terça-feira, 9 de abril de 2013

Ministro Joaquim Barbosa-Nu e Cru

GilsonSampaio
Não está em questão o mérito da questão discutida(?). É o modo de ser despótico do Presidente do STF que mais salta aos olhos: destemperado e tirânico.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fracking e a defesa das fontes de energia da América do Sul



por Luiz Carlos Azenha
Em breve a repórter Heloisa Villela vai nos brindar com um texto sobre o avanço, rápido avanço, do fracking nos Estados Unidos. Fracking é uma nova técnica para extrair petróleo. Os ambientalistas dizem que contamina as fontes de água subterrânea. Que pode causar terremotos. Vamos dar um desconto.
O fato é que o fracking avança velozmente. E que o tal do “pico de produção” de petróleo, após o qual haveria apenas declínio no consumo, pode ser adiado. Há novas tecnologias para recuperar petróleo no fundo do mar. Muitas guerras virão por causa de disputas em torno de águas territoriais.
A Marinha vai se tornar ainda mais importante. Não por acaso os Estados Unidos reativaram a Quarta Frota. E investem no fracking. É objetivo estratégico dos Estados Unidos, tão explícito que sai na Foreign Affairs, se livrar da dependência do petróleo do Oriente Médio. Com isso, reduzem os custos de fazer guerrra no Iraque e no Afeganistão, podem cortar bases no Golfo Pérsico e deixar de proteger o estreito de Ormuz.
O estreito é uma espécie de gargalo do petróleo. Grande parte da produção passa por lá. O estreito é difícil de defender, tá cheio de aiatolá por perto e tudo isso explica a campanha internacional para “conquistar” o Irã.

A elite estadunidense, pense você o que pensar dela, tem uma virtude: pensa longe e pensa nos objetivos estratégicos de longo prazo. Faz política de Estado, não de governo.
Reduzir a dependência do Oriente Médio representa promover o fracking. Explorar o gás natural. Furar no Alasca. E ir buscar petróleo mais perto. Na África, por exemplo: Líbia, Guiné Equatorial, Angola. Tem um pré-sal do outro lado do Atlântico.
Os Estados Unidos criaram um comando militar exclusivo para a África — e não é para proteger os antílopes ameaçados.
Finalmente, muito mais perto ainda estão a faixa de Orinoco, na Venezuela, com as maiores reservas de petróleo pesado do mundo. As areias betuminosas do Canadá. O pré-sal brasileiro. As grandes reservas de gás da Bolívia.
As tecnologias são desenvolvidas velozmente. Sim, o petróleo iraquiano é de muito melhor qualidade, muito mais fácil e barato de refinar, mas fica mais longe, é mais difícil de defender — e, de qualquer forma, sem o nacionalismo árabe, mais fácil de acessar.
Até ontem o petróleo pesado do Orinoco era desprezado. Mas, assim como aconteceu com o fracking, a indústria não deixa de inventar novidades. Ou vocês acham que Washington tentou derrubar o Chávez por causa do mau hálito?
Os governos Lula/Dilma mudaram a forma de rachar o petróleo com as grandes empresas do ramo. O entreguismo já não é hard core, como o dos tucanos. Mas continua, como demonstram Paulo Metri e Emanuel Cancella (aqui, aqui e aqui). Em outras palavras, 30 bilhões de barris que já sabemos que existem nós vamos “partilhar”.
Os argumentos são sempre de que nem o Brasil, nem a Bolívia, nem a Venezuela dispõem do capital necessário à exploração. Pode ser, mesmo. Mas uma coisa é certa: precisam dispor dos meios necessários, em conjunto, para defender estas reservas da rapinagem direta, militar (o Reino Unido garantiu na marra as Malvinas e agora quer ‘partilhar’ o petróleo encontrado com a Argentina!).
Daí a importância de dar músculo às instituições regionais, como a Unasul.
Americano eu conheço bem: não desiste nunca! A Alca morreu para nós, não para eles.
E nem é preciso desembarcar os marines para fazer avançar este objetivo. Já contam com a artilharia pesada, com os canhões, destróiers e fuzileiros das Organizações Globo. Corações e mentes, lembram-se?
Leia também:

