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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pré-sal poderia abastecer mundo inteiro por 5 anos

mapa-pre-sal
Taí porque o Tim Sam andou espionando a Petrobrás e pode estar por trás de muitas das conspirações em curso no Brasil, todas abraçadas pelo PSDB, para detonar a indústria brasileira do petróleo.
Eles querem o pré-sal e querem também o mercado de serviços que trabalha com a Petrobrás.
Querem tudo.
***
No site PT no Senado.
MUDANÇA NA PARTILHA, NÃO! Instituto do Rio estima que reservas do pré-sal são quatro vezes maiores
Nova estimativa indica reserva de 176 bilhões de barris, suficiente para atender toda a demanda global por cinco anos
Enquanto, no Senado, aguarda-se a votação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que acaba com a exclusividade da Petrobras na exploração e produção de petróleo do pré-sal, um novo estudo aponta que as reservas de petróleo da megarreserva marítima é ainda maior do que sabe. A bancada do PT no Senado é contra o projeto de Serra, por considerar que ele provocará a perda de controle da produção, perda da soberania do Estado em uma área estratégica e perda de recursos dos royalties para a Educação.

O estudo é do Instituto Nacional de Óleo e Gás (Inog), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e corre o mundo desde esta terça-feira (12), quando a agência britânica de notícias Reuters, a mais influente nos principais mercados financeiros da Europa e dos EUA pela sua importância e por se tratar da primeira estimativa confiável sobre o potencial de produção de petróleo do pré-sal brasileiro.
Com a observação de que se trata de uma “estimativa conservadora”, os pesquisadores do Inog, Cleveland Jones e Hernane Chaves dizem no documento que o polígono do pré-sal marítimo tem capacidade para suprir as necessidades atuais de óleo e gás de todos os países do mundo por mais de cinco anor.
As bacias sedimentares de Campos e Santos, sob as quais estão as reservas identificadas pela Petrobras, contêm pelo menos 176 bilhões de barris de recursos não descobertos e recuperáveis de petróleo e gás natural (barris de óleo equivalente), de acordo com um estudo – número quatro vezes maior do que os 30 bilhões a 40 bilhões de barris que já foram descobertos na área.
"Essa é uma estimativa conservadora, com uma alta probabilidade de se tornar verdade, 90 por cento, na verdade. Em tese, o total que ainda não foi descoberto de recursos recuperáveis no polígono do pré-sal pode ser tão grande quanto 273 bilhões de barris, mas o número mais alto só tem uma certeza estatística de dez por cento," acrescentou Jones, em entrevista à agência.
A estimativa do Inog é 54% maior que a publicou em 2010, quando apontou reservas no pré-sal de a 288 bilhões barris de óleo equivalente.
A pesquisa coloca a probabilidade de uma estimativa mais baixa, de 90 por cento, e a previsão mais alta, de dez por cento. Ao contrário de outros países democráticos produtores de petróleo como os Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Noruega, a agência reguladora de petróleo do Brasil, a Agência Nacional do Petróileo (ANP) não publica estimativas de potenciais recursos marítimos do Brasil.
"O Brasil tem sido descuidado por não tornar esses números públicos", disse John Forman, um ex-diretor da ANP. Ele adicionou que a estimativa do INOG é a única estimativa pública confiável que está disponível e que usa métodos aceitáveis pela indústria.
(Com informações das agências)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Carta aos delcídios do PT

Como detonar o entreguismo do Cerra, o que vendeu a Vale a preço de banana.

Ilustração do twitter de Graça Vieira


Saiu no blog Desenvolvimentistas:


Petrobras – Carta aberta aos senadores


Por Paulo Cézar, edição de Adriano Benayon


Prezados senhores senadores, venho através deste, como cidadão, me manifestar a respeito do Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015 de autoria do senador José Serra, que extingue a obrigatoriedade de participação da Petrobras como operadora única na exploração de campos do pré sal. Na justificativa, o senador agride a Petrobrás, afirmando ser ela uma “empresa endividada, que apresenta sérios problemas de gestão, está inundada por denúncias de corrupção e com enorme dificuldade de geração de caixa”.

