quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não dá pra segurar. Ibope: Dilma 40% x Serra 35%


O Ibope, enfim, chegou lá. Depois de manobras de contorcionismo para negar a vantagem de Dilma, já apontada por outras sondagens, o instituto finalmente teve que se curvar às evidências.

Na pesquisa CNI-Ibope que acaba de ser divulgada, Dilma Roussef aparece com 40% das intenções de voto para Presidente, contra 35% de José Serra.Na última pesquisa, divulgada no último dia 5, havia empate de 37% entre os dois candidatos, embora tudo já indicasse que Dilma estivesse na dianteira.

A pesquisa foi feita de 20 a 22 desse mês em 141 municípios com 2.002 eleitores, depois que Serra, ferindo a lei, apareceu como estrela principal nos programas do DEM e do PPS. O programa partidário do PSDB também contribuiu para uma maior exposição de Serra, mas nada disso teve efeito.

O Ibope já sabia muito bem do crescimento de Dilma e isso vinha levando seu presidente Carlos Augusto Montenegro a mudar de opinião constantemente. Ele, que já havia dito que Lula não faria seu sucessor e que Serra era o favorito, teve que amenizar o discurso e reconhecer no início desse mês que a eleição poderia ser decidida no primeiro turno, a favor de Dilma ou Serra. Foi só para não passar recibo de suas previsões de torcedor. Em breve, ele terá que apontar Dilma como a única capaz de vencer no primeiro turno.

Brizola Neto

Dunga em "Um dia de fúria" (IMPERDÍVEL).

O INCRA está com medo de vistoriar as 52 fazendas do Dantas ?

O INCRA do Pará também acha ?

Essas informações foram obtidas de forma reservada da própria procuradoria do INCRA. E olha que o tal “fazendeiro” tem apenas 56 fazendas compradas na região nos ultimos três anos..

E três delas estão ocupadas por diversos movimentos sociais na região: MST, Fetraf e STR.

ÁREAS DE DANIEL DANTAS

1 – Aproveitando-se da ocasião em que tramita o processo na Justiça Federal de São Paulo contra o banqueiro Dantas, a Procuradoria do Incra pediu, formalmente, para vistoriar as áreas dele nos Estados de MT, SP e PA, e o pedido foi deferido pelo Juiz Fausto De Sanctis;

2 – Com a autorização judicial para vistoriar, o Incra tentou se mover nessa direção, porém, houve todo um contra ataque do Dantas, representado por seu advogado Diamantino. A chefe da Procuradoria da Superintendencia Regional de Marabá (aonde estão localizadas as fazendas ) enfrentou os advogados de Dantas em audiência na Vara Agrária de Marabá, citando-os para a vistoria, conforme exige o procedimento. Após, essa audiencia, estranhamente um ministro do Supremo – quem seria ? – ligou para o Ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário, reclamando da Procuradora. Este falou para o Presidente do Incra que então repassou a pressão para a Procuradoria do Incra.

3 – Existe a decisão judicial que autoriza o Incra a vistoriar as áreas. Se não o fizer logo, podem derrubar a decisão. O problema é que a Sup. Regional do INCRA de Marabá de três uma, ou as três juntas: ou não tem competência, ou não tem força política, ou não tem vontade de fazer.


post conversa afiada.

terça-feira, 22 de junho de 2010

OS PANACAS!!


Laerte Braga

Quem se der ao trabalho de esmiuçar as viagens e conversas de FHC com o então presidente dos EUA Bil Clinton vai encontrar pérolas de subserviência que beira as raias do quer que eu deite de bruços? Numa das visitas de FHC a Washington, em discussão a ALCA – ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS – o norte-americano falou sobre a necessidade de criar um tratado para o Atlântico Sul, versão latino-americana da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE –.

O brasileiro não pestanejou. “Nesse momento é melhor passarmos batidos sobre isso, vai haver resistências e estragar alguns acertos que estamos fechando aqui. Mais à frente discutimos isso”. O tratado implicaria em um comando militar unificado para todas as forças armadas latino-americanas que aderissem ao documento, vale dizer o Brasil de FHC.

A reação, foi o que avaliou FHC, viria de setores militares ainda comprometidos com o Brasil, não subordinados a Washington.

