sábado, 17 de outubro de 2015
Combatentes do Estado Islâmico raspam barbas e fogem para a Turquia
Combatentes do Estado Islâmico vêm raspando suas barbas antes de rumarem para a Turquia na tentativa de fugir dos ataques aéreos russos na Síria.
Centenas
de integrantes do Estado Islâmico estão fugindo da Síria para a
Turquia, como o Ministério da Defesa da Rússia já informou, e há muitos
relatos de que os combatentes vêm deixando para trás até suas barbas.
Imagens publicadas recentemente nas redes sociais mostram muitas barbas raspadas e deixadas no chão ao lado de lâminas.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, cerca de cem combatentes estão deixando diariamente a Síria rumo à Turquia. Integrantes da Frente Nusra estão entrando no país vizinho por Reyhanli, enquanto os membros do Estado Islâmico fogem pelo norte, via Jarabulus.
Imagens publicadas recentemente nas redes sociais mostram muitas barbas raspadas e deixadas no chão ao lado de lâminas.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, cerca de cem combatentes estão deixando diariamente a Síria rumo à Turquia. Integrantes da Frente Nusra estão entrando no país vizinho por Reyhanli, enquanto os membros do Estado Islâmico fogem pelo norte, via Jarabulus.
Enquanto prender Cunha não for tão simples quanto prender Dirceu, a Justiça ficará sob suspeita
por : Paulo Nogueira
Eduardo Cunha virou o símbolo da corrupção.
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No Congresso, ele liderou, a seu estilo, ações em prol dos plutocratas. Comandou ataques a direitos trabalhistas, cerceou o debate em torno da regulação da mídia e fez o diabo para a manutenção do financiamento privado das campanhas.
É nisso, neste financiamento, que ele e os donos do dinheiro se conectam. Ele recebe dinheiro para servi-los, e é recompensado com uma espécie de licença para roubar.
O azar, para ambas as partes, é que a polícia da Suíça entrou em cena.
E então, depois de quase uma década de tentativas da plutocracia de carimbar no PT a pecha de grande fator de corrupção no país, repetindo uma estratégia feita antes contra GV e Jango, explode o caso Eduardo Cunha.
E toda a armação desmorona.
A corrupção tem um ícone: Eduardo Cunha.
Se ele não for exemplarmente punido em praça pública, o país levará uma bofetada moral de proporções épicas.
E essa punição tem que vir rápido.
Me pergunto o que Janot está esperando para enquadrar devidamente Eduardo Cunha: que a polícia e a Justiça suíça façam mais este serviço?
Ah, Eduardo Cunha tem foro privilegiado, aliás um absurdo que apenas reforça o caráter antiigualitário do Brasil.
Diante desse obstáculo, evoco Guy Fawkes, o célebre rebelde britânico que tentou derrubar o Rei Jaime no começo do século 17 com bombas destinadas a explodir o Parlamento.
Descoberta a trama, o rei interrogou Fawkes. E lhe perguntou o motivo de tanta agressividade.
“Situações extraordinárias requerem medidas extraordinárias”, respondeu o rebelde, logo executado depois de torturas excruciantes durante as quais famosamente não falou nada que comprometesse seus companheiros de trama.
Com Eduardo Cunha, estamos diante de uma situação extraordinária.
Ele não pode ficar desembaraçado para fazer o que bem entende porque ele, já sabemos todos, representa o mal, a corrupção, a trapaça.
Todo um país à mercê de alguém como ele?
De novo: situações extraordinárias demandam ações extraordinárias.
Prender Eduardo Cunha vai ser o mais duro golpe na corrupção jamais dado no país.
E que fique claro.
Enquanto não for tão simples prender figuras como Cunha como foi simples prender Dirceu e Genoíno, não haverá razões para respeitar a Justiça brasileira.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Por que a esposa de Eduardo Cunha não é presa?
Por Renato Rovai, em seu blog
O
juiz Sérgio Moro, que costuma ser muito rápido no gatilho ao
investigar pessoas ligadas ao PT, tem nas mãos a possibilidade de
mostrar que sua celeridade não é seletiva.
Documentos
enviados por autoridades da Suíça apontam que o presidente da
Câmara, Eduardo Cunha, e a sua esposa movimentaram contas bancárias
no país que foram alimentadas por dinheiro sujo da operação Lava
Jato.
Cunha,
por ser deputado, tem fórum privilegiado. Ou seja, terá de ser
julgado no Supremo. Já a sua esposa, jornalista e ex-apresentadora
de jornais da TV Globo no Rio, Cláudia Cordeiro Cruz, não.
Ela
pode ter sua prisão preventiva decretada por Moro, inclusive porque
sua liberdade pode atrapalhar as investigações. Moro, os amigos
devem se lembrar, prendeu a cunhada de João Vaccari, ex-tesoureiro
do PT, por muito menos. A suposta prova era o saque de alguns reais
em dinheiro num caixa 24 horas. Depois veio a se descobrir que a
cunhada na verdade era a esposa de Vaccari. E a trapalhada a livrou
da cadeia.
Não
sem antes ser desmoralizada por toda a mídia nacional.
No
caso da esposa de Cunha as provas são bem mais contundentes. Ela é
sócia das contas e operou gastos milionários a partir delas.
O
que Moro está esperando para agir? A prisão de Cláudia pode levar
a uma delação das mais importantes. Ela tem condições de revelar
como funcionava o esquema Cunha de aliciamento de deputados.
E
isso pode garantir que a Lava Jato de fato faça uma limpa no
Congresso. Cunha é só um deles. Talvez o líder atual desse que
parece ser o verdadeiro esquema, mas só um.
Dilma entrega 1.257 casas por dia desde 2011. A viralatice direitista está furiosa com isso
| Foto: Roberto Stuckert Filho/PR |
O programa Minha Casa Minha Vida entregou, somente na gestão da
presidenta Dilma Rousseff, 2,142 milhões de novas moradias a famílias
brasileiras. As chaves das habitações foram repassadas às famílias entre
1º de janeiro de 2011 e 7 de outubro deste ano. Isso significa que,
desde o começo do primeiro mandato da presidenta, foram 1.257 casas
entregues por dia, 52,4 por hora.
Ao todo, desde que foi criado, no início do segundo semestre de 2009, o Minha Casa já entregou quase 2,4 milhões de novas unidades habitacionais. Além disso, já estão contratadas 4 milhões de unidades.
A presidenta Dilma reforçou, nesta semana, o compromisso de entregar 1,6 milhão de casas, que ainda precisam ser construídas para cumprir a projeção inicial.
A mais recente ação do Minha Casa Minha Vida ocorreu no dia 7 de outubro, quando mais 2.781 unidades habitacionais foram entregues em quatro municípios da Bahia: Barreiras, Feira de Santana, Irecê e Dias D’Ávila.
O investimento foi de R$ 88,5 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Foram beneficiadas 5.904 pessoas com renda familiar mensal de até R$ 1,6 mil (Faixa 1 do programa).
Em Barreiras, no oeste da Bahia, Dilma garantiu que o Minha Casa Minha Vida vai avançar. “Nós vamos fazer o Minha Casa Minha Vida 3. Vamos continuar com o que falta entregar do Minha Casa Minha Vida 2, dos 4 milhões, já entregamos 2 milhões e mais de 300 mil casas. Então está faltando entregar 1,6 milhão”, contabilizou Dilma.
