terça-feira, 6 de abril de 2010

Pele de cordeiro.


Dilma Rousseff, no primeiro pronunciamento depois que se afastou do cargo de ministra do governo Lula, chamou os tucanos para briga: "São lobos em pele de cordeiro, fáceis de identificar. Muitas vezes as mãozinhas de lobo aparecem debaixo da pele. Num dia, dizem que vão continuar o trabalho do presidente Lula; no outro, mostram as patinhas de lobo e aí ameaçam acabar com tudo... Muito antes de eles poderem encenar o enredo do pós-Lula, eles são e sempre foram anti-Lula."
O tom duro das afirmações indica qual será a estratégia do PT nesta eleição presidencial: mostrar que Dilma é a candidata de Lula, a única pessoa que continuará com a política social deste governo e que seu adversário José Serra sempre foi contrário às medidas colocadas em prática desde 2003, por mais que hoje fale em preservar as realizações.
Em 2006, Lula venceu facilmente Geraldo Alckmin quando impôs a ele o rótulo de privatista, o sujeito que passou o quanto pôde do Estado para o setor privado - o que não deixa de ser verdade.
Nesta eleição, Serra terá de fazer malabarismos para provar que será ele - e não Dilma - quem fará o país permanecer na trilha desenvolvimentista traçada pelo governo Lula.
Uma tarefa digna de um Hércules.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FHC é tratado feito "cunhado que dá vexame": artigo no "Estadão" expõe luta interna entre os tucanos.

Se já não pode contar com o "O Globo", FHC usa o "Estadão" para atacar tucanos que o isolam: "gente insolente"

Já escrevi aqui que, na imprensa paulista, há uma divisão clara de tarefas: o "Estadão" fala por FHC, a "Folha" é a voz de Serra.

Dizem que a "Folha faz até pesquisas para Serra... Mas não acredito. Deve ser maldade. Já bastam as manchetes e as fichas falsas em primeira página. Não seria preciso manipular pesquisa...

Quanto ao "Estadão", os editores já nem disfarçam mais...

Nesse domingo, FHC estava por toda parte: na página 2, era dele um dos artigos, a pregar a união dos tucanos contra o "autoritarismo burocrático"; no caderno "Aliás", era ele o entrevistado por uma tróica de intelectuais convidados; mas o mais engraçado estava na página A-7, na coluna de Dora Kramer!

Dora Kramer falou como porta-voz de FHC. Mandou recado. Durona, implacável, começou pelo título: "Gente Insolente"...

Calma! Dessa vez, ela não se referia aos "petistas". Dora Kramer falava para o público interno, para o tucanato.

Em suma, a colunista disse que o PSDB só chegou ao poder graças à genialidade de FHC. E que agora trata o ex-presidente como um "cunhado que vive dando vexame". Juro que a expressão é dela. Está no artigo que merece ser lido, como peça de humor.

Aqui, mais um aperitivo: "o tucanatinho [sic] acha que ele não fica bem na fotografia do vigoroso partido onde vicejam próceres cuja capacidade de distinguir credibilidade de popularidade é nenhuma".

A Dora Kramer está com muita raiva. Isso é problema dela.

O interessante é que o artigo revela como estão os ânimos entre os tucanos.

O PSDB tirou FHC de cena. E ele está magoadao. Não aceita ser escanteado desse jeito.

FHC tem a tribuna do "Estadão" e vai usá-la. Para mandar recados - diretamente, ou através de seus colunistas.

O "Estadão" - como vocês devem saber - já não pertence à família Mesquita. Endividado, quase quebrou no fim dos anos 90. Hoje, vive sob intervenção de um comitê de credores, dominado pelos bancos.

Vocês sabem, também, que as relações de FHC com os bancos são muito boas. Há quem diga que o "Estadão" é hoje, praticamente, propriedade de FHC.

Talvez seja apenas uma metáfora.

Quanto ao artigo de Dora Kramer, ali não há sutileza nem metáfota. É pau puro nos tucanos. É fogo amigo, como se vê em mais esse trecho: "

"Esse pessoal [tucanato serrista] lê umas pesquisas, ou­­ve um boboca de um analista, se assusta com os arreganhos de meia dúzia de adversários e acha que is­­so os autoriza a jogar no lixo o respeito devido a quem permitiu que o partido iniciasse sua trajetória de vida pela rampa do Palácio do Pla­­nalto. Para não falar dos comprovados serviços prestados ao país, que em nações civilizadas costumam ser patrimônio preservado.

Lula perdeu três eleições presidenciais, foi muito criticado no PT, mas nos momentos difíceis nunca se viu movimento orquestrado para escondê-lo, tirá-lo de cena como se fosse um criminoso ou portador de doença contagiosa grave.

Se é sobre esse tipo de caráter que o candidato José Serra falou quando se referiu a brio, índole e solidariedade em seu discurso de despedida do governo de São Paulo, há incoerência no conceito."

FHC está feliz com Serra? O que vocês acham?

O artigo de Dora Cardoso, digo, Kramer pode ser lido aqui - http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=989260&tit=Gente-insolente

domingo, 4 de abril de 2010

O Afeganistão da OTAN: O campeão de produção de drogas .


