quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quem é o senador que tomou a defesa de Aécio na briga no Senado

Nome de estádio e conta bloqueada pela justiça
Nome de estádio e conta bloqueada pela justiça
Uma figura regional ganhou notoriedade nacional ontem na patética discussão travada em torno do Marco Civil entre Aécio e Lindbergh Farias no Senado, imortalizada num vídeo que viralizou na internet.
Era o senador Mário Couto, do PSDB do Pará. Ele saiu correndo em direção de Lindbergh, dedo em riste numa gesticulação histérica. Tomou a defesa de seu colega de partido, e a cena poderia terminar em pugilato se não interviessem ali.
Couto é a chamada chave de cadeia, e é revelador do sistema político e jurídico nacional que ele ocupe ainda uma cadeira no Senado, da qual profere, não raro, do alto de sua ficha corrida pesada, inflamados pronunciamentos pela ética e contra a corrupção.
A biografia de Couto é rica.
Algum tempo atrás, uma mulher numa pequena cidade do Pará entrou com um processo contra ele depois de ter sido chamada – contou ela – de “macaca” e coisas do gênero.
No processo, ela disse que a razão da fúria de Couto foi ela não haver deixado que ele pregasse em sua casa cartazes de um candidato a prefeito.
Como deputado pelo Pará, ele se meteu em encrencas legais também. O Ministério Público o acusou de fraudar licitações na Assembleia Legislativa, da qual era presidente.
Empresas em nome de laranjas ganharam concorrências em série. O controle das licitações da Assembleia Legislativa estava a cargo da filha de Couto, Cilene.
Por conta das licitações suspeitas, a conta de Couto foi bloqueada pela justiça paraense, para evitar transferências de dinheiro para parentes, amigos ou, simplesmente, laranjas.
Até no futebol a crônica dele é notável.
Couto, algum tempo atrás, virou patrono de um time da segunda divisão paraense. O estádio do time, do interior do Pará, recebeu seu nome, e é conhecido como Coutão.
Algumas contratações caras para os padrões locais despertaram suspeitas. Como um clube tão modesto poderia bancar as despesas – sem receita de estádio e com patrocínio tímidos?
A resposta, segundo as evidências, residiria no Detran do Pará, um reduto de Couto de acordo com pessoas que conhecem a política do Pará.
As denúncias sugerem que Couto arrumava bons empregos no Detran para mulheres de jogadores, e ali estaria o pagamento, com dinheiro do contribuinte paraense.
No YouTube, um vídeo mostra uma cena desalentadora neste capítulo futebolístico. Numa reportagem de uma emissora local, aparece um pequeno empresário brandindo uma papelada.
Eram os documentos de um terreno, disse o empresário, que foi tomado por Couto para fazer parte das dependências do clube. O terreno fica ao lado do Coutão.
Apesar dos documentos, apesar da luta do proprietário do terreno na justiça, não houve reintegração de posse. Isso, no Brasil, é algo que só funciona contra favelados como os da Favela Oi.
Couto, no passado, segundo é amplamente comentado entre os paraenses, foi ptesença destacada no jogo do bicho.
Nada disso impede o senador de ser um cruzado pela moralidade. Antes de tomar a defesa física de Aécio, ele pediu o impeachment de Dilma por causa do caso da refinaria de Pasadena.
A presença de Mário Couto no Senado mostra várias coisas, nenhuma delas animadora. Uma delas é que o PSDB tem que olhar para o espelho antes de falar em moralização.
Mas a conclusão mais importante é: que venha, urgentemente, uma reforma política.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O helicoptero do pó corre o risco de virar pó. E graças ao MP…

Autor: Fernando Brito
joaquim
O amigo leitor ficou intrigado com a rapidez com que o senador Zezé Perrela e a seu filho deputado Gustavo – donos do helicóptero apreendido com quase meia tonelada de cocaína – foram descartados da investigação?
A distinta leitora ficou perplexa com a rapidez com que soltaram os homens presos em flagrante num esquema de tráfico internacional e nesta escala?
Pois você vão ficar muito mais impressionados com a notícia de que até o processo criminal sobre o caso corre o risco de ser anulado.
A história escabrosa foi publicada não por um grande jornal, ou por uma revista semanal destas que são capazes de descrever o que não viram e reproduzir o que não ouviram.
Quem narra, e com farta documentação, é o repórter Joaquim de Carvalho, do Diário do Centro do Mundo,  que revela que um conflito no MP faz surgir a suspeita de que a ação policial possa ter sido feita a partir de escutas ilegais, sem que se saiba a razão que levou a Polícia Federal a se mobilizar numa operação assim.
Ou, por outro lado, pode ser esta uma falsa versão, levantada por um promotor interessado em “melar” a operação e a fazer com que os envolvidos saiam livres de tudo.
Como a imprensa brasileira, neste caso e em qualquer outro que mexa com interesses dos seus prediletos, não apura, não deixe de ler a reportagem de Joaquim de Carvalho, um ótimo trabalho do DCM, financiado pelos seus leitores.

Procurador da República vê indícios de farsa
na investigação do helicóptero dos Perrellas

O processo que os servidores da Justiça Federal do Espírito Santo apelidaram de “Helicoca” nasceu do inquérito policial número 666/2013, aberto no dia 25 de novembro de 2013 e encerrado em 17 de janeiro de 2014. Em 53 dias, os policiais interrogaram 17 pessoas, entre eles os quatro presos em flagrante, e juntaram 44 documentos.

