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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Por que a esposa de Eduardo Cunha não é presa?

claudia cruz eduardo cunha

Por Renato Rovai, em seu blog
O juiz Sérgio Moro, que costuma ser muito rápido no gatilho ao investigar pessoas ligadas ao PT, tem nas mãos a possibilidade de mostrar que sua celeridade não é seletiva.
Documentos enviados por autoridades da Suíça apontam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a sua esposa movimentaram contas bancárias no país que foram alimentadas por dinheiro sujo da operação Lava Jato.
Cunha, por ser deputado, tem fórum privilegiado. Ou seja, terá de ser julgado no Supremo. Já a sua esposa, jornalista e ex-apresentadora de jornais da TV Globo no Rio, Cláudia Cordeiro Cruz, não.
Ela pode ter sua prisão preventiva decretada por Moro, inclusive porque sua liberdade pode atrapalhar as investigações. Moro, os amigos devem se lembrar, prendeu a cunhada de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, por muito menos. A suposta prova era o saque de alguns reais em dinheiro num caixa 24 horas. Depois veio a se descobrir que a cunhada na verdade era a esposa de Vaccari. E a trapalhada a livrou da cadeia.
Não sem antes ser desmoralizada por toda a mídia nacional.
No caso da esposa de Cunha as provas são bem mais contundentes. Ela é sócia das contas e operou gastos milionários a partir delas.
O que Moro está esperando para agir? A prisão de Cláudia pode levar a uma delação das mais importantes. Ela tem condições de revelar como funcionava o esquema Cunha de aliciamento de deputados.
E isso pode garantir que a Lava Jato de fato faça uma limpa no Congresso. Cunha é só um deles. Talvez o líder atual desse que parece ser o verdadeiro esquema, mas só um.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

OPERAÇÃO SALVA RATO

Marcos Ferreira Pinto Basto
Salva Rato convertida em Lava Jato para disfarçar, virou um feudo do juiz Sérgio Moro que manda prender a esmo sem ter provas acusatórias e seus alvos são elementos do PT assim como diretores das empreiteiras que executam grandes projetos na Petrobras.
Afirma possuir indícios de crimes, mas não apresenta provas incriminatórias e vai mantendo presos por tempo indeterminado esses diretores que deveriam estar gerindo suas empresas e pela certa, suas ausências provocam impasses na concretização dos referidos projetos que são de suma importância para a Petrobras.
Quem criou essa operação Lava Jato e a colocou sob a direção do juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal na cidade de Curitiba/PR? Não seria mais lógica uma vara federal no Rio de Janeiro, onde está a sede da Petrobras ou no Distrito Federal? O que Sérgio Moro esteve fazendo nos EUA nos meses que antecederam a mencionada operação que sugere limpeza com poderosas injetoras de água?
Esteve fazendo curso ou especialização jurídica?
Mas a justiça yankee não se assemelha à nossa! Fica uma estranha interrogação. Que não é das melhores quando ficamos sabendo que Moro atuou no caso do Banestado que envolveu transferência de somas Bilionárias para o exterior, principalmente os EUA, feitas por gente filiada ao PSDB e nada lhes aconteceu. Alberto Youssef atuou muito nessas transferências e fez a tal delação premiada, tão recompensada que aí está ele de novo envolvido em mais um caso de transferências bilionárias com mais uma delação premiada.
Mas vamos recuar no tempo para melhor entender a atual situação. Lula já tinha mandado demitir Paulo Roberto Costa por ter sido informado que o então diretor da Petrobras levava uma vida de gastos milionários e a partir dessa altura seus projetos enviados para a câmara dos deputados eram alvo de todo o tipo de atrasos e muitos rejeitados.
Velhos lacaios de Zé Sarney fizeram chegar aos ouvidos de Lula que o problema estaria sendo causado pela ordem de demissão de Costa. Ao invés de manter a demissão e mandar executar rigorosa auditoria na Petrobras, mandou cancelar a demissão e então podem imaginar como o Costa recompensou os deputados e senadores que o salvaram, pela certa que não dedurou nenhum deles a quem recompensou.Com as costas quentes, Paulo Roberto Costa passou a roubar descaradamente e tanto roubou que causou prejuízo multi-milionário à Petrobras na aquisição da refinaria de Pasadena/EUA. Não cumpriu cláusulas do contrato de compra e venda da refinaria que a vendedora entrou com ação na justiça yankee. Este contrato era de inteira responsabilidade dele. D. Dilma mandou demiti-lo e processá-lo. Foi julgado e condenado a pesada pena de prisão. Seus amigos do PSDB logo o orientaram em requerer a tal delação premiada e aí começou a festa da Petrobras. Costa começou dedurando gente sem importância na roubalheira que promovia dentro da Petrobras, enquanto seus advogados mantinham entendimentos com advogados dos ex-diretores Pedro Barusco, Renato Duque e Nestor Cerveró.
Costa já afirmara que naquele ano de 2014 não haveriam eleições presidenciais e não cairia sozinho, com as costas quentes de seus amigos do PSDB, chutava o pau da barranca, dedando seus comparsas de roubos milionários à Petrobras, via empreiteiras que eram forçadas a super faturar os orçamentos da execução de projetos com as quantias exigidas principalmente por Paulo Roberto Costa e pelos outros diretores ladrões. Todos roubavam em nome de políticos numa vâ tentativa de justificar tanta desonestidade, mas eram eles mesmos que acabavam ficando com o maior quinhão da roubalheira.
Sob a batuta do juiz Sérgio Moro, a operação Salva Rato tinha como função maior no ano eleitoral de 2014, vazar trechos das denúncias que pudessem induzir as pessoas a pensar que Dilma Roussef, candidata `a reeleição estaria envolvida em atos de corrupção na Petrobras e conseguiu prejudicar muito Dilma, mas tanto a direção da campanha da Presidente como o próprio PT, não recorreram ao TSE, condenando esse fato criminoso, nem ao CNJ, responsabilizando o juiz Moro como responsável pelo vazamento de supostas declarações.
 A mídia vendida, espalhava diariamente meias noticias muito tendenciosas que mencionavam sempre o PT junto de palavras como corrupção e Petrobras. Nas redes sociais, os valentões do teclado, hitlernautas e frustrados da vida, publicam toda a sorte de barbaridades sobre Dilma, Lula, PT e qualquer membro do partido que apareça nos noticiários.
Apesar do grande apoio financeiro de setores norteamericanos e do próprio governo, interessados em derrubar Dilma e o PT do Planalto, a Presidente reelegeu-se e aí começou nova fase de bombardear o Governo e a Petrobras.
O juiz Sérgio Moro recebeu instruções para intensificar as ações que firam o PT, a Petrobras e a Presidente. Não sabemos se chegou ao pormenor de mandar investigar a cachorrinha de Marisa Letícia, esposa de Lula, mas de certeza absoluta que a vida do ex-presidente e de seus filhos foram devassadas secretamente.
Se o ministro da justiça fosse Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF, expulso da entidade policial federal com o beneplácito de Lula porque estava investigando e prendendo os grandes ladrões que pululam no Brasil, pela certa que D. Dilma seria informada da ação da rede de promotores e delgados da PF que agiam e ainda agem contra seu Governo, contra a Petrobras e, sobretudo, contra a Nação, uma corja de traidores, muitos deles com passagens pelos EUA que nem Moro, o chefão, cópia desbotada do Quinzão!
Sérgio Moro tantas aprontou que acabou mexendo com os brios jurídicos dos ministros do STF e o responsável pela operação cada vez mais Salva Rato, cortou-lhe poderes, mas não foi nada em comparação com a tremenda mancada, para não a nomear com um nome mais pomposo da linguagem jurídica ou da popular que faz todo o mundo sentir mau cheiro: Sérgio Moro quase um Talião tupiniquim mandou prender o Vice-Almirante Othon Luis Pinheiro da Silva, diretor da Eletronuclear, como juiz não tem autoridade para mandar prender nenhum militar a não ser em flagrante delito e muito menos um Vice-Almirante.
O correto teria sido encaminhar representação à Justiça Militar, sugerindo as medidas que julgava necessárias, mas que nem um digno representante da justiça cega, surda e muda, mandou afiar a espada para decepar a honra do Vice-Almirante Othon, a maior autoridade do Brasil em segurança nacional!
O Comandante da Marinha deveria ter mandado um destacamento de fuzileiros navais resgatar o Vice-Almirante Othon e prender todos envolvidos na sua prisão, depois comunicaria o ocorrido ao ministro da defesa que por sua vez, levaria ao conhecimento da Comandante em Chefe das FFAA, a Presidente Dilma que comunicaria o ocorrido ao CNJ, enquanto Sérgio Moro e seus comparsas ficariam detidos em quartel da Marinha até serem julgados por Tribunal Militar.
Mas ninguém sequer se manifestou! Será possível que não temos em cargo importante da República, um brasileiro que preze a segurança da Pátria e um dos mais nobres cidadãos que temos? Ninguém conhece a grande obra do Vice-Almirante Othon? Os yankees conhecem bem seu valor e sua prisão tem seus dedões!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PSDB VOLTA A ATACAR A PETROBRAS EM PROL DAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS







