quarta-feira, 24 de março de 2010

Lula ataca o PiG(*): “Ele não é letrado”


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em cerimônia para anunciar novas medidas do governo para o programa “territórios da cidadania”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duros ataques à mídia brasileira. Lula disse que a imprensa age de “má-fé” ao deixar de divulgar ações do governo federal que considera essenciais para o país.

“Eu levanto de manhã, vejo manchetes e fico triste. Acabei de inaugurar 2.000 casas, não sai uma nota. Caiu um barraco, tem manchete. É uma predileção pela desgraça. É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar. Quando a pessoa tem direito de escrever a coisa certa e escreve a coisa errada. É triste, melancólico, para um governo republicano como o nosso”, afirmou.

Lula disse que daqui a 30 anos, quando um estudante for consultar jornais antigos para saber sobre a história do país, vai se deparar com “tabloides” que não mostram a realidade brasileira. “O estudante que daqui a 30 anos for ler determinados tabloides vai estar estudando mentiras, quando poderia estar estudando a verdade. Quando o cidadão quer ser de má-fé, não tem jeito.”

Ao relembrar o episódio de 2003 quando, no primeiro ano de governo, colocou um boné do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Lula disse que não se rendeu aos ataques da mídia.

“A partir daquele instante, eu passei a colocar qualquer chapéu na cabeça. Nunca mais me colocaram. Eles vêm pra cima, se você se acovarda, eles ganham. Você não tem por que temer. Não temos vergonha do que fizemos nesse país. Nós todos vamos ser medidos pelo que nós fizemos, a gente precisa ficar prestando contas todos os dias.”

Segundo o presidente, alguns “setores da imprensa” deveriam olhar para as pesquisas de opinião pública antes de tirar suas conclusões sobre as ações públicas. “Se não quisessem saber pelos seus olhos, saberiam pelas pesquisas de opinião pública. Ainda assim não querem saber. Vamos trabalhando. A única coisa para vencer isso é trabalhar. Não temos tempo para resmungar.”

Privilégios

Lula rebateu críticas de que o governo federal privilegia prefeitos e governadores aliados no repasse de recursos públicos.

“Eu desafio prefeito, governador, do PFL [DEM], do PSDB, de qualquer partido político que tenha sido destratado pelo governo federal. Não importa de que partido pertença o prefeito. A ele é dado o mesmo direito que é dado aos meus companheiros que há 30 anos me ajudaram a fundar o meu partido. Não há discriminação. Isso incomoda.”

Num recado para a oposição, Lula disse que muita gente fica “incomodada” com as ações positivas do governo federal.

“Na visão de algumas pessoas, o correto era que o país estivesse numa desgraça, que estivesse dando tudo errado para eles dizerem: ‘tá vendo, nós falamos, o menino não é letrado. O menino nasceu para ser torneiro mecânico’. A partir daí já é abuso”, disse.

terça-feira, 23 de março de 2010

E se fosse um diplomata iraniano?

A BBC divulga hoje que a Grã-Bretanha deve expulsar do país um diplomata israelense devido à falsificação de passaportes britânicos no incidente que resultou no assassinato de um comandante do Hamas em um hotel em Dubai.

O ministro de Relações Exteriores, David Miliband, deve fazer um pronunciamento no Parlamento exigindo que Israel coopere com a investigação sobre o assassinato de Mahmoud al-Mabhouh, no dia 19 de janeiro. Doze passaportes falsos da Grã-Bretanha foram usados pelos assassinos de al-Mabhouh, um dos fundadores do braço armado do Hamas. O ministro britânico disse que o uso dos passaportes falsos era “revoltante” e prometeu desvendar todo o caso através de uma investigação.

Segundo o jornal The Daily Telegraph, o governo britânico responsabilizará diretamente os serviços secretos israelenses pela falsificação dos passaportes britânicos. Segundo o jornal o governo inglês dirá que foi impossível determinar com certeza se o responsável foi o Mossad (serviço secreto israelense) ou o Diretório de Inteligência Militar, que também é suspeito de estar por trás da operação.

Mas a responsabilidade de Israel foi deterninada na investigação, uma vez que os passaportes clonados eram de britânicos que entraram em Israel e que tinham seus documentos retidos para “checagens” que duravam pelo menos 20 minutos.

E se isso acontecesse com o Irã, o que estariam propondo agora como sanções internacionais contra o “terrorismo”, não é?

Brizola Neto

O PREÇO DA SAÚDE!!


