domingo, 17 de julho de 2011

“O corno do século XX” ou “A última exilada”

Como a Globo deu o golpe da barriga em FHC, mandando Miriam Dutra para Portugal


Assim como existe carro-forte, existe armário-forte. O do Caso FHC-Miriam Dutra não abria nem com pé-de-cabra até abril de 2000, quando Caros Amigos veio com a primeira reportagem sobre o assunto. A revista entrega o jogo logo de cara. “Por que a imprensa esconde o filho de 8 anos de FHC com a jornalista da Globo” é o título que ocupa toda a capa. Não entra em tricas nem futricas, denuncia o silêncio dos grandes grupos de comunicação diante de “Um fato jornalístico”, como diz o título da reportagem.

Por isso, os jornalistas que assinamos a matéria de 6 páginas – eu, Sérgio de Souza, Mylton Severiano, Marina Amaral, José Arbex e João Rocha – deixamos de lado quase todos os detalhes que cercam o romance para ir fundo no essencial: por que, quando lhe interessa, a mídia publica que Fulano ou Cicrano teve caso fora do casamento; e naquele caso, passou uma década escondendo o caso FHC-Miriam Dutra. Então, em 2000, não era o caso de contar que...

· .... o caso de amor começa com a bênção de outro par constante, Alberico de Souza Cruz, o todo-poderoso diretor de jornalismo da Rede Globo, e Rita Camata, a bela deputada federal do PMDB, sensação do Congresso, mulher do senador capixaba Gerson Camata, que um dia seria candidata a vice de Serra nas eleições presidenciais de 2002.
· .... mais saborosa que a pauta da Constituinte, as andanças do quarteto na noite brasiliense eram o grande assunto nos círculos políticos e nas redações. Contudo, os diálogos e as situações vividas por eles não renderam um mísero gossip em coluna social alguma.
· .... o bafafá com status de rififi que se instalou no gabinete de Fernando Henrique, ouvido no corredor por jornalistas do naipe de Rubem Azevedo Lima, e presenciado por seus assessores, quando Miriam Dutra foi comunicar-lhe a gravidez, seria digno dos melhores bordéis do Mangue – “Rameira!”, xingava o senador aos berros. Tudo com direito a efeitos especiais, arrematados por um chute de bico de sapato de cromo alemão no circulador de ar.
· .... a operação cala-a-boca-da-Miriam foi organizada por uma força-tarefa: Alberico de Souza Cruz; o então deputado federal José Serra; e Sérgio Motta, que tinha coordenado a campanha de Fernando Henrique para o Senado, seu amigo mais íntimo.
· .... o trio maravilha se desdobra. Providencia a mudança da futura mamãe para apartamento mais confortável na Asa Sul – ao botar o colchão no caminhão, um dos carregadores alisou-o e disse para os colegas: “Este é do senador” (ah, esse povo brasileiro); e, depois do nascimento da criança, na medida em que se projetava a candidatura de Fernando Henrique à presidência, tratam de mudar Miriam para outro país. No caso, Portugal, onde a Globo era parceira da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, primeira estação portuguesa de televisão privada. Aí a repórter iniciaria a longa carreira de última exilada brasileira, que chega aos nossos dias.
· .... Ruth Cardoso, antropóloga, pouco ficava em Brasília. Tocava vida própria em São Paulo, o que facilitava o caso extraconjugal do marido.
· .... Fernando Henrique não contou para Ruth Cardoso o caso extraconjugal durante certa viagem a Nova York como se propala, mas numa casa isolada nos arredores de Brasília, onde o casal descansava nos fins de semana. Foi pouco antes dele assumir a candidatura. Não se sabe, claro, o que conversaram. O certo é que, por volta das oito da manhã, jornalistas que ali davam plantão, viram um Gol sair em disparada, com Fernando Henrique ao volante e a mulher ao lado. E foram atrás deles até o hospital Sarah Kubitschek, onde o casal desapareceu.
· ... a futura primeira-dama reapareceria com um braço na tipóia no saguão do hospital; ao ser abordada pelos repórteres, perdeu sua habitual presença de espírito e afastou-os, quase explodindo: “Me deixem em paz!”

SEGREDOS DE POLICHINELO

Coroa do Príncipe
Não havia, como não há hoje, jornalista em Brasília que não soubesse de tudo quanto se passa, às claras ou nos bastidores. Segredos de polichinelo. Veja fez uma reportagem, mandou repórter atrás de Miriam na Europa (não por coincidência, Mônica Bergamo, que viria a dar na Folha, em 2009, a notícia do reconhecimento do filho adulterino por Fernando Henrique, 18 anos depois). Mas, naquela época, a semanal nada publicou.

Nós também fomos atrás dela na Espanha, onde Miriam passou a morar depois de Portugal – “Perguntem para a pessoa pública”, foi a única coisa que deixou escapar. Ao mesmo tempo, fomos atrás de uma história que envolveu toda a imprensa. E volta a envolver: a história de Tomás Dutra Schmidt. Que a maioria dos colegas, na sua anglofilia, transformou em Thomas. Está lá, no registro do cartório Marcelo Ribas, conforme cópia autenticada obtida por Marina Amaral, a quem bastou sair do hotel em Brasília, atravessar a pista e entrar no edifício Venâncio 2000, primeiro andar, onde a avó materna de Tomás foi declarante do nascimento, ocorrido a zero hora e quinze minutos de 26 de setembro de 1991.

“Por que tanto segredo?”, perguntamos a todos os jornalistas que ocupavam postos de comando nas publicações em que trabalhavam durante a campanha presidencial de 1994. Cada qual apresentou suas razões. Alguns simplesmente desqualificaram o fato.

Outros apelaram para uma ética jornalística válida apenas para FHC. Outros confessaram ainda que guardavam matéria “de gaveta” para a eventualidade de um concorrente sair na frente.

Tentando fazer “Caros Amigos” sustar a matéria, houve vários tipos de pressões, relatadas uma a uma na reportagem. Algumas sutis, outras ostensivas.

Um amigo jornalista me acenou com emprego público na Petrobras, durante almoço na cantina “Gigetto”, quando julgavam que eu era o único autor do trabalho. Tinha sido enviado pelo lobista Fernando Lemos, cunhado de Miriam Dutra. O mesmo Lemos que mandou um dublê de jornalista e lobista à redação de “Caros Amigos”, dizendo estar intercedendo em nome da própria jornalista da Globo, o que ela negou de pés juntos lá em Barcelona.

Um deputado federal do PT ligou-nos para dar “um toque”. Disse que o Planalto estava preocupado com “uma matéria escandalosa” que estaríamos fazendo.

