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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Por que a esposa de Eduardo Cunha não é presa?

claudia cruz eduardo cunha

Por Renato Rovai, em seu blog
O juiz Sérgio Moro, que costuma ser muito rápido no gatilho ao investigar pessoas ligadas ao PT, tem nas mãos a possibilidade de mostrar que sua celeridade não é seletiva.
Documentos enviados por autoridades da Suíça apontam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a sua esposa movimentaram contas bancárias no país que foram alimentadas por dinheiro sujo da operação Lava Jato.
Cunha, por ser deputado, tem fórum privilegiado. Ou seja, terá de ser julgado no Supremo. Já a sua esposa, jornalista e ex-apresentadora de jornais da TV Globo no Rio, Cláudia Cordeiro Cruz, não.
Ela pode ter sua prisão preventiva decretada por Moro, inclusive porque sua liberdade pode atrapalhar as investigações. Moro, os amigos devem se lembrar, prendeu a cunhada de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, por muito menos. A suposta prova era o saque de alguns reais em dinheiro num caixa 24 horas. Depois veio a se descobrir que a cunhada na verdade era a esposa de Vaccari. E a trapalhada a livrou da cadeia.
Não sem antes ser desmoralizada por toda a mídia nacional.
No caso da esposa de Cunha as provas são bem mais contundentes. Ela é sócia das contas e operou gastos milionários a partir delas.
O que Moro está esperando para agir? A prisão de Cláudia pode levar a uma delação das mais importantes. Ela tem condições de revelar como funcionava o esquema Cunha de aliciamento de deputados.
E isso pode garantir que a Lava Jato de fato faça uma limpa no Congresso. Cunha é só um deles. Talvez o líder atual desse que parece ser o verdadeiro esquema, mas só um.

sábado, 8 de agosto de 2015

“A prisão de Lula é o trofeu que Moro deseja”, diz decano dos criminalistas de SP

Lula
Lula

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Paulo Sérgio Leite Fernandes, decano dos criminalistas de São Paulo aos 79 anos, é um crítico do juiz Sergio Moro e das delações premiadas na Lava Jato.
Para ele, essa prática “foi importada da América do Norte e, na linguagem de beira de cais, é cagüetagem[1]. Delata-se por vários motivos: satisfação econômica, castigo menor, sadismo, ódio, culpas, vingança”
Na ativa desde 1960, Fernandes foi professor de Processo Penal e conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Ele deu um depoimento ao DCM em que explica por quê, em sua opinião, o objetivo final de Moro é Lula:

O Moro não é original na posição em que se põe. Na Antiguidade, você teve centenas de arautos desse estilo, que se colocam como heróis no conflito entre o bem e o mal.
É o chefe da tribo, o pajé, o rei viking que conduz os guerreiros pelos mares revoltos.
Nem sempre acaba bem. O bispo Savonarola, em Florença, fazia essa pregação da imaculabilidade. Quando perdeu o poder, foi-lhe perguntado se queria morrer pela espada ou pela forca. Morreu enforcado e depois seu corpo foi incinerado numa fogueira em praça pública.
Sergio Moro é necessário neste momento. Não digo que isso é bom ou mal. Ele é um personagem da hora. 
Aí temos outro elemento: o povo. O povo, ou parte dele, quer sangue, quer vítimas, como as harpias na Revolução Francesa.
Moro acha que tem de oferecer o sangue que esse povo quer.
A diferença dos tempos antigos é que, hoje, o negócio é mais sofisticado. A Lava Jato, por exemplo, faz algo inominável: algema as pessoas com as mãos para trás.
Qual a finalidade disso?
Para que elas não possam cobrir o rosto, o sinal mais instintivo da vergonha. Trata-se apenas de filhadaputice. 
O objetivo final dele é prender Lula. É o seu trofeu de caça. O juiz se tornou um ícone da política judiciária do Brasil. Foi transformado num símbolo da impecabilidade. Tem, ou acha que tem, esse papel a cumprir.
Ele vai medir os riscos da prisão, obviamente. Precisa das provas adequadas. Um problema, para Moro, seria a revogação da prisão preventiva por falhas processuais.
Se chegar a prender Lula, mesmo com estrutura probatória adequada, há a possibilidade de uma reação enorme da sociedade civil. 
Em sua motivação psicológica de vencer o mal, ou o que acredita ser o mal, ele vai levar tudo isso em consideração. Moro é um obsessivo compulsivo e Lula é o alvo. E qualquer coisa é possível em se tratando de um personagem como este.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Moro tomou um ponto do PIB ? É pouco !​

Vai ser muito mais !



