terça-feira, 20 de maio de 2014

Como o povo do semiárido detonou a indústria da seca

A mudança de rumo ocorreu em 1999, após mais uma seca. Foi criada a Articulação no Semiárido Brasileiro, baseada numa carta de princípios, que segue igual.



Najar Tubino Fábio Caffe

Juazeiro (BA) - Esta é uma história de como a zona rural do país, no caso específico da caatinga, onde as pessoas se organizaram e resolveram tomar o destino de suas vidas na prática, defendendo seus territórios, buscando acesso à água, protegendo suas sementes e, hoje em dia, dando lições de como é possível conviver com a aridez da natureza. Só para ilustrar vou contar um caso do agricultor Golinha, de Apodi (RN). Ele esta no encontro de agroecologia trocando e vendendo sementes, mudas e chás medicinais. As variedades crioulas de milha, contou ele, são transmitidas na sua família há quatro gerações. Neste mês de maio a semente que eles chamam de “vida longa” completou 302 anos. O pai dele morreu com 99, o avô 99 e o bisavô com 104. As outras duas variedades são “ligeiro”, um milho precoce e o “Zé moreno”, que era amigo do pai dele, já falecido, mas virou semente.

As mudanças no semiárido, na estrutura política e econômica, iniciaram há muitas décadas. Fazer cisterna era comum há mais de 70 anos. Quem relata esta história é o coordenador da ASABRASIL, Naidison Quintela Batista, de 74 anos, formado em teologia e pedagogia em Roma, baiano, e um dos responsáveis por uma rede de organizações sociais – são 700 -, que abrange nove estados do nordeste e o norte de Minas Gerais – o bioma caatinga, com suas variantes. Nos primórdios todos trabalhavam em torno do Movimento de Organizações Comunitárias (MOC), que já mantinha práticas como programas de trocas de sementes, de animais e fundos rotativos, que o agricultor pagava em produto ou em dinheiro.

Começando a interferir na política

As chamadas comissões de trabalho, que organizavam as frentes na época das secas, reunindo sertanejos que construíam açudes, estradas e outras obras de infraestrutura. A presença das organizações sociais tinha por objetivo travar a manipulação dos prefeitos, que carreavam os recursos para os ricos dos municípios do interior e para os parentes. Então, nas matrículas das frentes aparecia a mulher do prefeito, o cunhado, os tios e assim vai.

A mudança de rumo ocorreu em 1999, depois de mais uma seca. Foi criada a Articulação no Semiárido Brasileiro, a ASA, baseada numa carta de princípios, que ainda é a mesma, e onde as organizações para participar precisavam aderir ao documento. O X da questão era o seguinte: não bastavam produzir dossiês com reivindicações e propostas, era necessário executar, respeitando sempre as características de cada organização, que por sua vez, refletia as características de cada região. O foco central, cada vez mais, passou a ser a convivência com o semiárido.

Ação de impacto significativa

Os representantes das várias organizações decidiram definir uma ação de impacto significativa, que envolvesse a maioria das entidades. Assim nasceu o Programa Um Milhão de Cisternas, com a sigla P1MC. Cisternas de consumo humano, com capacidade de armazenar 16 mil litros, e suprir uma família com cinco pessoas, por nove, 10 meses. Entretanto, o fundamental estava na maneira como construir as cisternas e como escolher as famílias que participariam do programa. Ou seja, não se trata de uma iniciativa de construção, onde uma empresa, ou um grupo de pedreiros é contratado para fazer a obra. É uma atividade de mobilização, onde as comunidades discutem o problema, elegem uma família e depois constroem a cisterna, comprando produtos locais, para movimentar a economia da localidade, da comunidade. Nada de empresas.

A ASA e seus ativistas começaram a entrar na casa das pessoas. Discutiam, além da construção da cisterna, a maneira como eles armazenavam água, como consumiam, como cultivavam a terra e muitas outras coisas. No final, definiram sete tecnologias de construção de cisternas de consumo humano. O primeiro apoio do governo federal veio na época do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Uma “experiência” para “testar” 500 cisternas. Muito mais importante foi a definição do processo de construção, que abrange uma metodologia completa, desde os componentes usados, os custos, a mobilização das famílias e as compras locais. A partir daí, conseguiram o apoio da Agência Nacional de Águas em 2001, para construção de 12.300 cisternas, somadas as outras 500, dava um total de 12.800 cisterna. Foi o pontapé inicial.

A transição política em 2003

A grande preocupação da ASA desde o início: como fazer o controle social das cisternas. Na metodologia ficou aprovado o seguinte, válido até hoje: cada cisterna tem um número de registro, com os dados de localização geográfica. Na hora da família receber a cisterna, tiram uma foto ao lado do registro, a família assina um termo de recebimento e um material educativo. O governo federal assumiu a método, já virou uma lei federal. Significa, que ao repassar recursos aos estados e municípios, todos tem que cumprir com as exigências expostas na lei. Conclusão: se tornou uma política pública, criada pelos sertanejos e com a operacionalização e organização da ASA e sua rede de entidades.

Hoje, as negociações para construção de cisternas são formalizadas via contrato, através de licitação pública e das organizações da sociedade civil. Os coordenadores da ASA aproveitaram a posse de Lula em 2003, para colocar projetos em várias áreas. Onde houvesse uma brecha, um conhecido, eles entravam com suas propostas. Contaram com o apoio do Frei Beto e de Odew Grawej. Assim fecharam o primeiro convênio com o governo federal em julho de 2003. Dez anos depois, o primeiro contrato com a Petrobras, que está encerrando neste mês de maio, com a construção de 20 mil tecnologias de Segunda Água, no valor de R$200 milhões. São as chamadas cisternas de produção, a água que será usada na criação de animais e para plantio. Podem armazenar desde 52 mil litros, onde a água é captada de um calçadão de cimento, com declividade, até a cisterna de enxurrada, onde a água é captada de uma encosta, uma elevação, e são colocados filtros para decantar, antes do recolhimento. O barrreiro trincheira, onde cavam poços com mais de três metros de profundidade, capta até 300 mil litros, o tanque de pedra, que é uma formação característica em várias regiões da caatinga – eles aumentar as barreiras de pedra com cimento, formando uma bacia, quando chove a água fica represada, acumulando 700, 800 a um milhão de litros. Por último: a barragem subterrânea construída nos leitos dos rios e riachos secos, onde eles cavam numa garganta, um estreitamento, jogam uma loca, tapam novamente com terra e quando chove a água bate na lona e fica armazenada no subsolo.

