segunda-feira, 24 de junho de 2013

Após promessa, Dilma ordena ofensiva para aprovar 100% dos royalties para educação

iG(nóbil)
podreonline
Após prometer em rede nacional que vai assegurar a destinação das receitas de royalties do petróleo para a educação, a presidente Dilma Rousseff mobilizou no fim de semana ministros e líderes envolvidos na articulação da proposta. A pedido da presidente, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) vai se dedicar nos próximos dias a uma ofensiva para assegurar que a ideia do Planalto de dar esse destino 100% dos royalties não acabe desfigurada no Congresso.
A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Beto Barata/AE)
A principal linha de frente é barrar a movimentação da bancada da saúde, que segue trabalhando para que o setor fique com parte do dinheiro. O governo também está ciente de que será alvo de críticas da oposição, que já começou a investir no discurso de que o dinheiro em questão só virá dentro de alguns anos. Isso porque o projeto do governo contempla apenas para contratos para a exploração futura de petróleo e não para aqueles que já estão em execução.
Mesmo assim, o governo espera que o texto seja mantido como está, para evitar que o projeto fique amarrado à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a nova lei dos royalties. A Corte ainda não se posicionou sobre a redistribuição dos recursos entre estados e municípios, produtores e não-produtores. Como a dúvida versa justamente sobre os contratos atuais, Dilma não quer que o projeto que dá 100% dos royalties para a educação acabe amarrado a uma decisão da Justiça.
A presidente deixou claro que gostaria de ver a questão resolvida no Congresso ainda nesta semana. Por tramitar em regime de urgência, o projeto que dá 100% dos royalties à educação, o PL 5.500 de 2013, trava a pauta da Câmara desde a semana passada. 
O governo avalia que, ao menos no que se refere à tramitação do projeto, a tendência é que os protestos da última semana ajudem a garantir a aprovação. Isso porque, na visão do Planalto, parlamentares também se viram pressionados pela opinião pública e tentarão nos próximos dias garantir uma agenda positiva na Câmara e no Senado.
Com a votação, o governo também tem esperanças de acalmar ao menos parte dos movimentos que guiaram as manifestações, por dois motivos. Primeiro, pelo fato de uma parte das críticas surgidas nos protestos versar sobre o investimento de bilhões em estádios da Copa, dinheiro que poderia ter tido, por exemplo, a educação como destino. Segundo, devido à forte participação de estudantes nos atos das últimas semanas.

Globo e Gurgel querem você contra PEC 37. É bom?

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A Globo, maior grupo de mídia do País, comandado por João Roberto Marinho, escalou todos os seus colunistas para bombardear a PEC 37, que disciplina os poderes do Ministério Público; enquanto isso, o procurador-geral Roberto Gurgel, publicou anúncio em Veja, afirmando que a eventual aprovação da PEC 37 significa tapar os olhos e a boca de cada brasileiro; por trás dessa pressão nem tão anônima, existe uma aliança espúria que pretende desmoralizar de vez a política, o que interessa, sobretudo, à Globo; sem a urna, prevalece a rua, manipulada por quem fala mais alto
247 - Se você é um indignado sem causa e encontrou na Proposta de Emenda Constitucional 37 um bom motivo para protestar, cuidado. É grande a chance de que você esteja sendo manipulado.