Todas as casas e apartamentos a serem entregues têm água, esgoto, drenagem, energia elétrica e iluminação pública, pavimentação, urbanização, transporte público e unidades adaptadas para atender pessoas com deficiências.
O Programa Minha Casa Minha Vida tem como objetivo tornar a moradia acessível às famílias organizadas por meio de cooperativas habitacionais, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos.
Ao todo, desde que foi criado, no início do segundo semestre de 2009, o Minha Casa já entregou quase 2,4 milhões de novas unidades habitacionais. Além disso, já estão contratadas 4 milhões de unidades.
A presidenta Dilma reforçou, nesta semana, o compromisso de entregar 1,6 milhão de casas, que ainda precisam ser construídas para cumprir a projeção inicial.
A mais recente ação do Minha Casa Minha Vida ocorreu no dia 7 de outubro, quando mais 2.781 unidades habitacionais foram entregues em quatro municípios da Bahia: Barreiras, Feira de Santana, Irecê e Dias D’Ávila.
O investimento foi de R$ 88,5 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Foram beneficiadas 5.904 pessoas com renda familiar mensal de até R$ 1,6 mil (Faixa 1 do programa).
Em Barreiras, no oeste da Bahia, Dilma garantiu que o Minha Casa Minha Vida vai avançar. “Nós vamos fazer o Minha Casa Minha Vida 3. Vamos continuar com o que falta entregar do Minha Casa Minha Vida 2, dos 4 milhões, já entregamos 2 milhões e mais de 300 mil casas. Então está faltando entregar 1,6 milhão”, contabilizou Dilma.
Todas as casas e apartamentos a serem entregues têm água, esgoto, drenagem, energia elétrica e iluminação pública, pavimentação, urbanização, transporte público e unidades adaptadas para atender pessoas com deficiências.
O Programa Minha Casa Minha Vida tem como objetivo tornar a moradia acessível às famílias organizadas por meio de cooperativas habitacionais, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos.
(Agência PT)
terça-feira, 13 de outubro de 2015
VEIO EM INGLÊS E DE LONGE O PLANO MACABRO CONTRA DILMA
VEIO EM INGLÊS E DE LONGE O PLANO MACABRO CONTRA DILMA
[OBS deste blog 'democracia&política':
Os principais fatores que provocaram a campanha externa para derrubar Dilma, principalmente por interesse dos EUA, foram:
-- sua firme defesa da Petrobras e do modelo de partilha no pré-sal, contrária à volta do modelo de concessão de FHC como querem a Chevron, as demais petroleiras estrangeiras e o servil PSDB;
-- seu apoio ao fortalecimento dos BRICS;
-- sua posição contrária ao apoio militar das grandes potências a "rebeldes do bem", para derrubar o presidente da Síria;
-- seu apoio à criação do Estado da Palestina e sua posição contrária às invasões e roubo de territórios e fontes de água palestinos por Israel;
-- suas ações para o fortalecimento do MERCOSUL e de não satelização aos EUA em acordos do tipo ALCA;
-- seu apoio aos governos progressistas do Equador, Venezuela, Bolívia e Argentina.
Na luta desencadeada pelos interesses estrangeiros que querem derrubar Dilma e evitar a volta de Lula, aderiram de corpo e alma os tradicionais "brasileiros" antinacionais, entreguistas, defensores "do mercado" (!). São os sempre vendidos, ou ingenuamente manipulados, partidos da direita (hoje PSDB, DEM, PPS, SD, parcela do PMDB e outros pequenos laranjas), a grande mídia, setores da autojulgada "elite" da sociedade civil e militar, tanto de fora como de dentro dos três Poderes].
Manifestante contra Dilma, na Av. Paulista
PLANO MACABRO CONTRA DILMA VEIO DE LONGE E EM INGLÊS
Por Geniberto Paiva Campos, no site Vermelho:
1. “Não discuta, não argumente, é desnecessário. Apenas repita, eles acabam entendendo”. Essa foi a recomendação enfática, anunciada num inglês perfeito, com legendas em português, por um jovem brasileiro aparentemente de classe média, em um vídeo de estética impecável, produzido profissionalmente, tendo como público alvo presumido outros jovens brasileiros e segmentos da classe média do país.
A oposição não tinha Plano B no caso de derrota. Elaborado aos 45 minutos do 2º tempo, consiste em impedir o pleno funcionamento do governo reeleito, enquanto se busca um pretexto para o impedimento da presidenta. Corria o ano de 2013. O Brasil se preparava para, no ano seguinte, sediar a Copa do Mundo de Futebol. E realizar eleições gerais. Nessa ordem.
O que era recomendado a nós brasileiros? E por que em inglês? São mistérios banais, hoje facilmente identificáveis. Os mais atentos perceberam logo de início: começava ali uma campanha política, planejada em seus mínimos detalhes. Com qual objetivo? Desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff e evitar a sua reeleição em outubro de 2014. A cereja do bolo: a eleição de um Congresso hostil à presidente, dócil a comandos externos, votando em bloco e disposto a tumultuar a o processo democrático. Praticando um jogo político tosco e rasteiro. Em verdade, a antipolítica.
Na realidade, era mais uma aposta das forças conservadoras e seus infalíveis marqueteiros, daquém e dalém mar, na ingenuidade política dos brasileiros. Que em eleições presidenciais em passado recente, acreditaram no mito do “homem da vassoura” e nas promessas do “caçador de marajás”. No caso da reeleição da presidente, seria suficiente a desconstrução da sua imagem, a criação do conhecido clima de “crise e instabilidade” e aí, qualquer candidato oposicionista ganharia facilmente as eleições. Como de costume, contando com o decisivo apoio do aparato midiático e de segmentos ativos do judiciário. A pauta elaborada, prevista para nada menos que a Vitória – daí a dispensa de um plano B - não continha requintes ou sofisticação. Evidenciava a exploração da crença popular - absoluta - dos brasileiros, em mitos e a aposta na sua proverbial falta de percepção política.
Eis a pauta, em ordem cronológica:

a) O Plano começa, em junho de 2013, com a convocação da classe média politizada para sair às ruas. As chamadas “Marchas de Junho”. Qual a palavra de ordem do movimento? À falta de coisa melhor, o pretexto foi –pasmem – o aumento de 20 (vinte!) centavos nas passagens dos ônibus urbanos. Nem o mais crédulo dos brasileiros iria acreditar em tal disparate. Pois, rapidamente, surgiram os movimentos “Passe Livre”, “Catraca Livre”; pressurosos colunistas da imprensa hegemônica nativa e os aguçados teóricos da Academia, para explicar o absurdo desse “aumento escorchante”. Até um livro – em alentado volume – foi publicado para dar fundamento ao justo protesto. E já indicava uma pista, anunciando no seu título: “Não era pelos 20 centavos”… Com o natural e esperado esvaziamento dessa insustentável reivindicação, a violência sem causa tomou conta das ruas. Lojas foram depredadas, carros destruídos. Quando alguns teóricos de plantão já começavam a atribuir conotações “anarquistas” a essa fase do Movimento, o primeiro resultado já aparecia nos radares oposicionistas: ocorrera um declínio significativo na popularidade presidencial. Ainda foram ensaiadas discussões e audiências públicas sobre “mobilidade urbana”, mas ficaram por isso mesmo.
b) A segunda parte do Plano infalível, iniciada no final de 2013, foi direcionada para os protestos contra a realização da Copa do Mundo de Futebol. "Não vai ter Copa!" repetiam, alucinados, os novos militantes políticos da classe média. Alegavam que as despesas para a realização da Copa reduziriam os recursos para a Saúde, para Educação, Mobilidade Urbana e em que mais os brasileiros crédulos viessem a acreditar. Uma ousadia sem limites. Considerando, no entanto, a importância e a envergadura da Copa do Mundo, um torneio de enorme repercussão internacional, ficou evidente a impossibilidade de suspensão do evento.
