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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Por que a esposa de Eduardo Cunha não é presa?

claudia cruz eduardo cunha

Por Renato Rovai, em seu blog
O juiz Sérgio Moro, que costuma ser muito rápido no gatilho ao investigar pessoas ligadas ao PT, tem nas mãos a possibilidade de mostrar que sua celeridade não é seletiva.
Documentos enviados por autoridades da Suíça apontam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a sua esposa movimentaram contas bancárias no país que foram alimentadas por dinheiro sujo da operação Lava Jato.
Cunha, por ser deputado, tem fórum privilegiado. Ou seja, terá de ser julgado no Supremo. Já a sua esposa, jornalista e ex-apresentadora de jornais da TV Globo no Rio, Cláudia Cordeiro Cruz, não.
Ela pode ter sua prisão preventiva decretada por Moro, inclusive porque sua liberdade pode atrapalhar as investigações. Moro, os amigos devem se lembrar, prendeu a cunhada de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, por muito menos. A suposta prova era o saque de alguns reais em dinheiro num caixa 24 horas. Depois veio a se descobrir que a cunhada na verdade era a esposa de Vaccari. E a trapalhada a livrou da cadeia.
Não sem antes ser desmoralizada por toda a mídia nacional.
No caso da esposa de Cunha as provas são bem mais contundentes. Ela é sócia das contas e operou gastos milionários a partir delas.
O que Moro está esperando para agir? A prisão de Cláudia pode levar a uma delação das mais importantes. Ela tem condições de revelar como funcionava o esquema Cunha de aliciamento de deputados.
E isso pode garantir que a Lava Jato de fato faça uma limpa no Congresso. Cunha é só um deles. Talvez o líder atual desse que parece ser o verdadeiro esquema, mas só um.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

OPERAÇÃO SALVA RATO

Marcos Ferreira Pinto Basto
Salva Rato convertida em Lava Jato para disfarçar, virou um feudo do juiz Sérgio Moro que manda prender a esmo sem ter provas acusatórias e seus alvos são elementos do PT assim como diretores das empreiteiras que executam grandes projetos na Petrobras.
Afirma possuir indícios de crimes, mas não apresenta provas incriminatórias e vai mantendo presos por tempo indeterminado esses diretores que deveriam estar gerindo suas empresas e pela certa, suas ausências provocam impasses na concretização dos referidos projetos que são de suma importância para a Petrobras.
Quem criou essa operação Lava Jato e a colocou sob a direção do juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal na cidade de Curitiba/PR? Não seria mais lógica uma vara federal no Rio de Janeiro, onde está a sede da Petrobras ou no Distrito Federal? O que Sérgio Moro esteve fazendo nos EUA nos meses que antecederam a mencionada operação que sugere limpeza com poderosas injetoras de água?
Esteve fazendo curso ou especialização jurídica?
Mas a justiça yankee não se assemelha à nossa! Fica uma estranha interrogação. Que não é das melhores quando ficamos sabendo que Moro atuou no caso do Banestado que envolveu transferência de somas Bilionárias para o exterior, principalmente os EUA, feitas por gente filiada ao PSDB e nada lhes aconteceu. Alberto Youssef atuou muito nessas transferências e fez a tal delação premiada, tão recompensada que aí está ele de novo envolvido em mais um caso de transferências bilionárias com mais uma delação premiada.
Mas vamos recuar no tempo para melhor entender a atual situação. Lula já tinha mandado demitir Paulo Roberto Costa por ter sido informado que o então diretor da Petrobras levava uma vida de gastos milionários e a partir dessa altura seus projetos enviados para a câmara dos deputados eram alvo de todo o tipo de atrasos e muitos rejeitados.
Velhos lacaios de Zé Sarney fizeram chegar aos ouvidos de Lula que o problema estaria sendo causado pela ordem de demissão de Costa. Ao invés de manter a demissão e mandar executar rigorosa auditoria na Petrobras, mandou cancelar a demissão e então podem imaginar como o Costa recompensou os deputados e senadores que o salvaram, pela certa que não dedurou nenhum deles a quem recompensou.Com as costas quentes, Paulo Roberto Costa passou a roubar descaradamente e tanto roubou que causou prejuízo multi-milionário à Petrobras na aquisição da refinaria de Pasadena/EUA. Não cumpriu cláusulas do contrato de compra e venda da refinaria que a vendedora entrou com ação na justiça yankee. Este contrato era de inteira responsabilidade dele. D. Dilma mandou demiti-lo e processá-lo. Foi julgado e condenado a pesada pena de prisão. Seus amigos do PSDB logo o orientaram em requerer a tal delação premiada e aí começou a festa da Petrobras. Costa começou dedurando gente sem importância na roubalheira que promovia dentro da Petrobras, enquanto seus advogados mantinham entendimentos com advogados dos ex-diretores Pedro Barusco, Renato Duque e Nestor Cerveró.
Costa já afirmara que naquele ano de 2014 não haveriam eleições presidenciais e não cairia sozinho, com as costas quentes de seus amigos do PSDB, chutava o pau da barranca, dedando seus comparsas de roubos milionários à Petrobras, via empreiteiras que eram forçadas a super faturar os orçamentos da execução de projetos com as quantias exigidas principalmente por Paulo Roberto Costa e pelos outros diretores ladrões. Todos roubavam em nome de políticos numa vâ tentativa de justificar tanta desonestidade, mas eram eles mesmos que acabavam ficando com o maior quinhão da roubalheira.
Sob a batuta do juiz Sérgio Moro, a operação Salva Rato tinha como função maior no ano eleitoral de 2014, vazar trechos das denúncias que pudessem induzir as pessoas a pensar que Dilma Roussef, candidata `a reeleição estaria envolvida em atos de corrupção na Petrobras e conseguiu prejudicar muito Dilma, mas tanto a direção da campanha da Presidente como o próprio PT, não recorreram ao TSE, condenando esse fato criminoso, nem ao CNJ, responsabilizando o juiz Moro como responsável pelo vazamento de supostas declarações.
 A mídia vendida, espalhava diariamente meias noticias muito tendenciosas que mencionavam sempre o PT junto de palavras como corrupção e Petrobras. Nas redes sociais, os valentões do teclado, hitlernautas e frustrados da vida, publicam toda a sorte de barbaridades sobre Dilma, Lula, PT e qualquer membro do partido que apareça nos noticiários.
Apesar do grande apoio financeiro de setores norteamericanos e do próprio governo, interessados em derrubar Dilma e o PT do Planalto, a Presidente reelegeu-se e aí começou nova fase de bombardear o Governo e a Petrobras.
O juiz Sérgio Moro recebeu instruções para intensificar as ações que firam o PT, a Petrobras e a Presidente. Não sabemos se chegou ao pormenor de mandar investigar a cachorrinha de Marisa Letícia, esposa de Lula, mas de certeza absoluta que a vida do ex-presidente e de seus filhos foram devassadas secretamente.
Se o ministro da justiça fosse Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF, expulso da entidade policial federal com o beneplácito de Lula porque estava investigando e prendendo os grandes ladrões que pululam no Brasil, pela certa que D. Dilma seria informada da ação da rede de promotores e delgados da PF que agiam e ainda agem contra seu Governo, contra a Petrobras e, sobretudo, contra a Nação, uma corja de traidores, muitos deles com passagens pelos EUA que nem Moro, o chefão, cópia desbotada do Quinzão!
Sérgio Moro tantas aprontou que acabou mexendo com os brios jurídicos dos ministros do STF e o responsável pela operação cada vez mais Salva Rato, cortou-lhe poderes, mas não foi nada em comparação com a tremenda mancada, para não a nomear com um nome mais pomposo da linguagem jurídica ou da popular que faz todo o mundo sentir mau cheiro: Sérgio Moro quase um Talião tupiniquim mandou prender o Vice-Almirante Othon Luis Pinheiro da Silva, diretor da Eletronuclear, como juiz não tem autoridade para mandar prender nenhum militar a não ser em flagrante delito e muito menos um Vice-Almirante.
O correto teria sido encaminhar representação à Justiça Militar, sugerindo as medidas que julgava necessárias, mas que nem um digno representante da justiça cega, surda e muda, mandou afiar a espada para decepar a honra do Vice-Almirante Othon, a maior autoridade do Brasil em segurança nacional!
O Comandante da Marinha deveria ter mandado um destacamento de fuzileiros navais resgatar o Vice-Almirante Othon e prender todos envolvidos na sua prisão, depois comunicaria o ocorrido ao ministro da defesa que por sua vez, levaria ao conhecimento da Comandante em Chefe das FFAA, a Presidente Dilma que comunicaria o ocorrido ao CNJ, enquanto Sérgio Moro e seus comparsas ficariam detidos em quartel da Marinha até serem julgados por Tribunal Militar.
Mas ninguém sequer se manifestou! Será possível que não temos em cargo importante da República, um brasileiro que preze a segurança da Pátria e um dos mais nobres cidadãos que temos? Ninguém conhece a grande obra do Vice-Almirante Othon? Os yankees conhecem bem seu valor e sua prisão tem seus dedões!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Filho de pedreiro com catadora vira doutor