O Brasil, entre as seis maiores economias do mundo, é a que tem menor gasto com a saúde pública: 7,5% do PIB. Mesmo assim, a coalizão demotucana de Serra bateu o bumbo neoliberal contra o 'Estado e a gastança' para extinguir a CPMF em 2007, subtraindo recursos da ordem de R$ 40 bilhões por ano no atendimento à população. O argumento para livrar as transações financeiras da contribuição à saúde pública --uma das taxações mais justas, diga-se, porque proporcional aos valores movimentados-- é o velho bordão do conservadorismo: o 'Estado já gasta muito e a carga fiscal é excessiva'. Vê-se agora o engôdo: com a reforma da saúde implantada pelo governo Obama --lá também sob forte resistência da extrema-direita à 'gastança' com os pobres-- os EUA destinam 15,3% do PIB para o atendimento à população; a Alemanha da conservadora Merckel aplica 10,6% no sistema de saúde; a França, do direitista Sarkozy,11% ; o Japão conservador, 8,1% e a Inglaterra, 8,2%
(Carta Maior e o custo social da tacanhice conservadora pró- Serra; 23-03)

E agora José? Dilma promete mais 2 MILHÕES de moradias populares.


A construção de moradias populares, no próximo governo, deverá beneficiar dois milhões de famílias – o dobro da meta fixada para o programa Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2010-, afirmou ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em discurso na abertura do 5º Forum Urbano Mundial, no Rio de Janeiro.

Habitação Popular

A ministra exaltou a política habitacional do governo, voltada para os mais pobres, e disse que o Minha Casa, Minha Vida acabou com uma “ficção” existente no país: a crença de que o mercado daria conta de construir casas para a população que tem renda mensal de até três salários mínimo. “Essa parcela da população não tem renda suficiente para sobreviver, comprar alimentos e produtos básicos e, ao mesmo tempo, pagar a prestação de uma casa ou apartamento”, observou Dilma ao defender a decisão do governo de subsidiar, em vez de financiar, a compra de moradias pelas famílias pobres.

A ministra destacou ainda, como iniciativa importante do Governo Lula, o retorno do Estado a áreas que vinham recebendo pouca atenção, principalmente comunidades pobres e favelas. “Nos últimos quatro anos, investimos em urbanização de favelas, construção de moradias para populações de baixa renda e saneamento básico algo em torno de US$ 144 bilhões”, acentuou.

Brasília Confidencial.

Lucro da Petrobrás bate Microsoft, GE e Chevron. E se fosse a Petrobrax ?


O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Cardoso Neto:

Enviado em 22/03/2010 às 11:56

E eles tentaram quebrar a Petrobrás para transformá-la em Petrobrax e doá-la por alguns míseros milhões aos amigos do rei. E ainda com dinheiro do BNDES. É por isso que eles não se conformam. Perderam a boquinha. Quando o serjão ( o trator) era ministro, dizia que o sistema telebras valia 40 bilhões de dólares. Os ‘tunganos’ torraram por 8 bilhões e soltaram fogos durante uma semana ali pelas bandas da república de higienópolis.
O certo é que, por conta das privatizações criminosas, tem gente aí que já garantiu até a vigésima geração.

Petrobras supera Microsoft, GE e Chevron e tem 2º maior lucro entre América Latina e EUA

da Folha Online

A Petrobras registrou em 2009 o segundo maior lucro entre empresas da América Latina e Estados Unidos, segundo comparação feita pela consultoria Economática.

O lucro da Petrobras em 2009 ficou em R$ 28,982 bilhões, ou US$ 16,645 bilhões (na conversão pelo dólar Ptax de 31 de dezembro de 2009. O resultado é 12% abaixo de 2008.

Em 2008 a Petrobras havia ficado na quinta colocação, atrás da Exxon Movil, Chevron Texaco, GE e Microsoft.

Já em 2009, o lucro da Petrobras só ficou abaixo da Exxon Movil em US$ 2,635 bilhões. A diferença, de 13,7%, é a menor entre as empresas desde 1994.

Atrás da Petrobras ficaram, pela ordem, Microsoft, Walmart, IBM e Goldman Sachs. A GE ficou em 12º lugar e a Chevron, em 14º.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O balanço de Gilmar “eu me amo”.


Mais uma entrevista auto-laudatória de Gilmar Mendes. Com sua intemperança, conseguiu desmoralizar tema dos mais relevantes: a defesa dos direitos individuais. Foi fútil no uso das palavras. Falou em conspiração entre delegados, procuradores e juízes e não provou. O principal alvo de sua ira, o juiz Fausto De Sanctis, tem sido absolvido em todos os tribunais a que foi conduzido por manobras da defesa de Dantas – manobras que têm contado com a visão benevolente de desembargadores ligados a Gilmar.

No caso dos grampos, o repórter não lhe perguntou – porque não teria como responder – a armação conduzida no seu próprio gabinete, a respeito de uma escuta ambiental que jamais foi comprovada – e que ajudou a prorrogar a CPI. Do gabinete da presidência saiu um documento para a revista Veja com informações falsas, conclusões deturpadas.