Mas aquela que é até agora a prova mais interessante do crime não é encontrada no inquérito, mas no YouTube. Trata-se de um vídeo de quase 13 minutos, em que um agente da Polícia Federal registra toda a ação.
O DCM teve acesso ao processo sigiloso em que o Ministério Público Federal diz que a investigação da “Helicoca” começou com uma farsa.
O vídeo da apreensão tem início quando desponta no céu da zona rural de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo, o helicóptero cor de berinjela com faixa dourada e o prefixo GZP – G de Gustavo, Z de Zezé e P de Perrella, as iniciais de seus proprietários, o deputado estadual Gustavo Perrella, do Solidariedade, e o senador Zezé Perrella, do PDT, pai e filho.
É fim da tarde de domingo, 24 de novembro. A câmera é operada por um homem escondido atrás de um pé de café. O ronco do motor e o barulho da hélice não encobrem a fala do policial, que tem forte sotaque carioca e se comunica por rádio com equipes a postos para o flagrante.
As imagens, feitas de longe, são tremidas, o que mostra a falta de um apoio, um tripé. Aparece um carro branco, com porta-malas aberto, e mais duas pessoas, um de camisa rosa, que mais tarde seria identificado como o empresário Robson Ferreira Dias, do Rio de Janeiro, e outro de camisa verde clara, mais tarde identificado como Everaldo Lopes Souza, um sujeito simples, que se diz jardineiro, ligado a um empresário de Vitória, Élio Rodrigues, dono da propriedade onde a aeronave deveria ter pousado. Na última hora, o helicóptero acabou descendo na propriedade vizinha, que não é cercada.
A três minutos e quarenta segundos, o policial narra:
– Estão tirando a droga. O piloto correu para pegar o combustível e eles estão colocando a droga dentro do carro. O motor não foi cortado, o motor da aeronave não foi cortado. Estão carregando a droga na mala do carro, o motor não foi cortado, o copiloto foi buscar os galões. Cadê o helicóptero da PM?
A câmera volta para o plano aberto e fecha de novo na cena, muito tremida.
– São vários sacos pretos. Tem muita coisa, galera, muita coisa… vários sacos pretos. Eu acho que o piloto cortou… cortou o motor! Um segundo…Negativo, o piloto não cortou o motor… está descarregando a droga, e está começando a abastecer o primeiro galão.
Alguns segundos depois, avisa, triunfante:
– Positivo! Positivo! Cortou o motor, o helicóptero cortou o motor! Vamos lá, galera, pode ir. Quem conseguir pode ir. Vamos lá, tenente! Pode ir, Serra (com a pronúncia fechada, Sêrra). Eles estão abastecendo. Tem que ser rápido, tem que ir rápido!
Já são 7 minutos de gravação, a hélice para. Mais tarde, as imagens mostram três homens carregando a droga para o porta-malas do carro. Um deles está de camisa branca, que não aparece nas imagens anteriores. É Rogério Almeida Antunes, o piloto do senador Zezé Perrella e do deputado Gustavo Perrella. O outro piloto, Alexandre José de Oliveira Júnior, de camisa preta, não aparece nesta imagem. Ele se afastou para pegar mais combustível.
Imagens tremidas mostram a mata. Ouve-se chiado no rádio. Quando a câmera volta para a cena principal, mostra os acusados de tráfico com as mãos na cabeça, se abaixando. Tudo muito tranquilo.
– Positivo, positivo! Estão todos eles dominados. Vamos embora, tenente. Adianta o pessoal para dar apoio lá. Dominados lá os vagabundos. Parabéns, equipe, parabéns. Iurruuuuú. O show tá doido, maluco! DRE te pega, parceiro!
DRE é a sigla de Delegacia de Repressão a Entorpecentes, órgão da Polícia Federal. A câmera é desligada e volta com a imagem da droga no porta-malas e no banco traseiro do carro.
O vídeo foi apresentado à Justiça pelo procurador da República Fernando Amorim Lavieri como indício de crime. Não o de tráfico, demonstrado no inquérito, mas de fraude processual e falso testemunho. Nesse caso, os criminosos seriam os policiais que fizeram a prisão.
Na denúncia que transforma os policiais de caçadores em caça, o procurador Lavieri diz que desde o início desconfiou da versão da polícia para o flagrante. E procurou o responsável pelo inquérito, delegado Leonardo Damasceno, em busca de esclarecimento, quando teria ouvido a versão de que o flagrante era, na verdade, resultante de uma interceptação telefônica realizada em São Paulo.
O procurador também conversou com um agente da PF, Rafael Pacheco, que teria confirmado a versão do delegado Damasceno e acrescentado que, em São Paulo, a Justiça e o Ministério Público, “sensíveis ao flagelo do tráfico”, teriam autorizado interceptações telefônicas abrangentes, criando uma verdadeira “grampolândia”, daí resultando na apreensão da droga no helicóptero de Perrella.
Como os dois negaram na Justiça a versão de Lavieri, o procurador pediu afastamento do caso e se colocou na condição de testemunha do processo. Um testemunho que só serve como argumento para a defesa pedir a anulação do processo, como de fato já pediu.
Continue lendo no Diário do Centro do Mundo.

 

SERVIÇAIS DOS ESTADOS UNIDOS




FHC_Lafer_Descalco 
O guru do PSDB e da direita

Serviçais dos Estados Unidos

"Somente num país em que parte das lideranças políticas e da imprensa tem vergonha de declarar seus compromissos com os Estados Unidos se faz o que é feito em relação à Petrobras, diz deputado petista. Ele suspeita que interesses norte-americanos estão por trás das denúncias contra a estatal brasileira

Por Dr. Rosinha*

Alguns podem achar que estou paranóico, mas tenho toda a fundamentação para levantar a seguinte suspeita:

Durante muitos anos, os golpistas negaram a participação dos Estados Unidos na construção do golpe militar dos dias 31 de março e 1º de abril de 1964. Hoje, 50 anos depois, está mais do que comprovado que os EUA patrocinaram, trabalharam e construíram o golpe. E todas as vezes em que se sentiram e se sentem ameaçados, intervieram e intervêm política e militarmente, não importando em que parte do mundo.

Fatos recentes têm comprovado a participação dos EUA. Seja em territórios distantes, como a invasão militar do Afeganistão e do Iraque, ou aqui do nosso lado, como o golpe dado no Paraguai.

Há dois fatos recentes de intervenção americana aqui na vizinhança, na América Latina. Um, o já citado acima, o golpe no Paraguai para derrubar o presidente democraticamente eleito, Fernando Lugo. E o golpe engendrado contra Zelaya e a democracia em Honduras. Não seria um teste para ver a reação dos países sul-americanos? Ambos, segundo os EUA e a direita da América Latina, "obedecendo à Constituição daqueles países". Em ambos, não foi essa a leitura dos presidentes, democraticamente eleitos e que constituem a Unasul.

Na atual conjuntura, estamos assistindo aos EUA patrocinarem mais um golpe, desta vez na Ucrânia, onde apoiam forças neonazistas. Também assistimos a mais uma tentativa de desestabilização na Venezuela. Em ambos os casos, há comprovação da participação norte-americana.

E qual é a paranoia?

Há no Brasil uma articulação da mídia, com o apoio dos partidos de direita, para desestabilizar o governo Dilma. E, para isso, vale toda e qualquer mentira ou desinformação: a inflação incontrolável, o desequilíbrio da balança de pagamentos, o apagão, a corrupção etc. No momento, a bola da vez é a Petrobras.

Todos sabem que sou contra a corrupção, seja no serviço público ou nas empresas privadas e estatais. Toda denúncia de corrupção tem de ser apurada, e no Brasil temos meios para isso. O meio menos apropriado é uma CPI, seja ela mista (Câmara e Senado) ou não. Sei o que falo. CPI são o caminho mais curto para expor pessoas não comprovadamente criminosas e preservar os comprovadamente suspeitos ou criminosos. Não é exagero: o que deu a CPI que investigou o Cachoeira?

Somente num país em que parte das lideranças políticas e da imprensa tem vergonha de declarar seus compromissos com os EUA se faz o que é feito em relação à Petrobras.

Alguém se lembra de ver a imprensa americana, partidos políticos ou parte da sociedade dos Estados Unidos trabalhando contra a Chevron? Ou mesmo na Grã Bretanha, trabalhando contra a British Petroleum ou os holandeses se opondo a Shell? Não, ninguém lembra. Será que essas empresas não cometem nenhum crime de corrupção? Não cometem nenhum crime ambiental?