Veja o documentário Hearts and Minds

GRAÇAS À LEI DE FHC/PSDB, PT TAMBÉM CAPITULA ÀS MULTINACIONAIS DE PETRÓLEO

Esses tucanos… Tucanos?
USURPAÇÃO DA ESPERANÇA
(Veiculado pelo Correio da Cidadania em 05/04/13)
Por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
“O presente artigo trata da 11ª rodada de leilões de blocos para exploração e produção de petróleo, que o governo brasileiro está determinado a realizar em 14 e 15 de maio próximo. Para atrair investidores estrangeiros para esta rodada, atração esta desnecessária, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) declarou, no seminário técnico e ambiental promovido por esta Agência no dia 18 de março, que poderão ser encontrados, só na margem equatorial brasileira, até 30 bilhões de barris de petróleo in situ.
Esse fato é gravíssimo por representar a capitulação final do atual governo brasileiro às multinacionais do petróleo. Com relação às rodadas de leilões, o governo do PT se iguala ao governo do PSDB. A única voz audível neste silêncio sepulcral promovido pela mídia entreguista foi a do senador Roberto Requião, que usou um dos poucos espaços democráticos restantes no nosso país, a TV Senado, e proferiu memorável discurso no dia 27 de março passado  (http://www.viomundo.com.br/politica/requiao-a-pauta-das-oposicoes-midiaticas.html).  O conluio da mídia muda, comprometida com os grupos estrangeiros interessados em levar nosso petróleo em troca de irrelevante royalty e com políticos corruptos, abate a esperança dos brasileiros conscientes.
Algum leitor não acostumado ao tema do petróleo pode perguntar o porquê desses leilões serem prejudiciais aos brasileiros. Em respeito a ele, vou dar uma resposta. A 11ª rodada só conterá blocos fora da área do Pré-sal, sendo regida, portanto, pela lei 9.478 [de FHC/PSDB]. Se fossem blocos da área do Pré-sal, seria regida por outra lei [de Lula/PT].
Pela lei [tucana] 9.478, quem descobre petróleo é dono dele e faz dele o que bem quiser. Nenhuma empresa estrangeira demonstra interesse em construir refinarias no país, quer seja para abastecer o mercado interno ou exportar derivados, como também não tem intenção de vender o petróleo a ser produzido à Petrobras. Então, o objetivo delas é unicamente exportar o petróleo in natura.
Nenhuma empresa estrangeira compra plataforma no Brasil. Falo do item “plataforma” porque ele representa mais de 80% dos investimentos e as compras na fase dos investimentos são a quase totalidade das compras de um campo. As compras na fase de produção são pouco representativas. Desde 1999, quando ocorreu a primeira rodada, as empresas estrangeiras receberam concessões e nunca compraram uma plataforma no país. Só quem compra plataforma no Brasil é a Petrobras.
Nesse setor, a geração de mão de obra ocorre mesmo com a encomenda de plataformas. Como as empresas estrangeiras não compram no país, elas não abrem oportunidades de trabalho. A mão de obra para operar as plataformas é mínima comparativamente, podendo ser desprezada. Ademais, as petroleiras estrangeiras não contratam desenvolvimentos tecnológicos no país, nem projetos de engenharia.
Pelas determinações da lei 9.478 [FHC/PSDB], não existe obrigatoriedade de as empresas suprirem recursos para nenhum Fundo Social, como existe no caso da lei [Lula/PT] da área do Pré-sal, que é destinado para programas sociais. Quando a lei 9.478 era a única a reger todas as explorações e produções de petróleo no Brasil e não existia a lei dos contratos de partilha, um estudo comparativo do nível das taxações em diferentes países foi feito, concluindo que as “participações governamentais” aqui representam somente 45% do lucro da atividade petrolífera, enquanto a média mundial está em 65%. Países como Noruega, Venezuela e Colômbia taxam até mais de 80% do lucro. Por isso é que classificamos o royalty cobrado atualmente no Brasil como irrelevante.