Rendeu-se aos holofotes da mídia, abriu os salões do Supremo para parceiros comerciais – como o site jurídico especializado em lobby -, opinou sobre tudo e sobre todos, lançando uma manta de suspeição sobre a isenção do Supremo. No caso do tal grampo falso – que supostamente flagrou uma conversa entre ele e o senador Demóstenes Torres – avançou em acusações irresponsáveis sobre instituições. Agora, tira o corpo como se fosse um leigo em direito, uma pobre vítima que pode explicitar qualquer suspeita sem ser cobrado.

No CNJ, o sucesso do seu trabalho deve-se ao mais relevante magistrado brasileiro das últimas décadas, o Ministro Gilson Dipp.

Enfim, se conseguiu algo foi o de expor os riscos da vaidade, da busca dos holofotes, no exercício da função. E também a pesada politização que acomete as entranhas do Judiciário brasileiro.

Por nsdel

Gilmar Mendes, Daniel Dantas e o grampo telefônico:
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“São Paulo, segunda-feira, 22 de março de 2010
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ENTREVISTA – GILMAR MENDES
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“Às vezes os confrontos são necessários”
Defensor de pontos de vista considerados polêmicos, presidente do STF e do CNJ diz ser preciso reagir a tentativas de tolher o trabalho da Justiça
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É DIFÍCIL encontrar um fato relevante da vida nacional sobre o qual Gilmar Mendes não tenha vocalizado sua opinião nos últimos dois anos. Nesse período, ele presidiu o Supremo Tribunal Federal. Fez dali seu palanque para defender pontos de vista considerados polêmicos. De saída do cargo, continua afiado. “Às vezes os confrontos são necessários”, diz. Os “confrontos” foram para reagir ao que vê como tentativas de manietar o trabalho da Justiça. O caso mais rumoroso foi o de dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas. “Chamei de canalhice o que era canalhice.” Deixará o STF e entrará na política? Ele nega: “Volto à bancada para contribuir com o debate doutrinário”.
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FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
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Apesar de seu estilo estar longe de ser uma unanimidade, Mendes tem resultados para apresentar de sua gestão, que termina em abril, quando Cezar Peluso assume o Supremo.
Promoveu a adoção de metas para os juízes. Uma delas foi concluir os cerca de 10 mil processos antigos, com data anterior a 31 de dezembro de 2005 e que mofavam no STF. Sobraram 1.481. “Podemos avançar mais, mas já saímos daquela crise numérica, com volume de milhares de casos atrasados”.

No Conselho Nacional de Justiça, comandado pelo presidente do STF, várias normas foram baixadas. Uma delas proibiu o nepotismo. O CNJ também lançou o mutirão carcerário. Cerca de 20 mil presos ganharam a liberdade em 20 Estados. Estavam detidos irregularmente. No Espírito Santo, uma pessoa estava presa há 11 anos sem julgamento.

Sobre a presença marcante do STF na vida política -por exemplo, com a adoção da fidelidade partidária-, Mendes identifica uma razão principal: “Há uma falta de capacidade dos seguimentos políticos de produzir um consenso sobre questões básicas”.

Em outro momento de fricção entre Poderes, se posicionou pela extradição do italiano Cesare Battisti, condenado por terrorismo em seu país. O STF decidiu, porém, que a palavra final sobre o caso será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E se Lula não extraditar? A resposta do ministro revela um potencial novo confronto: “Certamente não será compreensível a decisão do presidente se eventualmente reeditar as razões do refúgio, porque o tribunal as anulou expressamente”.
post do nassif.

Moisés Diniz (PCdoB-AC): Mídia deturpa e agride história do Santo Daime, única religião genuinamente brasileira(íntegra)


A revista Veja acaba de publicar uma sensacionalista reportagem sobre o assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, 53, e de seu filho Raoni, 25. Na reportagem, sem nenhuma base material, a revista acusa o criminoso Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, Cadu, de ter ingerido ayahuasca, levando-o a cometer o crime.

De forma irresponsável e leviana, a revista acusa o uso da ayahuasca como causa do crime e passa a agredir a história dos três líderes que, aqui no Acre, fundaram religiões amazônicas, de raízes indígenas: o mestre Raimundo Irineu Serra, o mestre Daniel Pereira de Matos e mestre Gabriel.

Na tentativa de dar base científica à reportagem, a revista Veja produz um Frankenstein de intolerância religiosa, de desinformação e de preconceito com religiões amazônicas e indígenas. Em nenhum momento cita um estudo científico, com suas fontes e suas provas acadêmicas.

Quando cita a Associação Brasileira de Psiquiatria, não apresenta nenhum especialista, nenhuma fonte demonstrativa ou qualquer prova do que escreve na reportagem. Apenas apresenta a caricatura de um “bacana” com transtorno psíquico, esquizofrênico, que fumava maconha, e que tinha uma mãe e uma tia-avó também esquizofrênicas.

