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terça-feira, 3 de junho de 2014

Brasil cresce mais que EUA desde 2008 e mídia esconde



por Emílio Carlos Rodriguez Lopez, especial para o Viomundo
Estamos no sexto ano da maior crise do capitalismo mundial, só comparável à de de 1929.
Nesse período, o mundo perdeu — e ainda não recuperou! — 65 milhões de postos de trabalho, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), até o final de 2013.
Enquanto isso o Brasil conseguiu criar mais de 11 milhões de empregos na economia formal.
Aqui, vale relembrar que a economia informal é quase do mesmo tamanho que a formal.  Esse indicador pode ajudar a explicar por que, mesmo com crescimento menor do que a média dos últimos anos, ainda há um sentimento de razoável conforto econômico por parte da população.
No final de abril, o jornal Estado de S. Paulo publicou uma longa matéria sobre a crise nos Estados Unidos, apontando que, pós-crise, em média, eles cresceram 1,8%, por ano e ainda não conseguiram voltar o nível de emprego anterior a 2008.
Já o Brasil, desde a crise, cresceu 3,1%, em média, ao ano.
Essa matéria do Estadão, diga-se de passagem, é raridade na grande imprensa brasileira.
Explico. No Brasil, a crise mundial quase sumiu do noticiário, que, atualmente, só se dedica a divulgar os problemas internos, aquilo que foi definido como guerra de expectativas ou terrorismo econômico.
Lembro um dado conjuntural: a economia americana neste trimestre se retraiu em 1% e a brasileira cresceu 0,2%.

Em meados de abril, na apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias- LDO de 2015, do governo federal, a ministra do planejamento, Miriam Belchior, apontou  que o Brasil teve boa recuperação econômica comparada a outros países. Ficamos mais de 10% à frente dos Estados Unidos e a Europa ainda não se recuperou da crise de 2008.
Detalhe: a revisão do PIB de 2013 mostrou que crescimento foi maior ao anunciado anteriormente; foi de 2,3% para 2,5%

Um dos fatores que alimentaram a crise de 2008 é que mais de um trilhão de dólares de dinheiro fictício, operado pelo mercado financeiro, “evaporaram”. E isso tem impactado o crescimento da economia mundial e brasileira.
Para enfrentar a crise de 2008, o governo federal optou por aumentar recursos para o BNDES e outros bancos públicos com o objetivo de o crédito ajudar a produção, o consumo e segurar os postos de trabalho.
Este talvez seja o grande nó do embate hoje.
O grupo de economistas neoliberais, que estava no governo FHC e agora comanda as propostas de campanha de Aécio Neves, defende a implantação da política de “austeridade” no Brasil.
O objetivo é provocar uma recessão, como ocorre na Europa, que gera desemprego e reduz salário dos trabalhadores. Em consequência, poderá reduzir ao máximo políticas   como o PAC, Minha Casa, Minha Vida.
Ou seja, risco de retorno das políticas de redução do tamanho do Estado que costumam proteger os ricos e jogar nas costas do trabalhador os custos da crise econômica.
Essa política provoca graves efeitos colaterais, já que promove  a corrosão das bases da democracia e gera o crescimento de movimentos de cunho fascista ou neonazista, como os que assistimos na Europa.
Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, num debate a respeito da propaganda política do PT sobre o perigo de uma voltada ao passado, afirmou que o PT também é o passado.
O debate não é sobre o passado, pois todos sabem que a crise de 2008 representou um grande questionamento do pensamento único neoliberal.
Fernando Henrique deveria lembrar que olhar para trás e entender o passado é fundamental para pensar o presente e projetar o futuro.
Nesse sentido, o debate político começa com as declarações do presidencial Aécio Neves (PSDB), que deseja implantar “medidas impopulares” em seu hipotético governo.
Desse modo, o que estará em jogo nas eleições de 2014 é quem deve pagar as contas da crise mundial.
Faremos como dirigentes europeus, que preferiram a recessão e o alto desemprego e agora colhem  o crescimento da extrema direita, do racismo e da xenofobia?
A resposta a esta questão virá em outubro, quando o povo escolher o(a) novo(a) presidente(a).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PAC não entra na recessão

A ministra do Planejamento, deu um banho de água fria na turma da “roda-presa”: com crise ou sem crise, os investimentos do Brasil em infraestrutura não vão ser reduzidos.