Argumentam que há necessidade dos leilões para o abastecimento do país, o que seria cômico, se não fosse de extremo mau gosto. As empresas estrangeiras só querem exportar o petróleo que descobrirem. Se não tiverem essa possibilidade, não se inscrevem nos leilões. Quem abastece o Brasil é a Petrobras. Às vezes, neste ponto, perguntam: “E por que não exportar petróleo?”. Concordo que poderíamos exportar petróleo, desde que ele não faltasse para o abastecimento interno por um número razoável de anos futuros e que ficasse no país um bom quinhão do lucro da atividade para a sociedade brasileira, o que não acontece se a lei 9.478 [FHC/PSDB] estiver regendo a concessão.
Outro argumento usado é que só 7% das bacias sedimentares brasileiras teriam sido pesquisadas e, por isso, devem ser feitos leilões. Notar que a concessão é para a exploração, quando o petróleo é procurado, e se houver descoberta, para a produção também. Então, pelo argumento, o Brasil deve entregar um bloco para ser explorado, para melhorar o nível de conhecimento das nossas bacias. Mas, se for descoberto petróleo, ele será levado sem grande usufruto para a sociedade?
Argumentar que essa rodada inclui áreas em regiões pobres que, hoje, não recebem nenhum royalty é explorar a inocência alheia. Supondo que vai ser descoberto petróleo na região, eu acharia até meritório se o royalty fosse, no mínimo, o triplo do que é hoje. Estão achando que prefeitos e governadores de regiões pobres aceitam qualquer esmola.
Chego a um ponto em que muitos desavisados e outros avisados, mas devotos do “mercado”, acreditam ser irrelevante. O aspecto geopolítico é negligenciado nas diversas rodadas de leilões de blocos que já ocorreram no Brasil. Entretanto, Daniel Yergin tem um livro de 800 páginas citando inúmeros casos de guerras, conflitos, acordos, espionagens, traições, deposições e assassinatos ocorridos no mundo graças ao petróleo, além de mostrar claramente o poder que sua posse representa. Contudo, nós, brasileiros, entregamos a posse do nosso petróleo a empresas que irão arrematar um bloco no leilão por cerca de 0,2% [!!!] do valor do petróleo a ser produzido no bloco, durante a vida útil. E mais nada!
No entanto, o que mais me dói, atualmente, além da enorme perda para a tão sofrida sociedade brasileira, é reconhecer que, na última campanha presidencial, o candidato José Serra tinha razão, quando, no horário eleitoral gratuito, dizia que a candidata Dilma iria [como eles, tucanos, fizeram] deixar as empresas estrangeiras levarem o petróleo brasileiro. Lembro-me bem da imagem na tela da TV de um canudinho, pelo qual o petróleo brasileiro era sugado pelas multinacionais. Obviamente, não acreditava nem acredito que José Serra fizesse diferente [O Wikileaks revelou que Serra, secretamente, prometeu, caso fosse eleito, entregar parte do Pré-Sal à norte-americana Chevron]. Mas nunca pude imaginar que Dilma, consciente de todos estes aspectos citados, pela sua formação e trajetória, fosse chegar à presidência para abrir o setor petrolífero brasileiro às empresas estrangeiras sob a péssima lei 9.478 [de FHC/PSDB].
Tinha esperança que a insustentabilidade dos leilões pela lei 9.478 fosse reconhecida, vez que cria um passivo de petróleo a ser pago por gerações futuras, transformando o petróleo, de um passaporte para um futuro melhor, em uma dívida a ser paga por nós, nossos filhos e netos. Usurpamos, assim, a esperança, nossa e dos nossos descendentes, para que prepostos das multinacionais, apaniguados do poder e corruptos tenham uma vida boa.
Como a vida, enquanto não se esvai, é luta, sugiro aos homens e mulheres de bem que se revoltem, comentem estes fatos com amigos, colegas de trabalho ou de sala de aula, parentes e vizinhos. Que se procurem informar mais, mas não através dos canais comprometidos com o assalto à sociedade, participem de movimentos sociais, visitem o sítio da Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br) e, principalmente, busquem barrar a 11ª rodada de leilões da ANP.”
FONTE: escrito por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia. Veiculado pelo Correio da Cidadania

