terça-feira, 12 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Banestado: ali começou o "não vem ao caso"
EXCLUSIVO: o DCM joga novas luzes sobre o Escândalo do Banestado
Por Renan Antunes de Oliveira
Se alguém suspeita de parcialidade da
Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário na caça aos corruptos
deve comparar a Lava Jato com o quase esquecido Escândalo Banestado para
tirar sua conclusão.
Foi o escândalo da hora na Era FHC, entre 1996 e 2003, também nas mãos do juiz Sérgio Moro, mas sem a pirotecnia do Petrolão.
Um retrato da época mostra que nem todo delegado federal é um caçador de petistas.
Que nem todo procurador do MPF investiga corruptos em nome de Deus.
E que o juiz premiado não teve o mesmo apetite justiceiro diante dos poderosos do tucanato.
O Escândalo do Banestado serviu de
modelo para as grandes operações midiáticas Mensalão e Petrolão da Era
Lula-Dilma e é o melhor exemplo do pior das três instituições, cinco se
incluídos Legislativo e Imprensa.
Nele, apurou-se que 124 bilhões de dólares foram levados e lavados no exterior.
Nele, estavam envolvidos grandes empresas (Globo) e políticos expressivos.
Mas estranhamente a CPI do caso deu em nada.
E o Judiciário, no primeiro grande caso nas mãos de Moro, jogou pesado com laranjas, prendendo apenas chinelões.
O procurador Celso Três e o delegado
José Castilho levantaram a tampa do esgoto e se deram mal – suas
carreiras acabaram quando denunciaram tucanos e seus aliados.
Castilho e Três viraram críticos das instituições em que trabalham. A experiência pioneira deles foi desprezada pela cúpula.
Hoje seus nomes ainda são respeitados
entre a maioria dos colegas. Mas seus exemplos de seriedade, honestidade
e competência não empolgaram as novas gerações. Muitos viram que agir
como eles é ruim para a carreira.
Ninguém duvida: suas carreiras
estagnaram por apontar culpados com longa folha de serviços prestados à
elite que domina o país há séculos, o verdadeiro centro do poder.
Esta é a história deles.

(Castilho)
Delegado Castilho: “Lava Jato vai pegar Renan, Jucá, Cunha e Temer”
“Tenho convicção que a Lava Jato pegará
Renan (Calheiros, presidente do Senado), Jucá (Romero, senador), Cunha
(presidente afastado da Câmara) e até o Temer (Michel, presidente da
República)”, disse o delegado federal José Castilho Neto, 56, em
entrevista ao DCM.
Castilho é referência dentro da PF. Tem fama de competente e incorruptível.
Castilho é referência dentro da PF. Tem fama de competente e incorruptível.
Está na geladeira desde que conduziu o
inquérito do Escândalo do Banestado, no governo tucano de FHC – rombo de
124 bilhões de dólares que bota Mensalão e Petrolão no chinelo.
Castilho diz que “a Lava Jato não está
só atrás de petistas, como parece. Ela busca atingir a corrupção no
núcleo do poder da República, agora é a vez de ir atrás dos outros”.
Acredita nisso “porque é a PF e o MPF
que estão comandando a luta contra a corrupção, o juiz Sérgio Moro só se
manifesta com base nas ações e pedidos destas duas instituições”.
Castilho está na geladeira da PF desde
2003, quando esteve no auge, na transição de FHC para Lula. O posto dele
em Joinville é considerado menor: “É o meu exílio profissional”.
Ele acredita que foi posto lá porque
“denunciei na TV o envolvimento de gente da cúpula do governo FHC no
caso Banestado”. Castilho afirma que “a linha divisória entre a
impunidade da classe dominante e período de vigência da lei foi o caso
Banestado”.
Ele é considerado precursor no uso das
técnicas de investigação adotadas pelas equipes da PF. Castilho já tinha
trabalhado com o juiz Moro no Banestado, onde rastreou contas
internacionais de empresários e políticos. Foi o primeiro a prender o
doleiro Alberto Youssef, o delator zero do Petrolão.
Castilho revela mágoas por ter sido
afastado na transição do governo FHC para Lula “pela panelinha que
comanda a PF”, mas acha que a vida é assim, “é a dinâmica do poder”.
Ele atribui sua queda e exílio em
Joinville (depois de outros postos menores ainda) porque “fiz a denúncia
pública dos nomes de gente poderosa cujas contas no exterior foram
reveladas, entre eles Jorge Bornhausen, José Serra, Sérgio Motta e do
operador de FHC, Ricardo Oliveira”.
Castilho lembra que estava em Nova York
trabalhando no rastreamento quando foi chamado de volta e afastado da
operação. Foi quando ele procurou a mídia para fazer as denúncias.
Encontrou um paredão, porque entre as
empresas que usaram o recurso ilegal de enviar dólares para o exterior
estavam Rede Globo, Editora Abril, RBS e Correio Braziliense.
Seu momento de glória foi fazer a
denúncia na Record, num programa nas altas horas, audiência quase zero –
digite o nome do delegado e veja no You Tube. Em 2003, o caso Banestado
rendeu uma CPI que deu em pizza.
