quarta-feira, 14 de maio de 2014

Justiça reconhece fraude na privatização da Companhia Vale do Rio Doce

Via Brasil de Fato
OBS: este texto foi publicado inapropriadamente como sendo recente. Várias outras páginas também o republicaram, mas, na verdade, ele foi escrito em 2006. Agradecemos a autora do texto pela devida correção e a alguns de nossos leitores que também nos alertaram.
Foto: Reprodução
Dez anos depois de ações populares terem sido abertas para questionar o processo, privatização da maior exportadora e produtora de ferro do mundo pode ser revertida; decisão judicial possibilita reabertura de processo contra a venda da Vale

18/09/2006
Maíra Kubík Mano
da AEPET
Se você tivesse um cacho de bananas que valesse R$9,00, você o colocaria à venda por R$0,30? Óbvio que não. Mas foi isso que o governo federal fez na venda de 41% das ações da Companhia Vale do Rio Doce para investidores do setor privado, em 1997. Eles pagaram R$3,3 bilhões por uma empresa que vale perto de R$100 bilhões. Quase dez anos depois, a privatização da maior exportadora e produtora de ferro do mundo pode ser revertida.
Em 16 de dezembro do ano passado [2005], a juíza Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília, anulou a decisão judicial anterior e reabriu o caso, possibilitando a revisão do processo. “A verdade histórica é que as privatizações ocorreram, em regra, a preços baixos e os compradores foram financiados com dinheiro público”, afirma Selene. Sua posição foi referendada pelos juízes Vallisney de Souza Oliveira e Marcelo Albernaz, que compõem com ela a 5ª turma do TRF.
Entre os réus estão a União, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles são acusados de subvalorizar a companhia na época de sua venda. Segundo as denúncias, em maio de 1995 a Vale informou à Securities and Exchange Comission, entidade que fiscaliza o mercado acionário dos Estados Unidos, que suas reversas de minério de ferro em Minas Gerais eram de 7.918 bilhões de toneladas. No edital de privatização, apenas dois anos depois, a companhia disse ter somente 1,4 bilhão de toneladas. O mesmo ocorre com as minas de ferro no Pará, que em 1995 somavam 4,97 bilhões de toneladas e foram apresentadas no edital como sendo apenas 1,8 bilhão de toneladas.
Outro ponto polêmico é o envolvimento da corretora Merrill Lynch, contratada para avaliar o patrimônio da empresa e calcular o preço de venda. Acusada de repassar informações estratégicas aos compradores meses antes do leilão, ela também participou indiretamente da concorrência por meio do grupo Anglo American. De acordo com o TRF, isso comprometeu a imparcialidade da venda.
A mesma Merrill Lynch, na privatização da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) da Argentina, reduziu as reservas declaradas de petróleo de 2,2 bilhões de barris para 1,7 bilhão.
Nova perícia
Depois da venda da Vale, muitas ações populares foram abertas para questionar o processo. Reunidas em Belém do Pará, local onde a empresa está situada, as ações foram julgadas por Francisco de Assis Castro Júnior em 2002. “O juiz extinguiu todas as ações sem apreciação do mérito. Sem olhar para tudo aquilo que nós tínhamos dito e alegado. Disse que o fato já estava consumado e que agora analisar todos aqueles argumentos poderiam significar um prejuízo à nação”, afirma a deputada federal doutora Clair da Flora Martins (PT/PR).
O Ministério Público entrou com um recurso junto ao TRF de Brasília, que foi julgado no ano passado. A sentença determinou a realização de uma perícia para reavaliar a venda da Vale. No próximo passo do processo, as ações voltam para o Pará e serão novamente julgadas. Novas provas poderão ser apresentadas e os réus terão que se defender.
Para dar visibilidade à decisão judicial, será criada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Público. A primeira ação é mobilizar a sociedade para discutir a privatização da Vale. “Já temos comitês populares em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso”, relata a deputada, uma das articuladoras da frente.
“Precisamos construir um processo de compreensão em cima da anulação da venda da Vale, conhecer os marcos gerais dessas ideias a partir do que se tem, que é uma ação judicial, e compreendê-la dentro de um aspecto mais geral, que é o tema da soberania nacional”, acredita Charles Trocate, integrante da direção nacional do MST. Ele participa do Comitê Popular do Pará, região que tem forte presença da Vale.