“Em relação ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), nós faremos da mesma maneira que em 2009, no auge da crise internacional: vamos manter os recursos previstos. Eles geram empregos e garantem o crescimento da economia”, disse ele em almoço com empresários em São Paulo. Nenhum ministério tem orçamento previsto para 2012 menor que o de 2011 e garantiu que as empresas de energia não serão afetadas. Tradução: não vão ser cortados os investimentos da Petrobras e na construção das novas hidrelétricas.

post do tijolaço

terça-feira, 3 de agosto de 2010

PAC DO EXÉRCITO


“A corporação se transforma na maior construtora do País ao deslocar 11 mil militares para tocar 80 obras, num valor de R$ 2 bilhões.

Uma sofisticada pavimentadora de concreto trabalha na restauração da BR-101, na divisa entre a Paraíba e Pernambuco. Importada da Alemanha por R$ 4 milhões, chama a atenção pela lataria camuflada. Ela pertence ao Exército, a construtora encarregada da obra e, nos últimos anos, um dos mais importantes braços executores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O governo tem delegado à farda verde-oliva uma parcela expressiva das obras federais, num portfólio que se destaca não só pelo valor, mas por sua relevância para a infraestrutura nacional. São canteiros distribuídos em rodovias, portos e aeroportos, com orçamento superior a R$ 2 bilhões. Muitas não saíam do papel, em grande parte, devido a irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Para evitar atrasos, o Exército emprega todos os 11 mil homens de sua Diretoria de Obras e Construção em cerca de 80 projetos. O Exército é hoje a maior empreiteira do País, reclama João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias.

A bronca é natural. Poucas construtoras no País têm hoje uma carteira de projetos como a executada sem licitação pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros ou R$ 1,8 bilhão estão a cargo da corporação. Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano.

Os militares refutam as críticas de concorrência desleal. Não estamos aqui para competir com a iniciativa privada. Apenas participamos do esforço do governo para diminuir as diferenças regionais e, ao mesmo tempo, ser instrumento do Estado para regular um mercado em conflito, disse à DINHEIRO o general de divisão Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor de obras e cooperação do Exército. A primeira missão nessa estratégia foi a reforma de três trechos da BR-101, principal rodovia costeira do País. É um bolo de R$ 1 bilhão que as empreiteiras disputaram, mas não saborearam, por conta das sucessivas disputas judiciais.

O governo repetiu a dose em estradas paralisadas havia anos sob acusação de irregularidades ou problemas ambientais. Casos da BR-163, conhecida como Cuiabá-Santarém e da BR-319, entre Porto Velho e Manaus, construída em 1974, mas que, abandonada pelas autoridades, foi absorvida pela Floresta Amazônica. Faremos da BR-319 a primeira rodovia verde, disse à DINHEIRO o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Para as empresas de transporte, a recuperação da deteriorada malha rodoviária brasileira é motivo de comemoração. Vemos com entusiasmo o fim dos imbróglios que retardavam a recuperação de importantes trechos rodoviários, afirma Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte.

Estima-se que, ao serem concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. A corporação não pode lucrar com os serviços que presta. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

O esforço é maior nos aeroportos. A Infraero entregou aos militares as obras de restauração de uma das pistas de pouso e do pátio de aeronaves do Aeroporto Internacional de Guarulhos, avaliadas em R$ 43 milhões, depois de dois anos de paralisação por determinação do TCU. Suspensos por desvio de recursos, os projetos dos aeroportos de Vitória e Goiânia também podem ser concluídos pelo Exército. A transferência era absolutamente indispensável para retomarmos o nosso cronograma operacional, explica Jaime Parreira, diretor de obras da Infraero.”

FONTE: reportagem de Guilherme Queiroz publicada na revista “Isto É Dinheiro” desta semana.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Por um PAC 3, do trabalhador (para garantir os PACs 1 e 2).