Novecentas mil cisternas e 4,5 milhões de pessoas

Contando as cisternas construídas pela rede da ASA – 537 mil -, mais os governos estaduais e consórcios municipais o número chega a 900 mil, com 4,5 milhões de pessoas beneficiadas em todo o semiárido. Além de mais 500 mil pessoas que já tem acesso à água de produção. No final de 2013, a ASA assinou outro contato com o BNDES, também de R$200 milhões, para construção de oito mil tecnologias diretamente com o banco, e outras 12 mil, por intermédio da Fundação Banco do Brasil, com recursos repassados também pelo BNDES. O contrato acaba no final de 2014. Com o Ministério do Desenvolvimento Social o contrato com a ASA envolve outras 20 mil tecnologias e mais R$ 200 milhões – nove mil já foram entregues. O contrato se estende até maio de 2015. E mais: outro contrato com o MDS para construção de 34 mil cisternas de consumo humano. E, está em discussão, um programa para construção de cinco mil cisternas para escolas rurais. Quando tem seca, não tem água, não tem aula.

A ASA virou uma OCIP, uma organização de interesse público, para poder operacionalizar os contratos com o governo federal e seus afiliados. Ela só concorre em licitação nacional, para não concorrer com as entidades estaduais. Quando ganha a licitação, torna a realizar uma licitação para contratar as organizações sociais, que executarão as obras. São 110 organizações envolvidas com a execução do P1MC e do programa Uma Terra Duas Águas. No total o número cresce para 160, porque algumas trabalham com os dois programas. Cada equipe de técnicos tem um coordenador, um gerente financeiro, um auxiliar e quatro técnicos de campo. São 1.120 técnicos envolvidos nos programas.

O Candeeiro para alumiar o sertão

O trabalho da ASA e suas 700 organizações sociais envolve além das cisternas, um grande intercâmbio de informações e de experiências entre agricultores e agricultoras, o incentivo e a organização de bancos e casas de sementes crioulas, enfim, da prática econômica, social cultural da vida do sertanejo. Providência que gerou a criação de um veículo popular, que é o Candeeiro, chamado boletim de experiências, onde as famílias contam a sua história, e relatam a sua experiência no semiárido. Já foram elaborados dois mil exemplares – é uma página impressa, com tiragem de mil exemplares.

 Para encerrar. Chega o prefeito na comunidade com o carro pipa. Manda o pessoa fazer a fila. Chega o líder da comunidade diz que ali não tem nada de fila. Dá o nome das famílias, cujas cisternas serão abastecidas. E quando acabar a água, se não chover, voltarão a procurar a prefeitura. É óbvio, que esta ainda não é a realidade de todo o semiárido, sem contar as cidades do interior, onde as populações ainda estão sujeitas ao poder político e econômico de famílias ou de grupos, que não tem o menor escrúpulo em pisotear na cabeça dos sertanejos.

Rússia e China prestes a anunciar o fim da era do dólar americano?

Semana que vem, o mundo talvez já seja TOTALMENTE OUTRO!