CONSPIRAÇÃO PELA ELEVAÇÃO DE JUROS


A CONSPIRAÇÃO EM MARCHA NA GRANDE MÍDIA PELA ELEVAÇÃO DOS JUROS BÁSICOS
Por José Carlos de Assis
“A Presidenta tem diante de si um teste sem precedentes. Depois de fazer todas as concessões possíveis ao setor privado no campo das privatizações de concessões de serviços públicos, depois de promover importantes desonerações tributárias e previdenciárias, depois de determinar ao BNDES a redução das taxas de juros para empréstimos de longa maturação, depois de tudo isso, enfrenta agora a conspiração de economistas do mercado e de seus vocalizadores na mídia para aumentar os juros.
Raras vezes, em mais de quarenta anos de jornalismo econômico, tenho visto uma orquestração tão descarada em torno de um objetivo tão espúrio. As medidas assinaladas acima, de incentivo ou mesmo subsídio ao setor privado, mesmo que controversas, podem ser justificadas como estímulo à produção. Já a pressão para aumentar a taxa de juros básica consiste na busca de um privilégio absurdo para a especulação financeira por parte de oportunistas, parasitas e vigaristas.
Do ponto de vista técnico, é um esbulho da opinião pública pretender que a taxa de inflação, nos níveis atuais, ameace sair do controle. De fato, ela continua dentro das margens da meta do Conselho Monetário. Visar exclusivamente o centro da meta, como têm cobrado os economistas “de mercado”, equivale a desqualificar a própria metodologia de controle de inflação operada pelo Banco Central. De fato, se não se pode ter inflação perto da margem, por que, afinal, se fixam as margens de tolerância, e não apenas o centro da meta?
Na realidade, estamos diante da mitificação de um método operacional e político do Banco Central, introduzido arbitrariamente (sem cobertura de lei) pelo Governo FHC, cujo propósito fundamental tinha sido manter elevadas taxas básicas de juros [OBS: O governo FHC/PSDB conseguiu elevar a SELIC a 38%! Passou para o governo Lula/PT com 25% e fortemente crescente, apontando para 35% no ano seguinte]:
O tal modelo de metas não passa de uma fraude política sob uma máscara técnica. Escrevemos sobre isso, Francisco Antonio Doria e eu, num livro de dois anos atrás editado pela Civilização Brasileira, “O Universo Neoliberal em Desencanto”.
Nenhum banco central sério trabalha hoje com modelo de metas. O FED nos Estados Unidos, o Banco Central do Japão, o conservadoríssimo Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, nenhum deles, antes ou agora, se preocupa com inflação. Ao contrário, temem a deflação, e por isso fazem políticas monetárias expansionistas. E usam a política monetária para, de uma forma descarada, manipular a taxa de câmbio no sentido de estimular exportações e desestimular importações.
No nosso caso, é patético o que se tem visto na grande imprensa nessa verdadeira empreitada ideológica para subir os juros. Claro, quando o “Estadão” ou “O Globo” juntam seis economistas para palpitarem sobre as necessidades da economia, eles tomam o cuidado de escolher cinco favoráveis a sua tese – subir os juros -, e um contrário. Com isso, esse contrário legitima os outros cinco, e a impressão que fica é que a maioria esmagadora dos economistas está do mesmo lado.
Entretanto, mesmo que a inflação estivesse num nível elevado, e não está, é falsa a relação de causalidade entre taxa de juros e inflação. Já escrevi aqui que o que existe de inflação no Brasil é, principalmente, por pressão de demanda, fruto de uma favorável situação de emprego e de salário, influindo nos serviços pessoais e públicos. Nenhum aumento de juros básicos pode levar à redução dos preços da alimentação ou dos serviços pessoais. Essa relação é pura ficção. Assim, se se quer reduzir a inflação, é necessário buscar outros mecanismos, fora os juros.
Onde o aumento da taxa básica de juros pode ter influência indireta na inflação é através do câmbio. Atraindo capitais especulativos para o Brasil, ela induz a valorização do real, e o real mais forte favorece a redução do preço dos bens importados. Tudo bem, mas é isso que queremos para a economia brasileira? Atrair capitais especulativos, aumentando nosso risco cambial futuro, e concorrendo para destruir o parque produtivo e os empregos internos pela concorrência artificial dos importados?A Presidenta Dilma terá de recorrer a todo o seu arsenal de firmeza moral para resistir aos altistas dos juros e enfrentar o tsunami dos rentistas. É economista, ela própria, e portanto não tem a desculpa do Presidente Lula que de uma certa forma teve que se alienar da política monetária. Que recorra, se necessário, ao conselho de Delfim Netto, que não pode ser acusado de anticapitalista. E diante do coro grego dos economistas de mercado, deve lembrar-se do que disse o genial John Kenneth Galbraith: “Em economia não se deve levar em consideração a opinião de quem tem interesse próprio em jogo”.
FONTE: escrito por José Carlos de Assis, economista, professor de Economia Internacional da UEPB, autor, entre outros livros, de “A Razão de Deus”, ed. Civilização Brasileira. Artigo transcrito no portal de Luis Nassif (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-conspiracao-em-marcha-pela-elevacao-dos-juros).