Entre os marcos da privatização, que serão estudados e debatidos nos próximos meses nos comitês, está o Plano Nacional de Desestatização, de julho de 1995. A venda do patrimônio da Vale fez parte de uma estratégia econômica para diminuir o déficit público e ampliar o investimento em saúde, educação e outras áreas sociais. Cerca de 70% do patrimônio estatal foi comercializado por R$60 milhões, segundo o governo. “Vendendo a Vale, nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1996. A dívida interna, entretanto, não diminuiu: entre 1995 e 2002 ela cresceu de R$108 bilhões para R$654 bilhões.
Na época, a União declarou que a companhia não custava um centavo ao Tesouro Nacional, mas também não rendia nada. “A empresa é medíocre no contexto internacional. É uma péssima aplicação financeira. Sua privatização é um teste de firmeza e determinação do governo na modernização do Estado”, afirmou o deputado Roberto Campos (PPB/SP) em 1997. No entanto, segundo os dados do processo, o governo investiu R$2,71 bilhões durante toda a história da Vale e retirou R$3,8 bilhões, o que comprova o lucro.
“O governo que concordou com essa iniciativa não tinha compromisso com os interesses nacionais”, diz a deputada doutora Clair.
Poder de Estado
A Vale se tornou uma poderosa força privada. Hoje ela é a companhia que mais contribui para o superávit da balança comercial brasileira, com 54 empresas próprias nas áreas de indústria, transporte e agricultura.
“Aqui na região de Eldorado dos Carajás (PA), a Vale sequestra todo mundo: governos municipais e governo estadual. Como o seu Produto Interno Bruto é quatro vezes o PIB do estado Pará, ela se tornou o estado econômico que colonizou o estado da política. Tudo está em função de seus interesses”, coloca Charles Trocate.
Trocate vivência diariamente as atividades da empresa no Pará e a acusa de gerar bolsões de pobreza, causados pelo desemprego em massa, desrespeitar o meio ambiente e expulsar sem-terra e indígenas de suas áreas originais.
“Antes da privatização, a Vale já construía suas contradições. Nós temos clareza de que a luta agora é muito mais ampla. Nesse processo de reestatização, vamos tentar deixar mais claro quais são as mudanças que a empresa precisa fazer para ter uma convivência mais sadia com a sociedade na região”, diz Trocate. De acordo com um levantamento do Instituto Ipsos Public Affairs, realizado em junho de 2006, a perspectiva é boa: mais de 60% dos brasileiros defendem a nacionalização dos recursos naturais e 74% querem o controle das multinacionais.
Patrimônio da Vale em 1996
● maior produtora de alumínio e ouro da América Latina
● maior frota de navios graneleiros do mundo
● 1.800 quilômetros de ferrovias brasileiras
● 41 bilhões de toneladas de minério de ferro
● 994 milhões de toneladas de minério de cobre
● 678 milhões de toneladas de bauxita
● 67 milhões de toneladas de caulim
● 72 milhões de toneladas de manganês
● 70 milhões de toneladas de níquel
● 122 milhões de toneladas de potássio
● 9 milhões de toneladas de zinco
● 1,8 milhão de toneladas de urânio
● 1 milhão de toneladas de titânio
● 510 mil toneladas de tungstênio
● 60 mil toneladas de nióbio
● 563 toneladas de ouro
● 580 mil hectares de florestas replantadas, com matéria-prima para a produção de 400 mil toneladas/ano de celulose
Fonte: Revista Dossiê Atenção – “Porque a venda da Vale é um mau negócio para o país”, fls. 282/292, da Ação Popular nº 1997.39.00.011542-7/PA.
Quanto vale hoje
● 33 mil empregados próprios
● participação de 11% do mercado transoceânico de manganês e ferro-liga
● suas reservas de minério de ferro são suficientes para manter os níveis atuais de produção pelos próximos 30 anos
● possui 11% das reservas mundiais estimadas de bauxita
● é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil, sendo responsável por 16% da movimentação de cargas do Brasil, 65% da movimentação portuária de granéis sólidos e cerca de 39% da movimentação do comércio exterior nacional
● possui a maior malha ferroviária do país
● maior consumidora de energia elétrica do país
● possui atividades na América, Europa, África, Ásia e Oceania
● concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro (área correspondente aos territórios dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte)