18/5/2014, [*] Jeffrey Berwick, The Daily Bell
Tradução mberublue
A queda do poder de compra (inflação) do US$ (dólar americano) ao longo do tempo
Por todo o mundo estão acontecendo reuniões de países, com uma meta comum que tem muito a ver com você, seja você ou não cidadão dos EUA: abandonar o dólar americano. Desde o início da crise da Ucrânia, o fim do dólar americano está cada vez mais perto. Movimento após movimento, Rússia e China estreitaram relações e tornaram-se aliadas mais próximas. Exemplos abundam. Para encurtar, aí vão dois exemplos recentes que chamam a atenção.
A Gazprom (maior empresa russa, décima maior do mundo e a maior exportadora mundial de gás natural – controlada pelo Estado, embora tenha ações no mercado [NT]) acaba de lançar títulos na moeda chinesa, o Yuan. Rússia e China assinaram um acordo para a venda de gás. 40 bancos centrais começam a apostar que no futuro, a moeda de reserva será o Yuan.
Yuan chinês deverá ser a próxima moeda de reserva
Até o início de 2014, as histórias sobre o colapso do dólar soavam ainda como maluquices conspiratórias, e pouco efeito tinham sobre a geopolítica. Este ano, tudo mudou. Parece que as nações-estados pelo mundo afora estão se movendo na direção de um mundo pós-dólar americano. Já não é uma questão de “se”, mas de “quando”. E se você não é capaz de entender o passo-a-passo do que virá, há alto risco de acabar chocado e... assombrado.
Já não cabe dúvida de que, tão logo a Rússia, juntamente com seus numerosos aliados, faça o movimento fatal, será seguida por muitas outras nações (várias delas já estão, mesmo, tentando). Por quê?
Porque os EUA são a força mais destrutiva do planeta; e seu calcanhar de Aquiles é o “privilégio exorbitante”, que a maioria conhece como “dólar americano”; e que o Federal Reserve Note [1] chama de só contaram p’rá mim”.
O significado será hiperinflação, caos social, guerra civil, dentre outras desarticulações. Parece-lhes que exagero? Pois, não, não há exagero algum. Para que se tenha ideia de o quanto tudo isso pode ser ruim, péssimo, pense no que já se vê acontecendo em qualquer república socialista “de bananas”; em seguida imagine que piore muito, muito! Por que pioraria “muito-muito”? Porque essas repúblicas “de bananas” não emitem a moeda usada como moeda planetária de reserva.
Os Estados Unidos nada produzem, a não ser o dólar americano – coisa facílima, aliás, de produzir, como se comprovou no Canadá, com o suor de um único canadense. Operação muito, muito simples: o tal canadense emitiu milhões de dólares americanos e os colocou em circulação. Mais: o Canadá preferiu não extraditá-lo; o sujeito vive lá, como homem livre.
Agora, grandes nações-estados pretendem sair juntas do sistema do dólar americano. Um mundo “desdolarizado” – como a Rússia já diz com frequência – pode vir a afetar a vida de milhões de norte americanos.
A Ascensão da Rússia & China
De acordo com A Voz da Rússia, o Ministro russo das Finanças pretende um aumento significativo do papel do rublo russo nas operações de exportação, reduzindo dessa forma as transações fechadas em dólar, no comércio exterior da Rússia. Acredita-se na Rússia que o setor bancário do país está “pronto para lidar com um maior número de transações assinadas em rublo”.
A agência Prime News relata que em abril de 2014 o governo realizou uma reunião que foi integralmente dedicada a encontrar soluções para tirar o dólar das operações russas de exportação. Especialistas de ponta de bancos, governo e setor energético elaboraram nestas reuniões uma série de propostas, perfeitamente efetivas, para responder às tais sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra a Rússia.
Igor Shuvalov
A reunião de “desdolarização” foi presidida pelo Vice-Primeiro-Ministro da Federação Russa, Igor Shuvalov: é sinal de que o movimento russo para descartar o dólar é, sim senhor, coisa séria. Depois houve outra reunião, quando se discutiram procedimentos para elevar o número de operações recebíveis em rublo, dessa vez presidida pelo Vice-Ministro das Finanças, Alexey Moiseev. Segundo Moiseev, nenhum dos especialistas e representantes de bancos viu qualquer problema nos planos governamentais para incrementar o comércio com pagamento em rublos. Afinal... o dólar já vem em queda livre desde a invocação do Federal Reserve e a lei relativa ao imposto sobre a renda, em 1913.
Agora, parece que até o pouco que ainda sobra já está por um fio.
A Rússia não está só.
Se não tivesse apoio, a Rússia não estaria tão audaciosa. Outras nações pelo mundo também têm interesse em aderir a um movimento de desdolarização. China e Irã, por exemplo, têm manifestado crescente interesse em levar avante esse plano. Líderes de outros países também já se manifestaram nesse sentido; em todos os casos, bateram de cara contra as conhecidas sanções-“mísseis” dos EUA.
Hoje, a especulação que corre o planeta fala da próxima visita de Putin à China, amanhã, dia 20/5: serão assinados contratos gigantes de petróleo e gás... e talvez sejam assinados com pagamentos previstos em Rublos e Yuans, não mais em dólares americanos. Implica dizer que dentro de uma semana, talvez já estejamos vivendo em mundo muito, muito, muito diferente do que temos hoje [mesmo que o “jornalismo”, os “jornais” e os “jornalistas” OCIDENTAIS absolutamente naaaaaaaaada noticiem dessas notícias radicalmente importantes (NTs)].
Com russófobos controlando a políticaexterna dos Estados Unidos, o ocidente está sem qualquer controle, andando a passos largos em direção ao buraco. Consequência disso é que os EUA prosseguirão, hostilizando cada vez mais a Rússia e outras nações. Com mais hostilidade, mais se fortalecerá a tendência de Rússia, China e inúmeros outros países, pelo mundo, a se separarem do dólar.
O mundo já trabalha hoje para criar uma nova infraestrutura econômica e financeira a qual, simplesmente, ignorará os Estados Unidos.
Cesta de moedas poderá substituir o US$ (dólar americano) nas transações internacionais
E, em reação e resposta, o que fazem os EUA? Bombardeiam mais civis. Matam mais gente. Provocam mais guerras.
Verdade é que já não tenho muita certeza de que os EUA consigam manter esse “padrão” hoje, com o mesmo “sucesso” com que o mantiveram há, apenas, uma década.
Bem ou mal, a humanidade começa a despertar para esse estado de coisas. Já aconteceu até de a opinião pública no mundo conseguir impedir que os EUA fizessem mais uma guerra – e a Síria foi salva. A oposição popular certamente impedirá que os EUA façam mais guerras.
Há evidência que todos já veem com clareza e que comprometem hoje terrivelmente as posições que os EUA têm adotado: Rússia e a China jogam xadrez e pensam no bem do mundo. Obama joga damas, bolinha de gude, sabe-se lá o que joga; e não pensa no bem do mundo.
A China já queria nova moeda de reserva, desde 2013
Japão e Índia já têm um acordo para moeda de reserva própria, desde 2011.
No Golfo Pérsico os árabes, junto com China, Japão, Rússia e França, já planejam pôr fim aos negócios de petróleo feitos pelo dólar americano; e trabalham para pôr no lugar desse dólar uma cesta de moedas que pode incluir o Iene japonês, o Yuan chinês, ouro, Euros e uma nova moeda unificada especialmente pensada para uso das nações do Conselho de Cooperação do Golfo (o que incluiria nessa negociação/nova cesta de moedas, também Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Qatar).
O fim do sistema monetário como o conhecemos
Estamos na iminência de uma mudança massiva nos parâmetros do sistema monetário mundial... todos os especialistas sabem disso (é absolutamente claro que sabem!), mas o “noticiário” prossegue como se nada estivesse já acontecendo. Empresários norte-americanos ou gastam ou mentem que gastam como se os EUA estivéssemos em plena recuperação econômica. Cidadãos dos Estados Unidos continuam gastando dinheiro ou mentindo que gastam e em todos os casos continuam poupando pouco, talvez com a mesma expectativa que os empresários. Os investidores continuam a investir ou a mentir que continuam a investir como se tudo estivesse às mil maravilhas.