O afável colega Gilberto Mansur chamou Sérgio de Souza e seu sócio Wagner Nabuco de Araújo para jantar no “Dinho’s Place” da avenida Faria Lima. Começou suave, ponderando que a revista ia criar problemas para si própria, que aquele assunto era irrelevante, que, deixando aquilo pra lá, Caros Amigos passaria a ter o mesmo tratamento da grande imprensa em matéria de anúncios estatais. Vendo que Sérgio de Souza era irredutível, deixou claro que podíamos esquecer a publicidade oficial se publicássemos a matéria – o que já acontecia na prática.

Caneca do Príncipe
ETERNAMENTE OTÁRIO

Na época, Gilberto Mansur, ex-diretor da revista masculina Status, um mineiro maneiro, era braço-direito do publicitário Agnelo Pacheco, que havia conquistado a confiança do secretário de Comunicação de FHC – e homem das verbas publicitárias, portanto.

Falamos do embaixador Sérgio Amaral, porta-voz da Presidência, que o colunista de humor José Simão chamava de “porta-joia”, sempre com a pose de “nojo de nóis”.

Juntos, Agnelo e Amaral “operavam” a Caixa Econômica Federal. Agnelo adorava dizer que era um dos depositantes do “Bolsa Pimpolho”, que financiava a vida de Miriam Dutra e seu filho no continente europeu.

O que não tem a menor relevância perto do Custo Brasil para alimentar a conspiração de silêncio em torno do romance. Existem hoje, no eixo Brasília-São Paulo, grupos de picaretas que ficaram ricos graças a esse adultério, bem como ao falso DNA agora brandido pela família Cardoso, a fim de evitar mais um herdeiro a dividir l’argent que FHC vai deixar.

Absolutamente contra sua vontade, FHC cai de novo na boca do povo. Mesmo nas edições online dos grupos de comunicação que tanto faturaram para esconder o romance, seus leitores vêm com pérolas, tais como este comentário sobre a notícia da Folha do teste de DNA negativo, repercutindo nota da coluna Radar, de Veja – autora do furo:

A GLOBO DEU GOLPE DA BARRIGA EM FHC: O Brasil pagou caro essa pensão. FHC, quando era ministro da Fazenda, isentou de CPMF todos os meios de comunicação. Em 2.OOO houve o Proer da mídia, que custou entre US$ 3 e US$ 6 bilhões aos cofres públicos. Ele também mudou a Constituição para permitir que a mídia brasileira, então falida, pudesse contar com 30% de capital estrangeiro. E autorizou que o BNDES fizesse um empréstimo milionário à Globo.

Ricardo J. Fontes: DNA falso você pode conseguir com qualquer R$ 10 milhões em qualquer esquina de São Paulo ou Washington, onde Tomás estuda. Mas, se FHC, de fato, não for o pai, o Brasil merece conhecer o pai verdadeiro, o homem que tomou dinheiro dos Marinhos e de FHC durante 20 anos e carimbou de vez o ex-presidente como, além de entreguista, zé-mané, trouxa, pangaré, terceirizado. Enfim, otário.
post de beatrice

sábado, 16 de julho de 2011

Ley de Medios para o Lula poder falar. Alô, alô Bernardo !

Chama o Franklin, Lula ! Chama o Franklin !

Saiu no Tijolaço:

A voz voltou. Falta o alto-falante.


Da Agência Brasil, agora há pouco:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. “Vou voltar a andar por esse país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez,” disse ele, ao discursar hoje (15) durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).


Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. “Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma.”


O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. “Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso”, disse.”


E na Agência Estado:

“A gente não pode aceitar que os americanos façam o ajuste da sua política fiscal à custa da desvalorização do dólar, o que cria prejuízo para o comércio dos países mais pobres. A gente não pode permitir que a crise venha causar prejuízo para o nosso País”, disse Lula (…)


Num tom inflamado, Lula culpou os países desenvolvidos pela crise no continente europeu. “Estamos vendo a Espanha, Portugal e Grécia numa situação delicada. É uma crise que não foi causada pelos países pobres, é uma crise causada pelos países ricos. É uma crise surgida não na Bolívia, não na Argentina, no Paraguai ou no Brasil. É uma crise surgida nos Estados Unidos e na Europa”, apontou.


Nos 20 minutos de discurso, Lula fez um balanço de seus oito anos de governo, com destaque para a estabilidade econômica e a forma como o Brasil superou a crise internacional. “Enquanto o Obama já está há mais de dois anos sem resolver a crise americana, enquanto a Europa já está há dois anos sem resolver a crise lá, aqui no Brasil nós dissemos que a crise seria uma marolinha, que ia chegar por último e ia embora primeiro. E foi exatamente o que aconteceu”, afirmou.



Que falta faz falar num tom assim – que o fato de já não estar na Presidência facilita em muito – para que as pessoas possam entender o que se passa! Que falta faz a polêmica, a falta de patrulhamento, o enfrentamento com o que diz a mídia!


Mas também é preciso que se diga: que falta faz uma estrutura de comunicação que possa fazer esta voz ser ouvida, sem a edição e o trato maroto da mídia, com o tom didático e claro com que ela soa, com a imagem do rosto que empresta credibilidade às palavras…


Procuramos, procuramos, procuramos e não há (espero que logo haja) uma gravação na internet, que a gente possa colocar para rodar na rede. Se o ex-presidente quer romper com aquele pretensioso monopólio dos que se julgam “formadores de opinião”, é preciso dar – já e já – um alto-falante eletrônico a esta voz. – Postado por Fernando Brito

NavalhaAlô, alô Paulo Bernardo.

Cadê a Ley de Médios do Franklin ?


Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Brasil quer importar cientistas americanos e europeus

Protótipos do "Andar de Novo" de Nicolelis

Saiu no Blog do Planalto:

Queremos atrair a inteligência para o Brasil, diz Mercadante


O Brasil vai aliar a situação econômica do país e as demissões em massa de cientistas nos Estados Unidos e Europa para atrair profissionais de ponta para trabalharem em regime temporário no território nacional. A informação é do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nesta quinta-feira (14/7), após audiência com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Mercadante compareceu na companhia do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que integra o grupo dos 20 mais renomados e influentes cientistas no mundo, para apresentar a proposta da criação do programa Escola sem Fronteiras e intensificar o Andar de Novo, desenvolvido em Natal (RN), além da realização de concursos públicos para contratar profissionais no mercado internacional.


“Vamos abrir concursos internacionais para atrair cientistas de ponta e impulsionar as áreas científicas. Para se ter uma ideia, em dois anos, o equivalente a um terço do quadro do ministério estará aposentado. Então, parte dos pesquisadores será composta por brasileiros e a outra parte contratada no exterior”, informou Mercadante ao citar como exemplo o fato de a Nasa — a agência espacial americana — ter demitido recentemente cerca de quatro mil trabalhadores.
O neurocientista Miguel Nicolelis iniciou a entrevista informando que o projeto Escola sem Fronteiras, conforme apresentado à presidenta Dilma, tem por objetivo atuar em áreas fronteiriças de 12 países na América do Sul. Assim, por exemplo, num determinado período os jovens seguem com os estudos normais de cada país — obedecendo a grade curricular — e em outro período estudam matérias científicas.