domingo, 23 de junho de 2013

A democracia não é uma tolice

 
Identificado como um criminoso condenado, que cumpria sentença de dois anos e quatro meses por furto, em regime semi-aberto, o homem que atirou coquetéis molotov contra o prédio do Itamaraty é preciso, agora, saber quem o contratou.
Já chega desta história de mostrar “mauricinhos” arruaceiros, um após outro, como se estivessem ali espontaneamente, depredando e, depois, chorando lágrimas de arrependimento por suas transgressões.
Vá lá que muitos sejam apenas isso, mesmo.
Mas um homem com cinco pasagens pola polícia e dus condenações por furto, em regime prisional beneficiado não estava ali apenas “porque um amigo convidou”.
Nove em dez pessoas acharão óbvio que alguém tenha contratado alguém com este “currículo” para, literalmente, tacar fogo nos acontecimentos. Quem foi?
Ataque a bombas a um prédio federal é crime federal, cuja investigação é dever da Polícia Federal.
O problema é que a nossa Polícia Federal, tão eficiente e pressurosa – como deve ser, aliás – em investigar os “malfeitos” dentro do Governo parece ser vítima de uma abulia imensa quando se trata de investigar os sabotadores do convívio democrático.
Estamos esperando até agora que apareçam as ligações telefônicas que originaram a corrida aos saques do Bolsa-Família.
O ministro José Eduardo Cardoso mandou algumas dezenas de policiais da Força Nacional de Segurança para Minas Gerais. Nada a opor, se eles fossem desempenhar missões de coordenação e de proteção aos inúmeros dirigentes envolvidos na realização de partidas da Copa das Confederações.
Mas, no primeiro dia de ação, o que se viu foi estas tropas serem empregadas como cordão de isolamento e linha de confronto diante de manifestantes, papel que cabia à Polícia Militar do Estado.
Nenhuma razão, a não ser que se deseje atirar nas costas do Governo Federal o ônus do enfrentamento e, pior, da eventualidade de riscos à vidas humanas.
O ministro José Eduardo Cardoso, que aparece sempre muito bem arrumado e penteado nas suas aparições públicas podia esmerar-se mais nas suas funções do que com seu visual.
Afinal, o que está em jogo não é uma tolice, mas a democracia que custou décadas de luta à minha geração.
Ah, e não sei se o Ministro percebeu: o Governo eleito pelo povo que, sabe-se lá porque, o mantém no Ministério da Justiça.
Fernando Brito
No Tijolaço

Gritaria contra vinda de médicos cubanos é ideológica


A gritaria toda contra a vinda dos médicos cubanos não passa de uma posição ideológica. As pessoas precisam entender que a elite que domina o Brasil desde que Cabral invadiu essas áreas tem horror ao sistema socialista de Cuba e de qualquer coisa que cheira a justiça social e distribuição de renda. Por isso, o ataca diariamente por meio de seu braço midiático (Globo, Veja, Folha, Estadão e afins).

Por que estão contra a vinda dos médicos cubanos?

Ora, pense um pouco: se Cuba é esse horror todo que eles pintam, um país dominado por uma ditadura terrível onde a população é miserável e reprimida violentamente, como podem existir lá médicos que aceitariam vir trabalhar, por exemplo, no meio da floresta amazônica num lugar totalmente ermo para tratar pessoas absolutamente pobres e, ofensa das ofensas, DE GRAÇA?

Esse tipo de coisa FAZ AS PESSOAS PENSAREM, entende? "Puxa, mas falavam tão mal de Cuba, mas esses médicos estão aqui tratando da gente tão bem e sem receber  nada. Como assim? Talvez Cuba não seja tão ruim assim, como eles dizem, né?".

Não precisa ser um gênio para entender isso. 

Mas, como a elite no Brasil é apenas 1% da população, eles precisam manipular o resto do povo, principalmente a classe média, para que defendam os seus interesses em nome deles, mas sem saber disso. Então, inventam um monte de abobrinhas como "O diploma dos cubanos não vale no Brasil!", "São guerrilheiros comunistas disfarçados!", "Os médicos brasileiros não vão para esses locais porque falta estrutura!" e idiotices do tipo.

E para isso, claro, contam com um parte da classe médica do país que, como sabemos, faz parte desse elite e quer apenas ganhar rios de dinheiro em cima da doença dos outros. 

Agora, pergunta pra esses médicos "mauricinhos" e "patricinhas" se eles aceitariam ir para um rincão do nordeste, onde não tem shopping center nem água tratada, mesmo que fosse recebendo um alto salário. Alguns vão até mentir, dizendo que iriam sim. Mas todos nós sabemos que não iriam coisa nenhuma.

Então, pense um pouco antes de sair por aí repetindo o que você leu na Veja ou ouviu no Jornal Nacional. Porque você pode estar defendendo interesses que não são os seus, mas sim daqueles que estão cagando e andando para todos nós, a maioria do povo brasileiro que precisa trabalhar todos os dias para sobreviver e que, amanhã, pode perder tudo que tem e vir a precisar de um médico cubano...

Gigante ignorante

A IMPRESSIONANTE E TRAGICÔMICA “GENEROSIDADE” DA JUSTIÇA QUANTO AO “MENSALÃO TUCANO”

[OBS deste blog ‘democracia&política’: o mensalão tucano é carinhosamente escondido pela mídia da direita como simples antigo “mensalão mineiro”. Assim, tentam transmitir a ideia de que ele é um pequeno e antigo problema e somente daquele Estado. Realmente, ele teve origem em Minas, mas extrapolou o Estado. O próprio Senador Azeredo (ex-Presidente Nacional do PSDB) já falou que, em 1998, o referido mensalão também forneceu recursos para a campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência. Reportagem da “CartaCapital” da última semana de 2012 mostrou que o ex-presidente Fernando Henrique usou R$ 3,5 milhões do “mensalão tucano”, através das empresas de Marcos Valério.