Mas o “clima ruim” contra a Copa havia sido criado. Continuando com a incrível ousadia, o foco foi então desviado para o fracasso futebolístico da seleção canarinho. O que de fato veio a ocorrer com a acachapante – e misteriosa – derrota (7 x 1) do sonolento Brasil para a seleção alemã. Comemorada com indisfarçado regozijo patriótico por alguns brasileiros mais petulantes. Derrota que tirou a chance da Taça do Mundo ficar com o Brasil. E, novamente, os radares da Oposição registraram mais um declínio da popularidade presidencial. A Campanha, de extrema agressividade e surpreendente ousadia, havia sido realizada no “país do futebol”. Que via escorrer por entre os dedos a chance de levantar a Taça do Mundo, carregada de simbologia, pela sexta vez. Éramos de fato um país de “vira latas”… E ingênuos incorrigíveis.
c) Completado o esforço da Campanha, com o evidente desgaste político das forças governistas, restava à Oposição ganhar as eleições e “correr para o abraço”, como se diz na gíria futebolística. Por motivos a serem explicados futuramente pelos analistas políticos, sociólogos e pelos acadêmicos da área, numa renhida disputa no 2º turno a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Faltaram votos ao candidato oposicionista. O Plano falhou. O que teria havido com a esperada ingenuidade política dos eleitores brasileiros? Outra explicação a ser cobrada no futuro. Quem sabe, as redes sociais? Os “blogs sujos”? Uma nova consciência política apoiando governos progressistas, com os quais passou a se identificar?
Um arriscado Plano B, elaborado aos 45 minutos do 2º tempo, foi então posto em prática. Consistia, basicamente, em impedir o pleno funcionamento do governo reeleito, enquanto se buscava um motivo, ou vá lá, um pretexto para o impedimento da presidente, com perda do cargo para o qual fora novamente eleita. Não importando a que preço. A ousadia continuava.

2. Há cerca de um ano, foi montado o cerco ao Governo Federal e promovida a paralisia política e administrava do país, enquanto se buscava a fórmula jurídica que daria conotações aceitáveis ao Golpe. A eleição, em fevereiro de 2015, de um representante do PMDB, partido da base do governo, para a presidência da Câmara dos Deputados, tornou-se um inquietante fator de instabilidade institucional. O Congresso Nacional tornou-se um foco permanente de oposicionistas alucinados, dispostos a fazer qualquer loucura para defenestrar a presidente do seu cargo.

O aparato midiático mostrou as suas garras, a classe média “indignada” saiu às ruas ou bateu panelas, segmentos do judiciário cumpriram o roteiro tentando criar fatos, mas apresentando apenas factoides jurídicos. Por várias razões, o Brasil, enfim, chegou ao mês de outubro sem que a Oposição houvesse conseguido consumar o Golpe. Mas com o país enfrentando enormes dificuldades no campo político e administrativo – reais e criadas por lideranças irresponsáveis – dispostas a tocar fogo no Brasil para impedir, a qualquer custo, a continuidade no poder da coalizão que governa o país desde 2003.
Quais as causas possíveis para tanto açodamento e precipitação, sem medir consequências, uma irresponsabilidade sem limites? De onde seriam emanadas as ordens para insistir na empreitada golpista, ainda que às custas da quebra total da normalidade democrática, com graves desdobramentos em áreas críticas, vitais para o país, enfrentando há quase uma década – até agora com relativo êxito – sobrevivendo a uma das mais graves e profundas crises do Capitalismo Internacional?
São questões que, talvez, somente a História responderá.
De maneira especulativa, pode-se presumir que o cérebro e o cofre do movimento estão localizados à distância. Longe, muito longe do foco de ação.

Mas caberia, ainda, uma pergunta sobre essa questão intrigante: como o PSDB, um partido político sério [sic], que já exerceu por 2 vezes a presidência da república, após perder assim tão facilmente quatro eleições seguidas, adere a um atribulado – e incompetente – esquema golpista, capaz de jogar o país de volta a já superada fase de “república de bananas”? Um país situado entre as dez maiores economias do mundo. Um grande mercado consumidor. Com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Dispondo de energia limpa e renovável para o seu desenvolvimento. Autossuficiente em petróleo. Dono de invejável parque industrial, um dos maiores do mundo. Que responde por mais da metade da produção cientifica da América Latina, pode ficar sujeito a tal grau de instabilidade político-institucional? Qual a lógica de tal situação?
3. Assumindo o risco de cometer algumas injustiças, pode-se afirmar que o Brasil estaria fazendo a opção preferencial pela Baixa Política. Na qual as relações interpessoais civilizadas tendem a desaparecer. Onde prevalece o vale tudo no jogo político. O importante é atingir os objetivos, não importando o método. E talvez o mais inquietante, são convocadas as “Milícias Obscurantistas”, eternamente intolerantes e sempre dispostas, em nome dos seus propósitos, ao uso incontido da violência extrema, na certeza da impunidade. Saudosas da prática da tortura nos porões – não importa se contra inocentes, desde que “suspeitos”.
Causa espanto, por outro lado, o silêncio e a omissão – quase cúmplice – de pessoas e organizações que, por dever de ofício, teriam a obrigação de se manifestar em defesa do Estado de Direito e da Democracia. Por conta da irresponsabilidade de políticos, ditos representantes do Povo, o Brasil caminha em direção ao abismo e à incerteza, situação em que é fácil de ingressar, mas cuja porta de saída pode estar distante. Cujo retorno à normalidade é complexo e difícil.
Fica pois, registrado o alerta, talvez inútil. Mas carregado de esperanças. Que se volte a fazer Política, respeitando as suas regras e cânones universais. Vamos falar sério. Que sejam revistos, Senhores, já! o discurso e o método."
FONTE: escrito por Geniberto Paiva Campos, médico e membro da Comissão de Justiça e Paz da CNBB. Publicado no site Vermelho e transcrito no "Blog do Miro" (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/10/por-geniberto-paiva-campos-no-site.html#more). [Título, imagens do google e trechos entre colchetes em azul acrescentados por este blog 'democracia&política'].
a) O Plano começa, em junho de 2013, com a convocação da classe média politizada para sair às ruas. As chamadas “Marchas de Junho”. Qual a palavra de ordem do movimento? À falta de coisa melhor, o pretexto foi –pasmem – o aumento de 20 (vinte!) centavos nas passagens dos ônibus urbanos. Nem o mais crédulo dos brasileiros iria acreditar em tal disparate. Pois, rapidamente, surgiram os movimentos “Passe Livre”, “Catraca Livre”; pressurosos colunistas da imprensa hegemônica nativa e os aguçados teóricos da Academia, para explicar o absurdo desse “aumento escorchante”. Até um livro – em alentado volume – foi publicado para dar fundamento ao justo protesto. E já indicava uma pista, anunciando no seu título: “Não era pelos 20 centavos”… Com o natural e esperado esvaziamento dessa insustentável reivindicação, a violência sem causa tomou conta das ruas. Lojas foram depredadas, carros destruídos. Quando alguns teóricos de plantão já começavam a atribuir conotações “anarquistas” a essa fase do Movimento, o primeiro resultado já aparecia nos radares oposicionistas: ocorrera um declínio significativo na popularidade presidencial. Ainda foram ensaiadas discussões e audiências públicas sobre “mobilidade urbana”, mas ficaram por isso mesmo.
b) A segunda parte do Plano infalível, iniciada no final de 2013, foi direcionada para os protestos contra a realização da Copa do Mundo de Futebol. "Não vai ter Copa!" repetiam, alucinados, os novos militantes políticos da classe média. Alegavam que as despesas para a realização da Copa reduziriam os recursos para a Saúde, para Educação, Mobilidade Urbana e em que mais os brasileiros crédulos viessem a acreditar. Uma ousadia sem limites. Considerando, no entanto, a importância e a envergadura da Copa do Mundo, um torneio de enorme repercussão internacional, ficou evidente a impossibilidade de suspensão do evento.