Não apresenta outros casos semelhantes pelo Brasil afora. São mais de 200 centros, entre União do Vegetal e Santo Daime, com mais de 30 mil seguidores. Por que o caso Glauco deveria servir de regra para uma religião que já completou mais de meio século sem um único caso de violência ou morte entre aqueles que a praticam?

Aqui no Acre, entre as igrejas do Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal, são milhares de seguidores gozando de elevada qualidade de vida, respeitados socialmente e livres das pragas do alcoolismo e do consumo de drogas.

Aqui no Acre, entre os seguidores do Santo Daime, da UDV e da Barquinha, há juízes e promotores, jornalistas renomados, deputados e prefeitos, médicos e economistas, empresários, professores de universidades, delegados, policiais, membros de academias e de instituições laicas e respeitadas.

Homens e mulheres que estudam, acessam as bibliotecas e estão informados sobre os avanços da ciência, as curvas da economia e da política e as reportagens fantasiosas, levianas, preconceituosas, anticientíficas e mentirosas de Veja.

Milhares de jovens escaparam das grades dos presídios e até da morte porque abraçaram a religião dos entes mágicos da floresta, das ancestrais aldeias indígenas e da fraternidade de viver como irmãos nos dias de louvor, sob a simplicidade de seus hinos e do consumo ritualístico da ayahuasca.

Não há um único caso de agressão física, de violência, de distúrbio ou de morte entre os seguidores da UDV, do Santo Daime ou da Barquinha, em mais de meio século de religião, entre milhares de seguidores.

A revista Veja deturpou tudo: a história e a resistência dos líderes religiosos, o papel espiritual e social que cumpre as igrejas ayahuasqueiras, a origem indígena milenar e a longa tradição de vida saudável de seus membros. A revista Veja só não esqueceu daquilo que está lhe ficando peculiar: escrever com preconceito e leviandade. Veja sequer respeitou a história.

EUA e seus direitos humanos: 640 tentativas de matar Fidel


Agora que os Estados Unidos e seus aliados, em sua campanha midiática contra Cuba, se proclamam defensores da vida humana, os cubanos recordam que isso pode ser desmentido, entre outras coisas, pelas 640 tentativas de assassinar Fidel Castro.

Não é segredo para ninguém que este insólito número de atentados contra a vida do dirigente de um país fez parte da estratégia oficial elaborada pelas mais altas autoridades norte-americanas e cuja aplicação foi ordenada aos seus organismos de inteligência e espionagem.

Nestes dias, foi lembrado o 50º aniversário da portaria assinada pelo então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eusenhower, em março de 1960, dando luz verde a todas as operações secretas destinadas a derrubar o governo cubano, entre as quais sempre se destacaram os ataques terroristas e um projeto de eliminação física de Fidel Castro.

Documentos tornados públicos pelos arquivos inclusive da Agência Central de Inteligência (CIA), confissões de presos nos esforços para consumar os fatos ou daqueles que se aventuraram na invasão da Baía dos Porcos, audiências parlamentares esclarecedoras e meia dúzia de filmes revelando tais planos são as melhores provas existentes.

A insólita variedade de formas escolhidas para eliminar o líder da revolução cubana poderia parecer um elemento novelesco se elas não tivessem constituído ações concretas aprovadas em mais alto nível nos Estados Unidos.

Desde tentar envenenar Fidel Castro durante o consumo de um alimento ou de um charuto, até comprar a traição de alguém que o mataria durante um comício na Universidade de Havana, passando por muitas outras formas de homicídio, todas foram tentativas frustradas pela eficiência da Segurança do Estado cubano.

Os complôs para atingir este objetivo no exterior foram extremamente perigosos e seus mal sucedidos autores sempre foram protegidas pelas instâncias estadunidenses, que lhes encomendaram tais projetos de magnicídio.

Um dos últimos foi aquele preparado no Panamá, por ocasião da celebração de uma cúpula Pan-Americana de Chefes de Estado e de Governo, frustrado pela denúncia de Cuba e que, se tivesse se materializado, teria custado um imenso número de vidas, ao explodir o salão nobre da Universidade na qual Fidel Castro falaria a uma multidão de estudantes.

Ali apareceu como autor, mais uma vez, o conhecido terrorista Luis Posada Carriles, preso, condenado por um juiz e indultado depois por um governo panamenho e acolhido de braços abertos por grupos terroristas em Miami, para que continue seus velhos hábitos.

Estas centenas de projetos de assassinato que não tiveram êxito não pareceram nunca uma violação do direito à vida para aqueles que os ordenaram, organizaram e executaram, e que nunca perderam a esperança de serem capazes de consumá-los.