Chefão da Fifa, que detona o Brasil, é um picareta



Chefão da Fifa é um picareta

Por Altamiro Borges, em seu blog
Na semana passada, a mídia tucana, que torce contra o Brasil, deu grande espaço para as bravatas do Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa. Ele atacou, de maneira leviana e desleal, a organização da Copa do Mundo em nosso país. Bem entrosado com a direita nativa e com seu incurável complexo de vira-lata, o chefão da Federação Internacional de Futebol tentou desqualificar o povo brasileiro. “Não apareçam no Brasil pensando que é a Alemanha. Na Alemanha, você poderia dormir no carro. No Brasil, não”, afirmou em entrevista concedida na cidade suíça de Lausanne. Se tivesse feito esta provocação grosseira no Brasil, o picareta da Fifa bem que mereceria uma baita surra!
Temendo os protestos de rua programados para junho – muitos deles incentivados pela própria mídia tucana –, Valcke garantiu que eles não são contra a odiada Fifa. “Eles [os brasileiros] se manifestam contra a corrupção, contra a decisão de aumentar o preço do ônibus, por saúde e educação”. O chefão da Fifa, como se estivesse num palanque da oposição, ainda aproveitou para atacar o atual governo, jogando na cizânia. “Encaramos uma eleição geral no Brasil e não foi fácil sair de Luiz Inácio Lula da Silva para a nova presidente”. Para ele, o Brasil é “um inferno”, sem competência para organizar uma Copa do Mundo.
As bravatas de Valcke foram recebidas com excitação pelos “calunistas” da mídia e os caciques da oposição demotucana. Mas a festa não durou muito tempo. No final de semana, as agências de notícia revelaram que a Justiça francesa desmontou um bilionário esquema de corrupção no futebol mundial. Entre os envolvidos nos crimes de fraude fiscal e evasão de divisas aparece o nome do chefão da Fifa. Até o insuspeito Estadão registrou o escândalo no sábado: “Justiça da França desmascara esquema de fraude fiscal no futebol. Clubes como PSG e Real Madrid, empresas como Nike e até Jérôme Valcke são acusados de participar de caixa dois”.
Segundo o correspondente Jamil Chade, o esquema envolveria “contratos falsos, contas secretas em paraísos fiscais, como Genebra, Bahamas e Luxemburgo, empresas de fachada e a suspeita do envolvimento de nomes como Paris Saint-Germain, Real Madrid, Nike, Ronaldinho Gaúcho, Anelka e até um certo Jérôme Valcke, hoje o secretário-geral da Fifa. Documentos de investigações realizadas pela Justiça francesa nos últimos anos, obtidos com exclusividade pelo Estadão, revelam a criação de um esquema generalizado de caixa dois no futebol europeu. A suspeita na maioria dos casos é de fraude fiscal e crimes financeiros”.
E o bravateiro da Fifa ainda se mete a falar em corrupção no Brasil. É um autêntico picareta!

mais claro impossivel


terça-feira, 13 de maio de 2014

Dilma diz NÃO para a mutreta de anistiar R$ 2 bilhões em multas aos planos de saúde.


Isso o Jornal Nacional esconde. Também esperar o quê? Os Planos de Saúde privados são anunciantes da Globo.

A presidenta Dilma vetou uma emenda para anistiar multas aos Planos de Saúde privados que não cumpriram suas obrigações com seus pacientes. Isso daria um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos, além de premiar e estimular o desrespeito e maus serviços prestados pelas empresas de planos de saúde que não cumprem o que prometem nos contratos.

O caso aconteceu com a Medida Provisória 627, para tributar em 25% a 34% o lucro de empresas brasileiras no exterior, como faz qualquer país desenvolvido do mundo.