Mas o “clima ruim” contra a Copa havia sido criado. Continuando com a incrível ousadia, o foco foi então desviado para o fracasso futebolístico da seleção canarinho. O que de fato veio a ocorrer com a acachapante – e misteriosa – derrota (7 x 1) do sonolento Brasil para a seleção alemã. Comemorada com indisfarçado regozijo patriótico por alguns brasileiros mais petulantes. Derrota que tirou a chance da Taça do Mundo ficar com o Brasil. E, novamente, os radares da Oposição registraram mais um declínio da popularidade presidencial. A Campanha, de extrema agressividade e surpreendente ousadia, havia sido realizada no “país do futebol”. Que via escorrer por entre os dedos a chance de levantar a Taça do Mundo, carregada de simbologia, pela sexta vez. Éramos de fato um país de “vira latas”… E ingênuos incorrigíveis.
c) Completado o esforço da Campanha, com o evidente desgaste político das forças governistas, restava à Oposição ganhar as eleições e “correr para o abraço”, como se diz na gíria futebolística. Por motivos a serem explicados futuramente pelos analistas políticos, sociólogos e pelos acadêmicos da área, numa renhida disputa no 2º turno a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Faltaram votos ao candidato oposicionista. O Plano falhou. O que teria havido com a esperada ingenuidade política dos eleitores brasileiros? Outra explicação a ser cobrada no futuro. Quem sabe, as redes sociais? Os “blogs sujos”? Uma nova consciência política apoiando governos progressistas, com os quais passou a se identificar?
Um arriscado Plano B, elaborado aos 45 minutos do 2º tempo, foi então posto em prática. Consistia, basicamente, em impedir o pleno funcionamento do governo reeleito, enquanto se buscava um motivo, ou vá lá, um pretexto para o impedimento da presidente, com perda do cargo para o qual fora novamente eleita. Não importando a que preço. A ousadia continuava.
2. Há cerca de um ano, foi montado o cerco ao Governo Federal e promovida a paralisia política e administrava do país, enquanto se buscava a fórmula jurídica que daria conotações aceitáveis ao Golpe. A eleição, em fevereiro de 2015, de um representante do PMDB, partido da base do governo, para a presidência da Câmara dos Deputados, tornou-se um inquietante fator de instabilidade institucional. O Congresso Nacional tornou-se um foco permanente de oposicionistas alucinados, dispostos a fazer qualquer loucura para defenestrar a presidente do seu cargo.
O aparato midiático mostrou as suas garras, a classe média “indignada” saiu às ruas ou bateu panelas, segmentos do judiciário cumpriram o roteiro tentando criar fatos, mas apresentando apenas factoides jurídicos. Por várias razões, o Brasil, enfim, chegou ao mês de outubro sem que a Oposição houvesse conseguido consumar o Golpe. Mas com o país enfrentando enormes dificuldades no campo político e administrativo – reais e criadas por lideranças irresponsáveis – dispostas a tocar fogo no Brasil para impedir, a qualquer custo, a continuidade no poder da coalizão que governa o país desde 2003.
Quais as causas possíveis para tanto açodamento e precipitação, sem medir consequências, uma irresponsabilidade sem limites? De onde seriam emanadas as ordens para insistir na empreitada golpista, ainda que às custas da quebra total da normalidade democrática, com graves desdobramentos em áreas críticas, vitais para o país, enfrentando há quase uma década – até agora com relativo êxito – sobrevivendo a uma das mais graves e profundas crises do Capitalismo Internacional?
São questões que, talvez, somente a História responderá.
De maneira especulativa, pode-se presumir que o cérebro e o cofre do movimento estão localizados à distância. Longe, muito longe do foco de ação.
Mas caberia, ainda, uma pergunta sobre essa questão intrigante: como o PSDB, um partido político sério [sic], que já exerceu por 2 vezes a presidência da república, após perder assim tão facilmente quatro eleições seguidas, adere a um atribulado – e incompetente – esquema golpista, capaz de jogar o país de volta a já superada fase de “república de bananas”? Um país situado entre as dez maiores economias do mundo. Um grande mercado consumidor. Com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Dispondo de energia limpa e renovável para o seu desenvolvimento. Autossuficiente em petróleo. Dono de invejável parque industrial, um dos maiores do mundo. Que responde por mais da metade da produção cientifica da América Latina, pode ficar sujeito a tal grau de instabilidade político-institucional? Qual a lógica de tal situação?
3. Assumindo o risco de cometer algumas injustiças, pode-se afirmar que o Brasil estaria fazendo a opção preferencial pela Baixa Política. Na qual as relações interpessoais civilizadas tendem a desaparecer. Onde prevalece o vale tudo no jogo político. O importante é atingir os objetivos, não importando o método. E talvez o mais inquietante, são convocadas as “Milícias Obscurantistas”, eternamente intolerantes e sempre dispostas, em nome dos seus propósitos, ao uso incontido da violência extrema, na certeza da impunidade. Saudosas da prática da tortura nos porões – não importa se contra inocentes, desde que “suspeitos”.
Causa espanto, por outro lado, o silêncio e a omissão – quase cúmplice – de pessoas e organizações que, por dever de ofício, teriam a obrigação de se manifestar em defesa do Estado de Direito e da Democracia. Por conta da irresponsabilidade de políticos, ditos representantes do Povo, o Brasil caminha em direção ao abismo e à incerteza, situação em que é fácil de ingressar, mas cuja porta de saída pode estar distante. Cujo retorno à normalidade é complexo e difícil.
Fica pois, registrado o alerta, talvez inútil. Mas carregado de esperanças. Que se volte a fazer Política, respeitando as suas regras e cânones universais. Vamos falar sério. Que sejam revistos, Senhores, já! o discurso e o método."
FONTE: escrito por Geniberto Paiva Campos, médico e membro da Comissão de Justiça e Paz da CNBB. Publicado no site Vermelho e transcrito no "Blog do Miro" (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/10/por-geniberto-paiva-campos-no-site.html#more). [Título, imagens do google e trechos entre colchetes em azul acrescentados por este blog 'democracia&política'].