 

É oportuno também relembrar que existem duas denúncias que vêm sendo há mais de 10 anos abafadas pela mídia, Ministério Público e tribunais. O ‘mensalão tucano, de 1998, era operado por Marcos Valério, e a Lista de Furnas era operada pelo então diretor da estatal "Furnas" Dimas Toledo, que desviou elevados montantes de recursos públicos para as eleições tucanas de 2002. O único original existente dessa lista foi periciado e autenticado como verdadeiro pela Polícia Federal. Está na mãos da Polícia Federal até hoje. O Deputado Roberto Jefferson, cuja denúncia foi praticamente a única “prova” contra o PT no STF, disse que recebeu de Furnas exatamente o valor que consta lá na lista: R$ 75 mil. Ele disse: “não posso dizer dos outros, mas eu posso dizer que eu recebi o que está aí”.

 

Esse esquema “Lista de Furnas” foi criminoso desvio de dinheiro realmente público para a eleição em 2002 dos tucanos, do PFL (hoje DEM) e dos demais aliados. Envolveu montante muito maior do que o que atribuem ao PT, desigualmente tratado com cínico estardalhaço pela mídia tucana e por certos juízes do STF como “o escândalo do século”... A ‘Lista de Furnas’, validada pela perícia da PF, registra que desviaram enormes quantias para o Serra, Alckmin, Aécio…

 

Por que toda essa gigantesca corrupção tucana recebe tratamento absurdamente desigual daquele dispensado ao dito “mensalão do PT” pela mídia, Ministério Público/PGR Roberto Gurgel, STF presidido por Joaquim Barbosa ? Como na imagem acima, para mim, leiga, é uma generosidade do mundo das sombras. Da escuridão. É um dos grandes mistérios deste século XXI.

 

Vejamos a seguinte postagem do portal de Luis Nassif sobre detalhes curiosos e tragicômicos de como a Justiça de MG continua até hoje, 15 anos depois, ainda tratando o mensalão tucano vulgo “mineiro”. Pior ainda: quanto ao esquema de Furnas, nem se fala]:

 

O RISCO DA PRESCRIÇÃO DOS CRIMES DO “MENSALÃO MINEIRO” [Mensalão Nacional do PSDB]

Por Assis Ribeiro, da revista “IstoÉ”
“Crimes do mensalão tucano podem prescrever em função das decisões burocráticas "incomuns" que a juíza do Tribunal de Justiça de Minas Gerais impõe ao processo envolvendo integrantes do PSDB.
Há dois anos e meio, a Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia do chamado "mensalão mineiro", esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local [e nacional] e, tal qual o do PT, também era operado pelo publicitário Marcos Valério. De lá para cá, o processo transcorre em ritmo lento e os crimes imputados aos principais envolvidos caminham para a prescrição. 

É uma situação bem diferente da que se verificou no julgamento contra a cúpula petista [que, muito mais recente, mesmo assim foi passado para a frente e freneticamente "julgado" (com inusitados preceitos jurídicos ad hoc) pelo STF para (coincidência?) condenar petistas antes das eleições de 2010], que já se encontra em fase de apresentação de recursos no STF. No processo "mineiro", [com lerdeza impressionante até mesmo para o tradicional marasmo dos tribunais] nem todas as testemunhas foram ouvidas e muitas não foram sequer intimadas! Dos 130 mandados expedidos até agora, apenas 75 chegaram às mãos dos destinatários... Contrariando o trâmite usualmente adotado pela Justiça, testemunhas que moram em oito cidades vizinhas a Belo Horizonte estão sendo ouvidas por carta precatória. Depoentes do município de Nova Lima, a somente 20 quilômetros da capital, por exemplo, foram acionados por correspondência, em vez de comparecer a audiências no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, região central de Belo Horizonte.
Marmelada mineira

