemas também levaram Putin a dar-se contra de que, se o plano era a Rússia manter um pé na ordem econômica 'ocidental', ela teria de manter o outro pé na nova ordem econômica em construção com China, Índia e as repúblicas asiáticas ex-soviéticas.
A economia neoliberal prescreve uma dependência política que depende de empréstimos de fora e investimentos estrangeiros. Essa política cria dívidas em moeda estrangeira e entre a propriedade sobre lucros auferidos na Rússia, também a estrangeiros. São duas perigosas vulnerabilidades no caso de nação que Washington já declarou "ameaça existencial aos EUA".
O establishment econômica que Washington preparou, no qual a Rússia sonhava 'integrar-se' sempre foi neoliberal. Considerem-se, dentre outros, a presidenta do Banco Central Elvira Nabiullina; o ministro de desenvolvimento econômico Alexei Ulyukayev; e os ministros das Finanças, o atual e o anterior, Anton Siluanov e Alexei Kudrin – todos eles neoliberais doutrinais. Todo esse pessoal, para lidar com o déficit no orçamento russo, só sabe vender patrimônio público dos russos, a estrangeiros. Se tivesse sido efetivamente implantada, essa política daria a Washington cada vez maior controle sobre a economia russa.
Serguey Gaziev
Esse grupo compreende que as políticas neoliberais deixam a economia da Rússia suscetível a golpes de desestabilização manobrada por Washington, sempre que os EUA queiram punir governos russos por não obedecerem à política externa ditada de Washington. O objetivo deles é promover uma Rússia mais autossuficiente, de modo a proteger a soberania nacional e a capacidade do governo para defender interesses nacionais da Rússia, em vez de subjugar esses interesses aos interesses de Washington.
O modelo neoliberal não é modelo de desenvolvimento: é modelo puramente extrativo. Norte-americanos o têm caracterizado em termos de Rússia e outros dependentes serão 'rachadores de lenha e puxadores de água para os príncipes' [Josué 9:21], ou, no caso da Rússia, puxadores de petróleo, gás, platina e diamantes.
Autossuficiência significa não depender de importações ou de capitais externos para investimentos que possam ser financiados pelo banco central da Rússia. Também significa conservar partes estratégicas da economia em mãos públicas, não privadas. Serviços básicos de infraestrutura devem ser postos a serviço da economia nacional a preço de custo, ou com preços subsidiados ou gratuitamente, nunca entregues a proprietários estranhos ao país, para que deles extraiam lucros de monopólio.
Glaziev
também quer que o valor de câmbio do rublo seja determinado pelo banco
central, não por especuladores no mercado de moedas.
Economistas neoliberais não veem que o desenvolvimento econômico de um país superdotado de recursos naturais como a Rússia pode ser financiado com o dinheiro necessário criado pelo banco central. Para eles, seria procedimento.
Os neoliberais negam o fato já reconhecido há muito tempo de que, em termos da quantidade de dinheiro, não faz diferença alguma de onde venha o dinheiro, se do banco central ou de bancos privados (os quais, como o banco central, também criam dinheiro, não com a Casa da Moeda, mas com juros de empréstimos ou 'recolhidos' fora do país). A diferença é que, se o dinheiro vem de bancos privados ou do exterior, os juros são devidos aos bancos privados e os lucros têm de ser divididos com investidores estrangeiros, que sempre acabam por controlar a economia.
Aparentemente, os neoliberais russos são insensíveis à ameaça que Washington e vassalos europeus fazem contra o estado russo. A partir de mentiras completamente inventadas e cevadas na/pela mídia-empresa, Washington impôs sanções econômicas à Rússia. Essa demonização política é tão fictícia quanto toda a propaganda da economia neoliberal. Apoiada nessas mentiras, Washington vai ampliando as forças militares e o número de bases de mísseis empurrados para perto das fronteiras da Rússia e em águas russas.
Washington obra para mudar regimes nos estados que foram províncias soviéticas, para ali instalar regimes fantoches hostis à Rússia, como fizeram já na Ucrânia e na Georgia. A Rússia é continuadamente demonizada por Washington e pela OTAN.
Washington politizou viciosamente até os Jogos Olímpicos, e conseguiu impedir que muitos atletas russos (e TODOS os paratletas olímpicos russos) participassem dos jogos no Rio de Janeiro em 2016.