As peripécias de Eduardo Cunha, o MP suíço e o "distraído" juiz Moro
Enquanto aqui no Brasil o juiz Moro, Policia Federal e Ministério
Público se preocupavam em fazer oposição ao governo Dilma e PT, na
Suíça, o MP trabalhava para mostrar a corrupção de Eduardo Cunha. Vale
lembrar também que, nós brasileiros só ficamos sabendo da corrupção no
ninho tucano, no caso do escândalo dos trens e metros dos governos do
PSDB, graças as denuncias do Ministério Público Suíço e os jornais, Wall
Street Journal e Der Spiegel. A denuncia foi engavetada aqui no Brasil.
Nada foi investigado e os tucanos estão todos soltos
Em novembro de 2014, procuradores da República desembarcaram na Suíça para buscar documentos relacionados com empresas envolvidas na Operação Lava Jato.Não encontraram nada que envolvessem Dilma ou políticos do PT. Ficaram todos em silêncio.
Mais descoberta do MP da Suíça
Investigação do Ministério Público da Suíça mostra que os recursos atribuídos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), circularam por ao menos 23 contas bancárias no exterior como forma de ocultar sua origem. Entre saques e depósitos que abasteceram as quatro contas em nomes de offshores atribuídas ao deputado, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin.
As autoridades brasileiras, que receberam documentos sobre esquema de lavagem de dinheiro, tentam rastrear a fonte da maior parte dos valores. A suspeita é de que também tenham sido desviados de outros contratos públicos.
Valor de US$500 mil chama a atenção dos investigadores e será um dos principais focos da apuração a partir de agora. Eles suspeitam que o dinheiro seja fruto de outros esquemas de corrupção para além do apurado.
As quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara e à mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, não declaradas à Receita, receberam R$ 23,2 milhões, segundo a Suíça. Documentos enviados pelas autoridades do país comprovam que um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela Petrobras em 2011 no Benin, na África, serviu para irrigar as quatro contas.
A afirmação é resposta ao envio, pela Suíça, de dados da investigação sobre irregularidades em contas bancárias no país atribuídas a Cunha e familiares.
A nossa PF poderia também investigar um post de Cunha no Twitter:

Será uma "lavanderia"?
Em novembro de 2014, procuradores da República desembarcaram na Suíça para buscar documentos relacionados com empresas envolvidas na Operação Lava Jato.Não encontraram nada que envolvessem Dilma ou políticos do PT. Ficaram todos em silêncio.
Mais descoberta do MP da Suíça
Investigação do Ministério Público da Suíça mostra que os recursos atribuídos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), circularam por ao menos 23 contas bancárias no exterior como forma de ocultar sua origem. Entre saques e depósitos que abasteceram as quatro contas em nomes de offshores atribuídas ao deputado, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin.
As autoridades brasileiras, que receberam documentos sobre esquema de lavagem de dinheiro, tentam rastrear a fonte da maior parte dos valores. A suspeita é de que também tenham sido desviados de outros contratos públicos.
Valor de US$500 mil chama a atenção dos investigadores e será um dos principais focos da apuração a partir de agora. Eles suspeitam que o dinheiro seja fruto de outros esquemas de corrupção para além do apurado.
As quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara e à mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, não declaradas à Receita, receberam R$ 23,2 milhões, segundo a Suíça. Documentos enviados pelas autoridades do país comprovam que um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela Petrobras em 2011 no Benin, na África, serviu para irrigar as quatro contas.
A afirmação é resposta ao envio, pela Suíça, de dados da investigação sobre irregularidades em contas bancárias no país atribuídas a Cunha e familiares.
A nossa PF poderia também investigar um post de Cunha no Twitter:

Será uma "lavanderia"?
Eduardo Cunha é muito mais que corrupto e achacador
Renan Quinalha
Eduardo Cunha
despontou como protagonista no cenário político brasileiro quando foi
eleito para presidir a Câmara Federal, em fevereiro deste ano. Desde
então, passaram-se apenas oito meses e este senhor conseguiu a proeza de
estar mergulhado em praticamente todos os escândalos de corrupção e em
todos os grandes ataques a garantias fundamentais e direitos humanos.
Mas as panelas não bateram pra ele e, ao contrário, os manifestantes de
camisa da CBF o apoiaram. Vejam um pequeno resumo de 15 "cunhadas" pra
lembrar o número do seu partido, o PMDB:
1 - Em 2014, quando ainda em campanha na Câmara, disse que a “sociedade vive sob ataque de aborteiras, maconheiros e gays”;
2 - Propôs projeto de lei que cria o "dia de orgulho heterossexual" (PL
1672/2011) e que tipica o crime de "heterofobia" (PL 7382/2010);
3 - Impediu qualquer iniciativa de regulação e democratização dos meios de comunicação;
4 - Foi lobista das empresas de telecomunicações para impedir a neutralidade da rede consagrada no marco civil da internet;
5 - "Aborto, só sobre meu cadáver": propôs projeto de lei que torna
aborto crime hediondo (PL 7443/2006), que tipifica o crime de aborto
praticado por médico (PL 1545/2011), que tipifica como crime contra a
vida o anúncio de meio abortivo com pena para quem induz a gestante à
prática de aborto (PL 5069/2013);
6 - Entregou o sistema de comunicação da Câmara para um representante da
bancada evangélica, comprometendo a laicidade desses canais;
7 - Proibiu divulgação oficial, pela primeira vez em doze anos, do Seminário LGBT do Congresso Nacional;
8 - Tem trabalhado contra a descriminalização da maconha e de outras drogas no debate público e legislativo;
9 - Impôs uma reforma política para preservar o financiamento privado das campanhas eleitorais;
10 - Ganhou dinheiro dos planos de saúde para sua campanha e depois
relatou a MP 627 que anistiava a dívida dos planos de saúde ao SUS em 2
bilhões de reais, votou a favor da MP 656 que permitiu a entrada de
capital estrangeiro na assistência à saúde, é autor da PEC 451 que
insere planos de saúde como direitos dos trabalhadores, vetou a
instalação da CPI que investigaria os planos de saúde;
11 - Instituiu comissão especial para acelerar aprovação do Estatuto da
Família, que restringe o reconhecimento das famílias à união entre um
homem e uma mulher, recentemente aprovado nesta comissão;
12 - Foi denunciado na operação LavaJato no STF pelos crimes de
corrupção e lavagem de dinheiro (mais de 40 milhões de dólares) de
propinas de contratos firmados entre a Petrobras e fornecedores;
13 - Na CPI da Petrobras, em março de 2015, Cunha negou ter contas na Suíça;
14 - Autoridades suíças confirmaram, agora, contas em nome de Cunha e de
sua esposa, que receberam nos últimos anos depósitos de US$
4.831.711,44 e 1.311.700 francos suíços, equivalentes a R$ 23,2 milhões.
Ou seja, ele mentiu;
15 - Sua esposa, Claudia Cruz, gastou mais de US$ 1,082 milhão em
cartões de crédito internacionais, inclusive com aula de tênis na
Flórida (!).
A elite do esgoto governa com mão de ferro um esgoto chamado São Paulo
Memórias do esgoto paulista
A imprensa paulista trata o governo de São Paulo como um bem sucedido
laboratório do neoliberalismo tucano. Mas a verdade é que o estado
bandeirante se transformou num verdadeiro inferno das populações
rejeitadas pelos tucanos.
A Sabesp privatizada secou as represas e distribuiu seu lucro na Bolsa de New York.
Shoppings e empresas de grande porte pagam uma ninharia pela água
caríssimo distribuída nas periferias pobres que, além disto, estão
sujeitas a um racionamento não admitido oficialmente.