Nós realmente temos que tirar os chapéus e dar os parabéns à OTAN. Essa camarilha dos lobistas de armas e defensores dos “jobs for the boys” invadiram o Afeganistão em 2001 sob o pretexto de que Osama bin Laden estava usando o país para atacar interesses ocidentais. Quase uma década depois dos Talibã declararem guerra contra a produção de droga, o Afeganistão da OTAN no não é apenas o maior produtor do mundo de ópio, mas agora, de haxixe também.
Mullah Omar, o líder dos Talibã, declarara em entrevista ao jornal paquistanês Dawn em 1998 que o E.U.A. iria invadir o Afeganistão, porque ele se recusou a deixá-los construir um gasoduto através do seu país em troca de 5 bilhões de dólares. Ele estava certo. A invasão ocorreu três anos depois de os dois aviões voaram contra as Torres Gêmeas, depois do avião pousar na porta de entrada do Pentágono, conseguindo evitar dois postes de electricidade com suas asas sem produzir um único pedaço de evidência.
200 toneladas de metal vaporizado. Só nos Estados Unidos da América, é obra!
E quase dez anos depois, a coligação considerável da OTAN não conseguiu ganhar o controle do Afeganistão, o Presidente instalado pela OTAN, Karzai, está protestando contra seus mestres, porque ele foi acusado de corrupção e considera que é culpa deles (pois…) e agora vamos aprender com a Organização das Nações Unidas que o Afeganistão da NATO, já depois que conseguiu ser o fornecedor mundial de ópio líder, tornou-se o produtor recorde de haxixe também.
Uau!, OTAN 2 População mundial 0. Que se lixem as famílias, pois não? É por isso que eles insistiam em expansão para o leste (depois de dizer que não) para criar novos mercados? E o que dizem os países membros?
O Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em seu relatório Afeganistão Cannabis Survey, divulgado nesta quarta-feira, estimou que entre 10 e 24 mil hectares de maconha por ano são cultivadas no Afeganistão. Não é só a cifra que é chocante, pior ainda é a afirmação de que essa produção tem lugar em metade das 34 províncias do país.
O Diretor Executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, declarou no relatório que "o rendimento surpreendente da cultura cannabis no Afeganistão faz do Afeganistão o maior produtor mundial de haxixe, estimado entre 1.500 e 3.500 toneladas por ano", sendo 145 kg por hectare, em comparação com os 40 kg. de Marrocos. Cannabis produz 3,900 USD de rendimento por hectare, em comparação com ópio – 3.600 USD.
O relatório da ONU afirma que existem centros comerciais de cannabis e ópio em todo o país.
Então, expliquem por favor o que está a OTAN a fazer no Afeganistão, onde os talibãs eram supostos renderem-se há dez anos atrás e ainda não o fizeram, onde a produção de heroína aumentou nada menos que 40 vezes no mesmo período e agora reivindica o Afeganistão a fama de ser recordista mundial de ópio e produção de cannabis. É por isso que os países-membros da OTAN lambem as botas do mestre? E já agora, quem votou pela OTAN controlar a política externa?

HUMOR POR QUE HOJE É DOMINGO.






Átomos e bits: O poder da mídia tradicional.


Venicio A. de Lima *

Tenho recorrido com freqüência neste Observatório ao conceito grego de hybris (ou hubris) para me referir a uma constante do comportamento de jornalistas que revelam "confiança excessiva, orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência".

Escrevi ainda em fevereiro de 2007 que "a imprensa (mídia) não gosta e, muitas vezes, não admite, ser criticada. Embora a crítica seja a sua tarefa preferida, ela não suporta delegar ou reconhecer que outros possam ter o mesmo direito, sobretudo se a crítica se refere à sua própria atuação. Em geral, a imprensa e os jornalistas padecem do mal que os gregos clássicos consideravam o mal maior, a hybris, isto é, a soberba, a arrogância. Não reconhecem suas limitações e se colocam acima do bem e do mal" (ver "Tempo de avançar o debate sobre a mídia").

Constato tardiamente que ao lado da hybris – ou seria apenas um de seus componentes? – jornalistas famosos, em situações nas quais são chamados a prestar depoimentos sobre sua experiência profissional, recorrem à falsa modéstia que logo revela sua verdadeira natureza, bastando para isso que alguém questione mitos nos quais sua postura se apóia.

O momento de intensas mudanças pelo qual passam a mídia e a prática profissional do jornalismo é extremamente propício a esse tipo de comportamento.

Jornalismo online vs. jornalismo impresso

A crise universal da mídia impressa nos autorizaria a afirmar que ela já acabou, é coisa do passado? A expansão avassaladora da internet significa que não se deve mais dar importância ao que a mídia impressa publica? O número de acessos individuais a sites e/ou blogs é comparável, sem mais, à tiragem e à circulação de jornais? A mídia tradicional – jornais, revistas, rádio e televisão – "não faz a cabeça de ninguém" e hoje o que de fato interessa são os jornais eletrônicos, blogs, sites de notícia, sites de relacionamento e as redes sociais?

As assessorias de comunicação social devem canalizar todos os seus recursos orçamentários para as "novas mídias" (incluindo a criação de redes de relacionamento), ignorar a velha mídia e se escorar exclusivamente na chamada "mídia espontânea"?

Jornalistas que, por uma razão ou outra, migraram precocemente para os blogs – temáticos e/ou genéricos – e optaram por abandonar a mídia tradicional, logo se surpreenderam com o elevado número de acessos individuais a seus blogs e à oportunidade que a interatividade da internet permite de correção ou acréscimo de informações depois que a notícia já está "no ar". Logo concluíram, sem mais, que a sobrevivência da mídia tradicional é apenas uma questão de tempo: ela já acabou e ainda não se deu conta disso.

