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terça-feira, 16 de junho de 2015

Congresso prepara presentão para Chevron & Cia; Dilma entregará?


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Acidente em 2011 no Campo de Frade, na Bacia de Campos, provocou o vazamento de 3,7 mil barris de petróleo no litoral fluminense
por Francisco de Assis, nos comentários
Em 10/06/2015, em vergonhoso comportamento no plenário do Senado, ninguém menos que o líder do Governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT-MS), aprovou explicitamente a proposta do PSDB que visa iniciar a liquidação do regime de partilha e de conteúdo local do pré-sal, tão duramente aprovados pelo Governo Lula em 2009.
Como mostrou o Wikileaks (aqui e aqui), na campanha presidencial de 2010, o senador José Serra (PSDB-SP), notório entreguista do patrimônio nacional (vide o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr), em relato de Patrícia Padral, diretora da Chevron, garantiu e comprometeu-se, caso eleito, a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras estadunidenses, dizendo-lhe o seguinte sobre a lei do pré-sal: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.
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Pois bem, José Serra não foi eleito em 2010, e o PSDB foi derrotado também em 2014, pela quarta vez. No entanto, agora, em 2015, não é que Serra está prestes a cumprir o que prometeu à Chevron.
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Como se dará esta façanha do PSDBraX?
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Na continuidade da referida sessão do senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), atropelando a Comissão de Constituição e Justiça e outras comissões, avocou diretamente à pauta do plenário, da semana de 15 a 19 de junho, a discussão e votação da proposta entreguista do PSDB, de autoria de José Serra. Pelo número de apoios ao requerimento para tratar dessa questão, não será surpresa que José Serra, Delcídio Amaral, Renan Calheiros e tantos outros “defensores do interesse nacional …” aprovem a proposta do PSDB.
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Como se sabe, o senador Renan Calheiros é investigado por suspeita de ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras. Por este motivo, deveria ser mais discreto e não se utilizar das prerrogativas de presidente do Senado para patrocinar o entreguista José Serra, na sua promessa a agentes estrangeiros para subtrair mais riquezas do Brasil. Infelizmente, agindo como agiu, em sessão do senado e contra a Petrobras, Renan Calheiros só faz aumentar a sua suspeição.

Prosseguindo Renan Calheiros no seu comportamento suspeito, e aprovada no Senado a proposta de José Serra, na semana seguinte, de 22 a 26 de junho, alguém duvida que a Câmara dos Deputados, sob a batuta a jato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovará e embrulhará o presente para a Chevron? Ainda mais quando o deputado Eduardo Cunha, também investigado por suspeita de ter  recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras,  poderá até dizer, na habitual cara de pau, que apenas está seguindo Renan Calheiros.
Na semana seguinte, em 29 e 30 de junho, a presidente Dilma estará visitando os Estados Unidos, para tratar de questões comerciais, culturais e de outras naturezas, supostamente recíprocas e para o bem de ambos os países.
Não é difícil imaginar o nível de constrangimento, pressão e chantagem, a que a presidente e o seu governo estarão submetidos nos próximos dias, pelos que querem entregar o pré-sal brasileira às petroleiras estrangeiras.
Fica a pergunta: a presidente Dilma se recusará a entregar a Obama o presentão do Congresso dito brasileiro à Chevron & Cia?
Francisco de Assis é engenheiro

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CUMPLICIDADE ESCANDALOSA DA MÍDIA E TUCANOS COM A CHEVRON



[OBS deste blog ‘democracia&política’:

Este blog, na postagem intitulada “Imagine o escarcéu da mídia se fosse a Petrobras!”, de 13/11, observou o tratamento privilegiado e discreto que a empresa norte-americana Chevron tem recebido da nossa mídia e da oposição, por ela ter vazado óleo na Bacia de Campos.

A nossa ‘grande’ mídia nunca informou que a Chevron opera no Campo de Frade por ter sido beneficiada pela Lei do Petróleo nº 9478/97, do Governo FHC/PSDB/DEM, reconhecidamente antinacional e muito generoso com interesses estrangeiros.

Há poucos meses, vazou a informação de que o site 'Wikileaks', com fonte nos documentos confidenciais da Embaixada dos EUA, desvendou que José Serra/PSDB prometera, caso eleito, favorecer ainda mais a norte-americana Chevron na exploração do pré-sal, em detrimento da Petrobras (ver postagem deste ‘democracia&política’, de 1 de julho de 2011, intitulada: “Wikileaks revela mais um ato de traição de Serra”).