Apesar de todos esses movimentos hostis contra a Rússia, mesmo assim os neoliberais russos ainda acreditam que as políticas econômicas que Washington insiste em impor à Rússia considerariam interesses dos russos. Não. As políticas econômicas que Washington insiste em impor à Rússia visam, exclusivamente, a expor a economia russa a ser controlada por/de Washington. Nessas condições, ancorar o destino da Rússia à hegemonia belicosa dos EUA é entregar a soberania russa à soberania dos EUA.*****
Economistas neoliberais não veem que o desenvolvimento econômico de um país superdotado de recursos naturais como a Rússia pode ser financiado com o dinheiro necessário criado pelo banco central. Para eles, seria procedimento.
Os neoliberais negam o fato já reconhecido há muito tempo de que, em termos da quantidade de dinheiro, não faz diferença alguma de onde venha o dinheiro, se do banco central ou de bancos privados (os quais, como o banco central, também criam dinheiro, não com a Casa da Moeda, mas com juros de empréstimos ou 'recolhidos' fora do país). A diferença é que, se o dinheiro vem de bancos privados ou do exterior, os juros são devidos aos bancos privados e os lucros têm de ser divididos com investidores estrangeiros, que sempre acabam por controlar a economia.
Aparentemente, os neoliberais russos são insensíveis à ameaça que Washington e vassalos europeus fazem contra o estado russo. A partir de mentiras completamente inventadas e cevadas na/pela mídia-empresa, Washington impôs sanções econômicas à Rússia. Essa demonização política é tão fictícia quanto toda a propaganda da economia neoliberal. Apoiada nessas mentiras, Washington vai ampliando as forças militares e o número de bases de mísseis empurrados para perto das fronteiras da Rússia e em águas russas.
Washington obra para mudar regimes nos estados que foram províncias soviéticas, para ali instalar regimes fantoches hostis à Rússia, como fizeram já na Ucrânia e na Georgia. A Rússia é continuadamente demonizada por Washington e pela OTAN.
Washington politizou viciosamente até os Jogos Olímpicos, e conseguiu impedir que muitos atletas russos (e TODOS os paratletas olímpicos russos) participassem dos jogos no Rio de Janeiro em 2016.
Apesar de todos esses movimentos hostis contra a Rússia, mesmo assim os neoliberais russos ainda acreditam que as políticas econômicas que Washington insiste em impor à Rússia considerariam interesses dos russos. Não. As políticas econômicas que Washington insiste em impor à Rússia visam, exclusivamente, a expor a economia russa a ser controlada por/de Washington. Nessas condições, ancorar o destino da Rússia à hegemonia belicosa dos EUA é entregar a soberania russa à soberania dos EUA.*****
[1] Sobre
ele, ver, dentre outros artigos, "Para pôr fim às guerras dos EUA em
todo o planeta: Assessor de Putin propõe Aliança Antidólar", 18/6/2014,
Tyler Durden, ZeroHedge (traduzido em Redecastorphoto; e "Entrevista com Sergei Glaziev − Para compreender a Ucrânia em 15 minutos", 23/8/2014, Redecastorphoto (NTs).
Quando senadores e juízes canalhas começarem a ser mortos a Democracia retornará
A democracia e seus inimigos
Senadores e juízes canalhas atentam contra a soberania popular porque não tem medo de morrer. Quando alguns deles começarem a ser mortos a normalidade política retornará ao país?
Ao comentar o resultado da votação no Senado o advogado
de Dilma Rousseff afirmou:
"Nenhum governo se estabiliza ou estabilizará o País
com um ruptura democrática como esta. Poder na democracia vem das urnas, não
vem de uma fratura constitucional como está sendo feita. Não há base para
afastar a presidenta Dilma Rousseff"
Cardozo está rigorosamente certo. A democracia é um regime
político que tem duas características essenciais: soberania popular e igualdade
jurídica entre os cidadãos. Ambos são prescritos na CF/88: art. 1o., parágrafo
único “Todo o poder emana do povo...”; art. 5o., caput “Todos
são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…”.