"Pioneiros" da blogosfera afirmam que fizeram a mudança por intuir que o jornalismo tradicional havia chegado ao fim. Apesar de não serem acadêmicos e de serem apenas e tão somente intuitivos – desconhecedores, inclusive, de muitos dos recursos que a tecnologia lhes oferece – se aperceberam da nova realidade, faz tempo. Segundo eles, não partilhar essa visão revelaria a incapacidade de enxergar o que de fato está acontecendo diante de seus olhos.

Recurso à "ciência"

Se perguntados, todavia, sobre o papel dessa mídia tradicional, por exemplo, em relação ao assassinato de reputações – pessoais e/ou institucionais; à formação da opinião pública – por omissão ou manipulação –; à construção da agenda pública de debates e ao processo eleitoral, a coisa muda de figura. A falsa modéstia da intuição desinformada cede lugar a uma enxurrada de números e percentagens "científicos", oriundos de pesquisas sempre realizadas por instituições credenciadas em outros países, os Estados Unidos, de preferência.

Os até então intuitivos não acadêmicos recorrem a referências "científicas" que atestariam, há mais de 70 anos, o fato de a mídia tradicional "nunca ter feito a cabeça de ninguém". Ao contrário, ela apenas reforça as opiniões e os comportamentos preexistentes. Vale dizer, a mídia tradicional nunca teve a importância que se atribui a ela, especialmente, aqueles – os acadêmicos desinformados – que estão distantes da prática profissional.

O novo e o velho

Além de revelador de uma falsa modéstia oportunista, o comportamento descrito acima faz evocar o que também já tive a oportunidade de afirmar por diversas vezes neste OI. Embora, por óbvio, as circunstâncias fossem outras e seja necessária uma pequena adaptação no texto, penso que se aplica ao momento de transição que a mídia vive no Brasil a idéia gramsciana de que "o velho está morrendo e o novo apenas acaba de nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece".

(A frase original correta é: "A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece"; ver "O novo nasce, o velho ainda resiste".)

Um dos riscos que se corre, enquanto não se completam as intensas mudanças pelas quais passa a prática profissional do jornalismo, é esquecer que o velho resiste e sobrevive e está mais ativo do que nunca em defesa de seus antigos privilégios.

Não reconhecer essa realidade pode fazer bem ao ego insaciável de uns poucos blogueiros pioneiros, mas está longe de contemplar a verdade do que ainda ocorre no Brasil de nossos dias. A mídia tradicional continua exercendo um poder importante demais para ser simplesmente ignorado.

Texto publicado originalmente no Observatório da Imprensa

ONDE É QUE EU JÁ VI ESSE FILME????

Brizola Neto: O Sigmund Freud de O Globo.

O Conselho Nacional de Psicologia devia dar um título honorário – ou uma queixa por exercício ilegal da profissão - ao colunista Merval Pereira, por sua coluna deste sábado em O Globo.

A psicologia de Merval analisaria essa capa de O Globo como Síndrome do Pânico?



Eu, que não sou psicólogo e também não sou aspirante a lorde inglês, dei foi boas risadas.

Vejam que pérolas do “jornalismo”:

“Ela (Dilma) chegou a usar 28 vezes o tratamento de “senhor” ao se referir ao presidente Lula em eu discurso de despedida do ministério, o que é um sinal de subserviência não com o papel de candidata à presidência da República”

Como é que se trata o presidente da República numa cerimônia oficial e pública? “Aí, xará“? “Mano“? “Cara“? “Ô, psit“?

Ou ela deveria chama-lo de “Doutor”, como Merval e outros chamavam Roberto Marinho, que era tão diplomado quanto Lula?

Mas tem mais:

“Pois ele (Lula) não está escondendo a dificuldade com que está lidando com a perspectiva do fim do poder“

Aí, xará, senti firmeza…Dignóstico legal, profundo, resultado de horas de análise. Qual seria o dignóstico do Dr. Sigmund Merval sobre os arreganhos de Fernando Henrique que, para desespero de José Serra, tenta ser uma voz de oposição – reconheça-se a sua honestidade – a Lula? Merval – não posso chamar de senor Merval para não ser submisso – deveria ler sobre a “Síndrome do Ninho Vazio”, que acomete pais quando os filhos criam asas e se vão, tucaninhos donos de seus próprios bicos.

Mas você pensa que acabou?

“Encarar a alternância de poder como uma derrota é uma maneira de querer continuar no poder eternamente (…)”

Uai, um presidente, um governador, um prefeito é vitorioso se a oposição ganha a eleição? Não é derrota? Pode não ser o fim do mundo, pode não ser o desastre que, neste caso, é… Mas que é derrota, é! Nada a ver com não aceitar o resultado, a manifestação do eleitor. Mas achar que perder eleição é vitória e não derrota, é caso de ir pro divã ou, então, para o palanque do adversário.

"O presidente Lula está parecendo até aqueles funcionários que não querem se aposentar, mesmo que a lei os obrigue a isso"

Pronto, aí está a terapêutica mervalina para o futuro ex-presidente: ir jogar truco em São Bernardo. Mas não vai dar certo, truco é jogo gritado, se passa a mão no queixo para marcar o Rei barbudo e se manda o Zap (quatro de paus, obrigado) na testa…

Melhor não, Dr. Merval. O senhor, como psicólogo, deveria saber que a ociosidade é má conselheira. Lula vai ter muito trabalho ajudando Dilma a enfrentar os colunistas que querem descartar o Lula, porque acham que a Dama é fraca no truco e perderá para os valetes de Serra.