Para os cubanos, é fácil identificá-los agora como os mesmos que dirigem a campanha midiática contra Cuba e que se proclamam defensores dos direitos humanos, acompanhados por aqueles que nunca levantaram um dedo sequer para condenar este tipo terrorismo de Estado como contra a nação antilhana.

Fonte: Prensa Latina

Lula defende os pobres e volta a criticar a mídia e seus antecessores na política.

Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira os pobres e voltou a criticar a mídia e seus antecessores na política.

"Alguns setores da imprensa não veem e não enxergam ou não querem ver ou não querem enxergar, mas em muitos casos deste país está havendo um êxodo ao contrário. Pessoas da cidade estão voltando para o campo. Isso porque nós temos uma grande política de financiamento para a agricultura familiar. Temos uma grande política de assentamento de 570 mil famílias no campo. Isso porque o governo federal compra parte dos alimentos, os pequenos produzem e porque levamos luz elétrica para 12 milhões de brasileiros que moram no meio do mato", disse Lula.

Ele participou hoje da cerimônia de abertura da 5ª Sessão do Fórum Urbano Mundial - O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido. O evento, segundo a Prefeitura do Rio, reúne 15 mil participantes de 160 países.

Segundo reportagem da Folha, o presidente tem se queixado do que classifica de "atitude agressiva" de alguns setores da mídia e avalia nomear um ministro das Comunicações com "capacidade de interlocução" com a mídia.

A relação de Lula com a imprensa desde que chegou ao poder nunca foi amistosa. Ele costuma dizer que não lê jornais e chegou a afirmar que o "papel da imprensa não é o de fiscalizar, e sim de informar".

Na semana retrasada, ele disse que, "neste país, eles [empresários da mídia] não estavam acostumados a ter um presidente da República que não precisa almoçar com eles, jantar com eles e tomar café com eles para governar este país".

Hoje, durante o evento no Rio, o presidente afirmou ainda que o Brasil está vivendo um momento da história em que é possível construir um novo país, uma nova política urbana para os países em desenvolvimento.

"E possível construir sem precisar criticar o que aconteceu antes de nós. Eu digo sempre que o século 21 é o século que o administrador público tem que ter duas coisas fazer. A primeira é projetar uma cidade com melhor qualidade de vida e a segunda é fazer a reparação dos desmandos causados por muitos administradores do século 20, que permitiram que o país e muitas cidades no Brasil e no mundo se transformassem numa grande favela."

Lula também voltou a defender os mais pobres. "A coisa mais barata e a coisa mais simples que um governo tem que fazer é cuidar da parte mais pobre da população."

domingo, 21 de março de 2010

Africom é a recolonização da África pelos EUA.

peço a deus todos os dias (se ele existisse)para que esse "país" de merda imploda logo através de sua própria ganância.(Roberto)

Os revolucionários africanos têm agora que dormir de olhos bem abertos porque os Estados Unidos da América não se detêm perante nada na sua intenção de estabelecer o Africom, um exército estadunidense altamente equipado, permanentemente estacionado em África para supervisionar os interesses imperialistas norte-americanos.

Tichaona Nhamoyebonde*, em ODiario.info

No final do ano passado, o governo estadunidense intensificou os seus esforços para estabelecer um exército permanente em África, o chamado Comando de África (Africom, African Command) como a última ferramenta da sutil recolonização de África.

Antes do final do ano passado, o general William E. Garret, comandante do exército dos EUA para África, reuniu-se com os adidos militares de todas as embaixadas africanas em Washington para vender aos seus governos a ideia de um exército estadunidense com base na África.

Os últimos relatórios da Casa Branca deste mês de Janeiro indicam que 75% do trabalho do exército se fez através de uma unidade militar com base em Estugarda, Alemanha, e que os restantes 25% são dedicados a conseguir um país africano que abrigue o exército e faça andar as coisas.

A Libéria e Marrocos ofereceram-se para albergar o Africom, enquanto a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sua sigla em inglês) fechou todas as possibilidades de algum dos seus Estados membros albergar o exército norte-americano.

Outros países permaneceram em silêncio.

A Libéria tem uma longa relação com os Estados Unidos, devido à sua história de escravatura, enquanto o desalinhado Marrocos, que não pertence à União Africana nem realiza eleições, deseja este exército dos EUA para que este o ajude a reprimir qualquer levantamento democrático.

A recusa da SADC é uma pequena vitória para os povos africanos na sua luta pela independência total, mas os restantes blocos regionais de África esforçam-se por chegar a uma postura comum, o que é preocupante.

O próprio exército dos Estados Unidos quer um país mais estratégico que Marrocos e a Libéria, já que o exército será o epicentro de influentes, articuladas e protetoras políticas econômicas e de relações exteriores estadunidenses.

