quinta-feira, 8 de abril de 2010

Máscaras caem: tucanos não querem FHC por perto.

Ele não gosta que se fale do passado; será que o passado faz lembrar dos carros emprestados a torturadores?

Peço atenção de vocês para esse texto, publicado no site "Rede PSDB":

"A candidata oficial erra ao voltar-se para o passado com o intuito de forjar uma revanche na disputa particular de FHC e Lula. Em seu primeiro discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior. Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados."

Parece trecho de um discurso de parlamentar tucano. Caberia perfeitamente na boca de Álvaro Dias ou Artur Virgílio. Certo?

Mas advinhem quem é o autor?

O trecho acima faz parte de um inacreditável editorial publicado esta semana pela cada vez mais inacreditável "Folha de S. Paulo" - http://rede.psdb.org.br/2010/04/07/chega-de-saudade/.

Reparem na construção do texto.

Primeiro, a deselegância, a tentativa desqualificadora: o jornal dos Frias tenta reduzir Dilma a "candidata oficial".

Depois, a arrogância: a Folha" decidiu que se trata de "estratégia enviesada" comparar os anos FHC com o governo Lula. Enviesada para quem?

A deselegância e a arrogância, na verdade, escondem o desespero.

A "Folha", já escrevi aqui, especializou-se em passar recibos em nome da oposição. Esse é mais um.

A estratéga petista de comparar Lula e FHC causa estragos fenomenais na oposição. Se a "Folha" - porta-voz de Serra - acha que a estratégia é "enviesada", podemos ter certeza: Lula e Dilma acertaram na mosca.

Vejam, um pouco mais adiante, o que diz o tal editorial: "É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo."

Parece piada, não?

A "Folha" decidiu que se trata de exercício vão comparar gestões. A "Folha" passa recibo.

Serra já trabalhou lá como editorialista, logo que voltou do exílio (exilio?). Deve estar chateado com os rapazes que ficaram no lugar dele a escrever editoriais. Podiam ser um pouco mais sutis. Assim, fica tudo muito claro.

As máscaras caem numa velocidade assustadora. É tudo muito didático.

Resta-nos agradecer a Otavinho.

Por que o Bonner e o Kamel ignoram o Ricardo e o Lula. A maior Olimpíada de Matemática do mundo?


Ricardo Oliveira e outro nordestino: que horror !

Em 2005, a professora Sueli Druck levou ao Presidente Lula os vencedores de um restrito concurso de matemática da sociedade brasileira de Matemática.

O concurso, duríssimo, tinha a finalidade de escolher os estudantes brasileiros que competiriam em maratonas internacionais de Matemática.

O presidente Lula perguntou se havia ali algum estudante de escola pública.

A professora respondeu que não: eram todos de escolas pagas.

Por que não ter estudantes de escolas públicas ?, perguntou Lula.

Ontem, no Rio, quando o Globo e o jornal nacional destruíram o Rio , Sueli Druck – professora de Matemática da Universidade Federal Fluminense e aluna do magnífico Colégio de Aplicação da UFRJ – e o presidente Lula entregaram 300 medalhas de ouro aos alunos que mais se destacaram na Olimpíada de Matemática de Escolas Públicas Brasileiras.

E aos professores penta-campeões, ou seja, professores que há cinco anos colocam os alunos nas melhores posições.

Sabe, amigo navegante, quantos alunos competiram este ano ?

Dezenove milhões e meio de estudantes !

É a MAIOR Olimpíada de Matemática do MUNDO !

Participam estudantes de 5.500 municípios e de 44 mil escolas públicas de todo o país – municipais, estaduais e federais.

As provas são para três níveis de estudantes.

Há medalhas de ouro, prata e bronze.

Há um programa de “jovens talentos”, em associação com o CNPQ, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em laboratórios em 888 municípios brasileiros.

O objetivo é encaminhar os talentos que a Olimpíada revela para cursos de preparação em atividades de tecnologia de ponta.

Um verdadeiro horror !, amigo navegante.

Dar aos pobres das escolas públicas acesso a tecnologia de ponta, a partir da Matemática.

Que horror !

O tetra-campeão a Olimpíada de Matemática é o Ricardo Oliveira, filho de lavradores do interior do Ceará.

O Ricardo tem uma distrofia e é cadeirante.

Penta-campeão.

Claro que o Bonner e o Ali Kamel não podiam falar do Ricardo, ontem.

Era preciso destruir o Rio e o Lula.

Aguarde a íntegra da entrevista em áudio.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um pedaço do pré-sal eles levaram…




post do tijolaço.
Wahoo. Anadarko. Bharat PetroResources. Videocon Industries. SK Corporation. Devon. British Petroleum
. Nomes brasileiríssimos, não é? Wahoo é o nome do poço e os outros são os das empresas “donas” de um achado muito promissor na camada pré-sal na costa do Espírito Santo. O teste do poço, o primeiro da. área, rendeu 15 mil barris diários, revela hoje o jornal Valor Econômico.

São todas empresas estrangeiras: americanas, coreanas e inglesas. É o primeiro poço no pré-sal onde não há participação brasileira e é isso o que esperaria este mar de petróleo recém-descoberto.

A área, entregue numa das rodadas de licitação da ANP. Fica próxima ao Parque das Baleias, local onde a Petrobras estima ter encontrado entre 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris no pré-sal.