“Se Dilma vencer, vai querer tutelá-la. Se vencer Serra, Lula vai comandar uma oposição ferrenha contra aquele que o tirou do poder.”

Ué, “aquele que o tirou do poder”? Não era aposentadoria, não era “vitória da alternância de poder”?

Lula não vai comandar “uma oposição ferrenha”. Nem vai exercer tutela. Isso é vício de quem só enxerga as relações humanas como de “chefe” e subordinado. Coisa de quem não tem causa, da qual todos somos servos, e não há posição de maior altivez do que ser servo de idéias. Fica quilômetros acima da de ser lorde na corte dos poderosos.

Mas é natural que se pense assim. Quem se formou no ambiente da subserviência ao poder não consegue ver senão a ambição como motor do comportamento humano.

Freud, o verdadeiro, explica.

Fonte: Tijolaço.com - Blog do Brizola Neto

Golpes de Estado!

post do esquerdopata.
Imagine se Lula destacasse agentes federais, ou “secretas”, para infiltrarem-se numa manifestação de professores lutando por melhores salários, condições decentes de trabalho?

O GLOBO, a REDE GLOBO, toda a corja midiática falaria em “ditadura lulista”, a capa de VEJA seria o “agente secreto”, o mundo viria abaixo sob o título “governo ameaça democracia”.

Foi José Collor Arruda Serra, um dos políticos mais repugnantes do País, sórdido e sem nenhum caráter, Arruda em escala maior, quem fez tal coisa, quem reprimiu professores.

Se alguém quiser conhecer o cinismo materializado é só olhar para Arruda Serra. Poucos conseguirão atingir ao nível de canalhice do ex-governador de São Paulo e candidato tucano a presidente da República. O nível de frieza ao disparar o tiro fatal.

Existe uma realidade que precisa ser percebida antes que o Brasil mergulhe numa noite sem fim de um eventual governo Arruda Serra (felizmente está cada vez mais difícil).

Golpes nem sempre são desfechados por militares controlados por potências estrangeiras, caso dos militares brasileiros em 1964 – típicos paus mandados –. A reeleição de FHC foi um golpe de estado. Golpe branco como se costuma dizer.

O ex-presidente, corrupto e venal, comprou deputados e senadores corruptos e venais (existem aos montes) e mudou a Constituição. Acusam Chávez de ser ditador. O presidente venezuelano para aprovar sua reeleição foi ao povo, através de referendo para aprovar ou não a mudança constitucional. E o povo aprovou.

É preciso ter um pouco de memória, de lembrança, do contrário a sordidez terá penetrado em tantos que arrotam vocação democrática e no momento em que essa vocação tem que se manifestar optam por projetos de ditadores como Arruda Serra.

A corrupção em tucanos e DEM não é o problema, pelo simples fato que é conseqüência do modelo que impõem, vendem e defendem e ao qual servem. Ela é implícita, vem no pacote de privatizações, de venda do patrimônio público, de tirania disfarçada de democracia através da alienação e quando necessário da borduna.

Quando do massacre de camponeses pela PM em Eldorado do Carajás, no governo de FHC, ao tomar conhecimento do fato o então presidente disse que “quem procura acha” (trabalhadores mortos em uma cilada por supostos defensores da lei). Poucas horas depois, na hipocrisia asquerosa de tucanos, ao tomar conhecimento da repercussão negativa da barbárie policial e de pistoleiros (é mais ou menos a mesma coisa, polícia militar e pistoleiros), da condenação de governos de outros países, veio com cara de autoridade dizer que era uma vergonha, que seu governo não toleraria isso e iria apurar até o fim.

Apurou nada. Sentou em cima.

Tucanos e DEM são mentirosos na genética. O ex-governador de Minas Aécio Neves e o prefeito da cidade de Juiz de Fora Custódio, corruptos de carteirinha, bandidos lato senso, como fazem em todas as eleições, anunciaram um investimento de bilhões de reais naquela cidade, uma siderúrgica.

No dia seguinte, esqueceram de combinar, o jornal VALOR ECONÔMICO, que é deles, mostrou que tudo não passava de uma farsa eleitoral, um engodo sem tamanho, revoltante para um povo íntegro e trabalhador, mas tratado como gado por esse tipo de gente e seus marqueteiros. O jornal não tocou sequer na promessa de Aécio e Custódio, tão somente mostrou que a empresa estudava uma siderúrgica no Brasil, em Minas, era alvo de investigação no exterior, tem sede em um paraíso fiscal, lava dinheiro das máfias políticas e do crime organizado.

É onde essa gente se acha. Tucanos e DEMocratas.

Não existe diferença alguma entre Beira-mar e Arruda Serra. Ou por outra, Arruda Serra até agora conseguiu escapar impune de todos os crimes que cometeu, dentre eles o de traição a companheiros da luta contra a ditadura militar.

Essa história de agente secreto infiltrado vem desde o exílio no Chile, a dupla FHC e Arruda Serra, cooptados pela Fundação Ford, braço das políticas norte-americanas para domesticação e colonização do Brasil.

Não têm, nenhum deles, escrúpulos. Respeito por nada. Nem por ninguém.