É por isso que a Casa Grande tá aflita: não tem mais escravo

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"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus"

No Uol:


Filho de pedreiro e catadora se forma em direito e homenageia pais no PI

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.

A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.

(...)

"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.

A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.

"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.

Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.

"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Defesa como vértice da retomada do desenvolvimento

Em um país como o Brasil, que enfrenta desafios socioeconômicos importantes como a diminuição da pobreza, acesso à educação e integração de parcela de sua população à economia, é natural nos perguntarmos se investimentos voltados para Defesa devem ser privilegiados. E a resposta a este questionamento é clara: sim!

Por Perpétua Almeida*


Foto: Agência Câmara
   
O Brasil deve consolidar uma base industrial de defesa, capaz de atender às demandas das Forças Armadas e de irradiar conhecimento, emprego e tecnologia em outros setores da economia.

A trajetória da Rússia, França, Reino Unido e, mais recentemente, China e Índia, mostra que desenvolver uma indústria de defesa e de alta tecnologia constitui, antes de tudo, um projeto estratégico. Isso vale também para nós, que além de possuirmos considerável patrimônio de recursos naturais que precisam de proteção, buscamos inserção ativa no cenário geopolítico e econômico internacional.

Recentemente começamos a dotar o país de meios para resguardar sua soberania e independência. Da decisão da aquisição e nacionalização dos aviões de caça Gripen ao submarino a propulsão nuclear, que patrulhará nossa “Amazônia Azul” já na próxima década, dos blindados Guarani a um moderno sistema dissuasório de artilharia antiaérea, todos são projetos que envolvem dezenas de bilhões de reais e permitirão intensa recomposição de nossa base industrial e tecnológica de Defesa, além de gerar e assegurar empregos.

Essa indústria é elemento motor para o desenvolvimento econômico. A história tem evidenciado o papel desempenhado pela produção de equipamentos de defesa no crescimento da economia. A partir da produção de armamentos, por exemplo, surgiram atividades como siderurgia, aeronáutica e microeletrônica. A indústria da Defesa levou também ao incremento do nível de especialização de mão de obra, gerando novas áreas de formação como a óptica, eletrônica e aeronáutica.

O desenvolvimento da base industrial e tecnológica de Defesa poderá se constituir no vértice de um projeto mais amplo de reindustrialização da economia. Demos os primeiros passos neste sentido com a Lei 12.598/12, que cria Empresas Estratégicas de Defesa, e com mecanismo de financiamento destas empresas de alta base tecnológica por meio de regimes especiais, como o Retido, e de programas de financiamentos das agências de fomento, como o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Entretanto, no próximo período serão necessárias outras medidas, que avancem na legislação de encomendas tecnológicas e efetivem previsibilidade de compras, com a finalização do PAED (Plano de Articulação e Equipamentos em Defesa).

Mesmo em um período de ações para reequilibrar contas públicas e cortes no Orçamento, a Defesa Nacional e o fortalecimento da indústria no setor não podem ser minimizadas de modo linear. As implicações disso em longo prazo podem custar muito à soberania e preservação de nosso patrimônio econômico. A história está repleta de exemplos de países que pagaram amargo preço em décadas e mesmo séculos seguintes em situações similares. As possibilidades existem e as condições estão dadas, basta que as decisões estratégicas de fôlego, de longo prazo, sejam efetivamente tomadas e encampadas pela sociedade.


*Perpétua Almeida foi deputada federal pelo PCdoB do Acre por três mandatos e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Está, atualmente, na assessoria do ministro da Defesa, Jaques Wagner