Os EUA devem tanto, mas tanto que já não há mais meios de salvar o US $ (dólar americano)
Parece que todos esses atores têm dificuldade para contextualizar e apreender a verdade sobre a economia dos EUA. E essa verdade é a seguinte: os EUA devem tanto, tanto, tanto, que a mente humana não tem meios para compreender a sua real extensão desse endividamento. E a imprensa-empresa comercial, que existe para desinformar, desinforma o mais que pode e completa o serviço de ensinar a des-compreender (seja o que for).
O capital exposto ao risco de ser queimado, virar fumaça, é da ordem de trilhões de dólares. O mundo ocidental corre o risco de entrar numa era sombria, que o futuro conhecerá, durante séculos, como o “Grande Colapso”. Bem contados, não chega a 1% dos cidadãos o número dos norte-americanos e norte-americanas que se pode acreditar que saibam disso e compreendam com clareza o movimento.
Essa minoria, sim, entende o que está acontecendo; mas tem ativos em bens tangíveis e internacionalizados [metais preciosos fora do sistema financeiro] e terão boa chance de sobreviver bem às mudanças que certamente virão.
Nunca foi mais importante, necessário, prioritário, vitalmente decisivo, desligar a televisão e não tomar conhecimento do que a imprensa-empresa comercial “informe” ou “noticie”. Cada um terá de fazer as próprias contas e assumir o controle da própria situação financeira.
ATENÇÃO: Desligue a TV. Não leia jornais. Demita todos os jornalistas que você ajuda a sustentar cada vez que paga para ler material produzido pela imprensa-empresa comercial, seja pelo rádio, seja impressa, seja pela internet ou pela televisão. E NÃO ESQUEÇA: AQUI VOCÊ TERÁ COBERTURA DESJORNALÍSTICA, EM TEMPO REAL!
[*] Jeffrey Berwick define-se como anarcocapitalista libertarista. Lutador [de luta-livre] contra o que considera dois dos maiores inimigos da humanidade: o Estado e os Bancos Centrais. Atualmente é Editorialista do The Dayly Bell, Fundador do site The Dollar Vigilante, CEO da TDV Mídia e Serviços.



Nota dos tradutores

[1] Em explicação muito resumida: o dinheiro (divisa) americano não é emitido pelo governo americano, mas pelo Federal Reserve Note (que o empresta ao governo dos EUA) e que na realidade é um banco PRIVADO, propriedade de um poderosíssimo grupo de banqueiros internacionais que o manejam conforme seus interesses. Para entender melhor acesse: Já é matematicamente impossível liquidar a dívida nacional dos EUA

Há 13 anos Alckmin sabia que ia faltar água !

O apagão do FHC-Cerra elegeu o Lula em 20012. A falta d’água vai eleger o Padilha.

Aécio é contra a Ley de Medios ! Supresa !

Mudar o que, se o PiG é tucano ?
Saiu no Cafezinho:

Aécio afirma ser a favor da concentração da mídia



por Miguel do Rosário

Num evento em Curitiba, o presidenciável Aécio Neves criticou Lula por defender a regulação da mídia. Por uma dedução lógica, então posso dizer que Aécio é a favor do oligopólio dos meios de comunicação.

Segundo publicado no site do Globo, ao comentar entrevista de Lula a blogueiros na semana passada, Aécio afirmou:

- É incrível que o PT, defensor da volta da democracia, queira trazer a agenda da censura para a discussão.

Segundo o senador mineiro, “a liberdade de imprensa é inegociável, é um valor inalienável” e não pode ser usada por um governo como “instrumento” de manutenção do poder.

Com isso, Aécio rechaça qualquer “mudança” que pretenda oferecer ao Brasil. Sua resposta foi previsível. Se fizesse uma observação minimanente crítica à absurda concentração dos meios de comunicação no país, teria ganho pontos com muita gente. Fosse mais inteligente, mencionaria conceitos caros à democracia, como pluralidade de opiniões e respeito a diversidade.

É uma excelente oportunidade para Dilma marcar um golaço. Se ela der uma declaração inteligente, dizendo que é contra censura, mas que o Brasil deveria debater, democraticamente, uma regulamentação dos meios de comunicação, nos moldes do primeiro mundo, ajudaria a desmanchar a imagem conservadora renhida que tem erodido rapidamente sua popularidade, até mesmo por ser incoerente com a expectativa da população.

Os eleitores de Dilma votaram numa mulher aguerrida, de esquerda, dona de opiniões fortes, nacionalista, com um histórico de luta contra a ditadura. Em sua biografia, destaca-se a frase: “da vida o que se pede é coragem”. O eleitorado se ressente de gestos que remetam a essa coragem. A popularidade de Dilma atingiu os píncaros quando ela enfrentou os bancos e impôs fortes redução do spread.

Está na hora de se aproveitar da deixa de Lula e emitir também uma opinião sobre a regulamentação da mídia. As pessoas querem mudança. Se apenas o Lula ousar falar em mudança, o movimento “volta Lula” vai continuar crescendo.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

“O noticiário negativo é para influenciar o eleitor”