PiG teme que novo STF absolva Dirceu

Gilmar não quer renovar o Supremo. Ataulfo Merval também não.


O Conversa Afiada reproduz texto do Edu no Blog da Cidadania:


Mídia teme que novos membros do STF absolvam “mensaleiros”



Na surdina – mas nem tanto –, o Supremo Tribunal Federal vem sofrendo pressões da mídia tida e sabida como de oposição ao governo Dilma Rousseff e adversária política do PT. Tais pressões visam impedir que a troca de membros daquela Corte (que está em pleno curso) resulte em reversão de condenações do “núcleo político” do julgamento do mensalão.

Desde o fim do julgamento da Ação Penal 470, abriram-se duas vagas para novos ministros e uma terceira ainda não foi aberta por razões eminentemente políticas.

Dos 11 ministros que participaram do julgamento do mensalão e condenaram os petistas José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, dois já deixaram o STF. Cesar Peluso e Carlos Ayres Brito abriram duas vagas, mas apenas uma foi preenchida. Teori Zavascki, ex-ministro do STJ, ocupou a vaga de Peluso, mas a de Britto, aberta em novembro, até agora não foi preenchida.

Além das vagas de Peluso e Britto, em março deveria ter sido aberta mais uma vaga, a do ministro Celso de Mello, quem, em meados de 2012, antes do início do julgamento do mensalão, anunciou sua disposição de se aposentar em março deste ano, o que não aconteceu.

Globo (televisões, rádios, jornais e revistas), Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, a revista Veja, o PSDB, o DEM, o PPS e, acima de todos, o ministro do STF Gilmar Mendes vêm pressionando o STF, plantando “notícias” e fazendo pressão para que o ministro Mello, um dos mais afoitos em condenar petistas, não se aposente até que o julgamento termine de fato, com a apreciação de todos os embargos que podem, em tese, inocentar aqueles condenados.

No fim de 2012, a revista Veja chegou a criar a campanha “Fica, Celso de Mello”. Fontes no STF relatam que o ministro, que anunciara sua aposentadoria em julho do ano passado, vem recebendo “incontáveis apelos” para que postergue sua aposentadoria, pois inimigos do PT acreditam que tanto o já nomeado Zavascki quanto outros novos ministros optarão pela linha legalista e rejeitarão as condenações sem provas feitas por Peluso, Britto e Mello sob pressão da mídia.

No momento, a prioridade da oposição partidária, judiciária e midiática é impedir a nomeação do advogado tributarista Heleno Torres para a vaga de Britto.

Torres conta com a simpatia do ministro Ricardo Lewandowski, um dos poucos que divergiu da maioria que condenou réus do “núcleo político” do mensalão e denunciou a impropriedade da teoria do “domínio do fato” para promover tais condenações – o uso da teoria dispensou provas, baseando-se em “verossimilhança” de culpas.

É voz corrente no STF que não existe o menor sentido em Heleno Torres divulgar antecipadamente que seria escolhido, pois tal divulgação só faria “queimá-lo”. No entanto, o jornal O Estado de São Paulo e a revista Veja, na semana passada, divulgaram que Torres estaria espalhando que já teria sido escolhido.

Neste fim de semana, a revista Época, da Globo, fez uma “denúncia” contra o ministro Lewandowski, de que teria “primeiro prendido e depois mandado soltar” o britânico Michael Misick, quem o Reino Unido acusa de crimes e tenta fazer o Brasil extraditar.

Segundo a revista, Lewandowski teria agido assim porque o britânico contratou o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado pelo PT de São Paulo. A insinuação da matéria da Época é a de que Lewandowski, que diz ser “ligado ao PT”, mudou de ideia sobre Misick quando ele contratou um “advogado petista”.

No último sábado, o jornalista Luis Nassif publicou em seu blog a explicação de Lewandowski. Entre tudo que a assessoria do ministro explicou, o fato principal é o de que o Reino Unido não apresentou a tempo a fundamentação de seu pedido para manter Misick preso.

Nos corredores do STF, até os bebedouros sabem que as variadas pressões da mídia sobre aquela Corte (supra descritas) guardam relação com o preenchimento das duas vagas de ministro – uma aberta e outra por se abrir – com a – ainda possível – aposentadoria de Celso de Mello.