Os americanos seguiram a tradição da Petrobras de dar nomes de peixe aos poços de petróleo. Wahoo é o nome da nossa cavala. Não confunda com burro, que é quem entrega uma riqueza destas.

Brizola Neto

em tempo! somente para ficar claro ao querido leitor,o monopólio da Petrobras foi quebrado por uma lei "inventada" pelo FDP....quer dizer FHC!(essa conclusao é do blogueiro).

Mídia americana: a verdade caiu e levou a liberdade com ela.


Hoje em dia os americanos são governados pela propaganda. Os americanos dão pouco valor à verdade, têm pouco acesso a ela, e têm pouca habilidade para reconhecê-la.

Por Paul Craig Roberts*

A verdade é uma entidade não bem-vinda. É perturbante. É de acesso interdito. Aqueles que falam verdade correm o risco de serem marcados como “antiamericanos”, “anti-semitas” ou “teóricos da conspiração”.

A verdade é inconveniente para o governo e para os grupos de interesses cujas contribuições de campanha controlam o governo.

A verdade é inconveniente para os procuradores, que querem ter condenações e não a descoberta da inocência ou da culpa.

A verdade é inconveniente para os ideólogos.

Hoje em dia, muitos que dantes tinham como objetivo a descoberta da verdade são agora generosamente pagos para escondê-la. “Economistas do mercado livre” são pagos para vender serviços de offshore ao povo americano. Alta produtividade, empregos americanos de alto valor acrescentado, são denegridos e classificados como velhos e sujos empregos industriais.

São relíquias de outros tempos, o melhor é livrarmo-nos delas. O lugar delas foi ocupado pela “Nova Economia”, uma economia mítica que alegadamente consiste em empregos de colarinho branco de alta tecnologia, nas quais os americanos inovam e financiam atividades que ocorrem em offshores. Tudo o que os americanos precisam para participar nesta “nova economia” são licenciaturas em finanças tiradas em universidades Ivy League e depois irão trabalhar em Wall Street em empregos de milhões de dólares.

Economistas que foram, em tempos, pessoas respeitáveis recebem agora dinheiro para alimentar este mito da “Nova Economia”.

E não são só os economistas quem vendem as almas pelos nojentos lucros. Recentemente, têm-nos falado de médicos que, por dinheiro, publicaram em jornais revistos por outros médicos das mesmas especialidades “estudos” forjados que enaltecem este ou aquele medicamento produzido por empresas farmacêuticas que pagaram pelos “estudos”.

O Conselho da Europa está a investigar o papel das empresas de drogas na publicidade enganosa na pandemia da falsa gripe suína com o fim de ganhar milhões de dólares nas vendas da vacina.

Os media ajudaram a propaganda do aparelho militar norte-americano na sua recente ofensiva no Afeganistão ao descreverem Marja como uma cidade de 80.000 habitantes sob controle do taliban. Acontece que Marja não é uma cidade, mas um aglomerado de quintas agrícolas numa aldeia.

E ainda há o escândalo do aquecimento global, em que ONGS, as Nações Unidas e a indústria nuclear se conluiaram na manufatura de um cenário de Juízo Final para criar lucro na poluição.

Para onde quer que olhemos, a verdade vai ter ao dinheiro.

Onde quer que o dinheiro não seja suficiente para enterrar a verdade, a ignorância, a propaganda e as memórias curtas fazem o trabalho.

Lembro-me quando, seguindo o testemunho do diretor da CIA William Colby ante a Comissão Church em meados dos anos 70, o presidente Gerald Ford e Ronald Reagan emitirem ordens executivas para impedir que a CIA e os grupos “black-op” assassinassem lideres estrangeiros. Em 2010, Dennis Blair, responsável pela espionagem nacional, disse ao Congresso dos Estados Unidos, que agora os EUA assassinam os seus próprios cidadãos além dos líderes estrangeiros.

Quando Blair informou a Comissão de Serviços Secretos da Câmara de Representantes que cidadãos dos EUA já não precisavam ser presos, acusados, julgados e condenados por crimes muito graves, apenas assassinados por suspeita de serem uma “ameaça”, ele não foi impugnado. Não se seguiu uma investigação. Não aconteceu nada. Não houve uma Comissão Church.

Nos meados dos anos 70 a CIA teve complicações devido a conspirações para matar Castro. Hoje, são cidadãos americanos que estão na lista para ser abatidos. Quaisquer objeções que se levantem não trazem consigo qualquer peso. Ninguém no governo se preocupa com assassínios de cidadãos norte-americanos pelo governo dos Estados Unidos.

Como economista, fico espantado que a profissão de economistas americanos não tenha qualquer tipo de consciência de que a economia dos EUA tenha sido destruída pelo recurso às operações de PIB americano em offshores estrangeiros. As empresas americanas, procurando vantagens absolutas ou custos mais baixos possíveis na mão-de-obra e os máximos “prêmios no desempenho” por diretores executivos, deslocaram a produção de bens e serviços do mercado americano para a China, Índia e outros sítios no estrangeiro. Quando leio economistas a descrever o recurso a offshores como mercado livre baseado em vantagem comparativa é que percebo que não há inteligência ou integridade na profissão americana de economistas.

Inteligência e integridade foram compradas por dinheiro. As empresas transnacionais ou globais dos EUA pagam pacotes de muitos milhões de dólares de compensações aos gerentes de topo que atingem estes “prêmios de desempenho” pela substituição de trabalhadores americanos por mão-de-obra estrangeira. Ao mesmo tempo em que Washington se preocupa com a “ameaça muçulmana” as empresas de Wall Street e os intrujões do “mercado livre” destroem a economia dos EUA e as esperanças de dezenas de milhões de americanos.