Lulopetismo acabou com a Nação
FATOS & VERSÕES A mensagem insidiosa do catastrofismo
Por Luciano Martins Costa em 14/05/2014
Do Observatório da Imprensa
Na quarta-feira (14/5), a menos de um mês do início da Copa do Mundo, a imprensa oscila entre dois pontos contraditórios: num deles, parece apostar no recrudescimento de conflitos que poderiam colocar em risco o sucesso da festa internacional do futebol; no outro, precisa que a sociedade vista a camiseta da seleção nacional, para manter vivo o mito heroico do esporte e continuar faturando com a publicidade.
Exemplos desse movimento ambíguo podem ser vistos em fragmentos do noticiário econômico, na política e até mesmo no jornalismo cultural ou de entretenimento. Selecionamos, por exemplo, uma reportagem do Estado de S. Paulo, na qual se lê que a média dos salários nos doze meses até março subiu 8,2%, acima da inflação do período, que foi de 6%.
Trata-se de um paradoxo para a imprensa, mas de um resultado lógico para quem enxerga a política econômica com olhos curiosos, sem os antolhos do dogmatismo liberal. O desemprego segue abaixo da linha histórica, os salários nominais ganham da inflação, e isso compõe basicamente o atual modelo brasileiro, explicando por que a maioria do eleitorado teme uma mudança radical desse cenário.
Também no Estado, o leitor encontra nova atualização do indicador IED, de Investimento Estrangeiro Direto, onde se lê que, nos primeiros quatro meses do ano, foram realizadas 235 grandes fusões e aquisições no Brasil, média 21% superior à do mesmo período no ano passado. Não se trata de especulação, mas de dinheiro investido diretamente em produção. Por que será que o apetite de investidores estrangeiros por negócios no Brasil segue alto?
Na Folha de S. Paulo, destacamos uma entrevista com o economista francês Thomas Piketty, autor do livro O Capital no século 21, a ser lançado até o final do ano em português. Sua obra, na versão em inglês, há quase dois meses entre os cem livros mais vendidos da Amazon, está em segundo lugar entre os best-sellers, atrás apenas de um romance para adolescentes. Suas ideias estão mudando a maneira de pensar a economia e a sociedade, e o núcleo de seus estudos coincide em grande parte com os preceitos da política econômica adotada pelo Brasil na última década.
O rock errou
Agora, imagine o leitor ou leitora dotados de senso crítico, como fica a cabeça do cidadão que toma as manchetes da imprensa como retrato fiel da situação do Brasil.
Não erra quem afirmar que o público típico da mídia tradicional acredita que o país está afundando, embora a realidade mostre que a circunstância atual é melhor para a maioria, aqueles que vivem do seu trabalho, embora ainda restem muitos problemas estruturais a serem resolvidos.
Como disse a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, há cerca de dois meses, durante debate num programa de televisão, não se trata apenas de olhar o copo “meio vazio” ou “meio cheio”: trata-se apenas de enxergar ou não enxergar aquilo que está diante do nariz.
Com todas as turbulências a que estão submetidas as economias nacionais no contexto global dos negócios, a situação do Brasil não pode ser descrita como catastrófica, como fazem supor as manchetes. A realidade está bem escondida em reportagens que nunca vão para a primeira página, como as que citamos há pouco.
E por que razão os jornais demonstram diariamente essa opção preferencial pelo catastrofismo, se, afinal, um estado de espírito derrotista prejudica até mesmo os negócios das empresas de mídia? Porque os editores sabem que os fundamentos da economia são apenas parcialmente afetados pelo noticiário: os grandes investidores não costumam tomar decisões por notícia de jornal.
O interesse do noticiário negativo é o de influenciar o cidadão comum, o eleitor, e fazer com que ele manifeste nas urnas um desejo de mudança que foi insuflado diariamente pela imprensa. Simples assim.
Nesse jogo, entra até mesmo a produção cultural e de entretenimento. Veja-se, por exemplo, a extensa reportagem do Globo sobre a volta à cena da banda de rock Titãs, com chamada na primeira página sob o título “Um retrato pesado do Brasil”. Na entrevista do lançamento de um novo disco, o guitarrista e compositor Tony Bellotto repete o refrão e afirma (com o perdão pela expressão): “É uma merda pensar como o Brasil há 30 anos ou patina, ou piora”.
Ora, o Brasil de hoje é muito melhor do que há 30 anos, mas na sua ignorância ruidosa, o roqueiro faz coro ao discurso da imprensa, que procura incutir no brasileiro um sentimento de automenosprezo.
Funciona assim.
PS do Viomundo:  O mundo acabou, sim. O mundo daquele 1/3 de brasileiros cuja sensação de status dependia de pisar sobre os outros 2/3.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Por que o medo passou. O que dá medo é a volta deles !


Vamos deixar os fantasmas pra trás

Quá, quá, quá !
O comercial do PT ensandeceu a direita com tal intensidade que nas redes sociais ele ressoa vigorosamente.

Contemple, amigo navegante, essa obra prima do amigo navegante João De Deus Netto no Facebook do C Af:

Clique aqui para ver a diferença entre a campanha “do medo” de 2002 e a de 2014: a de 2002 era uma mentira; a de 2014 é tão verdadeira quanto o murro que a direita levou no fígado.

E aqui para ler sobre a intensidade do murro em “Não, não vai ter Copa”.


Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Coxinha, desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim. O Brasil não deixou de investir em saúde e educação e infraestrutura por causa da Copa.

Desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim
04/05/2014 - Muda Mais
Existe no Brasil uma geração que nunca viu a seleção brasileira conquistar a Copa do Mundo. Essa galera também não sabe que o país tinha regras diferentes, onde não cabia opções: ou se investia em educação ou saúde, em saneamento, nem pensar! Era gasto. E a casa própria era apenas paras as classes B e A. Mas o Brasil mudou e hoje, no lugar de escolher uma alternativa, o pais adotou o agregar e incluir. Agora a população pode ter sim mais saúde, mais educação, mais infraetrutura, mobilidade urbana e também Copa do Mundo. Está na dúvida? Então veja os números: Desde 2010 o governo investiu R$ 968 bilhões em educação, saúde e infraestrutura. E como a nova onda é a de somar, ainda foram investidos R$ 17,6 bilhões em toda a infraestrutura envolvendo a Copa.
Em educação, por exemplo,o governo entregou 1300 creches até o início desse ano e outras 3100 estão em construção. São 49 mil escolas com ensino de tempo integral e o objetivo é chegar a 60 mil até o fim do ano. Para aperfeiçoar o ensino, professores alfabetizadores estão sendo preparados para ajudar as crianças a chegar ao 8 anos de idade já sabendo ler e fazer as operações básicas de matemática.
Adicione a isso a retomada dos investimentos para o ensino técnico, com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Sozinho e com pouco mais de dois anos de existência, recebeu R$ 14 bilhões de investimentos, opa... muito mais do que foi investido em todos os estádios da Copa (R$ 8 bilhões). Além disso, foram criadas novas escolas técnicas federais e novas universidades. Poderíamos até parar por aqui, mas tem muito mais. Com a criação do Sistema de Seleção Unificada, que oferece vagas de ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muito mais gente conseguiu conquistar um diploma. Isso sem contar os programas como o ProUni e o Ciência sem Fronteiras.
Assim como à educação, os investimentos em saúde têm várias frentes. Por exemplo, são 10.121 novas unidades de saúde(link is external), outras 8.506 estão sendo ampliadas e mais 8.349 reformadas, com investimentos que chegam a R$ 3,5 bilhões. Outro programa é a Rede Cegonha(link is external), que já atendeu 2,6 milhões de gestantes, em mais de 5 mil municípios. Lançado em 2011, tem o objetivo de oferecer às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado. Para a aplicação, foram investidos inicialmente R$ 9,4 bilhões.
Tem ainda o Brasil Sorridente(link is external), que já beneficiou 80 milhões de pessoas em todo o país e é considerado o maior programa bucal do mundo, com mil Centros de Especialidades Odontológicas e 23.150 equipes de saúde bucal, que atendem inclusive nas Unidades Básicas de Saúde. Até o final de 2014, terão sido investidos R$  3,6 bilhões no programa. É claro, tem ainda o Mais Médicos(link is external), que levou 13.235 profissionais a 4040 municípios e também os investimentos em pesquisas(link is external) –  R$ 248,7 milhões para encontrar soluções inovadoras a serem aplicadas ao SUS.
Quanto a mobilidade urbana(link is external), foram investidos R$ 143 bilhões em 3.859 km de vias para transporte coletivo urbano, seja sobre trilhos, pneus ou corredores fluviais. A prioridade está em empreendimentos de transporte público coletivo, de alta e média capacidade e que atendam áreas com população de baixa renda.
A esses R$ 143 bilhões somam-se R$ 8 bi que envolvem 42 projetos do escopo Copa do Mundo. Eles garantiram 17 novos corredores e vias expressas, 5 novas estações e terminais de trens e metrôs, 13 BRTs e 2 VLTs, obras essenciais, ainda que o mundial não fosse no Brasil e que beneficiarão 62 milhões de pessoas.
Os aeroportos das cidades-sede e também de regiões turísticas próximas passaram por reforma, na maioria dos casos para ampliar a capacidade de passageiros e de taxiamento de pistas. O benefício desses R$ 6,3 bilhões investidos não serão restritos à Copa, muito pelo contrário, turistas, homens e mulheres de negócios, ou seja, qualquer pessoa que utilizar um aeroporto neste e nos próximos anos encontrará um ambiente mais confortável e agradável.