No início do mês de abril, a Chevron recebeu a autorização para retomar a produção no campo de Frade. Foi noticiado que a ANP autorizou a companhia norte-americana a retomar a produção de petróleo. A empresa estava suspensa após ser responsabilizada por dois vazamentos: o primeiro em novembro de 2011 e o segundo em março de 2012.

Não me lembro de a imprensa brasileira e a oposição pedirem com veemência uma CPI para apurar e responsabilizar a Chevron por esse crime ambiental. Nunca vi a imprensa e o parlamento norte-americano cobrando responsabilidades da Chevron.

E o crime da Bristish Petroleum no Golfo do México?

O que existe em comum entre o Afeganistão, o Iraque, a Venezuela e o Brasil é a quantidade enorme de reservas de petróleo. Os EUA não toleram que isso fique fora de seu controle ou do controle de uma de suas empresas de petróleo.

Os EUA ativaram em julho de 2008 a IV Frota, justamente quando as maiores descobertas do pré-sal foram anunciadas. Não é de se perguntar o porquê de uma enorme força naval que estava desativada desde 1950 ser colocada em ação?

Acho que não é paranoia."

FONTE: escrito por Dr Rosinha, médico e deputado federal pelo PT do Paraná. Publicado no portal "Vermelho"

Tucanos encontram solução para a falta d'água em São Paulo


Tucanos apostam no programa 'Mais Vara' para São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), determinou que a estatal SABESP distribua forquilhas de goiabeira à população da capital paulista. A medida integra o pacote antiestiagem do governo tucano, que prevê, também, cursos intensivos de radiestesia, que serão ministrados por rabdomantes trazidos da Suíça.

No CloacaNews

O grande exemplo que a pequena Islândia proporciona ao mundo

O poder da igualdade social.
Os filhos dos magnatas estudam nos mesmos colégios das outras crianças, na Islândia
Os filhos dos magnatas estudam nos mesmos colégios das outras crianças, na Islândia
O texto abaixo foi publicado, originalmente, na BBC. 
Embora eu tenha crescido na Nova Inglaterra, no nordeste dos Estados Unidos (onde neva com frequência no inverno), senti uma sensação diferente ao ver as nevascas islandesas. Era algo paralisante, com rajadas de vento épicas que faziam com que os flocos de neve parecessem navalhas.
Quando deixei minhas malas no solo coberto de neve da capital, Reykjavik, um homem se aproximou de mim em um jipe.
“Quer subir?”, perguntou-me.
Aquilo parecia uma loucura. Quem entraria no carro de um desconhecido?
Mas, apesar do que já me disseram sobre pegar carona com estranhos, pulei na parte traseira do veículo sabendo que nada de mal aconteceria.
Pois, afinal de contas, eu estava na Islândia. Eu ficaria por lá uma semana com o intuito de estudar os baixos índices de criminalidade do país. Essa era minha segunda viagem a essa gélida nação em seis meses.
Passei os últimos três anos na Universidade de Suffolk, no Estado americano de Boston, estudando direito internacional.
Antes de minha primeira visita a Reykjavik, em agosto de 2012, já havia definido o tema da minha tese: faria um estudo sobre a Convenção de Genebra para a guerra cibernética.
Mas aquela semana na Islândia mudou meus planos. Estava agradavelmente surpreso com o que vi.
Os crimes violentos eram praticamente inexistentes na Islândia. As pessoas pareciam despreocupadas com sua segurança ou de seus filhos, a ponto de deixar as crianças sozinhas na rua.
Passei temporadas na Noruega, na Suíça e na Dinamarca, mas agora esses países pareciam tomados pelo crime, em comparação com a Islândia.
De volta aos Estados Unidos, mudei o tema de minha tese. Queria saber qual era o segredo da Islândia.
Francamente, não há uma resposta perfeita para explicar por que o país está entre os que detêm os menores índices de criminalidade do mundo.
Segundo o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes), a taxa de homicídios na Islândia entre os anos de 1999 e 2009 nunca foi mais alta que 1,8 por 100 mil habitantes.
Os Estados Unidos, por sua vez, registraram no mesmo período taxas de homicídio anuais de 5 a 5,8 casos para cada 100 mil habitantes.
No Brasil, a taxa é ainda maior, de 23 homicídios por 100 mil habitantes.
Depois de conversar com professores, autoridades, advogados e jornalistas, os fatores do sucesso da Islândia nessa área começaram a ser delineados – embora seja impossível determinar em que medida cada um deles contribui para o resultado final.
Em primeiro lugar, quase não há diferença entre as classes alta, média e baixa na Islândia. Por causa disso, praticamente inexiste tensão econômica entre classes – algo raro em outros países.
Um trabalho de um estudante da Universidade do Missouri que analisou o sistema de classes islandês descobriu que somente 1,1% dos participantes do levantamento se descreviam como classe alta e apenas 1,5% como classe baixa.
Os 97% restantes se identificaram como classe média, ou trabalhadora.
Em uma das minhas três visitas ao Parlamento islandês, me reuni com Bjorgvin Sigurdsson, ex-presidente do grupo parlamentar da Aliança Social Democrata.
Para ele e para a maioria dos islandeses com quem falei, a igualdade é a principal causa da quase ausência de crimes.
“Aqui os filhos dos magnatas vão aos mesmos colégios que o restante das crianças”, afirmou Sigurdsson.
Para ele, os sistemas de serviços públicos e de educação do país promovem a igualdade.
Os poucos crimes que acontecem no país geralmente não envolvem armas de fogo, apesar dos islandeses possuírem muitas.
A página de internet GunPolicy.org estima que haja aproximadamente 90 mil armas no país – cuja população é de cerca de 300 mil pessoas.
Isso faz com que a Islândia figure na posição número 15 do ranking mundial de posse legal de armas de fogo per capita.
Mas adquirir uma arma de fogo não é fácil no país. O processo inclui um exame médico e uma prova escrita.
A polícia também não anda armada. Os únicos agentes que podem portar armas de fogo são uma força especial chamada “Esquadrão Viking”, que atua em poucas ocasiões.
Além disso, o tráfico de drogas na Islândia é pouco expressivo. Segundo um relatório da UNODC, o consumo de cocaína por cidadãos com idades entre 15 e 64 anos é de 0,9%, o de ecstasy, 0,5%, e o de anfetaminas, 0,7%.
Também há uma tradição na Islândia de denunciar os crimes diante de qualquer indício ou agir para freá-los logo no início, antes que a situação piore.
No momento, a polícia está combatendo o crime organizado enquanto o Parlamento discute leis para ajudar a desmantelar essas redes criminosas.
Quando as drogas pareciam ser um problema em expansão no país, o Parlamento estabeleceu uma política antidrogas independente e um tribunal especial para lidar com o problema. Isso aconteceu em 1973. Nos dez primeiros anos de funcionamento do tribunal, 90% dos casos foram resolvidos com multas.
Esses são os segredos da Islândia, que poderiam orientar outros países que buscam soluções para seus problemas de delinquência.
Por isso, enquanto eu subia naquela manhã no jipe daquele homem que sorriu para mim e perguntou se eu precisava de ajuda com as malas, me senti seguro, mesmo não sabendo quem ele era.

sábado, 19 de abril de 2014

DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF É LIGADO POR RICARDO SÉRGIO AO PSDB - TUCANOS ESQUECERAM DA PRIVATARIA ?