Os americanos, ou a maioria deles, têm provado ser massa de vidraceiro nas mãos do estado policial.

Os americanos reivindicam do governo que a segurança exige que se suspendam as liberdades civis e que o governo não tenha que prestar contas do que faz.. Surpreendentemente, os americanos, ou a maioria deles, acreditam que as liberdades civis, como habeas corpus e o seu processo, protegem “terroristas” e não eles próprios. Muitos acreditam também que a Constituição é um documento velho e cansado, que impede o governo de exercer o gênero de poderes de estado policial necessários para conservar a América segura e livre…

É pouco provável que a maioria dos americanos escute alguém que lhes diga algo de diferente.

Fui editor associado e colunista do Wall Street Journal Fui o primeiro colunista exterior dos “Negócios da Semana”, posição que desempenhei durante 15 anos. Fui colunista durante uma década no Scripps Howard News Service, que representava 300 jornais. Fui colunista no Washington Times e em jornais em França e Itália e numa revista na Alemanha. Fui colaborador do New York Times e escrevi regularmente no Los Angeles Times Hoje, não consigo publicar ou ser mencionado nos “media dominantes” americanos.

Fui banido, nos últimos seis anos, dos “media dominantes”. A minha última coluna no New York Times apareceu em Janeiro de 2004 e teve como co-autor o Senador do Partido Democrático, Charles Schumer, representando Nova Iorque. Tratamos do assalto dos EUA às operações offshore. O nosso artigo, oposto à página editorial, resultou numa conferência na Brookings Institution em Washington e teve cobertura pelo C-Span (”Cable Satelite Public Affairs Network”). Teve lugar um debate. Hoje, isto não podia ter acontecido.

Durante anos fui um pilar do Washington Times, criando credibilidade para esse jornal “Moony”(NT: jornal conservador fundado em 1982 pela Igreja da Unificação; criação de Sun Myong Moon) como colunista de “Negócios da Semana”, antigo editor do Wall Street Journal e ex- Secretário Adjunto do “Treasury”. Mas quando comecei a criticar as guerras de agressão de Bush a ordem para cancelamento da minha coluna foi dada a Mary Lou Forbes.

Os media das empresas americanas não servem a verdade. Servem o governo e os grupos de interesses que mandam no governo.

O destino da América ficou selado quando o público e o movimento anti-guerra compraram a teoria da conspiração do 11 de Setembro. A descrição pelo governo do 11 de Setembro é contrariada por muitas provas. Contudo, este determinante acontecimento do nosso tempo, que lançou os EUA em guerras de agressão intermináveis e num estado policial, é um tópico tabu para investigação pelos media. Não vale a pena queixarmo-nos da guerra e do estado policial quando aceitamos a premissa sobre a qual estão assentes.

Estas guerras de milhões de dólares criaram problemas de financiamento para os déficits de Washington e ameaçam o papel do dólar como moeda de reserva mundial. As guerras e a pressão que os déficits do orçamento põem no valor do dólar colocam a Segurança Social e os cuidados de saúde numa posição delicada. Goldman Sachs, ex-presidente, e Hank Paulson, Secretário de Finanças, procuram estas proteções para os idosos. O presidente federal Bernanke também. Os Republicanos também querem. A estas proteções chamam-lhes “direitos devidos”, como se fossem uma espécie de previdência social para o qual o povo não tenha pago em descontos nos salários durante toda a sua vida de trabalho.

Com mais de 21% de desemprego, medido pela metodologia de 1980, com os empregos nos EUA, o PIB e a tecnologia dada à China e à Índia, com a guerra a ser a maior responsabilidade de Washington, com o dólar sobrecarregado de dívida, com a liberdade civil sacrificada à “guerra ao terror”, a liberdade e a prosperidade do povo americano foram atiradas para o caixote do lixo da história.

O militarismo dos EUA e do Estado de Israel, a gula das empresas e de Wall Street, seguem agora o seu curso, Quando a caneta é censurada e o seu poder é extinto, retiro-me de cena…

* Paul Craig Roberts foi editor do Wall Street Journal e Secretário-assistente do Tesouro dos EUA, este texto foi publicado no infowars.com de 24 de Março de 2010, Tradução de João Manuel Pinheiro

A mídia e suas damas contra Cuba


Na ânsia por virar a página da pré-história da Humanidade, há homens e mulheres que têm se dedicado a fortalecer os laços de solidariedade, coletivismo, justiça e amizade, dando o melhor de si para construir relações mais harmoniosas de convivência entre países e povos.

Por João Felício e Rosane Bertotti*

Na linha de frente dessa caminhada, há um país e um povo que têm se esmerado por fazer valer este compromisso, conduzindo a bandeira da liberdade, da igualdade e da fraternidade com invulgar determinação. Em que pesem as tremendas atrocidades a que ambos – país e povo - vêm sendo vitimados pela – ainda - principal potência do planeta e seu bloqueio criminoso, Cuba exibe as mais altas taxas de educação, saúde e segurança pública do planeta.