São setores minoritários, mas capazes de resistir à entrega pura e simples do País. Esse é um dos efeitos do expurgo promovido após o golpe militar de 1964. Mais de dois mil oficiais foram punidos e afastados das três forças por se imaginarem militares brasileiros não subordinados ao general Vernon Walthers, comandante militar norte-americano designado para o Brasil e ao qual se reportavam os golpistas que derrubaram João Goulart.

Não é de se estranhar que FHC venha a público dizer que o tratado firmado entre o Brasil, o Irã e Turquia não pode ser implementado, diante das parcas garantias pedidas pelo governo Lula ao governo do Irã. É a linguagem do Departamento de Estado, foi dita em vários países do mundo por vários assemelhados a FHC. Chegou em forma de envelope secreto.

A declaração do ex-presidente obedece a um cronograma traçado em Washington para esvaziar o impacto da ação do Itamaraty e abrir caminho para que o governo Obama possa prosseguir sua política insensata e criminosa – terrorista – de submeter todo mundo ao padrão Mcdonalds.

Como quem diz assim, “Lula foi ingênuo”. FHC repete as declarações da secretária Hilary Clinton com outras palavras.

O que faltou dizer tanto no ex-presidente, como na secretária é que antes da viagem de Lula ao Irã o governo dos EUA anunciou que aquela “era a última chance dos iranianos de evitar a adoção de sanções políticas e econômicas contra o país”.

De quebra FHC tenta diminuir o impacto que o feito de Lula produziu nos brasileiros, ao mostrar que, finalmente, estamos de pé. Dar uma ajuda ao seu candidato José Arruda Serra, funcionário destacado pela Fundação Ford para domesticar esses ímpetos de independência e soberania do Brasil e dos brasileiros. Colocar-nos em nossos devidos lugares, assim padrão Celso Láfer, o que tira os sapatos.

Bem mais que isso. Neutralizar a ação do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. O chanceler brasileiro tem recebido manifestações de apoio de vários governos em várias partes do mundo e ponderáveis setores da opinião pública e alguns partidos europeus, cansados de pagar contas de guerras intermináveis dos EUA.

A Alemanha já está à matroca, tangenciando a falência. Tem soldados no Iraque e no Afeganistão.

OTAN, como outras siglas, são formas dos norte-americanos guerrearem para manter o império saqueando outros povos e dividir a conta dos custos. Do lucro não. Mais da metade das peças do antigo museu babilônico do Iraque já está espalhada pelos museus dos EUA.

Saque puro, negócio de pirataria.

O ideal é que FHC fale todos os dias. Se assim o fizer será o mais poderoso cabo eleitoral de Dilma Roussef, pois basta mínima comparação do governo Lula com o desastre dos oito anos do tucano, para ninguém de bom senso cogite votar em José Arruda Serra.

É o político mais rejeitado do País e deveria inspirar-se no general João Batista Figueiredo pedindo para que o esqueçam. Uma forma de evitar constrangimentos desnecessários inclusive entre seus aliados que pedem pelo amor de Deus que fique de boca fechada.

E tem parceiro, ou parceira. A outra banda da direita brasileira, escorada na candidatura de Marina da Silva, ouviu da moça que “Lula não precisa de continuador”. Uma leitura atenta do que disse a candidata supostamente verde, sinaliza na direção que o País precisa de um “descontinuador”. Confissão explícita do pensamento implícito.

Vade retro satanás. Versão light de Heloísa Helena fazendo perguntas a uma cadeira vazia num dos debates das eleições de 2006.

Política de fato é um trem complicado, bem complicado. A candidata verde, defensora do meio-ambiente, da Amazônia, é financiada por predadores da Amazônia (e desfila com eles Brasil afora). Sequer é levada a sério em seu partido. Gabeira tampou seu nome quando do lançamento de sua candidatura ao governo do Rio, apóia Serra.

É a versão fluminense de Roberto Freire.

A expressão panaca é até bondosa. No caso de Marina da Silva talvez até caiba. No caso de FHC é puro mau caratismo, canalhice de um político subordinado a interesses de grupos econômicos internacionais e ao governo dos EUA.