Geraldo, faça como a Dilma: visite as obras contra a seca. Ué, não tem? Só filme na TV?

Fernando Brito transp
A presidenta Dilma Rousseff visitou as obras do trecho 1N do Projeto de Transposição das Águas do São Francisco na Paraíba, que vai até o reservatório de Jati, no Ceará
Está com 64% das obras concluídas e terá trechos em operação no final deste ano e liga Cabobró, em pernambuco, ao Reservatório de Jati, no Ceará, através da Paraíba.
Depois de uma série de problemas no período de  Fernando Bezerra Coelho, homem de confiança de Eduardo Campos no Ministério da integração nacional, o projeto engatou e as obras funcional 24 horas, sem parar à noite, como você vê na imagem do trecho entre Mauriti (Ceará) e São José das Piranhas (Paraíba).
São dois eixos: o Norte com 260 km de extensão, 3 estações de bombeamento, 9 aquedutos, 3 túneis e 15 reservatórios de pequeno porte e o Leste, com 217 km de comprimento, 6 estações de bombeamento, 5 aquedutos, um túnel e 12 reservatórios.
O governador Geraldo Alckmin também visitou as obras de combate à seca em São Paulo.
Ele foi ao… onde?
Não foi, é claro, a lugar nenhum.
Porque não há obra alguma.
Nem as bombas d’água que vão chupar o fundo das represas são mostradas, porque é algo tão improvisado e mambembe que não impressiona ninguém.
Quem já viu me contou que são uns mangueirões adaptados a balsas.
Como se diz aqui no Rio, uma “gambiarra”, que não dá nem pra ficar mostrando.
Enquanto isso a Sabesp lança um filmezinho na televisão.
É a seca a culpada, mas o paulistano é “antes de tudo um forte” e vai resistir.
“Paulista é aquele que nasceu para vencer, faça chuva ou faça sol”.
Lindo, pura poesia.
Informação? Zero. Providências? Zero. Obras para resolver? Zero.
Só um “paulistriotismo” de ocasião.
É por isso que Dilma soltou hoje, na entrevista que concedeu , uma espetadela, dizendo  que o Brasil é “engraçado”: quem nunca fez obras quando pôde, desanda a criticar as obras de quem faz, quando pode.
Ah, a realidade, que coisa triste esta tal realidade que teima em mexer com as “verdades” na nossa mídia.

Do Blog TIJOLAÇO

JN cai no ridículo ao socorrer Alckmin, anunciando racionamento "voluntário" de água.


http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/05/moradores-da-grande-sao-paulo-economizam-agua-por-conta-propria.html
Ridícula a reportagem do Jornal Nacional na terça-feira (13) colocando donas de casas e síndicos de edifícios felizes da vida em fechar a torneira para ficar 3 horas sem água "voluntariamente".

O telejornal devia criar vergonha na cara e, se não quer citar o nome do governador Geraldo Alckmin, diz pelo menos que "fontes do Palácio Bandeirantes" afirmam que infelizmente o racionamento de água torna-se inevitável. Ou o cidadão paulistano raciona voluntariamente ou o abastecimento será cortado à força em determinados dias ou horas.

Algumas pérolas do vexame jornalístico chapa-branca demotucano feito no Jornal Nacional:
Por enquanto, o governo paulista descarta um racionamento e afirma que em caso de necessidade a população vai receber água das camadas mais profundas dos reservatórios. Mas muitos moradores da maior região metropolitana do Brasil estão colaborando por conta própria.
(...)
Enquanto a Grande São Paulo tenta afastar o risco de racionamento, tem gente que escolheu racionar a própria água. Às 14h, Cido, que é o zelador, fecha o registro que manda água pra quase 200 apartamentos. Durante 3 horas, eles vão ficar sem água.
.
Sem traumas, a Dona Vera Lucia Somera adaptou a rotina.
Em seguida, entra o momento propaganda explícita, onde a narração do telejornal diz:
Nas cidades da Grande São Paulo abastecidas pela Sabesp, incluindo a capital paulista, 80% dos consumidores economizaram água no mês passado. Quem economiza 20% ou mais, ganha desconto na conta.
.
Um restaurante passou a lavar a cozinha duas vezes por dia em vez de três. E comprou uma máquina de lavar louça que gasta menos água do que fazer o serviço na mão.
Quanto à propaganda, se o Jornal Nacional fizesse isso sempre em todas as situações adversas, seria aceitável, como jornalismo de serviço público. Mas alguém já viu no governo petista algum telejornal da Globo sugerindo apagar a luz, colocar a TV no timer, trocar eletrodomésticos pelos modelos mais econômicos, quando a Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg ficam falando dia sim e outro também sobre risco de racionamento de energia? Sendo que o risco é infinitamente menor, porque o setor elétrico teve planejamento para enfrentar a estiagem.

O Jornal Nacional, que já despenca na audiência por ter se tornado um novelão tucano anti-Dilma, agora virou também garoto propaganda do racionamento de água a serviço do governador Geraldo Alckmin. Ridículo.