O maior interessado no impítim da Dilma não é o patético Aecím.

São as organizações (sic) Globo.

Mesmo depois da inexplicável vitória provisória no Supremo, com que pretende fechar o Google no Brasil, a Globo não resiste até 2018.

A Globo precisa de toda a verba da SECOM – não basta a que tem agora, que já lhe enche o saco de dinheiro -, do guichê do BNDES, do BB, da Caixa, que lhe “financiou” o Projac, e do Banerj (que idem)…

(Sobre as bem-sucedidas relações da Globo com os bancos estatais – nessas horas eles são estatizantes – leia o próximo livro “O Quarto Poder – uma outra história” de Paulo Henrique Amorim, que breve se lançará.)

Se tem uma coisa de que os Marinho gostam é de banco estatal !

Por isso, a Globo transformou o mensalão (o do PT, porque o do PSDB sumiu como a audiência do jn) no “maior julgamento da História” (pobre Nuremberg !).

E fez da Lava Jato uma “crise política”.

A Globo não aguenta até 2018.

(O Valdir Macedo, informante valioso do Conversa Afiada, repete que não se interessa pela Globo: a audiência não paga a folha salarial…)

Então, a Globo anuncia na manchete do jornal impresso (em fase terminal) que a Dilma disse na reunião de “coordenação” (sic) política que “a Lava Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro”.

É pouco !

Vai ser muito mais !

Nada que se compare ao apagão do Príncipe da Privataria, que roubou, no mínimo, dois pontos percentuais do PIB.

É pouco, porque o objetivo submerso, no pré-sal do Juiz da Vara de Guantánamo, dos valentões – veja na TV Afiada – da Polícia Federal do e dos Procuradores fanfarrões é extinguir a População Economicamente Ativa, a PEA, assim como os militares de 64 extinguiram Panair do Brasil e a TV Excelsior, que impediria a TV Globo de ser o que é.

O trabalho da Vara do Moro – devidamente desmoralizado pelos advogados da Odebrecht – é, primeiro, quebrar o Brasil.

Depois, derrubar a Dilma.

E depois ?

Depois, o que vier tá bom !

E a Lava Jato vai destruir mais que um ponto do PIB, porque o Governo Dilma não reage, fica trancado no Palácio !

Não reagiu ao mensalão e não reage à Lava Jato.

Como se o mensalão e  a Lava Jato fossem processos judiciais.

Dois Golpe de Estado realizados em sua quase-plenitude e o Governo Dilma sentado nas mãos !

Nas mãos de um ministro da Justiça como o zé.


Paulo Henrique Amorim

Policial federal que acompanha presos da Lava Jato é alvo de processos por corrupção

Newton Ishii chegou a ser expulso da corporação
MURILO RAMOS E NONATO VIEGAS
Newton Ishii acompanha Marcelo Odebrecht (Foto: Geraldo Bubniak)
Sabe o agente da Polícia Federal que aparece em quase todas as fotos ao lado dos presos da Lava Jato que chegam à superintendência da PF em Curitiba? Pois é, o nome dele é Newton Ishii. Ingressou na corporação em 1976. Em 2003, sofreu um grande baque. Foi preso pela própria PF durante a Operação Sucuri, suspeito de integrar uma quadrilha que realizava contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai. Acusado de corrupção, chegou a ser expulso da PF. Ishii responde a processos criminal e civil, além de uma sindicância. Reintegrado, a Polícia Federal diz que Ishii goza de confiança da direção (!!) e é um excelente profissional (!!!).

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A “obra” de Sérgio Moro já destruiu 14 mil empregos nos estaleiros