Quem sabe eles não propõem logo de uma vez a privatização da Amazônia, do Palácio do Planalto e a mudança da grafia do nome do Brasil. Ao invés do “s”, o “z”. BRAZIL.

É o sonho dourado dessa gente.
Todo esse destempero verbal de Arruda Serra, esse ar professoral de FHC e essa ingenuidade nada santa de Marina da Silva não têm a ver com o Brasil. Mas com a turma que está de olho no Brasil.

Que quer o Brasil.
Vai ver que o verde de Marina é flor de plástico e tubinho com água e açúcar para beija-flor chegar pertinho da janela.
Aécio Neves deu um show de enterra Arruda Serra na convenção do PSDB. Devolveu o tal dossiê que Juca Kfoury no jornalismo tucano/marrom de ameaças, chantagens, insinuações, etc, usou para mandar recado ao neto de Tancredo. Ao fim da convenção do partido, do lançamento do candidato, militantes pagos (700 reais por cabeça por presença), em clima de velório, as pessoas abraçavam Aécio e perguntavam por que não você?
O ex-governador, cascavel de alto calibre nessa história, apenas sorria. Aos mais chegados foi claro. “Em Minas é Dilmastasia”. A candidata do PT já livrou sete pontos sobre Arruda Serra no Estado. E Hélio Costa ainda não acordou. Vai dançar na esteira do segundo turno, como das vezes anteriores.
É muita panaquice.

Terras brasileiras loteadas por multinacionais, o MST já sabia. Pergunte aos sem terra, MP

http://portalcataguases.com.br/portal/wp-content/uploads/2010/03/mst.gif

O MST há muito tempo denuncia o loteamento de terras brasileiras por empresas estrangeiras, mas diante de suas denúncias e ações contra este loteamento, na maioria das vezes, vemos a criminalização deste movimento por parte da imprensa, por parte de uma sociedade conservadora e, pasmem, até mesmo por parte do Ministério Público. Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui alguns exemplos sobre a criminalização do MST e dos quilombos.

Por vezes, os procuradores com verdadeiro espírito público se manifestam contra o abuso do próprio MP, veja: aqui e aqui. A sociedade civil humanista também se põe contra a criminalização do mais importante movimento social do Brasil, aqui e aqui.

Pois bem, agora o Ministério Público resolveu investigar e descobre que o Estado brasileiro não sabe a localização e o tamanho das terras controladas por multinacionais. Vão começar a investigar.

Eu tenho uma sugestão ao MP: consultem o MST eles sabem e há muito lutam contra o loteamento do Brasil.
Quer um pequeno exemplo? Leiam aqui.

FUJA DA MIDIATRIX!!

Inflação desaba e cala terrorismo da mídia


Do IBGE

IPCA-15 de junho fica em 0,19, e IPCA-E fecha o semestre em 3,35%

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,19% em junho, taxa inferior à de maio (0,63%).
Com esse resultado, a variação do IPCA-E (acumulado do IPCA-15) ficou em 1,30% no segundo trimestre deste ano, pouco abaixo do segundo trimestre de 2009 (1,33%), e fechou o primeiro semestre de 2010 com 3,35%, resultado superior ao de igual período do ano anterior (2,49%). Considerando os últimos 12 meses, o índice ficou em 5,06%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,26%). Em junho de 2009, o IPCA-15 havia sido 0,38 %.

Petrobrás injeta US$ 224 bi no petróleo. No Brasil e, não, em Cingapura

Gabrielli terá que captar US$ 58 bi para realizar os investimentos que prevê

Plano de investimentos da Petrobrás prevê elevar a produção nacional em 38% até 2014.

Leia no Globo na pág 21 (clique aqui e acesse).

E vá ao Blog da Petrobrás para constatar que a Petrobrás prevê comprar no mercado nacional de produtos e equipamentos US$ 28 bi.

No Governo Serra/FHC ia tudo para Cingapura.

Aprovado Plano de Negócios 2010-2014

O Conselho de Administração aprovou o Plano de Negócios 2010-2014, com investimentos totais de US$ 224 bilhões, representando a média de US$ 44,8 bilhões por ano.