Com a tentativa de levarem o ex-presidente Lula ao banco dos réus, a mídia acredita que o preenchimento por Dilma de uma ou duas vagas de ministros no STF e da vaga de procurador-geral da República (que se abrirá em julho) pode anular seus planos de destruir o PT antes da eleição presidencial do ano que vem.

COREIA DO NORTE SABE O QUE FAZ



 
BRENO ALTMAN
Não falta quem apresente o governo de Pyongyang como um bando de aloprados, chefiado por um herdeiro tonto e tutelado por generais dignos de Dr. Strangelove, o célebre filme de Stanley Kubrick estrelado por Peter Sellers. Mas fica difícil acreditar que um Estado pintado nessas cores possa ter sobrevivido a tantas dificuldades nesses últimos vinte anos.
Depois do fim da União Soviética e do campo socialista na Europa Oriental, que eram seus grandes parceiros econômicos, a Coreia do Norte entrou em colapso. O caos foi agravado por catástrofes naturais que empurraram o país para uma situação de fome. Poderia ter adotado o caminho de reformas semelhantes às chinesas, mas o risco de ser açambarcado por Seul afastou essa hipótese.
O forte nacionalismo, mesclado com economia socialista e mecanismos monárquicos, impulsionou uma estratégia de preservação do sistema. Laços com a China foram reatados. E os norte-coreanos resolveram peitar o cerco promovido pelos EUA, cuja exigência era rendição incondicional.
A consequência óbvia dessa decisão foi reforçar a defesa militar, tanto do ponto de vista material quando cultural. Na chamada ideologia juche, criada pelo fundador da Coreia do Norte, Kim Il Sung, que combina marxismo e patriotismo, as Forças Armadas são a coluna vertebral da nação.
Pyongyang, portanto, jamais descuidou de estar preparada para novos conflitos depois do armistício que, em julho de 1953, suspendeu a Guerra da Coreia. Sempre considerou que a disputa entre norte e sul teria a variável da presença de tropas estadounidenses.
Leia mais
Mas outras lições foram extraídas a partir dos anos 90. O primeiro desses ensinamentos foi que, após a debacle soviética, a Casa Branca passara a intervir militarmente contra os países que não se curvassem à sua geopolítica. Iugoslávia, Afeganistão, Iraque e, mais recentemente, Líbia servem como exemplos desse axioma.
O segundo aprendizado está na conclusão de que qualquer guerra convencional contra o Pentágono estaria provavelmente fadada à derrota. Somente uma força nuclear de dissuasão poderia servir de escudo eficaz.
Ao longo do tempo, o governo dos Kim deu-se conta de que, no controle desse dispositivo, poderia impor certas condições econômicas e políticas que ajudassem a recuperação do país, pois os temores militares de Seul e Tóquio obrigavam os EUA a negociar.
No curso dessa estratégia, demonstrações de poderio bélico e vontade de combate são essenciais. Os Estados Unidos recrudesceram, por sua vez, a pressão para que os norte-coreanos se desarmem, como pré-condição para qualquer alívio de medidas punitivas.
Pyongyang resolveu reiterar, nas últimas semanas, que não está para brincadeiras. De quebra, parece sinalizar que não aceita ficar sob o guarda-chuva chinês e rifar sua independência político-militar.
Pode-se não gostar da política e do estilo, mas a Coreia do Norte está longe de ser uma pantomima do absurdo. Eles sabem o que fazem. Seu regime sobrevive porque aprendeu que a única linguagem entendida por Washington é a força. Quem não entendeu isso, dançou na história.
Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel

sábado, 6 de abril de 2013

Bilionária Família Marinho controla as verbas e o verbo



Rodrigo Vianna: A família que controla a verba e o verbo

João, Irineu e José: os donos do BV

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Chega de falar apenas em Roberto Marinho (morto há dez anos) e Ali Kamel (capataz dos patrões). A Globo tem 3 donos: João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto. Eles mandam. Eles botam dinheiro no bolso. Eles interditam o debate.

É hora de espalhar a foto dos três, e dizer ao povo brasileiro: eles ficaram bilionários, graças ao monopolio da informação – que concentra verbas e verbo. Precisamos colocar os três no centro do debate. Eles precisam rolar na lama da comunicação em que fazem o Brasil chafurdar.