Alberto Youssef, ligado ao deputado petista André Vargas, já teria operado para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do BB e ex-caixa de campanha do ex-ministro José Serra

A empenho de figuras do PSDB para a criação da CPI da Petrobras pode se transformar em um tiro no pé dos próprios tucanos. A observação é do jornalista Amaury Ribeiro Jr, autor de “A Privataria Tucana”, livro que denuncia irregularidades na privatização das teles e um suposto esquema de evasão de divisas para paraísos fiscais durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Conselho de Ética: Aberto processo para investigar Vargas por elo com doleiro preso
Deputado André Vargas volta atrás e adia entrega da carta de renúncia
O livro traz uma revelação que parece ter sido esquecida pelos tucanos ávidos pela criação da CPI da Petrobras: o doleiro Alberto Youssef, ligado agora ao deputado André Vargas (PT-PR), já teria operado para Ricardo Sérgio de Oliveira, o ex-diretor internacional do Banco do Brasil e ex-caixa de campanha do ex-ministro José Serra, duas vezes candidato derrotado à Presidência.
Alan Sampaio / iG Brasília
André Vargas, alvo de processo na Câmara por elo com o doleiro Alberto Youssef
“Quem montou o esquema de propinas na Petrobras foi o Youssef, não no governo do PT, mas no do PSDB”, afirma o jornalista. “Ele havia feito a mesma coisa no Caso Banestado”, lembra Amaury. No livro, ele relata que entre 1996 e 1997 o doleiro enviou para Nova York, por meio de uma off-shore, a June International Corporation, US$ 56 milhões descobertos em uma subconta bancária hospedada na Beacon Hill Service Corporation, uma espécie de conta-ônibus no Chase Manhattan (hoje JP Morgan Chase). O dinheiro tinha como destino final uma agência das Ilhas Virgens Britânicas.
André Vargas: Petistas se irritam com falta de explicações do deputado 
Leia mais: Conselho de Ética pedirá que Alves rejeite renúncia de Vargas
O esquema Banestado alimentou a remessa de US$ 30 bilhões que escoaram através de movimentações pelas CC-5 (Carta Circular nº 5, do Banco Central), criadas para permitir saques e depósitos de estrangeiros em trânsito cuja finalidade foi deturpada. Uma das pontas da imensa rede era operada por Youssef, que utilizava laranjas no Paraguai e no Uruguai para despistar o rastreamento bancário.
A conta tinha o sugestivo nome de Tucano e, segundo Amaury, era integralmente administrada pelo advogado americano David Spencer, procurador de Ricardo Sérgio de Oliveira. “Está se repetindo agora o mesmo que ocorreu no mensalão: o PT foi procurar um personagem que já operou para o PSDB”, diz Amaury. Ou seja: o Youssef, segundo o jornalista, é o Marcos Valério da Petrobras, uma segunda herança tucana ao PT na seara de malfeitos.
Pela voracidade com que os tucanos têm investido na criação da CPI da Petrobras, Amaury acha que as informações mais apimentadas de um suposto relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça, ainda não vieram à tona. Pelos indícios do apurou, ele aposta, no entanto, que há matéria-prima para desgaste nos dois maiores partidos.
“Estou ansioso para ser chamado à CPI”, afirma Amaury, que diz ter guardado alguns documentos não revelados em “A Privataria Tucana”. O livro, já vendeu mais de 150 mil exemplares, traz também uma revelação que está sendo robustecida pelas novas investigações da Polícia Federal: a participação de doleiros em grandes esquemas de financiamento de tráfico de drogas no atacado.
No livro de Amaury, Youssef é apontado como um profissional eclético. O doleiro atuava, ao mesmo tempo, para tucanos de penas reais e traficantes barra pesada, como Fernandinho Beira Mar ou o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, conhecido como comendador. Em Foz do Iguaçú, no rastro da Operação Lava Jato, a Polícia Federal descobriu doleiros financiando operações de alta envergadura no tráfico internacional.
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) tentou por duas vezes criar a CPI da Privataria. Delegado da Polícia Federal, o deputado investigou o caso e conhece o doleiro ao ponto de prever que ele fará, mais uma vez, acordo de delação privada para escapar de uma pesada sentença. Youssef estaria “no ponto” para ser ouvido numa CPI.

SEMPRE OS MESMOS GOLPISTAS


imagina na Copa !

O decreto de Dilma garantiu aos militares condições de patrulha, vistoria e prisão em flagrante.
Prisco e Imbassahy: tudo a mesma sopa !


As tropas federais ficarão na Bahia até os agitadores se acalmarem.

O principal agitador das greves de PMs na Bahia é um certo tucano Prisco, vereador da legenda do PSDB.

Ali, a legenda vive sob a iluminada  liderança do deputado federal Imbassahy.

Imbassahy, rebento do carlismo, é fonte inesgotável de informações ao PiG (*) para estimular a CPI da Petrobras.

Ele e o Cerra.

Como diz o Mino, é tudo a mesma sopa.

Prisco é rebento de Imbassahy.

Foi esse Prisco quem deflagrou a greve de PMS  dois anos anos atrás.

Quando, segundo amigo navegante, “tocou o terror na sociedade baiana”.

Ele chegou a invadir a Assembleia Legislativa da Bahia.

E a greve selvagem abriu as portas para o vandalismo e a criminalidade.

Como agora.

Agora, em 2014, a sabotagem visava boicotar o feriado da Semana Santa e prejudicar o negocio do turismo em Salvador.

Anunciar o “não vai ter Copa”.

E ferrar Jacques Wagner.

E a Dilma !

Prisco deflagrou a greve sem negociar com Wagner.

Wagner desafiou a greve.

Não negociava com  greve ilegal, política, eleitoral, tucana.

Porque, segundo o amigo navegante, “a formula da ascensão política, via greve, de 2012, buscou a repetição para o ano eleitoral de 2014”.

Dilma e Wagner não ficaram parados.

A Força Nacional desembarcou maciçamente na cidade: 5 mil homens.

Garantiu a Lei e a Ordem.

O decreto de Dilma garantiu aos militares condições de patrulha, vistoria e prisão em flagrante.

A Justiça Federal considerou a greve ilegal.

E determinou o confisco dos bens do Prisco.

Os tanques estão nas ruas.