São figuras destituídas de qualquer princípio e imaginam que o povo seja um gado a ser tangido e moído pelos donos do marketing, que os vendem como salvadores, marcas de sabão em pó que lavam mais branco, quando apenas mancham a história de um país como o Brasil.

O risco que o Brasil corre não é de retrocesso. É de se transformar numa colônia norte-americana, de empresas de todo o império dos EUA, já falam até em base militar no Rio de Janeiro.

Arruda Serra, se tiver, vende a mãe se necessário for para alcançar seus objetivos.

Compará-los aos antigos udenistas chega a ser um equívoco. Na UDN existiam figuras como Adauto Lúcio Cardoso, Afonso Arinos, Milton Campos que jamais seriam tucanos.

No tucanato existem bandidos e tão somente bandidos. Nada além de bandidos.

Os golpes nem sempre são militares e nem sempre dados por boçais como Newton Cruz no patriotismo canalha de generais como Leônidas Pires Gonçalves a dizer que não haviam “exilados”, mas “foragidos”.

Foragidos de que? Da estupidez da ditadura militar?

Corremos o risco da ditadura civil tucana. Não tem diferença nenhuma, só na embalagem.

Em Honduras continuam matando pessoas, lutadores pela democracia.

Em Israel continuam executando palestinos e roubando terras e águas no nazismo ressurreto dos sionistas.

Aqui, chegam disfarçados de José Collor Arruda Serra, como chegaram de FHC.

sábado, 3 de abril de 2010

A decadência da imprensa brasileira.


A imprensa brasileira teve momentos da historia do país em que desempenhou papel determinante. Basta recordar o peso que teve nas mobilizações de desestabilização que levaram ao golpe de 1964, em que jornais como O Estado de Sao Paulo, a Tribuna da Imprensa, o Correio da Manhã, entre outros, tiveram o papel, pela primeira vez, de condutores ideológicos e políticos das forcas opositoras.

Setores da imprensa tiveram também um papel positivo, na campanha das diretas, quando outros tentavam esconder a amplitude do movimento e seu verdadeiro significado.

Assistimos hoje à decadência generalizada dessa mesma imprensa, que martela, cotidianamente, praticamente de forma total e monótona, ataques contra o governo Lula, logrando, no entanto, que apenas 5% da população rejeite o governo, enquanto mais de 80% o apóie. Nunca a imprensa brasileira esteve tão distante e contraposta à opinião do povo brasileiro. Daí seu isolamento e decadência, pelo menos sob sua forma atual.

As organizações Globo, que só possuiam um jornal, sem nenhuma importância, no Rio, antes do golpe, tiveram na ditadura sua grande alavanca, mas, ao mesmo tempo, o golpe insuperável de falta de credibilidade. Ficaram com a marca da ditadura, por mais que tentassem se reciclar, importando colunistas, usando a audiência da televisão para tentar conseguir mais público.

Atualmente dispõe de um trio que atenta contra qualquer credibilidade, que dá a tônica do jornal: Merval Pereira, Ali Kamel e Miriam Leitão. Todos os três se caracterizam por serem as vozes do dono, por sua postura propagandística, sem nenhum interesse no que dizem, nem brilho ou criatividade no que escrevem. São funcionários burocráticos da empresa, que exercem, da maneira que conseguem, seu burocrático papel de opositres, buscando catar supostas fraquezas do governo, que é seu único objetivo.

Nenhum tipo de análise, nenhuma nuance, nenhuma idéia. Para um jornal que precisaría desesperadamente de credibilidade, eles são um tiro no pé, uma confirmação da falta de credibilidade do jornal. O resto do jornal – das manchetes de primeira página às colunas de notícias – padece desse freio da rígida linha editorial, fazendo um jornal sem graça, sem interesse, sem repercussão.

No Rio de Janeiro, o conjunto dos órgãos da empresa, mesmo atuando fortemente a favor de algum candidato, perdem sempre. Lula ganhou nas duas últimas eleições no Rio; os Garotinhos, Sergio Cabral, Paes, mesmo Cesar Maia, se elegeram sem o apoio do jornal, que os atacava. Hoje, contra a vontade majoritária da grande maioria dos brasileiros, ficam de novo, acintosamente, na contramão da opinião do povo e do país, incluído claramente o povo do Rio de Janeiro, que sabe separar programas de diversão que lhe gosta ver, das inverdades que diz o jornal e os noticiários de rádio e televisão da Globo.

Diminuem sua tiragem, perdem público abertamente para a internet, para os jornais gratuitos, para os jornais populares vendidos. Melancolicamente, se arrasta o jornal, na fúria antilulista, sem repercussão política alguma.

O Estadão sempre foi o jornal conservador por excelência, com certa discrição, boa cobertura internacional, posições claramente direitistas. Conforme foi perdendo público para a FSP, que aparecia mais atraente para os jovens, mais ligada à oposicao à ditadura, tratou de rejuvenescer. Como jornal mais organicamente ligado às entidades empresariais, tem uma avaliação mais equilibrada da política econômica, valorizando seus avanços, no marco das críticas tradicionais do liberalismo dos “gastos excessivos do Estado”.

Além do papel do Estado na economia, suas maiores preocupações e críticas ao governo são na política internacional. Sua predileção, em tudo e por tudo, com os EUA, fica ferida com as alianças com os países do Sul do mundo e com os da América Latina em particular. A política externa soberana do Brasil os incomoda profundamente, transformando-se num dos temas mais usuais e violentos dos editorais.