Fernando Brito
maricachegando
O navio aí em cima, o Cidade de Maricá, é uma bela imagem, e está sendo completado a todo vapor, mas é uma exceção. Ele está atracado ao lado do Estaleiro Mauá, que vive o drama de uma pré-falência, mesmo com três navios tanque em seu cais, quase prontos, esperando os acabamentos para que possam levar derivados leves de petróleo. Estão parados, como parados estão os mil trabalhadores do estaleiro.
O Sindicato da Construção Naval divulgou, semana passada, os números do emprego nos estaleiros.
De dezembro a junho deste ano, os estaleiros, em todo o país, fecharam 14.472 postos de trabalho: o número de trabalhadores caiu de 82.474 para 68 mil, agora.
A quatro pessoas na família de cada trabalhador desempregado, são perto de 60 mil brasileiros  em dificuldades.
E uma inflexão na chamada “curva de aprendizado” essencial para o desenvolvimento tecnológico da construção de navios que cobrará seu preço por muito tempo depois da esperada recuperação do setor.
empregoestaleirosOs dados do Sindicato confirmam aquilo que se escreveu aqui há 15 dias: já perdemos dois anos de avanços na cadeia industrial ligada ao petróleo, ao menos em matéria de emprego, como você vê no quadro ao lado, na primeira queda, em uma década, do número de trabalhadores na construção naval, como você vê no quadro ao lado.
O Brasil perdeu sondas e cascos de navios-plataforma quem diante das dificuldades dos fornecedores nacionais, tiveram de ser encomendados na Ásia.
Logo, com a entrada de operação de novos poços, vamos precisar de navios de grande porte, os “aliviadores”, que recolhem o petróleo nos navios-plataforma e o transporta para as refinarias ou os leva aos terminais de exportação.
Se não recuperarmos rapidamente a nossa capacidade de produzir grandes embarcações, teremos de recorrer a afretamentos no estrangeiro.
E indústria naval não é algo que se reconstrua do dia para a noite.
Aí está o resultado da devastação provocada por  uma investigação conduzida de forma a fazer de todos suspeitos ou culpados antecipadamente, como faz o Dr. Sérgio Moro.
Ele, realmente, faz diferença.
Para pior.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Moro recua até conseguir algum apoio para ir até o Lula


Lula-Moro-e-Figueiredo
Empresas sobem o tom contra Moro. Sentiram que o doutor pensa em recuar?

por Fernando Brito, no Tijolaço
Há uma mudança de comportamento nas partes em disputa na Operação Lava-Jato.
Depois da Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a OAS dão sinais de que também vão reagir à ofensiva do juiz Sérgio Moro.
Segundo Sonia Racy, do Estadão, a primeira vai publicar um comunicado nos jornais onde, segundo ela,   a empresa “considera inadmissíveis as prisões com base em presunções genéricas e depoimentos inverídicos.”
E “peita” a República de Curitiba, desqualificando as alegações da acusação, a que chama de “frágeis”.
E a OAS, por seus  advogados, endureceu jogo,  chamando  Moro de “justiceiro” e parcial; os advogados também acusaram os procuradores de usar “provas ilícitas” e a criação de um cenário de “condenação antecipada” para os cinco executivos da empresa que são réus, segundo a Folha.
Moro, por sua vez, sabe que suas ordens de prisão se sustentam menos por seus fundamentos jurídicos e mais pelo receio dos juízes dos tribunais superiores de serem expostos à exibição como “defensores de empreiteiros” e “coniventes com a corrupção”.
Mas isso tem – e Moro sabe disso – um limite. Que já foi, ao que parece, levado ao extremo.
É possível que Moro contasse com um efeito político maior da prisão de Marcelo Odebrecht e talvez tenha se surpreendido com a disposição do empresário e da empresa em “bancar” o enfrentamento.
Infelizmente, o que  deveria ser um processo judicial tornou-se, de forma evidente e escandalosa, um processo político.
Se Moro vai recuar e adotar novos métodos – que não seja o encarceramento até forçar a delação premiada – ou se vai, ao contrário, radicalizar ainda mais suas atitudes, é uma incógnita.
Minha opinião? Vai dar um passo atrás, até encontrar algum apoio para ir até onde quer ir.
Até Lula.

D. Quixote, Napoleão de hospício, ou apenas uma marionete?

Quanto mais leio sobre as coisas que esse juiz Moro anda fazendo, com a ajuda de delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público, mais me convenço de que toda essa crise política e econômica seria resolvida se, no Brasil de hoje, houvesse gente com um mínimo de coragem, de culhões, ou mesmo de vergonha na cara, para dar um basta nesse bando de tresloucados.

É mais que evidente que as ações e decisões do juiz atentam contra o Estado de direito.

Qualquer criança escolarizada sabe que não se pode prender as pessoas porque um bandido as alcagueta.

Em português claro, acusar o outro sem provas não passa de fofoca, boato.


Se esse procedimento fosse algo normal neste mundo, ele, provavelmente, já teria acabado - os homens se matariam uns aos outros incontrolavelmente.