À espera dos agitadores do “não vai ter Copa !”.
Navalha
O que mais chamou a atenção de amiga navegante foi que pessoas de ficha limpa, que nunca praticaram um crime, saquearam super-mercados, lojas, com a ajuda de crianças e idosos.
São pessoas à margem da marginalidade.
Pessoas que podem ser mobilizadas por um agitador – de corpo presente ou na tela da Globope.
Elas existem em Salvador e podem estar em muitas outras cidades que sediarão a Copa.
Daí, a necessidade de a Força Nacional ficar, como esteve em Salvador, alerta !
Chegaram a destruir duas lojas da “Cesta do Povo”, um centro de abastecimento do Governo do Estado, para alimentos básicos a preços populares.
É a maior rede de abastecimento da Bahia.
Viva o Prisco !
Viva o Imbassahy !
E o “não vai ter Copa” ?
Dilma disse na Bahia: pode vir quente que eu estou fervendo.
Não é, Prisco ?




Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O pré-sal do PT é uma revolução. Daí, a CPI

O ansioso blogueiro comoveu-se às lágrimas ao assistir a participação de ínclitos membros da Oposição na audiência da presidente Graça Foster, no Senado – clique aqui para ler “À luz do tempo”, a Tele Montecarlo também foi um bom negócio”.

Um, do Nordeste, é suspeito de receber propina na garagem de casa.

Outro, do Sudeste, de tomar empréstimo de um operador de empreitagens.

Do Norte inscreveu-se um que é do ramo do Carlinhos Cachoeira – e faz deste, em Goiás, um Congregado Mariano.

A fina flor da Ética – por falar nisso, clique aqui para ler “Dilma vai vetar ‘contrabando’ de Cunha para os Planos de Saúde.

Estavam todos ali movidos por interesses de curto prazo: aparecer no jornal nacional, cuja audiência desaba; arranjar uns votos para o Aécio, que rasgou a fantasia e vai entregar o pré-sal à Chevron; e instalar uma CPI para derrubar a Dilma.

Claro que, naquele melancólico desfile, destacaram-se os destemidos senadores do PT – com exceção de Alcides Diniz, do Acre -, que defenderam o Governo Dilma com menos entusiasmo com que defenderiam o Daniel Dantas.

(O ansioso blogueiro não assistiu à participação da Senadora Gleisi Hoffmann, mais corajosa que todos os do sexo masculino, naquela turma flácida.)

Mas, no subterrâneo, está um objetivo muito mais amplo, de geopolítica eleitoral, diria aquele colonista (*) do PiG (**), que um amigo do Mino Carta chama de “Cromangnoli”.

É não deixar o PT governar o Brasil quando o dinheiro do pré-sal começar a entrar na Educação e na Saúde.

Não se trata apenas de entregar o pré-sal à Chevron, como querem o Cerra, o genro e, pelo jeito, o Aécio.

É mais amplo e tem alcance maior.

A hegemonia trabalhista pode solidificar-se por um largo período, ainda, quando os investimentos maciços em Educação e Saúde amadurecerem.

Lula tomou a Petrobrax do Príncipe da Privataria, ao estabelecer o regime de partilha – “o que eles querem é acabar com a partilha”, disse ele aos blogueiros; refundou a Indústria Naval com a Dilma; e vai dar o salto, o salto do Deng na China: o da Educação e da Tecnologia, com o dinheiro do pré-sal.

É por isso que eles querem desmanchar a Petrobras.

Desacreditar a Dilma.

Voltar ao regime de concessão.

É mais do que entreguismo.

É impedir que um governo trabalhista mexa na estrutura geológica do Brasil, lá no fundo mais fundo que o pré-sal.

A estrutura da Educação.

Ainda mais que será por causa desse maldito metalúrgico, um Nunca Dantes qualquer !, que não tem título universitário, não fala inglês, e fez 14 universidades – e o Sociólogo, nenhuma.

(O Deng não falava inglês. O Mao também não.)

O dinheiro do pré-sal vai dar nova dimensão às reformas trabalhistas.

Com a vitória da Dilma em outubro, esse projeto se fortalece.

E o que será da Oposição ?

Ela não vai acabar, claro.

Mas, terá que arranjar outra barriga de aluguel.

A serventia do PSDB de São Paulo se terá concluído – ainda mais se perder em São Paulo e em Minas …

Os conservadores e a Globo vão ter que bater em outra porta.

Provavelmente a do Dudu.

Se o Dudu vencer em Pernambuco.

E se Mamãe deixar.


Paulo Henrique Amorim

Dilma vetará “anistia” de Eduardo Cunha aos planos de saúde

Autor: Fernando Brito

Não haverá a anistia para as multas aplicadas pela Agência Nacional de Saúde, enfiada como “contrabando” pelo “Jim Jones” do PMDB, o deputado Eduardo Cunha.
A provação ontem, no Senado, foi apenas por acordo para que não houvesse modificações que obrigassem o projeto a voltar a tramitar na Câmara e as medidas tributárias previstas no texto da MP 627 perdessem a validade.
A anistia era uma monstruosidade. Previa que, recebendo até 50 multas, os planos pagassem duas; se recebesse mil autuações, pagaria por 20.
Imagine o prezado leitor tendo o direito de avançar até 50 sinais de trânsito pagando apenas duas multas…
Eduardo Cunha, agora, diz que não é o autor da emenda, apenas a incorporou ao texto, como relator.
Ocorre que, consultando os registros da Câmara dos Deputados, não aparece qualquer emenda de deputado propondo este absurdo.
A Rede Brasil Atual pesquisou as 516 propostas de emenda apresentadas ao projeto e não encontrou nenhuma que previsse a tal “anistia”.
Cunha, simplesmente, enfiou isso no texto.
Este é o líder do “Blocão”, que agora está ocupado em promover um ato de “dissidentes” do PMDB do Rio de Janeiro em favor de Aécio Neves.

A guerra pela Petrobras é pelo controle do Brasil


tucanobrss
Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma.”
Carta Testamento de Getúlio Vargas, 24/08/1954

Há uma semana que o amigo leitor e a cara leitora não leem nada nas manchetes dos jornais que não seja a tal compra da refinaria de Pasadena  pela Petrobras.
Opiniões, valores, declarações, suspeitas…
E quais são as suspeitas, afinal?
Até agora, tudo o que que o  negócio que, no máximo, teria sido desvantajoso para a empresa diante das mudanças no mercado de petróleo – como pode ocorrer em qualquer grande empresa num ramo de risco.

A questão virou, porém, político eleitoral.

Toma esse vulto, apenas, porque a Petrobras é, no fundo, o centro de nossa campanha eleitoral.
Ela tornou-se ainda mais  a coluna vertebral do processo de desenvolvimento nacional soberano, com o pré-sal.
Os mesmos compromissos e interesses que levaram José Serra a prometer a Chevron que desfaria o modelo de partilha e a hegemonia da Petrobras – como antes, fizeram FHC vender parte do capital da empresa na Bolsa de Nova York –  continuam existindo.
Mas é preciso fantasia-los de “defesa da moralidade” e da “eficiência da empresa”.
Como aquela conversa de dizer a uma mãe pobre que, entregando seu filho, ele será mais bem tratado e  terá  do bom e do melhor, querem que entreguemos nosso petróleo, agora abundante.
O dever de transparência que se tem nos negócios públicos não pode significar o abandono do que é essencial neste caso: a luta política pelo controle do maior patrimônio material de riqueza deste país, o petróleo.
Essa luta não nos dá o direito de sermos ingênuos ou primários.
 Porque ela envolve um valor sagrado: a autonomia e o progresso do Brasil e de seu povo.
A estratégia antinacional traçada pelo Estado-Maior da oposição conservadora e levada a cabo pelo ‘general’ Aécio Neves é mostrar que os governos Lula e Dilma levaram a empresa à bancarrota. Entretanto, se nos dermos ao trabalho de comparar a desastrosa gestão da Petrobras durante a gestão FHC com os resultados obtidos por ela desde 2003, constataremos que a atual campanha da oposição não passa de cortina de fumaça para nova investida para a privatização da estatal. Tanto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender essa medida, numa afronta à memória de seu tio, o general Felicíssimo Cardoso, um dos líderes da campanha pela criação da Petrobras.

