quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Kamel foi promovido. Agóóóra a Dilma cai !

Kamel e a Globo estão na contra-face do Brasil.

Saiu no Valor:

Organizações Globo anunciam mudanças na diretoria geral da TV

Por Heloisa Magalhães | Valor
RIO - As Organizações Globo informaram hoje  que Carlos Henrique Schroder assumirá a direção geral da TV Globo a partir de 1º de janeiro de 2013. Segundo o comunicado, Schroder acompanhará o atual diretor-geral Octávio Florisbal na gestão do grupo até assumir o cargo.
Também foi definida a ampliação da atuação da área comercial, com Willy Haas acumulando a Direção de Negócios e de Comercialização da TV Globo, com o propósito de apoiar o desenvolvimento do modelo brasileiro de publicidade. Willy substituirá Schroder em caso de ausência.
O atual diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, sucederá Schroder na Direção Geral de Jornalismo e Esportes e o novo titular da CGJ será anunciado nos próximos dias.
Octávio Florisbal passa, em janeiro, a integrar o Conselho de Administração das Organizações Globo, que passará por uma reformulação e terá seus membros indicados pela assembleia dos acionistas. A sucessão vem sendo discutida entre Octávio e Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, nos últimos anos.
(Heloisa Magalhães | Valor)
Navalha
Este Conversa Afiada sempre disse que o Ali Kamel era o mais poderoso Diretor de Jornalismo da História da Globo.
A Dona do Brasil (em parceria com o Daniel Dantas).
O ansioso blogueiro sabe, porque trabalhou com os outros três.
Este cargo, Diretor Geral de Jornalismo e Esportes, por exemplo, sempre foi a secreta pretensão do Armando Nogueira.
Foi demitido sem conseguir.
A promoção de Kamel é politicamente mais importante do que qualquer articulação no Congresso nacional, no Governo ou na Oposição.
Kamel tem um peso político maior do que qualquer maioria absoluta no Congresso.
Portanto, Kamel vale mais do que os três ministros do Supremo que a Presidenta Dilma nomear.
Afinal, a Globo tem um poder incomensurável sobre o Judiciário brasileiro.
Basta a ver o calendário que a Globo impôs ao Supremo para julgar o mensalão (o do PT).
A promoção significa que, quando o ansioso blogueiro derrota o Kamel na Justiça, derrota, por extensão, a Globo, também.
Clique aqui para ler na aba “Não me calarão”.
Significa, também, que, quando o Kamel move ação na Justiça contra blogueiros sujos, como o Azenha e o Rodrigo Vianna, que o conhece como a palma da mão – clique aqui para ler a carta com que Rodrigo mandou Kamel às favas – por extensão, é a Globo quem o faz.
Kamel é a Globo nua e crua.
Para ajudar a entender a História Contemporânea do Brasil, o Conversa Afiada se propôs publicar uma “Antologia da Treva” – http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/03/13/quem-faz-a-cabeca-da-globo-nao-somos-racistas-nem-brancos/ – , uma seleção de artigos de Ali Kamel.
E começou com um artigo sobre a tese que repousa no coração de Kamel: não somos racistas.
Depois, o Supremo, por 10 a 0, derrotou Kamel e a Globo, com a legitimação da política de cotas raciais nas universidades.
Depois, ainda, o Supremo legitimou a política de reservar 50% das vagas nas universidades públicas a alunos de escolas públicas e, nessa metade, cotas raciais, por região, tem de ser respeitadas.
Ou seja, Kamel e a Globo estão na contra-face do Brasil.
Até a do Brasil que se senta no Supremo !
Mas, não interessa, porque a Globo manda no Brasil.
Ela escreve a sua própria jurisprudência (clique aqui para ler as meditações do Vasco sobre de onde vem o dinheiro privado do Marcos Valeriodantas) .
Logo, não há racismo no Brasil.
O Brasil não precisa do Bolsa Família – outro tema caro ao Kamel.
Como diria meu chefe na Interpress, o Tarso de Castro, agóóóra a Dilma cai !
Paulo Henrique Amorim

Viana: o PSDB é o pai do mensalão. Golpe, não !


Quem vai dar voz ao Lula ?

Porque o PT e as forças que apoiaram o PT por dez anos foram incapazes de fazer uma Ley de Medios e criar meios de divulgação.



O ansioso blogueiro fez essa pergunta quando Lula terminou o segundo mandato: e, agora, quem vai dar voz ao Lula, quando ele apanhar ainda mais ?

Ele não tinha mais o púlpito da Presidência.

Ia ter que apanhar calado.

Porque o PT e as forças que apoiaram o PT por dez anos foram incapazes de fazer uma Ley de Medios e criar meios de divulgação.

Queriam combater o PiG (*) sem uma rádio, um jornal, uma emissora de tevê.

Deu nisso: o Supremo cita o Thomas Jefferson a torto e a direito, quando é para enforcar o Lula.

Quando ele diz que não houve mensalão, ninguém cita.

Aí, o  pecado capital do PT, extraido do Viomundo do Azenha: o  maior pecado do PT

Beto Almeida: O pecado capital do PT




por Beto Almeida, no Independência Sulamericana

Qualquer movimento popular que chega ao poder, pelas armas ou pelo voto, tem como preocupação central expor ao povo as razões de sua luta, suas motivações, suas energias fundamentais, seus propósitos, suas alianças, seus programas, suas estrategias e, principalmente, suas ações práticas, voltadas para atender os pressupostos básicos de sua filosofia política, em atendimento evidente à realidade segundo a qual a luta política é, essencialmente, luta de classes, que se expressa no controle político do Estado.

Por isso, a providência imediata do movimento político antes e depois de chegar ao poder é o lançamento de sua própria publicação, tornando-a mais visivel possível no plano da comunicação pública, de modo a disputar, no mercado das idéias, o seu lugar, engajando-se na luta ideológica.

É uma ingenuidade imaginar que se chega ao poder e nele se possa permanecer sem que as ideias que chegaram ao poder não disponham de um canal essencial para que sejam difundidas, em vez de esperar que essa tarefa seja realizada pela mídia sustentada, fundamentalmente, pelo capital bancário especulativo, por exemplo, como é o caso brasileiro, ao longo de toda a Nova República, substituta do regime militar, sob orientação do Consenso de Washington, ainda, predominante, nas suas formulações ideológicas.

Essas idéias são antigas e foram elas que levaram Getúlio ao suicídio, em 1954, como alternativa política para lutar contra a desnacionalização econômica.

O lulismo-dilmismo, no poder, tenta manter uma estratégia nacionalista, utilizando os bancos estatais como porta-estandarte, que, agora, os próprios europeus, em colapso econômico, buscam imitar, como demonstra o reporter Assis Moreira, no Valor Econômico, nessa segunda feira.

Igualmente, Barack Obama, no início da bancarrota financeira, em 2008, tentou o mesmo, defendendo um banco de fomento americano para reverter a financeirização econômica desregulamentada, para salvar a economia sufocada pela especulação bancocrática privada.

Por não ter controlado o sistema financeiro e imposto uma estatização do crédito, para sustentar a produção e o consumo, o colosso capitalista imperialista se encontra em apuro total.