[Em defesa (gratuita?) das empresas estrangeiras], oposição se empenha em tirar da Petrobras os royalties do pré-sal

"O lucro da maior empresa estatal brasileira será investido em educação e saúde. A oposição quer que esse montante seja "lucro privado"

Por Agência PT

Nesta semana, deve voltar a ser discutido na Câmara dos Deputados o regime de concessão que acaba com a participação mínima de 30% da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo da camada do pré-sal. O Projeto de Lei (PL) 6726/13, do deputado Mendonça Filho (DEM) foi o escolhido para entrar em pauta. Sua análise acontecerá se ele for aprovado como requerimento de urgência.

Há bastante tempo os parlamentares da oposição tentam tirar da Petrobras e do Brasil o direito aos 30% da produção do pré-sal. O senador José Serra (PSDB) criou o PLS 131/15, com a mesma função. [Depois da revelação do "Wikileaks", é sabida a parceria PSDB-Chevron-EUA]

Porém, no início deste mês, a comissão especial criada para discutir esse projeto foi extinta por falta de quórum. Isto é, não conseguiu reunir a quantidade necessária de senadores para debater a matéria. Por isso, o projeto será votado no plenário, assim que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), marcar a data.

Paralelo a isso, a Comissão de Minas e Energia, da Câmara, analisa o projeto de lei (PL) 600/15, do deputado Jutahy Júnior (PSDB), que também visa retirar da Petrobras o monopólio da operação dos campos de petróleo e desobriga a estatal de participar do investimento de 30% na exploração.

Esses projetos que acabam com a obrigatoriedade de participação da Petrobras como operadora única do pré-sal, pode inviabilizar o financiamento do Plano Nacional de Educação (PNE). No "modelo de concessão", defendido pela oposição, pretende-se entregar a riqueza retirada do pré-sal para empresas privadas [basicamente, para as grandes petrolíferas estrangeiras].

O "modelo de partilha" [criado no governo Lula] concede ao Estado maior soberania na gestão dessa riqueza nacional e, consequentemente, maior autonomia sobre a aplicação dos recursos decorrentes da exploração.

O governo já afirmou que parte desse lucro será investido na educação e na saúde, que receberão 75% e 25%, respectivamente, do fundo social. E é esse dinheiro que o senador José Serra/PSDB quer reverter para mais "lucro privado".

Atualmente, a Petrobras é a operadora dos campos de petróleo e responsável pela administração e decisões estratégicas. Dessa forma, tem o controle sobre todo o processo de produção, inclusive sobre a tecnologia que será usada no ritmo de exploração. O governo brasileiro espera mais que dobrar a sua produção de petróleo até 2030, passando de cerca de 2 milhões de barris por dia para 4 milhões."

FONTE: reportagem de Danielle Cambraia

sábado, 5 de setembro de 2015

O verdadeiro crime de Dirceu

Não é fácil ser Dirceu
Não é fácil ser Dirceu
Uma jovem jornalista me pergunta pelo Messenger: “Mas afinal o que o Dirceu fez?”
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Ela confessa a extrema dificuldade de entender.
Primeiro, há um massacre unitilateral. Toda a mídia, abastecida pela Justiça amiga, se concentra em publicar horrores de Dirceu.
As acusações parecem um catálogo telefônico daqueles de antigamente.
E a defesa como que não existe.
Dirceu já foi julgado e condenado pelo noticiário.
Tenho para mim que o Caso Dirceu só vai ser devidamente conhecido e esclarecido pela posteridade, quando o fogo das paixões políticas do momento já for coisa do passado.
Dentro desse quadro irracional é que se deve entender certas manifestações sobre Dirceu.
Um procurador da Lava Jato disse, por exemplo, que Dirceu deve ser condenado no mínimo a 30 anos de prisão.
Que conta fez esse procurador?
Os juízes do Mensalão entraram para o anedotário da Justiça quando se puseram a calcular, com ares científicos de Newton e Einstein, a “dosimetria”.
Era a dose – esdrúxula, de resto – de penas para os condenados.
A “dosimetria” do procurador para Dirceu é patética.
Trinta anos, para um homem que chega aos 70, significam a morte na prisão.
Mas não é este exatamente o ponto.
Vamos para uma terra altamente civilizada, a Escandinávia. Veja como os noruegueses trataram o caso Anders Breivik, o maníaco de direita que matou mais de 70 jovens sob o protexto alucinado de salvar seu país da ameaça muçulmana.
Breivik foi condenado a 19 anos de cadeia, a pena máxima da Noruega. Caso ele, no fim da sentença, continue a representar uma ameaça à sociedade, o caso será rediscutido.
É assim que os noruegueses enxergam as penas. Cadeia é para recuperar as pessoas, não para fazê-las apodrecer.
Estava em Oslo na época do julgamento, e a cidade funcionava normalmente, sem os espasmos de ódio tão comuns no Brasil de hoje.
E então voltemos para o caso Brasil versus Dirceu. O procurador falou no mínimo em 30 anos. Ele está precisando de uma temporada escandinava, certamente, para refazer seus conceitos.
Existe uma confusão mental na Justiça brasileira que se expressa nas declarações orais e escritas de seus magníficos integrantes.
Tente entender, por exemplo, o que Janot disse ao se manifestar contra o retorno de Dirceu à prisão domiciliar.
“Não há que se falar, com efeito, em conciliação das prisões pelo Supremo, porquanto independentes entre si, não havendo, entre uma e outra, conexão  de qualquer ordem. Ademais, o sentenciado não possui foro por prerrogativa de função, não havendo necessidade de pronunciamento do STF em questões desse jaez [gênero] relativamente a ele”, afirmou Janot.
Outro trecho: “Além disso, tendo em vista os veementes indícios de prática de infrações penais em datas posteriores ao trânsito em julgado do acórdão condenatório proferido nos autos da Ação Penal nº 470, incide, in casu, o disposto no art. 313, II, do diploma processual penal.”
Será que Janot não podia escrever em português?
Um amigo jornalista me contou, no Mensalão, que estava numa padaria, com a televisão ligada, quando um juiz pronunciou um voto. “Como fala bem esse juiz”, notou um popular ali na padaria. “Mas não entendi: ele condenou ou absolveu?”
Toda essa máquina jurídica abstrusa e parcial se voltou contra Dirceu, com a contribuição de uma das piores imprensas do universo.
O tempo haverá de esclarecer um dos episódios mais confusos da história política moderna.
Por ora, o que é claro é que o caso Dirceu é muito mais político do que propriamente legal.
Se Dirceu fosse um servo da plutocracia, viveria a vida tranquila de todos aqueles que optaram por aquele caminho.
Isso é batata.
Me ocorre Mujica ao pensar em Dirceu.
Em maio passado, numa entrevista, Pepe Mujica produziu, com sua habitual franqueza, uma defesa de Dirceu como líder petista nenhum fez.
Disse ele: “Dirceu para mim não é um criminoso. Está condenado, mas é um formidável lutador.”
Este é o verdadeiro crime de Dirceu: ser um “formidável lutador” contra a plutocracia brasileira.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Carta aos delcídios do PT

Como detonar o entreguismo do Cerra, o que vendeu a Vale a preço de banana.