O fato é que as ações de FHC no poder mostram coerência do tucanato com o ideário privatista. Em 1994, ainda como ministro da Fazenda de Itamar Franco, ele manipulou a estrutura de preços dos derivados de petróleo de forma que, nos últimos seis meses que antecederam a implantação do Plano Real, a Petrobras teve aumentos de combustíveis 8% abaixo da inflação, enquanto que as distribuidoras tiveram aumentos 32% acima da inflação. Com isso, houve transferência do faturamento da Petrobras para o cartel das distribuidoras, cerca de US$ 3 bilhões anuais. Já como presidente, FHC pressionou a Petrobras para que ela assumisse os custos da construção do gasoduto Brasil-Bolívia, obra que beneficiava as estrangeiras Enron e Repsol, donas das reservas de gás boliviano. Ocorre que a taxa de retorno do gasoduto era 10% ao ano e o custo financeiro, 12%, mas a Petrobras foi obrigada a desviar recursos da Bacia de Campos – com taxa de retorno de 80% – para investir nesse empreendimento. A empresa também teve que assinar uma cláusula que a obrigava a pagar pelo gás boliviano mesmo que não o comprasse. Com isso, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem ter conseguido vendê-los.

Em 1998, o governo federal impediu a Petrobras de obter empréstimos no exterior, de emitir debêntures para a obtenção de recursos para novos investimentos. Ao mesmo tempo, FHC criou o "Repetro" (regime aduaneiro especial), isenção fiscal às empresas estrangeiras que importam equipamentos de pesquisa e lavra de petróleo, sem a devida contrapartida para as empresas nacionais. Com isso, cinco mil empresas brasileiras fornecedoras de equipamentos para a Petrobras quebraram, provocando desemprego e perda de tecnologia nacional. Em 2000, o então presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, levou Pelé a Nova York para o lançamento de ações da Petrobras na Bolsa de Valores de Wall Street. O governo vendeu, então, 20% do capital total da estatal e, posteriormente, mais 16%, pelo valor total de somente US$ 5 bilhões. No mesmo ano, os tucanos privatizaram a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) por meio de troca de ativos com a Repsol argentina, do grupo Santander, braço do Royal Scotland Bank Co. Nessa transação, a Petrobras deu ativos no valor de US$ 500 milhões e recebeu ativos no valor de US$ 500 milhões. Soma zero? Não, porque os ativos da estatal brasileira eram avaliados em US$ 2 bilhões e os que ela recebeu passaram a valer US$ 170 milhões, em razão da crise financeira da Argentina. Nada simboliza melhor esse período nefasto do que o naufrágio da plataforma P-36, com 11 mortes e prejuízos de US$ 2 bilhões.

A privatização da Petrobras foi revertida pelos governos do PT, mas agora os demotucanos pensam ter encontrado o pretexto ideal para colocá-la novamente na agenda. Para desespero da oposição, os números representados pela estatal são a melhor arma contra a estratégia de desmoralização. A produção média mensal de petróleo na camada de pré-sal atingiu a marca de 387 mil barris/dia, novo recorde. A estatal também bateu recorde de processamento de suas refinarias, com média de 2.151 mil barris de petróleo por dia. E também foi recorde a produção de diesel e gasolina com baixo teor de enxofre, com 24 milhões de barris de diesel e 14,8 milhões de barris de gasolina. Em relação ao gás natural, a Petrobras ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia (101,1 milhões)."


ractopamina, energético para porcos, já proibido até na Rússia e na China.

Mãe de eduardo campos mora de graça. Dá pra fazer mais !

Como dizia o Stanislaw Ponte Preta: ou se restaure a moralidade, ou a mamata é para todos !
Saiu em colona (*) da Globo Overseas, que mereceu resposta dos blogueiros:

Mamata

A ministra do TCU, Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos (PSB), mora de graça num imóvel do Senado desde agosto de 2012. Em maio de 2013, o Senado decidiu cobrar aluguel dos apartamentos ocupados por pessoas que não são de seus quadros. A ministra, que tem a tarefa de fiscalizar os gastos alheios, não se dispôs a pagar pelo uso do imóvel.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Jandira Feghali recebe 20 ameaças de morte


50 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL



Como está ficando cada vez mais difícil viver e se expressar no Brasil, com esses nazifascistas, essa ultradireita raivosa, esses extremistas tentando calar as vozes progressistas da sociedade!

Toda a nossa solidariedade e apoio à corajosa e combativa deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB-RJ!



Jandira Feghali/Facebook


Deputada Jandira Feghali soma 20 ameaças de morte por pretender anular mandatos de presidentes militares e mudar Lei de Anistia!

A deputada federal, médica, sindicalista, Jandira Feghali já recebeu 20 ameaças de morte, através de seu e-mail pessoal e pelas redes sociais, além de um motoqueiro ter sido visto fotografando a sua residência, no Rio, em atitude suspeita.

A Polícia Federal investiga o caso, que foi denunciado pela deputada ao Ministério Público e está sendo acompanhado pelo Ministério da Justiça.

Essas violências estão sendo atribuídas ao fato de a parlamentar, líder da bancada do PCdoB na Câmara Federal, estar propondo a anulação dos mandatos dos presidentes militares Humberto de Alencar Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.

Esses militares-presidentes, para quem não sabe, eram eleitos através de um colégio eleitoral provisório que atuou durante aquele período negro da nossa história, cujo início se deu com o golpe militar de 1964 e que agora completa 50 anos.

A bancada do PCdoB assinou e os deputados do PT apoiam a proposta de Jandira. Trata-se do polêmico projeto de lei nº 7.357/2014 que propõe uma revisão da Lei da Anistia, abrangendo agentes públicos civis e militares que tenham praticado crimes de tortura, sequestro, cárcere privado, execução sumária, atentado, ocultação de cadáver.

Caso aprovada a ‘Lei Jandira’, eles ficam excluídos da Lei da Anistia (Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979).

Este Projeto de Resolução declara a ilegitimidade das eleições indiretas para Presidente da República no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional, usando como justificativa principal o fato de que o AI 1 (Ato Institucional número 1), que transformou o Congresso em Colégio Eleitoral, ‘’violava frontalmente a Constituição vigente, que estabelecia eleições diretas, pelo voto popular, dos Presidentes da República”.