OS RÉUS AGRADECEM



Esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local, operado por Marcos Valério, só será julgado [se for] depois das eleições de 2014.
Os advogados que atuam no processo atribuem a morosidade à atuação da titular da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a juíza Neide da Silva Martins. Utilizando métodos "ultrapassados" [?], a magistrada imprime ao julgamento do mensalão tucano uma dinâmica "burocrática". Considerada ríspida no trato com advogados, Neide não aceita conversas de bastidor, chamadas ironicamente de “embargos auriculares”. Mas [generosa] cedeu à pressão dos defensores e permitiu que arrolassem oito testemunhas por fato contido na denúncia do Ministério Público, em vez de oito por réu, como ocorre normalmente! Com isso, o rol de depoentes ultrapassou a marca de 100 pessoas, entre eles uma testemunha que mora nos Estados Unidos. [Assim, antevê-se o julgamento para o Dia de São Nunca].
Sem pressa aparente para concluir o processo, Neide decidiu reservar apenas um dia da semana para analisar o caso. Nos outros, debruça-se sobre outros processos sob sua batuta. Para tornar o trâmite ainda mais lento [!], audiências de instrução são escassas e costumam ser desmarcadas no decorrer da tramitação. Na última sessão, do dia 7 de junho, a juíza estava afônica e cancelou a reunião. Formada em letras antes de cursar direito, Neide também aplica aos advogados do mensalão mineiro uma cartilha de padronização de texto, dando margem para os defensores ganharem mais prazo ao reformar peças fora das normas de estilo ditadas pela magistrada.
  

A "burocrática" [sic] condução do mensalão mineiro pela magistrada já produziu até folclores. No ano passado, Neide suspeitou que o advogado Leandro Bemfica, representante de Eduardo Guedes – ex-secretário do governo Eduardo Azeredo e responsável pela produção do programa nacional do PSDB –, estava piscando para uma testemunha. O objetivo seria o de conduzir o conteúdo do depoimento. A juíza arguiu o advogado, que saiu-se com esta: “Eu pisquei porque estamos apaixonados”, justificou. A juíza aceitou a explicação esdrúxula e seguiu com o depoimento. No esquema mineiro, Guedes tinha atuação semelhante à de Luiz Gushiken, ex-ministro absolvido no mensalão. À ISTOÉ, o advogado justificou a provocação atribuindo a história a um “incidente de audiência”. Ele afirma que a demora no julgamento prejudica seu cliente, profissional da área de comunicação. “Nós temos o maior interesse que seja julgado logo, porque meu cliente está sofrendo danos profissionais”, afirmou. Durante a semana, a ISTOÉ procurou a juíza por meio da assessoria do TJMG. Ela informou que não poderia falar sobre o processo, pois a ação ainda está em curso, e não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.
A ["dadivosa e conveniente"] lentidão do processo do mensalão mineiro se tornou cômoda para os advogados de defesa, pois parte dos réus pode ter a pena prescrita antes mesmo da sentença. Dependendo do tipo de pena, da idade dos réus e da necessidade de novas diligências provocadas por depoimentos de testemunhas, a possibilidade de prescrição de punição no mensalão mineiro é real. A expectativa é de que o processo só seja concluído [se for] após as eleições de 2014. 

Com base na denúncia do Ministério Público, o criminalista Guilherme San Juan Araújo analisou, a pedido da ISTOÉ, a situação dos 13 réus. San Juan verificou que, da maneira como transcorre o processo, dificilmente Cláudio Mourão – que no esquema petista poderia ser comparado ao tesoureiro Delúbio Soares – cumprirá pena. Como Mourão completará 70 anos em abril de 2014, automaticamente o prazo de prescrição – de crimes como peculato e lavagem de dinheiro – é reduzido à metade. Assim, se Mourão for condenado depois dessa data, os crimes imputados a ele já estarão prescritos. Isso já ocorreu com Walfrido Mares Guia, que fez 70 anos em 2013. Outros réus, como Eduardo Brandão, também podem se beneficiar do calendário, se, em recurso, a sentença for reformada. Os réus agradecem.”
FONTE: reportagem de Assis Ribeiro, da revista “IstoÉ”. Transcrita no portal de Luis Nassif

Sobre os protestos: vale a pena assistir!


Nada como conhecer a História...

Tenha medo. Tenha muito medo.

Esta semana vi meu próprio pai fazendo apologia da ditadura no facebook, mais especificamente ao general-torturador João Batista Figueiredo. 