O outro são os movimentos sociais, em particular o MST, que causa ojeriza ao Estadão, pela defesa intransigente do direito à propriedade privada, pilar do sistema capitalista. (O jornal foi praticamente o órgão oficial das passeatas de preparação do golpe de 64, na defesa da “liberdade, da família e da propriedade”, valores aos quais continua fiel.) A liberdade, que inclui centralmente a de “imprensa” (privada, diga-se), protagonizada pela SIP – Sociedade Interamericana de Prensa -, órgão da Guerra Fria, cenário a que o jornal, rançoso, ainda se sente apegado. Os editoriais, sempre, e atualmente Dora Kramer, são os momentos mais patéticos do jornal, saudoso da Guerra Fria.

A FSP é o jornal que mais teve oscilações de imagem. Era um jornal sem nenhum peso até o golpe e mesmo durante boa parte da ditadura militar. O Estadão era o grande jornal de São Paulo. A FSP apoiou ativamente a preparação do golpe militar, sua realização e a instauração da ditadura, cumpriu tudo o que a ditadura determinava, com noticiários que escondiam os sequestros, desaparecimentos, execuções, publicando as versões oficiais, emprestando carros da empresa para a Oban.

Foi ao longo dos anos 80, quando levou Claudio Abramo do Estadão, que a FSP, pela primeira vez, ganhou prestígio, buscando espaço próprio na oposição liberal à ditadura. Pretendeu ser o órgão da “sociedade civil” contra o “Estado autoritário”, conforme a ideología hegemônica na oposição, advinda da teoria do autoritarismo de FHC. (A FSP tirava, todo ano, uma foto no teto do seu prédio na Barão de Limeira, com os que ela consderava os representantes da “sociedade civil”, de empresários a líderes sindicais, como que para expresar físicamente esse vínculo organizado com os setores que se opunham, em graus distintos, à ditadura.)

Consolidou essa imagen emprestando suas páginas para uma certo pluralismo, com um cronista semanal – Florestan Fernandes, Marilena Chaui, entre os mais conhecidos – do PT, e distintos políticos, intelectuais e líderes sociais escrevendo na sua página de opinião.

Desde a eleição de FHC, entrou em decadência, perdendo totalmente a credibilidade que o diferenciava. Colunistas com vínculos pessoais com os tucanos, como Clovis Rossi, Eliane Catanhede, outros, decadentes, como Jânio de Freitas, se arrastam melancolicamente na decadência geral do jornal, o que mais despencou na tiragem e o que mais se transformou nas duas últimas décadas. O filho do Frias pai conduz o jornal pelo abismo da intranscendência e do rancor, se parecendo cada vez mais com a Tribuna da Imprensa da época de Carlos Lacerda.

A Veja se assume, grotescamente, como o Diario Oficial da extrema direita, com paquidermes como colunistas, sensacionlismo de capa, projetando-se como má espécie de bushismo brasileiro. Com dificuldade para conciliar sua imagem de revista de generalidades com esse papel de brucutu da imprensa nacional, foi perdendo aceleradamente tiragem, o que aumenta a crise financeira que levou a empresa a pendurar-se em capitais externos.

Poderia ser menos afetada pela crise generalizada da imprensa, por ser uma revista semanal. Mas a brutalidade da sua orientação política a fez incorporar-se de cheio nessa queda. Terá papel ainda mais truculento na campanha eleitoral, jogando tudo para tentar barra a vitória do governo, esperando-se os golpes mais sujos da campanha da empresa dos Civita.

No conjunto, o cenário da imprensa brasileira – com a única exceção da Carta Capital, entre as publicações diárias e semanais – é deprimente e decadente. Uma vitória de Dilma – que os apavora, seria ficar mais quatro ou oito anos nessa posição de dirigentes opositores -, trará dilemas difíceis para essas empresas. É possível que uma ou outra busque reciclar-se para adaptar-se a novos tempos, em que inclusive tem que contar com o fim de toda uma geração de políticos estreitamente associados a ela, como FHC, Serra, Jereissatti, etc. Isso, associado a uma intensificação da crise econômica das empresas, deve colocar dilemas cruciais para órgãos que assumiram atitudes suicidas, contra a vontade expressa da maioria do povo brasileiro e pagam preço caro por isso.

SOBRE ESSE TEMA LER TAMBÉM

A Globo e a ditadura, segundo Walter Clark

A antiga imprensa, enfim, assume partido# IMPRENSA - MÍDIA - BRASIL

Postado por Emir Sader

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Aclamado, Lula destaca importância da participação popular.


POST DO VERMELHO.

Aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, os três mil participantes da 1ª Conferência Nacional da Educação (Conae) receberam, de pé, o Presidente Lula que chegou por volta de meio-dia, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, nesta quinta-feira (1º), para o encerramento do evento. A plenária, que votava o documento final com quase 300 parágrafos, foi suspensa para receber o Presidente.

O presidente retribuiu a calorosa recepção, dizendo que a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos. E manifestou alegria de ver a sociedade comprometida com o debate sobre a educação. Lula disse que leria o seu discurso para evitar multas, referindo-se ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o multou por propaganda eleitoral antecipada.

Mas, ao final do discurso, tirou o microfone do púlpito e conversou descontraidamente com os participantes, andando pelo palco. Em tom de despedida do cargo, o Presidente Lula disse que não foi o Governo dele que deu início as conferências. Elas já são realizadas desde 1941, o mérito do Governo Lula foi realizar o maior número de conferências, que resultaram na criação de 61 conselhos nacionais com participação popular.