Castilho foi a estrela dela, levando um
livrão verde com a lista dos nomes de 3 mil pessoas com contas em dólar
no esquema, entre mandantes e laranjas. Ele brandiu o livro no ar no
plenário da Câmara, sem sucesso: “Havia gente poderosa envolvida, tinha
gente lá de dentro, é claro que iriam abafar e foi o que fizeram”.
Ele diz que no início do governo Lula
foi trazido de volta ao lado bom da carreira por iniciativa de José
Dirceu. “Mal eu comecei a mexer, fui outra vez afastado,
definitivamente”. Castilho sorri quando explica sua versão: “Acharam que
eu era petista, mas não sou nada. Sou contra a corrupção. Acho que o
pessoal do PT aprendeu como se fazia no Banestado e preferiu não mexer
no esquema”.
O Banestado sumiu da mídia quando começou o Mensalão. E o Petrolão substituiu o Mensalão.
Castilho diz acreditar que “o pessoal (da PF) que hoje atua na Lava Jato é movido não por sua preferência política, como muitos acreditam, porque cada um tem a sua, mas sim por uma imensa vaidade. É a mídia, é querer aparecer, estar na vanguarda, tudo pura vaidade”.
Castilho diz acreditar que “o pessoal (da PF) que hoje atua na Lava Jato é movido não por sua preferência política, como muitos acreditam, porque cada um tem a sua, mas sim por uma imensa vaidade. É a mídia, é querer aparecer, estar na vanguarda, tudo pura vaidade”.
Para Castilho o episódio em que Moro
jogou no ar a gravação do tchau querida “foi um erro”. Aí, pensou um
pouco e elaborou uma frase mais light: “Muito antes de eventuais desvios
(do juiz) há um mar de descumprimentos legais”.
Castilho disse que a PF foi modernizada
na Era Lula e cresceu muito. “Ganhamos verbas, carros, tudo, mas o foco
eram prefeitinhos e pequenos casos regionais”, lamentou.
Ele acredita que “por muito tempo a
maior operação da PF foi a ‘cortina de fumaça’, qualquer coisa que não
chegasse ao núcleo do poder”.
Castilho acha que “no governo FHC não
havia interesse em ir fundo, porque era um governo corrupto. Depois, a
PF modernizada foi atrás dos prefeitinhos. Só agora é que o foco está em
derrubar o núcleo no poder, seja de que partido for”.
Ele admite que “mesmo assim o que se vê
é uma mira certeira em partidos de esquerda e outros que deram
sustentação a um governo de centro-esquerda”.
Castilho se sente orgulhoso de ter
contribuído no combate contra a corrupção. Ensina às novas gerações de
delegados que “dinheiro não some, alguém fica com ele” e que o caminho
“é sempre seguir a trilha dele”.
O delegado disse que fez sua parte
“deixando uma longa lista de criminosos de colarinho branco que continua
em ação, mas que já foram identificados. Está tudo num arquivo digital
na Divisão de Ações contra Ilícitos Financeiros, que deixei lá”. Segundo
ele “ali está o mapa da corrupção, estranhamente abandonado”.
Com sua experiência, sabe que seria mais útil se pudesse voltar ao núcleo de elite da PF.
Aceita, no entanto, o destino: “Minha rotina é perigosa, mas é a mesma de muitos policiais. Acordo cedo, boto uma pistola na cintura e saio com minha equipe para caçar traficantes. Alguém tem que fazer este trabalho.”
Aceita, no entanto, o destino: “Minha rotina é perigosa, mas é a mesma de muitos policiais. Acordo cedo, boto uma pistola na cintura e saio com minha equipe para caçar traficantes. Alguém tem que fazer este trabalho.”

(Três)
Procurador Celso Três: “Conspiração da Justiça derrubou Dilma”
O procurador federal Celso Antônio Três
(55), membro do grupo anticorrupção do MPF, é um crítico da Lava Jato:
“Janot (Rodrigo, procurador geral) e Sérgio Moro fizeram uma conspiração
da Justiça contra a política para dar o golpe que derrubou a presidente
Dilma”.
Ele fala com a autoridade de ter sido o
primeiro procurador federal a seguir a trilha de volumosa quantia de
dinheiro desviado do Brasil para o exterior – o Escândalo Banestado em
2003. Um trabalho de investigação monumental, sem os recursos que o MPF
tem hoje.
Em entrevista ao DCM o procurador
afirmou que “é inconcebível essa intromissão da Justiça na política. É
evidente que o que vai ficar na história não é essa coisa ridícula da
pedalada fiscal, mas sim a existência de uma conspiração. A divulgação
da gravação da conversa Dilma-Lula foi uma ilegalidade, e isto é
inaceitável vindo de um juiz”.
Celso critica, também, a prisão do
senador Delcídio Amaral. “A Constituição é clara quando diz que um
senador só pode ser preso em flagrante delito e por crime inafiançável.”