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O governo está apostando todas as suas fichas na solidez da economia e nos Programas de Aceleração do Crescimento (PACs), mas as atuais condições de trabalho e a falta de profissionais qualificados para sustentar o crescimento e a conclusão das obras podem transformar nosso futuro num pesadelo.

Por Miguel Torres*, na Folha de S.Paulo

Por isso, defendo um PAC 3 — o PAC da qualificação e da valorização do trabalhador, de forma a garantir os PACs 1 e 2. E o que seria o PAC 3? Um programa para a qualificação profissional com investimentos em programas de treinamento e para a criação de condições efetivas para mais segurança no trabalho (menos horas extras), mais tempo para consumir cultura, educação (redução da jornada semanal para 40 horas) e se relacionar de forma democrática com o empregador, buscando mais qualidade e produtividade.

Qual é a situação hoje? Jornadas extenuantes, com excesso de horas extras, acidentes de trabalho, pouco tempo para a cultura e educação, relações conflituosas com empregadores e desemprego por falta de qualificação (6,5 milhões de desempregados). Uma empresa como a ThyssenKrupp, que acabou de inaugurar uma siderúrgica no Rio, mandou 210 empregados estudarem na Alemanha, treinou por sua própria conta outros 1.700 e "importou" 600 chineses para a obra.

O estaleiro Atlântico Sul (PE) trouxe de volta do Japão 200 soldadores brasileiros. Isso acontece porque Senai, Senac e Senar, órgãos do "Sistema S", treinam apenas 20% de sua mão de obra, com recursos milionários arrecadados das folhas de pagamento. E cobram para fazer isso, numa atitude a meu ver irregular, que o MEC tentou, mas não conseguiu mudar.

As grandes empresas investem recursos próprios na qualificação de profissionais para suas vagas, mas as pequenas e médias não têm esses recursos, embora sejam quem mais oferece empregos. De pouco vale os ministérios do Trabalho, da Educação e da Ciência e Tecnologia afirmarem que também as empresas têm de contribuir. Têm, mas poucas podem fazer isso por terem acesso ao crédito barato do BNDES. As menores, não.

Faltam soldadores, operadores de máquinas, técnicos de manutenção, pedreiros, azulejistas, padeiros, caixas, garçons etc. Embora perto de 6 milhões de trabalhadores já recebam, anualmente, algum tipo de qualificação, será preciso formar mais 1,3 milhão neste ano, quando mais 1,7 milhão de pessoas entrarão no mercado de trabalho.

Os programas de qualificação do governo FHC, que chegaram a treinar 2 milhões de trabalhadores por ano, foram interrompidos e muito pouco foi colocado no lugar. O programa similar, tocado pelo Ministério do Trabalho, não treina 300 mil pessoas por ano!

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tem pregado no deserto, pleiteando mais recursos para a qualificação, mas a equipe econômica cortou o orçamento. No último ano de seu governo, Lula precisa ouvir três ministérios (Trabalho, Educação, Ciência e Tecnologia), aprovar créditos suplementares e iniciar programa de qualificação significativo.

Basta ir ao Sine (Site Nacional de Empregos) ou ao Centro de Solidariedade da Força Sindical para ver a tragédia: empresas oferecendo vagas, trabalhadores se candidatando, mas não as preenchendo por falta de qualificação. O governo precisa criar um PAC 3 e apoiar, entre outras coisas, a redução da jornada semanal para 40 horas, sem horas extras. Com mais tempo livre, o trabalhador poderá melhorar sua qualidade de vida consumindo cultura ou requalificando-se profissionalmente.

* Miguel Torres é presidente em exercício da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PAC: 87% das obras de habitação já foram contratadas


Os investimentos públicos em habitação e saneamento básico estão saindo do papel em ritmo bem acelerado. O governo federal apresentou hoje o 10º balanço de desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cuja primeira fase vai de 2007 até este ano.

Entre as obras de habitação, dos R$ 19,3 bilhões de investimentos selecionados, R$ 16,8 bilhões já estão contratados. Nas obras de urbanização de favelas, a previsão é que 38% das ações sejam concluídas até 2010. No saneamento, 86% das obras já foram iniciadas e 45% devem estar concluídas até o fim deste ano.