O afastamento da presidenta com base num artifício (Dilma
Rousseff não praticou pedaladas fiscais como demonstraram os peritos) durante
um julgamento do qual participam dezenas de senadores corruptos (e que tem
motivos pessoais para odiá-la em razão dela ter apoiado as investigações da
Lava Jato) configura um duplo rompimento do princípio democrático. Uma violação
evidente dos citados art. 1o., parágrafo único, e do art. 5o, caput, da CF/88.
Além de estabelecer uma distinção ilegal entre Dilma
Rousseff (uma mulher honesta que não foi acusada de receber propina como Aécio
Neves, José Serra, Aloysio Nunes, Michel Temer e outros) e seus algozes
(bandidos que deveriam estar presos e não julgando a presidenta do país), a
farsa do Impedimento está rasgando mais 54 milhões de votos. O poder originário
dos cidadãos, a soberania popular, não poderia ser ignorada pelos senadores,
nem pelo Poder Judiciário. O Estado não é propriedade do Senado, a presidência
da república não é um cargo que pode ser atribuído a quem quer que seja sem o
voto popular.
Nossa democracia está sob grande ameaça. Como em 1964, um
punhado de marginais está se apropriando do poder político sem dar satisfação
ao povo brasileiro. As origens remotas desta crise, porém, não decorrem apenas
da Lava Jato e do esforço que os corruptos liderados por Michel Temer estão
fazendo para ficar impunes.
Aqui mesmo no GGN já sustentei e demonstrei que nossa
democracia é imperfeita, pois a soberania popular nunca penetrou no Poder
Judiciário. Sobre o assunto vide
É por esta razão, aliás, que costumo dizer que nossa democracia é na verdade um
liberalismo oligárquico
O princípio oligárquico aflorou com força durante a crise em
curso. Isto explica porque, em troca de aumento salarial, os Juízes preferiram
ajudar um bando de senadores aloprados e marginais a rasgar a Constituição
Federal. O fenômeno, contudo, não é inteiramente novo.
Desde que foi criado em Atenas, o regime democrático se viu
obrigado a enfrentar inimigos externos e internos. O primeiro inimigo externo
enfrentado pela democracia ateniense foi Xerxes (II Guerra Médica). Após a
derrotar os persas com ajuda de seus aliados, Atenas viu suas relações com
Esparta se deteriorarem. As duas principais cidades gregas acabaram entrando em
guerra. Sobre este conflito diz Tulcídides:
“A causa mais verdadeira, embora menos declarada, é penso
eu, que os atenienses, tornando-se poderosos, inspiraram temor aos lacedemônios
e os forçaram a lutar.” (História da Guerra do Peloponeso, Livro I -
Edição bilíngue, Tucídides, editora Martins Fontes, São Paulo, 2013, p. 33)
Derrotada na Guerra do Peloponeso, Atenas se viu sob
administração militar espartana. Com ajuda dos vitoriosos, os aristocratas
atenienses voltaram ao poder e instituíram um regime tirânico. Alijados do
poder, os democratas recomeçaram a luta interna quando os espartanos retornaram
à sua cidade. Em pouco tempo Atenas conseguiu se livrar da tirania. Todavia, o
novo regime democrático não conseguiu recuperar o poder e o prestígio da
cidade. E algumas décadas depois da restauração democrática, como várias outras
cidades, Atenas também acabou sendo conquistada por Filipe, rei caolho da
Macedônia.
O combate contra os inimigos internos e externos da
democracia brasileiro também está ocorrendo neste momento. Os internos são bem
conhecidos (Michel Temer, José Serra e o bando de senadores aloprados e
marginais que eles lideram). Os inimigos externos da democracia brasileira são
o “mercado” (expressão vaga através da qual são designados os investidores que
querem impor seus interesses acima dos interesses dos brasileiros) e a
Embaixada dos EUA (que, sem dúvida alguma, ajudou a coordenar as ações que
minaram a soberania popular e o poder legítimo atribuído a Dilma Rousseff).
A guerra contra a tirania de Michel Temer já começou nas
ruas e nas redes sociais. Ela tende a aumentar e a se aprofundar se a farsa do
Impedimento prevalecer. O rompimento da legalidade imposto ao país pelos
inimigos da democracia certamente provocará um trauma doloroso e violento. Mas
o povo conseguirá recuperar seu poder de uma maneira ou de outra. E quando isto
ocorrer será necessário aprovar Leis que defendam o regime dos ataques internos
e externos.
