quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O Papel do STF no Impeachment | Jogos de Poder


Fica, Temer!

Desisto do "Fora Temer"! Quero mais é que fique até 2018 e implante todas as medidas impopulares prometidas à FIESP, à mídia e ao PSDB.
Aposentadoria aos 65, ótimo!

Fim da CLT, perfeito! Férias, 13°, FGTS, PIS, é coisa de comunista, o povo da direita não precisa disso!

Universidade Pública paga? Isso mesmo! Quem pagou escola a vida toda pode pagar a faculdade, é só adiar a compra do carro novo ou aquela viagem!

Fim dos Programas Sociais, merecido: os favorecidos por eles não defenderam nem os programas e muito menos quem os implantou, então danem-se!!

Privatizações, agora sou a favor, assim como os pedágios e telefonia mais cara do planeta, o brasileiro vai ver o que é combustível e energia caros quando privatizarem tudo!

Dólar baratinho e abertura econômica ? Maravilha!! Quando não sobrar mais indústrias e emprego, poderão passar o tempo caçando Pokémons!

Corrupção liberada, coisa linda! Quer coisa melhor que ser roubado e nem ficar sabendo ou porque a mídia abafou ou porquea justiça engavetou?

FICA, TEMER! 
Só assim pro Brasil entender em quem foi o golpe!

O que está sob ataque não é um mandato, mas a democracia

Nilson Lage

Numa sociedade de classes, a democracia é um pacto sutil que depende de regras bem estritas porque, na essência, o poder real é da classe dominante.

Quando uma casta burocrática - bacharéis ignorantes e verborreicos, militares boçais e picaretas avulsos - resolve apossar-se da palavra, não há como fingir que a democracia sobrevive.

O que o Jânio está dizendo é o que o rei está nu.

Por Janio de Freitas 

Em nome da democracia

"Isso é democracia". Não é, não. Um dos componentes essenciais e inflexíveis da democracia é o respeito às regras que a instituem. As regras existem no Brasil, precisas e claras na Constituição, mas o respeito é negado onde e por quem mais deveria fortalecê-las. O que está sob ataque não é mandato algum, são as regras da democracia e, portanto, a própria democracia que se vinha construindo.

Não há disfarce capaz de encobrir o propósito difundido por falsos democratas instalados no Congresso e em meios de comunicação: reverter a decisão eleitoral para a Presidência sem respeitar as exigências e regras para tanto fixadas pela Constituição e pela democracia. Há mais de nove meses, a cada dia surge novo pretexto em busca de uma brecha –no Congresso, em um dos diferentes tribunais, nas ruas– na qual enfim prospere o intuito de derrubar o resultado eleitoral.

O regime democrático é tratado na Constituição como "cláusula pétrea", que se pretende com solidez granítica. O que não significa ser impossível transgredi-lo. Mas significa que quem o faça ou tente fazê-lo comete crime. E quem o comete criminoso é de fato, haja ou não a condenação que assim o defina. Tal é a condição que muitos ostentam e outros tantos elaboram para si.

A pregação de parlamentares identificáveis como um núcleo de agitação e provocação atenta contra a democracia. A excitação de hostilidades que esses parlamentares propagam pelo país é indução de animosidade antidemocrática –sem que isso suscite reação alguma, o que é, por si mesmo, indício da precária condição da democracia e da Constituição.

O que se passa hoje na Câmara, como método e objetivos da atividade, não é próprio de Congresso de regime democrático. Em muitos sentidos, restaura a Câmara controlada e subserviente da ditadura. Em outros aspectos, assume presunções autoritárias, de típico teor antidemocrático, ao ameaçar até aprovações do Senado de punitivas suspensões da sua tramitação.

Afinal, um dos focos da corrupção é arrombado. Os procuradores e juízes do caso receberam tarefa de importância extraordinária. Mas não é garantido que estejam plenamente respeitados nessa tarefa os limites das regras democráticas. À parte condutas funcionais que não cabe considerar neste sobrevoo do momento do país, é notória no grupo, e dele difundida, uma incitação a ânimos não condizentes com investigações e justiça na democracia. Pôr-se como salvadores da pátria, a partir dos quais "o Brasil agora será outro", não é só um equívoco da ingenuidade. É uma ameaça, senão já algumas práticas, de poderes e atitudes exacerbados que fogem às regras.

Um exemplo que recebeu tolerância incompatível com sua importância: difundir informações inverídicas e sensacionalistas à imprensa, e ao país, "para estimular mais informantes" –como feito e dito por um procurador–, não é ético nem democrático. É autopermissão abusiva. E incitação a ânimos públicos que já recebem das realidades circundantes o bastante para serem exaltados.