Vale dizer, a solução de Getúlio Vargas, que criou o BNDES e o colocou a serviço dos investimentos no capitalismo nacional, continua sendo a luz pela qual os cegos se buscam pautar, enquanto a grande mídia anti-nacional, entreguista, bancocrática, insiste na sua loucura antinacionalista, tentando anular, politicamene, os agentes dessa estratégia, como foi o caso de Lula e, agora, de Dilma.

Getúlio Vargas é solução global no plano econômico e político.

Cadê a imprensa nacionalista que o PT não criou para fazer o que a ULTIMA HORA, criada por Getúlio e editada por Samuel Wainer, fez em defesa dos interesses populares?

Tremendo vacilo histórico da esquerda. Infelizmente, o PT não entendeu até hoje que O PODER POPULAR EXIGE UM JORNAL POPULAR, maior lição de comunicação deixada por Getúlio, que jamais pagou para apanhar.

Uma suposta reportagem da Veja, na qual o publicitário Marcos Valério, sem dar entrevistas, “revelaria” seus segredos em que “incriminaria” Lula como o responsável pelo chamado  mensalão — uma grosseira montagem — faz surgir novamente, com força,  a necessidade de um jornal popular, democrático, de massas.

Sem ele, as forças progressistas ficam reféns, inertes e sem qualquer capacidade de resposta diante da verdadeira campanha de demolição de Lula, do PT e dos valores políticos defendidos pelas forças populares.

Nos países em que há governos populares na América Latina, foram criados mecanismos de comunicação popular, seja com nova leis de comunicação, como na Argentina, Venezuela e Equador, fortalecendo a TV e o rádio públicos, mas também houve  o florescimento de jornais populares com capacidade de fazer a batalha de idéias com a imprensa conservadora sistematicamente sintonizada com as ideologias e os interesses dos EUA, e dos oligarcas nativos.

No Brasil já houve um jornal, cuja criação foi estimulada pelo Presidente Vargas, o Última Hora, que foi  sufocado após o golpe de 1964.

A decisão recente da Secom de inverter a política de distribuição descentralizada das verbas publicitárias federais da era Lula, que alcançavam numerosas cidades, veículos, inclusive os de menor porte, é um retrocesso. Favorece  os conglomerados de mídia que estão em campanha permanente, sonhando com a desestabilização do governo Lula e agora da Dilma, e também com a inviabilização definitiva de Lula, com a novela do mensalão.

É pagar para apanhar.

Enquanto isso, não se fortalece a comunicação pública e estatal, prevista na Constituiçao, pois o governo não avança na aplicação do artigo 224 da Constituição.

Nem é preciso esperar um novo marco regulatório para isto, é preciso aplicar o princípio constitucional na distribuição de novas concessões de rádio e tv que privilegie a comunicação pública, visando claramente alcançar o equilíbrio com a comunicação privada, escandalosamente predominante, seja em número de concessões, seja no maior bocado de verbas publicitárias — recursos públicos — que o governo lhe presenteia.

São exatamente estes conglomerados, representantes do capitalismo informativo/desinformativo, que querem golpear a Voz do Brasil, programa que enorme audiência, talvez o único a fornecer informações sem o crivo deformado do mercado para uma grande massa de brasileiros, em todos os grotões deste país, massa que é praticamente proibida da leitura de revistas e jornais.

É preciso apoiar a decisão da Liderança do PT na Câmara Federal, que retirou este projeto apadrinhado pela ABERT da pauta de votações.

Sua aprovação seria grave retrocesso no direito de informação do povo brasileiro e um golpe contra uma experiência positiva e concreta de regulamentação informativa hoje em prática no país.

Para completar, TVs e Rádios comunitárias são impedidas do acesso a mídias institucionais.

Porém, havendo decisão política, o sonho de um novo jornal como o Última Hora, não é algo tão inalcançável.

Aliás, os congressos do PT já aprovaram a construção de um jornal de massas. Só falta aplicar. Quem elege três vezes um presidente da república, tem força e apoio para esta nova empreitada democratizadora, indispensável, urgente.

"Acorda, esquerda brasileira!" .


por Célvio Brasil Girão

Está mais do que na hora da esquerda mostrar os dentes. Chega de levar

bordoadas sem rebater. Chega de engordar carrascos e alisar inimigos. A direita

joga de forma suja, na base do vale-tudo.

O País, com Getúlio e depois com Jango, sofreu por anos com esta canalha.

A oposição e a mídia golpista precisam levar umas cotoveladas pra se recolherem

aos seus devidos lugares:

- Já passa do tempo de se implantar uma Ley de Medios e de rever os custos com

publicidade com os órgãos do PIG;

- está na hora de impor a ida do Civita e do Policarpo na CPI do Cachoeira;

- urge pressionar o STF para julgar o mensalão tucano;

- a "Privataria Tucana", tem que deixar de ser apenas um livro e virar uma peça

acusatória da maior roubalheira que este país conheceu em sua história.

- é tempo de se preparar para "colocar o bloco na rua" e estar pronto para o que

der e vier quando necessário.

Acorda, Dilma. Acorda PT. Acorda esquerda brasileira!

Não querem deixar o Lula fazer política

O objetivo do artigo mentiroso publicado por Veja é afastar Lula das eleições de 2014 e 2018.
Saiu no Vermelho:

O ataque de Veja contra Lula: a mentira e a mistificação



O objetivo do artigo mentiroso publicado por Veja não é a moralidade ou a ética, mas criar condições jurídicas para afastar Lula das eleições de 2014 e 2018.

Por José Carlos Ruy

Aqueles que, credulamente, ainda pensam que os jornais e revistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista) têm o objetivo de informar e debater questões públicas relevantes, podem encontrar, na edição desta semana do panfleto direitista chamado Veja, um desmentido para estas esperanças e farto material pedagógico sobre a maneira como agem. São instrumentos da luta de classes dos ricos contra os pobres, onde os cães de guarda dos interesses dominantes investem contra os setores progressistas, democráticos e nacionalistas num combate político cuja arma é a mentira e a difamação.

O repórter, autor da matéria, e o diretor da revista afirmam ali, candidamente, que as graves denúncias feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão baseadas no ouvir dizer, em “revelações de parentes, amigos e associados” do empresário Marcos Valério, que extravasaria a eles seu inconformismo por sua condenação no processo do chamado “mensalão”. Acusação ouvida do próprio Marcos Valério – e esse é o critério não só do bom jornalismo, mas também da boa investigação criminal – nenhuma! Aliás, o próprio advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, prontamente desmentiu as mentiras da revista da família Civita e afirmou que seu cliente não conversou com nenhum jornalista.

O artigo calunioso sustenta que Lula teria se encontrado com o publicitário Marcos Valério, quando presidente da República, para acertar detalhes do chamado “mensalão”, que envolveria uma quantia muito maior do que a atribuída no julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal, alcançando R$ 350 milhões.