O outro perigo é que o Africom transforme a África num campo de batalha entre os Estados Unidos e grupos terroristas anti-estadunidenses. O Africom não é mais do que uma cortina de fumaça atrás da qual os EUA pretende esconder os seus desígnios de assegurar o petróleo e outros recursos naturais de África.

Os dirigentes africanos não podem esquecer que os Estados Unidos e Europa utilizaram sempre a força militar como o único meio eficaz de cumprir a sua agenda e de assegurar que os governos de cada país estão dirigidos por pessoas submissas à disciplina norte-americana.

Ficando sediado em África, o Africom garantirá que os tentáculos dos Estados Unidos cheguem facilmente a cada país africano e assim influenciem cada acontecimento em beneficio dos Estados Unidos.

Ao albergar o exército norte-americano, a África cede a sua independência militar aos Estados Unidos e inicia o processo de recolonização através de um exército que pode abafar qualquer tentativa por parte de África para mostrar a sua capacidade militar.

A pergunta fundamental é: uma vez estabelecido, quem tirará daí o Africom? Com que meios?

Pela sua origem, o AFRICOM será técnica e financeiramente superior a qualquer exército africano e decidirá com todo o à vontade a mudança de regime em qualquer país, e aprofundará, dirigirá e acelerará o esquema norte-americano de exploração de recursos naturais.

Não resta a menor dúvida que quando este exército norte-americano estiver operando, serão revogados todos os êxitos das indepedências em África.

Se os atuais dirigentes africanos cederem aos desejos dos EUA e aceitarem que este seu exército opere na África, ficarão na história como a geração de políticos que aceitou a prevalência dos males futuros.

William Shakespeare daria voltas na tumba e exclamaria: «… para que triunfe o mal basta que os homens de bem não façam nada».

Não podemos esquecer que os africanos, que ainda estão sentidos com a humilhação, a subjugação, a brutalidade e o complexo de inferioridade provocados pelo colonialismo, não necessitam, não precisam de outras formas de colonialismo, mesmo que sutis.

O Africom foi um tema controverso desde que o ex-presidente estadunidense George W. Bush o anunciou pela primeira vez em Fevereiro de 2007.

Os dirigentes africanos não devem esquecer que com a administração de Barack Obama a política norte-americana para África e o resto do mundo em vias de desenvolvimento não mudou um milímetro. Continua a ser uma política militar em apoio dos benefícios materiais.

Os titulares de cargos importantes tanto da administração Bush como de Obama argumentam que o principal objetivo do Africom é profissionalizar as forças de segurança em países-chave de toda a África.

No entanto, nenhuma destas administrações fala do impacto do estabelecimento do Africom sobre partidos e movernos minoritários, sobre dirigentes fortes considerados infiéis aos EUA, nem se os EUA utilizarão o Africom para promover ditadores amigos.

Os programas de treino e armamento, e a transferência de armas da Ucrânia para a Guiné Equatorial, Chade, Etiópia e o governo de transição da Somália indicam claramente o uso do poder militar para manter a influência [estadunidense] nos governos de África, que continua a ser uma prioridade da política externa dos Estados Unidos.

Com a Revolução Laranja, os Estados Unidos levaram ao poder os atuais dirigentes da Ucrânia e agora estão a dar-lhes carta branca para fornecerem armamento aos conflitos africanos. Os dirigentes africanos devem dar mostras de solidariedade e bloquear todo o movimento dos Estados Unidos para estabeleceras suas bases na mãe pátria, a menos que queiram ver um novo assalto da colonização.

Se se permitir que o Africom estabeleça uma base em África, Kwame Nkrumah, Robert Mugabe, Sam Nujoma, Nelson Mandela, Jules Nyerere, Hastings Kamuzu Banda, Keneth Kaunda, Agostinho Neto e Samora Machel, entre outros, teriam lutado nas guerras de libertação em vão.

Milhares de africanos que morreram nos cárceres coloniais e nas frentes de guerra terão derramado o seu sangue em vão se a África for de novo colonizada.

Porque deveria o atual grupo de dirigentes africanos aceitar sistematicamente a recolonização, o que é que aprenderam da sujeição ao colonialismo, ao apartheid e ao racismo? Porque não vai o atual grupo de dirigentes africanos tratar a administração norte-americana de igual para igual e dizer-lhe na cara que não necessita de um exército estrangeiro, já que a União Africana está a preparar o seu próprio exército?

Os dirigentes africanos não necessitam de profetas procedentes de Marte para saber que a fascinação estadunidense pelo petróleo, a guerra contra o terrorismo e o exército se centrará agora em África, depois da aventura no Iraque.


* Tichaona Nhamoyebonde é um analista político e reside na Cidade do Cabo, África do Sul.