Mas durante a tramitação no Congresso, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) inseriu uma emenda que mudava a cobrança de multas aos planos de saúde, de forma a perdoar a maior parte do valor, e acabou sendo aprovada no Congresso Nacional com os votos da bancada dócil ao poder econômico.

Na prática seria como retirar R$ 2 bilhões dos cofres públicos, que podem ir para o SUS, e dar esse dinheiro de presente para empresas de planos de Saúde que fizeram bandalheira com seus pacientes. Dilma vetou esse absurdo.

Justiça suíça identifica nova conta secreta da quadrilha tucana paulista

Nova conta secreta da Alstom teve US$ 2,7 milhões

SP 247 – Autoridades suíças identificaram uma nova conta secreta utilizada pela multinacional Alstom, pela qual passaram US$ 2,7 milhões. A suspeita é de que o dinheiro tenha sido usado para pagar propina a fim de garantir um contrato da empresa com o Estado de São Paulo na área de energia. O negócio foi fechado em 1998, durante a gestão do tucano Mário Covas.

Os detalhes da movimentação bancária serão enviados agora pelo Tribunal Federal Penal da Suíça à Justiça brasileira, que apura o caso do cartel. Segundo apuração feita na Suíça, o esquema da empresa francesa pode ter envolvido a criação de empresas de fachada em Genebra com a função de repassar propina a agentes públicos brasileiros, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Na semana passada, a Justiça suíça anunciou a descoberta de uma conta secreta do ex-chefe da Casa Civil de Covas e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho, pela qual passaram R$ 950 mil. A verba foi depositada por Sabino Indelicato, suposto pagador de propinas por parte da multinacional.

Por uma Constituinte já para fazer a reforma política!



Protesto em frente ao Congresso, junho de 2013. Foto: Leo Djorus/Creative Commons
por Igor Felippe, no Escrevinhador
A realização de um plebiscito para a convocação de uma Assembleia Constituinte – que terá a missão de reformar o sistema político brasileiro – surgiu como um raio em céu de brigadeiro no contexto das mobilizações de massa de junho, em discurso da presidenta Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão.
O recado dado por Dilma à sociedade brasileira era claro: as demandas apresentadas nos protestos não poderiam ser atendidas sem estourar a trama de interesses sustentada pelo atual sistema político. E que a maioria dos parlamentares do Congresso Nacional não deixaria que uma proposta de transformação da política institucional fosse levada a cabo.
A proposta tocou o nervo dos donos do castelo do poder no nosso país, tanto que houve uma reação violenta da oposição ao governo, dos partidos conservadores da base e dos grandes meios de comunicação. O PMDB abriu guerra ao governo, a oposição passou a fazer acusações de “chavismo” e os jornais fizeram uma série de editoriais contra a Constituinte. Até mesmo parlamentares do próprio PT, já adaptados às características do modelo institucional, rejeitaram a ideia.
A pressão foi tão grande que, depois do tiroteio, a presidenta recuou e deixou a Constituinte em banho maria. No entanto, movimentos populares, organizações sindicais, entidades estudantis viram uma porta entreaberta para ocupar a arena política e passaram a empunhar a bandeira da Constituinte.
“Sem enfrentar os limites constitucionais de nosso sistema político não teremos nenhuma mudança estrutural. Assim como a “Diretas Já” foi uma palavra de ordem que se tornou meta-síntese da luta contra a ditadura, a “Constituinte Já” pode ocupar o mesmo papel”, analisa o dirigente da Consulta Popular, Ricardo Gebrim.
Mais de 170 organizações fazem uma campanha por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para reformar o sistema político, a partir da construção de comitês populares em todo o país suprapartidários em todo o país.
“Os maiores partidos de esquerda, as principais centrais sindicais, pastorais e movimentos sociais estão participando, o que demonstra muita representatividade nas forças populares organizadas”, afirma Gebrim, que faz parte da coordenação da campanha.
Esses comitês realizarão um plebiscito popular, de caráter informal, na primeira semana de setembro, com uma única pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”. Em seis meses de articulação, já aconteceram duas plenárias nacionais, foram realizadas reuniões em todos os estados e criados mais de 300 comitês, entre regionais, estaduais, municipais e locais da campanha.
“O plebiscito popular é uma importante ferramenta pedagógica, pois permite envolver milhares de ativistas. Ela possibilita construir a bandeira da Constituinte Exclusiva como uma meta síntese da insatisfação com o sistema político”, avalia Gebrim.