sábado, 5 de setembro de 2015

Zelotes chega a graúdos do Congresso


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Engraçado ver como a Lava Jato merece páginas, páginas e páginas em nossos jornalões, com infográficos gigantes, animações, longos minutos no Jornal Nacional. O Ministério Público Federal montou uma força-tarefa que só cuida disso, e até manda missões para os Estados Unidos.
O responsável pela Lava Jato tem tempo para dar entrevistas em todos os jornais, revistas e programas de TV.
Já as investigações da Zelotes, contra o principal problema de corrupção no país, a corrupção fiscal, encontra todo tipo de dificuldade: segredo absoluto de justiça, força-tarefa sem recursos, judiciário preguiçoso, mídia desinteressada.
O Brasil perde mais de R$ 500 bilhões por ano em sonegação. É o país com as maiores taxas de evasão fiscal do mundo. O que se sonega, por ano, no país, é quase vinte vezes superior ao déficit orçamentário de R$ 30 bilhões estimado para o ano que vem.
E ninguém vai às ruas protestar contra isso.
Aliás, vai sim, os marchadeiros empunham cartazes defendendo a corrupção fiscal.
Não era hora de uma grande campanha contra a sonegação? Uma campanha que, ao invés de truculência judicial e criminalização do pequeno e médio empreendedor, centrasse em ações de desburocratização, centralização, simplificação e esclarecimento?
Uma campanha que reunisse todas as iniciativas oficiais de transparência, de todos os órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, para estimular as pessoas a identificarem e monitorarem o uso de seus tributos?
Uma campanha que, ao mesmo tempo, deixasse claro, junto à população, que a sonegação é uma das mais perniciosas formas de corrupção?
A cobertura midiática da Operação Zelotes deixa bem claro que esse tipo de iniciativa não virá da grande imprensa, até porque ela mesmo está envolvida, até o pescoço, nesses crimes.
A iniciativa tinha de vir dos governos, em parceria com Ministério Público, Judiciário, Polícia Federal, organizações não-governamentais, movimentos sociais e imprensa alternativa.
Acompanhe abaixo algumas novidades sobre a Operação Zelotes, através de texto do deputado Paulo Pimenta, presidente de uma subcomissão na Câmara que acompanha os desdobramentos das investigações.
***
Texto do gabinete do Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS)
Zelotes chega a nomes com foro privilegiado; temor é de que “Operação Abafa” seja colocada em curso, denuncia deputado Pimenta
Parte da Operação Zelotes terá que ser enviada ao Supremo Tribunal Federal, isso porque as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal chegaram a nomes que detêm foro privilegiado. Pelo esquema de corrupção, grandes empresas, escritórios de advocacia e membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) são suspeitos de desviar cerca de R$ 20 bilhões dos cofres públicos, com a compra e venda de sentenças e pagamento de propina.
Relator dos trabalhos que acompanha os desdobramentos da Zelotes na Câmara Federal, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) alerta para uma possível “operação abafa” . Segundo o parlamentar, quando grandes empresas e pessoas com alto poder de influência aparecem em esquemas de corrupção, o poder econômico se movimenta e a mídia silencia. “Nenhuma tentativa de intimidação nos impedirá de continuar acompanhando a Zelotes e fazer com que toda a verdade venha à tona. O fato de existirem suspeitas de nomes com foro privilegiado só aumenta nossa determinação e a nossa responsabilidade para cobrar que os culpados sejam identificados e punidos”, garantiu o parlamentar.
Em comparação com a Lava-Jato, a Operação Zelotes tem recebido críticas por receber tratamento diferenciado por parte do Poder Judiciário. O processo corre em segredo de justiça, as prisões preventivas solicitadas pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal foram todas negadas, assim como não foram autorizadas as solicitações de monitoramento por escutas telefônicas.
Diante das dificuldades relatadas pelas autoridades federais que investigam a Operação Zelotes, em junho, o deputado Pimenta representou contra o juiz Ricardo Augusto Soares Leite no Conselho Nacional de Justiça, que acabou sendo afastado do caso. A atuação do magistrado também foi objeto de representação pelo MPF na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª região. No lugar dele, assumiu a juíza Marianne Borré, que autorizou pedidos de busca e apreensão em escritórios das empresas envolvidas, em uma nova fase das investigações.
Provocada também por uma representação do deputado Pimenta, a Controladoria-Geral da União realiza uma auditoria no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). No requerimento, o deputado Pimenta pediu análise sobre as “escolhas dos conselheiros”, a “distribuição dos processos”, os “procedimentos relacionados ao trâmite e regras de julgamento, incluídos os pedidos de preferência” e até os motivos para os “eventuais impedimentos de conselheiros” no julgamento dos processos.

O verdadeiro crime de Dirceu

Não é fácil ser Dirceu
Não é fácil ser Dirceu
Uma jovem jornalista me pergunta pelo Messenger: “Mas afinal o que o Dirceu fez?”
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Ela confessa a extrema dificuldade de entender.
Primeiro, há um massacre unitilateral. Toda a mídia, abastecida pela Justiça amiga, se concentra em publicar horrores de Dirceu.
As acusações parecem um catálogo telefônico daqueles de antigamente.
E a defesa como que não existe.
Dirceu já foi julgado e condenado pelo noticiário.
Tenho para mim que o Caso Dirceu só vai ser devidamente conhecido e esclarecido pela posteridade, quando o fogo das paixões políticas do momento já for coisa do passado.
Dentro desse quadro irracional é que se deve entender certas manifestações sobre Dirceu.
Um procurador da Lava Jato disse, por exemplo, que Dirceu deve ser condenado no mínimo a 30 anos de prisão.
Que conta fez esse procurador?
Os juízes do Mensalão entraram para o anedotário da Justiça quando se puseram a calcular, com ares científicos de Newton e Einstein, a “dosimetria”.
Era a dose – esdrúxula, de resto – de penas para os condenados.
A “dosimetria” do procurador para Dirceu é patética.
Trinta anos, para um homem que chega aos 70, significam a morte na prisão.
Mas não é este exatamente o ponto.
Vamos para uma terra altamente civilizada, a Escandinávia. Veja como os noruegueses trataram o caso Anders Breivik, o maníaco de direita que matou mais de 70 jovens sob o protexto alucinado de salvar seu país da ameaça muçulmana.
Breivik foi condenado a 19 anos de cadeia, a pena máxima da Noruega. Caso ele, no fim da sentença, continue a representar uma ameaça à sociedade, o caso será rediscutido.
É assim que os noruegueses enxergam as penas. Cadeia é para recuperar as pessoas, não para fazê-las apodrecer.
Estava em Oslo na época do julgamento, e a cidade funcionava normalmente, sem os espasmos de ódio tão comuns no Brasil de hoje.
E então voltemos para o caso Brasil versus Dirceu. O procurador falou no mínimo em 30 anos. Ele está precisando de uma temporada escandinava, certamente, para refazer seus conceitos.
Existe uma confusão mental na Justiça brasileira que se expressa nas declarações orais e escritas de seus magníficos integrantes.
Tente entender, por exemplo, o que Janot disse ao se manifestar contra o retorno de Dirceu à prisão domiciliar.
“Não há que se falar, com efeito, em conciliação das prisões pelo Supremo, porquanto independentes entre si, não havendo, entre uma e outra, conexão  de qualquer ordem. Ademais, o sentenciado não possui foro por prerrogativa de função, não havendo necessidade de pronunciamento do STF em questões desse jaez [gênero] relativamente a ele”, afirmou Janot.
Outro trecho: “Além disso, tendo em vista os veementes indícios de prática de infrações penais em datas posteriores ao trânsito em julgado do acórdão condenatório proferido nos autos da Ação Penal nº 470, incide, in casu, o disposto no art. 313, II, do diploma processual penal.”
Será que Janot não podia escrever em português?
Um amigo jornalista me contou, no Mensalão, que estava numa padaria, com a televisão ligada, quando um juiz pronunciou um voto. “Como fala bem esse juiz”, notou um popular ali na padaria. “Mas não entendi: ele condenou ou absolveu?”
Toda essa máquina jurídica abstrusa e parcial se voltou contra Dirceu, com a contribuição de uma das piores imprensas do universo.
O tempo haverá de esclarecer um dos episódios mais confusos da história política moderna.
Por ora, o que é claro é que o caso Dirceu é muito mais político do que propriamente legal.
Se Dirceu fosse um servo da plutocracia, viveria a vida tranquila de todos aqueles que optaram por aquele caminho.
Isso é batata.
Me ocorre Mujica ao pensar em Dirceu.
Em maio passado, numa entrevista, Pepe Mujica produziu, com sua habitual franqueza, uma defesa de Dirceu como líder petista nenhum fez.
Disse ele: “Dirceu para mim não é um criminoso. Está condenado, mas é um formidável lutador.”
Este é o verdadeiro crime de Dirceu: ser um “formidável lutador” contra a plutocracia brasileira.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Casa Grande, tremei ! A Zelotes está viva !