Desde a revolução de 1º de janeiro de 1959, o povo cubano tem dado mostras de sua lealdade aos princípios, de sua inflexão frente à injustiça e de seu compromisso com a verdade. O que não quer dizer, obviamente, infalibilidade nem algo que se aproxime de uma “sociedade perfeita”. Como toda obra humana, a revolução cubana tem suas imperfeições e são os próprios cubanos, na busca incessante pela superação, os mais críticos e auto-críticos.

Para não nos estender, lembramos dos milhares de cubanos que entregaram generosamente sua vida no combate ao apartheid, lutando ombro a ombro com as tropas angolanas contra os racistas sul-africanos; dos milhares de médicos que, superando os profissionais das próprias Nações Unidas, brindam generosamente seu apoio em todos os rincões do planeta, inclusive no Brasil; do atendimento gratuito a dezenas de milhares de vítimas da tragédia de Chernobyl; dos professores que ajudaram a fazer da Bolívia e da Venezuela, assim como a própria Ilha Caribenha, territórios livres do analfabetismo; sem falar nas dezenas de milhares de alunos que acolhem dos países mais pobres da América – inclusive dos próprios EUA – que se formaram nas universidades cubanas em medicina e outras profissões essenciais para a defesa da vida.

A mesma mídia que desconhece tais feitos de um processo tão generoso, agora tem a pretensão de transformar o boato em fato ao promover criminosos comuns a presos políticos. Sem medidas para o seu achincalhe, os donos dos meios de comunicação utilizam-se da própria figura heróica das Mães da Praça de Maio, que combateram o bom combate contra a ditadura argentina, para, através das “Damas de Branco”, fazer um arremedo de “lutadoras pela liberdade”. Sem o menor descaramento, tais figuras, comprovadamente a soldo de governos estrangeiros, vêm sendo patrocinadas diretamente pela embaixada norte-americana, que tem inclusive participado com pessoal diplomático de tais ações de solidariedade aos seus agentes. A despeito de toda essa ajuda imperialista e de jornalistas-satélites, essa “oposição” não consegue reunir sequer mais que uma dezena em suas manifestações públicas.

No território cubano não existem presos políticos, torturas nem assassinatos, pois foi contra esta barbárie que a revolução se fez e consolidou. Os que existem e eles são muitos, estão todos localizados na Base de Guantánamo, ocupada militarmente há mais de um século pelo governo dos Estados Unidos. Alguns dos instrumentos utilizados nas masmorras para o escárnio podem ser vistos no Museu da Revolução, em Havana, que os exibe como prova de um tempo que não voltará, jamais. Assim como os mendigos pertencem a um lugar do passado, os milhões de cubanos só tomaram conhecimento de tamanhas atrocidades pelos livros didáticos.

Em Cuba, evidentemente, existem problemas, mas não estão no terreno dos direitos humanos, nem da tão propalada – e tão pouca praticada nos nossos países - liberdade de expressão. A chiadeira dos donos da mídia no Brasil contra a Conferência Nacional de Comunicação é prova disso.

Mas voltando à Ilha, é bom lembrar o grande poeta e herói da independência de Cuba, José Martí: “Os homens não podem ser mais perfeitos que o sol. O sol queima com a mesma luz que esquenta. O sol tem manchas. Os ingratos não falam mais que das manchas. Os agradecidos falam da luz”.
.

No dia 29 de março, antes da tragédia do Rio, e depois da calamidade causada pelas chuvas de verão em SP, o governo lançou o PAC 2. Uma das prioridades é o plano Cidade Melhor , com investimento previstos de R$ 57,1 bilhões para enfrentar os grandes desafios das periferias metropolitanas, a saber: saneamento (R$ 22,1 bi); deslizamentos (R$ 11 bi); drenagem e contenção de encostas ( R$ 6 bi). No dia seguinte, a mídia demotucana que agora cobra um plano de emergência', estampou os seguintes editoriais, replicados pela campanha serrista: ESTADÃO – ‘...A MAIOR PARTE do programa não passa de um amontoado ...de promessas destinadas a seduzir uma parte do eleitorado urbano: mais casas, transportes, água, luz, saneamento e outros serviços essenciais....’ FOLHA —‘...EM NOVO ATO de campanha eleitoral, o governo divulgou anteontem a segunda versão PAC. Além de proporcionar mais um palanque para a candidata oficial Dilma Rousseff, é de perguntar qual seria o objetivo desse PAC 2...’ GLOBO –‘...DIANTE DA realidade fiscal longe do tom ufanista dos que entendem que o Estado será o grande indutor dos investimentos, em algum momento gestores dos PACs terão de pensar a sério em como mobilizar capitais privados, reativar as PPPs. Se não, o que seria para acelerar o crescimento, estimulará o endividamento público...’
(Carta Maior, 07-04)

Outra do Zé Inacabado: desabamento em outra estação de metrô.


O Conversa Afiada publica e-mail do amigo navegante Rivaldo:

PH,

Veja que belo exemplo de competência na execução de obra demotucana em SP.

A foto do caminhão fazendo acrobacia circense na futura estação Morumbi poderia se juntar àquelas dos caminhões enterrados na inacabada estação Pinheiros, ou àquelas das viga do roboanel que esmagou vários veículos.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1559734-5605,00.html

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,guindaste-das-obras-da-estacao-morumbi-do-metro-tomba-sobre-a-calcada,534894,0.htm

Itamar põe FHC no devido lugar!