Desmilitarização da polícia ganha fôlego no Congresso

 
A morte do dançarino Douglas Pereira, o DG, o desaparecimento do pedreiro Amarildo, a reação das forças de segurança frente aos protestos no país. A cada novo episódio envolvendo violência e policiais, cresce no Congresso Nacional a repercussão de propostas de emenda à Constituição que pedem a desmilitarização da Polícia Militar.
A mais recente, de autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), conhecida como PEC 51/2013, prevê a reformulação do sistema de segurança pública e o modelo da polícia no país.
Pela proposta, estados passariam a ter autonomia sobre que tipo de polícia seria adequada para seu território, uma ouvidoria externa seria criada e o treinamento deixaria de ser vinculado às Forças Armadas. Estados, municípios e a União teriam seis anos para implantar as mudanças a partir da aprovação da PEC.
O professor de Direito Penal da UFMG Túlio Vianna diz que a PEC 51 não resolverá, por si só, o problema da violência policial, mas pode fazer com que o Brasil incorpore condições já adotadas em países europeus. Seria o primeiro passo para se ter nas ruas uma polícia treinada para “proteger o cidadão e cumprir as leis”, em vez de “combater o inimigo”. “Na Europa existe polícia militarizada, mas ela não atua nos centros urbanos. Fica na zona rural, fronteiras. E mesmo militarizada, não é estadual, mas federal”, compara.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sherazade e BarBosta Fazendo História é o novo "padrão" de justiça.

Após boato em rede social, ‘justiceiros’ podem ter assassinado pessoa inocente


Reprodução
Justiça com as próprias mãos termina em morte no Guarujá; marido diz que mulher foi confundida 
05/05/2014
Pelo país, seguem as práticas de linchamentos públicos contra pessoas acusadas de crimes. No último sábado (3), Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá, no litoral de São Paulo. A vítima morreu ontem (4), no hospital.
Fabiane foi acusada, em uma página do Facebook, de sequestrar crianças para prática de magia negra. Segundo o seu companheiro, o porteiro Jaílson Alves das Neves, houve um equívoco.
“Começou com um boato na internet. Eles colocaram uma foto de uma pessoa parecida e todo mundo achou que era ela. Quando ela voltou para o bairro, a cercaram e começaram as agressões”, afirmou Jaílson.
Pela internet, moradores da região se manifestaram afirmando que Fabiane sofria de transtorno bipolar e era inocente. Jaílson confirmou que a companheira enfrentava um tratamento por conta da doença.
A página responsável pela acusação é a “Guarujá Alerta”. No perfil, diversas pessoas se manifestam contrarias à acusação feita contra Fabiane. “Boatos não podem ser propagados, pois podem gerar exatamente o que aconteceu, a morte de uma inocente. Pelo jeito, o jurídico de vocês vai ter bastante trabalho, pois indubitavelmente essa página está suja com o sangue de uma pessoa inocente…”, afirma Fernando Gomes Camacho.
A imagem divulgada pelo “Guarujá Alerta” já foi removida da página e os administradores reconheceram que era um boato e que “orientaram” a população de que havia apenas uma suspeita.
Até o momento, nenhum morador foi preso por causa das agressões. Nos vídeos, é possível identificar dezenas de “justiceiros” envolvidos nos ataques a Fabiane.
Postado há por
 

liberdade de imprensa é isso ai!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

qual a diferença?




Dilma toca obras da fábrica de fertilizantes de R$ 2bi e diz: "Tenho mania de grandeza, sim. Grandeza do Brasil".



Isso não sai no Jornal Nacional. A Globo só noticia o "copo meio vazio" da economia, nunca o "copo meio cheio".