Outro trabalho desenvolvido por Nicolelis, o Andar de Novo, também mereceu simpatia da presidenta Dilma e, tal fato levará a uma visita, em data a ser definida, às dependências do instituto em Natal (RN). O neurocientista informou também que vem desenvolvendo equipamento que permitirá pessoas paralíticas ou tetraplégicas, por exemplo, a andarem apoiadas por equipamentos produzidos por sua equipe. Conforme contou, a meta é que os aparelhos estejam prontos em quatro anos. A demonstração aconteceria na abertura da Copa do Mundo Fifa 2014.


Vídeo com a íntegra da entrevista do ministro Aloizio Mercadante e do neurocientista Miguel Nicolelis

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A beleza do capitalismo

NA INGLATERRA, A ‘FOLHA’ ESTARIA EM APUROS


Por Eduardo Guimarães

“O brasileiro já se acostumou à cantilena de que qualquer questionamento aos métodos cada vez mais desesperados da mídia local em busca de audiência ou de influir no jogo do poder seria “tentativa de censura”. Em países “marxistas” como a Inglaterra, porém, liberdade de imprensa não se confunde com liberdade para delinqüir.

O Comitê de Cultura, Mídia e Esportes do Parlamento britânico “convidou” Rupert Murdoch, uma espécie de Roberto Marinho gringo, seu filho James Murdoch e a diretora do império de mídia deles, Rebekah Brooks, para darem explicações sobre grampos ilegais utilizados pelo tablóide “The News of the World” para obter informações.

Mas a “fúria censora” inglesa não pára por aí. Novos documentos e gravações apontam que os jornais “Sunday Times” e ”The Sun”, do mesmo Murdoch, teriam tido acesso a dados financeiros privados do ex-premiê Gordon Brown e ao histórico médico do seu filho.

Como a Grã Bretanha entende que não se pode confundir liberdade de imprensa com práticas criminosas, o governo, pressionado pela sociedade, passou a impor obstáculos a Rupert Murdoch para adquirir a plataforma televisiva “BSkyB”. Por conta disso, aliás, é provável que a operação nem saia.

Alguém imagina coisa similar acontecendo no Brasil?

Em sua edição de 25 abril de 2009, o jornal “Folha de S. Paulo” reconheceu que publicou em sua primeira página, sem checar a veracidade, uma reprodução de ficha policial da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que recebera por e-mail (!!) de um site de ultra-direita.

A reportagem que acompanhava a falsificação acusava Dilma de ter participado de complô para sequestrar o ministro da ditadura militar Delfim Neto. A ficha continha informações forjadas. E, apesar dos laudos mostrando a falsidade do “documento”, alguns dias depois o jornal manteve a mentira dizendo que não poderia confirmá-la ou desmenti-la.

As razões da “Folha” eram óbvias. O Brasil estava às portas da campanha eleitoral que escolheria o sucessor –ou a sucessora– de Lula e o jornal, partidário da candidatura de José Serra, tratava de tentar destruir a imagem da principal adversária do tucano.

Se tivéssemos a sorte de viver em um país civilizado em que o conceito “liberdade de imprensa” não serve de desculpa para a prática de falcatruas “jornalísticas” desse porte, e que entende que denunciá-las e puni-las não é censura coisa nenhuma, hoje o filho do baba-ovo da ditadura Otavio Frias de Oliveira, estaria frito.”

FONTE: escrito por Eduardo Guimarães e publicado em seu blog “Cidadania.com”

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Classe D vai à universidade e estoura bolha da Miriam


A urubóloga agora deu para falar na bolha.

É a antecipação da catástrofe que nao se realizará.

É uma das artimanhas do PiG(*): o mundo vai se acabar.

Quando ?

Só o Ali Kamel sabe.

Se não acabar, cria-se outra crise (ou bolha).

A bolha atual seria a inadimplência da Classe C.

A inadimplência do brasileiro é a menor dos BRICs.

Ou seja, se o mundo se acabar vai acabar antes na China.

E, aí, é melhor fugir para Marte.

A urubóloga já se valeu da estratégia da “antecipação do fim do mundo” com o anúncio do apagão da Dilma, quando a Presidenta era ministra das Minas e Energia.

Este ansioso blogueiro lembra a urubóloga do destino de seu colega no Bom (?) Dia Brasil, o enólogo Renato Machado.

Foi promovido a Rei da Inglaterra, porque a Classe C acha ele um chato.

A urubóloga corre o risco de ser designada para ajudar a Blá-blarina a achar o rumo de casa.

Na floresta.

Este ansioso blogueiro entrevistou Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, uma instituição de pesquisa que se especializou em perscrutar a Classe C.

Na verdade, o Data Popular e o Marcelo Neri da FGV, do Rio, descobriram uma forma de ganhar a vida sendo pagos pela elite brasileira para falar mal da elite brasileira.

Essa elite da “antecipação do fim do mundo”.

A entrevista com o Meirelles vai ao ar nesta terca feira no Entrevista Record, da Record News – que tem o dobro da audiência da Globo News – às 22h15, logo depois do Heródoto Barbero.

Renato vai mostrar que desde 2002, com o Nunca Dantes (que, por isso a elite jamais o perdoará), houve 800 mil novos universitários da classe D.

Classe D , amigo navegante.

Hoje, 100 mil jovens da Classe D – classe D – entram por ano na universidade.

Por culpa desses malditos ProUni e Enem!

Que horror !

E, amigo navegante, agora que o Meirelles estoura a bolha da Miriam:

Para cada ano que um jovem de classe D fica na universidade, o salário dele se torna 15% maior do que o de um jovem que não foi para a faculdade.

Isso é ascensão na veia.

E nao é aquela prosperidade do Plano Real da urubóloga – da dentadura, do frango.

É prosperidade que se torna patrimônio pessoal, irremovível: educação.

Nao é uma bolha.

É conhecimento que torna a pessoa muito mais preparada para se virar numa adversidade.

Se, hoje , a economia dá uma freada de arrumação, não ha nenhum motivo para se imaginar que a bolha (bolha de quê ?) vá explodir na cara da Presidenta.

O jovem filho de cortador de cana que estuda na Escola Técnica de Suape para ser soldador num estaleiro é muito mais esperto do que a urubóloga pensa.

Cuidado, um dia a Classe D vai à forra e manda o Casal 45, com o Ali Kamel , para a Corte do Rei Artur.


Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A ideologia da classe dominante incutida na classe dominada

Ideologia dominante
Sírio Possenti
De Campinas (SP)

Uma das teses mais clássicas do marxismo sobre ideologia tem forma de slogan: a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Os estudiosos do funcionamento da sociedade que adotam teses marxistas (não surgiu nada melhor para explicar nosso dia a dia, seja o da TV, seja o dos mercados) conferem um lugar especial às ideologias, embora seu postulado fundamental seja o de que são as relações econômicas que comandam a história, em última instância. Para que as engrenagens econômicas funcionem, é preciso que os cidadãos acreditem que elas são as que devem ser (nada como ler Delfim Neto para convencer-se de que os economistas são ideólogos, não cientistas).

Bourdieu e Passeron produziram obra notável, na década de 70 (A reprodução), cuja tese é que a escola contribui fortemente para reproduzir a sociedade a que serve. Faz isso reproduzindo sua ideologia. Invariavelmente a escola "prova" que os mais pobres são também os mais incapazes. Como ela faz isso? Analisando o desempenho escolar a partir de critérios (de saberes) de classe, desigualmente distribuídos.

Dou um exemplo banalíssimo, e antigo: no livro didático do meu segundo ano de escola, no interior de Santa Catarina, em uma comunidade totalmente rural, líamos uma narrativa chamada "Férias na roça". Meninos da cidade iam a uma fazenda para apreciar a natureza e sentir o cheiro acre dos estábulos. Ora, cheiro acre dos estábulos!! Nem vou mencionar os textos que falam (falavam) da família: o pai provia o sustento, a mãe cuidava do lar e os dois filhos, um menino e uma menina (nesta ordem), brincavam e estudavam. A empregada, sempre negra, fazia o serviço pesado e umas comidinhas especiais. Tudo parecia natural.

A mesma coisa acontece com o ensino de português: a língua dos menos favorecidos (!!) é considerada errada. E nem se deve falar dela na escola, segundo os "sábios". Imagine "defendê-la"! Só na universidade é que se pode saber a "fala popular" segue regras. O povo não pode saber disso! Nem outros intelectuais! Só os linguistas! Para o povo, ditados bobos, que provam que não sabe nada. Soletrando neles! Um dos argumentos que frequentaram algumas páginas que discutiram o livro do MEC era que o próprio povo quer aprender língua padrão, o português correto. Qualquer pesquisa mostraria isso, dizia-se. Supostamente, só os linguistas quereriam "ensinar errado".

Não adiantou dizer-lhes que nenhum linguista defende esta tese (e eles acham que sabem ler!). Parece ser mesmo verdade que "o povo" quer aprender a falar e escrever corretamente. Por quê? Pelas mesmas razões que o levam a querer comer melhor, vestir-se melhor, morar melhor, viajar mais, comprar computador e TV de tela plana. E, eventualmente, a votar contra a reforma agrária e pelo endurecimento da política de segurança. É a ideologia da classe dominante incutida na classe dominada. Parece tão antigo! Mas é tão verdadeiro! Só saiu de moda. Até porque muitos mudaram de lado.

Quando os ricos são defendidos pelos pobres, conseguiram sua maior façanha: convencê-los de que eles não são apenas ricos; também são os únicos que estão certos! Em relação a tudo: da ortografia à quantidade de mata que pode eliminar.

O ensino de língua é ideológico, sim senhor.

Ideologia dominante
Getty Images

"A escola contribui fortemente para reproduzir a sociedade a que serve"
Sírio Possenti
De Campinas (SP)

Uma das teses mais clássicas do marxismo sobre ideologia tem forma de slogan: a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Os estudiosos do funcionamento da sociedade que adotam teses marxistas (não surgiu nada melhor para explicar nosso dia a dia, seja o da TV, seja o dos mercados) conferem um lugar especial às ideologias, embora seu postulado fundamental seja o de que são as relações econômicas que comandam a história, em última instância. Para que as engrenagens econômicas funcionem, é preciso que os cidadãos acreditem que elas são as que devem ser (nada como ler Delfim Neto para convencer-se de que os economistas são ideólogos, não cientistas).

Bourdieu e Passeron produziram obra notável, na década de 70 (A reprodução), cuja tese é que a escola contribui fortemente para reproduzir a sociedade a que serve. Faz isso reproduzindo sua ideologia. Invariavelmente a escola "prova" que os mais pobres são também os mais incapazes. Como ela faz isso? Analisando o desempenho escolar a partir de critérios (de saberes) de classe, desigualmente distribuídos.

Dou um exemplo banalíssimo, e antigo: no livro didático do meu segundo ano de escola, no interior de Santa Catarina, em uma comunidade totalmente rural, líamos uma narrativa chamada "Férias na roça". Meninos da cidade iam a uma fazenda para apreciar a natureza e sentir o cheiro acre dos estábulos. Ora, cheiro acre dos estábulos!! Nem vou mencionar os textos que falam (falavam) da família: o pai provia o sustento, a mãe cuidava do lar e os dois filhos, um menino e uma menina (nesta ordem), brincavam e estudavam. A empregada, sempre negra, fazia o serviço pesado e umas comidinhas especiais. Tudo parecia natural.

A mesma coisa acontece com o ensino de português: a língua dos menos favorecidos (!!) é considerada errada. E nem se deve falar dela na escola, segundo os "sábios". Imagine "defendê-la"! Só na universidade é que se pode saber a "fala popular" segue regras. O povo não pode saber disso! Nem outros intelectuais! Só os linguistas! Para o povo, ditados bobos, que provam que não sabe nada. Soletrando neles! Um dos argumentos que frequentaram algumas páginas que discutiram o livro do MEC era que o próprio povo quer aprender língua padrão, o português correto. Qualquer pesquisa mostraria isso, dizia-se. Supostamente, só os linguistas quereriam "ensinar errado".

Não adiantou dizer-lhes que nenhum linguista defende esta tese (e eles acham que sabem ler!). Parece ser mesmo verdade que "o povo" quer aprender a falar e escrever corretamente. Por quê? Pelas mesmas razões que o levam a querer comer melhor, vestir-se melhor, morar melhor, viajar mais, comprar computador e TV de tela plana. E, eventualmente, a votar contra a reforma agrária e pelo endurecimento da política de segurança. É a ideologia da classe dominante incutida na classe dominada. Parece tão antigo! Mas é tão verdadeiro! Só saiu de moda. Até porque muitos mudaram de lado.

Quando os ricos são defendidos pelos pobres, conseguiram sua maior façanha: convencê-los de que eles não são apenas ricos; também são os únicos que estão certos! Em relação a tudo: da ortografia à quantidade de mata que pode eliminar.

O ensino de língua é ideológico, sim senhor.