Não é a primeira vez que Veja é pega na mentira, que tem sido a norma da revista nos últimos anos e não apenas em matérias políticas mas também em outras áreas. Há um ano, no início de setembro de 2011, ela divulgou uma matéria de capa sobre um medicamento para diabetes que, assegurava, levaria seus usuários a emagrecimento em tempo recorde; foi um escândalo tamanho, de repercussões negativas sobre a saúde pública, que a Anvisa precisou intervir e obrigar a revista a se desmentir. Os ecos da matéria mentirosa e da intervenção da Anvisa foram ouvidos inclusive em academias de ginástica onde pessoas ainda crédulas se manifestavam indignadas com a irresponsabilidade e as mentiras da revista.

A série de mentiras é longa; ela envolve, só para lembrar algumas, o acolhimento das acusações feitas por um bandido contra o ministro do Esporte Orlando Silva Jr (e, em consequência, contra o PCdoB) ou a fantasiosa “revelação” de que Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes, do STF, pelo adiamento do julgamento do chamado “mensalão”, que foi imediatamente desmentida pela terceira pessoa que participou do encontro durante o qual a pressão, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

São antecedentes mentirosos que não contam para os paladinos do conservadorismo e do neoliberalismo na mídia comercial. Um dos mais notáveis deles, o comentarista Merval Pereira, de O Globo, foi logo para o ataque afirmando a possibilidade de uma denúncia contra Lula, com base nas acusações falsas de Veja. Outros – como Ricardo Noblat – foram na esteira dele, e no mesmo tom.

É a volta do coro conservador e neoliberal, com um objetivo muito claro e definido. Desde a crise de 2005 estes comentaristas sabem que não conseguem enganar o povo. Foram derrotados pelo voto popular nas eleições de 2006 e depois em 2010, e seus partidos e candidatos enfrentam dificuldades imensas nas eleições municipais desde então. O PSDB minguou e a voz de seus caciques, ouvidas nos salões chiques de São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Nova York, não repercutem mais ali onde de fato interessa: no meio do povo, que vota e escolhe os governantes.

A tática que parecem adotar, perante este quadro de dificuldades eleitorais para seu renegado programa neoliberal e para aqueles que o representam, é tentar inviabilizar juridicamente uma nova candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2014 ou 2018. Para aqueles que aceitavam apenas um mandato para Lula – o primeiro, de 2003 a 2006 – o quadro que se apresenta é politicamente aterrador ao indicar a quase inexorável perspectiva de um domínio de mais de vinte anos das forças democráticas, progressistas e patrióticas sobre a Presidência da República.

Daí a ideia “genial”: condenar Lula como o chefe do chamado “mensalão” e ganhar, no tapetão, aquilo que não conseguem alcançar no voto, a exclusão do líder sindical e operário de futuras disputas eleitorais.

É difícil que tenham êxito, como mostra a reticência dos presidentes dos dois principais partidos da direita neoliberal — o PSDB e o DEM –, Sérgio Guerra e José Agripino, diante de qualquer iniciativa jurídica contra Lula a partir de bases tão frágeis quanto a mentira relatada por Veja.

A luta é política; é luta de classes, e a direita (com seus cães de guarda da mídia) investe – nunca é demais repetir – na única e esfarrapada bandeira que alega sustentar, a defesa da moral e da ética. O caráter mentiroso dessa defesa fica claramente exposto quando se vê o comportamento dessa mesma mídia diante de acusações mais graves e sólidas contra o tucanato e seus governos, como se viu no eloquente silêncio a respeito das denúncias feitas no livro A Privataria Tucana, no qual o jornalista Amaury Ribeiro Júnior denuncia as falcatruas do governo de Fernando Henrique Cardoso, ou diante do acúmulo de denúncias do envolvimento do jornalista Policarpo Jr, diretor de Veja em Brasília, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Para a mídia e para os tucanos o objetivo não é alegada moralidade, mas a criação de condições para sua volta ao poder. Como se fosse possível no Brasil de hoje!

O poder da mídia conservadora é inegável, e grande. É o poder da classe dominante brasileira, fortalecido inclusive com contribuições do próprio governo federal. Dados divulgados na semana passada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostram que, dos R$ 161 milhões gastos em publicidade desde o início do governo de Dilma Rousseff, R$ 50 milhões foram apenas para a TV Globo; a Editora Abril recebeu R$ 1,6 milhão (R$ 1,3 milhão para publicidade em revistas e R$ 300 mil na internet).

Esse poder se defronta hoje com um protagonismo popular mais acentuado; os velhos “formadores de opinião” claudicam ante o despertar do povo brasileiro e, sem propostas claras e objetivas, amparam-se em mentiras e na calúnia. Precisam olhar a história: em batalha semelhante, na década de 1950, a mídia conservadora e antidemocrática investiu contra o presidente Getúlio Vargas com a mesma fúria com que hoje ataca as mesmas forças democráticas, progressistas e patrióticas que dirigem o governo federal.

O fracasso daquela investida ficou clara na derrocada da principal revista da época, O Cruzeiro, notável pela mesma capacidade de mentir e caluniar hoje protagonizada por Veja. Em outubro de 1954, logo depois do suicídio de Vargas, a tiragem de O Cruzeiro ainda era de 700 mil exemplares; poucos meses depois, em fevereiro de 1955, caiu para 660 mil e seguiu em queda livre até 1965, quando ficou na faixa dos 400 mil exemplares, e continuou caindo (os dados estão num livro cujo título é apropriado: Cobras Criadas: David Nasser e O Cruzeiro, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho).

A direita e os conservadores precisaram de um golpe militar, em 1964, para impor suas teses e massacrar a democracia que se fortalecia.

Os tempos mudaram e a direita, hoje, mantém o poder do dinheiro e da mídia mas perdeu a capacidade de mobilização popular e de respaldo dos quartéis para seus projetos anacrônicos, antidemocráticos e antipatrióticos. Restam a ela, como armas, a mentira e a mistificação.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rodrigo Vianna: Dilma, a ilusão de um acordo com a mídia