70 julgamentos do CARF estão sob suspeita !

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O Conversa Afiada reproduz press-release da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Distrito Federal:

03/09/15 – MPF, PF e RF executam novas medidas de busca e apreensão na Operação Zelotes



Investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul
O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal (RF) estão executando nesta quinta-feira (03) novas medidas de busca e apreensão destinadas a viabilizar a completa elucidação dos fatos em apuração na Operação Zelotes. Policiais Federais cumprem mandados de busca e apreensão em nove escritórios de contabilidade que funcionam no Distrito Federal (DF), São Paulo (RS) e Rio Grande do Sul(RS).

Com a medida, os investigadores esperam ter acesso a materiais que possam provar o envolvimento de 12 empresas e 11 pessoas físicas com o esquema fraudento que lesou os cofres públicos, com o não recolhimento de impostos. As irregularidades no Carf estão sendo investigadas desde 2013 e se tornaram públicas em março deste ano, quando foi deflagrada a primeira fase da Zelotes. Na época, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão.

Ao justificar a necessidade das novas medidas invasivas, o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado explicou que a análise pericial do material apreendido na primeira etapa da operação apontou discrepâncias entre os valores efetivamente movimentados pelos suspeitos e os declarados ao fisco. No entanto, apenas com o “acesso a documentos de escrituração contábil como balancetes, diários, recibos e notas fiscais seria possível a realização de um exame mais fidedigno das informações”, resumiu no documento. Os escritórios, alvos da operação de hoje, prestam serviços às empresas investigadas, que também já tiveram materiais apreendidos pela PF.

No pedido – autorizado pela juíza Célia Regina Ody Bernardes – também foi solicitada a quebra de sigilo fiscal, bancário e telemático de todo o material apreendido, bem como o compartilhamento dos dados com as demais investigações em andamento ou que venham a ser instauradas no âmbito da Zelotes. A expectativa é que sejam recolhidos documentos, anotações, mídias de armazenamento, computadores, contratos e recibos referentes à contabilidade dos envolvidos no esquema. O material apreendido passará por espelhamento devendo a versão original ser analisada pelos responsáveis pela investigação. Além do MPF e da PF, também participam da apuração servidores da Receita Federal e da Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda.


Sobre o caso
O inquérito referente ao Carf foi instaurado em 2014. Ao todo, os investigadores analisam cerca de 70 julgamentos realizados pelo tribunal administrativo no período de 2005 a 2013. As suspeitas são de que ex-conselheiros, servidores públicos e empresas de consultoria montaram um esquema para negociar o resultado desses julgamentos. Empresas que haviam apresentado os recursos pagavam para ter os débitos anulados ou reduzidos pelo órgão. Os crimes investigados são: formação de quadrilha, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Distrito Federal

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Globo ataca Lula, criminaliza suas ações, vive na Guerra Fria e inferniza o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

NÃO É NECESSÁRIO DIZER NADA MAIS.
Luiz Inácio Lula da Silva, a maior personalidade política da América Latina e a liderança mais popular e reconhecida em âmbito mundial é aqui, no Brasil, tratado como criminoso por grupos empresariais, a exemplo das Organizações(?) Globo, que desde a década de 1920 inferniza a rotina política, econômica e social do povo brasileiro, bem como o atrasa em seu desenvolvimento e luta contra sua emancipação, cujo propósito fundamental é não permitir a plena cidadania da maioria da população deste País.
Useira e vezeira em cometer ilegalidades políticas e criar crises ou superdimensioná-las, a família Marinho não se faz de rogada e, para ter seus interesses empresariais e políticos concretizados, ataca violentamente qualquer pessoa que seja considerada sua inimiga, e por causa disto tal adversário tem de ser destruído, desqualificado, incriminado, desconstruído e humilhado.
Muitos políticos e empresários, no decorrer do tempo, cederam e abaixaram a cabeça, o que não é o caso de Lula, porque este político de caráter moral ilibado e ideologicamente socialista e trabalhista não foi cooptado pela casa grande, ou seja, pelo status quo. De forma alguma, como não o foram Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes e tantos outros, que não sucumbiram ao canto de sereia da direita brasileira, uma das mais perversas e violentas do mundo, de essência escravocrata e princípios sectários e elitistas.
Lula vai ser atacado e desrespeitado violentamente pelos magnatas bilionários das Organizações (nome sugestivo) Globo, um truste midiático poderoso, a serviço dos interesses internacionais e que não bate prego em estopa, porque, na verdade, esses empresários são mancomunados com a plutocracia, que domina os meios de produção, em todos seus matizes e segmentos, principalmente no que tange a apoiar e se aliar aos bancos internacionais, às grandes petroleiras e aos grandes grupos comerciais, em todas suas diversificações, no sentido de abrir e conquistar os mercados internos dos países pobres e em desenvolvimento, notadamente aqueles, como o Brasil, que possuem legislações que protegem seus mercados e seus produtos.
Não é à toa que tais organizações(?) dos Marinho defendem, sistematicamente, a mudança de modelo do Pré-Sal, bem como a abertura do mercado para as construtoras internacionais, como evidenciou em seus editoriais, após os diretores, executivos e presidentes de empreiteiras brasileiras serem envolvidos e punidos pela Justiça por causa da Operação Lava Jato, controlada por um juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que ganha salários pornográficos de R$ 77 mil, além de atuar e agir de forma seletiva e imprudente, pois política.
Atos e ações de tal magistrado que fazem milhões de brasileiros, que não votaram no PSDB, a desconfiar seriamente de um Judiciário que faz politica, tem lado, preferências, cor ideológica, além de vazar inquéritos, documentos e filmagens, ao invés de se orientar e se ater aos autos dos processos, bem como ter o silêncio como sua profissão de fé. Mas, o que esperar de juízes, promotores e delegados que se comportam como astros e estrelas que iluminam seus sapatos, que trilham por caminhos que não se sabe onde vão dar, a não ser ao vazamento criminoso e anticonstitucional de informações, que deveriam estar em segredo de justiça, porque muitos dos acusados não tiveram suas culpabilidades comprovadas, além de não terem sido julgados e, quiçá, condenados.
Eis que uma parte da população brasileira age dessa forma irresponsável e criminosa, a imitar as más ações e as péssimas condutas dos magnatas bilionários de imprensa ao inflar um boneco gigante com o presidente Lula a lembrar um presidiário, sem, no entanto, o líder trabalhista não ter incorrido em crimes, não responder a processos e não ser acusado nos tribunais brasileiros de quaisquer malfeitos ou ilegalidades.
Quem comete crime contra a honra, pois difama, calunia e injuria, são os responsáveis por colocar o boneco infamante nas ruas e considerar que é “normal” e “justo” afrontar com virulência um cidadão que foi presidente da República, sem observar se este cometeu crimes ou não. Cidadãos de perfis conservadores, eleitores de partidos de direita, que apresentam como proposta o modelo neoliberal para a economia, que foi derrotado na América Latina e que afundou os países deste continente em dívidas, porque levou suas economias à bancarrota, além de aumentar exponencialmente a miséria em quase todos os países, inclusive os europeus e os Estados Unidos, que desde 2008 lutam para superar a crise econômica e o desemprego.