Escrevo isso para esclarecer de novo aos que inalaram o marxismo em bares que a discordância dos ataques ao tal livro do MEC não configura esquerdismo.

Uma analogia

No Caderno Ilustríssima (que nome!), da Folha de S.Paulo de domingo, dia 26/06, Joel Rufino dos Santos conta uma história que hoje parece engraçada. Estava preso, em 1965, suspeito de subversão. Um dia, foi tirado da cela para ter seu cabelo cortado (cabeludos não eram bem vistos!). O barbeiro quis saber do tenente que tomava conta de Rufino o que ele tinha feito. O militar lhe disse que Rufino tinha sido convencido por um general comunista a reescrever a história do Brasil. "Como assim?", perguntou o barbeiro. "Eles escreveram, por exemplo, que Pedro Álvares Cabral era viado!" respondeu o tenente.

Assim que li o parágrafo, pensei: "Imaginem se um Fulano como esse tenente decide explicar a um barbeiro cético o que professores de português e estão escrevendo nos livros do MEC". Talvez o castigo não ficasse no corte de cabelos, como não ficou para muitos, naqueles tempos. Houve censores que quiseram prender Sófocles, outros que queriam saber do paradeiro de Immanuel Kant. Qualquer livro de capa vermelha era suspeito, mesmo que tratasse de culinária.

O obscurantismo é de doer.

Leia mais em: O Esquerdopata
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BRASIL TERÁ MENOS POBRES QUE OS EUA (visão do banco espanhol SANTANDER)


Por Paulo Henrique Amorim

BRASIL TERÁ MENOS POBRES QUE OS EUA. BYE-BYE CERRA 2014

Na foto do Bessinha, o Manifesto-chabu com que o Cerra vai salvar o Brasil

“Saiu no portal iG:

BRASIL TERÁ MENOS POBRES QUE EUA, DIZ BANCO SANTANDER

Presidente do banco no Brasil afirma que aumento da classe média é impressionante

Aline Cury Zampieri, do portal "iG", enviada à Espanha

“Em alguns anos, o Brasil terá menos pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza do que os Estados Unidos. A avaliação é de Marcial Portela, presidente do [banco espanhol] Santander no País. Durante entrevista coletiva na cidade de Santander, na Espanha, ele reforçou o interesse do banco na diversificação geográfica de seus negócios e a intenção de participar da bancarização da América Latina (AL) e do Brasil.

O Brasil deve ter ingresso de 25 milhões de pessoas no sistema bancário em quatro anos”, afirmou. “Queremos conquistar entre 15% e 20% dessa fatia.” O Santander possui, atualmente, 40 milhões de clientes na América Latina, sendo metade deles no Brasil. “O fenômeno da classe média brasileira é impressionante. Nosso grande desafio é conquistar as camadas mais baixas, da classe D, nas quais ainda não temos muita experiência.”

Portela lembra que o banco já entrou no microcrédito brasileiro, com R$ 1 bilhão em empréstimos. Tem um projeto semelhante no Chile e pretende levar a experiência também para o México. “Estamos em processo de vinculação e ampliação do número de clientes, em geral. Crescemos a uma taxa média de 10% ao ano na América Latina.”

FONTE: reportagem de Aline Cury Zampieri, do portal iG

O demônio governa os Estados Unidos da América



Neste momento em que a Al Qaeda soma forças com os mercenários no leste da Líbia para atacar o povo e o líder Muamar Kadafi, talvez não seja diplomático citar uma frase do Imã Komeini: "O demônio governa os Estados Unidos da América". Entretanto, em que pese as divergências políticas atuais entre governos antiimperialistas, a verdade é esta mesmo.
Para atualizar a frase, podemos afirmar que "o demônio governa os EUA, e os banqueiros sionistas são os seus profetas".
A mídia ocidental é dominada pelo governo norte-americano. Povos pacíficos são bombardeados de forma terrorista e inaudita, e aprendem a consumir coca-cola, mac donalds e outras porcarias. Consomem a música, vestem as roupas, adotam os costumes dos imperialistas. E esses costumes suicidas e destrutivos, levam os povos à autodestruição.
O México teve sua economia arruinada pela ação do governo dos Estados Unidos.
O país que mais consome drogas no mundo, que tem o maior número de obesos mórbidos, que mais consome tranquilizantes e remédios tarjas pretas, que mais fabrica armas no planeta, que derruba governos e instituições democráticas nos quatro cantos da Terra, que manda assassinar lideranças em todos os países, que exporta o consumismo de drogas, a prostituição e o banditismo, chama-se Estados Unidos da América.
As primeiras cenas de estudantes atirando contra estudantes em salas de aulas foram verificadas nos EUA, e de lá ganharam o mundo.
Os maiores poluidores do nosso planeta são os norte-americanos. Eles destruíram - e continuam destruindo - as florestas, os rios e os mares. E ensinaram essa terrível lição a todos os povos.
Dezenas, centenas de países foram bombardeados nas últimas décadas para que os banqueiros, políticos e industriais norte-americanos ficassem ricos.
A morte do camponês no Camboja, Vietnã, Palestina, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, serviu para construir a beleza artificial de Nova Iorque (a Sodoma e Gomorra da atualidade).
Perguntem aos povos bombardeados em todo o mundo, perguntem aos jovens viciados em drogas disseminadas a partir dos EUA, e eles concordarão que o demônio governa os EUA, e os banqueiros sionistas (aqueles que controlam o sistema financeiro internacional) são os seus profetas.
A mídia ocidental prostituta está a serviço da mentira, do crime praticado em terras alheias pelas tropas do demônio que levam fogo, explosões, destruição, mortes a milhares e milhões de lares de pessoas inocentes. A riqueza dos EUA e de seus cúmplices europeus está banhada de sangue de inocentes nos quatro cantos do mundo.
Neste momento em que as tropas da OTAN despejam diariamente bombas nas cidades da Líbia e Afeganistão, os povos de todo o mundo sabem que o demônio governa os Estados Unidos da América.
Todas as leis internacionais, a ONU, os Tribunais Internacionais, foram jogados na lata de lixo da história para favorecer os maiores criminosos e terroristas da humanidade: os governantes dos Estados Unidos da América.
post do agua verde

Reféns do terror

Laerte Braga

As redes de televisão no Brasil, em todo o mundo de um modo geral, se deliciam com transmissões espetaculosas de sequestros com reféns. Centenas de filmes já foram feitos sobre esse assunto e muitos seriados de tevê costumam exibir esse tipo de situação.

Via de regra criam um suspense no telespectador, ou mesmo no ouvinte, quando a transmissão e via emissoras de rádio, exorbitam os momentos de maior tensão, tentam contato com os eventuais sequestradores, ou um refém, enfim, a pantomima típica da sociedade do espetáculo.