por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
Já nos primeiros meses de governo, tudo estava claro. O governo Dilma significou um movimento rumo ao centro. Parecia uma estratégia inteligente, como escrevi na época aqui: Lula tinha já o apoio da “esquerda” tradicional – com sindicatos, movimentos sociais e também a massa de eleitores de baixa renda beneficiados pelos programas sociais. Dilma avançou para o centro, com acenos para a classe média que preferira Serra e Marina em 2010. A agenda “técnica” e a “faxina” são a face visível desse giro ao centro. Não é à toa que Dilma alcançou mais de 80% de aprovação.
Mas ela não fez só isso. Abriu mão de conquistas importantes dos anos Lula: houve retrocessos na Cultura e na área Ambiental, pouca disposição para dialogar com os movimentos sociais, nenhuma disposição para qualquer avanço na área de Comunicações. São apenas alguns exemplos.
Concentro-me nesse último ponto:  o Brasil tem uma legislação retrógrada e um mercado de mídia dominado por meia dúzia de famílias. Não é só um problema de falta de concorrência, mas um problema político – na medida em que essas famílias  impedem a diversidade de opinião e interditam o debate no país.
No segundo mandato, Lula percebeu a necessidade de mexer nessa área; convocou a Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) e encomendou a Franklin Martins um novo Marco Regulatório para o setor. Dilma preferiu o silêncio, mandou o ministro Paulo Bernardo guardar o projeto de Franklin numa gaveta profunda.
Dilma foi a festinhas em jornais e TVs, logo após a posse, e aceitou as pressões da velha mídia para  barrar a investigação da “Veja” e de Policarpo na CPI do Cachoeira. O governo foge do confronto. Ao mesmo tempo, entope de anúncios – e de dinheiro- as empresas que são as primeiras a barrar qualquer tentativa de avanço no país – como escreveu Paulo Henrique Amorim.
A turma que cuida da Comunicação no governo Dilma parece dividir-se em duas: uma tem medo da Globo e da Abril,a outra quer garantir empregos na Globo e Abril quando terminar o mandato.
Dilma segue popular. Mas a base tradicional lulista está ressabiada.
A velha mídia e os tucanos perceberam a possibilidade de abrir uma cunha entre Dilma e o lulismo. A estratégia é simples: poupa-se Dilma agora, concentra-se todo o ódio no PT e em Lula. Com PT e Lula fracos, ficará mais fácil derrotar Dilma logo à frente.
A presidente, pessimamente aconselhada na área de Comunicações, parece acreditar na possibilidade de uma “bandeira branca” com a mídia. Não percebe que ali está o coração da oposição.
A velha mídia, derrotada por Lula em 2006 e 2010, mostra que segue fortíssima com esse episódio do “Mensalão”. Colunistas de quinta categoria pautaram os ministros do STF, capas da “Veja” e manchetes do “JN” empurraram o julgamento para as vésperas da eleição municipal. O STF adota uma linha “nova” para o julgamento, que rompe com a jurisprudência adotada até aqui, e  aceita indícios como elementos para a condenação.
Evidentemente que – nesse episódio do chamado “Mensalão” - dirigentes do PT erraram feio: está claro que a rede de promiscuidade e troca de favores entre agências de publicidade, bancos privados e entes públicos precisava ser investigada e punida. Não era “mensalão”, mas era ilícito.
O que chama atenção é o moralismo seletivo da Justiça e da velha mídia. Querer transformar o arranjo mambembe – e desastrado – feito pelo PT de Delúbio Soares no  “maior escândalo da história republicana” é quase uma piada.
O fato é que a velha mídia ganhou esse jogo até aqui. Outro fato: ninguém acredita que “indícios” serão suficientes para condenar mensalões tucanos, nem banqueiros ou publicitários que tenham se lambuzado em operações com outras forças políticas. Não. O roteiro está preparado para condenar o PT. E só isso. É parte da estratégia de retomar o Estado brasileiro.
No dia em que o julgamento começou, Dilma anunciou o tal “pacote de concessões” para a iniciativa privada, na área de infra-estrutura. Não foi à toa. Era como se a presidenta tentasse se desvincular: o “velho PT” vai pro banco dos réus; ela não, é “moderna” e confiável. Hum…
Imaginem Zé Dirceu condenado. Na manhã seguinte, o alvo será Lula. Consolidado o ataque a Lula, as baterias estarão voltadas contra Dilma. Rapidamente, a sucessora de Lula perceberá que a ilusão de um trato “republicano” com a velha mídia brasileira não era nada além disso: ilusão.
Será que Dilma deu-se conta do erro que é apostar na lua-de-mel com os conservadores? Afinal, bateu pesado em FHC, quando este último escreveu sobre a “herança” pesada que Lula teria deixado pra ela. Mas e a relação com a mídia? Preocupante saber que Dilma teria confirmado presença no Congresso da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). Trata-se de uma espécie de  Instituto Millenium, maior e mais articulado em todas as Américas. FHC e Marina estarão lá na SIP. Se Dilma também for,  o círculo estará fechado.

sábado, 15 de setembro de 2012

Implosão neoliberal ressuscita o fascismo


"Coisa que passa, qual é o teu nome"?

Setembro de 2012:


1) A 'Falange', organização de extrema direita, criada em 1933 por Primo de Rivera, uma milícia que serviu como capanga do franquismo, está de volta às ruas naquela que é a sua especialidade histórica: provocar a violência contra os movimento sociais. Os fascismo espanhol programou uma manifestação para este sábado, em Madrid, no mesmo dia em que organizações sociais e sindicatos fazem um ato público contra o 'ajuste' imposto pelo governo do PP. A palavra de ordem da Falange é: 'O nome da crise é Democracia'.
2) Inspetores do comissariado do euro e do FMI desembarcam em Atenas para exigir do governo grego a adoção da semana de trabalho de seis dias, com liberalidade para o patronato impor uma carga diária de 11 horas.
3) A direita no poder em Portugal corta a contribuição previdenciária dos patrões e eleva a dos empregado de 11% para 18%, em média; a manobra equivale, na prática, à expropriação do 13º salário dos trabalhadores.
4) O Banco Central Europeu não mede recursos e malabarismos para garantir liquidez à banca ,mas o facão da austeridade na zona do euro ameaça os 204 bancos de alimentos que garantem comida de 19 milhões de europeus em pleno século XXI.
5) 116 milhões de europeus vivem atualmente na ante-sala da pobreza: 2 milhões mais que em 2010.
6) A democracia no pós-guerra, ao contrário do que diz a palavra de ordem macabra da Falange, deu a solução para a crise ao disciplinar os mercados para abrir espaço aos direitos sociais. O desmonte progressivo do Estado do Bem-Estar Social, a partir dos anos 70, com Tatcher , e a rendição socialdemocrata generalizada (indagada sobre a sua maior obra, a dama-de-ferro respondia: 'Tony Blair'), terceirizou o destino da economia e da sociedade à lógica rentista, origem da crise atual.
7) A Falange, como acontece às vezes com o fascismo e o nazismo, acerta na problemática, mas erra na causalidade e na solução. A democracia, de fato, é a questão central da crise. Mas não porque seja a origem dos problemas gerados pelo capitalismo. Ela é o núcleo do impasse exatamente por ter se enfraquecido a ponto de não servir mais como contrapeso aos impulsos suicidas dos ditos livres mercados.
8) Desarmada pelo conluio entre o conservadorismo político, a ganância financista e a socialdemocracia adestrada no chicote neoliberal, a democracia representativa deixou de ser o canal de transmissão da vontade popular no interior do aparelho de Estado e, sobretudo, na condução da política econômica.
9) As sucessivas rupturas entre os programas sufragados nas urnas e o emparedamento dos eleitos pela 'governabilidade financeira' anularam o poder soberano da democracia representativa, sequestrado pelos bancos, os acionistas, os fundos especulativos, as tesourarias das grandes corporações; enfim, endinheirados em geral que orbitam em torno do capital a juro.
10) O esfarelamento da Falange e dos partidos fascistas no ciclo de alta da financeirização, dos anos 70 até a crise de 2008, decorre justamente dessa substituição do papel coercitivo exercido pelas milícias pela institucionalização do golpe de Estado branco do capital financeiro contra governos, urnas, direitos econômicos e sociais.
11) O ressurgimento da extrema direita agora --e, num certo sentido, a retomada do discurso udenista extremado em terras tropicais-- evidencia o movimento inverso: a implosão desse arranjo que já não consegue subordinar a sociedade aos seus desígnios sem conflitos recorrentes, quase diários,cada vez mais externos a parlamentos obsequiosos, congestionado ruas e praças do mundo.
12) A volta da Falange em provocação aberta ao protesto massivo marcado pelos sindicatos e movimentos sociais para este sábado, em Madrid, certamente não tem o peso e o significado observado nos anos 30. Da mesma forma, o lacerdismo júnior em ação na campanha municipal de São Paulo não se nivela ao titular e ao que ele representou nos anos 50/60. Mas são vapores de um cargueiro que já cruzou alinha do horizonte e apita para se anunciar.
13) O nome da crise é Democracia; mas o sobrenome é capitalismo, turbinado pela intrínseca hegemonia financeira que distingue a sua particularidade universal em nosso tempo; e cuja 'reprodução consensual' entrou em parafuso.
Postado por Saul Leblon