Quando restauraram sua democracia, os atenienses aprovaram
uma Lei que bem pode servir de inspiração aos brasileiros. O Decreto de
Demofante contra a tirania data de 410 aC e tem o seguinte conteúdo:
“O Conselho e a assembléia decidiram; Éantis era a tribo
que presidia; Clígenes era secretário; Boétos era presidente; Demofante propôs
o seguinte: A data desse decreto é o Conselho dos Quinhentos, escolhido por
sorteio, sendo Clígenes o primeiro-secretário. Qualquer pessoa que supria a
democracia em Atenas ou sirva em qualquer cargo público, enquanto a democracia
estiver suspensa, será inimigo dos atenienses e deverá ser morto sem punição
para quem o matar; e seus bens deverão ser confiscados e um décimo deverá ser
destinado às deusas; aquele que o tiver matado ou tiver conspirado contra ele,
deverá ficar livre de profanação; todos os atenienses têm de jurar sacrifícios
ilibados pelas tribos (phylaí) e demos que vão matá-lo. E o juramento deverá
ser este: “Vou matar por palavra e ação e por minhas próprias mãos, se isso
estiver ao meu alcance, todo aquele que subverter a democracia em Atenas,
ocupar qualquer cargo público enquanto a democracia estiver suspensa, tentar se
tornar um tirano ou ajudar a estabelecer a tirania. E se alguém matar tal
pessoa, vou considerá-lo puro aos olhos dos deuses e deusas, porque terá matado
um inimigo dos atenienses e venderei todos os bens da pessoa assassinada e
darei metade dessa renda a seu assassino, sem privá-lo de nada; e se alguém
morrer ou matar ou tentar matar essa pessoa, vou cuidar dele e de seus filhos
da mesma maneira que Harmódio e Aristogíton e seus descendentes. E declaro
nulos todos os juramentos feitos contra a democracia ateniense, em Atenas ou em
qualquer outro local”. Todos atenienses devem prestar seu juramento de
sacrifícios ilibados antes do festival das Dionísias. E devem rezar para que
aqueles que observem o juramento sejam abençoados, enquanto aqueles que o
quebrem, pereçam, eles e seus descendentes.” (Leis da Grécia Antiga,
Ilias Arnaoutoglou, editora Odysseus, São Paulo, 2003, p. 85/86)
Os aspectos religiosos desta lei certamente caíram em
desuso. Mas no essencial, uma tal Lei certamente ajudará a preservar nossa
democracia contra senadores e juízes canalhas que atentam contra a soberania
popular porque não tem medo de morrer. Quando alguns deles começarem a ser
mortos a normalidade política retornará ao país? Esta, meus caros, é uma boa
pergunta.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Globo e golpistas mergulham o Brasil no abismo
A Globo esconde dos brasileiros as
delações com o potencial explosivo de derrubar o governo usurpador e
levar seus integrantes para a cadeia (Charge: Ribs)
por Jeferson Miola
Dois fatos políticos de relevância olímpica
foram olimpicamente ocultados pela Rede Globo no Jornal Nacional desta
segunda-feira olímpica, 8 de agosto de 2016.
O primeiro fato: a decisão de Gilmar Mendes, juiz tucano no STF, de
abrir processo para extinguir o PT. Embalado pelo espírito fascista da
ditadura golpista de 1964, Gilmar quer eliminar do sistema partidário
brasileiro o Partido que tem quase 2 milhões de filiados e que recebeu
54.501.318 votos na última eleição presidencial. Um fato de tal
gravidade jamais poderia ser escondido.O segundo fato ocultado foi o vazamento da delação que revelou a propina de R$ 10 milhões que Michel Temer mandou a Odebrecht entregar aos sócios golpistas Eliseu Padilha, Chefe da Casa Civil, que embolsou R$ 4 milhões em dinheiro vivo, e Paulo Skaff, presidente da FIESP, que levou R$ 6 milhões, também em dinheiro vivo. A delação também mostrou a propina de R$ 34,5 milhões recebida pelo Chanceler usurpador José Serra.