Tragédias restam sendo pratos feitos para a mídia.

Ato contínuo à prisão de Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), em si um espetáculo, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin fez declarações à jornalistas em seu país afirmando que o francês estava sendo “vítima de mais uma armação americana”.

Os fatos mostram que Putin estava correto. E baseado em relatórios do serviço secreto de seu país.

O serviço secreto francês advertiu Strauss Kahn para que deixasse o território norte-americano imediatamente, pois havia recebido informações que a CIA pretendia criar-lhe sérios problemas. A advertência foi feita na manhã do dia em que o ex-diretor do FMI foi detido dentro de um avião, pronto para regressar a Paris e Strauss Kahn só foi localizado pela polícia de New York por ter cometido o erro de ligar do aeroporto para o hotel solicitando que seu celular fosse enviado para a França.

Monitorado desde sua chegada aos EUA a ligação telefônica foi a gota d’água. Ao tentar deixar New York às pressas não o fez por conta de ter cometido crime de assédio sexual, ou abuso sexual contra uma camareira. Houve sexo entre os dois, foi consensual e a funcionária do hotel estava apenas aguardando o sinal dos serviços de inteligência dos Estados Unidos para denunciar o crime (enquanto isso foi limpando e arrumando outros quartos, a queixa foi dada duas horas depois do fato).

O celular que teria sido esquecido em meio ao que a mídia chamou de “fuga apressada” foi apenas uma recomendação dos serviços secretos franceses para evitar que fosse localizado. Acabou sendo o responsável por sua prisão, àquela altura, antes da ligação para o hotel, a polícia já havia perdido sua pista.

Kahn foi aos EUA cobrar uma dívida de 200 toneladas de ouro do país com o FMI e interpelar o governo norte-americano sobre as notícias que circulavam pelo mercado financeiro que não havia mais reservas do metal em Fort Knox (num dos filmes da série James Bond, GOLDFINGER, o criminoso planeja e tenta um assalto ao local).

A gravidade do fato e o pânico que começava a gerar em mercados de países do resto do mundo já haviam sido mencionados na Câmara dos Representantes dos EUA pelo deputado Ron Paul. Pré-candidato a presidência da república em 2012, o parlamentar queria informações sobre o destino do ouro de Fort Knox, até por conta de uma suspeita de que 60 toneladas foram dadas à China em pagamento e acertos da balança comercial e seriam de ouro falso (tungstênio revestido de uma camada de ouro). É pouco provável, mas não impossível em se tratando de norte-americanos e banqueiros judeus/sionistas.

O banqueiro egípcio Mahmoud Abdel Salam Omar, amigo de Kahn e a quem o ex-diretor do FMI solicitara ajuda quando de sua prisão foi detido pela polícia de New York sob as mesmas acusações já em si consideradas improváveis pela mídia. Salam Omar é muçulmano convicto e tem 74 anos de idade.

Detetives contratados pela defesa de Strauss-Kahn para apurar os fatos, inconfidências de ex-agentes da CIA – Agência Central de Inteligência – e gravações telefônicas de diálogos da camareira com familiares, mostram que a imigrante foi ao quarto de Kahn sabendo de quem se tratava, ofereceu-se para fazer sexo com o mesmo e contava ganhar cinco milhões de dólares no processo de indenização por danos morais. Tem ficha criminal e é inclusive acusada de prostituição por outros hóspedes, arrolados como testemunhas de defesa de Strauss-Kahn.

A primeira reação dos norte-americanos foi suspender a prisão domiciliar do ex-diretor do FMI, a fiança (devolver-lhe o dinheiro) e a promotoria pública de New York cogita, afirmam os jornais e redes de tevê dos EUA, de retirar todas as acusações evitando um julgamento público, no qual essa história viria à tona.

O passaporte de Dominique Strauss-Kahn terá que ser devolvido ao político francês. É considerado um dos principais adversários de Nicolás Sarkozy nas próximas eleições presidenciais. A farsa revelada o recoloca no páreo segundo alguns observadores.

A Comissão Européia aprovou no dia 10 de junho um regulamento 562/2011 que promove cortes no programa europeu de ajuda alimentar de 500 milhões de euros a cidadãos da própria Europa. Um corte de 77,4% nos recursos destinados ao programa. Isso significa que 15 milhões de europeus não terão recursos suficientes para pagar uma refeição por dia.

A revelação foi feita pela FEBA – Federação Europeia de Bancos Alimentares – que lançou um apelo ao Conselho para rever os cortes no programa. Os 240 bancos alimentares da FEBA distribuíram 360 toneladas de alimentos para associações de caridade e serviços sociais em 21 países da Europa. Mais da metade dos recursos para a compra de alimentos vieram do programa cortado pela Comissão Europeia.

Em documento público a FEBA adverte que as estatísticas revelam que 43 milhões de europeus estão em risco de pobreza. Não podem pagar uma refeição adequada a cada dois dias. E afirma o comunicado:“a aplicação desta decisão poderá reforçar a percepção de uma Europa tecnocrática que não se preocupa com o destino das pessoas”.

A Comunidade Europeia é uma ficção. Os países que integram o bloco, a zona do euro como costumam dizer, foram transformados em reféns do terrorismo militar e econômico dos Estados Unidos. Soberanias e independências estão em franca dissolução.

Mas preparam-se para invadir a Líbia e assegurar o petróleo naquele país.

A conta vai ser paga pelos trabalhadores, no empobrecimento das chamadas classes médias como está visível na Grécia.

A arrogância de um funcionário subalterno dos EUA, o primeiro-ministro inglês David Cameron, afirmando que o multiculturalismo acabou é jogo de cena, submissão absoluta da extinta Grã-Bretanha, atual Micro-Bretanha.

O episódio Strauss-Kahn, a crise na Grécia, a próxima invasão da Líbia (determinada pelo governo do terrorista Barack Obama), mostram um tipo de tragédia que as redes de tevê em boa parte do mundo – no Brasil então nem se fala – não vão mostrar, exceto sob o ângulo determinado por Washington.

A preocupação não é o fato, mas a versão de quem paga, ou de quem mantém o mundo refém de um arsenal nuclear capaz de destruir o planeta cem vezes se necessário for. A diferença entre a camareira do hotel em New York e sua forma de prostituição com os hóspedes – já comprovada – e a mídia, no Brasil, por exemplo, é que nossos jornais, revistas, redes de tevê e rádio e jornalistas são prostitutas por vocação.

Nem Ian Fleming ao imaginar e criar o agente James Bond, a organização terrorista SPECTRE – especializada em chantagem, extorsão, assassinato – poderia supor que o complexo EUA/Israel Terrorismo S/A viria a superar o que parecia impossível de ser superado.

