Pobre jornalismo. Pobre público. Pobre Brasil.
Soubemos, pela Folha, que Aécio mandou construir um aeroporto num
terreno que pertencia a seu tio, na cidade de Cláudio, em Minas.
Soubemos também que, embora pretensamente público, o aeroporto ficava fechado.
Segundo a Folha, a chave está, ou estava até a denúncia, nas mãos de um primo de Aécio, Tancredo Tolentino, o Quedo.
Se a mídia tivesse qualquer interesse em aprofundar essa história, um passo básico seria mostrar quem é esse primo. E ouvi-lo.
Em circunstâncias normais, isso seria mandatório no bom jornalismo.
Agora: quando o primo em questão tem a história que Tancredo tem, passa a ser um acinte não colocar holofotes nele.
Já que estamos falando de chave, Tancredo é o que popularmente se chama de chave de cadeia.
Dois anos atrás, ele foi um personagem central numa reportagem do
Fantástico sobre a venda de sentenças judiciais que beneficiaram
traficantes na região onde se localiza o aeroporto de Aécio.
Note: não havia nenhuma menção na reportagem ao fato de que Tancredo é primo de Aécio, como se isso não fosse notícia.
Notícia é realmente subjetivo, neste mundo em que vivemos. Imagine se
Tancredo fosse primo de Lula. A cada parágrafo seríamos lembrados do
parentesco.
No vídeo do Fantástico,
Tancredo aparece fazendo a ponte entre o advogado dos traficantes
presos e o desembargador que os soltou, Hélcio Valentim, amigo seu.
A Polícia Federal cedeu ao Fantástico um vídeo com a confissão, em detalhes, de Tancredo.
Ele cobrou 150 mil reais dos traficantes pela sentença. E repassou 40
mil, um detalhe que não foi explorado pelos repórteres do Fantástico.
Quedo ficou, portanto, com 110 mil reais. Ficaria com 105 mil, ao que
parece. Separou 45 mil para entregar a Valentim, agrupados em maços de 5
mil.
Mas, na hora de dar o dinheiro, ele pegou um maço e guardou para si
mesmo. Talvez tenha dito que aquela era sua comissão, e que os presos
tinham topado pagar 45 mil.
A reportagem do Fantástico diz que Quedo acabou por ser preso, e
depois solto. Estava respondendo ao processo em liberdade quando o
programa foi ao ar.
Bizarrice entre as bizarrices, ele tentou, mesmo enroscado com a
polícia e com a justiça, se candidatar a prefeito de Cláudio em 2012.
Como se fosse um ambientalista, seu partido era o Verde. Foi impugnado
com base na Lei da Ficha Limpa.
A venda de sentenças beneficiou três traficantes. Valentim concedeu a
eles habeas corpus. Quando o Fantástico foi ao ar, em dezembro de 2013,
todos eles estavam foragidos.
Quedo, fisicamente, não poderia ser mais diferente de seu primo. É
obeso, careca e, como mostram suas imagens, evidentemente desleixado.
Um é claramente vaidoso, e o outro é sinônimo de desmazelo.
Ao lado de Aécio, ele poderia passar por seu jardineiro, ou motorista.
Mas, acima de tudo, Quedo é notícia.
Numa região marcada pelo tráfico, e com sua frouxidão moral aliada a
uma ganância sem freios, que utilização Quedo poderia dar a um aeroporto
controlado por ele?
Nas especulações que varrem a internet, o helicóptero dos Perrellas é intensamente citado.
Aécio é amigo dos Perrellas. E Quedo, também é? Ninguém na mídia
pareceu interessado em verificar isso, e em eventualmente seguir
adiante.
Quedo é um personagem fascinante. Mas a mídia – incluída a Folha, que
trouxe o caso do aeroporto mas parece pouco empenhada em dar seguimento
à história – finge que não é.
Pior: finge que ele não existe.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
OPERAÇÃO SALVA RATO
Marcos Ferreira Pinto Basto
Salva Rato
convertida em Lava Jato para disfarçar, virou um feudo do juiz Sérgio
Moro que manda prender a esmo sem ter provas acusatórias e seus alvos
são elementos do PT assim como diretores das empreiteiras que executam
grandes projetos na Petrobras.
Afirma
possuir indícios de crimes, mas não apresenta provas incriminatórias e
vai mantendo presos por tempo indeterminado esses diretores que deveriam
estar gerindo suas empresas e pela certa, suas ausências provocam
impasses na concretização dos referidos projetos que são de suma
importância para a Petrobras.
Quem criou
essa operação Lava Jato e a colocou sob a direção do juiz Sérgio Moro,
titular da 13ª Vara Federal na cidade de Curitiba/PR? Não seria mais
lógica uma vara federal no Rio de Janeiro, onde está a sede da Petrobras
ou no Distrito Federal? O que Sérgio Moro esteve fazendo nos EUA nos
meses que antecederam a mencionada operação que sugere limpeza com
poderosas injetoras de água?
Esteve fazendo curso ou especialização jurídica?
Mas a justiça
yankee não se assemelha à nossa! Fica uma estranha interrogação. Que
não é das melhores quando ficamos sabendo que Moro atuou no caso do
Banestado que envolveu transferência de somas Bilionárias para o
exterior, principalmente os EUA, feitas por gente filiada ao PSDB e nada
lhes aconteceu. Alberto Youssef atuou muito nessas transferências e fez
a tal delação premiada, tão recompensada que aí está ele de novo
envolvido em mais um caso de transferências bilionárias com mais uma
delação premiada.
Mas vamos
recuar no tempo para melhor entender a atual situação. Lula já tinha
mandado demitir Paulo Roberto Costa por ter sido informado que o então
diretor da Petrobras levava uma vida de gastos milionários e a partir
dessa altura seus projetos enviados para a câmara dos deputados eram
alvo de todo o tipo de atrasos e muitos rejeitados.
Velhos
lacaios de Zé Sarney fizeram chegar aos ouvidos de Lula que o problema
estaria sendo causado pela ordem de demissão de Costa. Ao invés de
manter a demissão e mandar executar rigorosa auditoria na Petrobras,
mandou cancelar a demissão e então podem imaginar como o Costa
recompensou os deputados e senadores que o salvaram, pela certa que não
dedurou nenhum deles a quem recompensou.Com as costas
quentes, Paulo Roberto Costa passou a roubar descaradamente e tanto
roubou que causou prejuízo multi-milionário à Petrobras na aquisição da
refinaria de Pasadena/EUA. Não cumpriu cláusulas do contrato de compra e
venda da refinaria que a vendedora entrou com ação na justiça yankee.
Este contrato era de inteira responsabilidade dele. D. Dilma mandou
demiti-lo e processá-lo. Foi julgado e condenado a pesada pena de
prisão. Seus amigos do PSDB logo o orientaram em requerer a tal delação
premiada e aí começou a festa da Petrobras. Costa começou dedurando
gente sem importância na roubalheira que promovia dentro da Petrobras,
enquanto seus advogados mantinham entendimentos com advogados dos
ex-diretores Pedro Barusco, Renato Duque e Nestor Cerveró.
Costa já
afirmara que naquele ano de 2014 não haveriam eleições presidenciais e
não cairia sozinho, com as costas quentes de seus amigos do PSDB,
chutava o pau da barranca, dedando seus comparsas de roubos milionários à
Petrobras, via empreiteiras que eram forçadas a super faturar os
orçamentos da execução de projetos com as quantias exigidas
principalmente por Paulo Roberto Costa e pelos outros diretores ladrões.
Todos roubavam em nome de políticos numa vâ tentativa de justificar
tanta desonestidade, mas eram eles mesmos que acabavam ficando com o
maior quinhão da roubalheira.
Sob a batuta
do juiz Sérgio Moro, a operação Salva Rato tinha como função maior no
ano eleitoral de 2014, vazar trechos das denúncias que pudessem induzir
as pessoas a pensar que Dilma Roussef, candidata `a reeleição estaria
envolvida em atos de corrupção na Petrobras e conseguiu prejudicar muito
Dilma, mas tanto a direção da campanha da Presidente como o próprio PT,
não recorreram ao TSE, condenando esse fato criminoso, nem ao CNJ,
responsabilizando o juiz Moro como responsável pelo vazamento de
supostas declarações.
A mídia
vendida, espalhava diariamente meias noticias muito tendenciosas que
mencionavam sempre o PT junto de palavras como corrupção e Petrobras.
Nas redes sociais, os valentões do teclado, hitlernautas e frustrados da
vida, publicam toda a sorte de barbaridades sobre Dilma, Lula, PT e
qualquer membro do partido que apareça nos noticiários.