Ilustração do twitter de Graça Vieira


Saiu no blog Desenvolvimentistas:


Petrobras – Carta aberta aos senadores


Por Paulo Cézar, edição de Adriano Benayon


Prezados senhores senadores, venho através deste, como cidadão, me manifestar a respeito do Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015 de autoria do senador José Serra, que extingue a obrigatoriedade de participação da Petrobras como operadora única na exploração de campos do pré sal. Na justificativa, o senador agride a Petrobrás, afirmando ser ela uma “empresa endividada, que apresenta sérios problemas de gestão, está inundada por denúncias de corrupção e com enorme dificuldade de geração de caixa”.

A Petrobrás tem, hoje, cerca de R$ 68 bilhões em caixa; a Companhia é líder mundial na exploração / produção de petróleo em águas profundas; em apenas 8 anos já está produzindo, no pré-sal, mais de 700 mil barris de petróleo dia. (1). No Golfo do México foram necessários 20 anos para atingir a marca de 500 mil barris, e no Mar do Norte 10 anos. E com um fato inegável e que vai na contramão das justificativas apresentadas pelo (PLS) 131/2015: Enquanto no Mar do Norte e no Golfo do México havia várias empresas explorando, no Brasil a Petrobras é operadora única, e mesmo assim foi muito mais eficiente (2).

Apenas no primeiro trimestre de 2015 já foram investidos pela Petrobras aproximadamente US$ 5 bilhões de dólares na exploração de petróleo no Brasil (1).Em 3 meses, prezados senadores, a empresa investiu na exploração do petróleo nacional mais do que a multinacional Shell em 15 anos de operação no Brasil. “Desde 1998, a Shell já investiu mais de US$ 4,4 bilhões em sua atuação de upstream no Brasil.” (3)

Com relação ao citado “endividamento” da Petrobras, é extremamente necessário contextualizá-lo. Ora senhores senadores, este endividamento está diretamente ligado ao aumento expressivo de investimentos da Petrobras nos últimos anos, investimentos esses que já estão dando retorno, como mostram os dados citados acima a respeito de recordes na produção do pré-sal. Além disso, senhores, há uma omissão grave no cálculo do endividamento da Petrobras através do percentual de alavancagem. Segundo o PhD na área de petróleo e gás, Paulo César Ribeiro Lima, deveriam ser contabilizados no patrimônio liquido da companhia os barris de Petróleo que foram cedidos a empresa através da cessão onerosa, mesmo utilizando um valor de barril muito menor do que o valor de mercado, pelos recursos estarem ainda “in situ”, inexplorados, o patrimônio liquido da empresa poderia triplicar, diminuindo e muito o percentual de alavancagem e dando uma situação mais realista da empresa hoje.(4) Situação que hoje distorcida, esta sendo utilizada para justificar uma medida que prejudica o País e a empresa.

Se não bastam esses fatos reais apresentados acima, que desmistificam e contrapõe as justificativas apresentadas para a aprovação do (PLS) 131/2015, ainda temos outros motivos de ordem financeira para o País. Segundo estimativa da Associação dos Engenheiros da Petrobras o País poderá perder cerca de US$ 12 trilhões de dólares ao retirar da Petrobras a responsabilidade pela operação única da exploração do Pré Sal (5). De acordo com o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, somente em royalties o Brasil deixaria de arrecadar US$ 1,8 trilhão. Isto porque as fraudes na medição do petróleo extraído e nos custos de produção costumam ficar entre 30% e 50% do que é produzido, algo que não acontecerá se a Petrobrás continuar no controle. “O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a quem caberia a função de fiscalizar, já se mostrou omisso”, resumiu, acrescentando que a Petrobrás como operadora única garante também o domínio da tecnologia e incentiva a inovação, que garantiu prêmios e recordes à Companhia.(5)

Como se vê, senadores, há perda financeira enorme para o Brasil, e não somente financeira, mas tecnológica, pois com a operação única a inovação da Petrobras, já amplamente premiada mundialmente, é incentivada, gerando conhecimento no País, e por consequência empregos de maior qualidade e desenvolvimento científico que é fundamental para a melhora da competitividade do País.

Tão gigantescas como são, as perdas financeiras e tecnológicas não estão sozinhas. Há um componente estratégico enorme nessa questão. Em primeiro lugar, senadores, temos que analisar o mercado mundial de Petróleo para entendermos melhor a questão. Estamos num contexto de baixa nos preços mundiais do Petróleo, muito por conta da inundação do mercado mundial pelo shale oil, proveniente de areias e rochas betuminosas da America do Norte. Esse óleo altamente poluente tem custos altíssimos de produção, tanto financeiros como ambientais, muito acima dos custos do pré-sal. O custo de extração da Petrobras está em US$ 9,00 por barril no pré-sal (6), enquanto o shale oil tem custo entre US$ 60 e US$ 80 o barril (7). Para o PhD na área de petróleo e gás, Paulo César Ribeiro Lima, este custo é factível, pois é possível recuperar a mesma quantidade de barris de óleo por dia no pré sal com muito menos poços, do que normalmente ocorre em outras áreas semelhantes. “Isso aqui é um verdadeiro tesouro”, afirmou.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

'Dá para pegar ele'

De novo agora todos os latidos, mandíbulas, miras, gatilhos, patas, línguas espumosas, risos gordurosos, emboscadas e dardos convergem em sua direção.

por: Saul Leblon


Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Um juiz estala os dedos, a ordem se propaga pelo dispositivo midiático conservador.

A ordem é disseminada por um colunista especializado na arte dos ganidos demarcatórios.

‘(O juiz) acha que dá para pegar ele’, uiva entre espasmos de ansiedade e sofreguidão.

A mensagem ganha diferentes versões no dispositivo midiático.

Contra Getúlio, Juscelino e Jango era Lacerda principalmente quem dava a cadência das senhas golpistas.

Lacerda agora é o jornalismo; os colunistas, em especial, seu autofalante mais exclamativo.

Ao ‘salve geral’ narrativas são adaptadas ao sotaque de cada público específico. Desde a mais crua, às colunas especializadas em dizer o mesmo com afetação pretensamente macroeconômica ou jurídica.

A mensagem é a mesma: ‘Dá para pegar ele’.

‘Ele’ é o troféu mais cobiçado, a cabeça a ser pendurada no espaço central da parede onde já figuram outras peças  embalsamadas pelos taxidermistas a serviço da caçada ininterrupta do conservadorismo na história do país.

Mas falta a dele, uma cobiça acalentada pelos quase dez anos que remontam a 2005/ 2006.

‘Ele’?

Lula.

O metalúrgico que ascendeu ao posto de maior líder político do país desde Getúlio Vargas, e cuja morte política já foi uivada pela matilha um sem número de vezes.

De novo agora todos os latidos, mandíbulas, miras, gatilhos, patas, línguas espumosas, risos gordurosos, emboscadas e dardos convergem em sua direção.

Mas há uma novidade na sofreguidão dos latidos.

Erros cometidos em inéditos doze anos de poder do maior partido de trabalhadores da América Latina, emergiram com força do chão movediço da crise mundial, contra a qual os recursos da resistência do Estado brasileiro se esgotaram.

O problema principal não é o ajuste que sucedeu a isso.

Não é Dilma.

Seu governo, a composição, a política em curso refletem um flanco anterior mais grave que pode ser sintetizado no distanciamento orgânico entre ‘a caça’ e seu imenso entorno popular.