Para o procurador “se houve alguma
transgressão foi da própria Justiça, que cometeu ‘um crime de
hermenêutica’ ” (de interpretação da lei) – esta é a palavra usada de
forma irônica dos juristas para criticar o sistema: “Eles foram torcendo
a lei até achar um jeito de enquadrá-lo e forçar a delação”.
Assinalou que “outra coisa grave é
querer condenar políticos por receber doações legais. Se está na lei,
não é vantagem indevida. Esta história de que um parlamentar pode ser
condenado se o dinheiro veio de um desvio (no caso, da Petrobras) é
bobagem, porque precisa se provar que ele tenha participado da origem do
desvio”.
Celso Três fala com a experiência de
ter sido entre 1996 e 2003 o nome mais importante do MPF, por sua
atuação firme e corajosa no Caso Banestado.
Com base na atuação dele o MPF passou a
criar grupos especializados em crimes financeiros . O Judiciário também
criou varas idênticas, sendo a primeira delas a do juiz Sérgio Moro.
Banestado, Mensalão e Petrolão se ligam porque muitos dos procuradores e
o juiz Moro trabalharam em todos eles.
Três vê na Lava Jato “uma excrescência
jurídica e com claros atropelos da Constituição”. Ele trabalhou com
alguns dos integrantes do MPF que hoje estão na força-tarefa da Lava
Jato e acredita que “existe uma natural exacerbação que parece de boa
fé, mas inaceitável. É ridículo um procurador invocar Deus”
(referindo-se, sem citar, ao chefe da equipe de procuradores, Deltan
Dallagnol).
O procurador disse ainda que “mais
atropelos vêm aí, como aquele pacote de 10 medidas anticorrupção enviado
ao Congresso. Não é tarefa do MPF, e além do mais tem erros grosseiros
no item das nulidades, só vai piorar as coisas se for aprovado”. Três
disse também que “a Justiça tem efeito indevido na política, mas o
Brasil é movido por tsunamis”.
Três comandou o inquérito das contas
CC5 do Caso Banestado. O modelo de investigação quebrou o sigilo de
milhares de pessoas e empresas, flagrando as irregularidades.
Ele ainda hoje mantém cópia dos volumes
do inquérito em seu gabinete. Gosta de exibi-los aos interessados.
“Nunca se pôde fazer justiça porque o governo FHC tinha altos membros
envolvidos. Parte do dinheiro serviu para compra de votos para a
reeleição dele, outro escândalo da época”, lembra, manuseando os
documentos.
“Nós do MPF tivemos que desmembrar cada
ação por domicílio fiscal dos suspeitos, o que se tornou um pesadelo. O
Banco Central e a PF nunca colaboraram efetivamente, até atrapalhavam
as investigações, visivelmente por ordem do Executivo. Por causa disso
os principais mandantes nunca foram presos”.
Celso diz que “os efeitos do caso
Banestado até hoje são sentidos. O atual governador do Paraná, Beto
Richa, tinha despachado para o exterior 1 milhão de dólares, sem
comprovar a origem do dinheiro”.
Ele exibe documentos e mostra que o
Banco Araucária (do ex-senador e governador biônico catarinense Jorge
Bornhausen) enviou para o exterior 2,4 bilhões de dólares.
“Nossa experiência de combate à
corrupção serviu como modelo para a Lava Jato. Não pudemos avançar
porque a CPI deu em pizza. E um dos entraves foi quando flagramos a Rede
Globo e a RBS mandando dinheiro para fora”.
A carreira de Três declinou depois que
ele fez as denúncias da mídia para a mídia – nunca foi indicado para
nenhum prêmio. Pior: só recebeu ameaças de morte. Foi movido para outras
comarcas.
Lotado em Santa Catarina no ano 2000,
iniciou um processo que o botou na geladeira de vez: tentou quebrar o
monopólio da RBS (repetidora da Globo) no estado. Ele sustenta que a
empresa “monopolizou a imprensa em SC, controla rádio, jornais e TVs,
ferindo a Constituição”.
O caso ainda está pendente de decisão
do TRF4, em Porto Alegre. Celso Três é procurador em Novo Hamburgo, no
interior do Rio Grande do Sul.
ENTENDA O ESCÂNDALO DO BANESTADO
O que é: maior caso de evasão de divisas do Brasil.
Quanto: 128 bilhões de dólares. Quase 420 bilhões de reais ao câmbio atual.
Quando: 1996 a 2003.
Onde: epicentro em Foz do Iguaçu (PR), com raio de ação em todo Brasil, Nova Iorque e Bahamas.
Origem do nome: o caso foi descoberto na agência do Banestado, em Foz do Iguaçu.
Investigados: 3 mil pessoas, empreiteiras, mídia, bancos e casas de câmbio.
Condenados: 26 laranjas, nenhum político ou empresário poderoso.
Legado: o modelo de investigação
internacional reinventou o papel do Ministério Público Federal, criou as
bases da moderna Polícia Federal para investigar crimes financeiros,
obrigou o Judiciário a criar varas especializadas como aquela que Sérgio
Moro comanda, forçou o Executivo a reequipar a PF e o MPF, e serviu de
modelo para a Lava Jato.