Apesar do
grande apoio financeiro de setores norteamericanos e do próprio governo,
interessados em derrubar Dilma e o PT do Planalto, a Presidente
reelegeu-se e aí começou nova fase de bombardear o Governo e a
Petrobras.
O juiz Sérgio
Moro recebeu instruções para intensificar as ações que firam o PT, a
Petrobras e a Presidente. Não sabemos se chegou ao pormenor de mandar
investigar a cachorrinha de Marisa Letícia, esposa de Lula, mas de
certeza absoluta que a vida do ex-presidente e de seus filhos foram
devassadas secretamente.
Se o ministro
da justiça fosse Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF, expulso da
entidade policial federal com o beneplácito de Lula porque estava
investigando e prendendo os grandes ladrões que pululam no Brasil, pela
certa que D. Dilma seria informada da ação da rede de promotores e
delgados da PF que agiam e ainda agem contra seu Governo, contra a
Petrobras e, sobretudo, contra a Nação, uma corja de traidores, muitos
deles com passagens pelos EUA que nem Moro, o chefão, cópia desbotada do
Quinzão!
Sérgio Moro
tantas aprontou que acabou mexendo com os brios jurídicos dos ministros
do STF e o responsável pela operação cada vez mais Salva Rato,
cortou-lhe poderes, mas não foi nada em comparação com a tremenda
mancada, para não a nomear com um nome mais pomposo da linguagem
jurídica ou da popular que faz todo o mundo sentir mau cheiro: Sérgio
Moro quase um Talião tupiniquim mandou prender o Vice-Almirante Othon
Luis Pinheiro da Silva, diretor da Eletronuclear, como juiz não tem
autoridade para mandar prender nenhum militar a não ser em flagrante
delito e muito menos um Vice-Almirante.
O correto
teria sido encaminhar representação à Justiça Militar, sugerindo as
medidas que julgava necessárias, mas que nem um digno representante da
justiça cega, surda e muda, mandou afiar a espada para decepar a honra
do Vice-Almirante Othon, a maior autoridade do Brasil em segurança
nacional!
O Comandante
da Marinha deveria ter mandado um destacamento de fuzileiros navais
resgatar o Vice-Almirante Othon e prender todos envolvidos na sua
prisão, depois comunicaria o ocorrido ao ministro da defesa que por sua
vez, levaria ao conhecimento da Comandante em Chefe das FFAA, a
Presidente Dilma que comunicaria o ocorrido ao CNJ, enquanto Sérgio Moro
e seus comparsas ficariam detidos em quartel da Marinha até serem
julgados por Tribunal Militar.
Mas ninguém
sequer se manifestou! Será possível que não temos em cargo importante da
República, um brasileiro que preze a segurança da Pátria e um dos mais
nobres cidadãos que temos? Ninguém conhece a grande obra do
Vice-Almirante Othon? Os yankees conhecem bem seu valor e sua prisão tem
seus dedões!
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Os patetas e o golpe
O grande líder
oposicionista, candidato derrotado por Dilma Rousseff na eleição do ano
passado, Aécio Neves, diz em entrevista, que foi reeleito "presidente da
República" - e não do PSDB.
Não contente com seu ato falho, comete mais um, ao afirmar que a agremiação que preside é "o principal partido de oposição ao Brasil".
Em outro momento que revela o nível de piração dessa turma que quer jogar na lama os votos de 54 milhões de brasileiros, o jornalista (sic) Carlos Alberto Sardenberg, ao fazer um comentário para a CBN, a "rádio que troca a notícia", revela, para espanto geral, que a Grécia chegou ao ponto que chegou por culpa de Dilma e Lula!
E tem mais: há poucos dias, a pretexto de justificar a prisão do manda-chuva da Odebrecht, o juiz Moro, afirma que temia que as empreiteiras, se participassem do recém-lançado programa de concessões do governo federal, poderiam continuar com suas "práticas corruptas".
Pois é.
Está certo que a lógica nunca foi o forte dos brasileiros, que, por exemplo, votam em estelionatários para que eles combatam a corrupção.
Mas mesmo a incoerência, a desfaçatez, ou simplesmente a mentira, têm seus limites.
Esse festival de besteiras promovido pela oposição é, antes de mais nada, um acinte a qualquer pessoa que tenha dois neurônios intactos, em funcionamento.
Dar um golpe de Estado, derrubar uma presidenta reeleita em eleições limpas, até mesmo promover uma volta às trevas, pode parecer uma tarefa relativamente fácil para quem tem o controle da mídia, o cofre cheio, uma legião de adeptos boçais - ou seja, recursos materiais sem conta.
Antes de mais, nada, porém, é necessário, para que o assalto à democracia não seja no passo sombrio e sangrento dos coturnos, que ele tenha algum resquício, alguma aparência de legalidade.
Só que esse plano, para ter sucesso, precisa ser conduzido por pessoas com um certo grau de inteligência - e não por patetas que se julgam gênios da raça.
Do jeito que vai indo, sob a liderança de Aécios, Sardenbergs e Moros, ele está destinado a ser mais um retumbante fracasso - entre tantos outros que a plutocracia brasileira coleciona nestes últimos anos.
Não contente com seu ato falho, comete mais um, ao afirmar que a agremiação que preside é "o principal partido de oposição ao Brasil".
Em outro momento que revela o nível de piração dessa turma que quer jogar na lama os votos de 54 milhões de brasileiros, o jornalista (sic) Carlos Alberto Sardenberg, ao fazer um comentário para a CBN, a "rádio que troca a notícia", revela, para espanto geral, que a Grécia chegou ao ponto que chegou por culpa de Dilma e Lula!
E tem mais: há poucos dias, a pretexto de justificar a prisão do manda-chuva da Odebrecht, o juiz Moro, afirma que temia que as empreiteiras, se participassem do recém-lançado programa de concessões do governo federal, poderiam continuar com suas "práticas corruptas".
Pois é.
Está certo que a lógica nunca foi o forte dos brasileiros, que, por exemplo, votam em estelionatários para que eles combatam a corrupção.
Mas mesmo a incoerência, a desfaçatez, ou simplesmente a mentira, têm seus limites.
Esse festival de besteiras promovido pela oposição é, antes de mais nada, um acinte a qualquer pessoa que tenha dois neurônios intactos, em funcionamento.
Dar um golpe de Estado, derrubar uma presidenta reeleita em eleições limpas, até mesmo promover uma volta às trevas, pode parecer uma tarefa relativamente fácil para quem tem o controle da mídia, o cofre cheio, uma legião de adeptos boçais - ou seja, recursos materiais sem conta.
Antes de mais, nada, porém, é necessário, para que o assalto à democracia não seja no passo sombrio e sangrento dos coturnos, que ele tenha algum resquício, alguma aparência de legalidade.
Só que esse plano, para ter sucesso, precisa ser conduzido por pessoas com um certo grau de inteligência - e não por patetas que se julgam gênios da raça.
Do jeito que vai indo, sob a liderança de Aécios, Sardenbergs e Moros, ele está destinado a ser mais um retumbante fracasso - entre tantos outros que a plutocracia brasileira coleciona nestes últimos anos.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
ORDENS DOS EUA? OFENSIVA DA GLOBO E PSDB CONTRA A VENEZUELA
[$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$?]
Por Miguel do Rosário, de Caracas:
Globo/PSDB inventam factoide sobre proibição de avião
"O Aécio quer vir à Caracas na quinta-feira, visitar os “presos políticos”.
Mas os factoides tucano-globais contra o “bolivarianismo” já começaram hoje (2ª f). O Globo acaba de publicar matéria mentirosa do início ao fim, tentando pintar, como de praxe, o país como uma ditadura.
Um joguinho armado nojento entre PSDB e Globo, para tentar construir, desde já, uma narrativa heroica para a viagem do mineiro à Caracas.
Aécio é um peãozinho barato do Tio Sam.
Repare o título da matéria: “Venezuela nega autorização para avião com comitiva de senadores brasileiros“.
Aí você lê a matéria, e o próprio Aécio admite que não tem proibição nenhuma.
“— Houve uma solicitação por parte do presidente do Senado Federal ao Ministro da Defesa, que se dispôs, inclusive, a disponibilizar uma aeronave, mas por ser uma aeronave militar, precisamos de uma autorização. Se não houver, vamos com uma do Senado Federal — disse Aécio.”
Ou seja, nem há resposta ainda. No começo da matéria, a repórter admite que a fonte é o senador Aloysio Nunes/PSDB e o próprio Aécio, dois golpistas descarados, dois sem-vergonhas que odeiam a América Latina.
Se houver restrição, é contra avião militar, não contra comitiva do Brasil!