Agora imagine só: se esse regime voltar eu, minha esposa e minha filha de 3 anos seremos perseguidos, presos e torturados até a morte por gente "bacana" e "honesta" como o general abaixo. Igual eles faziam com todos os "esquerdalhas" naquela época gloriosa...



Esse ódio irracional contra o PT e qualquer coisa que cheira a esquerda, insuflado diariamente pela mídia golpista que eles consomem como zumbis, transforma pessoas aparentemente normais em verdadeiros psicopatas. 

Dá medo sim.

Coxinhas e a PEC 37



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Globo derruba a grade. É o Golpe !

Cobertura da Globo, na tevê aberta, é um incitamento à derrubada da Dilma, à força


Manchete da Globo: cayó Dilma !


A Rede Globo, em tevê aberta, nesta quinta-feira, um dia depois de os prefeitos do Rio e de São Paulo reduzirem as tarifas, derrubou a grade de programação e se dedicou, sem comerciais !,  a abrasileirar o Golpe pela tevê que a Direita conseguiu, por 48 horas, contra o Chavéz, na Venezuela.

Clique aqui para ler “tem um monte de Cabo Anselmo nas ruas”.

A Globo, tão boazinha, fala em democracia, não violência, paz, luta contra a corrupção e entra no Brasil inteiro com imagens ao vivo do quebra-quebra, do desmando, da falta de Governo !.

É a pseudo  – informação.

Porque a Globo não desce lá embaixo.

É do alto, do helicóptero.

O repórter fala do que vê na tevê.

Não vê o que se diz lá embaixo.

A “cobertura” não tem contexto.

Não tem outro lado.

Outra versão.

Não tem uma autoridade.

Por duas horas seguidas, a Globo não põe no ar uma única palavra de alguém, com o manto da autoridade, para jogar agua na fervura.

É pau, ao vivo.

Pau !

O desmando, a desorganização.

A saturação do caos.

Os repórteres, coitados, vítimas do gás lacrimogêneo.

É o “jornalismo catástrofe”!

Invadam o Itamaraty ! Subam no Congresso. Fechem a ponte Rio-Niterói. Esculhambem o Governo !

Porque o William Bonner esta aqui, desde cedo, para dar visibilidade !

Ponham fogo que fica mais “televisivo”.

Lamentável, diz a repórter !

E tome fogo!

Lamentável.

E tome pau !

O Palácio do Planalto cercado !!!

É um Golpe.

Manjado.

Na Venezuela, deu certo, por 48 horas.

Lá não tinha Copa do Mundo que a Globo não pode permitir que dê certo – clique aqui para ler “Globo boicota e fatura com a Copa”.

Aqui tem.

De repente, o brasileiro passou a odiar futebol.

A próxima cobertura da Globo, depois de derrubar a grade de programação, é o impeachment da Dilma.

Palavra de ordem que já se viu na Avenida Paulista, ao lado de “ditadura, já !”

Viva a Democracia !

Como disse o Conversa Afiada, a Globo embolsou o Movimento do Passe Livre.

Não existe passeata de 50 mil pessoas apartidária.

Ou não dá em nada, ou derruba o Governo.

A Globo vai derrubar !

Paulo Henrique Amorim

Eduardo Guimarães. Fascismo infanto-juvenil deixa a República de quatro. Um tal de “passe-livre” (para o caos?) passou a determinar até que cor de roupa as pessoas podem usar na rua. E o vermelho-PT foi “proibido”.

"Parece ocioso relatar no que deu o Estado, as autoridades, enfim, a República ficar de quatro para essa criançada e seu novo brinquedo: o poder. E não um poder qualquer, mas um poder discricionário que, após humilhar e impor caprichos a autoridades e aos Poderes constituídos, arrogou a si o direito de impedir liberdades individuais."
Quem pariu Mateus que o embale
Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 21/06/13

No começo da noite de quinta-feira (20), redes de televisão exaltavam a “beleza” de protestos violentos, ainda que mascarados de pacifistas, que, há quase duas semanas, esmagam o país com medo, incêndios, bombas, tiros, depredações, destruições de todos os tipos, mutilações e, agora, até com morte, como previsto aqui tantas vezes e tão inutilmente.

Todo o horror que se espalhou pelo país foi produto de exigência feita por um grupo de meninos e meninas embriagados com um poder imensurável que adquiriram em questão de dias e que pôs de joelhos um dos maiores impérios de comunicação do mundo e todo o resto do oligopólio comunicacional verde-amarelo, além de políticos, jornalistas e legiões de cidadãos comuns.