A presunção da inocência é algo tão básico, tão primário, na civilização ocidental, que ninguém deveria perder um segundo sequer em discutir se um juiz pode ou não mandar prender alguém porque acha, presume, ouviu falar ou suspeita, que essa pessoa cometeu um crime.

Privar qualquer um da liberdade é algo muito sério - ou deveria ser, ao menos.

A prisão é a última etapa de um processo, a punição para um crime investigado, provado e julgado, depois de réu ter amplo direito de defesa.

O nosso juiz aparentemente ignora essas noções elementares, não do direito, mas da civilização.

Ele prende sem investigar, apenas confiando na palavra de bandidos da pior espécie - alcaguetes, dedos-duros, informantes, delatores, essa escória moral que ele elevou à condição de "colaboradores".

Sinceramente, não acredito que esse juiz curitibano esteja agindo como está porque seja um Napoleão de hospício, ou um Dom Quixote, ou mesmo um "cdf" cumpridor absoluto das leis.

Acho o seu comportamento muito estranho - esse desassombro com que desafia tudo e todos, incluindo a própria Constituição, não é algo normal.

Ninguém faria o que ele está fazendo, destruindo milhões de empregos, arruinando famílias, assassinando reputações, conduzindo um inquérito como se fosse uma operação de terra arrasada, se não tivesse as costas muito quentes.

O seu trabalho, de criminalizar o PT, a Petrobras e grandes empresas brasileiras, provocando, em consequência, uma enorme crise política, econômica e social, é sem precedentes na história brasileira.

E talvez por perceber que o juiz Moro é apenas uma marionete controlada por mãos muito mais poderosas é que ninguém tem coragem de reagir aos seus seguidos desmandos e aos absurdos de suas decisões.

Sem esse destemor, o que sobra é o reinado do medo - justamente o território preferido por pessoas como esse bando paranaense e seus invisíveis controladores.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Odebrecht descarta delação e opta pelo enfrentamento



Do 247:
Preso na última sexta-feira, o empresário Marcelo Odebrecht descartou fazer acordo de delação premiada na operação Lava Jato.
A empresa optou pelo enfrentamento e divulgou nesta segunda (22) um manifesto pago, em jornais, questionando os fatos usados pelo juiz Sergio Moro para decretar as prisões dos empreiteiros.
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Em trecho do texto, a companhia afirma que, no e-mail endereçado à Odebrecht, a palavra ‘sobrepreço nada tem a ver com superfaturamento, ou qualquer irregularidade. Representa apenas a remuneração contratual que a empresa propôs à Sete Brasil’.
Neste domingo, os advogados da Odebrecht entraram com habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região em nome de dois dos diretores da empresa presos na Lava Jato: Cesar Rocha e Rogério Araújo.
Os demais, inclusive do presidente, Marcelo Odebrecht, serão impetrados ao longo da semana.
(…) na peça, a defesa alega constrangimento ilegal, prisão baseada apenas nas palavras de um delator “pródigo em mentiras”, Alberto Youssef, e “equívocos cometidos” por parte de Moro “na análise de documentos essenciais”.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os excessos de Sergio Moro são discutidos no STF e no CNJ pelo menos desde 2005

Ele
Ele
Publicado no Conjur.
 
Se é recente o primeiro julgamento de mérito de Habeas Corpus da operação “lava jato” pelo Supremo Tribunal Federal, o trabalho do juiz federal Sergio Fernando Moro, responsável pelos processos da operação, já é discutido pelo STF e pelo Conselho Nacional de Justiça há alguns anos. Ao longo de sua carreira, Moro foi alvo de procedimentos administrativos no órgão por conta de sua conduta, considerada parcial e até incompatível com o Código de Ética da Magistratura. Todos os procedimentos foram arquivados e correram sob sigilo.
Entre as reclamações há o caso em que ele mandou a Polícia Federal oficiar a todas as companhias aéreas para saber os voos em que os advogados de um investigado estavam. Ou quando ele determinou a gravação de vídeos de conversas de presos com advogados e até familiares por causa da presença de traficantes no presídio federal de Catanduvas (PR).
O caso das companhias aéreas é famoso entre os advogados do Sul do Brasil. Ganhou destaque depois que a 2ª Turma do Supremo mandou os autos do processo para as corregedorias do CNJ e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região para que apurassem irregularidades. Um Habeas Corpus (95.518) alegava suspeição de Sergio Moro. O Supremo entendeu que não houve suspeição, mas que “há fatos impregnados de subjeição” — clique aqui para ler o acórdão.
Foi um dos episódios da atribulada investigação sobre evasão de divisas para o exterior conhecida como caso Banestado, nos anos 1990. Foi esse o processo que deixou Sergio Moro famoso e o levou às manchetes nacionais pela primeira vez.
Passo a passo
O HC rejeitado pelo Supremo pretendia anular a investigação por imparcialidade de Sergio Moro, o que o tornaria suspeito para julgar o caso. O processo ficou famoso porque Moro decretou, em 2007, a prisão preventiva de um dos investigados, que não foi encontrado no seu endereço em Curitiba. Estava no Paraguai, onde também tinha uma casa.