Até abril deste ano, 46,1% das ações do PAC foram concluídas, o que representa investimentos de R$ 302,5 bilhões – do total previsto de R$ 656,5 bilhões no período 2007-2010. De acordo com o levantamento anterior, em dezembro de 2009, o percentual geral de execução era de 40,3%.

* com informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Nordeste puxa a fila!

post do tijolaço.

Há uma notícia que vai ser pouco lida, porque só saiu no Valor Econômico, mas que eu faço questão de dividir aqui com vocês. A região Nordeste vem aumentando sua participação no volume total do crédito no Brasil. No fim de 2004, estavam lá 9,5% do saldo das operações de crédito, este ano, subiram 11,6% ,em janeiro. No mesmo período, a participação do Norte passou de 3,21% para 3,58%, e a do Centro-Oeste foi de 9,23% para 9,32%.

O Nordeste tem 27% da população brasileira. Essa, portanto, deve ser sua participação ideal numa economia equilibrada. O avanço, que pode parecer pequeno, representa, proporcionalmente, muito. Principalmente porque tem sido enorme a expansão do crédito no país, como um todo.

Diz a matéria que o Nordeste lidera a expansão do crédito nos últimos cinco anos em termos percentuais, com alta acumulada de 331,5% até o fim de 2009. Em segundo lugar aparece o Norte, com avanço de 296%, seguido por Centro-Oeste (259%), Sul (245,7%) e Sudeste (243,6%). De olho neste potencial, os bancos estão aumentando sua rede de agências e postos na região.

Sinal que esta região historicamente injustiçada está avançando e- que bom para todos nós – tornando o Brasil um país menos desigual. Ano passado, uma matéria do Estadão mostrou que mesmo no pior da crise, no Governo Lula, o crescimento do Nordeste ficou acima da média nacional. Um carioca-gaúcho como eu só pode ficar feliz vendo nossos irmãos nordestinos, finalmente, tendo direito a um quinhão do progresso brasileiro.

O triste é que continue existindo tanto preconceito. Ao ler o jornal impresso, com a matéria correta e muito informativa do repórter Murillo Camaroto, do Recife, me deparei com um subtítulo e uma abertura que, certamente, foram acrescentados na edição, em São Paulo: “NORDESTE ROUBA FATIA DAS DEMAIS REGIÕES BRASILEIRAS NO CRÉDITO”, seguida do texto que diz que “o crescimento da oferta de crédito no Nordeste, que há pelo menos cinco anos avança em ritmo mais acelerado que o das demais regiões do país, é alimentado com recursos captados na Região Sudeste, centro financeiro do país(…) “

Dá para perceber quanto preconceito se contém nessa forma de apresentar os fatos. Um pena que existam pessoas na elite brasileira que não conseguem entender que este país não poderá ser bom para ninguém se não puder ser bom para todos. O castigo do egoísmo é o medo e o drama de ter, mais cedo ou mais tarde, sua vida invadida pela miséria que cerca sua riqueza.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Crédito imobiliário cresce 41% em 12 meses.


BRASÍLIA - O crédito imobiliário registra alta de 41,6% nos 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, taxa recorde de expansão de acordo com o Banco Central (BC). A relação com o Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 2,2% em fevereiro de 2009 para 3%.


O estoque de financiamentos habitacionais era de R$ 96,76 bilhões no mês passado, com uma alta de 2,7% sobre a posição de janeiro.

Os dados do BC mostram ainda que o ritmo de crescimento é maior nas operações com recursos obrigatórios, como a captação em caderneta de poupança, com alta de 47,1% no acumulado em um ano. E o financiamento em operações a taxa livres tinha aumento de 34,9% no mesmo período.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, apesar da forte expansão vivida pelo mercado imobiliários, o volume "ainda é muito baixo" na relação com o PIB.

"As razões para isso podem se resumir no fato de que, para emprestar a longo prazo, tem que captar também no longo prazo. E só agora estão surgindo os instrumentos para isso", explicou ele, citando a recente criação da Letra Financeira (LF) para captação acima de dois anos, pelos bancos.