O Ministério da Defesa do Brasil não confirmou nada sobre emprestar avião militar. E se o ministro da Defesa prometeu mesmo emprestar um, cometeu um erro. O ministro Jacques Wagner é do governo ou da oposição? Quem é Aécio para andar em avião militar brasileiro? Ele é do governo por acaso? Não. Então se contente em ir de avião comum!
Aécio acha que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar fica em Claudio-MG, onde ele mandou construir, com dinheiro público, na fazenda de seu tio, [próxima da dele] um aeroporto que só ele usava, e ainda – como o próprio admitiu – usava ilegalmente?
Acha que pode pegar um avião militar e pousar em outro país sem autorização?
Por que ele não tenta ir de avião militar para os EUA? SEM AUTORIZAÇÃO!
Qualquer um pode vir à Venezuela, basta pegar um vôo comercial e vir! Que palhaçada é essa!
Visitar os jornalistas presos ou demitidos no regime de terror que ele e sua irmã ajudaram a instalar em Minas, e que foi um dos motivos de sua acachapante derrota eleitoral em seu próprio estado em 2014, isso Aécio não quer, né?
Sobre “ditadura” e prisão política, o jornalista Marco Aurélio Carone, do "Novo Jornal", tem muita a coisa a dizer.
Alguns jornalistas vítimas da ditadura Aécio em Minas fizeram um excelente documentário-denúncia sobre o tema. É um desses vídeos que nunca vai passar na "Globo". Então você só sabe da existência dele pelos blogs (mas não blogs “cubanos”, claro).
Visitar os presos políticos do Sergio Moro, como o tesoureiro do PT, João Vaccari, preso sem provas, nem pensar, né Aécio?
Por que não foi visitar professores, de seu próprio país, espancados pelo governador de seu próprio partido?
Tucanos são assim.
Mandam cortar cabeças de jornalistas no Brasil, xingam e agridem blogueiros de seu próprio país, mas idolatram blogueiros cubanos patrocinados pelo Tio Sam…
Por coincidência, ou nem tanto, eu cheguei em Caracas hoje [2ª f] à tarde.
No aeroporto, fui recebido por uma linda “terrorista” bolivariana. Uma moça gentil e culta que o chavismo tirou da favela.
Para entrar no clima, botei dois livros bolivarianos na mala.
O primeiro é “Vivendo no fim dos tempos”, do Zizek, um delicioso ensaio sobre: as crises que tem assolado o capitalismo nos últimos anos, as crises da própria esquerda, e as manifestações cada vez maiores de revolta popular no coração do mundo desenvolvido.
Até anotei algumas frases para usar por aqui.
Tem uma citação de Mao que serve de consolo para esses tempos difíceis:
“Há grande desordem sob o céu, a situação é excelente”, dizia Mao. Ele dizia isso, naturalmente, numa situação bem distinta da nossa, mas acho que serve como mote para encontrarmos brechas de esperança em qualquer crise.
Enquanto Aécio, em dobradinha com a "Globo", não produz novos factoides antiVenezuela para eu comentar, falemos um pouco sobre o Brasil.
O encontro de Cunha com grupos golpistas e truculentos pró-impeachment, em São Paulo; a tentativa de alguns senadores de oposição de golpear a Petrobrás; e os delírios cada vez mais antidemocráticos da República do Paraná, me parecem exemplos emblemáticos dessa “desordem sob o céu” de que falava o líder chinês.
Os procuradores do Paraná, ao invés de procurarem evidências para condenar corruptos (e não ficar de mimimi de que empresários usaram de “contrainteligência”), gastam sua energia dando chiliques barbosianos, como pedir ao Moro que proíba um dos réus de usar o 'play' do prédio.
Por que não pedem logo para amarrar o cara ao pé da cama? Pelo amor de Deus! O réu ainda não foi condenado, ainda terá tempo de se defender, entrar com recurso etc. Qual o desespero de não querer que o cara frequente o 'play' do prédio?
E agora Sérgio Moro pediu abertura de inquérito contra Palocci…
Mais um factoide para o Jornal Nacional!
Que coisa estranha, fazer isso antes da acareação entre os delatores!
Ora, Youssef negou, taxativamente, a delação de Paulo Roberto Costa, de que Palocci teria “pedido” R$ 2 milhões ao doleiro.
Essa é a única “prova” de que dispõe Moro… Costa diz que Palocci pediu dinheiro a Youssef. E Youssef, perguntado, responde: “Essa afirmação não é verdadeira.”
Isso lá é motivo para abrir inquérito?
Moro deveria voltar a estudar direito com Luiz Fachin, que acaba de reiterar: delação premiada não é prova.
Fachin poderia acrescentar: sobretudo se o próprio delator nega a história!
Entretanto, a gente sabe como funciona o mecanismo: apenas a abertura de inquérito já constitui uma condenação midiática, política, psicológica.
Uma condenação real, quiçá a pior de todas, para um homem público.
Daqui a pouco, Moro pede a prisão preventiva de Palocci também. E daí se bota mais fogo no clima de linchamento político que a República do Paraná e "Globo" querem criar – e conseguiram criar – contra o PT.
O negócio é produzir factoides em série contra o partido. E o PT não consegue se defender. A militância bate palmas para o Vaccari, mas o partido não consegue produzir argumentação política inteligente e satisfatória contra o golpe.
Ou seja, a população fica achando que a militância bate palmas para bandido. Ninguém vem à público dizer que é preciso parar de condenar previamente as pessoas, que isso é errado.
Os caras do PMDB fazem isso. Culpados ou não, Cunha e Renan se defendem com a faca nos dentes.
O PT, não.
O PT anda completamente desorientado. Ao invés de investir em inteligência política, em formar quadros, em produzir documentos, como fez o presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (acusado insanamente por golpistas midiáticos de “tráfico de drogas), o partido usa sua militância para fazer 'twittaço' e bater palmas para o Vaccari.
É uma demonstração inútil de força.
Como dizia Mao, em outra frase citada por Zizek em seu livro: “erguem a pedra para largá-la aos próprios pés”.
O segundo livro bolivariano que eu trouxe é um romance que está na fila da estante há anos: "Los ojos de los enterrados", do prêmio Nobel Miguel Angel Asturias, sobre revoltas populares na Guatemala. Coisa fina!
Durante o voo, contudo, vim lendo algo que, suponho, pode me ajudar a escrever sobre um assunto sempre atual na Venezuela e no Brasil: "A questão petroleira", um clássico de Bernard Mommer, 'linkado' no site da estatal de petróleo da Venezuela (PDVSA).
O livro vem com um anexo sobre o golpismo, e a superação deste, no próprio seio da PDVSA, no início da era Chávez.
É um livro extremamente interessante para quem quiser entender a história geopolítica do petróleo e os ataques de hoje à Petrobrás.
Eu fico em Caracas até sábado. Se o Aecim parar de factoides, largar a farra do Leblon, e vir à Venezuela, poderei testemunhar sua presença por aqui. Mas acho que ele vem sim. Essa armação entre ele e "Globo" foi feita apenas para dar mídia à sua viagem.
No hotel, que alívio assistir, na TV aberta, ao noticiário da "Telesur"!
Assisti a várias matérias excelentes sobre a América Latina. Uma delas mostrou trechos do discurso de hoje de Rafael Correa, que enfrenta no momento a enésima tentativa midiático-coxinha de desestabilização violenta de seu governo.
Reportagem honesta, dando voz a um presidente eleito e reeleito por seu povo.
Pretendo ainda colher material e comprar livros sobre “El Libertador” na famosa "livraria del Sur", filial de Teresa Carreño, para o Projeto Bolívar!
Direto de Caracas.
(Atualização: a Rádio Caracas, um dos órgãos de oposição, confirmou há pouco [3ªf] que o senador chega à Caracas na quinta-feira. Ou seja, agora confirmou-se: Globo/PSDB criaram um factoide).
FONTE: escrito por Miguel do Rosário
Mas os factoides tucano-globais contra o “bolivarianismo” já começaram hoje (2ª f). O Globo acaba de publicar matéria mentirosa do início ao fim, tentando pintar, como de praxe, o país como uma ditadura.
Um joguinho armado nojento entre PSDB e Globo, para tentar construir, desde já, uma narrativa heroica para a viagem do mineiro à Caracas.
Aécio é um peãozinho barato do Tio Sam.
Repare o título da matéria: “Venezuela nega autorização para avião com comitiva de senadores brasileiros“.
Aí você lê a matéria, e o próprio Aécio admite que não tem proibição nenhuma.