No último sábado (12), “O Globo” noticiou, com muito cuidado, no texto: “Operado pela petrolífera multinacional Chevron [o jornal, cuidadosamente, não explicitou que a empresa é dos EUA], o Campo do Frade continua apresentando vazamento de óleo, na Bacia de Campos [esse frade!...a empresa é vítima desse comportamento reprovável do campo]. A mancha já chega a 60km2 e os ventos estão jogando o óleo para alto-mar, reduzindo o risco de chegar à costa.” (págs. 1 e 25).

Além de assim sempre minimizarem o tamanho do problema e afastarem as nossas preocupações, todos os jornais, quando não omitem o nome da Chevron, ou do seu país sede, tentam enrolar a empresa norte-americana na bandeira brasileira, destacando o seu nome como Chevron "Brasil". Jamais a mídia tocará no assunto de que a Chevron recebeu de José Serra promessas de favorecimento, caso eleito.

Imagine o escarcéu da 'grande' mídia e dos demotucanos se fosse a Petrobras! Certamente, como em episódios anteriores desde a década de 90, estariam criticando, em todos os noticiários e entrevistas, a empresa como 'incompetente para explorar o pré-sal’,'poluidora do mundo', 'cabide de empregos' clamando pela sua imediata 'fragmentação' e 'privatização' (na linguagem tucana, 'privatização' significa 'venda a preço baixo para estrangeiros').

Sobre o assunto, vejamos a seguir a transcrição de duas postagens de Brizola Neto em seu blog “Tijolaço”]:

A CHEVRON-TEXACO É UMA EMPRESA SEM ROSTO?

“Passou-se uma semana do início do vazamento de petróleo no poço da Chevron-Texaco no Campo do Frade, ao largo da Bacia de Campos.

A ANP estima que estejam vazando entre 200 e 330 barris por dia. Não é mais um pequeno vazamento: isso representa entre 32 mil e 52 mil litros diários.

Até agora, e no primeiro dia, só a assessora de imprensa da Chevron-Texaco falou – e besteira – no primeiro dia, dizendo que era ‘um acidente natural’.

Pode procurar nos jornais e nos sites: nenhum diretor da empresa deu entrevista. A empresa só fala por comunicados, fiel e inquestionadamente reproduzido pelos jornais.

Quem é o presidente ou diretor responsável pela Chevron? O que ele tem a dizer? Só a muito custo se descobre que é o senhor Charles Buck, subordinado ao Sr. Ali Moshiri, presidente da empresa para a África e América Latina.

A Chevron é uma empresa fantasma, sem rosto, sem voz, sem seres humanos. Tinha capacidade técnica para perfurar o pré-sal, como provavelmente estava fazendo?

Suas informações são repetidas sem qualquer aprofundamento ou dúvida.

É o 'oráculo de Houston' falando aos pobres tupiniquins, incapazes de formular uma única pergunta.

Embora, é claro, [os nossos jornais e TVs] tenham ido perguntar sobre o vazamento à Petrobras!, sócia minoritária e sem poder operacional sobre o campo.

Não há uma ONG, um ambientalista, ninguém protestando, ninguém –além da Presidenta Dilma – exigindo apuração completa do acidente.

O vazamento vai ser tampado com press-releases?

CUMPLICIDADE ESCANDALOSA

“As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog ‘SkyTruth’, especializado em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, mantido pelo geógrafo John Amos, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa.

Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.

Aliás, os próprios ‘releases’ dizem que há '18 navios trabalhando no combate ao vazamento'. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”.

Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar.

Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais?

A Chevron diz à ANP que a mancha tem 163 quilômetros quadradosde extensão e estima em até 880 barris o vazamento.

Bem, se na mancha tiver 10 ml (uma tampinha de xarope) por metro quadrado, isso daria 1,6 milhões de litros, ou dez mil barris de petróleo (163 km2 = 163 milhões de metros quadrados). Que história mal contada! Nem as informações de ’release’ são coerentes, e ninguém questiona. Quem vai dar explicações ao país?”

FONTE: escrito por Brizola Neto em seu blog “Tijolaço”