Não há lugar para pragmatismo em toda essa situação. Não há diálogo possível com terroristas (vivem dizendo isso os norte-americanos).

Essa história de nova ordem econômica mundial é balela capitalista e vive um momento que prenuncia que os sequestradores estão prontos para executar os reféns se não forem atendidas suas exigências.

Submissão absoluta e total ao terrorismo norte-americano/nazi/sionista.

Por trás das cortinas grandes corporações, bancos e latifundiários.

No caso específico da América Latina ou os governantes compreendem isso e mobilizam os latino-americanos para a percepção clara do que se passa, do quadro real que existe, ou, de novo, seremos América Latrina. Já o são o México, a Colômbia, o Chile e outros. Também o Canadá (“um México melhorado” segundo os norte-americanos).

Os terroristas nadam de braçada nesse esquema.

É simples entender isso. Ou reagimos, ou reagem os povos de todo o mundo, ou uma versão bem mais boçal e primitiva que Hitler, recheada de tecnologia nuclear, vai transformar a tudo em grandes campos de concentração.

Já estão pondo em prática essa forma de terrorismo. Aumenta à proporção que a falência dos EUA e a boçalidade genética dos judeus/sionistas vai se revelando uma verdade cristalina.

O efeito dominó, explicação do terrorista Henry Kissinger nas décadas de 60/70 para justificar a guerra do Vietnã – cai um caem todos – vale agora, mas com um sentido diverso. Cada Grécia, cada Espanha, cada Irlanda, cada Líbia, cada canto do planeta, vai sendo derrubado no terror e na extorsão de EUA/Israel Terrorismo S/A.

Se ainda não somos totalmente, podemos vir a ser reféns desse terror e em breve.

sábado, 2 de julho de 2011

CORREÇÃO DE IRRESPONDABILIDADE ANTINACIONAL DE FHC/PSDB/DEM

Ministro Nelson Jobin diz a senadores e participantes de audiência da CRE que o país hoje aluga satélite privado mexicano - Foto Geraldo Magela

BRASIL PRETENDE LANÇAR SATÉLITE DE DEFESA ATÉ 2014, DIZ JOBIM A SENADORES

Jornal do Senado:

“O Brasil pretende lançar até 2014 um satélite geoestacionário para interligar os sistemas de defesa em todo o seu território. O anúncio foi feito na quarta-feira (29) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, a 10 senadores que participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) na sede do próprio ministério. A audiência foi realizada por requerimento do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), presidente da Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteiras.

O novo satélite, cujo lançamento ainda depende de decisão final do governo brasileiro, permitirá a comunicação direta entre Brasília e pelotões de fronteira e submarinos que navegam no Oceano Atlântico, além do rápido envio de imagens de áreas pouco acessíveis.

Atualmente, como explicou o ministro, o governo brasileiro aluga canais de um satélite de propriedade de uma empresa privada de capital mexicano. “Hoje, quando precisamos de uma imagem, os mexicanos só as enviam para nós em 36 horas. E ainda não temos como saber se a mesma imagem será cedida a terceiros - disse Jobim.”

[Obs deste blog ‘democracia&política: Conforme aqui já expressamos em 18 de maio último, a Embratel não foi somente “privatizada” no governo FHC/PSDB/DEM. Foi estrangeirizada, vendida 100% para empresa dos EUA (MCI), que depois a revendeu, sem qualquer consulta ou comunicação ao governo brasileiro, para grupo mexicano.

O Brasil, naquela loucura demotucana neoliberal antinacional, fez algo surpreendente e inédito no mundo, sendo por isso ‘muito elogiado’ [sic] pelos governos das grandes potências estrangeiras, e aqui também... O governo FHC/PSDB desprezou totalmente a Segurança Nacional. Passou (por valores bondosamente baixos) 100% da propriedade e controle de todos os serviços de telecomunicações de longa distância do país (EMBRATEL, Telebras etc) para somente uma empresa norte-americana! A presenteada foi a pré-concordatária MCI, ex-WorldCom, que veio a ser famosa no mundo pelas gigantescas fraudes contábeis em seus balanços.” (Depois, a MCI, já com outro nome [Verizon], vendeu a “ex-nossa” EMBRATEL para a mexicana Telmex, sem consultar ou dar satisfação ao governo brasileiro)
].

As 'privatizações' festivas na Bolsa de Valores

[Assim, toda comunicação de longa distância no Brasil (militar, diplomática, comercial, governamental e particular) passa pelos satélites B1, B2, B3, B4 e outros mais que eram da Embratel/Telebras e que, graças a FHC/PSDB/DEM/PPS, agora são de propriedade de um investidor do México (o Carlos Slim). O México, ressalta-se, é país fortemente dependente dos EUA (NAFTA etc). É 'muito aliado' e submisso aos interesses norte-americanos”.]


[Agora, o Brasil, arrependido da besteira que seus governantes fizeram, terá que despender somas bilionárias para corrigir o erro e recuperar a capacidade de soberanamente interligar os seus sistemas de defesa em todo o território brasileiro].

O custo total de colocar um novo satélite estatal em órbita será de aproximadamente R$ 700 milhões, segundo o ministro. A quantia envolve a construção do satélite, seu lançamento, seguro e sistema de acompanhamento em terra. Atualmente, o custo anual do aluguel aos mexicanos dos canais de um satélite privado, para serviços de telecomunicação e transmissão de imagens, é de R$ 44,8 milhões.

O ministro considerou o satélite "vital" para a segurança nacional, além de permitir o acesso à internet para mais de 1.800 municípios que ainda não são conectados à rede mundial de computadores. Após ouvir os dados referentes ao satélite, o senador Jorge Viana (PT-AC) concordou com o ministro que este [o satélite] não poderia ser comercial, mas sim "algo estratégico do país".

INTEGRAÇÃO

As imagens do novo satélite poderão ser cedidas a países vizinhos, como antecipou Jobim, dentro de política de aproximação com as nações da América do Sul. Ao lembrar que o Brasil possui a maior economia do subcontinente, o ministro defendeu a adoção de "relação de compreensão" com os demais países sul-americanos. Em resposta a uma questão da senadora Ana Amélia (PP-RS), a respeito da receptividade de países vizinhos à nova política brasileira de defesa, ele ressaltou a rapidez da aprovação do Conselho Sul-Americano de Defesa, apesar de algumas resistências à proposta em nações vizinhas.

Jobim relatou aos senadores que esteve há poucos dias na Colômbia, negociando acordos de cooperação em defesa na área de fronteira. Em sua opinião, a cooperação com a Colômbia poderá servir de modelo a ações semelhantes com outros países vizinhos. Propondo maior aproximação com esses países, ele recordou que a América do Sul conta com a maior capacidade do mundo de produção de proteína vegetal e animal, além de grande capacidade de produção de energia e das reservas de água doce da Amazônia e do Aquífero Guarani.