Personagens: Procurador do MPF Celso Três e delegado da PF José Castilho Neto.
COMO FOI
Mídia envia dinheiro ao exterior e boicota escândalo
Políticos e empresários usaram doleiros
e laranjas para remeter dinheiro para paraísos fiscais entre 1996 e
2003, burlando o sistema legal de remessa pelas contas internacionais
conhecidas como CC5 (por isso também conhecido como Escândalo das CC5). O
MPF em Foz do Iguaçu descobriu a fraude porque a agência local do
Banestado enviou para a agência de Nova York cerca de 30 bilhões de
dólares – o total com outros bancos chegou aos 124 bilhões.
A movimentação era demais naquele final
dos anos 90 e levou o até então desconhecido procurador Celso Três a
começar a investigação. Como o MPF não tinha técnicos e
supercomputadores, quem deu início ao rastreamento de contas pela
internet foi um motorista do órgão. Apaixonado por computadores, ele
usou um PC apreendido de contrabandistas para descobrir a fraude.
O procurador formou dupla com o
delegado federal José Castilho Neto para levar a investigação aos
Estados Unidos, seguindo a trilha do dinheiro enviado para o exterior. A
investigação identificou dezenas de doleiros, entre eles o mesmo
Alberto Youssef delator da Operação Lava Jato, e cerca de 3 mil laranjas
(pessoas comuns, usadas por políticos e empresários para enviar
dinheiro em seus nomes).
Foram flagrados com remessas ilegais os
políticos Jorge Bornhausen, José Serra, Sérgio Motta (já falecido),
Ricardo Oliveira (operador nas campanhas de FHC e José Serra) e até o
jovem Carlos Alberto Richa (Beto Richa), hoje governador do Paraná, que
remeteu 1 milhão de dólares. Quase todos eram da cúpula do governo FHC. O
doleiro Youssef foi preso e tornou-se delator pela primeira vez. O
trabalho do procurador e do delegado deu base para a abertura de uma
CPI, em 2003.
A mídia promoveu boicote depois que
foram apresentados documentos de remessa ilegal de dinheiro pela Rede
Globo, Editora Abril, RBS e Correio Braziliense. No front político, a
investigação do Banestado morreu na CPI. No front jurídico, o MPF e a PF
foram esvaziados, perdendo poderes. Ainda em 2003, quase no final, um
novo juiz assumiu o caso: Sérgio Moro. Mas as investigações não
avançaram.
O procurador e o delegado foram
afastados. A investigação foi desmembrada, numa decisão que depois se
mostrou equivocada ou, quem sabe, muito bem calculada para chegar aonde
chegou: a nada. Cada laranja deveria enfrentar processo em seu domicílio
fiscal, em dezenas de comarcas pelo Brasil. Houve 91 prisões de ”peixes
miúdos”, do quais só 26 foram efetivamente fisgados. Muitas das ações
ainda estão dormindo nos tribunais. Parece que a Justiça se
desinteressou depois que o Mensalão (2004) pintou na mídia. É um
pesadelo logístico saber quantas ações do caso Banestado já caducaram.
Chegou a hora de os brasileiros conhecerem os pecados de Serra.
por : Paulo Nogueira
Estava demorando demais para o nome de Serra aparecer nas delações.Não mais.
Neste domingo, o colunista Lauro Jardim, do Globo, afirmou que Serra será citado em duas superdelações, ambas de empreiteiras com antigos vínculos com o PSDB, OAS e Odebrecht.
Não que Serra esteja na iminência de colocar uma tornozeleira. Moro e a Lava Jato são parciais demais para punir tucanos, e Serra é amiguinho dos donos da mídia.
Mas as citações têm um valor simbólico que não se deve desprezar. Cai a máscara de mais um tucano demagogo, cínico, hipócrita, um moralista canastrão que acusa à luz do dia outros por coisas que faz no escuro.
Serra é da mesma turma, ou gangue, de FHC e Aécio. Ambos não hesitaram nos últimos anos em chamar os adversários petistas de corruptos mesmo tendo um passado tenebroso. Não só o passado, aliás.
São políticos que se locupletam e ao mesmo tempo manipulam os brasileiros. Falam abusiva e malandramente de corrupção para desviar a sociedade do debate sobre o verdadeiro câncer nacional: a desigualdade.
Prevaricaram sempre na certeza da eterna impunidade.
Eles nunca tiveram sequer o constrangimento moral de serem vinculados a atos corruptos. A imprensa cuidou de zelar pela imagem de pureza — fajuta — deles.
Só recentemente, com as delações de gente como Sérgio Machado, a festa acabou. A frase que marca o choque de realidade é exatamente de Machado. “Fui dez anos do PSDB. Não sobra ninguém.”
Todos têm seus esquemas. Apenas nada era noticiado. As denúncias de corrupção nas manchetes de jornais e revistas — boa parte delas frágeis ou até inventadas — sempre estiveram concentradas no PT.