Moro não sabia. Por isso mandou a PF oficiar a todas as companhias aéreas e a Infraero para ficar informado sobre os voos com origem em Ciudad del Este, no Paraguai, ou Foz do Iguaçu, para Curitiba a fim de que se encontrasse o investigado. Também mandou fazer o mesmo com os voos de Porto Alegre para Curitiba, já que os advogados do investigado, Andrei Zenkner Schmidt e Cezar Roberto Bittencourt, poderiam estar neles.
Segundo o HC impetrado pelos advogados, Moro também expediu quatro mandados de prisão com os mesmos fundamentos, todos revogados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região; determinou o sequestro prévio de bens do investigado por entender que os bens apresentados por ele seriam insuficientes para ressarcir os cofres públicos em caso de condenação.
“Magistrado investigador”
O HC foi rejeitado por quatro votos a um. A maioria dos ministros da 2ª Turma do Supremo — por coincidência, colegiado prevento para julgar a “lava jato” — seguiu o voto do relator, ministro Eros Grau, segundo o qual havia indícios de subjetividade, mas nada que provasse suspeição ou parcialidade do juiz.

Quem ficou vencido foi o ministro Celso de Mello. O decano do STF se referiu a “fatos extremamente preocupantes”, como “o monitoramento de advogados” e o “retardamento do cumprimento de uma ordem emanada do TRF-4”.
“Não sei até que ponto a sucessão dessas diversas condutas não poderia gerar a própria inabilitação do magistrado para atuar naquela causa, com nulidade dos atos por ele praticados”, votou Celso. “O interesse pessoal que o magistrado revela em determinado procedimento persecutório, adotando medidas que fogem à ortodoxia dos meios que o ordenamento positivo coloca à disposição do poder público, transformando-se a atividade do magistrado numa atividade de verdadeira investigação penal. É o magistrado investigador.”
Os demais ministros argumentaram que todas as ordens de prisão expedidas por Moro foram fundamentadas, embora posteriormente cassadas pelo tribunal, o que faz parte do devido processo legal. Mas Celso de Mello respondeu que o problema não é a ausência de fundamentação ou o conteúdo delas, mas “a conduta que ele [Moro] revelou ao longo deste procedimento”.
O ministro listou, ainda em seu voto, as normas que estariam sendo violadas pelo juiz. Ele questiona: “[Ao negar o HC],  nós não estaríamos validando um comportamento transgressor de prerrogativas básicas? Consagradas não apenas na nossa Constituição, mas em declarações de direitos promulgadas no âmbito global pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos da pessoa Humana, de 1948, a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, o Pacto Internacional de Direitos civis e Políticos de 66, a Carta Europeia de Direitos Fundamentais, de 2000.”
O ministro Gilmar Mendes discordou da decisão de anular a investigação, porque a sentença condenatória foi mantida pelo TRF-4. Mas concordou que “todos os fatos aqui narrados são lamentáveis de toda ordem”. O julgamento do HC terminou em março de 2013, e dele participaram, além de Gilmar, Celso e Eros Grau, os minstros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Sem problema
A Corregedoria de Justiça Federal da 4ª Região arquivou o caso, por entender que os mandados de prisão foram fundamentados. Discuti-los seria entrar em seara jurisdicional, o que não pode ser feito pela Corregedoria, um órgão administrativo.