“— Houve uma solicitação por parte do presidente do Senado Federal ao Ministro da Defesa, que se dispôs, inclusive, a disponibilizar uma aeronave, mas por ser uma aeronave militar, precisamos de uma autorização. Se não houver, vamos com uma do Senado Federal — disse Aécio.”
Ou seja, nem há resposta ainda. No começo da matéria, a repórter admite que a fonte é o senador Aloysio Nunes/PSDB e o próprio Aécio, dois golpistas descarados, dois sem-vergonhas que odeiam a América Latina.
Se houver restrição, é contra avião militar, não contra comitiva do Brasil!
O Ministério da Defesa do Brasil não confirmou nada sobre emprestar avião militar. E se o ministro da Defesa prometeu mesmo emprestar um, cometeu um erro. O ministro Jacques Wagner é do governo ou da oposição? Quem é Aécio para andar em avião militar brasileiro? Ele é do governo por acaso? Não. Então se contente em ir de avião comum!
Aécio acha que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar fica em Claudio-MG, onde ele mandou construir, com dinheiro público, na fazenda de seu tio, [próxima da dele] um aeroporto que só ele usava, e ainda – como o próprio admitiu – usava ilegalmente?
Acha que pode pegar um avião militar e pousar em outro país sem autorização?
Por que ele não tenta ir de avião militar para os EUA? SEM AUTORIZAÇÃO!
Qualquer um pode vir à Venezuela, basta pegar um vôo comercial e vir! Que palhaçada é essa!
Visitar os jornalistas presos ou demitidos no regime de terror que ele e sua irmã ajudaram a instalar em Minas, e que foi um dos motivos de sua acachapante derrota eleitoral em seu próprio estado em 2014, isso Aécio não quer, né?
Sobre “ditadura” e prisão política, o jornalista Marco Aurélio Carone, do "Novo Jornal", tem muita a coisa a dizer.
Alguns jornalistas vítimas da ditadura Aécio em Minas fizeram um excelente documentário-denúncia sobre o tema. É um desses vídeos que nunca vai passar na "Globo". Então você só sabe da existência dele pelos blogs (mas não blogs “cubanos”, claro).
Visitar os presos políticos do Sergio Moro, como o tesoureiro do PT, João Vaccari, preso sem provas, nem pensar, né Aécio?
Por que não foi visitar professores, de seu próprio país, espancados pelo governador de seu próprio partido?
Tucanos são assim.
Mandam cortar cabeças de jornalistas no Brasil, xingam e agridem blogueiros de seu próprio país, mas idolatram blogueiros cubanos patrocinados pelo Tio Sam…
Por coincidência, ou nem tanto, eu cheguei em Caracas hoje [2ª f] à tarde.
No aeroporto, fui recebido por uma linda “terrorista” bolivariana. Uma moça gentil e culta que o chavismo tirou da favela.
Para entrar no clima, botei dois livros bolivarianos na mala.
O primeiro é “Vivendo no fim dos tempos”, do Zizek, um delicioso ensaio sobre: as crises que tem assolado o capitalismo nos últimos anos, as crises da própria esquerda, e as manifestações cada vez maiores de revolta popular no coração do mundo desenvolvido.
Até anotei algumas frases para usar por aqui.
Tem uma citação de Mao que serve de consolo para esses tempos difíceis:
“Há grande desordem sob o céu, a situação é excelente”, dizia Mao. Ele dizia isso, naturalmente, numa situação bem distinta da nossa, mas acho que serve como mote para encontrarmos brechas de esperança em qualquer crise.
Enquanto Aécio, em dobradinha com a "Globo", não produz novos factoides antiVenezuela para eu comentar, falemos um pouco sobre o Brasil.
O encontro de Cunha com grupos golpistas e truculentos pró-impeachment, em São Paulo; a tentativa de alguns senadores de oposição de golpear a Petrobrás; e os delírios cada vez mais antidemocráticos da República do Paraná, me parecem exemplos emblemáticos dessa “desordem sob o céu” de que falava o líder chinês.
Os procuradores do Paraná, ao invés de procurarem evidências para condenar corruptos (e não ficar de mimimi de que empresários usaram de “contrainteligência”), gastam sua energia dando chiliques barbosianos, como pedir ao Moro que proíba um dos réus de usar o 'play' do prédio.
Por que não pedem logo para amarrar o cara ao pé da cama? Pelo amor de Deus! O réu ainda não foi condenado, ainda terá tempo de se defender, entrar com recurso etc. Qual o desespero de não querer que o cara frequente o 'play' do prédio?
E agora Sérgio Moro pediu abertura de inquérito contra Palocci…
Mais um factoide para o Jornal Nacional!
Que coisa estranha, fazer isso antes da acareação entre os delatores!
Ora, Youssef negou, taxativamente, a delação de Paulo Roberto Costa, de que Palocci teria “pedido” R$ 2 milhões ao doleiro.
Essa é a única “prova” de que dispõe Moro… Costa diz que Palocci pediu dinheiro a Youssef. E Youssef, perguntado, responde: “Essa afirmação não é verdadeira.”
Isso lá é motivo para abrir inquérito?
Moro deveria voltar a estudar direito com Luiz Fachin, que acaba de reiterar: delação premiada não é prova.
Fachin poderia acrescentar: sobretudo se o próprio delator nega a história!
Entretanto, a gente sabe como funciona o mecanismo: apenas a abertura de inquérito já constitui uma condenação midiática, política, psicológica.
Uma condenação real, quiçá a pior de todas, para um homem público.
Daqui a pouco, Moro pede a prisão preventiva de Palocci também. E daí se bota mais fogo no clima de linchamento político que a República do Paraná e "Globo" querem criar – e conseguiram criar – contra o PT.
O negócio é produzir factoides em série contra o partido. E o PT não consegue se defender. A militância bate palmas para o Vaccari, mas o partido não consegue produzir argumentação política inteligente e satisfatória contra o golpe.
Ou seja, a população fica achando que a militância bate palmas para bandido. Ninguém vem à público dizer que é preciso parar de condenar previamente as pessoas, que isso é errado.
Os caras do PMDB fazem isso. Culpados ou não, Cunha e Renan se defendem com a faca nos dentes.
O PT, não.
O PT anda completamente desorientado. Ao invés de investir em inteligência política, em formar quadros, em produzir documentos, como fez o presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (acusado insanamente por golpistas midiáticos de “tráfico de drogas), o partido usa sua militância para fazer 'twittaço' e bater palmas para o Vaccari.
É uma demonstração inútil de força.
Como dizia Mao, em outra frase citada por Zizek em seu livro: “erguem a pedra para largá-la aos próprios pés”.
O segundo livro bolivariano que eu trouxe é um romance que está na fila da estante há anos: "Los ojos de los enterrados", do prêmio Nobel Miguel Angel Asturias, sobre revoltas populares na Guatemala. Coisa fina!
Durante o voo, contudo, vim lendo algo que, suponho, pode me ajudar a escrever sobre um assunto sempre atual na Venezuela e no Brasil: "A questão petroleira", um clássico de Bernard Mommer, 'linkado' no site da estatal de petróleo da Venezuela (PDVSA).
O livro vem com um anexo sobre o golpismo, e a superação deste, no próprio seio da PDVSA, no início da era Chávez.
É um livro extremamente interessante para quem quiser entender a história geopolítica do petróleo e os ataques de hoje à Petrobrás.
Eu fico em Caracas até sábado. Se o Aecim parar de factoides, largar a farra do Leblon, e vir à Venezuela, poderei testemunhar sua presença por aqui. Mas acho que ele vem sim. Essa armação entre ele e "Globo" foi feita apenas para dar mídia à sua viagem.
No hotel, que alívio assistir, na TV aberta, ao noticiário da "Telesur"!
Assisti a várias matérias excelentes sobre a América Latina. Uma delas mostrou trechos do discurso de hoje de Rafael Correa, que enfrenta no momento a enésima tentativa midiático-coxinha de desestabilização violenta de seu governo.
Reportagem honesta, dando voz a um presidente eleito e reeleito por seu povo.
Pretendo ainda colher material e comprar livros sobre “El Libertador” na famosa "livraria del Sur", filial de Teresa Carreño, para o Projeto Bolívar!
Direto de Caracas.
(Atualização: a Rádio Caracas, um dos órgãos de oposição, confirmou há pouco [3ªf] que o senador chega à Caracas na quinta-feira. Ou seja, agora confirmou-se: Globo/PSDB criaram um factoide).
FONTE: escrito por Miguel do Rosário
terça-feira, 16 de junho de 2015
Helicóptero do Perrella não! Aécio reclama da Venezuela desconfiar de vôo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o jornal "O Globo" espalharam um boato de que a Venezuela havia vetado vôo da FAB que levaria os senadores.