O espírito antidemocrático não é alheio nem ao Supremo Tribunal Federal. É nele que um juiz pode impedir a conclusão de um julgamento tão significativo como o financiamento das eleições dos governantes e congressistas. Ou seja, dos que determinam os destinos do país e de seus mais de 200 milhões habitantes. Se alguém achar que é deboche, não vale a pena contestar. Mas convém lembrar que é uma evidência perfeita da prepotência primária, apenas ilusoriamente culta, que sobreviveu muito bem à ruína do seu sistema escravocrata.

Movimentos de ocupações urbanas e rurais são acusados de violar a democracia. É engano. Ilegais, sim, mas não são democráticos nem antidemocráticos. Sequer estão incluídos na democracia, desprovidos que são, todos os padecentes de grandes desigualdades econômicas sociais, de meios democráticos para obter os direitos que a Constituição lhes destina.

E os jornais, a TV, as revistas, o rádio –na verdade, os jornalistas que os fazem– nesse país que concebe a democracia como uma bola, tanto a ser chutada sempre, como a oferecer grandes e efêmeras euforias? Agradeço à sogra de um jogador de futebol, Rosangela Lyra, que me dispensa de alguns desagrados. Disse ela, à Folha, das pequenas e iradas manifestações que organiza pela derrubada do resultado da eleição presidencial: "As redes sociais amplificam e a mídia quintuplica". Entregou. Delação de dar inveja aos gatunos da Petrobras.

"Isso é democracia" como slogan de antidemocracia só indica que o Brasil ainda não é ou já não é democracia.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

As Águas do Temer!

"São ratos de esgoto, tucanos no ninho..."

Estão se fechando, mais uma vez, as portas do país ao povo brasileiro


Estão se fechando, mais uma vez, as portas do país ao povo brasileiro Estão se fechando, mais uma vez, as portas do país ao povo brasileiro
Estão se fechando, mais uma vez, as portas do país ao povo brasileiro.

É disso que nos falam os anúncios que fazem as bolsas subir e os editoriais baixarem o tom.

Falam de cruzar ferrolhos e trancas, erguer tapumes, barreiras, falam de cortes, sacrifícios e retrocessos; falam em adiar, entregar e de chamar o ‘Choque’. Aos que povoam as bordas não será suficiente conter o curso.

Será necessário recuar, adverte-se.

Não há como manter o mínimo disponível, esse que carece de tão mais.

Não há, justifica-se.

Por vinte anos não haverá.

Faltarão novos pratos à fome, novos leitos aos doentes, novas escolas às crianças, novos amparos aos idosos, nova esperança aos jovens.

É tudo o que a aliança da escória com a mídia e o dinheiro tem a propor para o futuro da oitava maior economia da terra, segundo maior exportador de alimentos do planeta, maior planta industrial do Ocidente em desenvolvimento.

O vento frio de agosto fustiga o Brasil, de novo, em uma esquina histórica.

A exemplo daquela enfrentada por Getúlio Vargas, há sessenta e dois anos, a dobra seca cobra um esforço hercúleo de superação e reconstrução.

A tarefa da resistência democrática só terá êxito engatada na repactuação de um novo projeto de desenvolvimento.

Um ciclo se esgotou; outro precisa ser erguido.

É a hora das matilhas: foi assim em 32, em 54, em 64, em 88, em 2002...

A gravidade desta transição se expressa na ruptura institucional liderada por interesses que deixaram de lado o pejo e a focinheira para impor reformas que alteram o pacto da sociedade, sem consulta-la.

Se o nome disso não é golpe será preciso inventar um outro mais forte.

A usurpação regressiva avança a contrapelo dos ares do mundo.

A supremacia global do neoliberalismo estrebucha.

As notícias chegam à revelia do filtro midiático.

Dão conta de um esgotamento imerso em capacidade excedente, comércio internacional anêmico, ressurgências xenófobas, cinturões de ferrugem e legiões de descartados que já flertam com salvadores da pátria pura.

Trump pode perder, mas o trumpismo sobreviverá, sibila o establishment norte-americano.

Estados aparvalhados e uma epidemia de juros negativos denunciam a eutanásia, não do rentista, mas do seu arcabouço.

Sobra dinheiro especulativo no mundo: há US$ 13 trilhões enjaulados em juros negativos.

A busca de pastos frescos pode inundar o Brasil --e não há nada mais perigoso do que isso na vida de uma nação, dizia Celso Furtado.

Promover a combustão do PT e da CLT , e permitir que o câmbio dispare o tiro de misericórdia na indústria nacional, e dobre o fastígio brasileiro em Miami, disso se alimenta a fogueira na qual o anacronismo pretende defumar o país para encaixotá-lo no esquife neoliberal.