Sugestão do amigo navegante rogério:

Enviado em 05/04/2010 às 19:02

Paulo,
Eis o vídeo onde o Itamar “espinafra” com urtiga FHC:
esse pinóquio político, que espalha aos quatro ventos ser o autor do plano real, como nessa entrevista:
“Então, não cheguei à Presidência porque sou intelectual, mas porque fui ministro, fiz o Real e não sou, nem nunca fui, complicado para falar.”
A versão do verdadeiro pai da criança.
Observe a ironia com que Itamar trata FHC: Dr Cardoso.


Esse traíra deveria ser demitido pelo LULA!

Lula vai dar aumento de 7% ao aposentado (o “vagabundo” do FHC).


Vagabundo, né ? Vagabundo vota ...

Saiu na Folha (*) da província de S. P. :

“Aposentado pode ter reajuste de 7%.”

“Proposta, retroativa a janeiro e acertada entre governo e partidos da base aliada (sic), depende de aval de Lula.”

“MP previa originalmente aumento de 6,14% para quem ganha mais do que um salário mínimo, mas emendas sugeriam reajustes maiores”.

Para tumultuar e arrombar o cofre da Previdência, a Oposição quer dar aumentos maiores.

Lula vai vetar.

Saiu na Folha (*), pág. B9 :

“Classe C é a que mais se expande em 2009”.

“Mesmo com a crise (aquele tsunami da Miriam Leitão – PHA), participação no total da população aumentou de 45% para 49%, enquanto classes D/E encolheram…”

“Nos últimos cinco anos (de Governo Lula – PHA) a classe C ganhou 30 milhões de pessoas. Alta renda ampliou participação em apenas um ponto em 2009”.

Ou seja, os pobres sobem para a classe média e os ricos crescem mais devagar.

Ou seja, dá-se a distribuição de renda.

Embora o editorial da Folha (*) na pág. 2 se estrebuche para dizer o contrário, e o Jobim apunhale o Lula pelas costas (veja o vídeo, que mais parece o “Júlio Cesar’, de Shakespeare) , o Lula vai pendurar o FHC no pescoço do Serra.

Bye-bye Serra 2010.

Em tempo:
quem chamou o aposentado de “vagabundo” ? Foi o Fujimori ? Foi o Menem ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

terça-feira, 6 de abril de 2010

MANSÃO DE SERRA EM SÃO PAULO NÃO FOI DECLARADA AO FISCO, NEM À JUSTIÇA ELEITORAL .

post do cloaca news

Na Declaração de Bens que o ex-governador Zé Chirico entregou à Justiça Eleitoral, em 2006, não foi feita menção à nababesca residência do tucano no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste paulistana.
Como se sabe, o pré-candidato do PSDB à presidência da República é o feliz proprietário de um palacete situado na rua Antônio de Gouveia Giudice, a poucos metros do chiquérrimo Shopping Villa-Lobos. Naquela região, conhecida pelo altíssimo padrão de vida de seus habitantes, os imóveis raramente custam menos de R$ 2 milhões.
Há pouco mais um ano, o jornal O Globo chegou a noticiar um assassinato ocorrido nas proximidades da suntuosa morada de Serra, fazendo uma alusão ao endereço ilustre.
Recentemente, a máfia midiática que infesta nosso país difundiu notícias de que o PT já teria encontrado uma "mansão" em Brasília para "acomodar" a ex-ministra Dilma Rousseff. Segundo a Folha, "o imóvel é térreo, tem três quartos e não fica de frente para o lago" , o que nos deu a dimensão da luxuosidade e do fausto exigido pela candidata petista ao Planalto.
Em matéria imobiliária, no entanto, os tucanos nadam de braçada. Em 2008, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, realizou o sonho da mansão própria antes mesmo de tomar posse no cargo, e até mesmo a mobília lhe saiu na faixa.

Brasil rural só não concentra mais terras que a Namíbia.


Um "país" dentro do Brasil com 30 milhões de habitantes, com a quadragésima (40a) maior população do mundo, atrás apenas de Brasil e Argentina na América do Sul. Este "numeroso contingente" que forma a "nação" do Brasil rural, mesmo que cada vez menos quantitativa em comparação às multidões dos centros urbanos, continua sendo relevante.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que analisou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008 , "as dificuldades a que essa população [rural brasileira] está sujeita produzem, do ponto de vista social, grandes impactos".

A acentuada desigualdade - já destacada em outros levantamentos como o Censo Agropecuário 2006 - é um dos principais traços desta "pátria" fora das cidades. A concentração de renda dos domicílios rurais brasileiros, aferida segundo o índice de Gini, atinge 0,727. Guardadas as devidas particularidades e apenas a titulo de comparação em termos de grandeza, no mundo todo, somente a Namíbia, com 0,743, apresenta índice maior, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 das Nações Unidas. Quanto maior o índice (que vai de 0 a 1), maior a concentração.

Países com concentração acima 0,6 se enquadram nos "níveis extremamente altos de desigualdade social". Além da Namíbia, apenas Comores (0,643) - formada por três ilhas entre a Costa Oriental de África e Madagascar - e Botsuana (0,61) fazem parte do grupo. O Brasil fica atrás apenas dos três países africanos já citados e de Haiti (0,595), Angola (0,586), Colômbia (0,585), Bolívia (0,582), África do Sul (0,578) e Honduras (0,553).

