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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Chávez alerta para aplanos de desestabilização da CIA

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, alertou no domingo (15) sobre os planos que a Central de Inteligência estadunidense (CIA) tem para desestabilizar países. Ele disse que o ministro do Poder Popular para Comunicação e Informação, Andrés Izarra, lhe entregou um informe sobre a situação que vivem a Sria e a Líbia.

Chávez instou o ministro Izarra a difundir esta informação ao povo venezuelano e refletir o conteúdo no seio do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), da Assembleia Nacional e nos meios de comunicação.

O presidente Chávez leu fragmentos da informação constante no documento: “Em um mês centenas de sírios civis e militares foram assassinados por grupos de franco-atiradores financiados pelo plano saudita e dirigidos pela CIA”.

E prosseguiu: “Nos últimos días grupos misteriosos dispararam contra manifestantes e especialmente contra os que assistem aos funerais, depois dos sangrentos acontecimentos".

"Quem integra estes grupos? - ´pergunta o presidente. Autoridades sírias afirmam que se trata de provocadores principalmente ligados aos serviços secretos estrangeiros; no ocidente, ao contrário, inclusive na esquerda, se engole a tese publicada em primeiro lugar pela Casa Branca: os que disparam sempre são agentes sírios em trajes civis. É Obama quem diz a verdade? A agência síria Sana informou que foram atiradas garrafas cheias de sangue com a finalidade de produzir vídeos caseiros falsos sobre supostos manifestantes mortos e feridos”.

Esta informação foi escrita por um jornalista italiano com o objetivo de esclarecer a situação na Síria.
O presidente Chávez manifestou que através do Twitter e outras redes sociais são empreendidas guerras psicológicas que desestabilizam países, “justificam bombardeios ditos humanitários para matar os líderes e derrubar governos, gerar uma loucura coletiva, uma verdadeira locura”.

Chávez fez um chamamento aos povos para que essa “loucura que se desencadeou em outras partes do mundo” não afete os povos da América.

“A loucura ameaça propagar-se pelo mundo. Por trás disso está a loucura do império para tratar de manter uma hegemonia que não poderá se sustentar, mas seu empenho está enchendo o mundo de loucura, por isso façamos com muita unidade e consciencia o que temos de fazer”, apontou Chávez.

Fonte: Agência Venezuelana de Notícias

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

João Pedro Stédile: ''EUA são os maiores terroristas do mundo''

ricana vazado pelo website Wikileaks e que menciona o MST (Movimento dos Sem-Terra) é, para um dos maiores líderes da entidade, uma prova da ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil e da América Latina. Para João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do movimento, a mensagem diplomática que trata os sem-terra como um "obstáculo" para a criação de uma legislação antiterrorista no Brasil "revela, infelizmente, como o governo dos EUA continua tratando os países da América Latina como meras colônias que devem obedecer e serem orientadas".

"É evidente que as pressões do governo dos EUA, tentando influenciar governos democráticos e progressistas a aderirem à sua sanha paranóica de terrorismo, visa criminalizar e controlar qualquer movimento de massas que lute por seus direitos e que ocasionalmente representem manifestações contra os interesses das empresas estadunidenses", disse Stédile em entrevista ao Opera Mundi nesta terça-feira (30).

O coordenador do MST acredita que a criação de uma lei "antiterrorista" poderia ser usada, na verdade, para perseguir os movimentos sociais, o que seria uma estratégia deliberada de Washington.

"No passado, eles criaram a paranoia da União Soviética, depois dos inimigos internos e, agora, querem transformar toda luta social em luta terrorista".

Para ele, o fato de o diplomata norte-americano Clifford Sobel, ex-embaixador dos EUA no Brasil, ter mencionado o MST como um entrave à criação de leis antiterrorismo no Brasil revela uma intromissão externa na política brasileira que, em seu lugar, os próprios EUA considerariam inaceitável.