O veto era mentira.
Qualquer avião, da FAB ou não, para entrar no espaço aéreo de qualquer país tem de pedir autorização, assim como ocorre com qualquer avião que entra no espaço aéreo brasileiro.
A Venezuela ainda não havia respondido o pedido feito pela FAB para os senadores e a data do vôo é quinta-feira, portanto ainda estava em tempo.
Mas com certeza, avião da FAB não tem o menor problema em ser autorizado a entrar em outros países com quem mantemos relações diplomáticas.
Problema haveria se fosse um vôo como aquele helicóptero do Perrella, apreendido no Espírito Santo com meia tonelada de pasta de cocaína.
Farra com dinheiro público
O vôo de uma comitiva de senadores demotucanos, pago pelo Senado, ou seja, com dinheiro público do povo brasileiro, não é para visitar nenhum brasileiro preso injustamente no exterior.
É para visitar dois políticos venezuelanos milionários ligados à empresas petrolíferas dos EUA (e pelo menos um deles acusado de corrupção), presos provisoriamente a pedido do Ministério Público de lá, acusados de envolvimento em crimes equivalentes a formação de quadrilhas armadas paramilitares no Brasil (milícias).
Nunca vi Aécio ou Aloysio Nunes (PSDB-SP) visitar um pobre ou preto preso no Brasil, acusado injustamente.
Vôo de carreira
Diante da demora da aeronáutica venezuelana a autorizar o vôo dos senadores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que os senadores irão em avião de carreira.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A historia do helipó não terminou
Matéria 1: Brasileiros levavam cocaína das Farc desde a Venezuela para cartéis mexicanos.
Matéria 2: Quadrilha internacional trouxe cocaína das Farc para o Brasil e mirava África.
Matéria 3: Piloto foi achacado por dois agentes do Deic, mostra grampo.
Só que o título das matérias desvia a atenção do principal. Em duas das três matérias, aparece “cocaína das Farc”.
Não se apresenta, todavia, nenhuma prova ou indício de que a cocaína pertence às Farc; e mesmo se pertencesse, isso não tem relevância na matéria.
É apenas para dar uma cor ideológica à reportagem, e confundir o leitor.
A confusão é tanta que o texto quase dá a entender que as Farc são chavistas ou venezuelanas.
Não são. As Farc são um produto exclusivo da Colômbia. A Venezuela não tem Farc. Chávez defendia que as Farc abandonassem a luta armada.
A matéria trata como coisa menor as informações mais bombásticas:
1) Segundo um dos posts, Alexandre José de Oliveira Junior, piloto do famoso “helipó” dos Perrela, operava há tempos, antes de ser preso, para grandes traficantes internacionais. O Estadão não ficou curioso para saber se Oliveira usou antes o helicóptero do senador? Quer dizer então que o senador Perrela, um dos melhores amigos de Aécio Neves, tinha como piloto, há tempos, um operador a serviço dos maiores traficantes de cocaína do mundo? Isso não escandaliza o Estadão? Aécio andou nesse helicóptero?
2) O mesmo piloto havia sido pego pela polícia civil de São Paulo em janeiro de 2013, transportando 650 quilos de pó. Ao invés de ser preso, passou a ser achacado pelos policiais. Novamente o Estadão ignora o que deveria ser sua principal dúvida: ele usou o helicóptero de um senador da república para esse transporte?
Enfim, tudo é muito estranho.
O Estadão tenta jogar fumaça enchendo a matéria de referências às Farc, o que é o lado menos importante e com menos provas de toda essa história.
O que é mais estranho, porém, é a indiferença da imprensa para investigar um escândalo que liga os mais altos escalões da política mineira e brasileira ao tráfico internacional de cocaína.
A história tem várias pontas soltas, que a imprensa poderia muito bem investigar. Deixo aqui algumas delas:
G1: Polícia fecha laboratório de refino de drogas em Cláudio, MG
Folha: Governo de Minas fez aeroporto em terreno de tio de Aécio
Aécio usava o aeroporto ilegalmente, pois o mesmo ainda não tinha chancela da Anac.
Juiz nomeado por Aécio vendia sentenças de soltura à traficantes (primo de Aécio intermediava)
DCM: as ligações entre Aécio e Perrela.
DCM: o estranho caso do helicóptero engavetado.
É o bastante, não?
Agora imagina se Lula mandasse construir um aeroporto em terras de seu tio, se apenas o tio tivesse a chave, se o aeroporto ficasse ao lado de sua fazenda, se tivesse indicado um juiz que vendesse sentenças de soltura a traficante (com intermédio de seu primo), se houvesse um laboratório de refino de cocaína na cidade onde fica a fazenda de Lula (e o aeroporto) e, por fim, se um helicóptero de um senador grande amigo de Lula fosse apreendido com meia tonelada de pó?
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
Até quando as instituições brasileiras vão nos fazer de idiotas, deixando de fora de prisão e investigação a Globo e o PSDB?
Ilustração: Via Blog Limpinho & Cheiroso
Querem nos fazer de Pátria de idiotas
por Emanuel Cancella, nos comentários do Facebook
Como aceitarmos a denúncia de corrupção da Fifa sem envolver a Globo, que tem o monopólio do futebol no Brasil, Copa do Mundo, Libertadores, Copa América, campeonato brasileiro, e estaduais?
A Globo fez negócios com a cúpula da Fifa que está presa e ninguém cogita de investigar a emissora. Lembrando que a emissora não tem nada de inocente, além do monopólio do futebol é sonegadora do Imposto de Renda da Copa de 2002. E não é que foi pega na malha fina, a Globo foi fazer o negócio nas Ilhas Virgens britânicas onde frequentam os maiores bandidos do planeta.
Além disso a Globo, é envolvida com José Hawilla, dono da TV TEM que é sua afiliada da e que, como réu confesso, aceitou pagar U$ 151 milhões, no caso da Fifa.
Prenderem o tesoureiro do PT e não prenderem os tesoureiros do PSDB, PMDB, PP que também foram citados em delação premiada na operação Lava Jato.
Julgaram o mensalão do PT e deixaram de fora o do PSDB que foi anterior ao do PT, sendo que o mensalão do PSDB está prescrevendo.
Agora a Polícia Federal faz invasão na casa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, coisa que nunca fizeram na casa do ex-governador Aécio Neves, do PSDB, que construiu um aeroporto com dinheiro público em terras da própria família e é citado pelo doleiro Alberto Youssef como propineiro na operação Lava Jato, recebendo dinheiro através da irmã em Furnas.
O ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), foi denunciado pelo ex-policial federal, Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como “Careca” de receber um milhão de reais de propina.
Até quando as instituições brasileiras vão dar um atestado de idiota a todos nós, prendendo uns, investigando outros e deixando de fora principalmente a Globo e o PSDB?
Blog do Emanuel Cancella
Leia também:
Escândalo no futebol: Ricardo Teixeira, o homem bomba que a Globo não quer ver indiciado
Piloto do ‘helicoca’ está livre e dando aulas em SP
Enquanto a Policia Federal segue nas ações espetaculares, com delegados
e agentes efetuando prisões e realizando diligências em Brasília
acompanhados de fotógrafos e cinegrafistas, o caso do Helicoca continua
sem nenhuma punição. O Ministério Público Federal pediu a absolvição
do empresário Élio Rodrigues, dono da fazenda no Espírito Santo onde o
helicóptero do senador Zezé Perrella fez o pouso com 445 quilos de
cocaína, em novembro de 2013.
O pedido de absolvição ocorreu depois que o Tribunal Federal da Segunda
Região mandou devolver o helicóptero à família Perrella, anulando
decisão do juiz de primeira instância, que queria o confisco, com base
na lei de combate ao tráfico. Segundo a legislação, bens usados usados
no preparo, transporte ou venda de drogas devem ter sua propriedade
transferida ao Estado.
A participação do senador Zezé Perrella foi sumariamente descartada
pela PF neste caso, alguns dias depois do flagrante, e com isso o
Tribunal entendeu que não seria justo deixá-lo sem o helicóptero. Os
policiais federais também desistiram de investigar o local onde a
aeronave, vinda do Paraguai com a droga e a caminho do Espírito Santo,
pousou e deixou a mercadoria guardada por uma noite.
O local é em Jarinu, na Grande São Paulo, e segundo um dos pilotos
fazia parte de um hotel fazenda. No dia seguinte, o helicóptero voltou
para lá e recarregou a cocaína, menos duas sacolas, com 50 quilos de
droga, que ficaram.
Apesar de a delegada que assina relatório do inquérito recomendar
investigação dos proprietários do local, que poderiam ser os verdadeiros
donos da cocaína, não se tem notícia no processo de que algo tenha
sido feito nesse sentido.