Aloisyo manda Suíça à PQP três vezes: descoberta nova conta secreta do trensalão!

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O “cavalheiro” Aloysio Nunes, que mandou um blogueiro à PQP e gritou que iria “comer seu c…” terá que exercitar novas delicadezas em relação aos suíços. Porque a coisa tá fedendo…


No R7.


Justiça suíça descobre nova conta secreta da Alstom


Por ela, teriam passado US$ 2,7 mi em supostas propinas para contrato de energia em SP


A Justiça suíça identificou nova conta secreta por onde passaram mais
 de US$ 2,7 milhões em supostas propinas da Alstom para garantir, em
1998, um contrato da área de energia de São Paulo na gestão Mário Covas
(PSDB). Os dados foram divulgados ontem (12) pelo Tribunal Penal Federal
 da Suíça e a movimentação bancária completa envolvendo esses pagamentos
 será enviada à Justiça brasileira, que apura o caso.


Na semana passada, a Justiça suíça já havia anunciado a identificação
 de uma conta secreta de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de
Contas do Estado de São Paulo, abastecida com depósitos que somaram US$
950 mil realizados por Sabino Indelicato, suposto pagador de propinas do
 caso Alstom.


Ex-chefe da Casa Civil de Covas, o conselheiro teria, segundo a
investigação, recebido dinheiro em troca de dar um sinal verde para o
contrato da Alstom com a Eletropaulo, antiga estatal de energia. A Suíça
 revela que a conta do conselheiro chegou a movimentar USR 2,5 milhões,
dos quais US$ 1,1 milhão estão bloqueados.


Marinho está sob suspeita do Ministério Público Estadual. Ontem, o
deputado Carlos Giannazi, líder do PSOL na Assembleia, pediu sua
convocação para depor. Ele aponta para a “injustificada inércia desta
Casa Legislativa na tomada de qualquer providência, diante do
poder-dever fiscalizador inerente ao Legislativo”. O esquema criado pela
 Alstom, segundo a Suíça, pode ter sido mais amplo. A empresa francesa
teria criado companhias de fachada com sede em Genebra e que
funcionariam para repassar propinas a agentes públicos brasileiros.


Além de Marinho, os suíços identificaram um segundo brasileiro que
“também estaria implicado nos esquemas de corrupção”. O nome do suspeito
 não é revelado nos documentos do Tribunal suíço.


— A conta foi creditada entre 1998 e 2005 de um montante total de quase US$ 2,7 mi.


O dinheiro, segundo a investigação, foi depositado por uma empresas
criada pela Alstom. O titular da conta seria uma pessoa envolvida no
esquema de pagamentos de propinas no Brasil. Os suíços constataram uma
transferência no mesmo dia, 17 de março de 1998, pela empresa da Alstom a
 duas pessoas relacionadas com as investigações no Brasil. A conta
identificada recebeu US$ 146,4 mil. A empresa depositou exatamente
metade desse valor para uma pessoa citada apenas com a letra L e que
seria “secretária” de um funcionário público brasileiro.


O advogado Celso Vilardi, que defende Marinho, afirma que as provas
do caso Alstom são nulas porque derivadas de uma investigação em Genebra
 que foi declarada nula pela Justiça suíça.


— No Brasil não existe possibilidade de se utilizar esse tipo de documento derivado de provas ilícitas.


A Alstom manifestou “veemente repúdio quanto as insinuações de que
possui política institucionalizada de pagamentos irregulares para
obtenção de contratos”.

 - See more at:
http://www.ocafezinho.com/2014/05/13/aloisyo-manda-suica-a-pqp-tres-vezes-descoberta-nova-conta-secreta-do-trensalao/#sthash.40YMgYNN.dpuf


O “cavalheiro” Aloysio Nunes, que mandou um blogueiro à PQP e gritou que iria “comer seu c…” terá que exercitar novas delicadezas em relação aos suíços. Porque a coisa tá fedendo…
No R7.
Justiça suíça descobre nova conta secreta da Alstom
Por ela, teriam passado US$ 2,7 mi em supostas propinas para contrato de energia em SP
A Justiça suíça identificou nova conta secreta por onde passaram mais de US$ 2,7 milhões em supostas propinas da Alstom para garantir, em 1998, um contrato da área de energia de São Paulo na gestão Mário Covas (PSDB). Os dados foram divulgados ontem (12) pelo Tribunal Penal Federal da Suíça e a movimentação bancária completa envolvendo esses pagamentos será enviada à Justiça brasileira, que apura o caso.
Na semana passada, a Justiça suíça já havia anunciado a identificação de uma conta secreta de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, abastecida com depósitos que somaram US$ 950 mil realizados por Sabino Indelicato, suposto pagador de propinas do caso Alstom.
Ex-chefe da Casa Civil de Covas, o conselheiro teria, segundo a investigação, recebido dinheiro em troca de dar um sinal verde para o contrato da Alstom com a Eletropaulo, antiga estatal de energia. A Suíça revela que a conta do conselheiro chegou a movimentar USR 2,5 milhões, dos quais US$ 1,1 milhão estão bloqueados.
Marinho está sob suspeita do Ministério Público Estadual. Ontem, o deputado Carlos Giannazi, líder do PSOL na Assembleia, pediu sua convocação para depor. Ele aponta para a “injustificada inércia desta Casa Legislativa na tomada de qualquer providência, diante do poder-dever fiscalizador inerente ao Legislativo”. O esquema criado pela Alstom, segundo a Suíça, pode ter sido mais amplo. A empresa francesa teria criado companhias de fachada com sede em Genebra e que funcionariam para repassar propinas a agentes públicos brasileiros.
Além de Marinho, os suíços identificaram um segundo brasileiro que “também estaria implicado nos esquemas de corrupção”. O nome do suspeito não é revelado nos documentos do Tribunal suíço.
— A conta foi creditada entre 1998 e 2005 de um montante total de quase US$ 2,7 mi.
O dinheiro, segundo a investigação, foi depositado por uma empresas criada pela Alstom. O titular da conta seria uma pessoa envolvida no esquema de pagamentos de propinas no Brasil. Os suíços constataram uma transferência no mesmo dia, 17 de março de 1998, pela empresa da Alstom a duas pessoas relacionadas com as investigações no Brasil. A conta identificada recebeu US$ 146,4 mil. A empresa depositou exatamente metade desse valor para uma pessoa citada apenas com a letra L e que seria “secretária” de um funcionário público brasileiro.
O advogado Celso Vilardi, que defende Marinho, afirma que as provas do caso Alstom são nulas porque derivadas de uma investigação em Genebra que foi declarada nula pela Justiça suíça.
— No Brasil não existe possibilidade de se utilizar esse tipo de documento derivado de provas ilícitas.
A Alstom manifestou “veemente repúdio quanto as insinuações de que possui política institucionalizada de pagamentos irregulares para obtenção de contratos”.
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EUA perdendo seus feudos.