Cinquenta e quatro milhões e quinhentos mil votos da Presidenta Dilma ardem nas labaredas de extinção de direitos e privatização de riquezas nacionais, imolados para que os patos gordos da Fiesp continuem a deslizar em lagos e contas suíças, a salvo de uma justiça tributária que sustente o investimento público e induza a produção privada.

Lula, Dilma e o PT , a exemplo de Getúlio em 54, subestimaram a necessidade de se ancorar a luta pelo desenvolvimento em uma organização popular da envergadura do estirão que interliga a CLT à Petrobrás, ao BNDES, à Eletrobrás, ao salário mínimo, ao Fome Zero, ao Bolsa Família, aos PACs, ao Prouni, à soberania no pré-sal, ao conteúdo nacional, ao Mercosul, ao banco dos BRICS, à valorização real de 70% do salário mínimo...

A resposta foi o cerco asfixiante das elites.

Do Catete, Vargas só não saiu deposto porque decidiu entrar para a história conduzindo a alça do próprio caixão. E ali perpetua uma influência ainda inexcedível no imaginário popular.

Torniquete de interesses semelhantes espremeu o ciclo Lula desde do seu início, em 3 de janeiro de 2003, quando anunciou o programa Fome Zero.

A simples menção ao termo maldito foi recebida com a sublevação da elite que não queria se ver num espelho composto de 56 milhões de pobres (33,6% da população então, conforme o Ipea), sendo 24,7 milhões de indigentes e mais de 30 milhões de famintos e subnutridos.

A segunda volta no torniquete veio em 2009, com a regulação soberana das maiores reservas de petróleo descobertas no século XXI.

O pre-sal foi corretamente entendido e direcionado pelo governo como o derradeiro impulso industrializante do país, capaz de faze-lo crescer com empregos de qualidade, produtividade e renda para financiar a universalização da cidadania brasileira.

O cerco se estreitaria de forma asfixiante em 2012, já no primeiro mandato da Presidenta Dilma Rousseff.

A senha da vez foi a tentativa de derrubar spreads e juros, com a indução dos bancos estatais, e taxar operações para impedir que o pernoite do dinheiro barato tomado lá fora, rendesse lucros obscenos aos párias daqui e de fora.

A busca de indulgencias no seu segundo mandato, com a deflagração de um ajuste fiscal desastroso, longe de aplacar aguçou a crise: abriu de vez o flanco ao assalto das matilhas até chegarmos neste agosto de 2016.

Reverter as expectativas de longo prazo dos detentores da riqueza, reconduzir o dinheiro aos trilhos da produção e do emprego não é tarefa técnica.

Desenvolvimento é transformação, é superar velhas estruturas e criar outras novas, uma audaciosa operação de economia política que não prospera sem um sujeito social que a conduza.

O enredo exige o discernimento engajado de amplas camadas para negociar os conflitos e repactuações do caminho.

Nos governos Lula e Dilma, 30 milhões de brasileiros saíram de pobreza extrema, outros tantos ascenderam na pirâmide de renda.

Formam hoje a maioria da sociedade.

Mas ainda não o sujeito da própria história.

Hoje, como ontem, o cacho de forças contrariadas pela vitória esmagadora de Getúlio em 1950 --as de Lula em 2002 e 2006, e as de Dilma, em 2010 e 2014-- preservou intacta a supremacia de sua voz junto à opinião pública.

A rigor, em todo esse período, a ubiquidade do jogral da elite só foi afrontado por um veículo diário de marcada presença nacional: o jornal Última Hora, no segundo governo Vargas, cuja tiragem chegou a 800 mil exemplares (a Folha, hoje, não vende a metade disso).

A solitária trincheira não existe mais. Mas o cerco persiste ao Catete.

A qualquer Catete que dentro tenha um representante do povo disposto a assumir a tarefa que o mais mítico de todos eles deixou inconclusa.

Porém agendada.

O estampido e a carta testamento de 24 de agosto de 1954 ainda hoje ecoam a esperança em um Brasil desenvolvido, soberano, justo e democrático que o país nunca foi.

Mas que poderá ser.

A evocação desse repto varguista causa calafrios na alma dos golpistas de todos os tempos – os de ontem e de agora.

A cada estirão de conquistas populares o rebote conservador cuida de preveni-lo, dobrando a aposta nas muralhas institucionais para fustigar os intrusos de uma sociedade pensada para 30% da população.

Quando os negros conquistaram a liberdade, o senhorio os expulsou para a miserável existência periférica, apartada da riqueza fundiária, mantida intocada.

Quando Vargas ameaçou fundir direitos trabalhistas a um projeto soberano de desenvolvimento, o assalto que o levou à morte operou obstinadamente por uma década até atingir seu intento no golpe de 1964.

A democracia, e com ela o povo, uma geração de lideranças e conquistas foram postos na ilegalidade, esmagados e banidos por mais de duas décadas.