Leia mais em: O Esquerdopata
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ESTADOS UNIDOS ATACAM SOBERANIA COMERCIAL BRASILEIRA

“O governo imperialista dos Estados Unidos atacou duramente o Brasil, acusando a política comercial do País de “protecionista”. Para o decadente império, epicentro da crise econômica e financeira mundial, as medidas adotadas pelo governo brasileiro de estabelecer algumas barreiras comerciais são “inconsistentes com os compromissos assumidos pelo Brasil”. A Casa Branca emitiu comunicado assinalando estar “perplexa” com o caminho adotado por Brasília.

O ataque foi feito pelo embaixador dos Estados Unidos para a “Organização Mundial do Comércio”, Michael Punke, um dos principais negociadores comerciais da Casa Branca.

Na semana passada, o Brasil elevou tarifas de importação para cem produtos. Legalmente, o Brasil não violou nenhuma regra. Na OMC, o Brasil tem o direito de elevar tarifas até 35% e, hoje, mantém média de impostos aplicados de cerca de 12%. Segundo a decisão da CAMEX, as tarifas foram colocadas em cerca de 25%.

O jornal “O Estado de S.Paulo”, cujo entreguismo é notório, estampou manchete em sua edição “on line’ na quarta-feira (12) referindo-se ao ataque estadunidense ao Brasil. Praticamente, o jornal da família Mesquita dá razão às acusações do país do Tio Sam, dizendo que o governo Obama ataca o “protecionismo brasileiro”.

O diário paulista informa que os negociadores comerciais consultados por sua reportagem na “Organização Mundial de Comércio” (OMC) alertam que o problema é que o Brasil sinaliza que está indo “na direção contrária” ao que se esperava com a abertura de mercados e das próprias promessas feitas pelo governo no G-20. Pior, informa o jornal, poderia servir de exemplo para outros emergentes, tentados a também elevar barreiras.

O embaixador norte-americano na OMC, em seu destempero, chegou ao ponto de mandar um recado nada diplomático ao Iramaraty: “Estamos extremamente preocupados” (...) “Ficamos perplexos pela direção que o país toma”. A reportagem do “Estadão” indica, ainda, que o embaixador criticou também “a onda de medidas protecionistas na Argentina”.

Entidades como o “Global Trade Alert” já indicaram, em junho, que o Brasil havia sido o país com o segundo maior número de medidas protecionistas desde o começo do ano.O Brasil era superado apenas pela Argentina. Em outro levantamento, a “Câmara Internacional de Comércio” apontou o Brasil como o País mais fechado do G-20.

Com a palavra o Itamaraty e a área econômica do governo da presidenta Dilma Roussef. Mas é preciso responder à seguinte pergunta: nas relações comerciais com o Brasil , os americanos se queixam mesmo de quê? O superávit comercial dos Estados Unidos com nosso País foi, em 2011, de 8,1 bilhões de dólares, algo estranho e raro na atualidade, quando os Estados Unidos são o país mais deficitário do mundo em termos de comércio exterior.

O problema parece ser outro. A importância estratégica, comercial e econômica do Brasil cresceu muito nos últimos anos. Apesar das desigualdades sociais, temos mercado interno pujante e economia com grande potencial de desenvolvimento, o que faz crescer a ambição norte-americana, que só se pode concretizar se tivermos economia fraca, aberta, desregulamentada, desindustrializada, inundada pelos produtos estadunidenses.

O problema é que, se a importância da economia brasileira cresceu, diminuiu a dependência em relação à economia norte-americana. Os Estados Unidos já foram deslocados da posição de primeiro parceiro comercial do Brasil, que perderam para a China.

É preciso, ainda, lembrar que até hoje o imperialismo norte-americano não engoliu a derrota que sofreu com a rejeição da “Área de Livre Comércio das Américas” (ALCA), plano expansionista e neocolonialista que previa a anexação das economias da América Latina e Caribe pelos Estados Unidos. Hoje, a realidade é outra. A integração que vingou foi a do MERCOSUL, UNASUL, CELAC e ALBA, onde decidem países e povos soberanos.

A linguagem e as práticas prevalecentes nos países imperialistas e na OMC continuam sendo as do protecionismo dos países ricos. Os Estados Unidos acham que podem estabelecer barreiras aos aviões da Embraer; ao etanol, essas últimas suspensas apenas recentemente; bloquear Cuba; e impor restrições a países com governos anti-imperialistas. Proteger a economia nacional com barreiras dentro da legalidade da própria OMC é “proibido” de acordo com a lógica imperial.”

FONTE: da redação do portal “Vermelho”

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Santayana quer desarmar Deus

Nada é pior para os capitalistas do que a paz.
A embaixada americana no Yemen


O Conversa Afiada republica artigo de Mauro Santayana do JB online:

É hora de desarmar Deus



por Mauro Santayana

O grande problema de Deus é que não o conhecemos senão na mente e no coração dos homens. E os homens constroem a sua fé com a frágil experiência de seus limitados sentidos, suficientes apenas para o trânsito no mundo em que vivemos. Os olhos podem crescer nos telescópios e ir ao fundo dos universos, ou na perscrutação das moléculas e átomos, mas isso é pouco para encontrar Deus, e menos ainda para construí-lo.

Sendo assim, e desde que há comunidades políticas, o monoteísmo tem servido para identificar ou acerbar as razões ou desrazões nacionais.

O Ocidente judaico-cristão não assimilou a chamada terceira revelação, a de Maomé, embora ela não tenha significado nenhuma apostasia essencial ao hebraísmo. O problema se tornou político, com a expansão dos povos árabes pelo norte da África e a invasão da Península Ibérica. Os islamitas sempre toleraram os cultos judaicos e cristãos nas áreas sob sua jurisdição política, mas a política recomendava aos reis cristãos a expulsão dos árabes da Europa e a guerra, continuada, fosse para contê-los, fosse para fazê-los retroceder ou para eliminá-los.

As cruzadas ainda não acabaram, e se tornaram menos românticas e mais cruéis por causa do petróleo.