No processo que tramita em Vitória, capital do Espírito Santo, sobraram
quatro pessoas para ir a julgamento: os dois pilotos, além de um
jardineiro e um pequeno empresário de Araruama, Rio de Janeiro, os dois
que aguardavam em solo para ajudar a descarregar a droga, colocá-la em
um carro e levá-la para um ponto, de onde, ao que o inquérito indica,
seguiria para a Europa.
O julgamento deve ocorrer em junho, mas dificilmente haverá prisões
após a sentença, ainda que alguém seja condenado, já que caberá recurso.
Depois que foram presos em flagrante, em novembro de 2013, os quatro
homens acusados de tráfico permaneceram seis meses na prisão. Há um ano,
foram soltos depois que o procurador do caso levantou a hipótese de
farsa da Polícia Federal, que teria efetuado as prisões com base numa
escuta clandestina. Por conta disso, os advogados de defesa querem
anular o processo.
Enquanto aguarda em liberdade, um dos pilotos voltou a voar, e até dá
aulas para quem quer pilotar helicóptero. Alexandre José de Oliveira
Júnior, que aparece no inquérito da Polícia Federal como o piloto que
organizou a viagem que trouxe a droga do Paraguai, assina como
testemunha um contrato de aulas de voo, celebrado entre um aluno e a
escola Unifly Heicópteros, que opera em Arujá, na Grande São Paulo.
Quem assina como representante legal da escola é Airton Ginez Dantas,
mas, segundo o aluno, todas as tratativas foram feitas com o próprio
Alexandre. “Ele falava como se também fosse dono da empresa”, conta o
aluno.
O contrato foi assinado no ano passado, mas, sem a realização das
aulas, o aluno temeu que pudesse estar sendo vítima de um golpe,
pesquisou na internet o nome deAlexandre e descobriu sua relação com o
Helicoca.
Depois de um período sem aulas, o piloto do Helicoca retomou a rotina
de ensino, voa com frequência e até posta as fotos no Facebook. Em sua
página, Alexandre publicou um vídeo em que sobrevoa o bairro do Tatuapé,
em São Paulo.
Alexandre tem hoje três helicópteros: um Robinson 44 e dois Robinson
22. O helicóptero de Perrella, que ele usou para buscar cocaína no
Paraguai, é um Robinson 66. Na velocidade de seus negócios, livre e
solto, Alexandre ainda chega lá. Quem o conhece não tem dúvida disso.
Joaquim de Carvalho
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
sábado, 9 de agosto de 2014
Por que a mídia não procura o primo de Aécio?
Tancredo Tolentino ajudou a libertar com suborno traficantes presos
A história não contada do primo de Aécio que tem a chave do aeroporto
por : Paulo Nogueira
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O que vai acontecer no Brasil caso os discípulos de Thatcher triunfem
por : Paulo Nogueira
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Essencialmente, o que os conservadores estão dizendo é que a política econômica descarrilhou sob Dilma.
Só Aécio salva, é a mensagem.
O que a direita quer para a economia é, numa palavra, a receita thatcheriana.
Os pilares da doutrina consagrada nos anos 1980 por Margaret Thatcher podem ser resumidos assim: privatizar, desregulamentar e reduzir ao máximo as despesas sociais.
A busca, em suma, do Estado mínimo.
É o que o “mercado” quer por razões óbvias: as empresas, nacionais e internacionais, ganham barbaramente com isso.
Como em todo jogo alguém perde, os trabalhadores pagam a conta. A Inglaterra sob Thatcher regressou a níveis de desigualdade próximos do abismo que existia na era vitoriana.
Esqueça, por um momento, questões como ideologia ou mesmo justiça. A questão é: a receita funciona?
Ou sob outro ângulo: se o Brasil adotar os preceitos thatcherianos reivindicados pelos conservadores a economia vai deslanchar?
A resposta, se você olha a história, é: não.
Os mandamentos de Thatcher são bons apenas para o chamado 1%. Para os demais 99%, não.
Para o país como um todo, para a saúde da sociedade, menos ainda. Seguir Thatcher é uma calamidade nacional.
O thatcherismo está na raiz da crise econômica que castiga o mundo desde 2008.
Sob Reagan, os Estados Unidos abraçaram o thatcherismo. O mercado financeiro foi desregulamentado, para dar liberdade aos bancos e assim, alegadamente, promover a economia.
Depois de alguns anos, veio a hecatombe.
Na busca de lucros exorbitantes, os bancos americanos – livres de regulamentação – afrouxaram todos os controles para quem pedia empréstimo para comprar casa.
Até que começou a inadimplência.
Milhares, milhões de tomadores de empréstimo não tinham condições de honras as dívidas.
Os calotes se multiplicaram. Grandes bancos quebraram. E a crise econômica se espalhou rapidamente pelo mundo.
Nunca mais a economia mundial se recuperou. A locomotiva dela, os Estados Unidos, vem se arrastando desde então.
Em breve, graças à estagnação americana, a China deve se converter na maior economia do mundo.
Também a Inglaterra de Thatcher ainda hoje enfrenta as consequências econômicas e sociais da falsa revolução da Dama de Ferro.
A ressaca do thatcherismo tornou Thatcher tão detestada que os ingleses fizeram celebrações em praças públicas quando ela morreu.
Não existe uma única estátua dela na Inglaterra, sequer em sua cidade natal: ela seria derrubada em dias, talvez horas.
É esta mesma receita que os conservadores querem para o Brasil agora.
Suponha que ela seja adotada pela próxima presidência. Rapidamente, os suspeitos de sempre lucrarão – a plutocracia, ou o 1%.
Num país cujo maior desafio é mitigar a desigualdade social, seria uma tragédia.
O país avançou socialmente nos últimos anos. Menos do que poderia e deveria, é verdade. Mas avançou.
O thatcherismo faria o Brasil retroceder várias casas na questão social em pouco tempo.
Num momento de franqueza desconcertante, Aécio prometeu a empresários “medidas impopulares” caso se eleja.
Seu guru econômico, Armínio Fraga, um fundamentalista do thatcherismo, falou que o salário mínimo cresceu muito nos últimos anos.
Avisos do que vem por aí caso o thatcherismo seja posto em ação no Brasil não faltam, portanto.
Os thatcheristas prometem a você o paraíso. Mas entregam o inferno. Paraíso, só para eles mesmos.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Aécio quer um “abutre” na Fazenda? Não? Devia ler O Globo, então
Autor: Fernando Brito

Por todas as (altas) rodas comenta-se que Armínio Fraga, o homem das medias impopulares, seria o Ministro da Fazenda de Aécio Neves.
Ainda bem que não será, porque o tucano não será eleito.
Mas, de qualquer forma, é bom que os brasileiros saibam nas garras de quem essa turma quer colocar a economia brasileira.
De alguém que, no mínimo, coopera com um banco internacional que especula com títulos públicos do nosso país.
Banco que opera um “fundo abutre”, semelhante as estes que, com a cooperação da Justiça dos Estados Unidos, está tentando quebrar a Argentina.
A acusação não é minha, ou de qualquer “blog sujo”.
É informação publicada pelo jornal O Globo no domingo, em seu caderno de economia.
“Grandes bancos estrangeiros como o Bank of America Merrill Lynch e Goldman Sachs também já operam nesse mercado, aqui, há algum tempo. Agora surgem mais competidores. A Gávea, criada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e hoje controlada pelo JP Morgan, juntou-se à Jus Finance para formar a Gávea Jus, especializada em comprar recebíveis judiciais, entre eles precatórios em que a Fazenda Pública foi condenada a pagar em dez anos.”
O esquema é simples e terrível. Comprar com deságio (desconto) forte sobre o valor e depois forçar o recebimento pelo valor de face, nem que seja levando o Estado à bancarrota, como na Argentina.
Pode-se argumentar que Fraga vendeu o controle da Gávea ao JP Morgan e não posso dizer se ainda conserva participação societária.
Mas participa da gestão da empresa, como está expressamente registrado no site da Gávea:
“Em novembro de 2010, a Gávea anunciou a venda de participação majoritária no seu capital para o J.P. Morgan Asset Management, braço global de gestão de recursos do J.P. Morgan Chase & Co. O processo de investimento que caracteriza a gestão de nossos fundos Multimercado e de Private Equity continua a ser conduzido por Arminio Fraga Neto, Luiz Henrique Fraga e equipes.”
O aeroporto do Aécio é vôo rasteiro.
O dos abutres é muito mais alto.
Por todas as (altas) rodas comenta-se que Armínio Fraga, o homem das medias impopulares, seria o Ministro da Fazenda de Aécio Neves.