Com base na dinâmica econômica e energética mundial e brasileira o plano foi revisto ajustando a carteira de projetos e as projeções da Companhia. Os pilares de crescimento integrado, rentabilidade e responsabilidade social e ambiental formam a base das estratégias definidas pela Companhia, visando atuação de forma sustentável no mercado nacional e internacional.

O Plano de Negócios 2010-2014 prevê investimentos de 95% (US$ 212,3 bilhões) aplicados no Brasil e 5% (US$ 11,7 bilhões) no exterior, com significativa colocação dos investimentos junto ao mercado fornecedor doméstico, com uma taxa de conteúdo local totalizando 67%, o que significa um nível de contratação anual no País de cerca de US$ 28,4 bilhões.


Acesse aqui o comunicado completo sobre o Plano de Negócios 2010-2014.

Reunião entre Ricardo Teixeira, Dunga e a TV Globo.


Circula na internet o seguinte texto de Jim Ignácio Muller, que nos foi enviado por Delmiro Gouveia:

Samoano escreveu:
Grande Jim, a fonte que te passou a informaçao é confiável ou foi algo aberto?? Se isso aconteceu nesses termos eu prevejo um futuro nebuloso para o Dunga, pois todos sabem o que significa peitar o chefe da máfia e a rede alienante de televisao!!! Mas o comportamento dele foi irretocável!! Ganhou minha admiraçao pela coragem demonstrada.
Agora existe um problema maior na reclusao ( correta na minha opinião) da seleção na Africa do sul. Andei lendo que os patrocinadores da selecao estão furiosos pela aus~encia de exposicao das marcas. O que acho ótimo também, ja que o cappo Ric Tex conseguiu costurar um acordo de premio irrisório pelo título mundial a ser pago aos jogadores. E só há premio em caso de título!!!!!!!!! ou seja, o cappo so entra pra ganhar! Sao valores em torno de 200 milhoes de patrocinio na CBF e caso a selecao vença a copa o premio nao chega nem a 5% disso somada toda a equipe….
…………………………………………………………..
Jim responde:
Prezado Samoano
A fonte é sim, altamente confiável. Ainda mais quando vem de dentro da própria toca do urso… Por outro lado, notícias mais recentes, de ontem à noite, dão conta que a coisa azedou de tal forma que, ao que se comenta, haverá uma reunião hoje à tarde, envolvendo o “Capo”, o técnico Dunga e alta administração da rede Globo.
Não sei se o treinador resistirá a mais esse “Tsunami moral”, mas qualquer que seja o resultado final, a mijada que deu na Vênus Platinada, já terá valido o ingresso !
Um abraço
JIM

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=9341

UOL revela pesquisa secreta: Serra, o pior Ministro da Saúde do mundo!

Não fosse o PiG, ele não passava de Resende


O Conversa Afiada republica e-mail do amigo navegante Pedro Bicalho.

Ele ajuda a desmontar um dos blefes do Serra: de que ele foi “o melhor Ministro da Saúde”, na opinião do ministro serrista Nelson Jobim.

Será que a rapaziada da Folha (*) e do UOL vai perguntar ao Serra sobre essa pesquisa “secreta”, na sabatina ?

Clique aqui para ler “Serra, quem é o “blog alugado” ?

Diz o Pedro:

Para aqueles que pensam em votar no Serra por conta da “marketagem” a respeito de sua pretensa eficiência de “jestão” na área da saúde, segue uma pesquisa, mantida em sigilo, sobre a satisfação dos usuários do SUS-SP.

É só uma pitada do jeito Serra de governar.

No Código de Defesa do Consumidor isso tem nome: propaganda enganosa…

Percebam, no final da reportagem, que a conduta de manter em sigilo dados colhidos em pesquisas de satisfação dos cidadãos é típica de São Paulo (leia-se: dos governos tucanos)

Só pra lembrar àqueles que se queixam do Governo Federal por conta do malsinado SUS, o Sistema Único de Saúde é, por lei, regionalizado.

Cada ente da Federação administra e aplica os recursos da maneira que lhe aprouver no âmbito de sua competência.

A União nos hospitais federais, os Estados nos hospitais da rede estadual e os Municípios nos municipais, ou seja, a União manda (e manda mesmo) os recursos e os Estados e Municípios aplicam como entendem melhor, segundo as especificidades de cada região.