O neoliberalismo é excludente para os povos de diferentes nações, pois privilegia apenas os bolsos dos ricos. Este é o problema e a verdade das derrotas eleitorais da direita e de grupos radicais e reacionários como as Organizações(?) Globo, que se colocam na linha de frente do combate político e agridem, sem parar, o ex-presidente Lula. E por quê? Porque Lula representa a continuidade do desenvolvimento brasileiro de caráter nacionalista. Ponto. Não interessa a esses empresários riquíssimos e moralmente apátridas que o Brasil efetive projetos nacionais e de inclusão social, além de uma diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos e aos grandes países europeus.
Programas e projetos desenvolvimentistas do Governo Federal, como os dos setores de energia, nuclear, espacial, construção civil, químico, petrolífero, banda larga, agropecuário, naval, dentre muitos outros nunca avançaram tanto, como ocorreu nos governos dos presidentes trabalhistas, Lula e Dilma, que deram uma outra dinâmica ao País, ao investir pesadamente na economia interna e conquistar novos parceiros comerciais, a exemplo dos países africanos, sul-americanos, latino-americanos, oriente médio, asiáticos e europeus, notadamente os da região leste da Europa.
Esta magnífica colcha de retalhos diplomática é obra inigualável do presidente Lula e de seu competente chanceler, Celso Amorim. Nem o grande estadista Getúlio Vargas, que também efetivou uma diplomacia arrojada, ao ponto de industrializar o Brasil, que deixou de ser rural, realizou uma diplomacia tão ampla e independente, o que levou o nosso País a ser, pela primeira vez em termos mundiais, importante protagonista, de língua portuguesa, e um dos criadores dos Brics, do G-20, da diplomacia Sul-Sul, da Unasul, além de fortalecer o Mercosul.

Com o Partido dos Trabalhadores no poder foram defenestradas e eliminadas as pretensões da Alca, dominada pelo governo dos Estados Unidos e defendida no Brasil pelos políticos do PSDB e do DEM — o pior partido do mundo. Sempre os tucanos e os demos, a nadarem contra a maré e a traírem os interesses legítimos do Brasil e de seu povo. A direita tupiniquim, subserviente e colonizada, queria a mexicanização da maior economia da América Latina. 
Agora a família alienígena e apátrida dos Marinho coloca a presidenta Dilma Rousseff um pouco para escanteio, mas sem deixar de desqualificá-la, e mira suas baterias sórdidas a um alvo maior, porque a mandatária está no seu último mandato, e Lula é o virtual candidato do PT à Presidência da República. E se tem alguma coisa que este grupo midiático, cúmplice, agente do golpe de 1964 e aliado, inconteste, da ditadura militar tem pavor é de presidentes trabalhistas no poder. Desde 1930...
As ilações, “denúncias” e acusações veiculadas pelo O Globo, Época e Jornal Nacional são um acinte e desrespeito à inteligência e à sensatez alheia. Mesquinhos e medíocres, os jornalistas desses verdadeiros partidos panfletários de direita e de oposição fazem o jogo sujo de seus patrões, sem ao menos avaliar a bagunça que podem causar à política brasileira, que se encontra em crise, porque o PSDB ainda não desceu do palanque após dez meses do fim das eleições, vencidas por Dilma Rousseff, bem como a família Marinho e suas primas ainda estão inconformadas e continuam encolerizadas por não mais influenciar quanto às políticas públicas, os programas de governo e os investimentos determinados e definidos por quem ganha as eleições, no caso Lula e Dilma — do Partido dos Trabalhadores.

Depois de O Globo e Época tentarem escandalizar a simples compra de apartamento por parte da esposa de Lula, dona Marisa Letícia, bem como criminalizar as palestras do líder petista, agora a revista Época, panfleto incendiário e ordinário, que no passado usou os serviços do bicheiro e presidiário Carlinhos Cachoeira para desestabilizar os governos Federal e do Distrito Federal, resolve, por intermédio da edição de ontem do Jornal (anti)Nacional dedicar seis minutos virulentos contra o ex-presidente Lula. O motivo da agressão foi o Porto de Mariel, em Cuba. A Odebrecht, empresa que é dez vezes maior que as Organizações(?) Globo, é a responsável pela construção da obra.
A questão principal da reportagem repleta de patifarias, distorções, meias-verdades e mentiras do Jornal Nacional é que Lula fez gestões para que o porto fosse construído. O JN se baseou para fazer a matéria mequetrefe e rastaquera na revista Época, que neste momento está a ser processada pelo petista, que respondeu por meio do Instituto Lula que "Os jornalistas da Época deveriam saber que todos os grandes países disputam mercados internacionais para suas exportações. E que não fosse o firme empenho do governo brasileiro, para o qual o ex-presidente Lula contribuiu, talvez o estratégico porto de Mariel fosse construído por uma empresa chinesa, ou os cubanos estivessem assistindo novelas mexicanas".
E complementou: "Neste momento histórico, em que EUA e Cuba reatam relações e o embargo econômico americano está prestes a acabar, a revista Época {e o Jornal Nacional} volta no tempo a evocar velhos fantasmas da Guerra Fria e títulos de livros de espionagem". É verdade. A direita brasileira e os porta-vozes da casa grande escravagista são extremamente ideológicos e, indubitavelmente, queriam um Brasil pequeno, a servir a poucos e ser um País meramente exportador de matéria prima. Depois a burguesia provinciana, amante do retrocesso, de alma reacionária e atrasadíssima socialmente passaria suas férias no exterior, e pronto. A vida seria muito melhor, um deleite para essa gente politicamente e historicamente subalterna ao establishment mundial, sem escrúpulo e que odeia o Brasil. .
Nada é aleatório quando se trata dos magnatas bilionários, os donos da Globo, de passado e presente golpistas e ideologicamente direitistas, que não aceitam os resultados eleitorais, pois inconformados que estão porque mandatários trabalhistas administram o Brasil há 13 anos, com competência maior do que a deles e de seus candidatos tucanos e aliados, que venderam irresponsavelmente o patrimônio do País, ao tempo que quebraram o Brasil três vezes, porque foram ao FMI três vezes, além de deixarem as nossas reservas internacionais em frangalhos.
A quem interessar, as Organizações(?) Globo, inclusive, não respeitam seus "princípios" jornalísticos tão amplamente divulgados. Nunca vi escorpiões com princípios. Quem tem um pingo de discernimento e sobriedade sabe disso. E dou um exemplo. No passado, demitiram um dos empregados mais influentes das organizações(?) — o Ricardo Boechat. Em 2001, o jornalista foi acusado de estar envolvido em grampo, segundo matéria da Veja — a Última Flor do Fascio. Boechat foi gravado a conversar com Paulo Marinho, ex-assessor do empresário Nelson Tanure, atual proprietário do jornal do Brasil online.
O diálogo gravado era sobre uma disputa empresarial com o pessoal do Daniel Dantas. A "reportagem" de Veja acabou com a carreira de Boechat no O Globo. Sua conduta foi criticada duramente pelo "imortal" Merval Pereira, tucano e conspirador de carteirinha, que até hoje nada diz sobre a conduta de Eumano Silva, editor da revista Época, publicação que supostamente se envolveu com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, como o fez a Veja, por intermédio de seu editor Policarpo Jr.
A verdade é que Cachoeira subsidiava informações à Época (Globo) e à Veja (Abril), porque o bicheiro exercia a função de pauteiro “informal” dessas duas publicações de péssima qualidade editorial, pelo motivo de serem autoras de um verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Agora, vamos à pergunta que não quer calar: a moral, os bons costumes e o combate à corrupção dessas velhas mídias são seletivas? Respondo: são! Só não vê quem não quer.
Quem não quer ver são as pessoas que concordam com a moral, os valores e os princípios da família Marinho e de seus empregados de confiança. Lula iniciou sua via crucis quando anunciou, em Minas Gerais, sua intenção de concorrer à Presidência do Brasil. Definitivamente, o líder trabalhista virou alvo. Porém, ele está correto em deixar claros e evidentes seus propósitos políticos e eleitorais.
Afinal, Lula era alvo quando estava quieto. Mais do que isto. O petista foi alvo da direita, e de forma cruel e impiedosa, até quando foi vítima de câncer. Já que o atacam por qualquer motivo, melhor é ser alvo dos conservadores com motivos. É isto mesmo: quem está na chuva é para se molhar. Nada melhor do que entrar no ringue e também poder bater. Oficialmente... PS: Alguém tem de avisar à família Marinho que a Guerra Fria acabou. Depois os esquerdistas são os dinossauros. Que o digam as passeatas em prol do golpe militar dos coxinhas paneleiros de barrigas cheias. É isso aí.