"A questão da concentração do patrimônio rural no Brasil precisa ser resolvida. O fortalecimento da democracia implica distribuir melhor esse patrimônio", comentou Brancolina Ferreira, coordenadora de Desenvolvimento Rural da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) e uma das autoras da publicação. "Grande parte da mídia demoniza os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária. Eles contribuíram muito para a democratização no campo, que ainda tem um longo caminho a percorrer", completou.

Além da concentração, também surpreende a quantidade de não remunerados em empreendimento do grupo agrícola: eles representam 43% da mão de obra rurícola (veja divisão abaixo). Uma das hipóteses plausíveis sugeridas no estudo do Ipea é que a maior parte desses trabalhadores vive em domicílio em que a família possui alguma fonte de renda.

"Porém, dada a expressividade do número de não remunerados no total da força de trabalho ocupada, é provável que no interior deste contingente encontremos relações precárias de trabalho e desemprego", completa o estudo. Na avaliação do Ipea, este cenário de vulnerabilidade "confirma a atualidade e urgência da reforma agrária como única forma de superar as condições precárias de vida e a pobreza que caracteriza o meio rural brasileiro".

Ocupação e grau de formalização

Quase 70% dos grupamento agrícola estão fora de qualquer relação de assalariamento - 43% de não-remunerados e 25% de trabalhadores por conta própria. "Este elevado contingente está sujeito a uma renda instável, sujeita a um conjunto de fatores sobre os quais os trabalhadores não possuem controle", prossegue o comunicado divulgado pelo Ipea na última quinta-feira (1/4). "O risco de uma renda insuficiente ao provimento de bens necessidades básicas reforça a importância da previdência social e dos programas sociais de transferência de renda do governo federal no meio rural".


A confirmação do emprego temporário como "elemento estruturante do mercado de trabalho agrícola, respondendo por 43% de empregados ocupados" (confira gráfico acima) também sobressai no trabalho do Ipea sobre a PNAD 2008. "A alta taxa de participação dos temporários sintetiza algumas das características ainda dominantes na área rural: sazonalidade das ocupações, relações de trabalho altamente instáveis, baixos salários, trabalho braçal e extenuante e péssimas condições de trabalho", analisa o instituto.


Participação homens/mulheres

A forte desigualdade entre homens e mulheres nas ocupações agrícolas (Tabela I) constitui outro aspecto observado nos dados. "A proporção de mulheres em atividades precárias e não remuneradas (incluindo a produção para o próprio consumo) é significativamente maior que a de homens dedicados a estas atividades. O mesmo não se verifica nas atividades remuneradas, em que os homens representam mais que 85% da força de trabalho empregada em todas as condições de ocupação", sublinha o Ipea.



Para Brancolina, da Disoc, o quadro é preoupante não só pela grande quantidade de trabalhadores rurais que estão fora de qualquer relação de assalariamento, mas também por causa das condições enfrentadas por elas (inclusive quanto às dificuldades de acesso à educação). "As mulheres funcionam como um exército de reserva de trabalhadores do campo. Elas não possuem renda e muitas vezes trabalham em substituição aos homens, que se locomovem para outras frentes de trabalho em busca de melhores salários".

"À concentração urbana dos trabalhadores se contrapõe uma baixa participação da população rural no total de ocupados, resultado de todo o processo de concentração fundiária e de expulsão da população rural ao longo do século XX", avalia o Ipea. As políticas dirigidas ao fortalecimento do agronegócio, frisa o instituto, "intensificam e reproduzem esta herança".

Renda

O rendimento médio mensal do trabalho principal para a família nas áreas rurais do país se limita a 35% (R$ 360) do rendimento médio mensal do trabalho principal daqueles que vivem nas cidades (R$ 1.017). Quando o critério adotado é a atividade propriamente dita, esta diferença aumenta: o rendimento médio mensal do trabalho principal agrícola (R$ 335) é menor que um terço (32,8%) do rendimento médio de atividades não-agrícolas (R$ 1.020).

Os números que evidenciam a discrepância entre as realidades rural e urbana no Brasil ficam evidentes nas Tabelas II e III (veja abaixo) e são complementados por outros indicadores. A renda média mensal da População Economicamente Ativa (PEA), residente em área rural, representa apenas 43% da renda de mesmo tipo auferida pela PEA com domicílio em área urbana.




Tanto o rendimento médio no meio rural quanto o rendimento médio de atividade agrícola detectados em 2008 sequer alcançavam o salário mínimo da época (R$ 415). A verificação de rendimentos menores que o mínimo transparece nos rendimentos por classes. A partir desta divisão, é possível notar que 43% das pessoas com 10 anos ou mais, ocupadas na atividade agrícola (Tabela IV), simplesmente não tinham nenhum rendimento.



Os rendimentos médios mensais dos empregados permanentes e dos trabalhadores por conta própria eram, como mostra a Tabela V, bastante próximos entre si: R$ 567 e R$ 509, respectivamente. Enquanto o rendimento médio mensal do empregado temporário era de R$ 344 em 2008, a média do empregador, com pelo menos um empregado, era de R$ 2.552. Em suma, os temporários e os permanentes ganhavam, respectivamente, cerca de 13,4% e 22,2% da quantia média acumulada pelos empregadores.



A distribuição dos rendimentos médios mensais da PEA pelas diferentes regiões do país também é revaladora. A renda média no Nordeste não ultrapassava R$ 296, inferior ao salário mínimo, justamente na região onde é maior a proporção de pessoas vivendo em áreas rurais - e a média dos valores correspondentes nas demais regiões do país era de R$ 578,75. Vale ressaltar ainda que a grande maioria das ocupações no meio rural (em torno de 70%), detectada pela PNAD 2008, estava ligada à agricultura familiar, que responde ainda por cerca de 70% da produção de alimentos no Brasil.