Direita quer diluir reivindicações para não pagar a conta



As pautas justas dos atos e como resistir à tentativa de desvirtuá-las
por Yuri Soares Franco*
Nos últimos dias o Brasil tem sido sacudido por manifestações em diversas cidades. Como centelha inicial está a questão do transporte público, causadas pelo aumento da tarifa do transporte coletivo em várias cidades. Esta é uma reivindicação justíssima, e inclusive a revogação dos aumentos é apenas uma pauta imediata. Há uma discussão antiga e profunda sobre a questão do financiamento do transporte coletivo, que hoje serve basicamente como ferramenta de lucro de alguns empresários.
Ao irem às ruas, surgiram também críticas decorrentes da violência policial. A Polícia Militar, como a conhecemos hoje, foi construída ao longo do tempo para ser exatamente isso: instrumento de controle da população e de defesa da propriedade. Isso também não é exclusividade do Brasil. Recentemente, ao ser questionado sobre a repressão violenta da polícia aos manifestantes na Turquia, o primeiro ministro turco respondeu que sua polícia utilizava os mesmos mecanismos repressivos que a polícia dos Estados Unidos e dos países europeus. Nesse ponto, ele tinha razão.
Infelizmente a mídia e a direita (o que é  um pleonasmo), após inicialmente chamarem os manifestantes de vândalos e baderneiros, resolveram fazer uma virada espetacular de opinião e passaram a apoiá-los.
O problema é que esse apoio tem um objetivo muito claro: diluir as bandeiras legítimas dos movimentos ao mesmo tempo em que tentam inserir as suas pautas reacionárias e tentam capitalizar o movimento para os seus objetivos sórdidos.
Esta virada foi sendo colocada quando a seguinte palavras de ordem foi sendo posta: “não é por centavos”. A partir do momento em que a pauta principal e inicial do movimento foi sendo escanteada, abriu-se espaço para que todo tipo de pauta fosse incluída: “contra isso tudo que está aí”, “contra a corrupção” de maneira vaga e despolitizada, “contra os impostos”, e até as mais recentes que já circulam nas redes sociais, como “contra a ditadura gay” e “pelo impeachment da Dilma”.
Os slogans também foram sendo usados de forma a despolitizar. O pior deles é “O gigante acordou”**. Este slogan é complicadíssimo. Carregado de ufanismo, ele simplesmente tenta jogar para a vala do esquecimento os séculos de lutas e resistências do povo brasileiro: os índios e suas guerras de resistência, os negros e seus quilombos, os movimentos feministas e suas marchas, a classe trabalhadora e suas greves, os trabalhadores rurais e suas ocupações, o movimento estudantil e suas manifestações…
Para os setores reacionários nenhuma dessas lutas vale, já que sempre estiveram do outro lado, dos exploradores, da elite.
Há um discurso nestes setores, de que “é necessário acabar com o pão e circo”. Precisamos rechaçar fortemente esse discurso, pois o que eles chamam de “política do pão e circo” são os avanços que tivemos nos últimos anos. Eles querem acabar com as políticas sociais de distribuição de renda, com as cotas sociais e raciais, com a política de valorização do salário mínimo e da massa salarial da classe trabalhadora em geral, com os direitos trabalhistas que as empregadas domésticas ganharam recentemente.
Dentro dos palácios temos os governantes, que não souberam negociar e até o momento ainda se mostram atônitos. Utilizam argumentos técnicos, quando o seu papel é fazer política, em outras palavras, procurar meios para atender às pautas populares. Não é possível governar apenas com gestão sem discutir os rumos da sociedade.
Há também uma demanda reprimida da população por participação. Esse sistema político atual, com financiamento privado, favorece a corrupção, uma vez que os financiadores das campanhas cobram depois o retorno dos seus “investimentos”. Também afasta a população das decisões relevantes das cidades, dos estados e do país. É preciso então discutir uma profunda reforma política, que dê voz e espaço aos setores excluídos da política institucional.
Como resistir à tentativa de sequestro dos atos?
Precisamos primeiramente compreender que a gênese desses movimentos é progressista e tem como pautas problemas concretos da vida das pessoas. No entanto há uma operação da mídia e da direita de desvirtuá-los e transformar os manifestantes em massa de manobra para setores da elite que não pretendem avançar, mas sim retroceder nos direitos da maioria da população.
É preciso que os manifestantes “antigos”, que já estão nas lutas e nas ruas há muito tempo em defesa das pautas progressistas, se somem aos atos e disputem sua linha, para que o tom seja pela conquista de novos direitos, sem abrir mão do que já foi conquistado.
Para os manifestantes novos: sejam bem-vindos à  luta!
A única compreensão que eu lhes peço é  que entendam o motivo que torna impossível “todos darmos as mãos por uma causa só, independente das diferenças”. Há, como sempre houve, a necessidade que alguém perca para que alguém possa ganhar.
Para termos passagens mais baratas e transporte de qualidade é preciso que o dinheiro saia de algum lugar: ou dos governos (o que seria trocar seis por meia dúzia), ou diminuir os lucros dos empresários do setor e aumentar impostos dos usuários de transporte individual (carros). Para conquistarmos direitos para a população LGBT precisaremos derrotar os fundamentalistas. Para democratizarmos as comunicações precisaremos derrotar a grande mídia, para termos melhores salários e condições de trabalho precisaremos derrotar os empresários, para termos mais dinheiro precisaremos derrotar os banqueiros que lucram em cima de nós com seus juros, e por aí segue…
Creio que o meio para defender os atos e os movimentos da intromissão de pautas reacionárias nesse momento é a restrição das nossas pautas nos atos. Precisamos realizar atos como sendo claramente contra os aumentos e em defesa de um novo modelo de transporte público e de qualidade.
Há diversas pautas progressistas igualmente importantes, como o combate ao projeto de lei da “cura gay” aprovado nesta terça-feira (18/06) pelo Feliciano na CDHM da Câmara dos Deputados, a Reforma Política, a democratização dos meios de comunicação, o combate à PEC37 (que restringe os poderes de investigação do Ministério Público), dentre tantas outras.
Se pulverizarmos as pautas em poucas manifestações “genéricas”, estaremos ajudando a fazer o que a mídia e a direita tanto querem: caracterizar o movimento como difuso e aberto à qualquer pauta, e já percebemos que onde cabe qualquer pauta, cabem também as pautas dos nossos adversários.
É necessário organizarmos atos para cada uma dessas pautas, aproveitando o momento político para acumular força, organicidade e visibilidade para as nossas lutas, que certamente não terminarão em uma ou duas semanas.
Que as manifestações não sejam passageiras!
*Historiador pela Universidade de Brasília
**PS do Viomundo: Investiga-se se #ogiganteacordou, propagado pela TV Globo no jogo entre Brasil e México, ontem, em Fortaleza, tem relação direta ou indireta com gente da oposição.