Com Lula e Dilma o armistício durou enquanto o crescimento permitiu conciliar a política de expansão de consumo e crédito, com forte geração de empregos e combate às desigualdade, com os interesses cristalizados.

Quando o lubrificante fiscal minguou, a fricção progrediu rapidamente em conflito aberto.

Esse que catalisa novos e velhos adversários e recupera a bandeira sempre desfrutável da luta contra a corrupção, vendida como requisito para outras reformas que na verdade se quer protelar.

O país real não cabe numa equação fiscal que destina 8% do PIB ao pagamento de juros aos rentistas --e enfrenta a sublevação da Fiesp a uma tributação justa e progressiva da riqueza.

A ‘purga’ emerge como fatalidade no monólogo de uma mídia que interdita o debate de uma transição para a qual não existem respostas prontas.

Transição de desenvolvimento é uma operação essencialmente política. Irrealizável , numa chave popular, sem democracia ativa e Estado indutor.

A motivação verdadeira do golpe em curso é justamente impedir que essa travessia se dê no campo aberto da democracia, do voto e da rua.

A opção é devolver a pasta de dente ao tubo, reverter avanços sociais de dimensões épicas -- a exemplo da erradicação da insegurança alimentar, que caiu de 10% da população para 1%, a da miséria, que recuou para 2,5% e a do consumo de massa, que ganhou escala de um mercado para caber no G-20.

É preciso desmontar esse trunfo condicionador do desenvolvimento.

A demolição do Estado que abriga os interesses do povo é a nova locomotiva de um Brasil em marcha à ré.

A mutação se completa transformando direitos em serviços vendidos a ‘preços populares’, como quer o lobista da medicina privada lotado no ministério da Saúde.

Tudo o que não for mercado é corporativismo e gastança.

São suspeitos todos os laços que podem induzir a um projeto compartilhado de nação.

Não faltam colunistas a entoar a Marselhesa à universidade paga -- ‘os mais rico devem pagar pelos mais pobres’.

Não ocorre aos robespierres do cinismo cobrar impostos dos ricos para injetar recursos a todos os serviços essenciais que só o Estado tem condições de prover.

A exemplo de outras vezes em que ferrolhos e trancas foram mobilizados, será preciso colocar o pé na porta e forçar a dobradiça.

A hora, porém, não é de heróis.

A resposta ao golpe de agosto de 2016 deve ser buscada na superação do flanco que se tornou ostensivo.

O Brasil precisa do engajamento organizado do seu povo.

Mais que a carta de 24 de agosto de 54, é preciso ouvir o recado de Vargas aos trabalhadores reunidos no estádio do Vasco da Gama, no Rio, no 1º de maio daquele ano.

O povo brasileiro precisa assumir o comando do seu destino -- foi o que disse, em outras palavras, um presidente em cerimônia de adeus.

Era assim, também, que Celso Furtado se referia a um projeto de desenvolvimento soberano e democrático.

E é em torno desse repto colossal que a resistência ao golpe terá que cerrar fileiras agora.

Vença ou perca a votação do impeachment no Senado.

Chegou a hora de se colocar o pé na porta e de uma vez por todas entronizar o país que patina na soleira, do lado de fora do Brasil.

Foi essa a evocação de Vargas, no discurso ao lado de Jango, três meses e vinte e quatro dias antes de atirar contra o próprio peito para, quem sabe, dar tempo ao povo de cumprir a predestinação abrigada em suas palavras.

Hoje, como ontem, elas mantem sua lancinante atualidade:

"A minha tarefa está terminando e a vossa apenas começa. O que já obtivestes ainda não é tudo. Resta ainda conquistar a plenitude dos direitos que vos são devidos e a satisfação das reivindicações impostas pelas necessidades (...) Como cidadãos, a vossa vontade pesará nas urnas. Como classe, podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número. Constituí a maioria. Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo’ (Vargas, 1º de maio de 1954)


*Editor Carta Maior

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Temer mira 13º e férias e apresenta pacote de maldades contra CLT


   
Em ampla matéria publicada no jornal O Globo, a gestão interina tenta emplacar uma reforma trabalhista que prevê flexibilização de diversos direitos. Estão no alvo de Temer direitos assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como o 13º salário, férias, adicional noturno, licença-paternidade e salário mínimo.
 
Na prática, tudo o que estiver na CLT poderá ser alvo de negociação. Outros casos que poderiam ser acordados dizem respeito às situações em que o funcionário fica à disposição do patrão, fora do expediente, sem ser acionado, e o tempo gasto em deslocamentos quando a empresa busca os trabalhadores – considerados hoje como hora extra.
 
