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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Enquanto PM brinca de ditadura na USP, bandidagem se esbalda

duguim no Blog da Cidadania


O elevador para em um dos andares inferiores enquanto descia para a garagem. A vizinha embarca de cabeça baixa, emite um bom dia quase inaudível e permanece de perfil para nós. Geralmente simpática, está equidistante. A patroa puxa papo. A mulher não tem como deixar de se voltar para responder. Aí entendemos a razão da esquiva.
Um Band-aid se estende espalhafatosamente pela face esquerda. Tina, espontânea como de costume, espanta-se e solta um gemido, ao que a cutuco pedindo discrição. A vizinha baixa os olhos e, inevitavelmente, fica constrangida. A curiosíssima e indiscreta companheira não deixa por menos:
– Meu Deus! Está tudo bem?
Cutuco de novo, em vão. A curiosidade da companheira é tão grande quanto o coração. Seu tom carinhoso e solidário, porém, solta a língua da vizinha.
– Aconteceu alguma coisa, querida? A gente pode ajudar?
– Eu… Fui assaltada ontem, no trânsito.
– Nossa! Mas onde? Te agrediram?
– Ali no fim da Frei Caneca, no semáforo. Comecei a chorar e ele me espetou com o canivete. Quase pega no olho…
A esta altura, a voz da mulher já está embargada e os olhos, rasos d’água. A Tina a abraça e lhe acaricia os cabelos, pedindo “calma, calma, calma…”.
O elevador para no térreo e desembarcamos com a vizinha, apesar de que estávamos indo para a garagem. Sentam-se no sofá do hall do prédio e continuam a conversa.
– Você deu queixa?
– Pra que? Pra nada… Fui cuidar do machucado. Eu acho, acho que… E se ficar marca?
A mulher volta a chorar, agora copiosamente.
*
Chegamos tarde ao escritório. A vizinha nos tomou, pelo menos, uma meia hora. Já são nove e meia. Mas, enfim, manifestar solidariedade é uma obrigação, sobretudo entre vizinhos.
Não há vaga para estacionar. A universidade em frente à casa em que fica meu escritório consome cada vaga em um raio de pelo menos uns 500 metros ao redor. Começo a percorrer a redondeza e, surpreendentemente, encontro vaga menos distante do que de costume quando chego tarde.
Quando começo a manobrar para estacionar, minha passageira de todas as manhãs me adverte que pare porque a vaga está cheia de “cacos de vidro”. Paro o carro e desço para olhar. Não são cacos de um vidro qualquer, são cacos de um para-brisa ou de qualquer outra janela de um veículo.
A cena é comum em São Paulo. É difícil que alguém que possua um veículo nunca tenha sido vítima desse tipo de depredação de seu patrimônio. Não há semana em que não se encontre cacos de vidro de automóveis espalhados pela rua. O roubo de toca-fitas ou do próprio veículo é uma praga que só faz aumentar, por aqui.
*
Roubos, furtos, assassinatos, estupros, latrocínios, agressões racistas e/ou homofóbicas, tudo isso se tornou incontrolável, em São Paulo. Regiões movimentadas e centrais como a avenida Paulista, por exemplo, não têm policiamento. Aqui e ali, uma dupla de policiais entediados em guaritas adornadas com os motivos da Polícia Militar.
Não há policiamento, em São Paulo. Por conta disso, até na principal avenida da cidade os paulistanos podem ser vitimados por ataques de gangues, assaltos etc. É comum encontrar alguém consumindo drogas tranquilamente, por ali. Dia desses, passei por um casal que fumava um verdadeiro charuto de maconha despreocupadamente.
Quando se olha para os contingentes imensos que a Polícia Militar paulista costuma deslocar para reprimir manifestações de professores ou de alunos, por exemplo, a questão vem à mente: onde fica toda aquela polícia, no resto do tempo? Para desocupar a USP, cerca de QUATROCENTOS policiais. Helicópteros, viaturas, um verdadeiro aparato de guerra.
A imprensa, em vez de denunciar a falta de polícia para proteger os cidadãos, une-se ao pequeno exército de policiais militares que o governo tucano de São Paulo mobilizou para produzir cenas como a da imagem que encima este texto. Apontar um trabuco desses para um estudante… O governo paulista enlouqueceu. Seria ridículo, se não fosse trágico.
E os repórteres da grande imprensa hostilizando os estudantes? É papel da imprensa insultar manifestantes? A repórter do SBT que chamou os estudantes da USP de “maconheiros” estava lá para colher informações ou para ajudar a polícia que desguarneceu ainda mais as ruas para combater os “perigosos” garotos e garotas que ocuparam a reitoria da universidade?
Não dá para criticar os estudantes da USP. Pouco importa se o método que escolheram para protestar contra o aumento do efetivo da PM no campus foi equivocado. Quando o governo monta uma operação de guerra com um contingente policial desse tamanho enquanto a cidade pena nas mãos dos bandidos, tudo mais perde o sentido.
Esse episódio simboliza à perfeição o massacre que a educação sofre no Estado de São Paulo por obra dos governos fascistas do PSDB. E a polícia tucana, em vez de policiar a cidade, só dá as caras contra “perigosos” mestres ou alunos que ocupam o lugar dos criminosos nas mentes reacionárias que governam este Estado decadente.
—–
Charge