“Além disso – prossegue o documento – havia um presidente legitimamente eleito e em exercício, João Goulart”.

Ao encerrar seu pleito, a deputada quer ver declarada a ilegitimidade como um ato de respeito ao Estado de Direito Constitucional e como um veemente protesto contra a ditadura militar que se instalou por 21 anos, rasgando a Constituição do país.

Jandira Feghali: 20 ameaças de morte após propor mudança na Lei de Anistia
 Abaixo, a transcrição do PROJETO DE LEI Nº  7.357/2014
(Da Deputada Federal Jandira Feghali)
Exclui os agentes públicos, militares ou civis que tenham cometido crimes de tortura, sequestro, cárcere privado, execução sumária, ocultação de cadáver ou de atentado, da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 (Lei da Anistia).
O CONGRESSO NACIONAL  decreta:
Art. 1º São excluídos da anistia decretada pela Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, os agentes públicos que tenham praticado crimes de tortura, sequestro, cárcere privado, execução sumária, ocultação de cadáver ou de atentado, durante o período por ela abrangido.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
A Comissão da Verdade vem colhendo provas cada vez mais incisivas dos desmandos praticados por servidores públicos, civis e militares, que torturaram e assassinaram militantes políticos da resistência à ditadura militar, e praticaram atentados contra a população de forma indiscriminada.
O estado de Direito não pode deixar impunes tais crimes, pena de ferir seus princípios democráticos.
Ademais, observe-se que esses crimes são reconhecidos, no direito penal internacional, como crimes contra a humanidade, imprescritíveis e insuscetíveis de anistia ou perdão.
É importante frisar, também, que muitos desses crimes se enquadram no conceito de crime continuado, não operando sobre eles a prescrição, a não ser depois de seu término. É o caso, por exemplo, de sequestros, por agentes públicos, cujas vítimas até o presente momento não apareceram.
É importante relembrar, além disso, que muitos desses crimes foram cometidos após o período especificado na Lei da Anistia, mostrando o caráter pouco pedagógico de sua implementação. Por garantir a impunidade de seus autores no passado, elas os incentivavam a cometê-los após o termo prefixado de perdão.
É sui generis e sem precedentes no direito internacional a presunção desses criminosos, serviçais da ditadura militar, de que eles podiam se autoanistiar, perdoarem eles mesmos os crimes que cometeram.
Por tudo isso, estamos apresentando esse projeto, excluindo-os da anistia decretada pela Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, e pedimos aos nossos pares que a aprovem, para que se faça justiça.
Sala das Sessões, em 02 de abril de 2014
JANDIRA FEGHALI
Líder do PCdoB
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº            , DE 2014 – CN
(Da Srª Jandira Feghali)
Declara a ilegitimidade das eleições indiretas para Presidente da República no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional.
O CONGRESSO NACIONAL resolve:
Art. 1º Declarar ilegítimas as eleições presidenciais indiretas realizadas no âmbito do Colégio Eleitoral do Congresso Nacional e, em decorrência, a ilegitimidade dos mandatos dos presidentes militares delas resultantes.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
Em 9 de abril de 1964, uma junta militar formada pelo general Arthur da Costa e Silva, o tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e o almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, baixou o Ato Institucional Número Um (AI-1), que, entre outras coisas, determinava a transformação do Congresso Nacional em Colégio Eleitoral para a designação do Presidente da República.
No dia 11 de abril foi eleito indiretamente, por esse Colégio Eleitoral, o general Humberto de Alencar Castelo Branco. A ele sucederam os presidentes-generais Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo, que exerceram um poder despótico e ditatorial à revelia da vontade do povo brasileiro.
É importante frisar que esse ato institucional violava frontalmente a Constituição então vigente, que estabelecia eleição direta, pelo voto popular, dos presidentes da república. A farsa dos Atos Institucionais não pode ser argumentada contra a Constituição. Essa figura jurídica, forjada pelos golpistas, é evidentemente inconstitucional e ilegítima.
Além disso, o Presidente João Goulart estava em pleno exercício de seu mandato presidencial naquele momento, fato que já foi reconhecido por este Congresso Nacional, que, na Resolução nº 4, de 2013-CN, tornou nula a declaração de vacância do presidente da República feita pelo então Presidente dessa instituição, Senador Auro de Moura Andrade. Não se pode falar, nem sequer de longe, na legitimidade de um Presidente eleito pelo Colégio Eleitoral num momento em que, além de tudo, havia um Presidente legitimamente eleito e em exercício, João Goulart.
A transformação do Congresso em Colégio Eleitoral e as sucessivas eleições indiretas para Presidente da República de generais-ditadores de plantão que nele ocorreram contaminam-se da mesma ilegitimidade continuada.
A ilegitimidade dessas eleições ficou patente quando milhões de brasileiros saíram às ruas, clamando em uníssono pelas “Diretas Já” em todos os níveis e em especial nas eleições presidenciais.
Por isso, requeremos aos nobres pares que declarem essa ilegitimidade, como um ato de respeito ao Estado de Direito constitucional e como um veemente protesto contra a ditadura militar que se instalou por 21 anos em nosso país, rasgando a Constituição.
Sala das Sessões, em
JANDIRA FEGHALI
Líder do PCdoB

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vivo e o tombo de R$ 6 bilhões


 Por Mauro Santayana, em seu blog:

Enquanto o país continua pagando das mais caras tarifas do mundo em banda larga e telefonia celular, aumenta o descalabro nas telecomunicações e o atrevimento das multinacionais estrangeiras no Brasil.

Na semana passada – por pressão de investidores e pequenos acionistas que acreditam que os ativos da Portugal Telecom estão sendo sobrevalorizados no acordo - a CVM teve de voltar atrás de sua aprovação para o prosseguimento da fusão entre a empresa de telecomunicações lusitana e a OI, sob, o pretexto de que o Presidente da Oi, o moçambicano Zeinal Bava, tinha infringido leis brasileiras em uma entrevista.

Até a divulgação da decisão da Comissão de Valores Mobiliários na noite de quinta-feira, a fusão da Oi com a Portugal Telecom estava praticamente certa com a aprovação do aumento de capital pelos grandes acionistas, e o sinal verde dado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que aprovara a proposta em janeiro.

Agora, para completar, informações de fora do país dão conta de que a espanhola Telefónica – leia-se Vivo – que já pegou 3 bilhões de reais emprestados com o BNDES, estaria devendo mais 6 bilhões de reais, para a Receita, em impostos – como o ICMS - que ela vem contestando reiteradamente na justiça, sem fazer provisionamento no balanço, caso venha a ter que pagar.

Dinheiro para quitar o que devem ao país os espanhóis não têm. Mas continuam mandando bilhões de euros em remessas de lucro todos os anos para a matriz. E aumentaram, de 46,7% para 66% o seu capital na Telecom Itália. O que os transformou, para descrédito do sistema de regulação da concorrência no Brasil, nos controladores, de fato, da Vivo e da TIM, as duas maiores empresas de telefonia celular do país.