A Eletropaulo também foi privatizada. A empresa reduziu suas equipes
de manutenção para maximizar os lucros que remete para sua matriz
norte-americana. Quando há interrupção do serviço as áreas
consideradas nobres tem prioridade de atendimento. As periferias pobres
são esquecidas e os pedidos de indenização distribuídos na Justiça
contra a empresa se multiplicam. Tenho um colega que defendeu várias
famílias numa destas ações porque a Eletropaulo deixou sem energia por
22 dias uma rua inteira na periferia de Osasco.
A PM não foi privatizada, mas se transformada num exército de jagunços que brutalizam as periferias pobres.
Durante a gestão de Kassab na Prefeitura, centenas de favelas foram
incendiadas, mas nenhum incendiário foi preso. Aqueles que incendiaram
os arquivos do Metrô também estão soltos. O direito de protestar
contra os abusos governamentais praticados pelos tucanos não existe. A
liberdade de imprensa foi suspeita ou revogada. A violência policial
em São Paulo está se virando contra os próprios jornalistas das
empresas de comunicação que protegem o governador.
O Metrô e a CPTM não foram privatizados, mas tem sido
sistematicamente saqueados há décadas. A roubalheira tucana nestas
empresas públicas se tornou tão grande e impossível de não ser vista que
gerou algumas consequências. O Ministério Público de São Paulo
processou as empresas que participaram do golpe, mas isentou de qualquer
responsabilidade os agentes políticos que o organizaram e dele se
beneficiaram. A teoria do domínio, aplicada contra petistas em Brasília a
pedido de Folha, Veja, TV Gazeta e Estadão, foi esquecida quando os
suspeitos eram tucanos paulistas.
Geraldo Alckmin e José Serra construíram dezenas de presídios. Há alguns
dias o governador de São Paulo resolveu fechar centenas de escolas
públicas. Alckmin pretende reformar os prédios das mesmas para
transforma-los em novas unidades da Fundação Casa? Nos últimos 20 anos
nenhuma universidade foi construída em São Paulo. De fato ambos
pretendiam privatizar a USP e isto explica terem escolhido a dedo
reitores comprometidos com o sucateamento da instituição. Quando os
estudantes ousam se manifestar a PM invade o campus com a violência
costumeira que emprega fora dele.
As chacinas estão se tornando uma triste realidade na periferia de São Paulo. Há
bairros que vivem sob um “estado de sítio” não oficial. A liberdade de
ir e de vir dos cidadãos mais pobres está sendo suspensa com a
conivência do comando geral da PM. De fato, o medo de ser vítima de
um “esquadrão de morte” só não incomoda os moradores dos bairros nobres
onde os mesmos estão proibidos de operar. Uma chacina em Osasco foi
filmada. A ação dos criminosos revelou treinamento policial. Vários PMs
foram presos, todos os suspeitos já foram soltos. A julgar pena natureza
perversa e criminosa da quadrilha que tomou de assalto o Palácio dos
Bandeirantes, suponho que os pistoleiros da PM tenham sido premiados:
mortos não fazem filhos e, portanto, mais escolas poderão ser fechadas
por Alckmin no futuro.
A CF/88 prescreve o princípio da publicidade. A tirania de São Paulo, contudo, tem se devotado apenas ao princípio do segredo. A
PM exigiu e conseguiu sigilo total sobre os gastos que teve ao reprimir
violentamente manifestações de rua há alguns anos. Os documentos do
Metrô foram queimados numa típica operação paramilitar disfarçada de
invasão seguida de roubo. Que objeto valioso poderia se roubar num
depósito de documentos? Alckmin tentou esconder do público até mesmo os
documentos que se referem às falhas no serviço do Metrô. Propaganda
favorável é o único produto jornalístico admitido em São Paulo. Alguém
ficaria surpreso se a sede Carta Capital, uma revista pequenina e
valente que tenta se opor ao modo tucano de governar, for vítima de um
incêndio acidental?
A tirania em que se transformou o governo de São Paulo é um fato evidente para qualquer pessoa medianamente inteligente. Contudo,
os tiranos tucanos nunca são denunciados pela grande imprensa paulista.
Folha, Veja, Estadão e TV Gazeta se tornaram elementos chaves do “poder
tucano” e recebem centenas de milhões de reais anualmente para falar
bem de Geraldo Alckmin e José Serra, para acobertar os podres de ambos e
para proteger os tiranos tucanos quando alguém os critica.
O TJSP e o Ministério Público local também parecem ter jurado lealdade total e incondicional ao tucanato paulista.
Nenhum tucano graúdo é denunciado ou condenado e até os PMs assassinos
parecem estar ganhando “carta branca” para manchar a periferia de
sangue. Ao invés de governar para o povo e com o povo, os tucanos
declararam guerra a uma parcela do povo. Em São Paulo os “menos
paulistas” não tem direitos constitucionais, nem segurança. Segundo
alguns, eles não deveriam nem mesmo ter direito a voto, pois elegeram
Haddad prefeito das ciclovias.
A quem serve o governo tucano? Geraldo Alckmin, José Serra e quadrilha
ilimitada são os fiéis escudeiros dos “mais paulistas”, daqueles que
toleram os abusos financeiros dos tucanos, aplaudem a violência da PM
quando esta dispersa manifestações e, sobretudo, desejam “esquadrões da
morte” atuando nas periferias. O poder tucano representa os cidadãos
exemplares que consomem propaganda como se fosse notícia e destilam seu
ódio racial contra negros e nordestinos (vítimas preferidas dos PMs e
dos esquadrões da morte) através de comentários no Twitter e no
Facebook.
A elite do esgoto governa com mão de ferro um esgoto chamado São Paulo.
E o silêncio obsequioso do Ministério Público Federal, confortavelmente
instalado em seu luxuoso prédio em Brasília, é a cereja no bolo de
merda que os “menos paulistas” são obrigados a engolir à medida que a
CF/88 vai sendo diariamente rasgada em São Paulo.
sábado, 10 de outubro de 2015
PMs travam guerra contra os pobres no Brasil
![]() |
| O paradigma da polícia é a guerra. Uma guerra contra os pobres |
Licença para matar
Polícia Militar tem no DNA, desde a criação, a cultura da
violência contra pobres e negros, aumentada a partir do combate aos traficantes
por Mauricio Dias
Não surpreendeu o assassinato recente de um menor no Morro
da Providência, Rio de Janeiro, por soldados da Polícia Militar integrantes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O jovem traficava drogas e estava armado. Não
reagiu. Entregou-se. Mesmo assim foi fuzilado.
Há uma diferença nesse acontecimento quase corriqueiro nas
favelas cariocas. O crime, filmado por um morador, flagra os PMs assassinos
montando a cena para legitimar a execução que na sequência seria mascarada como
“auto de resistência”.
Por que a PM mata?
“A cultura do extermínio está na história da polícia. Isso foi magnificado pela guerra às drogas e pela inculcação da mídia
quanto à necessidade de tratar penalmente problemas sociais. O paradigma da
polícia é a guerra. Uma guerra contra os pobres”, denuncia a professora
Vera Malaguti Batista, mestre em História Social e integrante do Instituto
Carioca de Criminologia.
Ela identifica na trajetória da corporação militar a
permanência cultural de violência contra os pobres e negros. Teria se estabelecido
a partir daí “um padrão duplo de cidadania” que, entre outras razões, tornou a
ação truculenta nas favelas um cenário natural. E aponta um agravante na
extensão da barbaridade.