E, alfinetando a oposição, disse que “a democracia deve ser ampliada a aprofundada com participação popular, porque a oposição acha que democracia é um pacto de silêncio e nós achamos que é múltiplas manifestações da sociedade brasileira”, explicando porque ampliou a interlocução com a sociedade brasileira, realizando 66 conferência nacionais e mais cinco previstas para este semestre.

“Democracia quer dizer participação da sociedade nas decisões”, enfatizou, em meios a manifestações de aprovação, aplausos e gritos de “olé/olé-olé/olá/Lula-lá/Lula-lá”.

O Presidente Lula, como todos os demais oradores, destacou os avanços no setor de educação, citando a aprovação das emendas constitucionais que criou o Fundeb, que obriga a União a financiar a educação nos locais que não tem recursos para isso e ampliando esse financiamento da creche ao ensino médio; e o fim da desvinculação da DRU para educação, o que garante mais nove bilhões para o setor.

Ele lembrou que não fez universidade, mas foi quem mais investiu em educação, mas diz que não se orgulha disso, tem tristeza pelos os que não fizeram. E mais uma vez disse que quer que os que vierem depois deles faça mais do que ele fez.

No improviso, ele disse ainda que “vai quebrar a cara quem pensar que eu vou ser um ex-presidente, porque a minha luta não era só para ganhar a presidência, precisamos construir mais coisas nesse país”. E fazendo uma analogia com a travessia de um rio, disse que estamos no meio, não podemos voltar e nem morrer afogados.”

Em meio a palavras emocionadas de despedida, disse que “chegamos aqui por causa de vocês, porque me fizeram entender que governo bom é aquele que ouve o povo e coloca em prática o que ouve em cada casa, em cada porta, em cada fábrica. Muito obrigada pelo que fizeram por mim o tempo todo”, afirmou, destacando ainda que “quando eu regressar ao meu mundo real, eu vou poder olhar na cara de cada um de vocês e chamá-los de companheiros e companheiras”.

Correia de transmisssão

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que presidiu a mesa, destacou que no momento que o Presidente Lula chegou, a plenária estava votando as diretrizes e deliberações que vão nortear os trabalhos da educação no Brasil. E garantiu que a execução das propostas aprovadas vai permitir que o Brasil comemore o bicentenário da independência, em 2022, orgulhoso do seu sistema educacional.

O Ministro disse que o papel do MEC na conferência é ser a “correia de transmissão” entre que os delegados eleitos decidirem aqui e o Congresso Nacional, eleitos também pelo povo, que vão decidir sobre o Plano Nacional de Educação 2011-2020. “Estamos a serviço dessa conferência para aprovar um plano que seja a expressão da vontade popular e coloque a educação como expoente da sociedade brasileira”, afirmou.

Haddad disse que em seus dois mandatos, o Presidente Lula multiplicou por três o orçamento da educação, o que alterou significativamente a atuação do Ministério. “O Brasil estava acostumado com política de foco por falta de financiamento e não tinha financiamento porque não tinha vontade e compromisso político com a educação”, explicou, dizendo ainda que “”o que a cátedra tirou, a fábrica colocou”, em referência do fim da DRU para educação, que coloca em posições opostos do governo do professor Fernando Henrique Cardoso e o operário Luis Inácio Lula da Silva.

O coordenador geral da conferência, Francisco das Chagas Fernandes, destacou a participação da sociedade civil no evento, citando cada uma delas numa extensa lista, e cobrou do Congresso o compromisso de assumir as propostas aprovadas na conferência para que se tenham leis que permitam avanços na educação.

“Depois da conferência vamos precisar atuar para que as diretrizes sejam levadas em consideração no Congresso Nacional”, alertou.

Inclusão de todos

Os ministros da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói Araújo, e dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vanucchi, que acompanharam o Presidente Lula, também falaram, saudando a conferência e as propostas aprovadas.

O novo ministro da Seppir, repetindo a famosa frase do Presidente Lula, disse que “nunca antes na história desse país tivemos tantos negros e pardos nas universidades no Brasil”. Ele defendeu a política de cotas, que tem tido resultados extraordinários e é comemorada por toda a comunidade acadêmica, o que demonstra o acerto da proposta. E chamou atenção para a lei que inclui o ensino da cultura africana no currículo das escolas, manifestando “certeza de construção de ambiente democrático com a inclusão de todos.”

Paulo Vanucchi pediu aos delegados que, nas horas de votação que ainda faltam, não percam a chance de consolidar todo o capítulo da chamada educação de direitos humanos. Segundo ele, a educação em direitos humanos vai permitir que a mídia e os agentes do Estado, principalmente do sistema de segurança, assumam o papel de fato na construção de uma sociedade pautada nos direitos humanos.

O ato formal de encerramento da conferência incluiu ainda a exibição de um vídeo institucional de agradecimento a todos os que participaram. “Não vamos ensinar nada a ninguém, mas saímos daqui com a sensação de que aprendemos muito nesses cinco dias”, dizia o texto do vídeo.

Udenismo: sempre hipócrita, agora high-tech.


Eu disse outro dia aqui que o discurso oposicionista – e inclua nisso a mídia – ia cada vez mais se assemelhando ao da UDN. E não deu outra ontem, na desincompatibilização de José Serra. Na falta de propostas, projetos e causas, o que sobrou para as manchetes dos jornais é o “não sou cúmplice de roubalheira”.