A Petrobrás tem, hoje, cerca de R$ 68 bilhões em caixa; a Companhia é líder mundial na exploração / produção de petróleo em águas profundas; em apenas 8 anos já está produzindo, no pré-sal, mais de 700 mil barris de petróleo dia. (1). No Golfo do México foram necessários 20 anos para atingir a marca de 500 mil barris, e no Mar do Norte 10 anos. E com um fato inegável e que vai na contramão das justificativas apresentadas pelo (PLS) 131/2015: Enquanto no Mar do Norte e no Golfo do México havia várias empresas explorando, no Brasil a Petrobras é operadora única, e mesmo assim foi muito mais eficiente (2).

Apenas no primeiro trimestre de 2015 já foram investidos pela Petrobras aproximadamente US$ 5 bilhões de dólares na exploração de petróleo no Brasil (1).Em 3 meses, prezados senadores, a empresa investiu na exploração do petróleo nacional mais do que a multinacional Shell em 15 anos de operação no Brasil. “Desde 1998, a Shell já investiu mais de US$ 4,4 bilhões em sua atuação de upstream no Brasil.” (3)

Com relação ao citado “endividamento” da Petrobras, é extremamente necessário contextualizá-lo. Ora senhores senadores, este endividamento está diretamente ligado ao aumento expressivo de investimentos da Petrobras nos últimos anos, investimentos esses que já estão dando retorno, como mostram os dados citados acima a respeito de recordes na produção do pré-sal. Além disso, senhores, há uma omissão grave no cálculo do endividamento da Petrobras através do percentual de alavancagem. Segundo o PhD na área de petróleo e gás, Paulo César Ribeiro Lima, deveriam ser contabilizados no patrimônio liquido da companhia os barris de Petróleo que foram cedidos a empresa através da cessão onerosa, mesmo utilizando um valor de barril muito menor do que o valor de mercado, pelos recursos estarem ainda “in situ”, inexplorados, o patrimônio liquido da empresa poderia triplicar, diminuindo e muito o percentual de alavancagem e dando uma situação mais realista da empresa hoje.(4) Situação que hoje distorcida, esta sendo utilizada para justificar uma medida que prejudica o País e a empresa.

Se não bastam esses fatos reais apresentados acima, que desmistificam e contrapõe as justificativas apresentadas para a aprovação do (PLS) 131/2015, ainda temos outros motivos de ordem financeira para o País. Segundo estimativa da Associação dos Engenheiros da Petrobras o País poderá perder cerca de US$ 12 trilhões de dólares ao retirar da Petrobras a responsabilidade pela operação única da exploração do Pré Sal (5). De acordo com o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, somente em royalties o Brasil deixaria de arrecadar US$ 1,8 trilhão. Isto porque as fraudes na medição do petróleo extraído e nos custos de produção costumam ficar entre 30% e 50% do que é produzido, algo que não acontecerá se a Petrobrás continuar no controle. “O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a quem caberia a função de fiscalizar, já se mostrou omisso”, resumiu, acrescentando que a Petrobrás como operadora única garante também o domínio da tecnologia e incentiva a inovação, que garantiu prêmios e recordes à Companhia.(5)

Como se vê, senadores, há perda financeira enorme para o Brasil, e não somente financeira, mas tecnológica, pois com a operação única a inovação da Petrobras, já amplamente premiada mundialmente, é incentivada, gerando conhecimento no País, e por consequência empregos de maior qualidade e desenvolvimento científico que é fundamental para a melhora da competitividade do País.

Tão gigantescas como são, as perdas financeiras e tecnológicas não estão sozinhas. Há um componente estratégico enorme nessa questão. Em primeiro lugar, senadores, temos que analisar o mercado mundial de Petróleo para entendermos melhor a questão. Estamos num contexto de baixa nos preços mundiais do Petróleo, muito por conta da inundação do mercado mundial pelo shale oil, proveniente de areias e rochas betuminosas da America do Norte. Esse óleo altamente poluente tem custos altíssimos de produção, tanto financeiros como ambientais, muito acima dos custos do pré-sal. O custo de extração da Petrobras está em US$ 9,00 por barril no pré-sal (6), enquanto o shale oil tem custo entre US$ 60 e US$ 80 o barril (7). Para o PhD na área de petróleo e gás, Paulo César Ribeiro Lima, este custo é factível, pois é possível recuperar a mesma quantidade de barris de óleo por dia no pré sal com muito menos poços, do que normalmente ocorre em outras áreas semelhantes. “Isso aqui é um verdadeiro tesouro”, afirmou.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Moro recua até conseguir algum apoio para ir até o Lula