Paulo Henrique Amorim: FHC e Folha querem Lula ajoelhado aos EUA


“Mas, quem sabe, (Joaquim) Nabuco não estivesse delineando (os tucanos gostam de gerúndio – PHA) naquela época (sic) para o Brasil uma relação mais estreita com os Estados Unidos, que desse espaço para o país (qual?) se afirmar mais (sic) em sua área de influência naquela época (sic), exercendo (olha o gerúndio tucano – PHA) uma ação de moderação (sic) na América Latina.”

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

Esse texto lapidar, escorreito, claro, inequívoco é trecho de palestra que o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso) pronunciou na Academia Brasileira de Letras e se encontra mumificado num pé de página da Folha (*) da província de São Paulo, na página A12.

Quando o New York Times NewService não renovou contrato de colaboração com o Farol de Alexandria, um jornalista americano que participou do desenlace me explicou que o principal problema do Farol é que o texto dele é “bloated” – inchado, empanturrado, gorduroso.

Mas, não é esse o problema.

O problema é o conteúdo

O que o Farol quis dizer, se soubesse falar, foi o seguinte:

Política externa boa era a minha, de alinhamento automático com os Estados Unidos (do Clinton, que me re-elegeu).

Essa história de ter uma “ação de moderação (sic)” na América Latina é muito interessante.

Quem modera na Colômbia?

Quem modera no Panamá?

Quem modera na base militar americana no Paraguai?

Foi ele, o “moderador”, que moderou essa “ação moderadora” dos Estados Unidos na América Latina?

O que o Farol não tolera é a projeção internacional do Brasil, no governo Lula.

Nem ele nem os chanceleres do Serra: Lampreia, Barbosa, Lafer, Otavinho, etc .

Agora, por exemplo, segundo a capa do Estadão da província de S. P., Israel pediu para Celso Amorim ir à Síria conversar sobre o Irã.

O Farol morre de inveja.

E cuidado: o texto dele tem alto teor de colesterol.

Em tempo: na mesma reportagem da Folha (*), FHC sugere que o PSDB comece a campanha mesmo sem candidato. Interessante. O PSDB quer escolher o vice antes do candidato. E agora fazer campanha SEM candidato. Eles são uns gênios.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Cuba, Israel e a dupla moral da mídia.


Tem sido educativo acompanhar, nos últimos dias, a cobertura internacional dos meios de comunicação, além da atitude de determinadas lideranças e intelectuais. Quem quiser conhecer o caráter e os interesses a que servem alguns atores da vida política e cultural, vale a pena prestar atenção ao noticiário recente sobre Cuba e Israel.

Por Breno Altman, em Opera Mundi

Na semana passada, em função de declarações do presidente Lula defendendo a autodeterminação da Justiça cubana, orquestrou-se vasta campanha de denúncias contra suposto desrespeito aos direitos humanos na ilha caribenha. Mas não há uma só matéria ou discurso relevante, nos veículos mais destacados, sobre como Israel, novo destino do presidente brasileiro, trata seus presos, suas minorias nacionais e seus vizinhos.

Vamos aos fatos. No caso cubano, Orlando Zapata, um pretenso “dissidente” em greve de fome por melhores condições carcerárias, preso e condenado por delitos comuns, foi atendido em um hospital público por ordem do governo, mas não resistiu e veio a falecer. Não há acusação de tortura ou execução extralegal. No máximo, insinuações oposicionistas de que o atendimento teria sido tardio – ainda que se possa imaginar o escândalo que seria fabricado caso o prisioneiro tivesse sido alimentado à força.

Mesmo não havendo qualquer evidência de que a morte do dissidente, lamentada pelo próprio presidente Raúl Castro, tenha sido provocada por ação do Estado, os principais meios e agências noticiosas lançaram-se contra Cuba com a faca na boca. Logo a seguir o Parlamento Europeu e o governo norte-americano ameaçaram o país com novas sanções econômicas.

Indústria do martírio

Outro oposicionista, Guilherme Fariñas, com biografia na qual se combinam muitos atos criminosos e alguma militância anticomunista, aproveitou o momento de comoção para também declarar-se em jejum. Apareceu esquálido em fotos que rodaram o mundo, protestando contra a situação nos presídios cubanos e reivindicando a libertação de eventuais presos políticos. Rapidamente se transformou em figura de proa da indústria do martírio mobilizada pelos inimigos da revolução cubana a cada tanto.

O governo ofereceu-lhe licença para emigrar a Espanha e lá se recuperar, mas Fariñas, que não está preso e faz sua greve de fome em casa, recusou a oferta. Seus apoiadores, cientes de que a constituição cubana determina plena liberdade individual para se fazer ou não determinado tratamento médico, o incentivam para avançar em sacrifício, pois não será atendido pela força até que seu colapso torne imperativa a internação hospitalar. Aliás, para os propósitos oposicionistas, de que grande coisa lhes valeria Fariñas vivo?