Por que a Globo está atacando Lula com tanta fúria?

Vale tudo contra Lula
Vale tudo contra Lula
Valentemente, assim que os donos determinaram, os jornalistas da Globo pararam de falar no impeachment de Dilma.
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Um deles, Erick Bretas, tratou até de trocar a foto de perfil de seu Facebook. Ele tinha colocado a inscrição “gave over” (fim de jogo), por ocasião de uma manifestação anti-Dilma, para a qual conclamara seus seguidores.
Trocou-a, com a nova orientação patronal, por uma bandeira do Brasil.
Agora, com a mesma valentia com que recuaram instantaneamente, os editores, colunistas e comentaristas da Globo avançam, novamente sob ordens patronais, contra Lula.
Todas as mídias da Globo vêm sendo usadas para investir contra Lula, por conta, naturalmente, de 2018.
Tevê, jornal, rádio, internet – são os Marinhos e seus porta-vozes contra Lula.
A novidade aí parece ser a substituição da Veja pela Época na repercussão dos sábados à noite do Jornal Nacional.
Nem para isso mais a Veja serve. Nem para servir de alavanca para o Jornal Nacional. É uma agonia miserável e solitária a da revista dos Civitas.
Lula, em seus anos no Planalto, nada fe para enfrentar a concentração de mídia da Globo, algo que é um câncer para a sociedade pelo potencial de manipulação da opinião pública.
E agora paga o preço por isso.
Verdade que, acertadamente, ele decidiu não ficar “parado”. Pássaro parado, disse Lula, é mais fácil de ser abatido.
E então Lula decidiu reagir.
Pelo site do Instituto Lula, ele tem rebatido as agressões dos Marinhos, minuciosamente.
E tem anunciado processos quando se sente injustiçado – um passo fundamental para colocar alguma pressão nos caluniadores e, também, nos juízes complacentes.
Há um tributo involuntário no movimento anti-Lula da Globo. É um reconhecimento, oblíquo que seja, de sua força.
É assim que o quadro deve ser entendido.
Quem pode ser o anti-Lula em 2018? Aécio, Alckmin e Serra, os nomes do PSDB, seriam provavelmente destruídos ainda no primeiro turno.
Imagine Lula debatendo com cada um deles.
Fora do PSDB, é um deserto ainda maior. De Marina a Bolsonaro, os potenciais adversários de Lula equivalem ao Vasco da Gama no Brasileirão.
Neste sentido, o boneco de Lula, o Lulão, surge mais como desespero da oposição do que como uma gesto criativo dos analfabetos políticos de movimentos como o Brasil Livre de Kim Kataguiri.
A Globo vem dando um destaque de superstar ao Lulão, como parte de sua operação de guerra.
E Lula tem respondido como jamais fez. No desmentido da capa da edição do final de semana da Época, ele citou um aporte milionário de 361 milhões de reais do BNDES na Globo, em 2001, no governo FHC.
Ali se revelou outra face dos sistemáticos assaltos da Globo ao dinheiro público: o caminho do BNDES. Não são apenas os 500 milhões de reais em média, ao ano, de propaganda federal. São também outros canais, como o BNDES.
Não é exagero dizer que a Globo, como a conhecemos (não como o jornaleco de província a que se resumiu por décadas) é fruto do dinheiro público.
Como Lula, caso volte à presidência em 2018, tratará a Globo?
É essa pergunta que atormenta os Marinhos, já suficientemente atordoados com o florescimento da internet em oposição à decadência da tevê.
E é isso que explica a heroica valentia patronal dos jornalistas da Globo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Quando as imagens explicam melhor a política do que as palavras" .




fotos
por Eduardo Guimarães

Se reunissem todas as análises que têm sido escritas desde o começo do ano sobre o momento político e as razões das manifestações contra o governo Dilma Rousseff, provavelmente esses escritos lotariam as prateleiras da Biblioteca Real de Alexandria.

Há alguns meses, porém, circulam pela internet – a meu ver, timidamente – duas fotos que, justapostas, são muito mais eficientes para explicar o processo político-ideológico em curso no país do que todas essas análises juntas.


foto 2015

51 anos separam a foto tirada neste ano nas manifestações contra o governo de 12 de março da foto tirada em 19 de março de 1964, a menos de duas semanas do golpe militar que instituiu uma ditadura de 21 anos no país.

Antes que alguém venha contra-argumentar que há diferenças fundamentais entre os dois momentos da vida nacional, quero dizer que concordo. O país em que vivemos hoje impede que essa gente que saiu às ruas em 1964 dizendo as mesmas bobagens que hoje obtenha os mesmos resultados que obteve cinco décadas atrás.

As instituições e as garantias constitucionais são muito mais sólidas, apesar de combalidas pelas prisões arbitrárias e pelo uso da lei de forma seletiva que têm sido vistos nos últimos dois anos e pouco.

Não existe hoje no mundo condições para um país da importância do Brasil sofrer uma quartelada sem se isolar dramaticamente da comunidade internacional – um golpe militar, hoje, afundaria o país, que seria alijado de todas as instâncias multilaterais do mundo.

Então para que serve comparar essas fotos?, perguntará o leitor. Será só pela coincidência perfeita entre as frases que exibem?

Em primeiro lugar, não há coincidência. Quem manufaturou a faixa vista nas manifestações antigoverno deste ano certamente inspirou-se em dizeres que foram levados às ruas nas marchas “da família com Deus pela liberdade” de meio século atrás, as quais, paradoxalmente, levaram o país à maior falta de liberdade que sofreu no século XX.

Uma falta de liberdade que durou 21 anos, diga-se.

Em segundo lugar, a comparação serve para explicar a motivação de quem está protestando contra o governo.