Seria uma oficiosa “licença para matar” muito mais profunda porque “é
facilitada pelo sistema como um todo”. Aí estão incluídos promotores e juízes.
Vera Malaguti foi uma das primeiras, se não a primeira, a
criticar o modelo das UPPs quando o aplauso era quase unânime. O que ela,
então, percebia?
“Minha crítica baseava-se na vergonhosa cobertura dada pelos
meios de comunicação ao projeto para a cidade como um todo. Eu também conhecia
a experiência de Medellín, na Colômbia, e seus efeitos negativos. Sabia que
nunca foi um projeto social, e sim uma replicação das técnicas bélicas de controle do território.”
Segundo ela, “construiu-se, na democracia brasileira,
uma ambiência que naturaliza essa matança pelo paradigma da guerra às drogas. Tudo é legitimado se o menino é
traficante. A grande mídia destila seu veneno cotidianamente incutindo uma
mentalidade exterminadora. Passamos da resistência à truculência policial à sua
naturalização e, agora, ao aplauso”.
Malaguti tem um arsenal de perguntas disparadas para
embaraçar as mais impolutas autoridades e os mais distintos públicos. Eis
algumas:
“Que sentido tem uma operação policial com aparato bélico
como caveirões e helicópteros, quando os trabalhadores estão saindo de casa e
as crianças estão indo para a escola? A prisão de alguns comerciantes
varejistas vale as mortes por balas perdidas e escolas fechadas? Estamos mais
seguros com essas ações ou elas produzem mais danos?”
Vera Malaguti lança em seguida uma questão provocante que,
entretanto, ganha força em todo o mundo: os efeitos do proibicionismo.
“A proibição alimenta a indústria bélica e a do controle do
crime. O tráfico é consequência disso, como a Máfia estadunidense foi consequência da proibição do álcool.
A guerra às drogas está desmoralizada pela
seletividade letal e pela ineficácia.” Aqui termina ela: “Aumentou o abismo entre o asfalto e a favela”.
SOLUCIONADA A CRISE !!! CONFISSÃO DE MILHÕES DE CORRUPTOS: "SOMOS MILHÕES DE CUNHAS"
"SOMOS MILHÕES DE CUNHAS" (Corruptos e sonegadores)
ESSA AUTODELAÇÃO DA ELITE CORRUPTA FEITA EM PASSEATAS EM TODO O BRASIL VEIO EM BOA HORA. O BRASIL PRECISA DO DINHEIRO PÚBLICO POR ELES ROUBADO.
O PGR, O MP E A RECEITA FEDERAL DEVEM APROVEITAR E INVESTIGAR URGENTEMENTE ESSES CONFESSOS "MILHÕES DE CUNHAS".
O PAGAMENTO DOS BILHÕES DE IMPOSTOS SONEGADOS E O REPATRIAMENTO DO DINHEIRO ILEGALMENTE EVADIDO PARA A SUÍÇA E OUTROS PARAÍSOS FISCAIS RESOLVERÁ TODOS OS PROBLEMAS DE DÉFICIT FISCAL E PERMITIRÁ GRANDES NOVOS INVESTIMENTOS E A RETOMADA DO CRESCIMENTO]
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Casa-Grande
Pode
chamar de elite branca, de área VIP, reis do camarote, Casa-Grande,
aristocracia, nobreza, fidalguia, entre outras denominações.Essa gente nunca vai aceitar o fim dos seus privilégios, a redução das desigualdades, que seus filhos estudem na mesma instituição de ensino do filho do pobre, pagar impostos, que o Estado não seja seu serviçal, que o Direito não seja sua garantia de manutenção do status quo, direitos trabalhistas que atrapalhem seus negócios, eleições realmente democráticas sem a interferência do dinheiro, empregados que não saibam seu lugar, minorias com voz e direitos garantidos, limitação na propriedade privada, entre outras, segundo eles, aberrações.
A dúvida é se uma sociedade, uma nação, pode sonhar acabar com os privilégios da aristocracia com reformas gradativas, com o fortalecimento lento de suas instituições, ou se em países nos quais não ocorreram revoluções seria essa a única saída.
Sendo por meio de reformas ou revoluções, para quem quer mudar uma sociedade a pergunta que fica: qual deve ser nosso próximo passo?
SÓ O IMPITI SALVA!!!!
Desnudando a patifaria
O que os meus queridos leitores vão ler a seguir na matéria do
Estadão, é apenas uma amostra do por que os ricos, sonegadores de
impostas, corruptos e políticos de oposição, não gostam da Dilma querem
derrubar a presidente. Eles não se conformam com o fato da presidente
Dilma colocar na cadeia os milionários desse país. E, contavam com a
vitória de Aécio Neves (PSDB), para continuarem impunes.Sabe quando esse
pessoal estaria na cadeia se Aécio tivesse ganho a eleição? NUNCA!
Troca de mensagens de Whatsapp de executivos da cúpula da Andrade
Gutierrez, a segunda maior empreiteira do País e que está na mira da
Lava Jato, durante as eleições no ano passado revelam a torcida dos
empreiteiros e até a decepção com a derrota do então candidato do PSDB à
Presidência, Aécio Neves. "Bora Brasil!! Bora Aécio!!!", disse Ricardo
Sá, presidente global da AG Private, divisão da empresa que cuida de
clientes do setor privado em todo o mundo, quando a apuração dos votos
no segundo turno mostrava o tucano à frente.
As informações constam do iphone de Elton Negrão de Azevedo Júnior, que deixou a empresa após ser preso na 14ª fase da operação e ser denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em seu aparelho foi localizado um grupo de conversas no aplicativo intitulado "presidentes AG".
Deste grupo participavam presidentes de várias divisões do Grupo Andrade Gutierrez como:
Flávio David Barra, ex-presidente da AG Energia preso na Lava Jato; Clorivaldo Bisinoto, presidente da AG Engenharia; Ricardo Sena, presidente de Engenharia e Construção da AG Engenharia; Anuar Caram, presidente da AG Público Brasil, que trata dos negócios com o setor público; Ricardo Sá, presidente da AG Private; José Nicomedes, presidente da AG AEA - África, Europa e Ásia- e João Martins, presidente global da AG Negócios Estruturados. Do grupo, apenas Elton Negrão e Flavio Barra são investigados pela Operação Lava Jato
Em meio a notícias, piadas, correntes e petições online contra a presidente e até boatos e informações falsas compartilhadas entre eles, o grupo de executivos não poupava Dilma nem seu partido de críticas. Às vésperas do segundo turno, os ânimos dos interlocutores ficaram mais exaltados. No dia 25 de outubro, o sábado antes da votação, eles comentaram o último debate entre os então candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves transmitido pela TV Globo.
TÉ agora… O tema corrupção….
A mulher está nervosa demais….
Agora o homem moeu a gorda de perna aberta", disse Anuar Caram, que foi logo respondido por Ricardo Sá: "Fora sapa com cara do satanás!!!".
"Hahahaha", respondeu Caram. Já Elton, atualmente preso e réu na Lava Jato, observou: "Aqui em BH (Belo Horizonte), muita gente está gritando dos aptos: Fora Dilma!!!". "Aqui tb!!", comentou Ricardo Sá.