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um em quatro aprovados desiste da USP. “Culpa” do Nunca Dantes




Saiu na Folha:

Um em quatro aprovados desiste da USP


Dos 10.652 nomes da 1ª chamada do vestibular, 2.562 (ou 24%) não fizeram a matrícula; em 2005, foram 13%


Reitoria, escolas e MEC atribuem fato a aumento de vagas nas federais, seleção via Enem e bolsas e financiamentos


LAURA CAPRIGLIONE

FÁBIO TAKAHASHI

DE SÃO PAULO


A USP, maior universidade pública do país, cujo logotipo impresso em um diploma é símbolo de excelência, essa universidade foi, neste ano, esnobada por nada menos do que um em cada quatro alunos aprovados no vestibular.


Dos 10.652 nomes que constavam na primeira chamada da Fuvest (fundação para o vestibular), 2.562 não se apresentaram para a matrícula. O resultado dessa espécie de evasão instantânea é que nunca foi tão gorda a lista da segunda chamada.


Em 2005, de 9.567 aprovados na Fuvest, 1.243 desistiram da USP na primeira chamada -dava 13% do total.


Cursinhos, reitoria da USP e MEC atribuem o fenômeno:


1) à multiplicação de vagas nas universidades federais (e em algumas estaduais);

2) ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada do ministério), pelo qual um estudante pode disputar vagas em várias universidades públicas, fazendo apenas uma prova (o Enem);

3) ao ProUni (bolsas de estudo na rede privada);

4) ao Fies (financiamento estudantil do governo federal), que concede empréstimos para pagamento de mensalidades a juros de 3,4% ao ano.


(…)


Leia a matéria na íntegra na Folha.

Clique aqui para ler “Pobre foge da USP. É o que a elite queria”.

E aqui para ler “USP cai 64 posições. Serra é um jenio”.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

"contibuição" do psdb ao ensino superior

USP cai 64 posições

Serra não se atrasa. Ele é o atraso

O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante João:


Paulo,

Estava navegando aqui em casa e vi essa matéria. Não sei se interessa, mas segue a dica:


USP cai mais de 60 posições em ranking mundial de universidades

A Universidade de São Paulo (USP) é a 122º universidade mais qualificada do mundo, de acordo com o ranking das melhores instituições de ensino superior divulgado pela Webometrics Ranking Web of World Universities. No início do ano, a instituição aparecia na 58ª colocação, perdendo 64 posições. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou como primeira universidade federal entre as instituições brasileiras, ocupando a 377ª posição geral. Veja aqui o ranking mundial.

As instituições americanas marcam posição no ranking até a 21ª colocação. As três primeiras colocadas são a Harvard University, o Massachusetts Institute of Technology e a Stanford University. A primeira universidade europeia no levantamento é Cambridge, localizada na Inglaterra.

Entre as 10 primeiras colocadas no ranking da América Latina, cinco são instituições do Brasil. A USP, primeira colocada na última divulgação, perdeu a posição para a Universidad Nacional Autónoma de México. Veja aqui o ranking América Latina.

Desde 2004, o ranking é divulgado duas vezes por ano – em janeiro e julho – cobrindo mais de 20 mil instituições de ensino superior em todo o mundo. O relatório leva em conta o desempenho global e a visibilidade das instituições na web, incluindo indicadores de pesquisa e qualidade de estudantes e professores.

O Webometrics Ranking Web of World Universities é promovido pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC, na sigla em espanhol) da Espanha.

Outras informações podem ser obtidas no site www.webometrics.info.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como Serra trata a Educação: funcionários invadem a USP.

Na foto, um funcionário da USP regiamente assalariado (Foto: Fernanda Nogueira/G1)



Na foto, um funcionário da USP regiamente assalariado (Foto: Fernanda Nogueira/G1)





Saiu no G1 (clique aqui para ler a matéria):



É assim que Zé Ladeira (abaixo) trata a Educação de São Paulo.



Clique aqui para ler o que a Dilma disse à Carta Capital sobre Educação.