Mais uma vez, outra comparação de imagens mostra que atribuir “repúdio à corrupção do PT” como razão para protestar, não passa de balela.

fotos cunha


Mas se repúdio à corrupção não é a verdadeira motivação dessas manifestações antigoverno, então o que move essa gente?

Aí é que entram as duas fotos que encabeçam este texto. Tanto em 1964 quanto hoje, o que move essa uniformidade étnica e de classe social que quer derrubar o governo é a preservação da desigualdade que essas pessoas conseguiram ampliar ao longo de 21 anos de ditadura.

O aumento da desigualdade durante os anos do Milagre Econômico foi tema de diversos estudos de economistas. Veja o que especialistas escreveram, naquela época, sobre a concentração de renda no país.

Alberto Fishlow, professor da universidade de columbia
Em 1972, escreve artigo publicado na ‘American Economic Review’, mostrando o aumento da concentração de renda no Brasil entre 1960 e 1970. Era o período que a repressão do regime militar alcançava seu auge.
De certa maneira (Carlos) Langoni replicou meu artigo, mas não utilizou as rendas maiores e mostrou uma situação um pouco melhor dos habitantes — afirma.

Carlos Langoni, doutor pela Universidade de Chicago
A pedido do então ministro da Fazenda Delfim Netto, ele fez um estudo sobre o tema e concluiu que a educação era fator preponderante para explicar a piora na distribuição de renda:
— Todos reconhecem que a educação é um fator fundamental para reconciliar desenvolvimento com melhoria da distribuição de renda — afirma o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni.

Rodolfo Hoffmann, doutor em Economia Agrária /USP
No Brasil, na mesma época que Fishlow, Hoffmann também constatou o aumento da desigualdade.
—Todos nós deduzimos, matematicamente, que (o aumento da concentração) tinha a ver com a ditadura. O espantoso no livro do Langoni é que ele não fala do golpe. É o erro básico, como se o mercado funcionasse independentemente da política.


Vale ressaltar que quem diz isso não é este blogueiro, mas o jornal O Globo.
Assim, recorremos de novo a uma imagem para explicar por que a extrema-direita, após mais de 50 anos, voltou a protestar com virulência ímpar contra um governo brasileiro.

concentração de renda

O que preocupa o autor desta análise, pois, é que quando imagens explicam melhor a política do que as palavras é porque a sociedade abandonou o campo do diálogo e mergulhou no da imposição de vontades.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Frei Betto diz que teme renúncia de Dilma e que evangélicos são o “ovo da serpente”


Da entrevista de Frei Betto à Folha:
Folha – Estão convocando mais uma manifestação contra Dilma para o dia 16. A principal pauta, ou uma das principais, é o impeachment de Dilma. O que acha? Frei Betto – Eu acho que manifestação é sinal da democracia. Pena que a esquerda aprenda com a direita algumas coisas ruins que a direita faz. Deveria aprender as coisas boas –as poucas coisas boas– que a direita faz. Como convocar manifestações para domingo, não para o dia de semana, o que a esquerda tem feito [uma outra manifestação, com apoio do PT, deve ocorrer no dia 20, uma quinta]. Dia de semana? Uma burrice. Atrapalhando o trânsito, como naquela música do Chico Buarque. Não tem sentido, né? Faz no domingo, não tem escola, as pessoas podem sair de casa, estão disponíveis. Pena que a esquerda não aprenda com a direita as coisas boas.
E o impeachment?
Olha, a minha pergunta íntima hoje não é o impeachment. Eu acho que democracia brasileira está consolidada, não há motivo para impeachment. A minha pergunta é outra. É se a Dilma, pessoalmente, aguenta três anos pela frente. Eu temo que ela renuncie.

O senhor tem algum sinal disso?
Não. É puramente subjetivo. Mas temo que ela renuncie. Ou ela tem uma mudança de rota ou eu me pergunto se ela vai aguentar o baque psicológico de três anos e meio [pela frente] com menos de 10% de aprovação, com 71% dizendo que o governo é ruim ou péssimo. Isso é um sinal de que você não está agradando nada. Não adianta fazer cara de paisagem. Alguma coisa tem de ser feita. Ou ela dá uma mudança de rota, muda a receita do ajuste etc., ou ela pega a caneta e fala “vou pra casa, não dou conta”. Eu tenho esse temor.

Há um relato, publicado anos atrás pelo jornal “Valor”, de que no auge da crise do mensalão, em 2005, a Dilma, ministra da Casa Civil, teria sugerido ao Lula que renunciasse.
Eu não acredito nisso. Até porque o Lula saiu com 87% de aprovação.

Depois, né? Naquele instante, quando Duda Mendonça foi à CPI dizer que tinha sido remunerado no exterior com dinheiro de caixa dois do PT, ninguém imaginava que o Lula iria recuperar a popularidade do jeito que recuperou.
É… Se isso é verdade [a sugestão de Dilma para Lula renunciar], reforça o meu receio.

No cenário atual, que combina crise política com estagnação econômica, denúncias de corrupção e baixa popularidade de Dilma, o que mais atormenta o senhor?
O Brasil está vivendo uma notória insatisfação, não só com o governo. Insatisfação com a falta de utopias, de perspectivas históricas, de ideologias libertárias. Desde 2013, quando houve aquela grande manifestação atípica. Porque não houve nenhum partido, nenhuma liderança, nenhum discurso [em junho de 2013]. E foi uma enorme manifestação em que as pessoas protestavam, havia protesto, mas não havia proposta. Isso chamou muito a minha atenção. E quando –isso é até terapêutico– a gente entra em amargura e não vê solução, não vê saída, a gente não consegue equacionar racionalmente o que está vivendo. Não consegue buscar as causas e as perspectivas. Fica tudo no emocional. Eu tenho dito a amigos que a minha geração viveu grandes divergências políticas na ditadura, mesmo entre a esquerda, divisão se siglas de A a Z. Mas o debate era racional. Debatia-se em cima de projetos, programas, perspectivas históricas. Hoje, o debate é emocional. É como briga de casal em que o amor acabou. Equivale a acelerar o carro no atoleiro de lama: quanto mais acelera, mais se afunda na lama. Estamos vivendo isso.

(…)
Eu li recentemente que o senhor teve uma conversa longa com o Lula…
Sou amigo do Lula, sou amigo da Dilma.

Sim, mas o senhor colocou para eles desse jeito?
Claro, desse jeito. Eu coloco publicamente. Eu fui lá conversar com a Dilma em 26 de novembro, com Leonardo Boff e outros. Entregamos um texto nas mãos dela. Ficamos 1 hora e 10 minutos. Estava ela e [Aloizio] Mercadante (ministro da Casa Civil).

E como eles reagem a esse tipo de crítica?
Eles aceitam. Agradecem: “obrigado por vocês terem vindo aqui, vamos ver se podem voltar em seis meses para conversar”. Mas fica nisso. E depois fazem tudo diferente. Sabe? O que você quer que eu faça? Deite e chore? Foi uma conversa ótima. Aí ela aceitou tudo aquilo, a gente falando da importância de reforma agrária, de quilombos, de povos indígenas, o papel da mulher, programas sociais, não poder fazer cortes em setores como educação e saúde. Aí respondem tudo: “é, é isso mesmo, também estou pensando…” E está lá. O texto está lá, tenho decorado na minha cabeça. Eu tenho uma boa relação com os dois [Dilma e Lula]. Eu falo tudo. Eles aceitam. O Lula também. Às vezes fala que a culpa de não é dele, a culpa é não seu de quem, é do partido, é da Dilma, é da conjuntura; e aí também fala “mas a gente também fez…”.