Agora, um filme de baixa qualidade técnica e artística – conforme a opinião de especialistas – traz novo comburente às velhas chamas. Sem nenhum fundamento histórico, um fanático israelita (é o que se sabe) produz  película eivada de insultos e ódio contra o fundador do islamismo, como se Maomé tivesse sido o mais infame e desprezível personagem da História. Como o filme foi produzido nos Estados Unidos, a reação imediata foi contra as representações diplomáticas nos países islâmicos. Essa reação, que culminou com a morte do embaixador norte-americano na Líbia, ainda não se encontra contida, e é provável que ainda se agrave, apesar das declarações do governo norte-americano, que busca distanciar-se dos insultos.

Os republicanos, em plena campanha eleitoral, devem ter exultado. A morte do Embaixador (asfixiado no incêndio do Consulado em Benghazi) pode ter sido uma baixa para os seus quadros, mas representa um trunfo contra Obama: sua política não tem conseguido dar segurança absoluta aos cidadãos norte-americanos. É essa a mensagem de Romney ao eleitorado dos Estados Unidos. A resposta de Obama, enviando dois destróieres à Líbia, não foi a melhor para reduzir as tensões; ela pode intensificá-las.

O que o governo de Washington e os republicanos não dizem é que o apoio, incondicional, aos radicais de Israel, que pregam abertamente a eliminação dos muçulmanos do mundo — assim como os nazistas desejavam a eliminação de todos os judeus – estimulam os insultos infamantes ao Islã e a resposta espontânea e violenta dos fanáticos do outro  lado contra aqueles a quem atribuem a responsabilidade maior: os norte-americanos. E há ainda a hipótese, tenebrosa, mas provável, diante dos precedentes históricos, de que as manifestações tenham partido de agentes provocadores dos próprios serviços ocidentais – ou israelistas, o que dá no mesmo.

A mentira de Blair e Bush – dois homens que o bispo Tutu, da África do Sul, quer ver no banco dos réus em Haia – custou centenas de milhares de civis mortos no Iraque e no Afeganistão, e muitos milhares de jovens norte-americanos mortos, feridos, enlouquecidos nos combates inúteis. Nada é pior para os capitalistas do que a paz – e nada melhor do que a guerra, que sempre os enriquece mais, e na qual só os pobres morrem. 

Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná


Requião cortou todos os gastos com propaganda oficial do Estado, que haviam sido — em valores corrigidos — de R$ 2,5 bilhões nos quatro anos do governo de Jaime Lerner.  Foto: site do senador
por Luiz Carlos Azenha
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) tem feito discursos relevantes no Congresso.
Confessou desencanto com a política, como quando criticou os partidos de esquerda:
Leandro Konder, no seu livro sobre Walter Benjamin, falando sobre o processo de descaracterização dos partidos de esquerda, nas primeiras décadas do século 20, capturados pelo reformismo, pelo economicismo e pelo pragmatismo, observa: “Quando a esquerda evita falar sobre os seus próprios erros e se recusa a discuti-los à luz do dia, ela não está, afinal, se protegendo da direita: está protegendo o conservadorismo que conseguiu se infiltrar no interior dela mesmo”. Alguém tem dúvida de que a citação ajusta-se com perfeição à esquerda brasileira hoje, especialmente à esquerda acantonada no Partido dos Trabalhadores? Ou no PCdoB? Ou mesmo em meu partido, essa frente heterogênea chamada PMDB? Não há dúvida – e alguns acham isso uma virtude — que a esquerda brasileira foi abduzida também pelo economicismo,  pelo pragmatismo, pelo determinismo. Não digo pelo reformismo porque ela é, há muito tempo, essencialmente reformista, tendo abandonado qualquer veleidade revolucionária.
Atacou a “quadrilha da desinformação”, mas também denunciou conluio na CPMI do Cachoeira para proteger a construtora Delta.
Fez piada com o liberalismo brasileiro, que representa o atraso do atraso.
Porém, os discursos do senador peemedebista recebem escassa repercussão na mídia.
Existem dois motivos para isso, segundo Requião: quando governador do Paraná, ele cortou todos os gastos com propaganda oficial do Estado, que haviam sido — em valores corrigidos — de R$ 2,5 bilhões nos quatro anos do governo anterior, de Jaime Lerner.
Investiu em escolas e hospitais (seria uma boa ideia o governo Dilma fazer o mesmo com os R$ 161 milhões que gastou com a mídia em um ano e meio?).
Além disso, também quando governava o Paraná, Requião diz que expulsou do Estado o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o empresário Fernando Cavendish, o que rendeu a ele acusações na revista Veja. Quem assinou a reportagem-denúncia?

Campanha reivindica nova Lei Geral de Comunicações


"O Marco Regulatório/ para a comunicação/ tá atrasado faz tempo/ Mas não dá pra abrir mão”. O trecho é do cordel da peleja entre o Marco Regulatório e a Conceição Pública na Terra Sem Lei dos Coronéis Eletrônicos, de Ivan Moraes Filho, que aborda a questão da concessão pública e a importância da mobilização popular em demanda por um novo marco regulatório.


É para chamar a atenção da sociedade para a necessidade – e urgência – de um novo marco regulatório para as comunicações que diversas organizações e movimentos sociais brasileiros promovem a Campanha Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo. A data escolhida para o lançamento nacional da iniciativa não poderia ter sido outra: 27 de agosto, justamente no dia em que o Código Brasileiro de Telecomunicações completou 50 anos de existência.

"São 50 anos de concentração, de negação da pluralidade. Décadas tentando impor um comportamento, um padrão, ditando valores de um grupo que não representa a diversidade do povo brasileiro. Cinco décadas em que a mulher, o trabalhador, o negro, o sertanejo, o índio, o camponês, gays e lésbicas e tantos outros foram e seguem sendo invisibilizados pela mídia”, afirma a carta de apresentação da Campanha.

A iniciativa alerta para a importância de uma nova lei das comunicações que garanta a participação popular, assegure os direitos humanos, a pluralidade e a diversidade. A intenção é mostrar que as pessoas têm direito de se informar e também de se expressar.

"O novo marco regulatório deve garantir o direito à comunicação e à liberdade de expressão de todos os cidadãos e cidadãs, de forma que as diferentes ideias, opiniões e pontos de vista, e os diferentes grupos sociais, culturais, étnico-raciais e políticos possam se manifestar em igualdade de condições no espaço público midiático. Nesse sentido, ele deve reconhecer e afirmar o caráter público de toda a comunicação social e basear todos os processos regulatórios no interesse público”, destaca a Campanha.

A iniciativa ainda apresenta "20 pontos para democratizar as comunicações no Brasil”. E destaca a importância de uma arquitetura institucional democrática, com Conselho Nacional de Comunicação, órgãos reguladores de conteúdo, distribuição e infraestrutura, Ministério das Comunicações, e realização periódica da Conferência Nacional de Comunicação (a primeira ocorreu em 2009) e participação social.

A campanha reivindica ainda a separação de infraestrutura e conteúdo; fortalecimento das rádios e TVs comunitárias; democracia, transparência e pluralidade nas outorgas; garantia da produção e veiculação de conteúdo nacional e regional e estímulo à programação independente; regulamentação de publicidade, entre outros pontos.

Se você também quer participar e apoiar a campanha, acesse o sítio

Leia a íntegra do cordel.