Militantes dizem que ferimento exibido em fotos foi forjado



por Luiz Carlos Azenha
Dois ativistas de esquerda que participaram da manifestação da noite de quinta-feira na avenida Paulista, em São Paulo, alegam que o ferimento exibido por um ativista diante de fotógrafos foi forjado.
Ricardo Gebrim e Anderson Fernandes Guahy estavam no cordão de isolamento que protegia uma passeata que tinha de 800 a 1000 militantes de esquerda. A tarefa deles era evitar a aproximação de um grupo que gritava palavras de ordem contra partidos políticos, Cuba, o Bolsa Família e o PT.
Esse grupo, segundo Ricardo, era formado por cerca de 150 homens. Muitos usavam capacetes de ciclistas e máscaras do Anonymous, outros eram “bombados”. Trabalhavam em conjunto e se falavam. Puxavam as palavras de ordem. O homem que aparece na foto acima, segundo Ricardo, parecia ser o líder.
A certa altura, dizem, ele foi atingido pelo mastro de plástico de uma bandeira que havia sido arrancado das mãos de um militante de esquerda.
O mastro bateu no ombro, o homem — identificado pelo portal G1 como Guilherme Nascimento — colocou a mão na cabeça e começou a “sangrar”. Fotógrafos e cinegrafistas estavam próximos para registrar a cena.