É um avanço enorme para o país que políticos do naipe de Aécio e Serra já não possam mais fazer campanhas à base do mentiroso combate à corrupção.
É como aqueles pastores conservadores que condenam selvagemente a homossexualidade e depois são pilhados numa boa gay. Pelo menos você pode saber que o discurso de ódio deles morreu.
Serra não é só um demagogo. É um inepto. Em seus dias de prefeito de São Paulo não conseguiu salvar sequer as árvores da cidade, que desabavam a cada chuva mais morte. Levou também constantes bailes dos pernilongos paulistanos.
No governo de São Paulo tagarelou sobre meritocracia ao mesmo tempo que arrumava cargos para a família de Soninha. No Senado, deu um cabide para a irmã da ex-amante de FHC.
Serra é um caso de ambição maior que a competência. Acha que nasceu para ser presidente, embora os eleitores estejam cansados de dizer que não concordam.
Demorou, mas, graças às delações da OAS e da Odebrecht, os brasileiros estão prestes a conhecer o Serra real.
É medonho.
domingo, 10 de julho de 2016
O mundo de Temer
Imagine um mundo onde não haja SUS, as pessoas tenham que trabalhar 11 horas por dia, sete dias por semana (as tais 80 horas), e que só possam se aposentar aos 75 anos de idade, independente de terem começado a trabalhar aos 14.
Imaginou?
Pois, o Temer imaginou!!!
Você merece, golpista
Gilson Caroni Filho
Lembra o patinho da Fiesp que você achava bonitinho? Ainda recorda da
panelinha que você batia? Decorou as besteiras que você vociferava? Viu
no que deu? Empresários estão propondo jornada de trabalho de 12 horas
diárias. Agora, amiguinho golpista, some a isso o tempo de locomoção no
trânsito. Não fale em crise, trabalhe. Não reclame do cansaço. Leia a Veja nas horas vagas. Desculpe, esqueci que isso deixará de existir. Relaxe, você merece
sábado, 9 de julho de 2016
Como Cunha, Moro também será descartado assim que não for mais necessário
por : Kiko Nogueira
Os caminhos de Eduardo Cunha e Sérgio Moro vão se cruzar não apenas na Justiça, mas num espectro mais amplo da vida nacional.
O chamado acordão com o governo interino para livrar Cunha da cassação passava pela renúncia da Câmara. Foi um gesto para salvar o mandato, mas ele sabe que o STF não livrará sua cara. Vai espernear, mas está morto.
O cadáver será mantido em formol pelo comparsa Michel Temer, que deve ao colega o cargo que ocupa. Entregou a mercadoria, fez o impeachment, sua situação ficou insustentável e agora ele será atirado aos tubarões.
Roberto Requião está correto quando diz que “Cunha é o Judiciário e Cunha é a mídia”. Segundo o senador, são todos a mesma coisa.
Moro e Cunha foram saudados como heróis por sua luta contra o diabo, o PT. Em janeiro de 2015, Cunha deu seu recado sobre o que faria se assumisse o comando da Câmara.
“Regulação de mídia, jamais. Eu colocaria na gaveta. Não faz parte do meu propósito. Eu sou muito claro, transparente para que todos saibam que eu eleito presidente da Câmara não darei curso a um projeto desse tipo”. Assumido o cargo, foi mais enfático: “Regulação de mídia e aborto só por cima do meu cadáver”.
Cunha caiu na quinta feira 7 de podre. Nunca foi incomodado em décadas de crime. Sua mulher permaneceu como apresentadora da Globo quando folha corrida do marido já era notória.
Barbosa e Moro foram adotados pela Globo. Receberam ambos o prêmio de Personalidade do Ano. No palco, Barbosa falou: “Vejo que a vida pública deve ser e tem que ser vigiada pela imprensa. Não consigo ver a vida do Estado e de seus agentes e personagens sem a vigilância da imprensa. Na minha concepção, a transparência e abertura total e absoluta devem ser a regra.”
Moro disse a mesma coisa, com ligeiras variações. A imprensa tem tido um papel fundamental na Lava Jato “levando a informação de tudo o que acontece no processo para o público em geral. É a Constituição que determina que o processo deve ser, em regra, público, e apenas, excepcionalmente, ser conduzido em sigilo.”
Barbosa desapareceu. Cunha virou vilão enquanto se prepara para a cana.
Moro ainda é necessário, sobretudo, porque está na rota de Lula para as eleições de 2018 e porque pode, eventualmente, prendê-lo — possibilidade esta que, a cada dia, parece mais remota.
Mas ele tem prazo de validade. A Lava Jato não vai durar para sempre. Como na indústria de celebridades, os ídolos cansam e precisam ser trocados como fralda de bebê.
Moro será também substituído a partir do instante em que não for mais útil. A questão é quem virá depois dele.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Crime de lesa-pátria: Comissão da Câmara aprova projeto que entrega Pré-Sal às multinacionais
Nesta quinta-feira, 07, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados
Federais que analisa o PL 4567/16 aprovou por 22 votos o parecer do
relator José Carlos Aleluia (DEM/BA)
que tira da Petrobrás a exclusividade na operação do Pré-Sal e acaba
com a garantia que a empresa tem de participação mínima de 30% nos
processos licitatórios para exploração dessas reservas.