Ainda bem que não será, porque o tucano não será eleito.
Mas, de qualquer forma, é bom que os brasileiros saibam nas garras de quem essa turma quer colocar a economia brasileira.
De alguém que, no mínimo, coopera com um banco internacional que especula com títulos públicos do nosso país.
Banco que opera um “fundo abutre”, semelhante as estes que, com a cooperação da Justiça dos Estados Unidos, está tentando quebrar a Argentina.
A acusação não é minha, ou de qualquer “blog sujo”.
É informação publicada pelo jornal O Globo no domingo, em seu caderno de economia.
“Grandes bancos estrangeiros como o Bank of America Merrill Lynch e Goldman Sachs também já operam nesse mercado, aqui, há algum tempo. Agora surgem mais competidores. A Gávea, criada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e hoje controlada pelo JP Morgan, juntou-se à Jus Finance para formar a Gávea Jus, especializada em comprar recebíveis judiciais, entre eles precatórios em que a Fazenda Pública foi condenada a pagar em dez anos.”
O esquema é simples e terrível. Comprar com deságio (desconto) forte sobre o valor e depois forçar o recebimento pelo valor de face, nem que seja levando o Estado à bancarrota, como na Argentina.
Pode-se argumentar que Fraga vendeu o controle da Gávea ao JP Morgan e não posso dizer se ainda conserva participação societária.
Mas participa da gestão da empresa, como está expressamente registrado no site da Gávea:
“Em novembro de 2010, a Gávea anunciou a venda de participação majoritária no seu capital para o J.P. Morgan Asset Management, braço global de gestão de recursos do J.P. Morgan Chase & Co. O processo de investimento que caracteriza a gestão de nossos fundos Multimercado e de Private Equity continua a ser conduzido por Arminio Fraga Neto, Luiz Henrique Fraga e equipes.”
O aeroporto do Aécio é vôo rasteiro.
O dos abutres é muito mais alto.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Bomba! Fortuna de Aécio veio de grilagem de terras públicas
Autor: Miguel do Rosário

Agora vamos ver se a Folha está disposta mesmo a publicar denúncias contra Aécio Neves, ou se está apenas preparando terreno para fazer ataques a Dilma.
Se a postura do jornal for séria, ela deveria repercutir o que reproduziremos abaixo.
A Rede Brasil Atual acaba de publicar uma denúncia grave, que revela a face cruel e predatória do patrimonialismo brasileiro, em que famílias com influência política abocanham terras públicas para engordar sua fortuna.
*
Como a família de Aécio ficou dona de terras públicas em Minas
Pai do senador registrou em seu nome uma área de 950 hectares pertencente aos mineiros localizada numa das regiões mais pobres do estado. Aécio governador entrou em conflito com Aécio herdeiro
por Helena Sthephanowitz publicado 20/07/2014 11:52, na Rede Brasil Atual
Montezuma é um município mineiro no norte de Minas Gerais com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. Deputados, governadores e senadores mineiros poderiam desenvolver boas políticas públicas para elevar o desenvolvimento local, tais como incentivar as pequenas propriedades rurais familiares. No entanto o município é palco de uma triste história do patrimonialismo de oligarquias políticas do Brasil.
Terras rurais em Montezuma que foram registradas pelo estado de Minas como devolutas acabaram indo parar no patrimônio pessoal do senador Aécio Neves (PSDB) após uma disputa judicial por usucapião da empresa agropecuária de seu pai.
O fim desta história aparece com o patrimônio do senador engordando na declaração de bens feita nas eleições de 2014 em relação à de 2010. O segundo maior item de sua variação patrimonial foi no valor de R$ 666.660,00 referente a cotas da empresa Perfil Agropecuária e Florestal Ltda., herdadas de seu pai falecido.
Até aí estaria tudo bem. O problema é quando voltamos ao dia 2 maio de 2000, quando se iniciou uma disputa para apropriar-se de terras públicas, típica do coronelismo patrimonialista praticado nos rincões do Brasil arcaico.
A Perfil Agropecuária e Florestal Ltda. pertencia a Aécio Ferreira da Cunha, pai do senador tucano. A empresa entrou com processo de usucapião para registrar a propriedade de vastos 950 hectares de terras em Montezuma, em 2/5/2000. Já soa injusto a lei permitir que uma empresa de um ex-deputado, que morava desde a década de 1960 no Rio de Janeiro, ser tratada como se fosse de camponeses posseiros que adquirem o direito ao usucapião por trabalharem e viverem na terra. O juizado da comarca de Rio Pardo de Minas julgou a favor da empresa em 2001.
Na hora de a empresa registrar a fazenda no Cartório de Registro de Imóveis competente, a área já estava registrada em nome do Estado de Minas Gerais, como terras devolutas, em cumprimento a outra ordem judicial anterior da Apelação Cível nº 86.106/4.
A partir daí houve longa disputa judicial, com o estado de Minas recorrendo para ter as terras de volta. Desembargadores mineiros votaram a favor da família de Aécio. Recursos chegaram até ao Supremo Tribunal Federal (STF), o último arquivado em 2013, que também foi favorável ao lado do tucano.
É preciso lembrar que em 2000 o atual senador Aécio Neves era deputado federal pela quarta vez e deveria representar mais os interesses públicos dos cidadãos de Minas do que seu próprio interesse privado. De 2003 a 2010 foi governador de Minas. Presenciamos a inusitada situação política de, na prática, o interesse do Aécio herdeiro brigar na justiça com o de Aécio governador. O interesse patrimonial privado do herdeiro falou mais alto do que o interesse público da população que o cargo de governador deveria representar.
Uma gleba de 950 hectares de terras devolutas poderia ser a redenção de famílias camponesas pobres de Montezuma, através da geração de renda pela produção da agricultura familiar, em vez de apenas somar um pouco mais ao já elevado patrimônio da oligarquia política dos Neves da Cunha.
Este caso explica muito das raízes da desigualdade passada de geração para geração e da concentração das riquezas no Brasil nas mãos de poucos. Muitas destas riquezas vindas de um processo de apropriação de patrimônio público por mãos privadas, justamente pelas mãos de quem deveria defender o interesse e o patrimônio público.
Operação Grilo
O caso é outro e não aparece a família de Aécio Neves no meio das acusações, mas sim órgãos do governo tucano de Minas e velhas práticas de outras oligarquias políticas. Em 2011 a Operação Grilo prendeu nove pessoas acusadas de comporem uma organização criminosa para fazer grilagem de terras públicas justamente nesta região norte de Minas Gerais. Toda a cúpula do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) foi afastada.
Segundo as investigações, o esquema contava com servidores públicos do Iter/MG, funcionários de cartórios e servidores de prefeituras mineiras, para fraudar a posse de terras devolutas.
O promotor Daniel Castro, de Rio Pardo de Minas, disse na época: “São terras que pertencem ao estado de Minas Gerais e foram parar nas mãos de particulares.”
*
As reproduções abaixo mostram a documentação que legitimou a posse de terras da União para a família Neves.


Agora vamos ver se a Folha está disposta mesmo a publicar denúncias contra Aécio Neves, ou se está apenas preparando terreno para fazer ataques a Dilma.
Se a postura do jornal for séria, ela deveria repercutir o que reproduziremos abaixo.
A Rede Brasil Atual acaba de publicar uma denúncia grave, que revela a face cruel e predatória do patrimonialismo brasileiro, em que famílias com influência política abocanham terras públicas para engordar sua fortuna.
*
Como a família de Aécio ficou dona de terras públicas em Minas
Pai do senador registrou em seu nome uma área de 950 hectares pertencente aos mineiros localizada numa das regiões mais pobres do estado. Aécio governador entrou em conflito com Aécio herdeiro
por Helena Sthephanowitz publicado 20/07/2014 11:52, na Rede Brasil Atual
Montezuma é um município mineiro no norte de Minas Gerais com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. Deputados, governadores e senadores mineiros poderiam desenvolver boas políticas públicas para elevar o desenvolvimento local, tais como incentivar as pequenas propriedades rurais familiares. No entanto o município é palco de uma triste história do patrimonialismo de oligarquias políticas do Brasil.
Terras rurais em Montezuma que foram registradas pelo estado de Minas como devolutas acabaram indo parar no patrimônio pessoal do senador Aécio Neves (PSDB) após uma disputa judicial por usucapião da empresa agropecuária de seu pai.
O fim desta história aparece com o patrimônio do senador engordando na declaração de bens feita nas eleições de 2014 em relação à de 2010. O segundo maior item de sua variação patrimonial foi no valor de R$ 666.660,00 referente a cotas da empresa Perfil Agropecuária e Florestal Ltda., herdadas de seu pai falecido.