É esse distanciamento que o ajuste em curso espelha, ao mesmo tempo em que age para aprofunda-lo.

E é ele também que explica os ganidos em decibéis crescentes, o cheiro forte de urina demarcando o território conquistado no avanço ininterrupto do tropel.

Mas não sem dificuldade.

O ciclo iniciado em 2003 tirou algumas dezenas de milhões de brasileiros da pobreza; deu mobilidade a outros tantos milhões na pirâmide de renda.

A inclusão foi tão expressiva que sob a cortina de fogo impiedosa do monopólio midiático há quase uma década, acuado, ferido e enxovalhado noite e dia, sem espaço de resposta, Lula ainda figura como o nome que parte com 25% dos votos nas sondagens da corrida presidencial para 2018, contra 35% de Aécio Neves.

Mas a direita sabe que isso é pouco para ele reverter.

Com acesso diário à tevê hoje sonegado, ao rádio e ao debate num cenário econômico que dificilmente será pior do que o atual, os dez pontos da vantagem do tucano – segundo o Datafolha -- podem derreter em questão de dias.

Então é preciso liquidar a fatura hoje. Agora. Na janela de oportunidade entre o vácuo orgânico criado em torno da presa e a próxima temporada de imersão no oceano popular.

‘(O juiz) acha que dá para pegar ele’, telegrafa o colunista que alardeia intimidades com a caçada e objetivamente compõe o galope.

A disjuntiva ‘combate à corrupção’ versus ‘ impunidade’ serve para aspergir legalidade ao tiro ao alvo em marcha que busca a cabeça encomendada para figurar na parede dos abates ilustres de Getúlio, Jango, entre outros.

Passar a limpo a política brasileira?

Fosse essa a motivação a força-tarefa que hoje se esfalfa em caçar Lula cerraria fileiras para criar travas à presença do dinheiro grosso nas campanhas eleitorais.

Promoveria uma reforma capaz de dificultar siglas caça níqueis. Endossaria o clamor por uma democracia mais aberta à participação da população, ora resumida ao comparecimento esporádico às urnas.

Não, não é esse o objetivo.

A reforma de Cunha, talhada à sua imagem e semelhança, sacramenta a causa do apodrecimento da política e afastar o eleitor das decisões por intervalos maiores.

Ah, mas Lula fez lobby por empresas brasileiras...

Sim. E nisso o senador Roberto Requião foi definitivo enquanto os senadores do PT balbuciavam evasivas:

‘Criticam o Lula por trabalhar a favor de empresas brasileiras;  elogiam o Serra por querer entregar nosso petróleo a empresas estrangeiras’, fuzilou, tiro seco e letal, o bravo parlamentar.

O país precisa de uma macroeconomia mais consistente?

Por certo.

Mas qual?

A dos sábios tucanos, reunidos no departamento econômico do Itaú, o BC do PSDB? Ou aquela recauchutada na Casa das Garças, com os mesmos ingredientes de sempre. Desregulação do mercado de trabalho e livre comércio, em linguagem acadêmica. Ou para ser um tanto mais direto: arrocho e entreguismo.

'O trade-off  é mais liberalismo em troca de mais redistribuição', preferem os senhores elegantes de gravata italiana.

Pergunte-lhes onde foi que isso aconteceu?
Na Espanha? Na Grécia? Em Portugal? Nos EUA? Ou na Inglaterra, onde a gororoba é aplicada desde Thatcher (Blair incluso), e 250 mil foram às ruas no último sábado contra cortes em programas sociais promovidos pelo engomadinho  Cameron (37% dos votos em escrutínio com abstenção de 40%)?

Menos Estado em troca de mais distribuição?

Então por que o motor da economia mundial engazopou e não pega nem com o tranco de liquidez de trilhões de dólares despejados pelo Fed e, agora, pelo tardio BCE?

Trinta anos que não se faz outra coisa a não ser desregular mercados urbi et orbi, e as grandes corporações mundiais estão sentadas em trilhões de dólares de liquidez.

Não investem.

Quem diz é a OCDE, não propriamente um organismo bolchevique.

A produtividade patina e grandes corporações dos EUA já destinaram US$ 903 bilhões este ano à recompra das próprias ações ou a dividendos milionários pagos à república dos acionistas, invertendo-se a destinação majoritária do lucro que deveria expandir o investimento produtivo.

O que falta para lubrificar a engrenagem emperrada?

Falta o que o Brasil tem, mas a boa ‘ciência econômica’ aqui -- com o incentivo do bravo jornalismo econômico -- acha indispensável liquidar: mercado de massa, horizonte de demanda, distribuição de renda, de bens e de infraestrutura.

A desregulação do mercado de trabalho e a destruição do pleno emprego -- vendidas como o clorofórmio capaz de combater as impurezas da macroeconomia lulopopulista,  explicam no plano mundial  por que essa  é a mais longa, frágil e incerta convalescença de todas as crises capitalistas, desde 1929.

O massacre da desregulação do trabalho, na fórmula consagrada de empregos desqualificados, salários baixos e atrofia sindical, foi contrabalançado pelo inchaço do crédito nas últimas décadas.

Famílias assalariadas – a exemplo de Estados desidratados pelas reduções de impostos —foram buscar no endividamento aquilo que o emprego e a receita fiscal não mais proporcionavam.

Empréstimos às famílias cresceram três vezes mais rápido que o PIB no último meio século nos países ricos, diz a OCDE.

Criou-se uma contradição nos seus próprios termos: crédito em volume cada vez maior a tomadores cada vez mais descapacitados a pagá-lo.

Daí para as sub-primes que acenderam o pavio da explosão mundial era uma questão de tempo.

Quando o balão de oxigênio creditício travou, em 2008, sobrou o deserto do real.

Um imenso areal de mão de obra subempregada, trabalhadores em tempo parcial, dezenas de milhões de famílias endividadas, outros tantos milhões de lares sem condições sequer de prover o próprio sustento.

O mundo talhado pelo cinzel neoliberal abarca hoje mais de 200 milhões de desempregados –30 milhões adicionados só nesta crise; a fome está de volta à Europa; uma em cada quatro crianças vive em meio à pobreza na Inglaterra onde Cameron acaba de cortar mais 12 bilhões de libras dos programas sociais; 46 milhões de norte-americanos só comem com ajuda do governo, mas o Congresso neoliberal desautoriza Obama a elevar o salário mínimo, agora inferior ao da era Reagan.

Por isso a OCDE lamenta o onanismo de um capital que se autossatisfaz ejaculando com a recompra das próprias ações e distribuindo lucros celibatários a  acionistas e diretores rentistas.

É essa a eficiência estratégica que se persegue?  Um capitalismo que patina no próprio esperma, apartado da reprodução, alijado de ferramentas de Estado e de poder social para reconduzi-lo às finalidades sociais do desenvolvimento?

Os dados na mesa são claros.

Não há muito tempo para agir, nem são tantas as opções assim.

Há até algum consenso entre o mercadistas sensatos e a visão progressista.

Ambos concordam que o país vive o esgotamento de uma dinâmica econômica.

Há razoável convergência em relação ao motor que deve puxar o novo período: o investimento produtivo, um impulso industrializante liderado pelo pré-sal; os grandes projetos de infraestrutura.

Termina o espaço dos consensos.

O conservadorismo avalia que o legado recente é incompatível com o futuro desejado. Para nascer o ‘novo’ é preciso destruir o ‘velho’.

Parece schumpeteriano, é udenista puro.

A supremacia financeira deve purgar todo e qualquer vestígio de interesse nacional, público e social no manejo da economia.

O alvo da caçada, Lula, embolou tudo na última década.

Fortemente ancorada na ampliação do mercado de massa, a economia avançou apoiada em ingredientes daquilo que a emissão conservadora denomina ‘Custo Brasil’.