Panorama

Conforme dados selecionados da PNAD 2008, os domicílios rurais abrigam pouco mais de 16% do total de habitantes do País. "A diferença em relação ao tamanho da população das cidades, amplamente majoritária, tem por vezes suscitado a opinião de que a questão agrária perdeu muito de sua importância, e que a questão social se transferiu, junto com os milhões de trabalhadores migrantes, para a cidade", realça o comunicado.

Os autores do comunicado específico sobre o meio rural lembram que "a dinâmica da modernização econômica, que engendrou a acelerada urbanização do país, teve, nas áreas rurais, um caráter conservador: transformou a base técnica da produção, obrigando a mão de obra a migrar para as cidades, sem contudo alterar o padrão fundiário dominante".

"A expressiva repercussão do Censo Agropecuário 2006, os debates fortemente polarizados que a divulgação de seus resultados suscitou, e outras controvérsias relativas ao meio rural, como a proposta de reajuste dos índices de produtividade, confirmam, por si só, a permanência da questão agrária", completa o estudo, que julga as políticas públicas de desenvolvimento rural e o aprimoramento constante das informações relativas aos modos de vida e produção da população do campo como "imprescindíveis".

Nas regiões Nordeste e Norte, por exemplo, a população rural bate 27,6% e 22%, respectivamente. Mais urbanizada do País, a Região Sudeste tem só 8% de sua população residindo na zona rural. A mesma região, porém, abriga a segunda maior concentração de população rural (20,5% da soma nacional). Nesse quesito, a Região Sudeste só perde para a Região Nordeste, que concentra 48% da população rural, como frisa o documento do Ipea.

Na zona urbana, a taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos é de 7,5%. Na zona rural, esta mesma taxa chega a 23,5%. A população mais escolarizada, com mais de 11 anos de estudo, representa mais de 40% da população urbana e apenas 12,8% da população rural. A maioria da população do campo (73%) sequer completou o ensino fundamental.

De 2004 para 2008, a porcentagem de domicílios abastecidos por energia elétrica subiu de 81% para 91%, em grande medida graças ao Programa Luz para Todos de eletrificação rural, implementado pelo governo federal.

Por meio dos indicadores da PNAD 2008, o comunicado do Ipea mostra que apenas um terço dos domicílios rurais não possui água encanada. Nas cidades, este percentual não atinge 3%. Outro relatório apresentado no final de março pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelou que 23% das casas nas áreas rurais do Brasil eram atendidas por saneamento básico em 2008. A cobertura é inferior aos dados recolhidos pelas Nações Unidas acerca da área rural de países da África e da Àsia como Sudão (24%), Nepal (24%), Nigéria (25%) e Afeganistão (25%).

Fonte: MST, com informações da Agência Ipea

Itamaraty derrota os EUA e o PiG (*).


Amorim: é mais facil enfrentar os americanos do que o PiG (*)


Como se sabe, o Brasil obteve memorável vitória na Organização Mundial de Comércio contra o Estados Unidos, por conta dos subsídios que os americanos concedem a seus produtores de algodão.

O Brasil conquistou o direito de aplicar represálias contra os Estados Unidos.

O Brasil derrotou os Estado Unidos, convenceu a OMC, mas perdeu para o PiG (*).

O PiG (*) defendeu furiosamente os americanos.

E exigiu que o Brasil cedesse aos americanos.

Hoje, “os EUA cedem e Brasil adia retaliação”, diz o estadão, provavelmente em prantos, na pág. B1.

Dois dias antes de o Brasil aplicar retaliações contra produtos americanos, os EUA aceitaram retirar subsídios à produção e exportação de algodão.

Prevaleceu a posição do Itamaraty, que esperou até o último minuto uma proposta americana e encontrar uma saída negociada.

Lamentavelmente, o Itamaraty foi obrigado a desmoralizar o PiG (*), de novo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Paixão conservadora pelo obscurantismo.(leia na íntegra)


A grande mídia sente uma atração fatal pelas forças do atraso, pelo endeusamento do mercado, pela negligência dos direitos dos oprimidos. O conservadorismo chega a ser um estilo de vida, uma forma de lutar contra qualquer forma de inclusão, seja social, cultural, digital.

Jornais e revistas de grande circulação, redes de TV e rádio com os maiores índices de audiência continuam se alinhando com as forças do atraso, mesmo em seu momento de maior refluxo. Em um tempo em que o mercado demonstra ser incapaz de prover solução aos graves problemas que afligem a maior parte da população, esses veículos parecem inteiramente desnorteados ao ver seu prestígio, poder de influência e capacidade de influenciar opiniões em franco declínio.

Se há dez ou quinze anos um escândalo tinha sempre sobrevida para freqüentar as capas das revistas semanais, primeiras páginas dos jornalões e lugar de destaque na escalada dos maiores telejornais da noite, hoje os escândalos têm vida curta, começam como pequenas ondas e, como elas, terminam sem nunca alcançarem o apogeu. Acontece que escândalos fabricados nascem com prazo de validade vencido. E se conseguem repercutir por três dias, uma ou duas semanas, já é um feito e tanto. O expediente, de tão usado, perdeu o impacto; as pessoas comuns torcem a boca, esboçam sorriso maroto e nem se dão mais ao trabalho de acompanhar a história.