O presidente Lula tornou público, a seu modo, desacordo com a chantagem movida contra o governo cubano. Talvez fosse outra sua atitude, mesmo que discreta, se houvesse evidência de que a situação de Zapata ou Fariñas tivesse sido provocada por ato desumano ou arbitrário de autoridades governamentais. Para ir ao mérito do problema, comparou a atitude dos dissidentes com rebelião hipotética de bandidos comuns brasileiros. Afinal, ninguém pode ser considerado inocente ou injustiçado porque assim se declara ou resolva se afirmar vítima através de gestos dramáticos.

O silêncio da mídia

Sem provas bastante concretas que um governo constitucional feriu leis internacionais, é razoável que o presidente de outro país oriente seus movimentos pela autodeterminação das nações na gestão de seus assuntos internos. O presidente brasileiro agiu com essa mesma cautela em relação a Israel, país ao qual chegou no último dia 14, apesar da abundância de provas que comprometem os sionistas com violação de direitos humanos.

Mas as palavras de Lula em relação a Cuba e seu silêncio sobre o governo israelense foram tratados de forma bastante diversa. No primeiro caso, os apóstolos da democracia ocidental não perdoaram recusa do mandatário brasileiro em se juntar à ofensiva contra Havana e em legitimar o uso dos direitos humanos como arma contra um país soberano. No segundo, aceitaram obsequiosamente o silêncio presidencial.

A bem da verdade, não foram apenas articulistas e políticos de direita que tiveram esse comportamento dúplice. Do mesmo modo agiram alguns parlamentares e blogueiros tidos como progressistas, porém temerosos de enfrentar o poderoso monopólio da mídia e ávidos por pagar o pedágio da demagogia no caminho para o sucesso, ainda que ao custo de abandonar qualquer pensamento crítico sobre os fatos em questão.

Um observador isento facilmente se daria conta de que, ao contrário dos eventos em Cuba, nos quais o desfecho fatal foi produto de decisões individuais das próprias vítimas, os pertinentes a Israel correspondem a uma política deliberada por suas instituições dirigentes.

Sionismo e direitos humanos

A nação sionista é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de 11 mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento. Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948. Aproximadamente 25% dos palestinos que permaneceram em territórios ocupados pelo exército israelense foram aprisionados em algum momento. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e 9 ministros foram sequestrados desde junho de 2006.

Naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de “táticas dolorosas para interrogatório de presos sob custódia do governo”. Nada parecido é sequer insinuado contra Cuba, mesmo por organizações que não guardam a mínima simpatia por seu regime político.

Mas o desrespeito aos direitos humanos não se limita ao tema carcerário, que é apenas parte da política de agressão contra o povo palestino. A resolução 181 das Nações Unidas, que criou o Estado de Israel em 1947, previa que a nova nação deteria 56% dos territórios da colonização inglesa na margem ocidental do rio Jordão, enquanto os demais 44% ficariam para a construção de um Estado do povo palestino, que antes da decisão ocupava 98% da área partilhada. O regime sionista, violador contumaz das leis e acordos internacionais, hoje controla mais de 78% do antigo mandato britânico, excluída a porção ocupada pela Jordânia.

Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina.

Pelo menos seiscentos postos de verificação foram impostos pelo exército israelense dentro das cidades palestinas. Leis aprovadas pelo parlamento sionista impedem a reunificação de famílias que habitem diferentes municípios, além de estimular a criação de colônias judaicas além das fronteiras internacionalmente reconhecidas.

Dupla moral

São, essas, algumas das características que conformam o sistema sionista de apartheid, no qual os direitos de soberania do povo palestino estão circunscritos a verdadeiros bantustões, como na velha e racista África do Sul. O corolário desse cenário é uma escalada repressiva cada vez mais brutal, patrocinada como política de Estado.

Mas os principais meios de comunicação, sobre esses fatos, se calam. Também mudos ficam os líderes políticos conservadores. Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana.

Talvez porque direitos humanos, a essa gente de dupla moral, só provoquem indignação quando seu suposto desrespeito se volta contra vozes da civilização judaico-cristã, da democracia liberal, do livre mercado, do anticomunismo. Não foi sem razão que o presidente Lula reagiu vigorosamente contra o cinismo dos ataques ao governo de Havana.

Fonte: Opera Mundi

Movimento de docentes não significa nada, diz Serra.


Frase foi dita em cerimônia no Hospital das Clínicas neste sábado (20). Um grupo de professores foi impedido de entrar no local do evento.

Lambido do G1



"Não tem greve, isso é um movimento que não significa nada".

Ano de eleição é uma ótima hora de fazer faxina!!

NÃO, OBRIGADO!!