Um exemplo das dificuldades a retardar o avanço da matilha nessa frente?

A formalização da mão de obra.

Hoje ela encarece sobremaneira o lacto purga das demissões em massa, atrasando a purificação do metabolismo econômico.

O PSDB deixou o país com uma taxa de informalidade do emprego de 43,6%.

No ano passado esse percentual era de 29,5%.

Para demitir um operário com registro em carteira é preciso pagar todos os direitos legados por Vargas.

Eles foram limados parcialmente pela ditadura, mas fortalecidos na prática pelo ciclo de pleno emprego propiciado em 12 anos de governos do PT (que pegou o país com um desemprego tucano superior a 9%, quase 10% em 2003; cortou isso à metade).

É disfuncional. Custa caro faxinar a folha de pagamentos pós-PT.

Pior: ao recontratar, enfrenta-se o piquete de uma década de investimento para democratizar a educação.

Foram oito milhões de vagas do Pronatec e 1,6 milhão de vagas do Prouni e do Fies.

O avanço educacional barra o retrocesso significativo nas relações de trabalho: o jovem qualificado recusa a informalidade e o salário arrochado.

É preciso pendurar a cabeça do responsável por isso na parede; impedi-lo de retornar à Presidência ou o mercado não completará o longo ciclo de detox neoliberal requerido.

‘(O juiz) acha que dá par apegar ele’.

Essa é a determinação serviçal da Lava Jato, cuja mão de obra não se inibe em paralisar o país para entregar o serviço.

A paralisia do sistema econômico, na verdade, é um plus que acompanha o pacote e ajudar a acuar a caça.

O resto é farofa ética expressa no inimputável conforto desfrutado pelas lambanças do PSDB.

Romper o cerco dessa determinação canina exige coragem política de negociar o futuro do país com quem  ainda quer conversar sobre soluções coletivas -- até para tornar compreensível e tolerável as restrições do presente, que são reais.

Ou o campo progressista se une e mexe no tabuleiro do xadrez com as peças dispostas a permanecer no jogo democrático, e de lance em lance altera a rigidez das demais, ou ele próprio será tomado pela rigidez cadavérica que vai tomando conta do metabolismo econômico.

Lula criou um novo personagem histórico: o mercado de massa ancorado no pleno emprego formalizado.

Os novos protagonistas formam hoje a maioria da sociedade.

Mas ainda não constituem um protagonista histórico capaz de assumir o comando do desenvolvimento e do país, o que explica o seu distanciamento em relação à caçada em curso.

É um pouco esse paradoxo que espeta no governo a angustiante dubiedade de um refém de si mesmo.

Cria, também, a angustiante dissociação entre o gesto e o seu efeito.

Entre o apelo e o seu desdobramento.

Nesta 2ª feira, Lula, ‘a caça’, evocou a necessidade de uma revolução no PT, ‘para salvar nosso projeto, não a nossa pele’.

Nada.

Em diferentes momentos da história recente, mas sobretudo após a morte traumática do candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, em agosto do ano passado, o projeto progressista esteve emparedado, a ponto de muitos darem o jogo como perdido.

No final de agosto, o aluvião conservador era tão denso que expoentes do colunismo conservador degustavam precocemente a derrota irreversível do ‘lulopetismo’.

Em duas frases, Lula esquadrejou a areia movediça então e identificou um pedaço de chão firme onde instalar a alavanca da reação (bem sucedida, como se sabe):  ‘Temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à campanha’.

Se tivesse incorporado à evocação o debate de ajustes pontuais na economia, o eleitor provavelmente entenderia –desde que isso se fizesse acompanhar de salvaguardas, prazos e contrapartidas.

Um pouco o que o Syriza busca agora na Grécia para não ser cuspido do euro, nem lixiviar ainda mais uma sociedade escalpelada.

Errou o PT ao não fazê-lo.

Erra em dobro agora, ao insistir em terceirizar um ajuste necessário, mas que só resultará em reordenação progressista do desenvolvimento se for pactuado com os que precisam genuinamente apostar na democracia social brasileira.

Os riscos intrínsecos a uma decisão de renegociar o pacto do desenvolvimento não são maiores do que o caminho adotado agora.

A aposta na indulgência dos mercados levou o governo a uma ponte sem pilares que desembocou em um labirinto de areia movediça.

Em certa medida, é como se o PT desconfiasse da capacidade de engajamento do protagonista político que ajudou a revelar.

O criador escapou à criatura.

Ou dito de forma mais racional: é viável enfrentar as contradições de um ciclo de desenvolvimento como o atual, sem estreitar os canais de organização e comunicação com a principal força capaz de sustentar a continuidade do processo?

A matilha  late cada vez mais perto.

Contra a voracidade excitada pela silhueta da presa há resposta.

Talvez a única resposta nas horas que correm.

A unidade de ação do campo progressista e a determinação política inabalável de não escamotear a colisão de interesses em jogo. ‘Trata-se de salvar um projeto, não cargos’. A ver.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Moro recua até conseguir algum apoio para ir até o Lula


Lula-Moro-e-Figueiredo
Empresas sobem o tom contra Moro. Sentiram que o doutor pensa em recuar?

por Fernando Brito, no Tijolaço
Há uma mudança de comportamento nas partes em disputa na Operação Lava-Jato.
Depois da Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a OAS dão sinais de que também vão reagir à ofensiva do juiz Sérgio Moro.
Segundo Sonia Racy, do Estadão, a primeira vai publicar um comunicado nos jornais onde, segundo ela,   a empresa “considera inadmissíveis as prisões com base em presunções genéricas e depoimentos inverídicos.”
E “peita” a República de Curitiba, desqualificando as alegações da acusação, a que chama de “frágeis”.
E a OAS, por seus  advogados, endureceu jogo,  chamando  Moro de “justiceiro” e parcial; os advogados também acusaram os procuradores de usar “provas ilícitas” e a criação de um cenário de “condenação antecipada” para os cinco executivos da empresa que são réus, segundo a Folha.
Moro, por sua vez, sabe que suas ordens de prisão se sustentam menos por seus fundamentos jurídicos e mais pelo receio dos juízes dos tribunais superiores de serem expostos à exibição como “defensores de empreiteiros” e “coniventes com a corrupção”.
Mas isso tem – e Moro sabe disso – um limite. Que já foi, ao que parece, levado ao extremo.
É possível que Moro contasse com um efeito político maior da prisão de Marcelo Odebrecht e talvez tenha se surpreendido com a disposição do empresário e da empresa em “bancar” o enfrentamento.
Infelizmente, o que  deveria ser um processo judicial tornou-se, de forma evidente e escandalosa, um processo político.
Se Moro vai recuar e adotar novos métodos – que não seja o encarceramento até forçar a delação premiada – ou se vai, ao contrário, radicalizar ainda mais suas atitudes, é uma incógnita.
Minha opinião? Vai dar um passo atrás, até encontrar algum apoio para ir até onde quer ir.
Até Lula.

D. Quixote, Napoleão de hospício, ou apenas uma marionete?

Quanto mais leio sobre as coisas que esse juiz Moro anda fazendo, com a ajuda de delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público, mais me convenço de que toda essa crise política e econômica seria resolvida se, no Brasil de hoje, houvesse gente com um mínimo de coragem, de culhões, ou mesmo de vergonha na cara, para dar um basta nesse bando de tresloucados.

É mais que evidente que as ações e decisões do juiz atentam contra o Estado de direito.

Qualquer criança escolarizada sabe que não se pode prender as pessoas porque um bandido as alcagueta.

Em português claro, acusar o outro sem provas não passa de fofoca, boato.


Se esse procedimento fosse algo normal neste mundo, ele, provavelmente, já teria acabado - os homens se matariam uns aos outros incontrolavelmente.

A presunção da inocência é algo tão básico, tão primário, na civilização ocidental, que ninguém deveria perder um segundo sequer em discutir se um juiz pode ou não mandar prender alguém porque acha, presume, ouviu falar ou suspeita, que essa pessoa cometeu um crime.