Quem revelou o escândalo da propina multi-milionária paga aos golpistas não foi nenhum veículo da imprensa não-hegemônica. A divulgação saiu das páginas da insuspeitamente golpista revista Veja, muitas vezes beneficiária em primeira mão dos vazamentos seletivos feitos por agentes da PF, do MP e do Judiciário.
É evidente que este escândalo, com o potencial
explosivo de derrubar o governo usurpador e levar seus integrantes para
a cadeia – fosse esse, evidentemente, um tempo de normalidade
democrática e institucional – somente foi vazado porque seus autores
confiam que exercem controle total da situação e das instituições
políticas, policiais e judiciais.
É ilusório pensar que esta denúncia tenha algo a ver com princípios
éticos ou morais ou com o ideal de “limpeza” da política apregoado por
procuradores da Lava Jato, que agem como verdadeiros pregadores da nova
ordem, pura e livre de pecados.O vazamento é uma operação calculada; é parte do jogo de disputas, chantagens e de acomodação de interesses no interior do bloco golpista.
Aqueles que se beneficiam do vazamento têm consciência de que a divulgação deste escândalo monumental não reverterá o curso do golpe e não derrubará o governo usurpador de Michel Temer. Em outras palavras: o golpe está consolidado, e o novo regime golpista, que se assenta na criminalidade e na solidariedade criminosa, já administra as tensões internas.
Este estágio “orweliano” da realidade brasileira não seria alcançado sem a participação da Rede Globo, com o corpo e a alma, no golpe.
A Globo joga um papel decisivo na consolidação do golpe, como jogou no de 1964. O papel nocivo da Globo à democracia é exercido quando deturpa a realidade que publica, mas sobretudo quando esconde criminosamente a realidade.
Esses acontecimentos são a demonstração olímpica de que o Brasil está sendo outra vez mergulhado no abismo do arbítrio e do obscurantismo.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Protestos e mais protestos contra os golpistas. Mas e daí?
Muita gente nas ruas nos atos do "Fora, Temer" e na defesa da democracia neste domingo, 31 de julho.
Poucos no "Fora, Dilma" e na defesa da ditadura.
Tudo, porém, continua como antes no quartel de Abrantes.
Ou seja, o país está nas mãos de uma quadrilha, de cleptocratas que não têm nenhum pudor em assaltar os cofres públicos.
Ele já ultrapassaram todas as linhas da decência, da ética e das leis.
Para eles tanto faz que existam milhões que os repudiem, que desejem que sejam punidos pelo que estão fazendo de mal para a democracia brasileira.
Eles pouco se importam com isso.
Muito provavelmente, estão rindo das manifestações dos democratas país afora.
Já passou da hora de esses protestos assépticos, bem comportados, civilizados, diria, mudarem de tom.
E virarem atos que tenham consequência prática. (Carlos Motta - Foto: Paulo Pinto/AGPT)
Quem é o inimigo
Sempre me intrigou o fato de grande parte do povo alemão ter apoiado aquela insanidade na década de 1930 (o Nazismo).
Agora, vendo o que ocorre em nosso país, onde hordas de descerebrados ("coxinhas") marcharam pelas ruas para apoiar o Golpe Fascista, acho que tudo fica mais compreensível.
Também ficou mais fácil compreender como em 1964 o setor mais abestalhado da população brasileira apoiou o Golpe e a Ditadura.
Estou convencido que o "inimigo" não são apenas aqueles que estão no poder. Todo aquele que "vestiu uma camiseta da CBF", que "bateu panelinha" e que apoiou o Golpe é um criminoso e "INIMIGO DA HUMANIDADE", e deve ser tratado como tal.
Agora, vendo o que ocorre em nosso país, onde hordas de descerebrados ("coxinhas") marcharam pelas ruas para apoiar o Golpe Fascista, acho que tudo fica mais compreensível.
Também ficou mais fácil compreender como em 1964 o setor mais abestalhado da população brasileira apoiou o Golpe e a Ditadura.
Estou convencido que o "inimigo" não são apenas aqueles que estão no poder. Todo aquele que "vestiu uma camiseta da CBF", que "bateu panelinha" e que apoiou o Golpe é um criminoso e "INIMIGO DA HUMANIDADE", e deve ser tratado como tal.
Assinar:
Postagens (Atom)