Lastreado por um discurso de “busca da eficiência” e do “fomento da modernização dos processos”, a equipe técnica diz que com a reforma todos os itens listados poderiam ser negociados entre trabalhadores e empresários promovendo uma nova realidade nas relações trabalhistas. Ou seja, o negociado terá mais força que o legislado e o trabalhador ou trabalhadora ficará refém do patronato.
 
Por que defender a CLT?
 
“Defender a CLT é compreender a qualidade da luta da classe trabalhadora. E mais, não esqueçamos que a CLT é fruto uma longa luta”, externou o dirigente da CTB e presidente do Sindimetal Caxias do Sul (RS), Assis Melo, ao rebater a proposta de Reforma Trabalhista de Temer.
 
Segundo ele, “a legislação trabalhista sofre ataques diários há muito tempo e alertou que é papel do Congresso Nacional é garantir os direitos historicamente conquistados e não retirá-los".
 
Como caminho para sair da crise, o dirigente voltou a defender um novo projeto de desenvolvimento para o país com valorização dos trabalhadores, sem negar a importância e necessidade do setor produtivo, e lançando críticas ao setor financista. “Não é possível que o Brasil continue a pagar essa alta taxa de juros. Não é justo que seja o trabalhador e pagar essa conta”, afirmou ele, ao alertar sobre o que quer Temer com tal reforma.
 
ENTENDA O QUE ESTÁ EM JOGO
 
Por que a reforma é necessária?
 
O governo alega que a CLT, dos anos 1940, precisa ser atualizada por não conseguir atender a todos os setores da economia, como o de tecnologia, por exemplo, que passa por constantes transformações. Outro motivo é que foram incorporados vários penduricalhos às leis, que geram interpretações divergentes e estimulam disputas judiciais.
 
Caminho para a precarização
 
A gestão interina quer a flexibilização da CLT, permitindo que os acordos coletivos possam prevalecer sobre o que está na Lei. Na verdade é a largada para a terceirização irrestrita.
 
O que eles querem negociar?
 
Ampliação da jornada de trabalho (80h semanais); Salário Mínimo (acabar com a política de aumento real); 13º salário (parcelamento poderá ser negociado, diretamente, entre empregador e empregado); tempo do horário de almoço (poderá ser reduzido com objetivo de ampliar a produtividade);
 
Quando o pacote de maldades passaria a valer?
 
Vai depender da aprovação da reforma pelo Congresso Nacional. Temer pretende enviar a proposta até o fim do ano.


Por Joanne Mota, do Portal CTB

“Acabou o sonho de educação internacional do Brasil”: carta aberta a Temer pelo fim do Ciências Sem Fronteiras. Por Paulo Zambarda

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O texto abaixo foi escrito por Paulo Zambarda, irmão do colunista Pedro Zambarda.
Caro presidente Michel Temer,
O senhor cancelou no dia 26 de julho o programa Ciências Sem Fronteiras para estudantes de faculdades no Brasil. Eu sou formado no curso de Jogos Digitais da PUC-SP e fui intercambista por um ano no CSF, entre 2012 e 2013.
O fim do programa me força a escrever sobre a minha própria experiência para que o senhor e outras pessoas entendam.
Acabar com uma iniciativa dessas é negar a muitos brasileiros o direito a uma educação com experiência estrangeira, explicando resumidamente.
O governo se justifica por conta da crise econômica que enfrentamos e a falta de investimento na educação básica. Mas, antes de tratar o Ciências Sem Fronteiras como um luxo de universitários fora do Brasil, acho bom contar para onde fui e o que eu fui fazer lá.
Eu viajei com meu intercâmbio até a cidade de Oulu, ao norte da Finlândia, uma das regiões da Escandinávia, no norte da Europa. Para ter a aprovação, eu precisei passar num teste de fluência em inglês, que foi atestada pelo próprio governo com rigor há quatro anos.
Paulo em Oulu, na Finlândia
Paulo em Oulu, na Finlândia
Mas conseguir um papel aprovado não foi suficiente.
No local, as línguas faladas no país eram finlandês, inglês e sueco. Então mesmo falando uma delas, foi preciso adaptar a linguagem que usava para me comunicar com pessoas. O cidadão da Finlândia médio fala um inglês razoável, mas diferente do americano e do britânico. E eu tive que provar que todos os meus documentos estavam ok para autoridades policiais e funcionários públicos.
A cultura é tão diferente que eu me interessei e busquei aulas de finlandês. Lá eu descobri um idioma que provavelmente muitos brasileiros não sabem da existência.
Depois da barreira linguística, veio os obstáculos acadêmicos. O edital do programa exigia um número mínimo de créditos adquiridos estudando disciplinas que também estavam na faculdade escolhida.
Eu optei por fazer meu intercâmbio na Oulu Yliopisto, conhecida pelo nome de Universidade de Oulu. Para quem não conhece a instituição, ela é uma das entidades de ponta na pesquisa de novas tecnologias para a internet e é berço de desenvolvedoras de games. Na época, a Finlândia ainda vivia a explosão do Angry Birds e permitia que alunos conhecessem a inovação de grandes empresas como a Nokia, um patrimônio nacional.
Dentro da universidade naquele país frio, que faz menos 35 graus no inverno, eu vi pesquisadores buscando a web 3D e muitas outras inovações.
Mas a grande experiência de um moleque de 21 anos não aconteceu apenas na sala de aula. Eu convivi dentro do meu dormitório com intercambistas belgas, alemães e até do Oriente Médio. Era gente do mundo todo interessada em estudar games num grande polo tecnológico.
Na época eu tinha pouca experiência fora do seio da família. Nasci e estudei na cidade de São Paulo a vida toda e não tinha nutrido a ideia de viver por conta própria. Aprendi a cozinhar, a lidar com o frio extremo, fora lidar com dias com mais horas sem sol e outros com abundância de luz.
Nem sempre conviver com culturas diferentes era fácil e existiam sim desentendimentos. Mas o que fazíamos para superar a barreira da língua e da cultura nos tornou pessoas melhores.
E os amigos que fiz lá viajaram comigo até outros países da Europa, mas isso só aconteceu no período do fim das aulas, nas férias. Conhecemos a Noruega de balsa juntos, passamos o final de ano em Praga, na República Tcheca, e andamos de trem por Paris, Berlim e outras capitais.
O Ciências Sem Fronteiras me permitiu amadurecer como cidadão do mundo. Se não fosse pelo programa, eu nunca teria tido uma vivência no exterior que fizesse a diferença no meu currículo hoje. Minha família não teria condições de bancar uma viagem daquele tipo.
O seu governo está acabando com o sonho da educação internacional no Brasil. Por isso, presidente, eu espero sinceramente que entenda a gravidade do que já fez.
Cordialmente, 
Paulo.