Privar qualquer um da liberdade é algo muito sério - ou deveria ser, ao menos.

A prisão é a última etapa de um processo, a punição para um crime investigado, provado e julgado, depois de réu ter amplo direito de defesa.

O nosso juiz aparentemente ignora essas noções elementares, não do direito, mas da civilização.

Ele prende sem investigar, apenas confiando na palavra de bandidos da pior espécie - alcaguetes, dedos-duros, informantes, delatores, essa escória moral que ele elevou à condição de "colaboradores".

Sinceramente, não acredito que esse juiz curitibano esteja agindo como está porque seja um Napoleão de hospício, ou um Dom Quixote, ou mesmo um "cdf" cumpridor absoluto das leis.

Acho o seu comportamento muito estranho - esse desassombro com que desafia tudo e todos, incluindo a própria Constituição, não é algo normal.

Ninguém faria o que ele está fazendo, destruindo milhões de empregos, arruinando famílias, assassinando reputações, conduzindo um inquérito como se fosse uma operação de terra arrasada, se não tivesse as costas muito quentes.

O seu trabalho, de criminalizar o PT, a Petrobras e grandes empresas brasileiras, provocando, em consequência, uma enorme crise política, econômica e social, é sem precedentes na história brasileira.

E talvez por perceber que o juiz Moro é apenas uma marionete controlada por mãos muito mais poderosas é que ninguém tem coragem de reagir aos seus seguidos desmandos e aos absurdos de suas decisões.

Sem esse destemor, o que sobra é o reinado do medo - justamente o território preferido por pessoas como esse bando paranaense e seus invisíveis controladores.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Ministério Público pede ajuda aos EUA para destruir economia brasileira

 Brasil pede apoio aos EUA contra sua maior empresa                ( viralatismo de primeira)
Segundo informa o jornal Estado de S. Paulo, o Ministério Público Federal que atua na Operação Lava Jato decidiu pedir ajuda aos Estados Unidos, "onde está a mais eficiente rede de combate à corrupção do mundo", para investigar a Odebrecht, maior exportadora de serviços do País, com mais de 100 mil empregados; preso pelo juiz Sergio Moro, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, iniciou sua carreira nos Estados Unidos, onde a empresa construiu obras importantes, como o Aeroporto de Miami, deslocando concorrentes norte-americanos; Barack Obama agradece, até porque jamais pediria a outro país para levantar provas contra empresas americanas, como a Halliburton, que foi uma das financiadoras da invasão ao Iraque.

247 O Ministério Público Federal quer ajuda de autoridades norte-americanas para investigar a maior empresa brasileira. É esta a manchete desta segunda-feira do jornal Estado de S. Paulo, que defende o apoio formal à Lava Jato dos Estados Unidos, onde, segundo a publicação, está a "mais eficiente rede de combate à corrupção do mundo".

Uma investigação norte-americana contra a Odebrecht, que atua com êxito nos Estados Unidos há vários anos, pode ter efeitos devastadores para a companhia. Foi lá, por exemplo, que Marcelo Odebrecht, preso pelo juiz Sergio Moro na décima-quarta fase da Lava Jato, iniciou sua carreira, participando das obras do Aeroporto de Miami.

Caso seja carimbada como empresa corruptora, a Odebrecht pode ser afastada de licitações nos Estados Unidos e em outros países – o que já vem sendo tentado há vários anos por autoridades estadunidenses. Em 2012, por exemplo, um juiz da Flórida tentou impor sanções a empresas com atuação em Cuba e na Síria – era uma forma de impedir que a Odebrecht atuasse em Miami, tomando o espaço de construtoras norte-americanas.

Neste fim de semana, a Associação de Comércio Exterior do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria de Base publicaram manifesto nos jornais, defendendo a atuação dos exportadores de serviços. Segundo a nota, o financiamento às exportações de serviços pelo BNDES, que tem a Odebrecht como protagonista, garantem 1,2 milhão de empregos no Brasil, na cadeia produtiva do setor de engenharia.

Destruir o Brasil antes de destruir o PT

No entanto, setores da direita brasileira hoje consideram que, para destruir o PT, vale até destruir o Brasil. Já entraram em recuperação judicial três alvos da Lava Jato: OAS, Galvão Engenharia e Alumini. A Queiroz Galvão ameaçou parar as obras da Rio 2016 e a Mendes Júnior colocou em marcha lenta a execução do Rodoanel. A UTC Constran, por sua vez, demitiu um terço dos seus empregados. Agora, com Odebrecht e Andrade Gutierrez na mira, duas empresas que serão rebaixadas pela Moody's, todas as obras do setor elétrico ficam ameaçadas. 

Com a ação contra a Odebrecht no exterior, as obras executadas por empresas brasileiras em outros países também ficam ameaçadas, colocando em risco, inclusive, um importante avanço geopolítico conquistado pelo Brasil nos últimos anos. Segundo a revista norte-americana Foreign Affairs, bíblia da geopolítica internacional, o Brasil se tornou um "global player" nos últimos anos, graças às posições conquistadas na África e na América Latina por suas construtoras (leia mais aqui).

O presidente americano Barack Obama agradece, até porque jamais pediria ajuda a outros países para investigar as práticas de empresas americanas como a Halliburton, que financiou a campanha de invasão ao Iraque para, depois de destruí-lo, reconstruí-lo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Congresso prepara presentão para Chevron & Cia; Dilma entregará?


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Acidente em 2011 no Campo de Frade, na Bacia de Campos, provocou o vazamento de 3,7 mil barris de petróleo no litoral fluminense
por Francisco de Assis, nos comentários
Em 10/06/2015, em vergonhoso comportamento no plenário do Senado, ninguém menos que o líder do Governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT-MS), aprovou explicitamente a proposta do PSDB que visa iniciar a liquidação do regime de partilha e de conteúdo local do pré-sal, tão duramente aprovados pelo Governo Lula em 2009.
Como mostrou o Wikileaks (aqui e aqui), na campanha presidencial de 2010, o senador José Serra (PSDB-SP), notório entreguista do patrimônio nacional (vide o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr), em relato de Patrícia Padral, diretora da Chevron, garantiu e comprometeu-se, caso eleito, a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras estadunidenses, dizendo-lhe o seguinte sobre a lei do pré-sal: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.
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Pois bem, José Serra não foi eleito em 2010, e o PSDB foi derrotado também em 2014, pela quarta vez. No entanto, agora, em 2015, não é que Serra está prestes a cumprir o que prometeu à Chevron.
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Como se dará esta façanha do PSDBraX?
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Na continuidade da referida sessão do senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), atropelando a Comissão de Constituição e Justiça e outras comissões, avocou diretamente à pauta do plenário, da semana de 15 a 19 de junho, a discussão e votação da proposta entreguista do PSDB, de autoria de José Serra. Pelo número de apoios ao requerimento para tratar dessa questão, não será surpresa que José Serra, Delcídio Amaral, Renan Calheiros e tantos outros “defensores do interesse nacional …” aprovem a proposta do PSDB.
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Como se sabe, o senador Renan Calheiros é investigado por suspeita de ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras. Por este motivo, deveria ser mais discreto e não se utilizar das prerrogativas de presidente do Senado para patrocinar o entreguista José Serra, na sua promessa a agentes estrangeiros para subtrair mais riquezas do Brasil. Infelizmente, agindo como agiu, em sessão do senado e contra a Petrobras, Renan Calheiros só faz aumentar a sua suspeição.