No sábado, dia 3, a Petrobras lançou a pedra fundamental da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V (UFN V), batizada de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados José Alencar (Fafen-JA), em Uberaba (MG).

Integra o PAC-2 e o empreendimento tem as características:

- investimento de R$ 1,95 bilhão;
- elevará para 87% a nacionalização da produção de amônia;
- retirada de 120 caminhões por dia no trecho Porto de Santos/Uberaba com a amônia que deixará de ser importada;
- gerará 3.700 empregos diretos;
- conteúdo local previsto em serviços e equipamentos de 53%;
- um gasoduto 470 km de extensão será construído;

Uma fábrica desta importância teve a presença da presidenta da República e da presidenta da Petrobras para lançar a pedra fundamental, assinar ordens de serviço e assinar contratos com a Gasmig para fazer o gasoduto.

Além desta fábrica, a Petrobras está construindo outra em Três Lagoas (MS), com obras bastante avançadas (cerca de 70% pronta) e que tem 10 mil pessoas trabalhando. Será a maior do Brasil de fertilizantes nitrogenados e entrará em produção no ano que vem.

De manhã, em Uberaba, Dilma abriu a Expozebu, tradicional exposição pecuária de gado Zebu, hoje referência internacional em tecnologia de genética animal para aumentar a produção de carne.

Abaixo a íntegra do vídeo institucional da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados José Alencar:

O desabafo da cocaina


AVIBRAS FORNECERÁ À MARINHA MOTOR 100% NACIONAL DE MÍSSIL ANTINAVIO



Foto: Helibras


AVIBRAS VAI ATENDER A MARINHA


Por Virgínia Silveira, do jornal "Valor"

"A Marinha brasileira fechou contrato com a Avibras para o desenvolvimento do novo motor do míssil ar-superfície AM39 B2, versão de última geração do míssil Exocet AM39, produzido pela europeia MBDA, controlada pela Airbus Group, BAE Systems e Finmeccanica.

O míssil será utilizado nos oito helicópteros EC725, que a Marinha comprou da Helibras. A Marinha encomendou um total de 16 helicópteros do modelo. A Helibras informou que realizou com sucesso os primeiros testes de integração de armamentos ao protótipo do helicóptero. Os sistemas de missão dos helicópteros foram desenvolvidos no Brasil.

"A versão naval do EC725 não existe em nenhum lugar do mundo. O modelo tem grande potencial de exportação para vários países", afirmou o presidente da Helibras, Eduardo Marson.

O projeto da versão de última geração do míssil AM39, segundo o vice-presidente de Vendas para a América Latina da MBDA, Patrick de La Revelière, faz parte do contrato de cooperação industrial do programa do helicóptero EC725 para as Forças Armadas Brasileiras e inclui transferência de tecnologia internacional às indústrias do país.

Pelo acordo, segundo La Revelière, o novo míssil, com motor brasileiro, poderá ser exportado pela MBDA para os países da América do Sul, que já são usuários do equipamento, como Argentina, Chile e Peru. O mercado nacional, relacionado às Forças Armadas, será abastecido diretamente pela Avibras.

O AM39, de acordo com La Revelière, terá cerca de 50% de conteúdo nacional.

O presidente da Avibras, Sami Hassuani, disse que o contrato de desenvolvimento do míssil, assinado diretamente com a Marinha brasileira, está avaliado em R$ 60 milhões. "O motor será 100% nacional e estará pronto para ser testado em meados de 2016", disse.

Marson disse que foram entregues onze helicópteros, dos 50 encomendados pelas Forças Armadas brasileiras, a um custo de € 1,9 bilhão. Para este ano, de acordo com Marson, está prevista a entrega de mais 13 unidades. A Helibras investiu R$ 430 milhões em uma nova linha de montagem em Itajubá (MG), para atender ao programa de nacionalização desses helicópteros, que prevê 50% de conteúdo nacional agregado."

FONTE: reportagem de Virgínia Silveira, do jornal "Valor"

Fora Rede GROBO!


Recordar É Morrer Um Pouco, Reviver É Suicídio!

Dos Arquivos do Amigo