O nível vergonhoso do nosso STF

AOS QUE NÃO APOIAM OS GOLPISTAS CANALHAS (LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO)


Por Itárcio Ferreira, em seu blog

Tenho tanto ódio, hoje, no meu coração, que com ele daria para fazer uma bomba atômica. A bomba atômica que nesta hora, em que nossa democracia é assassinada, nos faz falta para peitarmos os imperialistas estadunidenses.

Vejam se os canalhas peitam a Coreia do Norte? 

É mais ou menos como as polícias militares, são violentos contra os pobres e os negros da periferia e se cagam de medo dos traficantes.

Quem pensa que os EUA não tem nada com a deposição de Dilma, ou é burro ou tem seus interesses. E que interesses!

Assim também se dizia, quando do golpe fascista de 1º de abril de 1964, que depôs Jango. Não havia interferência dos EUA ou de qualquer país estrangeiro: Mentira!

Pensadores sérios, como Moniz Bandeira, de imediato apontaram o dedo dos canalhas estadunidenses no golpe que levou o país a 21 anos de trevas que ainda não se dissiparam, ao contrário, estão presentes no Legislativo e no Judiciário que apoiaram este novo golpe. 

Posteriormente, com a publicação de documentos secretos do próprio governo dos EUA, tudo estava lá, entre outras coisas: i) gravações de Kennedy apoiando o golpe; ii) porta-aviões na baia da Guanabara; iii) toneladas de armas e munições enviadas via São Paulo. Tudo para caso houvesse reação ao golpe, transformar o Brasil em um novo Vietname.

Caminhamos. Uma redemocratização tutelada pelos militares. Um judiciário corrupto e golpista e estamos em nova ditadura. Não dá para ser feliz desta maneira. 

O governo ilegítimo e todos que o apoiam, conscientemente ou não, não merecem respeito e são inimigos do povo. Meus inimigos pessoais.

Os militares torturadores de 64 não foram punidos e como herança vemos as polícias militares, e os próprios militares, desrespeitando o povo. Acusam a todos, como se fossem seus inimigos, de desacato, enquanto desacatam as pessoas. 

Nojo! Impotência! Revolta! Sou uma bomba ambulante.