Apenas 05 deputados da Comissão votaram contra o relatório: Carlos
Zarattini (PT/SP), Valmir Prascidelli (PT/SP), Glauber Braga (PSOL/RJ),
Henrique Fontana (PT/RS) e Moema Gramacho (PT/BA).
O PL 4567/16 segue agora para votação no Plenário da Câmara, onde pode
ser aprovado com maioria simples dos votos. Veja no final da matéria
como os deputados votaram.
Serra, autor do projeto, prometeu às multinacionais acabar com o regime de partilha
A proposta que deu origem ao PL 4567/2016 foi aprovada em fevereiro no Senado, através do PLS 131/2015, do então senador José Serra (PSDB/SP), atual ministro (sic)
de Relações Exteriores, que desde 2010, quando disputava a eleição
presidencial, havia prometido à Chevron e às outras multinacionais
acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal.
O governo interino de Michel Temer e o presidente da Petrobrás, Pedro
Parente, já declararam publicamente o apoio ao PL 4567/16, confirmando o
que a FUP já vinha há tempos alertando: o Pré-Sal está no centro do golpe.
Petroleiros intensificarão luta em defesa do Pré-Sal e da Petrobrás
A FUP e seus sindicatos, que desde o ano passado vêm conduzindo greves
nas bases do Sistema Petrobrás e mobilizações no Congresso Nacional
para impedir que o Pré-Sal seja entregue às multinacionais, irão
intensificar a luta em defesa da soberania nacional.
No ato realizado ontem em Brasília, os petroleiros reforçaram a
importância de todos os setores da sociedade civil organizada se somarem
à mobilização da categoria. “Nossa resistência tem que ser maior a
cada dia que passa. Nós petroleiros temos a obrigação de sermos ponta
de lança nessa disputa, mas temos a clareza de que sozinhos a gente não
ganha essa batalha. Se não houver um movimento como foi ´o petróleo é
nosso`, eles vão sucatear a Petrobrás e levar o Pré-Sal”, alertou o
coordenador da FUP, José Maria.
O que está em risco é o futuro da nação
Liberar a operação do Pré-Sal é o primeiro passo para acabar com o
regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para
que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da
população. Não podemos permitir que a maior reserva de petróleo da
atualidade seja entregue à exploração predatória das multinacionais.
Tirar da Petrobrás a exclusividade na operação do Pré-Sal é um ataque
frontal à soberania, com o objetivo claro de fragilizar a maior empresa
brasileira e a política de conteúdo nacional. Acabar com a garantia
legal da Petrobrás ter participação mínima de 30% nos campos licitados
fará com que a empresa perca no futuro 82 bilhões de barris petróleo, no
mínimo, levando em conta as estimativas de que o Pré-Sal tenha pelo
menos 273 bilhões de barris de reservas, como revelam estudos recentes.
Nenhuma empresa no mundo abriria mão de todo esse petróleo, como
pretendem fazer os golpistas entreguistas.
Além disso, a Petrobrás é a única operadora que movimenta a cadeia
nacional do setor, gerando empregos e investimentos no país. É também a
única petrolífera no mundo que detém domínio tecnológico para operar o
Pré-Sal com custos abaixo da média mundial. Menores custos significam
mais recursos para a educação e a saúde.
O povo brasileiro não pode permitir que o nosso petróleo seja entregue à
Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra. O
Pré-Sal, além de fazer do país um dos maiores produtores de petróleo do
planeta, é a maior riqueza que a nação dispõe para garantir
desenvolvimento econômico e social à população.
Entreguistas do Pré-Sal que votaram a favor do PL 4567/16
Altineu Cortes (PMDB/RJ)
Átila Lins (PSD/AM)
Alfredo Kaefer (PSL/PR
Bebeto (PSB/BA)
Cabuçu Borges (PMDB/AP)
Carlos Marun (PMDB/MS)
Capitão Augusto (PR/SP)
Covatti Filho (PP/RS)
Eduardo Cury (PSDB/SP)
Fábio Ramalho (PMDB/MG)
Hugo Leal (PSB/RJ)
José Carlos Aleluia (DEM/BA)
José Fogaça (PMDB/RS)
José Stédlle (PSB/RS)
Júlio Lopes (PP/RJ)
Jutahy Júnior (PSDB/BA)
Lelo Coimbra (PMDB/ES)
Marx Beltrão (PMDB/AL)
Nelson Marquezelli (PTB/SP)
Max Filho (PSDB/ES)
Ronaldo Benedet (PMDB/SC)
Rodrigo Maia (DEM/RJ)
Defensores da soberania que votaram contra o PL 4567/16
Carlos Zarattini (PT/SP)
Valmir Prascidelli (PT/SP)
Glauber Braga (PSOL/RJ)
Henrique Fontana (PT/RS)
Moema Gramacho (PT/BA)
A Globo e Cunha. O que o PT nunca entendeu
Essa página dupla central da edição impressa do Globo, com a galeria de notáveis colonistas.