 
Luiz Eça

Até o fim da Guerra Fria, a América Latina foi absolutamente dócil à liderança americana.
Com seu apoio econômico e militar, que chegou até a intervenções armadas, os EUA garantiram ditaduras militares e, eventualmente, governos civis amigos. Sempre conservadores, representando os mais poderosos interesses das oligarquias locais.
Eles abriram de par em par suas portas ao capital estrangeiro,  seguindo uma política neoliberal .
As reivindicações dos trabalhadores e pequenos produtores agrícolas eram reprimidas, em geral com violência.
Depois da queda do comunismo, o governo americano voltou suas atenções para o Oriente Médio, onde surgiram novos desafios à sua hegemonia universal.
Sem a proteção do braço forte de Tio Sam, os governos conservadores da América Latina foram se enfraquecendo.
Com a miséria, a opressão dos camponeses, as más condições de trabalho, a fome, a falta de serviços de saúde, o desemprego e as desigualdades estava se germinando uma revolta cada vez maior dos desfavorecidos.
Por sua vez, as esquerdas, antes radicais, tornaram-se pragmáticas.
Foram abandonando as guerrilhas sem esperança e, em vez de acenar com bandeiras socialistas inatingíveis, fixaram-se na solução dos problemas concretos do povo.
Inicialmente, a onda esquerdista espalhou-se pela América do Sul.
Seu marco inicial foi a eleição do general Hugo Chavez para presidente da Venezuela.
Logo a maior parte dos países do continente foi ganha por candidatos de esquerda ou centro-esquerda.
Em todos eles, o neoliberalismo dos conservadores derrotados foi substituído por uma maior intervenção do estado na economia e grandes investimentos na qualidade de vida dos pobres.
O capital estrangeiro não encontrou as vantagens de outrora, nem os grandes latifundiários puderam continuar pintando e bordando no campo, às  custas dos trabalhadores agrícolas.
E as relações com os EUA mudaram.
Com exceção da Venezuela, de Chavez -  da Argentina, dos Kirchner, e da Bolívia, de Evo Morales, nenhum país tornou-se inimigo da Casa Branca.
Mas todos eles pararam de dizer “sim” a tudo que vinha de Washington, para responder ‘não” quando lhes conviesse e até, por vezes, criticar a política externa yankee.
Buscaram unir-se para decidirem em conjunto de acordo com seus interesses, mesmo quando opostos aos dos EUA.
Até a Colômbia, e agora, o Paraguai, que mantém acordos com Washington, não destoam.
Agora a onda esquerdista avança para a América Central, o mais antigo e  sólido feudos dos EUA.
A Nicarágua foi o primeiro país local a sair da linha.
Está no poder a Frente Sandinista, que combateu intervenções militares americanas no passado e o governo do ditador Somoza, protegé de Washington, durante muitos anos.
O presidente Ortega não tem problemas com as multinacionais que operam no país, nem com o governo americano.
Mas está muito mais próximo dos chavistas, de quem, aliás, compra petróleo a preços subsidiados.
Recentemente tomou duas atitudes impensáveis num governo nicaragüense de outrora: ofereceu asilo a Edward Snowden, que os EUA perseguem, e votou contra uma investigação da OEA dos conflitos na Venezuela – proposta pelo Panamá, sob auspícios de Washington.
Em El Salvador, depois de 20 anos de guerra civil, a FMNL abandonou as guerrilhas e optou pela legalidade.
Na sua segunda tentativa eleitoral, elegeu o ex-guerrilheiro Sanchez Ceren, com uma plataforma nada radical : programas sociais para criar empregos e reduzir as desigualdades e combate à corrupção.
Foi uma grande mudança, depois de 3 anos desastrosos da ARENA- o partido da elite local.
O governo, ativistas comunitários e  até a Igreja Católica estão em luta contra a Pacific Rim, uma multinacional canadense-australiana que exige 300 milhões de dólares por ter sido impedida de explorar minas de ouro,conforme contrato anterior permitiria.
Há uma consciência em todo o país de que essa operação traria catastróficas conseqüências para o abastecimento de água e para o Rio Limpa, do qual grande parte dos agricultores salvadorenhos dependem.
Como outros países, El Salvador votou contra a proposta do Panamá-EUA na OEA.
A mais recente derrota da velha classe foi na Costa Rica, onde o candidato de centro-esquerda, Luiz Solis, derrotou os dois partidos conservadores que se alternavam no poder há dezenas de anos.
Eleito, Solis declarou: “Precisamos mudar de uma violência… expressa pela desigualdade, pela pobreza, e pela mais perversa forma de corrupção.”
Por fim, no Panamá, cujo último governo mantivera-se fiel aos EUA, as coisas mudaram.
Fora ele que propusera à OEA a discussão do conflito na Venezuela, deixando o Presidente Maduro furioso e levando-o ao rompimento de relações diplomáticas com o Panamá.
Somente os EUA e o Canadá  apoiaram o governo panamenho.
Todos os outros países latino-americanos, inclusive da América Central e do Caribe foram contra.
O governo de oposição, que derrotou os conservadores do poder, é de centro-direita.
Parece independente dos EUA, pois apressou-se em reatar as relações com a Venezuela, logo depois de eleito.
Somente em Honduras, venceu um candidato que está com a Casa Branca e não abre.
Embora as eleições tenham sido consideradas livres por observadores europeus, eles também afirmaram que 30% dos votos vieram de mortos ou residentes no exterior…
Ainda existem alguns países centro–americanos com quem os EUA podem contar para o que der e vier.
Mas, seus feudos não param de encolher.