Fonte: Adital

OCDE: ENTRE 2000 E 2009 O BRASIL FOI A NAÇÃO "MAIS DINÂMICA DO MUNDO" EM EDUCAÇÃO

BRASIL AVANÇA EM EDUCAÇÃO, DIZ OCDE; ENSINO SUPERIOR É GARGALO

“O Brasil é dos países que mais investem verbas públicas em educação no mundo; no entanto, os números ainda são baixos quando a questão é a qualidade do ensino superior e da pesquisa.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os dados revelados pela “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico” (OCDE) divulgados na terça-feira (11), resultam de duas décadas de estagnação econômica.

O levantamento foi realizado em 39 países e está reunido em relatório de 570 páginas sobre a educação. Segundo seu autor, entre 2000 e 2009 o Brasil foi a nação "mais dinâmica do mundo", melhorando os ensinos fundamental e médio, mas piorando o superior. O estudo, elaborado por Andreas Schleicher, diretor adjunto da OCDE para Educação, é o mais amplo levantamento anual comparativo sobre o estado da educação no mundo.

Conforme a instituição - que reúne os países mais desenvolvidos do mundo -, o Brasil realizou um dos maiores aumentos de investimentos de seu Orçamento em educação no período de 2000 a 2009 entre as nações avaliadas - de 10,5% a 16,8% -, tornando-se o quarto no ranking e superando a média, de 13%. Esse resultado foi possível pelo incremento de 149% dos investimentos por aluno nos ensinos fundamental e médio, o que fez do País o que mais elevou as despesas entre 2005 e 2009.

De acordo com Mercadante, esforços estão sendo feitos para mudar esse quadro. “O Brasil está revertendo esse quadro e hoje está em plena expansão", disse.

Ao longo da década, o Brasil recuperou parte de seu déficit educacional, investindo na área o equivalente a 5,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB), embora o dado ainda seja inferior à média da OCDE, de 6,25%. No ensino primário e secundário, esse porcentual já ultrapassa a média - 4,23%, contra 4%.

Segundo Mercadante, a nova geração tem mais oportunidades do que as anteriores. "Houve compromisso estratégico e foi fortalecido, primeiro, por uma decisão de governo. O fim da DRU [Desvinculação de Recursos da União] contribuiu para isso e permitiu novos instrumentos como o FUNDEB [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], que é muito mais amplo que o FUNDEF [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério]”, acrescentou.

O ministro disse que o estudo ainda não mostrou o impacto positivo de programas educacionais, como o “Universidade para Todos” (PROUNI), “Financiamento Estudantil” (FIES) e “Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais” (REUNI).

O estudo revela que em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior. Além disso, mostra que foi investido em média 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. O estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros no ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%.

O aumento de investimentos em educação com 10% dos recursos do PIB foi definido no “Plano Nacional de Educação” (PNE), em tramitação no Senado, e é defendido por organismos do setor educacional, entretanto, ainda é assunto polêmico. A medida prevê a aplicação desse montante de recursos em políticas públicas do setor em até dez anos. Mercadante ressaltou que o Congresso Nacional ainda não definiu essas regras de financiamento.

Para, praticamente, dobrar os investimentos em quase uma década, ou há aumento de impostos, como a criação de uma nova CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], ou há cortes em outras áreas do Orçamento [Geral da União]. O caminho promissor que o Brasil tem é vincular todos os royalties do pré-sal e metade do fundo social do regime de partilha tanto dos municípios, quanto dos estados e da União”, argumentou.

O ministro completou: “Dessa forma, poderíamos ter metas muito mais ambiciosas no Brasil. É mais fácil partirmos o que não foi dividido do que cortar recursos já existentes como saúde e segurança pública.”

FONTE: portal “Vermelho”

Resistência líbia começa a reagir




               Embaixador dos Estados Unidos na Líbia é morto em Benghazi


É impressionante o esforço do totalitarismo midiático em tentar desviar o foco sobre a morte de quatro funcionários do consulado dos Estados Unidos em Benghazi, Líbia, entre os quais o próprio embaixador.
Informam que “o  ataque  foi um protesto contra o filme "Innocence of Muslims", realizado pelo americano-israelense Sam Bacile, que considera o islamismo um "câncer".
Essa mídia deve considerar seus leitores idiotas.
O filme pode até ter irritado alguns muçulmanos, mas essa mídia esquece que a Líbia é uma nação ocupada e portanto qualquer empresa ou governo que ajudou a esquartejar o país é alvo de qualquer nacionalista líbio.
Quanto ao filme e ao islamismo, basta dizer que a Arábia Saudita, que se considera guardiã dos locais sagrados, não se manifestou.
Porque seus teocráticos governantes ( que de idiotas eles não têm nada) sabem perfeitamente que o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos não teve nada a ver com religião.
Pior do que a mídia totalitária, foi a manifestação do genocida Obama:
"Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes este ataque ultrajante e chocante (..) Não há justificativa para essa violência”.
Para a morte de 4 estadunidenses “não há justificativa”, o que dizer então para os mais de um milhão de iraquianos brutalmente assassinados?
E os afegãos?
E os libaneses e sírios?
Para esses há justificativa?
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes iraquianos.
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes afegãos.
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes sírios.
E para não ficarem à margem, diariamente seus aliados  turcos assassinam resistentes curdos e seus serviçais israelenses assassinam resistentes palestinos.
Até onde isso vai levar?
A resposta cabe aos invasores e ocupantes.
post do

O chororô da indústria canavieira

Richard Jakubaszko

Marketing da terra 

Carece de inteligência e bom senso o chororô estimulado pela cadeia do etanol de acusar o Governo Federal de praticar uma política de preços populista para a gasolina, com ameaças de “quebrar a Petrobrás”, ao mesmo tempo em que
reclama desses mesmos governantes de que não há uma política de preços para o etanol. É a política do bate-e-assopra.
Vejamos quais são os problemas, os paradoxos, incoerências e inconvenientes:

1º- Um concorrente nunca deve pedir ao seu principal opositor, que “aumente os seus preços”, o que é óbvio e elementar.

2º- O setor idealiza um faz de conta, na medida em que deseja o Governo Federal praticando preços “não populistas” para a gasolina ao mesmo tempo em que incentivaria preços remuneradores para o etanol. Faz sentido isso, quando sabemos que na cultura popular brasileira o preço dos combustíveis é um balizador da inflação? E que o Governo nesse momento luta para segurar a inflação ao mesmo tempo em que estimula a economia a crescer.

3º- Se o setor sucroalcooleiro imagina que isso possa acontecer, e que depois poderá produzir ainda mais açúcar para exportar, é porque tem gente desfocada na liderança do setor.

4º- O segmento parece precisar de um espelho, para perceber que multinacionais já dominam as agroindústrias de açúcar e álcool. Isto obriga ao segmento a ter uma nova postura.

5º- O chororô não convence. Reclamam as lideranças que, com os atuais preços do etanol, a indústria canavieira não tem capacidade para investir no aumento de produção industrial e muito menos na expansão das lavouras. Lembremos outro choramingo recente, de que não tinham como financiar estoques para a entressafra. O Governo Federal liberou dinheiro para financiar os estoques, e eles não foram suficientes, pois tivemos de importar etanol de milho dos EUA, uma vergonha nacional.