Casamento gay na Suécia sequer é notícia

Até a Igreja Luterana admite bispos homossexuais.
Casamento gay na Suécia é abençoado pela igreja
Casamento gay na Suécia é abençoado pela igreja
Enquanto a França se divide em relação ao casamento para todos e o Parlamento polonês acaba de rejeitar a união civil, um país parece estar acima destes debates: a Suécia. Lá, é possível ser lésbica, casada e… bispa sem causar escândalo.
O artigo abaixo foi publicado, originalmente, no jornal francês Liberatión.
Os sinos da igreja da aldeia de Dalby, no sul da Suécia, tocaram só para elas. Anna e Cristina Roeser conheceram-se em 2005. Poucos meses depois começaram a viver juntas e, mais tarde, anunciaram o seu noivado. Anna é auxiliar de infância numa creche. Christina estuda teologia. Ambos sempre sonharam construir uma família. Para ter o direito à procriação medicamente assistida, tinham de oficializar a sua “união”. Queriam um grande casamento pela igreja, mas acabaram por abandonar a ideia.
A cerimônia foi organizada no tribunal em 2007. “O juiz nos recebeu durante a sua pausa, no meio de um processo por corrupção, conta Anna. Naquela altura, a Igreja Evangélica Luterana à qual pertencem 70% dos suecos, considerava a possibilidade de abrir o casamento aos casais homossexuais.
“Sabíamos que estava para acontecer, mas não sabíamos quando, diz Christina. Em vez de tentar obter a bênção religiosa pela sua união, decidiram esperar até poderem realmente casar. A 1 de abril de 2009, os deputados aprovaram uma lei que autoriza o casamento “sexualmente neutro”. Seis meses mais tarde, a Igreja da Suécia, separada do Estado desde 2000, fez o mesmo, tornando-se a primeira grande Igreja no mundo a casar pessoas do mesmo sexo.
As duas mulheres nunca precisaram defender a sua orientação sexual junto dos seus próximos ou colegas. Em outubro, tornaram-se mães de duas pequenas meninas, Théia e Esther, que batizaram recentemente. Anna, 37 anos, é a
mãe biológica. “Na Suécia ninguém acha isso estranho”, afirmam. O mesmo se aplica ao casamento pela igreja, celebrado em agosto de 2010. “Queria muito que o nosso amor fosse abençoado por Deus”, afirma Christina, 28 anos, que foi ordenada padre há um ano.
A Igreja Luterana aprovou o casamento gay em outubro de 2009. 70% dos membros do sínodo, composto por 250 bispos eleitos nas paróquias, disseram sim à união homossexual. O arcebispo Anders Wejryd, que exerce em Uppsala (perto de Estocolmo) o comando da Igreja luterana sueca, diz que foi tudo tranquilo. Não foi nada parecido, afirma ele, com os conflitos que resultaram da decisão de ordenar as mulheres padres em 1958.
Alguns refratários se demitiram, mas não passaram de uma minoria. Não houve nenhuma “corrida à igreja”: entre 2010 e 2011, apenas 350 casais homossexuais casaram pela igreja, contra cerca de 40 mil casamentos heterossexuais. Muito se andou na Suécia. Em 1985 os bispos suecos recomendavam a abstinência aos cristãos homossexuais.
Em 2009, a lésbica Eva Brunne, 58 anos, foi eleita bispo de Estocolmo. A informação deu a volta ao mundo. Eva afirma que a sua orientação sexual, ou o fato de ter uma criança com uma mulher, nunca foram alvos de debates na sua nomeação. Estará a Igreja da Suécia à frente do seu tempo? “Acho que, por sermos uma igreja reformada, estamos habituados a evoluir à medida que a sociedade se transforma, diz Eva.
Em Uppsala outra mulher padre e lésbica concorda. Para a Igreja sueca, diz Anna-Karin Hammar, 61 anos, “a experiência é tão importante quanto a tradição”. Ela está convencida de que, “se São Paulo vivesse nos dias de hoje e soubesse o que nós sabemos, seria a favor do casamento dos casais do mesmo sexo”.
Proveniente de quatro gerações de padres, Anna-Karin Hammar surpreendeu todos e todas em 2006, quando apresentou a sua candidatura à sucessão do seu irmão, o arcebispo K. G. Hammar. Em 2001, com a sua companheira, Ninna Edgardh, 57 anos, teóloga e mãe de duas crianças, convidaram 70 pessoas próximas para sua união, celebrada por uma amiga bispa, quatro anos antes de este tipo de cerimônia ser oficialmente autorizado pela igreja.
O presidente da Ekho (Associação Ecumênica de Cristãos Homossexuais), Gunnar Beckström, tem um conselho para os homossexuais mundo afora: “Levantem-se e digam que não querem ser mais oprimidos. A homossexualidade não é uma doença. Oprimir os homossexuais nunca foi a vontade de Deus”.