Só faltou o Marechal do Colonismo, o dos chapéus, esse historialista, que passa açúcar em Golpe - o de 1964 e o 2016.
E o jornal nacional:
Após 2 meses de afastamento, Cunha renuncia à presidência da Câmara.
A Globo, agora, depois da queda, tripudiou sobre o cadáver de Cunha.
Tem até um editorial velhaco: "Deputados têm o dever de recuperar a confiança do eleitor".
"Nova diretoria da Camara precisa ter biografia inquestionável"...
"A ingratidao é a inveja merecedora de todo o ódio".
(Padre Antonio Vieira, "Índice das coisas mais notaveis", organizado por Alcir Pécora, Editora Hedra, Sao Paulo, 2010)
"Adular é querer mal", do mesmo autor.
A Globo adulou, bajulou, purificou o Cunha.
Quando ele boicotou a Ley de Medios: só por cima do meu cadáver.
Defendeu os interesses da Globo, caninamente, na votação do Marco Civil da Internet e quando as telefônicas ameaçavam a Globo.
E, acima de todos os crimes, a Globo bajulou o Cunha, transformou-o num Péricles de Atenas, para promover o impeachment da Dilma.
São uns ingratos.
A Globo não perdoa.
A Globo não tem amigos, tem interesses.
Foi o que o PT e a Dilma ("use o controle remoto"...) nunca entenderam.
Acovardaram-se diante da Globo para comprar sua complacência - e por ela foram triturados.
O Requião conta sempre aquela conversa com o José Dirceu:
- Mas, Requião, você não entendeu nada! Nós já temos uma emissora de televisão! A Globo!
O Cunha certamente entendeu a liçao.
E a Dilma, se voltar?
O que é mais provável a cada dia...
Vai nomear o Paulo Bernardo Ministro das Comunicações?
PHA
Só faltou o Marechal do Colonismo, o dos chapéus, esse historialista, que passa açúcar em Golpe - o de 1964 e o 2016.
E o jornal nacional:
Após 2 meses de afastamento, Cunha renuncia à presidência da Câmara.
A Globo, agora, depois da queda, tripudiou sobre o cadáver de Cunha.
Tem até um editorial velhaco: "Deputados têm o dever de recuperar a confiança do eleitor".
"Nova diretoria da Camara precisa ter biografia inquestionável"...
"A ingratidao é a inveja merecedora de todo o ódio".
(Padre Antonio Vieira, "Índice das coisas mais notaveis", organizado por Alcir Pécora, Editora Hedra, Sao Paulo, 2010)
"Adular é querer mal", do mesmo autor.
A Globo adulou, bajulou, purificou o Cunha.
Quando ele boicotou a Ley de Medios: só por cima do meu cadáver.
Defendeu os interesses da Globo, caninamente, na votação do Marco Civil da Internet e quando as telefônicas ameaçavam a Globo.
E, acima de todos os crimes, a Globo bajulou o Cunha, transformou-o num Péricles de Atenas, para promover o impeachment da Dilma.
São uns ingratos.
A Globo não perdoa.
A Globo não tem amigos, tem interesses.
Foi o que o PT e a Dilma ("use o controle remoto"...) nunca entenderam.
Acovardaram-se diante da Globo para comprar sua complacência - e por ela foram triturados.
O Requião conta sempre aquela conversa com o José Dirceu:
- Mas, Requião, você não entendeu nada! Nós já temos uma emissora de televisão! A Globo!
O Cunha certamente entendeu a liçao.
E a Dilma, se voltar?
O que é mais provável a cada dia...
Vai nomear o Paulo Bernardo Ministro das Comunicações?
PHA
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Há fortes indícios, mas quem vai investigar Moro?
Quem vai investigar Moro?
Alex Solnik
Há fortes indícios.
Se Dilma pode ser investigada.
Se Lula pode ser investigado.
Sergio Moro também pode ser investigado.
Não por receber propina, fazer lavagem de dinheiro, corromper ou ser corrompido.
Mas por aceitar colaboração decisiva dos Estados Unidos na Lavajato.
Tal como em 64, o golpe de 2016 também teria sido estimulado por Tio Sam.
Naquela época, os americanos apoiaram um golpe de estado para evitar que o Brasil aderisse à União Soviética.
Em 2016, um golpe econômico contra a Petrobrás e um golpe parlamentar contra os governos do PT que se recusavam a dividir o pré-sal com Obama.
Os Estados Unidos só respeitam países do clube da bomba.
Os demais, ou aderem ou sofrem as consequências.
Principalmente na América Latina.
Não há provas de que isso aconteceu ou acontece. Mas há indícios.
É difícil acreditar que um juiz de primeira instância de Curitiba, de quem nunca ninguém tinha ouvido falar tenha conseguido reunir tantas informações de movimentações financeiras de tanta gente importante contando apenas com recursos da Polícia Federal.