Assim, se estão insatisfeitos com o atendimento ou condições de trabalho do Sistema Único de Saúde, não coloquem na conta do Lula, cobrem dos governadores e prefeitos.

Documento “secreto” mostra falhas graves no atendimento do SUS no Estado de SP

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Mantida em sigilo da opinião pública há três meses, uma pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aponta problemas crônicos no atendimento aos pacientes nos hospitais paulistas, carências que fazem a espera por exames chegar a seis meses e obriga as grávidas a enfrentarem o trabalho de parto sem a anestesia normalmente indicada.
Chamado “Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS-SP”, o relatório obtido com exclusividade pelo UOL Notícias foi produzido com base em 350 mil respostas obtidas após o envio de cartas (veja abaixo) ou em telefonemas aos cidadãos atendidos em 2009 nas mais de 630 unidades que funcionam com recursos do SUS.



Espera por procedimentos chega a seis meses; gestantes não recebem anestesia
Entre os dados tabulados, destacam-se estatísticas alarmantes, como indicam especialistas ouvidos pelo UOL Notícias. Cerca de 30% dos entrevistados afirmaram, por exemplo, que demoraram até seis meses para fazer um procedimento de alta complexidade, como quimioterapia, hemodiálise ou cateterismo. Tais procedimentos, no caso de um paciente com razoável situação financeira, são feitos em instituições particulares imediatamente ou em poucos dias, com possibilidade de agendamento.

Outro escândalo médico registrado pelo levantamento “secreto” aponta que apenas 24% das grávidas que enfrentaram o trabalho de parto pelo SUS receberam anestesia raquidiana ou peridural, procedimentos que aliviam o sofrimento e que são considerados padrão às pacientes. E pior: 14% tiveram seus filhos tomando apenas um “banho morno” para aliviar a dor (o levantamento não especifica o tipo de parto, natural ou cesárea). Veja a seguir a conclusão do relatório, de que há falhas nesse quesito:


Falta de vacina contradiz registros oficiais
A vacinação foi outro destaque negativo marcante na pesquisa. Cerca de 30% dos pais relataram falta de vacinas na unidade, “sempre”. Como alerta o próprio diagnóstico oficial, “esta resposta foi surpreendente, uma vez que no período da pesquisa não há registro de falta ou redução no estoque de vacinas do sistema público”. Ou seja, tudo indica que os funcionários dos hospitais mentiram para o público.

Além disso, como mostram os dados tabulados pelo governo, 18,9% dos pais disseram que seus filhos não tomaram nenhuma vacina ao nascer, indo contra as normas do Programa de Imunização do Estado de São Paulo, que prevê pelo menos a oferta de vacinas contra a tuberculose. Como indica o levantamento, “trata-se de perda de oportunidade e falha no programa, demonstrando necessidade de reorientar e avaliar as maternidades”.



“Quadro é grave”
O UOL Notícias ouviu seis especialistas com experiência em atendimento médico e na análise da gestão pública da saúde para comentar os dados, a que somente tiveram acesso por meio desta reportagem. Todos foram unânimes em afirmar que o quadro é “grave”, apesar de alguns terem pedido para não serem identificados.

Paulo Eduardo Elias, professor de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), afirma que os dados apenas confirmam que o sistema de saúde em São Paulo não dá a atenção devida aos pacientes. “Como mostram as informações sobre os procedimentos de parto, fica claro que o governo deixa as pessoas terem dor. É um problema grave. Não se importa muito com isso”, argumenta.


Para Álvaro Escrivão Júnior, professor e especialista em gestão hospitalar da Fundação Getúlio Vargas, a pesquisa revela a falta de recursos para o setor. “Quando se tem um sistema universal, que atende a todos, precisa ter dinheiro para manter o funcionamento do sistema. A pessoa precisa fazer exames imediatamente, não depois de seis meses”, diz.

Caixa-preta
Todas as graves falhas no sistema de saúde de São Paulo, no entanto, não assustam tanto os acadêmicos quanto a tentativa de esconder o levantamento da opinião pública.