6º- Há uma briga de egos e de interesses divergentes entre as lideranças da cadeia do açúcar e etanol, prova maior disso foi a queda no início deste ano do presidente da União das Indústrias Canavieiras, Unica, Marcos Jank.

7º- Esquecem as lideranças do segmento que o etanol continua sendo subsidiado, na forma de garantia e reserva de mercado por participar com 20% na mistura da gasolina. É, portanto, um setor que já tem generosos benefícios do Governo Federal e da sociedade, mas deseja mais, almeja soluções amigas resolvidas nos tapetões do poder.

8º- Imaginam que os seus prospects futuros, o consumidor europeu, especialmente, não percebam essas manobras políticas. E sonham em exportar o etanol para a Europa, e também aos EUA, quando nem o mercado nacional conseguem abastecer. Desejam que os europeus saiam debaixo do chicote do mundo árabe, no fornecimento de petróleo e gasolina, para vir sorrir debaixo do chicote dos usineiros brasileiros.

9º- O setor sucroalcooleiro, com esse chororô, imagina pressionar o Governo Federal e os consumidores, com a possível ameaça do “pode faltar”, como fez na década de 1980, quando os automóveis tinham motores de usos exclusivos, ou gasolina ou etanol. Fingem esquecer, mas hoje os carros são flex fuel, e o consumidor tem a palavra final, conforme publicamos nesta seção, na edição anterior. Bastou os preços do etanol chegarem aos 70% da equiparação com os preços da gasolina, devido à desvantagem do poder calorífero do etanol e maior consumo por km rodado, o consumidor desprezou a questão ambiental da poluição nas áreas urbanas.

10º- As usinas deveriam investir parte de seus lucros, nesse momento, deveriam pensar em reduzir custos e aumentar a eficiência nas lavouras e nas indústrias, na fermentação mais eficiente, para produzir mais etanol por hectare, já que começou a melhorar a imagem do segmento por ser fornecedor de energia elétrica, por poluir menos os rios ao não jogar a vinhaça nos mesmos, e por não mais queimar a cana, praticando a colheita mecânica.
Ganham dinheiro queimando palha, usam menos fertilizantes e reduziram custos com a mão-de--obra. Estes três elementos por si só melhoraram as margens de lucros das usinas.

Talvez isso fosse bom negócio para os usineiros de antigamente, mas hoje em dia o que predominam são as multinacionais, e a sede de lucros com esses é muito maior.
Por isso, o chororô não convence.
E esse marketing, definitivamente, não funciona mais.

Publicado originalmente na revista Agro DBO

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Governo investe 420 mil Bolsas Famílias na Globo

Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra é o Globope.


Saiu na Folha (*):

TV lidera recebimento de publicidade federal


Dados divulgados pela Presidência mostram que dez empresas de comunicação concentram 70% da verba distribuída. Mais de 3.000 veículos receberam R$ 161 mi no governo Dilma; Secom afirma que critério adotado é o da audiência

BRENO COSTA
LEANDRO COLON
DE BRASÍLIA

Dados inéditos sobre a distribuição da verba de propaganda do governo federal revelam que dez veículos concentram 70% do dinheiro distribuído para mais de 3.000 veículos de comunicação.

Levantamento feito pela Folha nos dados divulgados pela Secretaria de Comunicação Social, vinculada à Presidência, mostra que, desde o início do governo Dilma Rousseff, mais de R$ 161 milhões foram repassados para emissoras de TV, jornais, revistas, rádios, sites e blogs.

Do total, R$ 111 milhões se concentraram em dez empresas, em especial TVs.

Os números não incluem a publicidade de empresas estatais federais.

A Globo Comunicação e Participações S.A., responsável pela TV Globo e sites ligados à emissora, ficou com quase um terço da verba entre janeiro de 2011 e julho deste ano, R$ 52 milhões. A segunda colocada é a Record, com R$ 24 milhões.


(…)

Navalha
Se o amigo navegante somar toda a verba gasta pelo Governo Federal na Globo – sem incluir os investimentos das estatais, como a Caixa, o BB, os Correios e a Petrobrás, por exemplo – chegará à conclusão de que o Governo Federal põe R$ 55 millhoes na Globo, por ano.
Dá para sustentar 420 mil pessoas no Bolsa Família, num mês.

(O benefício médio mensal é de R$ 134, incluído o Brasil Carinhoso.)

420 mil famílias.
Vezes 4 pessoas por família, 1 milhão e 700 mil pessoas.
Quando o ansioso blogueiro fala em Globo, fala na Rede Globo de TV, Globo Participações, Globosat Programadora, Radio Globo São Paulo, Infoglobo (jornal O Globo), jornal Valor (de que a Globo é sócia), Globo Comunicação (internet), e Editora Globo (revista Época).
Tudo somado, o Governo trabalhista da Presidenta Dilma “aplica” no centro do PiG, ou seja, no marco zero do Golpe, R$ 55 milhões por ano.
O Bolsa Família, com o Brasil Carinhoso e o Brasil sem Miséria – tudo somado dá R$ 20 bilhões por ano, ou seja, 0,4% do PIB.
Viva o Brasil !
A TV lidera o recebimento (sic) de publicidade federal, diz a Folha, com uma verba anual de R$ 115 milhões.
A Globo toda somada fica com a metade de toda a verba de publicidade em tevê.
E a Globo é 2/3 de toda a publicidade gasta em outras mídia – rádios, jornais, internet e revistas.
Para que ?
Com que retorno ?
Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra na tabela de publicidade ?
A Gobo cobra R$ 100 para entregar 50% de audiência.
Quem diz que ela entrega 50% da audiência – e por isso merece os R$ 100 ?
Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra é o Globope.
Na Argentina, a Presidenta Kirchner demitiu o IBOPE e montou um IBGE para medir a audiência.
A audiência a TV estatal aumentou.
E a da Globo (Clarín) desabou.
(Lá a Presidenta Kirchner tomou o Campeonato Brasileirinho da Globo e distribuiu a todos os canais – inclusive ao estatal.)
Ora, dirá o amigo navegante, a Argentina é de outro continente …
Então, responderia o ansioso blogueiro: por que, então, não copiar o governador Requião, do Paraná, que não investiu um tostão na Globo e aplicou toda a verba da Globo em Educação Pública ?
Por que não realizar o sonho (sic) do candidato a presidente em 2002, o Padim Pade Cerra, que prometeu dobrar o Bolsa Família ?
Simples.
Tira o dinheiro da Globo, dobra o Bolsa Familia e agrada o Cerra !
Rsrsrsrsrsrsrs



Em tempo: se a Folha pretendia abrir os dados da publicidade oficial para saber quanto o Nassif  e o Conversa Afiada mamam nas tetas do Governo Federal, saiu tosquiada. Lamentavelmente, o Conversa Afiada e Nassif são os pigmeus dessa brincadeira. Apesar de suas robustas audiências. Afinal, a SECOM não pode demonstrar partidarismo. Por isso, investe com tanto entusiasmo na Globo, a nossa BBC !

Em tempo2: para ir à lista completa das empresas do PiG em que o Governo Federal investe é só ir ao Blog do Miro.


Paulo Henrique Amorim