Prosseguindo Renan Calheiros no seu comportamento suspeito, e aprovada no Senado a proposta de José Serra, na semana seguinte, de 22 a 26 de junho, alguém duvida que a Câmara dos Deputados, sob a batuta a jato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovará e embrulhará o presente para a Chevron? Ainda mais quando o deputado Eduardo Cunha, também investigado por suspeita de ter  recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras,  poderá até dizer, na habitual cara de pau, que apenas está seguindo Renan Calheiros.
Na semana seguinte, em 29 e 30 de junho, a presidente Dilma estará visitando os Estados Unidos, para tratar de questões comerciais, culturais e de outras naturezas, supostamente recíprocas e para o bem de ambos os países.
Não é difícil imaginar o nível de constrangimento, pressão e chantagem, a que a presidente e o seu governo estarão submetidos nos próximos dias, pelos que querem entregar o pré-sal brasileira às petroleiras estrangeiras.
Fica a pergunta: a presidente Dilma se recusará a entregar a Obama o presentão do Congresso dito brasileiro à Chevron & Cia?
Francisco de Assis é engenheiro

segunda-feira, 8 de junho de 2015

OS GRANDES OBJETIVOS ESTRANGEIROS (e de seus prepostos daqui) POR TRÁS DA "LAVA JATO"



         Créditos da foto: jornalggn.com.br

As razões profundas da guerra movida contra o Brasil

"Se o vitorioso modelo chinês fosse implantado no Brasil, uma democracia de modelo ocidental, uniríamos o que há de melhor na economia e na política.

Por Ion de Andrade

A compra da "Delta" de Eduardo Cavendish pela "Essentium" espanhola por 450 milhões de reais encerra, no plano das consequências que gerou, uma primeira grande­ fase da "Operação Lava Jato" e permite enxergar o cenário do que produziu em sua totalidade.

Não vamos tecer, neste artigo, comentários sobre as intenções do Dr. Moro e do Ministério Público que atuam em equipe, mas dos resultados e significados, não no combate à corrupção, que já premiou o referido magistrado como personalidade do ano pela "Rede Globo", mas nos resultados referentes à geopolítica atual considerando o Petróleo como bem estratégico, a mudança do eixo de poder mundial com os BRICS e os desdobramentos para o futuro do Brasil que são extraordinários e estão em risco.

Metodologicamente, tentaremos enxergar nos resultados produzidos pela "Operação Lava Jato", decorrentes dos seus controvertidos métodos que emprestaram significado político à Operação, a oportunidade para a atuação de forças contrárias ao Brasil a que denominaremos "de Direita".


Senão, vejamos.

---Durante um certo tempo, muitos de nós acreditávamos que a "Operação Lava Jato" pretendia a derrubada do governo Dilma.

Após todos esses meses, podemos concluir que a intenção que enxergávamos nunca foi essa. A Direita visou produzir como efeito colateral da Operação, a desmoralização do governo. Buscou retirar-lhe a altivez e a desenvoltura, com o fito de torná-lo tímido e incapaz de levar adiante a sua missão estratégica, que diz respeito não somente ao Brasil, mas também à construção da unidade latino-americana e a de sustentação de uma nova ordem internacional. Desnecessitando do golpe paraguaio, produziu uma muito mais vantajosa mexicanização do governo. O governo sucumbiu, tornando-se fraco e sem tônus.

A tentativa de golpe paraguaio poderia ter produzido efeito oposto, fazendo emergir um governo mais forte e depurado; a derrubada do governo poderia dar lugar a um protagonismo militar que tampouco interessaria a essa direita ligada aos gringos. Seria uma preocupação nova no velho quintal... O medo do golpe, sim, foi usado, como mais um fator para instabilizar a política com o fantasma da derrocada da democracia.

Assim, em primeiro lugar, a Direita produziu um governo passivo perante a cena estratégica interna e externa, castrado quimicamente. Não o golpe paraguaio, mas a mexicanização do governo.

---O outro alvo da direita tocou especificamente à questão estratégica do Petróleo.

O objetivo aí só foi atingido parcialmente. O propósito era desmoralizar a Petrobrás ao ponto de torná-la alvo fácil ao desmembramento e à privatização (que chegaram a ser propostos), e de, numa mesma tacada, levar à falência as empresas nacionais pesadas detentoras de tecnologia, organização e experiência internacional, elementos cruciais para o exercício pleno da soberania de qualquer país.

A compra da "Delta" pela "Essentium" faz parte do lado negro desse cenário de desdentar o Brasil para os enfrentamentos estratégicos.

Se vierem os acordos de leniência e se as demais empresas resistirem, os resultados terão sido minimizados. A Petrobrás, ao que parece, conseguiu emergir desse mar de sangue.

Então, em segundo lugar, além de um governo fraco, a Direita visou também produzir um país fraco, débil, incapaz economicamente de ficar de pé e despido de autonomia no setor do Petróleo, que começa a construir um Brasil novo.

---O terceiro elemento tocou ao uso político pela Direita das prisões sistemáticas de empresários e políticos de forma explícita e sob humilhação pública, com ênfase para grandes empresários nacionais e personalidades nacionais do PT. Vejam bem, o que representam esses dois polos aparentemente distantes?

Vou explicar: o maior receio dos nossos irmãos do norte e da Direita que os representa aqui é que o Brasil se converta numa nova China. E o que é a China? Um país onde as grandes empresas prosperam e crescem por meio de vultosas e gigantescas encomendas estatais. O PAC é o primeiro ensaio desse modelo. Coincidentemente, as empresas da "Lava Jato" são precisamente aquelas que poderiam permitir ao Brasil, de forma autônoma, alcançar dinâmica produtiva similar à da China.

Mas o Brasil não é a China.

Se esse modelo vitorioso pudesse ser implantado no Brasil, isso estaria ocorrendo numa democracia de modelo ocidental. Estaríamos unindo o melhor do modelo asiático no plano econômico com o melhor do ocidente no plano político, orientando-nos aliás rumo a um Estado Social.

O terceiro elemento, portanto, é o de impedir ao Brasil o futuro extraordinário que ainda está em nossas mãos e que teria, caso se implantasse, gigantesco poder de influência no hemisfério ocidental e capacidade imensa de converter o nosso frágil Estado Social noutro muito mais pujante e comparável aos das mais avançadas democracia sociais da Europa em relativamente curto espaço de tempo.

---Finalmente, o quarto elemento é a emergência dos BRICS que mudam a geografia política e econômica do planeta.

O Banco dos BRICS é ameaça real às instituições de Bretton Woods; com ele inicia-se um novo ciclo econômico de caráter mundial e, pela primeira vez, para além da influência ocidental.

Enxergamos agora o que os nossos inimigos querem para nós: um governo fraco, um país anêmico e desdentado, uma economia caótica e desordenada onde o Estado e o grande empresariado não dialogam e não conseguem desenvolver sinergia para o desenvolvimento exponencial que pressentimos como possível e finalmente a quebra dos BRICS pela perda do Brasil.

É bom termos muita clareza disso tudo. É mostrando isso aos brasileiros que os entreguistas serão derrotados nas eleições que se aproximam."