Olimpíadas

Aumentar impostos agora é obrigação patriótica

domingo, 14 de agosto de 2016

O segurança do Mineirão que provou que a Globo manda mais que Temer

A Globo manda mais que Temer
A Globo manda mais que Temer
Uma advertência de um segurança num estádio olímpico é o retrato perfeito do Brasil.
Numa cena registrada num vídeo, o segurança diz que cartazes contra Temer tudo bem, mas contra a Globo não. Você pode vê-lo aqui.
Ora, ora, ora.
Isso escancara o óbvio: a Globo pode mais que Temer.
O segurança deve ter ouvido isso de algum chefe. Que também ouviu a ordem de um superior.
Seja como for, é uma aberração.
Qual o sentido em proibir manifestações pacíficas contra a Globo? Liberdade de expressão não inclui acusar a casa dos Marinhos de golpista?
A favor do segurança, pelo menos se pode dizer que ele foi sincero. Ministros togados do STF louvam as chamadas instituições e fingem que a Globo não manda em todas elas. Seria mais honesto e realista se um magistrado do STF bradasse, agarrado a uma Constituição: “Acima disso aqui, só a Globo.”
2016 deixou claro que enquanto existir a Globo tal qual a conhecemos não haverá democracia. 54 milhões de votos podem ser incinerados com relativa facilidade caso a Globo deseje.
A culpa não é do segurança que avisou que estava proibido cartaz contra a Globo.
A culpa é de todos nós, de uma sociedade que permite que a Globo seja o que é e faça o que faz.

Classe média se prepare; em breve você também pagará o preço do golpe


Rio de Janeiro - Manifestantes fazem ato a favor do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, contra a corrupção e em apoio à operação Lava Jato, na praia de Copacabana (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Manifestação pede o afastamento definitivo de Dilma Rousseff no Rio de Janeiro (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Classe média antipetista irá pagar em breve o preço de apoiar Temer

por Robson Sávio Reis Souza (via MaisRO)

O colunista Jânio de Freitas, em artigo publicado na Folha, escreveu “que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui. (…) Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo –as econômicas, porque as humanas, jamais.”
Os holofotes do jogo jogado do impeachment – desde o momento no qual um bandido, no comando da Câmara, com a conivência do Supremo, instalou o processo – estão todos voltados para o Congresso e, neste momento, no Senado, como se lá fosse o único palco dessa encenação ridícula. Mas, é preciso reconhecer que, não obstante o fato de termos um Parlamento majoritariamente ocupado por ratazanas, a falta de lideranças com credibilidade, respeito e reconhecimento nos campos político, econômico, social, religioso, artístico e intelectual impossibilitou uma saída democrática para a crise instalada desde 2013.
Sob o ponto de vista sociológico e político, as elites são os principais atores que orientam os rumos dos governos e da sociedade, porque têm grande poder de vocalização de seus interesses e, portanto, extensa capacidade de mobilizar, publicizar e definir a agenda pública.
O papel sociedade civil é central no tensionamento de processos políticos com vistas à ampliação da cidadania e dos direitos. Mas, as elites, queiramos ou não, são fundamentais para induzir o desenvolvimento social, político, econômico e cultural de qualquer sociedade.
O Brasil, apesar de historicamente dirigido por elites muito conservadoras – cujos grupos majoritários dessas elites têm fortes tendências antidemocráticas -, já teve expoentes que, em situações de crise intensa, conseguiram articular grandes concertações em torno de ideias e ideais capazes de produzirem significativos avanços sociais, econômicos, culturais, políticos…
Já tivemos na elite política referências como Ulisses Guimarães, Franco Montouro e Tancredo Neves. Hoje, os líderes bajulados pelas elites são Temer, Cunha, Aécio, Renan, Serra, Bolsonaro, Caiado…
Na cultura, orgulhávamos de personalidades como Guimarães Rosa, Antonio Cândido e Chiquinha Gonzaga. Hoje, as elites batem palma para Reinaldo Azevedo e Alexandre Frota.
Tínhamos elites intelectuais do porte de Paulo Freire, Sérgio Buarque, Euclides da Cunha e Darcy Ribeiro. Hoje, as elites intelectuais cultuadas são Olavo de Carvalho e Lobão.
Já convivemos com economistas do porte de Roberto Campos e Celso Furtado. Hoje, segmentos mais visíveis das elites seguem as dicas econômicas de Rodrigo Constantino e Miriam Leitão. E já tivemos empresários que defendiam uma indústria nacional forte e geradora de riqueza e renda para o Brasil e os brasileiros. Agora, os homens de negócio dessa terra resolveram criar a filosofia empresarial do pato amarelo.
O espaço da liderança religiosa que era ocupado por figuras da estatura de Paulo Evaristo Arns, Helder Câmara e Luciano Mendes de Almeida é protagonizado, agora, por vultos como Malafaia, Cunha, Malta, Macedo e Feliciano.
Lula é a última grande liderança política e social que teve a capacidade de movimentar uma ampla coalizão, num momento de bons ventos da economia – apesar de não ter enfrentado as grandes mazelas nacionais com reformas estruturais, quando presidente. Sonhou, como um operário que sempre fica devendo favores ao patrão, tido um bom cristão, que era possível conciliar o mundo do trabalho, historicamente oprimido, com o mundo das elites, historicamente privilegiado. Para tanto, arriscou a jogar o mesmo jogo das elites políticas tradicionais, historicamente comprometidas com a corrupção, o patrimonialismo, o clientelismo e a apropriação privada do espaço público. Acreditou, inclusive, que jogando o mesmo jogo dos políticos tradicionais seria poupado, com a crença que a justiça e as elites agiriam com isonomia, caso suas estratégias fossem delatadas. Todos sabemos o enredo dessa história…
Não obstante, Lula conseguiu avanços sociais e econômicos reconhecidos internacionalmente. Gostemos ou não, por uma década, sob sua liderança, os brasileiros sonharam com a possibilidade de uma sociedade na qual os interesses de classe poderiam se conciliar. E esse sonho começou a se transformar em pesadelo naquele junho de 2013, quando as ruas foram invadidas por hordas de interesseiros.
Provavelmente, por ter conseguido transformar a realidade social do país, apesar de algumas ações erráticas, Lula é caçado tresloucadamente por uma juristocracia, uma elite jurídica que, aliada aos outros segmentos conservadores das elites sociais, econômicas, políticas, religiosas e culturais sempre determinaram os lugares sociais a partir de seus interesses de classe.
E foi através de uma coalizão de amplos setores dessas elites conservadoras, com a participação descomunal da mídia, que uma engenharia golpista bem-sucedida foi sendo arquitetada, desaguando num processo fajuto de impeachment, cujo resultado qualquer mortal sobre a terra já tem conhecimento.
Os ricos e poderosos e os segmentos rancorosos e privilegiados da classe média – portanto, parte significativa das elites sociais, econômicas, políticas, culturais e religiosas -, são coniventes com o golpe. Creem que o governo que tomou de assalto a República manterá intactos seus privilégios. Não percebem que o golpe à democracia nos coloca na situação de uma sociedade atrasada e que esse retrocesso repercutirá negativamente na vida de todos os segmentos sociais.
Um golpe na democracia não é um jogo de soma zero, no qual uns ganham e outros perdem. Trata-se de uma involução social, política, econômica, cultural e ética que todos, com intensidades diferentes, amargaremos nos próximos anos. Inclusive a classe média que sentirá, mais cedo ou mais tarde, os reflexos de um governo pouco comprometido com a Nação. Várias medidas anunciadas pelo governo interino sinalizam perdas de direitos que incidirão sobre todos os brasileiros, inclusive a classe média. É questão de tempo…
Portanto, o malsinado caminho do golpe punirá terrivelmente os trabalhadores e os pobres, mas certamente penalizará também os hipócritas que naturalizam e desejam invisibilizar essa violência estúpida à Constituição, ao estado de direito e à democracia, chamada impeachment.
Falando Verdades.
Robson Sávio Reis Souza é Doutor em Ciências Sociais e professor da PUC Minas