Como ninguém se manifesta com firmeza com relação ao assunto, os espanhóis vêm enrolando gostosamente as autoridades brasileiras – entre elas o CADE – com medidas paliativas e cosméticas, para não dizer de aberta subestimação da inteligência nacional.

Entre elas, destaca-se a recente “saída” de César Alierta e Júlio Linares, Presidente e Vice-Presidente da Telefónica, do Conselho de Administração da Telecom Itália, como “sinal ao Brasil”, enquanto, para seus acionistas, na Espanha, a diretoria diz que, em caso de problemas, recorrerá à justiça para defender a sua posição.

Para mandar, dono não precisa ter cargo. Basta ter telefone, para ligar para seus prepostos - italianos ou espanhóis - e ordenar o que quiser, combinando eventualmente preços e tarifas para arrancar melhor o couro dos usuários da Tim e da Vivo no Brasil.

Afinal, telefone com sinal é o que não falta para os donos da Telefónica, só para os comuns mortais - como nós - que têm apresentado, com quase nenhum resultado, todos os meses, milhares de queixas contra as duas empresas, na Anatel.

O boomerang dos EUA: PRO 100 e Petrodólares

As posições afastam-se cada vez mais.

Barack Obama deu ordem para que Visa e Mastercard bloqueiem as operações na Rússia: isso faz parte do pacote de sanções, as mesmas que irão causar grave perdas em Europa (que tem em Moscovo um importante partner comercial).

Depois alguém deve ter feito notar ao simpático Obama o efeito-boomerang da decisão: isso fazia que os circuitos Visa e Mastercard perdessem de repente um mercado de 100 milhões de clientes.

As operações retomaram, mas já era tarde: em dois dias, os clientes tinham retirado 111 milhões de Dólares só dum banco, o SMP Bank.

Pior: a medida deu uma forte aceleração ao projecto russo PRO 100.
Depois de anos de retórica sobre a necessidade de ter um sistema nacional de pagamento electrónico na Rússia, Obama fez que isso em breve possa tornar-se uma realidade.

Andrey Nesterov, director de comunicações corporativas da Card Universal:
O sistema de pagamento PRO 100 está tecnologicamente pronto para prestar um serviço nacional no futuro próximo. Estimamos que serão precisos um par de meses, no entanto os grandes bancos russos, que representam mais de 40 por cento do mercado doméstico, já estão conectados ao sistema de pagamento PRO 100.
Lançado como teste em 2010, o projecto de um cartão de crédito universal electrónico deverá ser
utilizado em todos os departamentos do governo, serviços municipais e comerciais, Internet e caixas electrónicas em toda a Rússia.

De facto, os quatro maiores bancos russos encontram-se tecnicamente prontos para usar o sistema de pagamento: Sberbank , Uralsib , BAR AK e Moscow Industrial Bank.

Com isso, a medida de Obama conseguiu afastar Visa e Mastercard dum quarto do planeta e acelerou a implementação duma alternativa viável aos gigantes americanos de crédito electrónico.
Parabéns.

Mas há algo mais grave do que isso.

O fim do Petrodólar

PRO 100
A Rússia ameaça abandonar o Dólar como moeda de transição para as trocas petrolíferas, adoptando ou o Rublo (a moeda da Rússia), ou as moedas locais ou, mais provável ainda, o Yaun, a moeda da China.

Falamos, portanto, de Petrodólares.
Mas o que é um Petrodólar e porque é tão importante?

O termo "Petrodólares" foi cunhado em 1973 por Ibrahim Oweiss, professor de Economia da Universidade de Georgetown, para descrever a situação ocorria na altura nos Países do OPEC (a organização dos Países exportadores de petróleo): estes, devido ao aumento do preço do "ouro negro", tinham enormes recursos monetários, precisamente porque o petróleo era pago em Dólares.

Estes recursos foram reinvestidos apenas em pequena parte nos Estados Unidos: na maior parte dos casos, o Dólar entrou directamente no sistema económico e financeiro mundial.

Porque, do ponto de vista dos EUA, manter o petróleo pago em Dólares é tão importante?
O pagamento do petróleo (e também de outras matérias-primas) em Dólares garante uma procura constante para esta moeda no exterior, o que serve para manter constante também a taxa de câmbio, mesmo em presença de um saldo comercial negativo do comércio. Dito de outra forma: os Petrdólares financiam o deficit externo dos Estados Unidos.

Simplificando: o valor duma moeda reflecte em boa medida o estado de saúde económico dum País. Mas, no caso dos Estados Unidos, isso não acontece porque a moeda deles (o Dólar) continua a ser procurada para o comércio do petróleo e o seu valor continua artificialmente elevado.

Desde os acordos de Bretton Woods (fim da Segunda Guerra Mundial) o Dólar tem sido a moeda soberana nas transações de petróleo: este pode ser comprado ou vendido apenas em Dólares.

Mas o monopólio começa a abanar.
Em Julho de 2011, o Irão começou a negociar o petróleo com outras moedas; mais tarde, a China assinou um acordo de comércio com o Japão e o Irão para o fornecimento de petróleo e de outros produtos com pagamento em moeda local; e em Setembro de 2012, a China anunciou a abertura de uma bolsa de valores em que o petróleo bruto vai ser negociado com a Rússia em Yuan.

 O boomerang

Se o sistema global (ou boa parte deste) abandonasse o Dólar como meio de pagamento do petróleo, as consequências para os EUA (e não só...) seriam extremamente graves.

O Dólar perderia a condição de moeda superavaliada e o seu valor seria determinado com base nos parâmetros normalmente utilizados no caso das outras moedas.

Considerado o estado de saúde da economia de Washington e o abismal deficit federal, as consequências seriam terríveis, para os Estados Unidos e para todos aqueles Países que estão pesadamente ligados a eles do ponto de vista económico e financeiro.

O Ministro da Economia russo, Alexei Uljukaev, acerca das companhias energéticas nacionais:
Precisam assinar contratos mais corajosos em rublos e moedas dos Países parceiros.
Depois (dia 2 do passado Março) Andrei Kostin, do Banco do Estado:
Falei com a gestão de Gazprom, Rosneft e Rosoboronexport e não estão preocupados de utilizar o rublo para exportação. Só precisam de um mecanismo para fazer isso.
Pois: e eis o PRO 100, por exemplo.
Valentina Matvenko, presidente da câmara alta do Parlamento russo:
Algumas "cabeças quentes" já se esqueceram de que a crise económica mundial de 2008, que ainda afecta o mundo, começou com o colapso de alguns bancos nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e em outros países. É por isso que acreditamos que todas as acções financeiras hostis são uma faca de dois gumes, e até mesmo o menor erro voltará como um boomerang.

Pode-se dizer que as sanções norte-americanas abriram a clássica caixa de problemas de Pandora. E que arrisca pagar mais será a igualmente clássica nota verde dos EUA.

E tudo para evitar que o povo duma região, a Crimeia, decidisse qual o próprio futuro.
Valeu a pena?