E continua tudo igual?
Eu tenho uma vantagem que é seguinte: eu sou um um sujeito que tem poucas vaidades. Uma delas é ambição zero. Aliás eu lembrei isso pro Lula. Eu falei: “Lula, você me conheceu em 1979, o padrão de vida que eu tinha é o padrão de vida que eu tenho. Eu moro no mesmo quartinho no convento, se você quiser eu te mostro, moro no mesmo lugar, tenho o mesmo carro Volkswagem, enfim, não mudei nada. Agora, eu fico espantado com companheiros que a gente conheceu lá atrás e que hoje tem um… sabe?”. Então teve um descolamento da base. O PT perdeu os três grandes capitais que ele tinha. Que eram ser o partido dos pobres organizados –porque hoje ele tem eleitores, não tem militantes, ele tem de pagar rapazes e moças desocupadas para segurar bandeirinha na esquina, quando tinha uma militância aguerrida voluntária. Perdeu esse capital. O segundo capital que ele perdeu é o de ser o partido da ética. Não é? A ideia do “não seremos como os demais”. E o terceiro capital era o de ser o partido da mudança da estrutura do Brasil. Não fez nenhuma mudança estrutural. Fez muita coisa? Fez. Programas sociais; Bolsa Família, embora eu discorde –o Fome Zero era emancipatório, foi trocado pelo Bolsa Família, compensatório–; programas da educação; cota; Fies; uma série de coisas excelentes. Política externa nota 10, na minha opinião, mas sem sustentabilidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

“Saímos de uma era de pacificação para uma era de luta de classes”


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Para Ruy Braga, é guerra de classes
Luciana Genro: ‘Dentro do capitalismo não há como melhorar as condições de vida do povo’
No Diário Liberdade, 26 Julho 2015 02:32
A crise política e econômica que o Brasil vive mostrou que o projeto do PT era claramente um projeto capitalista, segundo a ex-candidata à presidência da República pelo PSOL Luciana Genro. “Está claro que, dentro do capitalismo, não há como melhorar as condições de vida do povo”, disse, em debate promovido pela bancada do PSOL na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, neste sábado.
Discutindo a saída para a crise, Genro afirmou que o arruinamento da política tradicional representada por PT e PSDB, que continham o povo pelo centro, permite a radicalização das massas e uma polarização, possibilitando o crescimento das forças da “esquerda coerente” e da extrema-direita.
Neste sentido, segundo ela, não há uma ofensiva da direita, mas sim uma contra-ofensiva, “porque o avanço nos últimos anos foi da esquerda”, com conquistas do movimento LGBT, negro e feminista.
Por outro lado, o sociólogo e professor da USP Ruy Braga apontou que nos últimos anos, com a chegada do PT ao poder, houve um “amortecimento” da luta de classes, um período de relativa pacificação social apoiada pelo consentimento em alguns setores. Porém, segundo ele, esse período de passividade acabou: “saímos de uma era de pacificação para uma era de luta de classes”.
Ele citou o avanço sobre os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, como o aumento do crédito, a terceirização, o aumento do aluguel, a expulsão do centro para a periferia e o aprofundamento da mercantilização do conhecimento.
Esse cenário econômico reflete a tentativa do imperialismo estadunidense de enfrentar a crise do seu modo, impondo um “neoliberalismo 2.0”, de acordoo com o economista da Unicamp Plínio de Arruda Sampaio Jr, que também participou do debate.
“Isso se manifesta pelos imperativos do ajuste fiscal”, que quer ajustar a sociedade brasileira às exigências do grande capital, primeiro com as privatizações, e depois com o rebaixamento do nível de vida do povo brasileiro, assinalou.
Para ele, enquanto a direita ataca sem medo, a esquerda mostra-se fragmentada, mas pode começar um processo de aglutinação. “Para isso é preciso ter competência e fazer coisas diferentes”, disse. Temos que saber “quais são as tendências efetivas e entender as contradições que mobilizam a luta de classes”.
Segundo o economista, a tarefa estratégica da classe operária e o norte para a esquerda brasileira deve ser impulsionar a transformação profunda, a Revolução Brasileira. “Temos que ter a força política da Revolução”, ou seja, “não podemos cair na armadilha institucional”, afirmou. Para fazer a Revolução Brasileira é preciso superar a teoria e a prática do programa democrático-popular, organizar o povo e dotá-lo de consciência política: “isso significa superar o PT”, completou.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BRASIL JÁ LIDERA RANKING MUNDIAL DA TRANSPARÊNCIA SOBRE GASTOS PÚBLICOS




Brasil lidera ranking mundial da transparência sobre gastos públicos

"Iniciativas de participação social e acesso à informação levaram o Brasil a receber da ONU o prêmio em gestão pública. O Brasil aparece como líder em transparência sobre gastos públicos ao lado do Reino Unido e à frente dos Estados Unidos.

O Portal acumula mais de 1,9 bilhão de informações

As medidas de aprofundamento da democracia implementadas pelo governo federal levaram o Brasil a liderar, ao lado dos Estados Unidos, uma iniciativa internacional que difunde e incentiva práticas governamentais relacionadas à transparência, ao acesso à informação pública e à participação social.

Lançada em setembro de 2011, a "Parceria para um Governo Aberto" (OGP, do inglês "Open Government Partnership") é um fórum de participação voluntária cujo objetivo é fortalecer políticas nacionais de participação social e transparência, defesa da democracia e respeito aos direitos humanos. A primeira conferência anual da OGP, que reúne 64 países, foi realizada em 2012, em Brasília, sob a presidência dos governos do Brasil e dos Estados Unidos.

Um importante reconhecimento internacional veio em 2014, quando o Brasil recebeu da ONU o prêmio mais importante em gestão pública do mundo. O "United Nations Public Service Awards" foi concedido ao "Fórum Interconselhos", iniciativa que estimula a sociedade a opinar e monitorar a execução dos Planos Plurianuais (PPA).

De acordo com a ONG "Open Knowledge" (Conhecimento Aberto), o Brasil lidera o ranking da transparência de dados sobre gastos do governo federal, ao lado do Reino Unido, e à frente de países como Estados Unidos, Dinamarca, Noruega e Alemanha.

Ferramentas como o "Portal da Transparência" ajudam o Brasil a se destacar nessa área. O Portal, que permite ao cidadão pesquisar e fiscalizar as despesas do governo federal, acumula mais de 1,9 bilhão de informações e já chegou a receber 11 milhões de acessos em um único ano (2013).

Assim como o "Portal da Transparência", a "Lei de Acesso à Informação" (LAI) é também uma ferramenta eficaz de prevenção e combate à corrupção. Entre maio de 2012, data de promulgação da LAI, e julho de 2015, foram registrados cerca de 290 mil pedidos de acesso a informações. Desse total, 98% foram respondidos. O tempo médio de resposta é de 13 dias."

FONTE: do "Portal Brasil". Transcrito no portal "Vermelho"