O ponto forte do discurso de Serra:

“”Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito”

Bom, seu acho que o governador deve saber do que fala.

Então é de supor que ele vá ajudar as investigações sobre o caso Alston, que já botou gente em cana na Europa por irregularidades praticadas aqui e que está ainda quente nos tribunais brasileiros.

E deve estar fazendo autocrítica pelo fato de ter bloqueado 13 CPIs em seu governo – um progresso em relação a Alckmim, que bloqueou 70 – sobre cartões, Detran, pedágios, corrupção policial…

E certamente deve estar querendo mudar a imagem que boa parte dos paulistanos tinha dele, como mostra o insuspeito Datafolha que, ao avaliar o início da gestão de Serra na prefeitura, em abri de 2005, publicou:

A maioria dos paulistanos acredita que o prefeito José Serra (PSDB) não tem combatido a corrupção na cidade de São Paulo, revela pesquisa do instituto Datafolha realizada com 1.634 pessoas entre os dias 6 e 7 deste mês.
São 54% dos entrevistados que avaliam como ineficientes as ações nessa área do governo tucano, que completou cem dias de gestão no último domingo.
Para um quarto dos paulistanos, o tucano tem combatido a corrupção. Uma parcela de 21% diz não saber avaliar suas ações nessa área. A administração Serra não quis comentar a pesquisa.

O udenismo, porém, é agora high-tech. Tudo o que Serra diz é planejado de acordo com pesquisas. Se ele adora este discurso é porque sabe que é o tom que dominará a mídia de agora a outubro.

É bom que o Governo atente para isso. Lula disse outro dia que, se as ondas não são enfrentadas, elas vencem. Não cou ninguém para dar conselhos aos caciques do PT e aos ministros de Governo, mas se quiserem ficar de “bonzinhos” com os editores de jornal, vão dar munição a essa campanha.

O presidente Lula precisa assumir pessoalmente o comando deste combate e dar a alguém a missão de travar o enfrentamento na mídia. Se ele não o fizer, pelo que conheço dela, a própria Dilma o fará. E, com isso, se afastará do seu eixo de campanha.

Brizola Neto

1° de ABRIL!!!!!

EU VEJO GENTE MORTA.....


bom dia caro leitor, quem vos fala é o mané que criou este blog na intenção de informar as pessoas das merdas que assolam o NOSSO país , se existe uma pessoa que traduz tudo o que existe de ruim e excroto na nossa política é esta madame global a senhora que" tem medo" do nosso digníssimo presidente ELEITO PELO VOTO espero mais uma vez joga-la com seu medo e seus donos (no caso não é patrão é dono mesmo) pelo ralo da história,conto com sua ajuda divulgue a verdade sempre que possível,pense em seus filhos e nas pessoas que no futuro vão entender que existiam pessoas que apesar da mentira alardeada em todos os meios corrompidos de comunicação ,ainda coseguiam enxerguar a verdade!
um abraço e até outra vez!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Servidores respondem à grande mídia e põem a Globo para correr.

post do vermelho.

O funcionalismo público do estado de São Paulo demonstrou à grande mídia que não aceitará calado à campanha de criminalização dos movimentos sociais e de proteção ao presidenciável tucano, José Serra. Milhares de servidores protestaram, nesta quarta-feira (31), contra o viés autoritário e manipulador dos principais veículos de comunicação na cobertura de manifestações.

As espontâneas reações foram um dos pontos mais inusitados do “bota-fora” promovido por 42 entidades sindicais para marcar a saída de Serra do governo paulista. Também na quarta-feira, o tucano se desincompatibilizou do cargo para disputar a Presidência da República. Sua última cerimônia como governador, por sinal, recebeu apaixonado respaldo da imprensa conservadora.

Os manifestantes começaram a responder à mídia já no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, onde milhares se pessoas se concentraram no “bota-fora”. Mas o protesto mais enfático ocorreu horas depois, em frente à Secretaria da Educação, na Praça da República, durante a assembleia dos professores da rede estadual.

Aos gritos de “Globo não!”, “Fora!” e “Abaixo a Rede Globo”, manifestantes expulsaram uma equipe da emissora carioca, que estava num link ao vivo. Como em tempos mais sombrios, a Globo buscou guarida da Polícia Militar ― e foi calorozamente acolhida. Servidores também lançaram palavras-de-ordem contra a Folha de S.Paulo e balançaram a câmera de um repórter da Folha Online.

As imagens foram registradas pela própria Folha (clique aqui para ver). A queixa maior do funcionalismo diz respeito à cobertura da greve do professorado. Desde o início da paralisação, em 8 de março, veículos como a Folha e O Estado de S.Paulo vêm ridicularizando o movimento, tachando-o de “político”, “petista” e “eleitoreiro”.

Reportagens, matérias, artigos e editoriais sobre a greve se furtam a analisar a justeza das reivindicações e a estimar a verdadeira adesão da categoria. Em vez disso, fazem coro com as declarações oportunistas de Serra e do secretário da Educação, Paulo Renato.

De São Paulo,
André Cintra.

Pedro Alcântara de Souza, presidente da Federação da Agricultura Familiar (Fetraf), foi assassinado ontem à noite (31-03) por pistoleiros, na região de Redenção, no Pará.
(Carta Maior, com agências; 01-04)