Precisamos evitar que retorne o discurso de internacionalização da Amazônia” - afirmou.

Ao final da exposição, o senador João Pedro (PT-AM) demonstrou preocupação com a carência de policiais federais na região de fronteira. Por sua vez, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) recordou sua experiência como governador de Santa Catarina ao defender a realização de concursos para policiais que trabalhem nos municípios mais distantes.

Mozarildo Cavalcanti relatou uma reivindicação dos secretários estaduais de Segurança por maior participação no “Plano Estratégico de Fronteiras”. O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), agradeceu ao ministro pela exposição detalhada do plano aos senadores.”

FONTE:democracia&politica

Direito fundamental de ir e vir

Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.
A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito.
E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".
Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos.
No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.
A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram.
Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio.
As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.
Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.
Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresentou o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008. Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

E você ainda acredita nela?

As 3 Maiores Mentiras do Brasil

Ela promoveu as 3 maiores mentiras do Brasil! E você continua acreditando nela?

Seja um poliglota na Copa 2014

O Brasil sediará a Copa de 2014...
Como muitos turistas de todo mundo estarão por aqui, é imprescindível o aprendizado de outros idiomas (em particular o inglês) para a melhor comunicação com eles.
Pensando em auxiliar no aprendizado, foi formulada uma solução prática e rápida!!
Chegou o sensacional e insuperável curso 'The Book is on the Table', com muitas palavras que você usará durante a Copa do Mundo de 2014.
Veja como é fácil!
  1. Is we in the tape! = É nóis na fita.
  2. Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.
  3. I am more I = Eu sou mais eu.
  4. Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
  5. Not even come that it doesn't have! = Nem vem que não tem!
  6. She is full of nine o'clock = Ela é cheia de nove horas.
  7. I am completely bald of knowing it = To careca de saber.
  8. Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
  9. Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!
  10. If you run, the beast catches, if you stay the beast eats! = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!
  11. Before afternoon than never = Antes tarde do que nunca.
  12. Take out the little horse from the rain = Tire o cavalinho da chuva.
  13. The cow went to the swamp = A vaca foi pro brejo!
  14. To give one of John the Armless = Dar uma de João-sem-Braço.
Gostou?
Quer ser poliglota?
Na compra do 'The Book is on the table' você ganha inteiramente grátis o incrível 'The Book is on the table - World version'!!!
Outras línguas:
CHINÊS
  1. Cabelo sujo: chin-champu
  2. Descalço:chin chinela
  3. Top less: chin-chu-tian
  4. Náufrago: chin-chu-lancha
  5. Pobre: chen luz, chen agua e chen gaz
JAPONÊS
  1. Adivinhador: komosabe
  2. Bicicleta: kasimoto
  3. Fim: saka-bô
  4. Me roubaram a moto: yonovejo m'yamaha
  5. Meia volta: kasigiro
  6. Se foi: non-ta
  7. Ainda tenho sede: kiro maisagwa
OUTRAS EM INGLÊS:
  1. Banheira giratória: Tina Turner
  2. Indivíduo de bom autocontrole: Auto stop
  3. Copie bem: copyright
  4. Talco para caminhar: walkie talkie
RUSSO
  1. Conjunto de árvores: boshke
  2. Inseto: moshka
  3. Cão comendo donut's: Troski maska roska
  4. Piloto: simecaio patatof
  5. Sogra: storvo
ALEMÃO
  1. Abrir a porta: destrankenxxxz
  2. Bombardeio: bombascaen
  3. Chuva: gotascaen
  4. Vaso: frask

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mensagem de “Anonymous” aos meios de comunicação de massa


Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Conversadores e enroladores do corporativismo midiático, isso não é filmiinho. Vocês enganaram o povo, manchando o nosso nome com todos os tipos de falácias.

Primeiros vocês nos ignoraram; depois nos trataram como lixo social, disseram que desapareceríamos depois das eleições, que ninguém nos apóia, que somos minoria desprezível. Nos rotularam como violentos; como terroristas; também ideologicamente.

Vocês mentiram.

Conhecemos o problema de vocês. O caro quarto poder, já não tem nenhum poder sobre o povo. Agora, o único lastro de vocês é dinheiro no bolso.

Refazer o “jeitão” do negócio de vocês custa caro, não é mesmo?

Exponhamos claramente o que está acontecendo: os meios de vocês são agora parte de conglomerados transnacionais, cujo supremo interesse é manter o status quo desse sistema agonizante, para continuar a ganhar dinheiro a custa de cansar o povo. Claro. Os trabalhadores do negócio de vocês já sabem disso. Ninguém acredita em vocês. A informação segue seu curso, apesar de vocês.

Enquanto brincam de criar opinião do alto de suas colunas, arrogando-se a verdade absoluta, suas calúnias e manipulações são desmascaradas e denunciadas implacavelmente – muitas vezes, ainda antes de emitidas ou publicadas –, para expor a impostura a todo o planeta.

Imaginaram que abandonaríamos o povo espanhol à estratégia óbvia de vocês, de desgastá-lo?

Vocês ainda não entenderam. Somos o mesmo povo, deixando aqui um aviso a vocês. Nós não apenas fazemos. Nós explicamos o que acontecerá. Porque depende de vocês unirem-se à mudança ou serem esquecidos por ela.

Somos os grevistas; os desempregados; os professores; os profissionais dos excluídos; as famílias sem teto; os trabalhadores ‘cortados’; os idosos esquecidos; os jovens educados, mas sem oportunidades; o trabalhador alienado; a secretária desrespeitada; os que ocupam casas desocupadas que vocês ridicularizaram; os ganhadores com consciência; os perdedores com dignidade.

Somos a chispa que desperta cada sinapse, como neurônios, que compõem hoje um só pensamento. Despertamos; invencíveis; com razão e razões.

Daremos a eles o que mais importa: nosso futuro; somos seus únicos herdeiros e donos legítimos. Não somos mercadoria na mão de ninguém.

Vocês podem continuar a mentir e a ignorar a revolução global. Vocês são irrelevantes. Dia 19 de junho o povo fez história e continuará a fazê-la. Cada vez mais países juntam-se às reivindicações do 15M, inclusive no interesse deles mesmos.

Nesse momento, as marchas cidadãs aproximam-se da capital, aumentando a cada passo.

A informação continua fluindo e não importa o que vocês façam para evitá-lo. Pretendem lutar contra a vontade humana? Pior, então, será a queda de vocês. E nossa vitória será celebremente épica. Porque a paz é nosso caminho. E não há vitória maior que vencer sem guerra.

Somos anônimos; somos legião. Não esquecemos. Não perdoamos. Esperem e verão.