Lula-Moro-e-Figueiredo
Empresas sobem o tom contra Moro. Sentiram que o doutor pensa em recuar?

por Fernando Brito, no Tijolaço
Há uma mudança de comportamento nas partes em disputa na Operação Lava-Jato.
Depois da Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a OAS dão sinais de que também vão reagir à ofensiva do juiz Sérgio Moro.
Segundo Sonia Racy, do Estadão, a primeira vai publicar um comunicado nos jornais onde, segundo ela,   a empresa “considera inadmissíveis as prisões com base em presunções genéricas e depoimentos inverídicos.”
E “peita” a República de Curitiba, desqualificando as alegações da acusação, a que chama de “frágeis”.
E a OAS, por seus  advogados, endureceu jogo,  chamando  Moro de “justiceiro” e parcial; os advogados também acusaram os procuradores de usar “provas ilícitas” e a criação de um cenário de “condenação antecipada” para os cinco executivos da empresa que são réus, segundo a Folha.
Moro, por sua vez, sabe que suas ordens de prisão se sustentam menos por seus fundamentos jurídicos e mais pelo receio dos juízes dos tribunais superiores de serem expostos à exibição como “defensores de empreiteiros” e “coniventes com a corrupção”.
Mas isso tem – e Moro sabe disso – um limite. Que já foi, ao que parece, levado ao extremo.
É possível que Moro contasse com um efeito político maior da prisão de Marcelo Odebrecht e talvez tenha se surpreendido com a disposição do empresário e da empresa em “bancar” o enfrentamento.
Infelizmente, o que  deveria ser um processo judicial tornou-se, de forma evidente e escandalosa, um processo político.
Se Moro vai recuar e adotar novos métodos – que não seja o encarceramento até forçar a delação premiada – ou se vai, ao contrário, radicalizar ainda mais suas atitudes, é uma incógnita.
Minha opinião? Vai dar um passo atrás, até encontrar algum apoio para ir até onde quer ir.
Até Lula.

D. Quixote, Napoleão de hospício, ou apenas uma marionete?

Quanto mais leio sobre as coisas que esse juiz Moro anda fazendo, com a ajuda de delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público, mais me convenço de que toda essa crise política e econômica seria resolvida se, no Brasil de hoje, houvesse gente com um mínimo de coragem, de culhões, ou mesmo de vergonha na cara, para dar um basta nesse bando de tresloucados.

É mais que evidente que as ações e decisões do juiz atentam contra o Estado de direito.

Qualquer criança escolarizada sabe que não se pode prender as pessoas porque um bandido as alcagueta.

Em português claro, acusar o outro sem provas não passa de fofoca, boato.


Se esse procedimento fosse algo normal neste mundo, ele, provavelmente, já teria acabado - os homens se matariam uns aos outros incontrolavelmente.

A presunção da inocência é algo tão básico, tão primário, na civilização ocidental, que ninguém deveria perder um segundo sequer em discutir se um juiz pode ou não mandar prender alguém porque acha, presume, ouviu falar ou suspeita, que essa pessoa cometeu um crime.

Privar qualquer um da liberdade é algo muito sério - ou deveria ser, ao menos.

A prisão é a última etapa de um processo, a punição para um crime investigado, provado e julgado, depois de réu ter amplo direito de defesa.

O nosso juiz aparentemente ignora essas noções elementares, não do direito, mas da civilização.

Ele prende sem investigar, apenas confiando na palavra de bandidos da pior espécie - alcaguetes, dedos-duros, informantes, delatores, essa escória moral que ele elevou à condição de "colaboradores".

Sinceramente, não acredito que esse juiz curitibano esteja agindo como está porque seja um Napoleão de hospício, ou um Dom Quixote, ou mesmo um "cdf" cumpridor absoluto das leis.

Acho o seu comportamento muito estranho - esse desassombro com que desafia tudo e todos, incluindo a própria Constituição, não é algo normal.

Ninguém faria o que ele está fazendo, destruindo milhões de empregos, arruinando famílias, assassinando reputações, conduzindo um inquérito como se fosse uma operação de terra arrasada, se não tivesse as costas muito quentes.