Sobre o rastreamento das viagens, o vice-corregedor do TRF-4, desembargador, Celso Kipper, entendeu “haver certo exagero na afirmação que o magistrado estaria ‘investigando a vida particular’ dos advogados.  Não há qualquer indício de que a vida particular dos advogados interessasse ao magistrado”. A decisão é de 1º de dezembro de 2014.
O CNJ também arquivou o pedido. A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, em fevereiro deste ano, entendeu que não poderia reanalisar uma questão já debatida pela corregedoria local. Isso porque a Corregedoria Nacional não é uma instância recursal.
Sem sigilo
Outra atuação célebre de Sergio Moro é de quando ele foi juiz federal de Execução Penal da Seção Judiciária do Paraná. Ele dividia o cargo com o juiz federal Leoberto Simão Schmit Junior. Naquela época, a coordenação das execuções penais federais era feita por juízes em regime de rodízio.

Reportagem da ConJur de 2010 mostrou que o monitoramento das conversas entre presos e advogados acontecia no Paraná pelo menos desde 2007. As gravações eram feitas no parlatório do presídio federal de segurança máxima de Catanduvas.
Foi lá que ficou preso o traficante de drogas colombiano Juan Carlos Abadia e é onde está o brasileiro Fernandinho Beira-Mar. Sob a justificativa de eles terem uma grande rede de contatos em diversos lugares do mundo, os dois juízes de execuções penais federais determinaram que fossem instalados microfones e câmeras nas salas de visitas e nos parlatórios do presídio para que fossem gravadas todas as conversas dos internos.
Eram monitorados, portanto, todos os encontros dos presidiários. Segundo reclamação feita pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ao CNJ, os dois juízes “autorizam e permitem a gravação de áudio e vídeo de conversas entre presos e visitantes/familiares, inclusive advogados, de forma irrestrita e aberta”.
De acordo com a entidade, “a existência e funcionamento desses aparelhos ultraja os direitos dos advogados de avistar-se, pessoal e reservadamente, com seus clientes, violando, ainda, a própria cidadania, o Estado Democrático de Direito e o sagrado direito de defesa.”
A OAB chegou a oficiar os dois juízes de execução. E Moro respondeu, em 2009, que a instalação desses equipamentos teve o objetivo de “prevenir crimes a prática de novos crimes, e não interferir no direito de defesa”. Ele diz haver ordem para que todo “material probatório colhido acidentalmente” que registre contatos do preso com seu advogado seja encaminhado ao colegiado de juízes de execução para evitar que as gravações sejam usadas em processos.
Estado policial bisbilhoteiro
Moro ressalva, no entanto, que “o sigilo da relação entre advogado e cliente não é absoluto. Legítimos interesses comunitários, como a prevenção de novos crimes e a proteção da sociedade e de terceiros, podem justificar restrição a tal sigilo”. Ele se justifica com base em um precedente de uma corte federal americana, segundo o qual o sigilo das comunicações entre advogado e cliente pode ser quebrado se ele for usado para facilitar o cometimento de crimes.

Para a OAB, a argumentação comprova que as gravações eram feitas sem base em qualquer indício de crime, ou sequer investigação em curso. “É absurda e teratológica a determinação judicial que impõe a gravação de todas as conversas sem efetivar um juízo de individualização em relação a certos visitantes e eventual participação dos mesmos na organização criminosa do preso. Ou seja, é o Estado policial bisbilhoteiro chancelado pelas autoridades.”
O Conselho Nacional de Justiça sequer analisou o pedido. A argumentação descrita acima consta de uma Reclamação Disciplinar levada à então corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. Mas, em 2011, ela arquivou a Reclamação com base na decisão do plenário do CNJ de arquivar um Pedido de Providências sobre o mesmo fato.
A decisão era de que as gravações de conversas entre presos e advogados foram feitas no âmbito de processos judiciais. O caso, portanto, esbarrou na “incompetência do CNJ para rever questões já judicializadas”.
Havia também um pedido para que o CNJ regulamentasse o monitoramento dos parlatórios, que também foi negado. A ementa da decisão afirma que “providência sujeita à análise de especificidades locais. Inviável a fixação de critérios uniformes”.
Hoje a OAB prepara uma Ação Civil Pública para encaminhar à Justiça Federal. O pedido será para que o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça responsável pelos presídios federais brasileiros, se abstenha de gravar os encontros entre presos e seus advogados.
Big brother
A investigação do caso Banestado levou Moro ao CNJ algumas vezes. Outra delas foi quando a vara da qual ele era titular, a 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, tocou a operação com o sugestivo nome de big brother.