Até aí estaria tudo bem. O problema é quando voltamos ao dia 2 maio de 2000, quando se iniciou uma disputa para apropriar-se de terras públicas, típica do coronelismo patrimonialista praticado nos rincões do Brasil arcaico.
A Perfil Agropecuária e Florestal Ltda. pertencia a Aécio Ferreira da Cunha, pai do senador tucano. A empresa entrou com processo de usucapião para registrar a propriedade de vastos 950 hectares de terras em Montezuma, em 2/5/2000. Já soa injusto a lei permitir que uma empresa de um ex-deputado, que morava desde a década de 1960 no Rio de Janeiro, ser tratada como se fosse de camponeses posseiros que adquirem o direito ao usucapião por trabalharem e viverem na terra. O juizado da comarca de Rio Pardo de Minas julgou a favor da empresa em 2001.
Na hora de a empresa registrar a fazenda no Cartório de Registro de Imóveis competente, a área já estava registrada em nome do Estado de Minas Gerais, como terras devolutas, em cumprimento a outra ordem judicial anterior da Apelação Cível nº 86.106/4.
A partir daí houve longa disputa judicial, com o estado de Minas recorrendo para ter as terras de volta. Desembargadores mineiros votaram a favor da família de Aécio. Recursos chegaram até ao Supremo Tribunal Federal (STF), o último arquivado em 2013, que também foi favorável ao lado do tucano.
É preciso lembrar que em 2000 o atual senador Aécio Neves era deputado federal pela quarta vez e deveria representar mais os interesses públicos dos cidadãos de Minas do que seu próprio interesse privado. De 2003 a 2010 foi governador de Minas. Presenciamos a inusitada situação política de, na prática, o interesse do Aécio herdeiro brigar na justiça com o de Aécio governador. O interesse patrimonial privado do herdeiro falou mais alto do que o interesse público da população que o cargo de governador deveria representar.
Uma gleba de 950 hectares de terras devolutas poderia ser a redenção de famílias camponesas pobres de Montezuma, através da geração de renda pela produção da agricultura familiar, em vez de apenas somar um pouco mais ao já elevado patrimônio da oligarquia política dos Neves da Cunha.
Este caso explica muito das raízes da desigualdade passada de geração para geração e da concentração das riquezas no Brasil nas mãos de poucos. Muitas destas riquezas vindas de um processo de apropriação de patrimônio público por mãos privadas, justamente pelas mãos de quem deveria defender o interesse e o patrimônio público.
Operação Grilo
O caso é outro e não aparece a família de Aécio Neves no meio das acusações, mas sim órgãos do governo tucano de Minas e velhas práticas de outras oligarquias políticas. Em 2011 a Operação Grilo prendeu nove pessoas acusadas de comporem uma organização criminosa para fazer grilagem de terras públicas justamente nesta região norte de Minas Gerais. Toda a cúpula do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) foi afastada.
Segundo as investigações, o esquema contava com servidores públicos do Iter/MG, funcionários de cartórios e servidores de prefeituras mineiras, para fraudar a posse de terras devolutas.
O promotor Daniel Castro, de Rio Pardo de Minas, disse na época: “São terras que pertencem ao estado de Minas Gerais e foram parar nas mãos de particulares.”
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As reproduções abaixo mostram a documentação que legitimou a posse de terras da União para a família Neves.
O aeroporto de Aécio e o comportamento da mídia
por : Paulo Nogueira
14 milhões de reais foram gastos na obra, segundo a Folha.
A euforia que me chama a atenção não é a dos petistas. Esta é previsível, dadas as circunstâncias.
É a de pessoas para as quais o furo da Folha é a prova definitiva de que a mídia não favorece o PSDB e nem, muito menos, se esmera nas denúncias contra o PT.
Cada um fique com sua crença, mas quem acredita nisso – na demonstração de neutralidade apartidária por conta do aeroporto denunciado – acredita em tudo, conforme disse Wellington.
Observe.
Primeiro, entra aí uma espécie de cota da Folha de notícias negativas para o PSDB. Assim como tem uma cota de colunistas de pensamento independente – para cada Janio de Freitas há vários Magnollis – a Folha tem também uma para notícias.
Faz parte do esforço em manter de pé o slogan com o qual ela conquistou, no passado, a liderança entre os jornais: aquele que afirma que a Folha não tem rabo preso com ninguém.
Muito mais por razões de marketing do que propriamente por razões jornalísticas, a Folha é entre as publicações das grandes companhias jornalísticas a que mais parece se preocupar com a imagem de imparcialidade.
É por isso que, de vez em quando, você vai ler lá coisas como o aeroporto de Minas. É uma característica da Folha, e só da Folha.
Saia da árvores e analise a floresta.
A grande diferença entre uma denúncia contra o PT e uma denúncia contra o PSDB está na repercussão dada pelas demais empresas de jornalismo.
Num caso, quando a vítima das acusações é o PSDB, o assunto vai morrendo, à falta de interesse de jornais e revistas. No outro, quando contra o muro está o PT, são manchetes incessantes, e desdobramentos se multiplicam.
Compare a cobertura dada, algum tempo atrás, à Petrobras, depois da compra de uma refinaria em Pasadena, com o noticiário relativo ao escândalo das propinas do metrô de São Paulo.
O episódio que melhor mostra a distinção no tratamento de temas assemelhados diz respeito à compra de votos no Congresso para que fosse aprovada a emenda que permitia a reeleição de FHC.
Como agora, a denúncia partiu da Folha.
Como o Jornal Nacional, por exemplo, repercutiu a compra? Nos últimos anos, o JN se habituou a pegar denúncias anti-PT da Veja e, na edição de sábado, dá-las com extremo alarido.
Eram amplificados assim, com o mesmo expediente, ataques ao governo petista. O espaço dado pelo JN às acusações levava depois, durante a semana, o resto da mídia – jornais, sobretudo – a se engajar na exploração dos “furos” da Veja.
Este comportamento padrão, repetido metodicamente ao longo de tanto tempo, acabou minando a credibilidade da grande mídia perante a parcela mais esclarecida do público – e não apenas entre petistas.
Alguns detalhes mudaram: a radicalização progressiva da Veja levou os editores do Jornal Nacional a tomarem mais cuidado com o noticiário da revista. Acabou a repetição mecânica.
Mas o processo, em si, continua o mesmo. Notícia ruim contra o PT é, para a mídia, notícia boa. Notícia ruim contra o PSDB é, para a mídia, notícia ruim.
O aeroporto de Aécio, por tudo isso, rapidamente vai sumir do noticiário da mídia nesta semana.
Não porque o assunto não seja importante, mas pelas preferências ideológicas e partidárias das grandes empresas de jornalismo, para as quais notícia é algo definitivamente subjetivo.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tem saudade do fantasma FHC ? Lembra do que ele fez ?
Medidas impopulares ? É o princípio ativo dos tucanos.
Fernando Henrique Cardoso governou o
Brasil por 8 anos. Entre 1995 e 2002, colecionou fracassos e terminou o
seu segundo mandato com 26% de aprovação.
(Lula, apenas como comparação, saiu do Governo aprovado por 87% dos brasileiros.)
O Príncipe da Privataria não empolgou nem seus correligionários. Tanto que Padim Pade Cerra e Geraldo Alckmin não defenderam o legado de FHC em suas disputas eleitorais. Ambos o esconderam e não dividiram o palanque com o grão-tucano.
Afinal, como se sabe, o FHC vendeu as joias da família e aumentou a dívida da família. Um jênio !
Mas o tempo passa e, 12 anos depois de seu mandato, inúmeros feitos de FHC foram esquecidos. O Conversa Afiada, sempre preocupado em ajudar, relembra momentos marcantes do tucano. As manchetes da época são suficientes para matar a saudade de FHC.
DESEMPREGO



(Lula, apenas como comparação, saiu do Governo aprovado por 87% dos brasileiros.)
O Príncipe da Privataria não empolgou nem seus correligionários. Tanto que Padim Pade Cerra e Geraldo Alckmin não defenderam o legado de FHC em suas disputas eleitorais. Ambos o esconderam e não dividiram o palanque com o grão-tucano.
Afinal, como se sabe, o FHC vendeu as joias da família e aumentou a dívida da família. Um jênio !
Mas o tempo passa e, 12 anos depois de seu mandato, inúmeros feitos de FHC foram esquecidos. O Conversa Afiada, sempre preocupado em ajudar, relembra momentos marcantes do tucano. As manchetes da época são suficientes para matar a saudade de FHC.
DESEMPREGO
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QUALIDADE DE VIDA
João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada
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