O seu trabalho, de criminalizar o PT, a Petrobras e grandes empresas brasileiras, provocando, em consequência, uma enorme crise política, econômica e social, é sem precedentes na história brasileira.

E talvez por perceber que o juiz Moro é apenas uma marionete controlada por mãos muito mais poderosas é que ninguém tem coragem de reagir aos seus seguidos desmandos e aos absurdos de suas decisões.

Sem esse destemor, o que sobra é o reinado do medo - justamente o território preferido por pessoas como esse bando paranaense e seus invisíveis controladores.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O que incomoda EUA e seus prepostos no Brasil não é o suposto comunismo mas o nacionalismo possível

Brics - agência Brasil
A SOBERANIA E O BANCO DOS BRICS
por Mauro Santayana, em seu blog

(Jornal do Brasil) – O Senado Federal aprovou, esta semana, a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos BRICS, formado pelos governos do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com capital final previsto de 100 bilhões de dólares. A Câmara dos Deputados já havia dado sua autorização para a participação do Brasil no projeto, além da constituição de um fundo de reservas para empréstimos multilaterais de emergência também no valor de 100 bilhões de dólares.
Fazer parte do Banco dos BRICS, e do próprio grupo BRICS, de forma cada vez mais ativa, é uma questão essencial para o Brasil, e para a sua inserção, com alguma possibilidade de autonomia e sucesso, no novo mundo que se desenha no Século XXI.
Neste novo mundo, a aliança anglo-norte-americana, e entre os Estados Unidos e a Europa, que já por si não é monolítica, cujas contradições se evidenciaram por sucessivas crises capitalistas nestes primeiros anos do século, está sendo substituída, paulatinamente, pelo deslocamento do poder mundial para uma nova Eurásia emergente – que não inclui a União Europeia – e, principalmente, para a China, prestes a ultrapassar, em poucos anos, os EUA como a maior economia do mundo.
Pequim já é, desde 2009, o maior sócio comercial do Brasil, e também o maior parceiro econômico de muitos dos países latino-americanos.
A China já é, também, a maior plataforma de produção industrial do mundo.
Foi-se o tempo em que suas fábricas produziam artigos de duvidosa qualidade, e, hoje, suas centenas de milhares de engenheiros e cientistas – mesmo nas universidades ocidentais é difícil que se faça uma descoberta científica de importância sem a presença ou a liderança de um chinês na equipe – produzem tecnologia de ponta que, muitas vezes, não está disponível nem mesmo nos mais avançados países ocidentais.
Nesse novo mundo, a China e a Rússia, rivais durante certos períodos do século XX, estão se preparando para ocupar e desenvolver, efetivamente, as vastas estepes e cadeias de montanhas que as separam e os países que nelas se situam, construindo,nessa imensa fronteira, hoje ainda pouco ocupada, dezenas de cidades, estradas, ferrovias e hidrovias.
A peça central desse gigantesco projeto de infraestrutura é o Gasoduto Siberiano.
Também chamado de Gasoduto da Eurásia, ele foi lançado em setembro do ano passado em Yakutsk, na Rússia, e irrigará a economia chinesa com 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, para o atendimento ao maior contrato da história, no valor de 400 bilhões de dólares, que foi assinado entre os dois países.
Nesse novo mundo, a Índia, cuja população era massacrada, ainda há poucas décadas, pela cavalaria inglesa, possui mísseis com ogivas atômicas, é dona da Jaguar e da Land Rover, do maior grupo de aço do planeta, é o segundo maior exportador de software do mundo, e manda, com meios próprios, sondas espaciais para a órbita de Marte.
E o Brasil, que até pouco tempo, devia 40 bilhões de dólares para o FMI, é credor do Fundo Monetário Internacional, e o terceiro maior credor externo dos Estados Unidos.