O apelido foi uma brincadeira com as iniciais do Banco do Brasil, o “irmãozão” que, segundo a PF, “deu” milhões de reais a uma suposta quadrilha. Mas o prolongamento de grampos telefônicos por pelo menos seis meses, aliado ao fato de a operação ter sido inteiramente derrubada, lembra mais o Grande Irmão do romance 1984, de George Orwell, um Estado totalitário que bisbilhotava a vida privada de todos os cidadãos.
No mais, foi um caso que entrou para os anais do Direito Penal. O Ministério Público denunciou uma quadrilha pela prática de “estelionato judicial”, tipo penal criado no ato do oferecimento da denúncia.
A investigação tinha como alvo uma quadrilha supsotamente montada para falsificar liminares (daí o estelionato e daí o judicial) para sacar, junto ao Banco do Brasil, títulos emitidos pela Petrobras e pela Eletrobras. A operação nasceu depois que um dos investigados na big brother sacou R$ 90 milhões em título emitido pela estatal de energia.
Segundo o advogado Airton Vargas, que defendeu um dos investigados, foi “tudo suposição grosseira, sem indícios, com o uso da expressão ‘provável’”. No curso do processo fiou provado que os títulos eram verdadeiros e que as decisões judiciais de fato foram tomadas. E o tal do “estelionato judicial” foi considerado conduta atípica num Habeas Corpus julgado pelo TRF-4.
Outros meios, mesmo fim
O problema foi a condução da operação. Segundo Lagana, seu cliente ficou preso preventivamente por 49 dias pela acusação de “estelionato judicial”. Antes disso, teve a interceptação de seu telefone renovada por 15 vezes em 2005. Ou seja, a PF ficou ouvindo suas conversas telefônicas por seis meses ininterruptos, embora a Lei das Interceptações Telefônicas só autorize grampos de 15 dias de duração, renováveis uma vez.

Há discussão judicial sobre a possibilidade de mais renovações. Mas a reclamação do advogado é que, se a acusação é de fraude a títulos de dívida e de falsificação de decisões judiciais, não era necessário grampear telefone algum. “Havia outros meios idôneos e recomendáveis para apuração de eventuais delitos por parte do investigado, e o principal recurso era a diligência com a Eletrobras acerca da falsificação dos títulos cobrados judicialmente, o que foi realizado apenas depois das interceptações e da prisão.”
A Corregedoria da Justiça Federal da 4ª Região decidiu por arquivar a reclamação. Entendeu que “não cabe qualquer atuação correicional pelo singelo motivo de a matéria suscitada estar absolutamente vinculada ao exercício da jurisdição”.
O caso chegou ao CNJ por meio de um recurso. E, segundo a corregedora nacional de Justiça à época, ministra Eliana Calmon, o pedido não se enquadrava em nenhum dos casos descritos pelo Regimento Interno do Conselho para autorizar rediscussão da matéria.
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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Procurador da Lava Jato ‘passa vexame’ no Facebook

Do cafezinho:
O procurador da república responsável pela operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, postou uma mensagem no Facebook pedindo manifestações sobre o trabalho que está fazendo no Ministério Público.
A estratégia faz parte do plano da força-tarefa que investiga os escândalos da Petrobrás para se manter sob os holofotes da mídia.
Só que aí, as pessoas, entre elas o nosso indefectível Stanley Burburin, começaram a postar perguntas incômodas na página do procurador, e ele rapidamente passou a apagar as perguntas e a bloquear as pessoas.
Mas as redes são mais espertas, e fotografaram as perguntas que incomodaram o procurador, antes que ele as apagasse.
Que papelão, procurador!
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terça-feira, 28 de abril de 2015

