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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pastores do Malafaia têm salário de até R$ 20 mil, além de casa e carro

Silas Malafaia, 53, informou que o salário dos pastores de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, vai de R$ 3.000, para iniciantes, a R$ 20.000, com benefícios que incluem casa mobiliada, escola para filhos e plano de saúde. Pastores com experiência têm direito a carro do ano.
É a primeira vez que um líder religioso neopentecostal revelou o salário dos pastores. Na falta de maiores informações, os valores citados por Malafaia podem ser tomados como referência do mercado de salários dos pregadores da Bíblia.
As perspectivas desses profissionais são as melhores possíveis, considerando que não precisam ter formação universitária. Um professor de ensino médio não ganha tanto, nem sequer um médico em início de carreira, por exemplo.
“Mas é preciso saber ler a Bíblia, pregar, explicar”, disse Malafaia à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí de setembro reportagem sobre o pastor. “Não adianta o cara [candidato a pastor] vir com chorumela”, avisou Malafaia.
Na semana passada, a BBC Brasil informou que os pastores mais habilidosos estão sendo disputados pelas igrejas neopentecostais. Está se tornando cada vez mais comum um pastor mudar de igreja para ganhar mais, a exemplo do que ocorre em outras atividades.
A valorização desses profissionais se deve a um conjunto de fatores: o bom desempenho da economia brasileira, o fortalecimento do poder aquisitivo das classes C e D (onde há proporcionalmente mais evangélicos) e a disputa cada vez mais acirrada entre as igrejas evangélicas pelo mercado de fiéis.
O número de vagas é crescente e faltam profissionais. A procura por bons profissionais supera a oferta.
Malafaia informou que vai abrir 250 igrejas nos próximos cinco anos. Considerando que cada templo necessita no mínimo de dois pastores, a Vitória de Cristo vai precisar de pelo menos 500 profissionais. Atualmente, a subdenominação tem cerca de 100 templos.
É aconselhável que os candidatos a pastor saibam o inglês ou outro idioma, porque as igrejas neopentecostais vão continuar se expandindo para o exterior, em ritmo cada vez mais acelerado. A Igreja Universal, por exemplo, já se encontra em 110 países, onde o "negócio" é administrado, na maioria dos casos, por brasileiros, tidos como os de "mais confiança" em relação aos pastores "nativos".
A Universal tem mais filiais no exterior do que qualquer multinacional brasileira, registrou a BBC. Em Londres, o esforço agora da denominação é cativar os ingleses, não só, portanto, os brasileiros lá radicados.
A Igreja Mundial segue o caminho da Universal. Além de ter um forte crescimento no Brasil, a igreja de Valdemiro Santiago se expande sobretudo na África. Pouco se sabe da Igreja Internacional da Graça, do discreto R.R. Soares, mas seus planos também são expansionistas.
Na Universal, o pastor tem de cumprir meta de arrecadação de dízimo, como qualquer vendedor de apólice de seguro ou do comércio atacadista, por exemplo. Há prêmios, como viagem a Jerusalém, àqueles que obtêm os melhores resultados.
Além de bom salário, os pastores sempre têm a possibilidade de abrir “o próprio negócio” sem praticamente nenhum investimento. Para registrar uma igreja e começar a pregar e colher dízimo, desfrutando de isenção de impostos, basta R$ 500, no máximo, sem contar o aluguel de um salão.
post do contextolivre

quarta-feira, 5 de maio de 2010

COMO O MUNDO SEM INTERNET ERA DIFERENTE!!!

A porta giratória que une a campanha de Serra às redações da Folha de São Paulo e da revista VEJA moveu-se mais uma vez: Márcio Aith, que, aspas para o jornal na coluna Painel, "vinha trabalhando na Folha como repórter especial" -e pouco antes fora editor-executivo de VEJA-- agora passa a trabalhar diretamente na campanha demotucana, como coordenador de imprensa do candidato do conservadorismo brasileiro. Um dos recentes serviços de Aith na forma ‘ reportagem' foi o factóide sobre a Telebrás. A tentativa era inviabilizar a política de universalização do acesso à web --que será anunciada hoje-- criando um vínculo de interesses escusos entre o programa do governo e consultorias prestadas pelo ex-ministro José Dirceu a sócios da estatal . A Advocacia Geral da União desmentiu essa possibilidade ao esclarecer que os 16 mil quilômetros da rede de fibra ótica a serem utilizados no programa, juridicamente já haviam sido retomados pelo Estado brasileiro, embora o sistema Telebrás tenha sido privatizado por FHC, em 1998. Em vão. Em uma das ‘matérias', Aith dizia que "Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás". A nova atribuição do jornalista , agora pela frente, esclarece de forma cabal as motivações por trás do seu trabalho anterior.

(Carta Maior apóia Dilma Rousseff e nada tem contra o engajamento de jornalistas e veículos, desde que isso se dê de forma transparente para o discernimento do leitor; nota atualizada 14:36; 05-05)

terça-feira, 6 de abril de 2010

O que você precisa saber sobre os pedágios mais caros do mundo em SP(veja na íntegra).


Por Douglas Yamagata

Veja abaixo, os pedágios no Estado de São Paulo em números:

- Número de pedágios no estado de SP: passou de 40 para 163 postos de pedágios nos governos tucanos;

- Novas praças de pedágios no estado de SP: Governo Serra promete a instalação de mais 60 novas praças de pedágios;

- Faturamento das praças de pedágios no estado de SP: R$126,00 por segundo;

- Lucro Líquido da Autoban (Anhanguera e Bandeirantes): entre 1998 e 2008 acumulou lucro líquido de R$812,1 milhões;

- Lucro Líquido da Ecovias (Imigrantes e Anchieta): entre 1998 e 2008 acumulou lucro líquido de R$657 milhões;

- Tarifas de pedágio no mundo: entre R$0,02 e 0,04 (por km rodado);

- Tarifas de pedágio no estado de SP: entre R$0,07 a R$0,16 (por km rodado);

- Tarifa de pedágio das concessionárias do Governo Federal: para andar 562 km na Fernão Dias (São Paulo à Belo Horizonte), paga-se apenas R$8,80 (R$0,015 por km rodado). Ou seja, a menor tarifa cobrada pelas concessionárias do Governo de São Paulo é 10 vezes maior que a cobrada pelas concessionárias do Governo Federal.

- Valor pago pelos paulistas em tarifas à Concessionárias em 2008: R$3,920 bilhões;

- Quantidade de veículos (automóveis, caminhões e ônibus que pagam pedágios: 21,6 milhões;