(Azelma Rodrigues | Valor)

terça-feira, 23 de março de 2010

E agora José? Dilma promete mais 2 MILHÕES de moradias populares.


A construção de moradias populares, no próximo governo, deverá beneficiar dois milhões de famílias – o dobro da meta fixada para o programa Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2010-, afirmou ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em discurso na abertura do 5º Forum Urbano Mundial, no Rio de Janeiro.

Habitação Popular

A ministra exaltou a política habitacional do governo, voltada para os mais pobres, e disse que o Minha Casa, Minha Vida acabou com uma “ficção” existente no país: a crença de que o mercado daria conta de construir casas para a população que tem renda mensal de até três salários mínimo. “Essa parcela da população não tem renda suficiente para sobreviver, comprar alimentos e produtos básicos e, ao mesmo tempo, pagar a prestação de uma casa ou apartamento”, observou Dilma ao defender a decisão do governo de subsidiar, em vez de financiar, a compra de moradias pelas famílias pobres.

A ministra destacou ainda, como iniciativa importante do Governo Lula, o retorno do Estado a áreas que vinham recebendo pouca atenção, principalmente comunidades pobres e favelas. “Nos últimos quatro anos, investimos em urbanização de favelas, construção de moradias para populações de baixa renda e saneamento básico algo em torno de US$ 144 bilhões”, acentuou.

Brasília Confidencial.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu, o PAC e as mentiras do PIG.


Por Clovis Campos

Eu e o PAC

A BR 101, na direção Recife, por onde passo pra visitar meus netos, está quase toda duplicada, mas tem sido um trânsito de tratores e máquinas infernal. Ainda na semana passada fiquei pelo menos vinte minutos parado porque estavam inaugurando a duplicação do trecho paraibano. Estão duplicando mais de mil quilômetros dessa estrada ao mesmo tempo!

A BR 230 – a Transamazônica que deu certo – aqui perto de João Pessoa está uma lástima: o PAC está construindo três viadutos de acesso e retorno sobre as duas pistas recém inauguradas. E pior, depois de ter duplicado a estrada até Campina Grande, já planeja sua duplicação até Teresina! Vai ser um trânsito insuportável por uns dois ou três anos. Felizmente a duplicação desta e de outra estrada, a que liga Campina a Caruaru, não me afetam. Nunca vou para lá.

O bairro do Bessa está um deus nos acuda: mais de sessenta ruas estão recebendo tubulação de esgoto e pavimentação! Não há cristão que aguente tanta poeira.

Mês passado, o governador José Maranhão foi a Campina Grande inaugurar uma adutora que resolveu o problema de abastecimento d’água de toda região até o ano 2025. Um milhão de pessoas beneficiadas? Quinze Anos pra frente? Porque tanto desperdício? Essa obra do PAC poderia ser bem menor.

A tal da transposição do Rio São Francisco, outra obra faraônica do PAC – e que vai secar o pobre rio – já esta chegando à Paraíba. Criou apenas dez mil empregos no sertão.Os demagogos dizem que essa obra vai permitir irrigação de dezenas de milhares de hectares de terra paraibana. Para que? O Brasil já não exporta muitos produtos agrícolas? De mais a mais o povo do sertão está habituado a conviver com a seca.

Dia 1º de Março teve início a licitação para a construção do porto de águas profundas de Cabedelo. Vão investir oito bilhões de reais na construção de mais um porto numa região que dispõe de dois outros grandes portos: Suape (PE) e Pecém (CE). Só porque a capacidade de ambos se esgotará dentro de seis anos? Mesmo criando alguns milhares de empregos diretos e indiretos tal obra é um exemplo da irresponsabilidade fiscal promovida pelo PAC.

“Last but not least”, a causa de minha maior irritação com esse tal de PAC: minha garagem ficou interditada mais de quinze dias porque estão universalizando a rede de esgotamento sanitário de Cabedelo e da grande João Pessoa. E naõ adianta lavar o carro!

Portanto, não venha me falar que esse tal de PAC não existe ou não funciona. Eu já estou com o saco cheio dele!