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quarta-feira, 3 de junho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Jesus não tem dentes no país dos coxinhas
Ricardo Soares
Vou até lhe dar razão se você disser que está cansado desse rótulo de
“coxinha”, novo eufemismo para rotular as classes média e alta
conservadoras que acham que todos os problemas do planeta são culpa do
PT. E antes que a patuléia do “Coxodrómo” me atire pedras desde suas
cadeiras numeradas em alguma “Arena” com varanda gourmet já vou dizendo
que não absolvo o PT dos seus inúmeros pecados. Nunca é demais você
repetir para o “Coxodrómo” que criticá-los não é adesão imediata ao
ideário petista.
O rótulo “coxinha” já foi , em outros tempos, “janota”, “almofadinha”,
“dândi” e , mais recentemente, “mauricinho” com “patricinha” no
diminutivo para o feminino. Tem gente que não gosta de epíteto e também
respeito. Sucede que no caso “coxinha” e muitos outros eles são precisos
porque você consegue visualizar exatamente o biotipo , o estilo do
rotulado. Brancos, religiosos ferrenhos, bem nascidos, ferrenhos
defensores dos seus direitos individuais que incluem parar na vaga de
deficientes e idosos em supermercados, estacionar em ciclofaixas, passar
farol vermelho, dar um troco pro guarda pra se livrar da multa, bater
ponto e não ir trabalhar, abominar pobre em fila de aeroporto e outras
delícias que toda boa “carteirada” coxinha pode proporcionar.
Ah, você pode me dizer que isso é generalizar. Corro o risco. Mas o que
ando vendo nas grandes capitais brasileiras no último ano e meio me
estarrece e me faz crer que o “coxismo” hoje é um “movimento” de
retrocesso que cresce em progressão geométrica para temor geral da
nação. Afinal, não nos esqueçamos, muitos deles são golpistas
juramentados. E nos respondem que eles, os “coxinhas”, são o Brasil que
trabalha , que empreende , que quer a economia de mercado cada vez mais
forte e alvissareira. Eles são o "Brasil que dá certo".Ou seja, se não
for um deles, você é um vagabundo petista que quer ir pra Cuba. A coisa
está nesse nível . Dos dois lados diga-se de passagem.
O que essa modesta digressão pretende é apenas alertar corações e mentes
sobre o armamento de espíritos, sobre a intolerância rasteira. Porque,
convenhamos, essa gente está em tal sanha de ódio que por mais que se
julguem cristãos tenho certeza que rejeitariam o "senhor Jesus" que eles
evocam caso ele viesse com aquele mesmo discurso do qual se ocupou na
Galiléia . Mandariam Jesus para Cuba e mesmo que ele tivesse uma arcada
dentária de comercial de dentifrício seria um Jesus sem dentes no pais
dos coxinhas.Quebrariam os dentes de Jesus. O ódio, lamento dizer, é
contra os mais pobres, contra a divisão igualitária de bens e de
serviços. E essa divisão meus prezados “coxinhas” não se chama comunismo
e sim humanismo. O que seus filhos tem direito os filhos dos mais
pobres também tem.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Sai o "Não vai ter Copa", entra o "Não vai ter Brasil"
![]() |
| A ordem é instaurar o caos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) |
Manifestações sem pé nem cabeça param São Paulo, castigando a já sofrida população.
Outras capitais e grandes cidades brasileiras sofrem com o mesmo tipo de guerrilha.
O "não vamos ter Copa", que não colou, foi trocado pelo "não vamos ter Brasil".
O interessante é que tais demonstrações explícitas de desprezo pela democracia são seletivas.
Nunca têm como alvo governantes tucanos e assemelhados.
É como se todos os males do país fossem responsabilidade dos petistas, como se a incúria, a inércia, a incompetência administrativas seculares pudessem ser apagadas em quatro anos de governo.
A imprensa amplifica como pode essa insanidade, dando voz a qualquer um que tenha um discurso contra o PT.
Artistas se "engajam" na campanha hidrófoba.
A resposta dos governantes do partido tem sido a mais republicana possível, procurando soluções estritamente dentro da lei para ações escancaradamente subversivas.
A tática da oposição, de espalhar, por todos os meios possíveis, o caos no país, já foi aplicada com êxito em outros países.
Parece integrar uma cartilha, patrocinada sabe-se lá por quem, que ensina como derrubar governos democráticos, mas que incomodam a oligarquia.
Caso do Brasil, onde a tal "elite" não suporta Lula, nem Dilma, nem o PT, a quem se refere como "essa raça".
Os colunistas dos jornalões, também engajados na luta para que o país volte aos tempos da Casa Grande e Senzala, destacam o mau clima entre a população.
Só que se esquecem de dizer aos seus prezados leitores/ouvintes/telespectadores, que eles são pagos - e muito bem pagos - para insuflar esse ânimo, para jogar gasolina na fogueira, para ajudar a fazer o circo pegar fogo.
A história se repete, não é isso que dizem?
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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