Governo começará a semana mais forte

Miguel do Rosário
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O governo iniciará a semana bem mais forte do que tem estado nas últimas semanas. Dilma avançou mais um pouco para fora do cabo das tormentas que caracterizou os primeiros meses de sua nova gestão.
A decisão do PSDB, de insistir no impeachment, revelou-se um tiro no pé.
Impeachment é uma coisa séria demais para você levar adiante de maneira leviana. Foi o que o PSDB fez.
O clima no país, porém, mudou.
As ações da Petrobrás explodiram, após a divulgação do balanço da empresa.
A economia dá mostras de recuperação, inclusive no mercado de trabalho, que apresentou desempenho positivo, com destaque para a indústria.
A imprensa descobriu que argumentação do governo, sobre as pedaladas fiscais, está correta. O que o governo fez em 2014, é algo que acontece desde a era FHC, então é algo arraigado na cultura administrativa brasileira. Com uma diferença, antigamente o governo fazia “pedalada fiscal” para poder pagar FMI. Hoje, faz para não interromper programas sociais.
Então isso não serve mais como argumento para impeachment.
Para piorar, o jurista para o qual o PSDB pediu um parecer sobre o impeachment falou que não há nenhuma justificativa para tal.
O PSDB ficou com a broxa na mão, sem bandeira, amarrado a setores golpistas da sociedade, os quais, como mostrou pesquisa da USP, são completamente desinformados politicamente: acreditam que Lulinha é dono da Friboi, que o PT quer instalar ditadura comunista, e outras insanidades.
Não vou falar que não existe mais perigo, porque Sergio Moro está aí, mandando prender quem ele quer, quebrando sigilos indiscriminadamente, mantendo réus em prisão provisória eterna, já que a tática é torturar os presos para que eles delatem. Delatem o PT, é claro. Só vale delatar o PT.
Daí podem surgir mais alguns focos de incêndio, mas a imagem de Moro já está arranhada pela prisão totalmente ilegal da cunhada de Vaccari. A comunidade jurídica está perplexa com o show de arbítrio e truculência de Moro, que por sua vez parece embriagado pelo apoio que recebe da mídia e dos setores mais radicalizados da sociedade. Os mesmos que pedem intervenção militar, são os que apoiam Moro incondicionalmente. Ou seja, Moro tem o apoio dos setores golpistas.
Isso tudo, porém, enfraquece Moro, que aliás é um juiz, e portanto não poderia exercer atividade político-partidária, que ele exerce disfarçadamente, travestido de juiz técnico, mas que desde o início da Lava Jato, só permite “vazamentos” que prejudicavam Dilma e o PT.
Por que não se vazou, antes da eleição, que Youssef delatou Aécio Neves, acusando o tucano de receber mesada de US$ 120 mil?
Enfim, parece que o touro do impeachment e do golpe está ficando cansado. O governo, que é o cavaleiro no lombo do touro, vai se segurando.
Falta o governo entender que, empoderando a sociedade, ele mesmo emergirá mais forte.
Um erro fatal do governo seria usar a estabilidade para voltar a cometer os mesmos erros que vem cometendo até aqui, a saber, a falta de diálogo, o silêncio político, a ausência de agenda positiva voltada para o seu próprio campo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mulher de juiz da Lava Jato é advogada do PSDB; escritório do qual ela faz parte trabalha para a Shell


Mulher do Moro
Esposa de Juiz da lava Jato é assessora jurídica de Vice de Beto Richa (PSDB)
O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe o sobrenome “Moro”. Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o “Rei dos Vazamentos” mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.
A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).
Flávio Arns, é sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda é fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo. O Vice-Governador do Paraná Iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos.
Em 19 de agosto de 2009, anunciou que se desligaria do PT, por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Arns voltou, em 2009, junto com o senador Expedito Júnior (PR-RO), para o PSDB. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa, chapa esta vitoriosa no pleito de 3 de outubro de 2010, em primeiro turno.
Flavio Arns é conhecido por defender os direitos dos deficientes físicos e mentais, em especial dos autistas, foi defendendo essa bandeira que conheceu Rosângela Moro, que logo depois assumiu como Procuradora Jurídica das APAEs no Paraná. A senhora Moro chega a representar em Comissão na Câmara Federal, o Vice de Beto Richa (PSDB). Acompanhe…
Moro
Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. Aproximadamente 22 000 funcionários da Shell trabalham nos Estados Unidos. A sede no país está localizada em Houston, Texas.
Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviço para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, MS, MT, GO, DF….
Zucolotto Advogados
Mulher do Moro 3
O elo de Rosângela Moro com o PSDB é tão visível que ela acompanha todos os trabalhos de Eduardo Barbosa de Minas Gerais, Vice-Líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na Câmara dos Deputados, chegando á segui-lo na Rede Social.
Assim como a senhora Moro, EB presidiu a Federação das Apaes de Minas Gerais, foi também Presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).

Irmão do Juiz

Sérgio Fernando Moro tem um irmão que além de ser maratonista e Diretor executivo na empresa Iadtec Soluções em Tecnologia, é um dos que pregam o ódio ao PT, veja.
Mulher do Moro 4

Coração Tucano da Família

O slogan Taca lhe pau ficou conhecido em todo o País, como “Grito de Guerra Tucano”, como “Taca-lhe Pau Aécio”….