A reportagem do UOL Notícias, em ligações telefônicas praticamente semanais, cobra a divulgação do relatório desde o começo de março. Na ocasião, o governo promoveu um evento em que premiou os melhores hospitais do Estado, segundo conclusões tiradas desta mesma pesquisa. No entanto, não divulgou quais seriam os piores estabelecimentos.

No primeiro contato com a Secretaria da Saúde de São Paulo, no dia 4 de março, a reportagem solicitou a íntegra do levantamento. O pedido foi ignorado. Pelo menos cinco recados em nome do UOL Notícias foram deixados a um dos chefes da assessoria de imprensa da secretaria, Vanderlei França. Nunca houve retorno. Além disso, a reportagem tentou conseguir o relatório com pelo menos cinco membros do Conselho Estadual de Saúde, órgão consultivo da secretaria que, em tese, deveria ser informado de tudo o que acontece no sistema de Saúde estadual.
Até a sexta-feira (18), todos os conselheiros relataram não ter conseguido acesso aos dados. Tomás Patrício Smith-Howard, representante da Associação Paulista de Medicina, chegou inclusive a protocolar um pedido formal tentando obter as informações. Já esperava havia mais de dois meses. “Temos total interesse em saber o conteúdo da pesquisa, inclusive para conseguirmos analisar o sistema de saúde. Essa é a nossa função”, diz ele, que ficou sabendo do resultado do levantamento via UOL Notícias.

Pouco antes do fechamento desta reportagem, a secretaria incluiu os dados no site oficial do governo, apenas às 20h, sem aviso. Em resposta oficial enviada dias antes ao UOL Notícias e assinada pelo secretário Luiz Roberto Barradas Barata, a própria secretaria afirmava:


Falta de transparência
Claudio Weber Abramo, presidente da Transparência Brasil, classificou a situação como “trágica”. Segundo ele, é um “absurdo” uma pesquisa financiada com dinheiro público não ser divulgada. “É típico de São Paulo. Os recursos neste Estado são incompatíveis com a obscuridade do governo.”

segunda-feira, 21 de junho de 2010

DUNGA DETONA A GLOBO !!


A imprensa brasileira é ridícula.

Não tem senso crítico nenhum e especialmente a Rede Globo, pensa que manda no mundo.

Quer porque quer enfiar goela abaixo sua visão de planeta, de como se manda na economia, de como se elege um presidente, de como se joga bola.

A mídia nacional não aguenta ser contestada. A Globo, especialmente, tem chiliques nas redações quando alguém lhes manda calar a boca.

Dunga poderia até ser um técnico medíocre. Mas apenas o fato de peitar a imprensa brasileira, já lhe faria merecer um busto em praça pública.

O jornalismo lacaio faz editoriais dizendo que o comportamento de fulano não é compatível com a função que ocupa. Como fizeram agora com o Dunga.

Ora, o comportamento da Globo também não é compatível com sua posição no país. Ela deveria ser isenta, deveria ser brasilianista, deveria zelar pelo povo que lhe dá audiênia. Ao contrário disso tudo, ela pinta e borda. Faz o que quer com a audiência, leiloa o país inteiro. Mas ainda não percebeu que hoje em dia existe internet. E muita gente dando uma banana para o que o bando de alienados da Globo fala.

Alguns bares transmitiram os jogos da Copa pela Globo. Era meramente pela imagem. A maioria deixava o som baixo, substituindo por música ou alguma narração de rádio.

A Globo é jurássica e paquidérmica. Pensa que é como era na epoca da ditadura, onde ajudava a mandar no cidadão.

Entrou tanto em sí mesma, que não viu o planeta dando voltas. Agora está perdida em sua insignificância. Não deixa de ser prazeiroso ver o taj mahal desmoronando.
E pra refrescar a memória e relembrar como o povo gosta da Globo, o tradicional "Ei, Galvão, VTNC!"

Brasil vai tirar uma França da miséria, em 2014



Saiu no Blog do Planalto, exposição do economista Marcelo Neri, da FGV- Rio, sobre a impressionante mobilidade social que se verifica no Brasil (do Governo Lula).

Foi uma exposição no Conselho de Desenvolvimento Social, devidamente ignorada pelo PiG (*).