Desestabilizar os governos petistas de Lula e Dilma interessa a Obama.
Eles se afastaram da órbita dos Estados Unidos, escolhendo como principal parceiro a China.
E se uniram no BRICs que concorre diretamente com o poderio econômico americano.
O petróleo é a matéria-prima mais importante do mundo.
Com Dilma ou Lula no poder os Estados Unidos jamais teriam acesso ao pré-sal.
E por meio de eleições no Brasil, a CIA constatou, como qualquer analista constata o PT permaneceria no poder sabe-se lá até quando.
Dilma ficaria até 2018.
E Lula se elegeria de novo em 2018.
O caminho mais fácil para Obama chegar ao pré-sal seria derrubar os governos Dilma e Lula.
Nada melhor para alcançar esse objetivo do que a Lavajato.
Não que a Lavajato tenha começado com essa finalidade. Mas quando ficou claro a utilidade que ela teria para alimentar o império americano, Obama entrou na parada.
De uma penada só a Lavajato destruiu a Petrobrás e criou um caldo de cultura para retirar Dilma da presidência e criminalizar Lula e o PT.
E inviabilizar a candidatura de Lula em 2018.
E destruiu as maiores empreiteiras do país.
É curioso notar que, apesar de todas as propinas, enquanto rolou o esquema na Petrobrás a empresa teve perdas, mas funcionava e era gigantesca; só foi destruída quando suas vísceras foram expostas pela Lavajato.
Não por acaso o Wikileaks revelou que Obama estava grampeando Dilma.
Não por acaso o senador José Serra bolou um projeto que tira exclusividade da Petrobrás sobre o pré-sal e em seguida virou ministro das Relações Exteriores de Temer.
Apesar de sua pose de legalista e de bom moço Obama jamais contestou a farsa e a ilegalidade do impeachment à brasileira.
Jamais criticou o golpe de Temer.
Há fortes indícios.
Mas quem vai investigar Moro?
Alex Solnik
Há fortes indícios.
Se Dilma pode ser investigada.
Se Lula pode ser investigado.
Sergio Moro também pode ser investigado.
Não por receber propina, fazer lavagem de dinheiro, corromper ou ser corrompido.
Mas por aceitar colaboração decisiva dos Estados Unidos na Lavajato.
Tal como em 64, o golpe de 2016 também teria sido estimulado por Tio Sam.
Naquela época, os americanos apoiaram um golpe de estado para evitar que o Brasil aderisse à União Soviética.
Em 2016, um golpe econômico contra a Petrobrás e um golpe parlamentar contra os governos do PT que se recusavam a dividir o pré-sal com Obama.
Os Estados Unidos só respeitam países do clube da bomba.
Os demais, ou aderem ou sofrem as consequências.
Principalmente na América Latina.
Não há provas de que isso aconteceu ou acontece. Mas há indícios.
É difícil acreditar que um juiz de primeira instância de Curitiba, de quem nunca ninguém tinha ouvido falar tenha conseguido reunir tantas informações de movimentações financeiras de tanta gente importante contando apenas com recursos da Polícia Federal.
Desestabilizar os governos petistas de Lula e Dilma interessa a Obama.
Eles se afastaram da órbita dos Estados Unidos, escolhendo como principal parceiro a China.
E se uniram no BRICs que concorre diretamente com o poderio econômico americano.
O petróleo é a matéria-prima mais importante do mundo.
Com Dilma ou Lula no poder os Estados Unidos jamais teriam acesso ao pré-sal.
E por meio de eleições no Brasil, a CIA constatou, como qualquer analista constata o PT permaneceria no poder sabe-se lá até quando.
Dilma ficaria até 2018.
E Lula se elegeria de novo em 2018.
O caminho mais fácil para Obama chegar ao pré-sal seria derrubar os governos Dilma e Lula.
Nada melhor para alcançar esse objetivo do que a Lavajato.
Não que a Lavajato tenha começado com essa finalidade. Mas quando ficou claro a utilidade que ela teria para alimentar o império americano, Obama entrou na parada.
De uma penada só a Lavajato destruiu a Petrobrás e criou um caldo de cultura para retirar Dilma da presidência e criminalizar Lula e o PT.
E inviabilizar a candidatura de Lula em 2018.
E destruiu as maiores empreiteiras do país.
É curioso notar que, apesar de todas as propinas, enquanto rolou o esquema na Petrobrás a empresa teve perdas, mas funcionava e era gigantesca; só foi destruída quando suas vísceras foram expostas pela Lavajato.
Não por acaso o Wikileaks revelou que Obama estava grampeando Dilma.
Não por acaso o senador José Serra bolou um projeto que tira exclusividade da Petrobrás sobre o pré-sal e em seguida virou ministro das Relações Exteriores de Temer.
Apesar de sua pose de legalista e de bom moço Obama jamais contestou a farsa e a ilegalidade do impeachment à brasileira.
Jamais criticou o golpe de Temer.
Há fortes indícios.
Mas quem vai investigar Moro?
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