"LegalTaca-lê pau Aécio", segue Anuar Caram. As ofensas e piadas à presidente seguem durante o debate transmitido pela TV Globo. No dia seguinte, após a votação do segundo turno, o grupo começa a comentar as expectativas e a torcer pelo candidato tucano, citando inclusive informações que seriam da campanha dele.
"Os números dos candidatos ligados ao Aécio estão muito bem. Goiás, DF e RS estão fechando acima da média. Esperança", diz Anuar Caram. "Vamo que vamo", responde João Martins.
Em outro momento, os executivos do grupo começam a comentar sobre o boato de que o candidato tucano teria vencido e que seus aliados estariam indo para Belo Horizonte. "Acho que vai dar. Acabei de saber que FHC está indo a BH", comenta Caram. Em seguida, ele diz que "está todo mundo vindo para BH". Na ocasião, Aécio acompanhou a apuração dos votos na capital mineira.
"Vamos lá, o momento é este!!", torce Bisinoto. Pouco tempo depois, Caram repassa uma mensagem que recebeu de outro grupo de que a vitória do tucano estaria certa. "Salim Mattar, dono da localiza escreveu agora no grupo dele. Está na mesma casa do Aécio em MG. Dono do Ibope ligou para o Aécio para dar parabéns! FHC já foi de helicóptero para lá".
Em seguida, Caram afirma ter sido informado por uma fonte de dentro do comitê do PSDB. "Aécio acaba de receber telefone e gritaria foi geral na casa da irmã. Notícia vinda do Rio (equipe do Aécio) tá eleito". A mensagem é seguida por fotos de dentro do comitê tucano com as comemorações de Aécio.
Os outros membros do grupo, então, seguem na torcida. "É Aécio!!!", diz Clorivaldo Bisinoto. "Bora Brasil!! Bora Aécio!!" responde Ricardo Sá, por volta das 10h da noite. Neste momento, as apurações começavam a mostrar a vitória da petista por uma pequena margem de diferença e, a partir daí, a torcida dos executivos dá lugar ao desânimo.
"F….", diz Bisinoto, seguido por Flávio Barra "vida vai ser dura…..". Menos de um ano depois, Barra foi preso na Lava Jato acusado de participar do cartel de empreiteiras que teria pago propina nas obras da usina de Angra 3. "Falta apurar o NE e N", comenta Barra que é logo respondido por João Martins "Vai piorar!".
Os executivos comentam ainda a vitória da petista em Minas Gerais e o bom desempenho de Aécio em São Paulo. "Vergonha de ser mineiro!", reclama Ricardo Sena. Flávio Barra, por sua vez, afirma "nem sou mais… voto em SP, que me deu orgulho!". "Aguentar essa dentuça por mais 4 anos vai ser foda", reclama Caram. "A miséria e a ignorância elegeu a Dilma!(sic)", segue João Martins.
(Estadão/ Os Amigos do Presidente Lula)
As informações constam do iphone de Elton Negrão de Azevedo Júnior, que deixou a empresa após ser preso na 14ª fase da operação e ser denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em seu aparelho foi localizado um grupo de conversas no aplicativo intitulado "presidentes AG".
Deste grupo participavam presidentes de várias divisões do Grupo Andrade Gutierrez como:
Flávio David Barra, ex-presidente da AG Energia preso na Lava Jato; Clorivaldo Bisinoto, presidente da AG Engenharia; Ricardo Sena, presidente de Engenharia e Construção da AG Engenharia; Anuar Caram, presidente da AG Público Brasil, que trata dos negócios com o setor público; Ricardo Sá, presidente da AG Private; José Nicomedes, presidente da AG AEA - África, Europa e Ásia- e João Martins, presidente global da AG Negócios Estruturados. Do grupo, apenas Elton Negrão e Flavio Barra são investigados pela Operação Lava Jato
Em meio a notícias, piadas, correntes e petições online contra a presidente e até boatos e informações falsas compartilhadas entre eles, o grupo de executivos não poupava Dilma nem seu partido de críticas. Às vésperas do segundo turno, os ânimos dos interlocutores ficaram mais exaltados. No dia 25 de outubro, o sábado antes da votação, eles comentaram o último debate entre os então candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves transmitido pela TV Globo.
TÉ agora… O tema corrupção….
A mulher está nervosa demais….
Agora o homem moeu a gorda de perna aberta", disse Anuar Caram, que foi logo respondido por Ricardo Sá: "Fora sapa com cara do satanás!!!".
"Hahahaha", respondeu Caram. Já Elton, atualmente preso e réu na Lava Jato, observou: "Aqui em BH (Belo Horizonte), muita gente está gritando dos aptos: Fora Dilma!!!". "Aqui tb!!", comentou Ricardo Sá.
"LegalTaca-lê pau Aécio", segue Anuar Caram. As ofensas e piadas à presidente seguem durante o debate transmitido pela TV Globo. No dia seguinte, após a votação do segundo turno, o grupo começa a comentar as expectativas e a torcer pelo candidato tucano, citando inclusive informações que seriam da campanha dele.
"Os números dos candidatos ligados ao Aécio estão muito bem. Goiás, DF e RS estão fechando acima da média. Esperança", diz Anuar Caram. "Vamo que vamo", responde João Martins.
Em outro momento, os executivos do grupo começam a comentar sobre o boato de que o candidato tucano teria vencido e que seus aliados estariam indo para Belo Horizonte. "Acho que vai dar. Acabei de saber que FHC está indo a BH", comenta Caram. Em seguida, ele diz que "está todo mundo vindo para BH". Na ocasião, Aécio acompanhou a apuração dos votos na capital mineira.
"Vamos lá, o momento é este!!", torce Bisinoto. Pouco tempo depois, Caram repassa uma mensagem que recebeu de outro grupo de que a vitória do tucano estaria certa. "Salim Mattar, dono da localiza escreveu agora no grupo dele. Está na mesma casa do Aécio em MG. Dono do Ibope ligou para o Aécio para dar parabéns! FHC já foi de helicóptero para lá".
Em seguida, Caram afirma ter sido informado por uma fonte de dentro do comitê do PSDB. "Aécio acaba de receber telefone e gritaria foi geral na casa da irmã. Notícia vinda do Rio (equipe do Aécio) tá eleito". A mensagem é seguida por fotos de dentro do comitê tucano com as comemorações de Aécio.
Os outros membros do grupo, então, seguem na torcida. "É Aécio!!!", diz Clorivaldo Bisinoto. "Bora Brasil!! Bora Aécio!!" responde Ricardo Sá, por volta das 10h da noite. Neste momento, as apurações começavam a mostrar a vitória da petista por uma pequena margem de diferença e, a partir daí, a torcida dos executivos dá lugar ao desânimo.
"F….", diz Bisinoto, seguido por Flávio Barra "vida vai ser dura…..". Menos de um ano depois, Barra foi preso na Lava Jato acusado de participar do cartel de empreiteiras que teria pago propina nas obras da usina de Angra 3. "Falta apurar o NE e N", comenta Barra que é logo respondido por João Martins "Vai piorar!".
Os executivos comentam ainda a vitória da petista em Minas Gerais e o bom desempenho de Aécio em São Paulo. "Vergonha de ser mineiro!", reclama Ricardo Sena. Flávio Barra, por sua vez, afirma "nem sou mais… voto em SP, que me deu orgulho!". "Aguentar essa dentuça por mais 4 anos vai ser foda", reclama Caram. "A miséria e a ignorância elegeu a Dilma!(sic)", segue João Martins.
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