O bom time brasileiro para 2014

Com uma defesa macroecômica muito bem postada, um ataque social forte, com o Bolsa Família, e tendo na nova classe média o seu Pelé, o Brasil chegará a 2014 com um grande time, tendo incorporado mais do que uma ‘França’ de cidadãos às classes A, B e C — 68 milhões de pessoas. Nos últimos oito anos, o Brasil incluiu 32 milhões de pessoas. O panorama foi dado nesta quinta-feira (17/6) pelo economista Marcelo Cortes Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada em Brasília.

Segundo dados apresentados por Neri, a renda do brasileiro vem crescendo 5,3% ao ano e houve uma queda de 43% do total de miseráveis do País num período de cinco anos — entre 19 e 20 milhões de brasileiros.

Fizemos muito em pouco tempo e acho que essa agenda procura elencar um conjunto de políticas. Nossa defesa macroeconômica está muito bem postada e nosso ataque social está muito forte, que é o Bolsa Família. O nosso Pelé é a nova classe média. Estamos falando de uma França a ser incorporada ao mercado e à cidadania. Isso é possível. Ou seja, crescimento com redução de desigualdade.

Para que os bons resultados obtidos no País até aqui sejam confirmados, é preciso que o Brasil invista em educação — um dos principais pontos da agenda proposta pelo Conselho.

Se no passado o Brasil era o mais ‘envergonhado’ dos Bric (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China), agora estamos no mesmo nível, afirma Neri. E para que esse processo tenha sustentabilidade, é preciso investir em educação, reiteirou o economista.

A agenda de futuro é econômica, é social. O Brasil não é um país previsível. Temos revoluções acontecendo que só de vez enquanto nos damos conta. A dificuldade brasileira é jogar junto. E esse Conselho está conseguindo fazer que todos atuem juntos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Democratizar o dinheiro, a terra, a palavra


O problema maior da transição da ditadura à democracia no Brasil é que a democracia se restringiu ao sistema político. Não foram democratizados pilares fundamentais do poder na sociedade: terra, bancos, meios de comunicação, entre outros.

O Brasil da democracia teve assim elementos fortes de continuidade com o da ditadura. A política de meios de comunicação, por exemplo, nas mãos de ACM, o ministro de Sarney, completou a distribuição clientelística de canais de radio e televisão e favoreceu a consolidação do monopólio da Globo – os próprios Sarney e ACM, proprietários de emissoras ligadas à rede da Globo.

Não se avançou na reforma agrária, nem foi tocado o sistema bancário. É como se a ditadura tivesse sido apenas uma deformação de caráter político aos ideais democráticos. Mas nem os agentes imediatos do golpe e sujeitos políticos do regime – as FFAA – foram punidos. Como se tivesse sido “um mal momento”, até mesmo “um mal necessário”, como diriam as elites políticas tradicionais, que seguem por ai.

No entanto o golpe e a ditadura foram extraordinariamente funcionais ao capitalismo brasileiro. O processo que se desenvolvia de democratização política, econômica e social do país não interessava nem aos capitais estrangeiros, nem aos grandes capitais brasileiros. Estes, concentrados em áreas monopólicas, não se interessavam no enorme mercado popular urbano que o aumento sistemático do poder aquisitivo dos salários propiciava, nem no mercado popular rural, a que a reforma agrária apontava.

O eixo da indústria automobilística no setor do grande capital industrial e outros setores que produziam para os setores da classe média, para a burguesia e para a exportação, se coligaram com os golpistas no plano político, para impor, mediante o golpe, um modelo que atacava duramente o poder aquisitivo dos salários.

O golpe os atendeu imediatamente, com intervenção em todos os sindicatos e com a política de arrocho salarial. Foi uma “lua-de-mel” para os empresários, uma super exploração do trabalho, mais de uma década sem aumento de salários, sem negociações salariais. Bastaria isso para entender o caráter de classe do golpe e do regime e militar.

A dura repressão aos sindicatos e a todas as formas de organização do movimento popular contaram com o beneplácito do silêncio dos órgãos de comunicação, que pregaram o golpe e apoiaram a instalação do regime de terror que comandou o país por mais de duas décadas.