"Imaginem uma situação contrária, em que o embaixador brasileiro em Washington chamasse o diretor da CIA para propor novas leis que beneficiassem os imigrantes latinos ou qualquer outro assunto. Certamente, seria expulso do país em poucas horas", comentou.

Máquina de guerra

De acordo com Stédile, a intromissão norte-americana em outros países "é um absurdo e atenta contra todo os direitos democráticos", e que o vazamento de documentos sigilosos desta semana feito pelo Wikileaks pode ajudar a "opinião pública internacional" a denunciar e fazer parar a "máquina de guerra" dos EUA.

"Todos sabemos que o governo e o Estado do EUA são na atualidade o maior terrorista do mundo", afirmou Stédile. "O Estado norte-americano comete todo tipo de crimes contra a humanidade, possui mais de 800 bases militares em todo o mundo, financia e pratica golpes de Estado, como o que destituiu recentemente o presidente Manuel Zelaya; mantêm dezenas de prisioneiros sem nenhum amparo das Nações Unidas em Guantânamo; atacaram o Iraque e lá mataram mais de 300 mil civis apenas para controlar o petróleo, já que se comprovou a mentira das armas químicas; atacaram o Afeganistão com a desculpa da busca por Bin Laden, que sempre foi amigo da família Bush; e, pior, financiam toda a sua máquina de guerra emitindo dólares sem controle, como uma moeda internacional, a que todos os países do mundo têm de se submeter".

Fonte: Opera Mundi

domingo, 16 de maio de 2010

A economia do terror


Eduardo Bomfim *

As notícias dão conta de que a Europa patina em uma grave crise, e pacotes fiscais neo-ortodoxos são aplicados para estancar a sangria econômica na zona do Euro, vítima do assalto pelo capital especulativo, a única coisa realmente globalizada no planeta.

No Brasil a Federação Brasileira dos Bancos, FEBRABAN, reconhece que o produto interno bruto nacional, o PIB, crescerá por volta de 6,3% este ano, significando que o País terá um extraordinário desenvolvimento econômico em meio a uma profunda crise de caráter mundial.

Um terremoto nas finanças internacional que, como ponta do iceberg, apresentou-se na quebradeira dos grandes bancos de investimentos norte-americanos, abalou as estruturas da economia global, provocando a recessão e agora atinge em cheio a Comunidade Europeia.

E na Europa esses primeiros e fortes sismos acontecem exatamente nas chamadas economias mais frágeis como a Grécia, Portugal, Espanha e dizem os especialistas, também a Itália.

Não faltam também informações abalizadas, e notícias da imprensa, dando conta sobre um violento ataque especulativo contra o Euro em geral e os Países citados em particular.

Quer dizer, o capital financeiro parasitário atua como os predadores que percebem uma presa com algum tipo de dificuldade ou fragilidade e prontamente se lançam sobre a vítima com uma voracidade e sede de sangue ilimitadas, e em pouco tempo o que resta mesmo é a carcaça e a mais pura fedentina.

Mas a grande mídia hegemônica nacional repercute os fatos considerando tal atitude como algo perfeitamente natural e própria da “dinâmica saudável das regras naturais do mercado” e do sistema.

Tanto mais que recentemente divulgou, alegremente, a notícia de que conservadores alemães teriam proposto aos gregos que vendessem uma das suas ilhas, patrimônio da História da civilização grega e ocidental, para saldar a sua dívida.

Já os acordos do FMI e do Banco Central Europeu com a Grécia impõem o chamado choque fiscal neoliberal, massacre dos assalariados, tão conhecidos pelos brasileiros na era FHC.

Quanto ao crescimento nacional essa mídia hegemônica é contra e defende a sua frenagem porque representaria uma economia super aquecida, exigindo, excitada, juros altos, apostando em escalada inflacionária. Trata-se de um condenável ato de terrorismo contra o povo brasileiro.


* Advogado, Secretário de Cultura de Maceió - AL