FONTE: do portal "Carta Maior";

terça-feira, 5 de maio de 2015

Os motivos para o desespero da oposição

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O desespero da oposição tem fundamento
por Alberto Kopittke*, no Sul21
É preciso olhar o atual ataque que a oposição político-midiática-financeira está fazendo ao Governo Dilma para além da onda de ódio disseminada em setores da classe média para que se compreenda os seus reais motivos.
As razões para um ataque tão virulento, beirando ilações de apoio a um Golpe de Estado, obviamente não estão na indignação do PSDB, da Rede Globo, da Veja, ou do capital financeiro em relação a corrupção, com a qual sempre conviveram tranquilamente, quando lhes convinha.
O que a oposição percebeu é que, após atravessar mais um ou dois semestres com dificuldades econômicas, os últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
A partir do segundo semestre do ano que vem, o Governo começará a inaugurar as grandes obras dos Governos Lula e Dilma, como a transposição do Rio São Francisco; as Hidrelétricas de Belo Monte (a terceira maior do mundo), de Jirau e de Santo Antônio; a expansão e construção de pelo menos 6 metrôs que estão em obras e dezenas de BRTs; pontes, como a de Laguna (SC) e a segunda Ponte do Guaíba (RS); grandes trechos da Ferrovia Norte Sul; ampliação e modernização dos maiores aeroportos do país; plataforma de petróleo; refinaria Abreu e Lima, que será a mais moderna do país; entre muitas outras.
A Petrobrás que nos últimos anos fez muitos investimentos para se preparar para o pré-sal, volta a se capitalizar a partir de 2016 e as extrações de Petróleo quadruplicam nos próximos três anos.
Além disso, a inflação tende a recuar e a economia voltar a crescer, gerando mais alguns milhões de empregos. E, de quebra, a Presidenta ainda inaugura a Cidade Olímpica e o Parque Olímpica e recepciona as Olimpíadas e as ParaOlimpíadas de 2016, em um megaevento que tende a ser 6 vezes maior que a Copa do Mundo.
Neste cenário, dá para entender o desespero da oposição e seu desatino golpista. Eles sabem que tudo o que foi plantado nos últimos 12 anos, será colhido nos próximos quatro.
*Alberto Kopittke é advogado e vereador de Porto Alegre.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mulher de juiz da Lava Jato é advogada do PSDB; escritório do qual ela faz parte trabalha para a Shell


Mulher do Moro
Esposa de Juiz da lava Jato é assessora jurídica de Vice de Beto Richa (PSDB)
O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe o sobrenome “Moro”. Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o “Rei dos Vazamentos” mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.
A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).
Flávio Arns, é sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda é fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo. O Vice-Governador do Paraná Iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos.
Em 19 de agosto de 2009, anunciou que se desligaria do PT, por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Arns voltou, em 2009, junto com o senador Expedito Júnior (PR-RO), para o PSDB. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa, chapa esta vitoriosa no pleito de 3 de outubro de 2010, em primeiro turno.
Flavio Arns é conhecido por defender os direitos dos deficientes físicos e mentais, em especial dos autistas, foi defendendo essa bandeira que conheceu Rosângela Moro, que logo depois assumiu como Procuradora Jurídica das APAEs no Paraná. A senhora Moro chega a representar em Comissão na Câmara Federal, o Vice de Beto Richa (PSDB). Acompanhe…
Moro
Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. Aproximadamente 22 000 funcionários da Shell trabalham nos Estados Unidos. A sede no país está localizada em Houston, Texas.
Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviço para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, MS, MT, GO, DF….
Zucolotto Advogados
Mulher do Moro 3
O elo de Rosângela Moro com o PSDB é tão visível que ela acompanha todos os trabalhos de Eduardo Barbosa de Minas Gerais, Vice-Líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na Câmara dos Deputados, chegando á segui-lo na Rede Social.
Assim como a senhora Moro, EB presidiu a Federação das Apaes de Minas Gerais, foi também Presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).

Irmão do Juiz

Sérgio Fernando Moro tem um irmão que além de ser maratonista e Diretor executivo na empresa Iadtec Soluções em Tecnologia, é um dos que pregam o ódio ao PT, veja.
Mulher do Moro 4

Coração Tucano da Família

O slogan Taca lhe pau ficou conhecido em todo o País, como “Grito de Guerra Tucano”, como “Taca-lhe Pau Aécio”….

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Petrobrax pra quem tem menos de 25 anos

O Tribunal PFL de Contas fala grosso com a Petrobras e fino com a Petrobrax.
O Conversa Afiada reproduz post do site Muda Mais:

Petrobrax pra quem tem menos de 25 anos


Se você tem menos de 25 anos, talvez não se lembre que a Petrobras, hoje uma das 10 maiores petroleiras do mundo, quase se tornou Petrobrax em 2001, durante a gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A ideia do governo do PSDB era mudar a marca da empresa para Petrobrax, nome escolhido por uma agência de publicidade – contratada SEM licitação.

A desculpa à época era de que com o novo nome o processo de internacionalização seria facilitado. Essa demanda criada sem necessidade pelos envolvidos – afinal, a Petrobras é internacional hoje sem mudança de nome – custaria, caso implementada, mais de 50 milhões aos cofres públicos.

Tem mais um detalhe: a Petrobras foi uma das empresas estatais que não foi completamente vendida pela ~gestão~ tucana graças à resistência da categoria profissional ligada a ela (no caso, os petroleiros), e de setores da sociedade.

No entanto, em 1997 o governo de FHC promulgou a Lei 9.478/97 e abriu o capital da empresa para investidores estrangeiros. Isso reduziu a participação acionária do Estado. Na prática, mais pessoas – inclusive estrangeiras – passaram a dividir os lucros da empresa sem que para isso fizessem investimento direto na Petrobras.

Além disso, com a entrada da empresa na Bolsa de Valores de Nova Iorque, tornou-se obrigação submeter as decisões internas da empresa às autoridades americanas, por conta da Lei estadunidense Sarbanes-Oxley (SOX).

Outra novidade do governo tucano foi a implementação, na Petrobras, do modelo de exploração por concessão. Com a lei de FHC, o petróleo e o gás passaram a ser propriedade da empresa privada que os explora. Sim, amigos do Muda Mais, é isso mesmo. FHC conseguiu dar conta de parte da empreitada iniciada com a mudança do nome da empresa de Petrobras pra PetrobraX, pois, por esse regime de exploração, o petróleo só pertence à União antes de sua exploração, ou seja, quando ainda não tem utilidade nem valor para o Estado.

Conforme consta no texto Uma análise comparativa entre os modelos de concessão e de partilha do setor petrolífero, de 1953 a 1997, todos os segmentos de atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil foram exercidos pela estatal, por meio de “monopólio concedido pelo artigo 177 da Constituição Federal”. Com a lei de 1997 foi implementado o modelo de exploração por concessão, como já comentamos.

Já o regime de exploração que a Petrobras vem aplicando atualmente para o pré-sal prevê o contrato de partilha de produção: a propriedade do petróleo extraído é exclusiva do Estado, em contraste com a propriedade exclusiva do concessionário, no caso da concessão. Cabe ao contratante explorar e extrair o petróleo, às suas expensas, em troca de uma parte do petróleo extraído. As reservas não extraídas permanecem propriedade do Estado.

Então, vale lembrar que o projeto de mudar o nome da Petrobras para PetrobraX naufragou, apesar de todos os gastos empregados na ideia absurda. E,se naquela época a empresa lucrava menos de R$ 10 bilhões por ano, hoje esse valor ultrapassa R$ 5,4 bilhões por TRIMESTRE. É sempre bom lembrar também que a Petrobras foi, sozinha, responsável pelo ressurgimento da indústria naval no Brasil.
Navalha
O PiG e seus merválicos pigânicos (*) se rejubilam com a decisão do Tribunal do PFL de Contas de condenar diretores da Petrobras pela compra – que foi um bom negócio, a seu tempo – da refinaria de Pasadena.
Clique aqui para ler a entrevista que Sergio Gabrielli concedeu ao Conversa Afiada.
Como se sabe, a decisão do tribunal – último reduto do PFL – merece revisão em cortes menos partidárias.
O tribunal isentou Dilma e os outros membros do Conselho, como os empresários Jorge Johannpeter, Claudio Haddad, e Fabio Barbosa, diretor do detrito de maré baixa, de qualquer responsabilidade pela decisão.
Seria muito engraçado ver o pefelista-relator, José Jorge, ministro da energia e co-autor do apagão do Governo (?) FHC, mandar invadir as siderúrgicas do Johannpeter atrás de dinheiro… O PFL jamais ousaria …
José Jorge foi aquele que, num voto no Tribunal do PFL das Contas( TCU ), jurou dinamitar o projeto do trem-bala.
Sobre a Privataria Tucana, e a Operação Banqueiro, onde se demonstra que, sem Gilmar, não haveria Dantas, sobre essas peraltices o Tribunal PFL de Contas( TCU )  não abre o bico …




Paulo Henrique Amorim