Manipulada por uma matriz informativa e de entretenimento produzida ou reproduzida a partir dos EUA, disseminada por redes e distribuidoras locais e pelos mesmos canais de TV a cabo norte-americanos que podem ser vistos em muitos outros países, a maioria da população brasileira ignora, infelizmente, a existência desse novo mundo, e a emersão dessa nova realidade que irá influenciar, independentemente de sua vontade, sua própria vida e a vida da humanidade nos próximos anos.
Mais grave ainda. Parte da nossa opinião pública, justamente a que se considera, irônica e teoricamente, a mais bem informada, se empenha em combater a ferro e fogo esse novo mundo, baseada em um anticomunismo tão inconsistente quanto ultrapassado, que ressurge como o exalar podre de uma múmia, ressuscitando, como nos filmes pós-apocalípticos, milhares de ridículos zumbis ideológicos.
Os mesmos hitlernautas que alertam para os perigos do comunismo chinês em seus comentários na internet e acham um absurdo que Pequim, do alto de 4 trilhões de dólares em reservas internacionais, empreste dinheiro à Petrobras, ou para infraestrutura, ao governo brasileiro, usam tablets, celulares, computadores, televisores de tela plana, automóveis, produzidos por marcas chinesas, ou que possuem peças “Made in China”, fabricadas por empresas estatais chinesas ou com capital público chinês do Industrial &Commercial Bank of China, ICBC, o maior banco do mundo.
Filhos de fazendeiros que produzem soja, frango, carne de boi, de porco, destilam ódio contra a política externa brasileira, assim como funcionários de grandes empresas de mineração, quando não teriam para onde vender seus produtos, se não fosse a demanda russa e, em muitos casos, a chinesa.
Nossas empresas com negócios no exterior são atacadas e ridicularizadas, como se só empresas estrangeiras tivessem o direito de se instalar e de fazer negócios em outros países, inclusive o nosso, para enviar divisas e criar empregos, com a venda de serviços e equipamentos, em seus países de origem.
É preciso entender que ao formar uma aliança estratégica com a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, o Brasil não precisa, nem deve, necessariamente, congelar suas relações com os Estados Unidos ou a União Europeia.
Mas poderá, com eles, negociar em uma condição mais altiva e mais digna do que jamais o fez no passado.
É nesse sentido que se insere a aprovação do Banco dos BRICS pelo Congresso.
Apesar de termos escalado, desde 2002, sete posições entre as maiores economias do mundo, a Europa e os EUA se negam, há anos, a reformular o sistema de quotas para dar maior poder ao Brasil, e a outros países dos BRICS, no FMI e no Banco Mundial.
Se não quiserem que não o façam. Como mostra o Banco dos BRICS, podemos criar as nossas próprias instituições financeiras multilaterais.
Os BRICS, têm, hoje, como grupo, não apenas o maior território e população do mundo, mas também mais que o dobro das reservas monetárias dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França e Itália, somados.
O que incomoda os Estados Unidos e a Europa, e os seus prepostos, no Brasil, não é o suposto comunismo ou “bolivarianismo” do atual governo, mas o nacionalismo possível, até certo ponto tímido, politicamente contido, e sempre combatido, dos últimos anos.
Existe uma premeditada, permanente, hipócrita, subalterna, entreguista, pressão, que não se afrouxa, voltada para que se abandone uma política externa minimamente independente e soberana, que possa situar o Brasil, geopoliticamente, frente aos desafios e às oportunidades do mundo cada vez mais complexo e competitivo do século XXI.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Qual o (verdadeiro) papel do PSDB no Brasil?