Tema vital
O conservadorismo mostra sua cara quando insiste em menosprezar a legitimidade de, por exemplo, o Bolsa Família. E o rotula como Bolsa Esmola, Bolsa Mendicância e Bolsa Vagabundagem. E apresenta-se de corpo inteiro quando rechaça políticas de ação afirmativa como a de garantir aos afrodescendentes, aos índios, aos ciganos, facilidades para o acesso à educação universitária.

Como muitos medicamentos, o conservadorismo tem como princípio ativo o olhar de soberba, de cima para baixo, a não aceitação que o pessoal do andar de baixo tem os mesmos direitos que os do andar de cima, que a lei é soberana para todos e que a esta todos devem se submeter. O conservadorismo chega a ser um estilo de vida, uma forma de lutar contra qualquer forma de inclusão, seja social, cultural, digital.

A mídia potencializa o conservadorismo quando criminaliza movimentos sociais e interdita o debate sobre liberdade de expressão criando cortinas de fumaça em torno do que deseja, realmente, preservar. E o que ela anseia com todas as suas forças e meios nada mais é que perpetuar a concentração da propriedade dos meios de comunicação, mantendo como cláusula pétrea de sua atividade a compreensão de que, ao contrário do que reza a Constituição federal, não compete ao Estado lançar seus olhos sobre os meios de comunicação que atuam no segmento do rádio e da televisão.

Em outras palavras, pode-se afirmar que qualquer mudança no modus operandi do Estado em relação a este tema vital para a sociedade seria visto como crime de lesa-pátria. Há que se manter aquele conceito de propriedade vigente por tanto tempo à época do Brasil Colônia – o das sesmarias.

Interesses ocultos
Não podemos esquecer que a grande mídia sente uma atração fatal pelas forças do atraso, pelo endeusamento do mercado, pela negligência dos direitos dos oprimidos. No caso do Brasil, estou bem convencido que a grande mídia brasileira é...

** ... a mesma mídia que foi contra o governo de Getúlio Vargas e seu projeto nacionalista e popular, levando-o ao suicídio;

**... a mesma mídia que se posicionou fortemente contra o governo de Juscelino Kubitschek;

**... a mesma mídia que apoiou o golpe militar de 1964;

**... a mesma mídia que apoiou a ditadura (e hoje tenta reescrever a história dizendo que foi contra a ditadura ou ocultando que lhe foi favorável);

**... a mesma mídia que abafou a inspiradora campanha das "Diretas já!", engolfando o Brasil de norte a sul;

**... a mesma mídia que na eleição de 1989 tentou convencer a população que o Lula e o PT eram responsáveis pelo seqüestro do empresário Abílio Diniz;

**... a mesma mídia que apoiou Fernando Collor e editou o debate final naquela eleição em favor dele;

**... a mesma mídia que abafou a crise econômica e o fato de que o Brasil estava quebrado durante a eleição de 1998, favorecendo decisivamente a reeleição do presidente;

**... a mesma mídia que publicou ficha apócrifa de Dilma Rousseff como se fosse original dos arquivos da ditadura;

**... a mesma mídia que assacou de forma impiedosa contra a honra e os valores morais do presidente da República no sórdido episódio protagonizado por Cesar Benjamin;

**... a mesma mídia que boicotou solenemente (e desmereceu) a 1ª Conferência Nacional da Comunicação, e que apoiou de maneira irrestrita e apaixonada o 1º Fórum Democracia & Liberdade de Expressão, patrocinado por seu Instituto Millenium;

**... a mesma mídia que se aproveita da liberdade democrática para servir a interesses ocultos, geralmente manipulando as informações e o conhecimento, visando produzir apenas indivíduos dotados de opiniões, não de conhecimento, nem de sabedoria.

O que você precisa saber sobre os pedágios mais caros do mundo em SP(veja na íntegra).


Por Douglas Yamagata

Veja abaixo, os pedágios no Estado de São Paulo em números:

- Número de pedágios no estado de SP: passou de 40 para 163 postos de pedágios nos governos tucanos;

- Novas praças de pedágios no estado de SP: Governo Serra promete a instalação de mais 60 novas praças de pedágios;

- Faturamento das praças de pedágios no estado de SP: R$126,00 por segundo;

- Lucro Líquido da Autoban (Anhanguera e Bandeirantes): entre 1998 e 2008 acumulou lucro líquido de R$812,1 milhões;

- Lucro Líquido da Ecovias (Imigrantes e Anchieta): entre 1998 e 2008 acumulou lucro líquido de R$657 milhões;

- Tarifas de pedágio no mundo: entre R$0,02 e 0,04 (por km rodado);

- Tarifas de pedágio no estado de SP: entre R$0,07 a R$0,16 (por km rodado);

- Tarifa de pedágio das concessionárias do Governo Federal: para andar 562 km na Fernão Dias (São Paulo à Belo Horizonte), paga-se apenas R$8,80 (R$0,015 por km rodado). Ou seja, a menor tarifa cobrada pelas concessionárias do Governo de São Paulo é 10 vezes maior que a cobrada pelas concessionárias do Governo Federal.

- Valor pago pelos paulistas em tarifas à Concessionárias em 2008: R$3,920 bilhões;

- Quantidade de veículos (automóveis, caminhões e ônibus que pagam pedágios: 21,6 milhões;