Por que Sérgio Moro tem medo de Eduardo Cunha?

Coragem só contra o PT...
É medo de Cunha o que leva Moro a não mexer em Cláudia Cruz? 
Por Paulo Nogueira

Sérgio Moro tem medo de Eduardo Cunha.
Esta é a única explicação razoável para a inoperância patética da Lava Jato em relação a Cláudia Cruz, a mulher de Cunha.
A desculpa de que não foi possível notificá-la por não saber seu endereço é uma das coisas mais ridículas da história da Lava Jato e do golpe.
Ou é uma prova da extrema inépcia de Moro ou é uma evidência do caráter da Lava Jato.
Fico com a hipótese dois, com o acréscimo, repito, do medo que Moro parece ter de Cunha.
Examinemos o caráter da Lava Jato. Ficou claro, e já faz tempo, que seu alvo é o PT. O resto são efeitos colaterais, e em geral indesejados. O tratamento é completamente diferente. Rigor extremo para uns, complacência absoluta para outros.
Cunha mesmo: ele só se enrolou mesmo porque os suíços entregaram suas contas secretas no país. Mesmo assim, ele continua aí, e não são pequenas as possibilidades de que escape quase impune dos múltiplos crimes que cometeu.
E então chegamos a Moro e Cunha.
Moro mostrou extrema valentia, aspas, sobre os pedalinhos de Atibaia. E não hesitou em coagir Lula indevidamente para um depoimento, sob cobertura circense da imprensa.
Mas é pateticamente manso com Claudia Cruz.
É que Cunha manda muito. Seu poder de retaliação, nas sombras, é tão grande quanto era antes à luz do sol.
Sua ligação com Temer é estreita e antiga. Imagine o que ele não conhece sobre o amigo Michel.
E se ele abrir a boca?
Não é uma hipótese plausível, a rigor. Sua força reside exatamente em mantê-la fechada por um preço que lhe seja compensador.
O que Cunha poderia fazer contra Moro caso quisesse?
Ninguém sabe. Moro também não parece saber, como sugere sua chocante maneira de conduzir o caso Cláudia Cunha.

Para onde vamos??