A democracia reconheceu o que os trabalhadores – com os do ABC na linha de frente – haviam conquistado: a legalização da luta sindical, junto ao direito de existência de centrais sindicais, a legalização dos partidos, o direito de organização dos movimentos populares, entre outras conquistas.

Mas os pilares do poder consolidado pela ditadura ficaram intocados. Ao contrário, seu poder monopólico sobre a terra, o sistema bancário, os meios de comunicação, se fortaleceram.

Esses temas ficam pendentes: quebrar o monopólio do dinheiro, da terra e da palavra – como algumas das grandes transformações estruturais que o Brasil precisa para construir uma sociedade econômica, social, política e culturalmente democrática.

Postado por Emir Sader

José Saramago -1922 -2010



" A falsidade central deste modelo reside no fato de que o poder econômico é o mesmo que o poder político. O único antídoto para reverter esse mau funcionamento da democracia é construir uma sociedade crítica que não se limite a aceitar as coisas pelo que elas parecem ser e depois não são, mas se faça perguntas e diga não sempre que for preciso dizer não. Para isso, é urgente voltar à filosofia e à reflexão"

O MPE não tem direito de abolir liberdade de expressão!


O Ministério Público Eleitoral passou de todos os limites em matéria de arbitrariedade e parcialidade em sua atuação neste período de pré-campanha eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a Procuradoria Eleitoral pediu a retirada do ar do blog “Amigos do Presidente Lula” pelo fato deste noticiar que um relatório da união de bancos suíços considera significativa possibilidade de Dilma Rousseff ganhar eleição no primeiro turno em “razão do desejo do eleitor de manter as coisas como estão e do fato de ela ser associada como candidata da continuidade”.

Ora, a mesma informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no dia 4 de Junho deste ano. E foi publicada porque é notícia. E se é notícia, não deve ser escondida das pessoas. E muito menos o MPE tem o direito de escolher que este site tem o direito a publicá-la e aquele outro não tem.

A atitude do Ministério Público Eleitoral é discricionária, mesmo na alegação de que há críticas a Serra.

E é algo que se pode provar pela simples existência de um site intitulado “Amigos do Serra”, registrado e produzido por uma empresa de marketing, contra o qual nem mesmo sequer se poderia alegar que não faz propaganda negativa de Dilma ou do PT, visto que hoje mantém no ar várias páginas onde Dilma e seu partido são achincalhados.

Clique para ampliar

Publico, para prová-lo, a página inicial do site que o jornal do cartunista Angelli, da Folha de S. Paulo, onde Dilma é retratada caricaturalmente como personagens que vão de Chapolin a Guevara.

O Ministério Público Eleitoral tem aí ao lado as provas, como teve no dia 27 do mês passado e no dia 10 deste mês., em todos os televisores deste país as aparições flagrantemente ilegais de José Serra, em rede nacional, nos programas partidários, respectivamente do DEM e do PPS.

O Ministério Público Eleitoral quer revogar a democracia? Quer abolir o debate na internet o que o próprio Tribunal Superior Eleitoral reconheceu ontem que é livre?

Não diminui a gravidade do seu comportamento o fato de pedir também que se retire algum blog pró-Serra do ar.

As restrições da lei eleitoral visam impedir o abuso do poder econômico, não a liberdade de discussão e de informação.

O Ministério Público Eleitoral, que é uma projeção do próprio gabinete do Procurador Geral da República, não é um reedição do Departamento de Censura Federal dos tempos da ditadura.

A democracia brasileira e os constituintes de 1988- daquele Texto do qual Ullysses disse representar o ódio e o nojo à ditadura- não elevou o Ministério Público à alta e merecida condição de que dispõe para que ele se volte contra os direitos de liberdade de manifestação inscritos como pedra angular do Estado Democrático de Direito.

Agir em nome da lei é proteger os direitos do povo; agir contra o direito de qualquer cidadão de manifestar sua opinião, sua preferência, inclusive eleitoral, é agir contra os direitos do povo.

Porque já escreveu uma outra mulher, muito mais sensível e delicada, Cecília Meireles, em honra a Tiradentes no seu “Romanceiro da Inconfidência”, que a liberdade é uma palavra “que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.

Brizola Neto