No Estado de São Paulo, o mais rico da União em que os tucanos governam há mais de 16 anos, fundamentos como saúde, educação, segurança e transportes não tiveram melhoria considerável. Os funcionários recebem salários pífios; desmontaram a educação paulista, na segurança até moradores de bairros que constituem a base dos tucanos estão a fazer passeata em frente ao palácio dos Bandeirantes, como os do Morumbi, por não agüentarem mais os latrocínios nessa região. A imprensa cobre isso como se fosse normal, não cobram do governador. Não questionam a sua capacidade administrativa.

- por Evaristo Almeida, no blog Economia e Política

O Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB foi criado a partir de um racha do PMDB em 1988. Surgiu prometendo ser o novo na política brasileira.

Só que com o tempo o PSDB se transformou no partido da elite subordinada brasileira. Como se sabe essa elite subordinada é vassala do capital estrangeiro no Brasil. Ela não se entende como brasileira e sim como uma sub-classe mundial. Há toda uma hierarquia na qual ela se subordina. Para ela o Brasil é irrelevante, o que conta é o quanto pode subtrair do país em recursos para que possa se fantasiar de europeu ou estadunidense.

O programa da elite subordinada brasileira não tem como finalidade desenvolver o Brasil. Ele se formou com os princípios da divisão internacional do trabalho. Se não fosse a Revolução de 1930, feita por nacionalistas, intelectuais e operários, o Brasil ainda hoje na concepção da elite subordinada seria um imenso cafezal.

Na eleição presidencial de 1994, os tucanos se aliaram aos representantes do latifúndio e escravocratas brasileiros, o Partido da Frente Liberal, que tinha se formado do PDS, partido da direita brasileira que por sua vez se originou da Arena, o simulacro de partido que deu uma feição legal à ditadura militar.

O PSDB que de social democrata não tinha nada, pois não era constituído de trabalhadores, apenas usou o termo social democracia como grife, descobriu que era simétrico ao PFL. Foi a união do pretenso moderno com o Ancien Régime, finanças e indústria com o latifúndio. Isso para que não houvesse mudanças, mantendo a desigualdade social e o Brasil como um país subordinado aos interesses estrangeiros.

Aderiram de corpo e alma ao neoliberalismo difundido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o FMI e o Banco Mundial. Aplicaram um programa de desestatização, sob o manto da modernidade, que na verdade repassou várias empresas nacionais para grupos transnacionais que atualmente prestam serviços sofríveis como de energia e telefonia. As tarifas dessas empresas aumentaram em ritmo progressivo enquanto a qualidade caia na mesma proporção. Ao contrário do que foi prometido, as tarifas subiram, tanto que a energia elétrica vendida no Brasil, apesar da matriz ser de baixo custo, é a terceira mais cara do mundo, e os apagões e explosões de bueiros são uma constante. A telefonia e o serviço de banda larga no Brasil estão entre os mais caros do mundo e a qualidade é muito ruim. Ao venderem as empresas de gás eles tinham prometido que todo mundo teria o serviço. Pura propaganda, pois o serviço continua restrito aos centros urbanos. As periferias ainda usam o velho bujão.

A proposta do PSDB é acabar com o Estado, assim nos estados onde eles governam os servidores públicos tem seus salários achatados e muitos serviços são privatizados. A utopia dos tucanos é repassar todas as empresas e atribuições do Estado para empresas privadas.

Eles têm urticária de Estado e a servidores públicos.

Adotaram o mantra de cunho fiscal permanente e junto com a imprensa brasileira criaram o simulacro de que são modernos e gestores competentes.

Não é o que se observa onde são governos. Os oito anos que estiveram à frente do governo federal foram um verdadeiro desastre para o povo brasileiro. Apesar de terem multiplicado a dívida pública por dez, o país teve um crescimento pífio, o desemprego era enorme, o país vivia de joelhos e com pires na mão, mendigando recursos no FMI. A juventude não tinha perspectiva de futuro e muitos foram trabalhar no Japão, nos Estados Unidos e na Europa. Os programas sociais eram tímidos e insuficientes. A teologia neoliberal deitava e rolava.

O enfraquecimento do Estado e a confiança cega no mercado levaram ao apagão de energia elétrica que custou bilhões de reais em crescimento ao país.

Os tucanos jogaram a possibilidade de desenvolvimento do Brasil na lata do lixo no período em que foram governo, pois os neoliberais acreditavam que “fazendo a lição de casa” como um colegial, conforme receitavam o FMI e o Banco Mundial, atrairiam capital internacional que seriam investido no país para seu crescimento. Apesar de alunos aplicados, só conseguiram criar desemprego, inflação e juros altos. O capital nunca veio para transformar o crescimento do Brasil idêntico ao da China.

Há uma relação profunda entre o PSDB e a mídia nacional. As denúncias que envolvem tucanos são escondidas nos jornais ou relativizadas. Eles são blindados pela imprensa nativa. Não se sabe onde começa um e termina o outro. A impressão que dá é que o PSDB é apenas uma parte do que os meios alternativos de imprensa chamam de velha imprensa ou de Partido da Imprensa Golpista. São eles que dão a pauta para que os tucanos tenham alguma ressonância no congresso Nacional.

A velha imprensa não reconhece a oposição onde os tucanos são governos. Em São Paulo na Assembleia Legislativa, quase nunca ouve a oposição. Até 2004 a Câmara Municipal de São Paulo tinha cobertura ampla da imprensa, a partir de 2005 foi muito reduzida. E quando acontece alguma coisa desfavorável eles não acusam o governo diretamente. Por exemplo, até 2004, o congestionamento de São Paulo e a inundação eram culpa do governo do período. Os locutores de rádio na parte da manhã insuflavam o povo contra a prefeita. Era culpa dela. Depois de 2005, os congestionamentos aumentaram, mas não são mais culpa do prefeito e sim do aumento de vendas de carros e as inundações acontecem por causa de São Pedro.

O furor contra a corrupção da velha imprensa acaba quando se fala da Lista de Furnas, que pelos nomes contidos nela, nunca foram objeto de matéria da Folha de São Paulo, da Veja, da Globo ou do Estado de São Paulo. E o que falar do mensalão mineiro que levanta suspeitas de irregularidades do PSDB de Minas Gerais?

No Estado de São Paulo, o mais rico da União em que os tucanos governam há mais de 16 anos, fundamentos como saúde, educação, segurança e transportes não tiveram melhoria considerável. Os funcionários recebem salários pífios; desmontaram a educação paulista, na segurança até moradores de bairros que constituem a base dos tucanos estão a fazer passeata em frente ao palácio dos Bandeirantes, como os do Morumbi, por não agüentarem mais os latrocínios nessa região. A imprensa cobre isso como se fosse normal, não cobram do governador. Não questionam a sua capacidade administrativa.

É muito fácil ser governo tucano, pois apesar dos fracassos a mídia dá cobertura favorável. O governo Alckmin encheu os jornais nas últimas semanas com programas de transportes, sendo que a maioria deveria estar pronta em 2007, conforme preconizava programa de governo do próprio Alckmin.

Fica a pergunta, qual o papel do PSDB no Brasil?

Visto que não possuem um programa de desenvolvimento soberano nacional, sempre que podem transferem o controle de empresas nacionais para estrangeiros, são contra a Petrobras, conforme ficou demonstrado na CPI que montaram e na tentativa de privatizá-la com o nome Petrobrax?

Muitas vezes agem como porta-vozes de interesses estrangeiros em projetos no Congresso que privilegiam o interesse nacional e não fomentam políticas contra a desigualdade social?

Seria um partido de ocupação, assim como foram transformadas as forças armadas na América Latina no período das ditaduras pelos Estados Unidos, cujo objetivo era manter a situação em estado de inércia, ou seja, sem mudanças sociais e econômicas?

Por representar uma elite sem vínculo com o desenvolvimento brasileiro e que é subordinado às elites do resto do mundo, tem um papel de retrocesso na sociedade brasileira, conforme ficou demonstrado no seu programa de governo na última eleição presidencial?

São indagações necessárias, pois estamos vivendo no Brasil um período que o país encontrou o seu caminho. Isso porque implantou um programa de governo totalmente diferente do defendido pelo PSDB.

Estamos crescendo com distribuição de renda, inflação sobre controle, reservas internacionais abundantes, expansão do sistema de ensino, amplos investimentos em infraestrutura, crescimento do salário real dos trabalhadores, perspectiva de juros civilizados até 2014, forte presença internacional com soberania. Somos sujeitos e não coadjuvantes no mundo. Estamos construindo um país que sem ser imperialista pode ser transformado numa potência.

As forças que se opõem ao Brasil moderno com distribuição de renda, de poder, de educação, de saúde, de seguridade e igualdade social estão todas representadas nos programas dos tucanos.

O objetivo desse texto é refletir nos interesses que estão representados no Brasil atualmente e as forças da inércia que se põem contra um projeto soberano de desenvolvimento social e econômico.

Afinal o desenvolvimento social e econômico é um parto de montanha para qualquer nação em que interesses mesquinhos internos e externos exercem pressão contra ele.

Se transformar em nação é um desafio para qualquer povo. Estamos nele agora em que temos todas as condições históricas para nos posicionarmos entre os grandes do mundo.

Mas o programa que os tucanos apresentaram em 2010 e a sua atuação junto com outros partidos de oposição no Congresso Nacional deixam claro que são contra um projeto de nação soberano e igualitário.
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