Dilma acha importante reduzir juros. E está certíssima. Mas Dilma acha que não é hora de falar em ”Democratização da Mídia”. E aí Dilma erra feio. Os monopólios da mídia, construídos ao arrepio do que diz a Constituição, e na base de BV– Bônus de Volume (veja texto abaixo publicado por PH Amorim), impedem um debate correto sobre redução dos juros. Parceiros dos bancos, os monopólios da mídia não querem juros baixos. Querem travar o Brasil. E constroem a fortuna bilionária de João, Irineu e José.

Na foto acima, eles aparecem (João, Irineu e José - da esquerda para a direita), com semblante de felicidade contida. Na época, o papai deles (ao centro da foto) ainda mandava. O patriarca fez a fortuna graças à parceria estabelecida com a ditadura militar. Roberto era apenas um milionário. Os filhos são bilionários, segundo a última lista da Forbes. Graças (também) ao BV. Graças ao monopólio.

Passamos anos na blogosfera dizendo que “ninguém sabe quem são os filhos de Roberto Marinho”. Está na hora de saber. Pra eles, é ótima essa situação. Discretos, poderosos, bilionários. Mas e para o Brasil?

Os três porquinhos da comunicação são os donos do BV. Os três mandam processar quem critica a Globo. Hora de botar a carinha dos três pra circular. Eles sao inimigos da Democracia.

Está na hora – também – de questionar no STF a legalidade do BV. Joaquim Barbosa usou o BV para construir a tese de “corrupção” no julgamento do “Mensalão”. O BV serve pra condenar petistas. Mas o BV da Globo é intocável? Mais que isso: é ético que agências de publicidade recebam esse dinheiro – espécie de propina oficializada pelo mercado?

Se você não sabe direito o que é o tal BV, calma! Quase ninguém sabe. O BV é um segredo que constrói fortunas. E constrói o poder da Globo. Poder que trava a Democracia, trava debate sobre juros, e permite que o capataz de João, José e Irineu use uma concessão pública para praticar um jornalismo de bolinhas de papel.

Leia abaixo a entrevista de um conhecido publicitário escocês que explica a PH Amorim o que é o BV…

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(extraído do Conversa Afiada)

-É a bonificação por volume, essa propina que o Brasil legalizou, o BV.

-Explica isso ao nosso leigo navegante, Mestre, por favor.

-Leigo navegante, é assim. Quanto mais uma agência de publicidade programar a Globo, mais bônus, grana, ela tem. Você sabia que o BV da Globo é o maior item do faturamento das QUARENTA maiores agências de publicidade do país ?

-Que horror !, Mestre. Que horror ! Ou seja, independente da vontade do cliente, a agência vai lá e põe anúncio na Globo para ter bônus.

-Por aí, meu filho. Mas, o diabólico não é isso.

-É que a Globo transformou isso em lei.

-Mais diabólico, ainda.

-O que, Mestre ?

-É que a Globo ANTECIPA o pagamento do BV.

-E daí, Grande Mestre ?

-A agência recebe em janeiro por conta do que ela vai programar na Globo em dezembro.

-É que a Globo é generosa.

-Não, meu filho, é que a Globo prende a agência num cabresto. Obriga a agência a programar a Globo para cumprir a meta e receber o bônus inteiro. Entendeu ?

-É a cenoura. Para obrigar a agência a correr atrás da verba, pelo dinheiro que JÁ recebeu.

-Você é esperto, meu filho.

-Sim, Mestre, mas isso a Globo conseguiu aprovar no Congresso.

-Mas o Supremo rasgou a Lei …

-Sim, disso eu me lembro. Para encanar o Pizollatto e o Dirceu, o Supremo decidiu que o BV da Visanet era do Banco do Brasil e, não, das agências do Marcos Valeriodantas.

-Exatamente ! E isso rasga a Lei ?

-É claro ! O Supremo rasgou tudo para condenar o Dirceu. Por que não iria rasgar o BV ?

-Porque o BV do Pizolatto não é o BV da Globo, Mestre… É óbvio, desculpe.

-Sorry, meu filho. Você não alcançou a dimensão da questão.

-Qual a dimensão, caro Mestre ?

-Um dia, um tresloucado parlamentar, um Procurador ou um blogueiro sujo …

-Você sabe aí na Escócia da existência de blogueiros sujos …

- Meu filho, quem não lê o Azenha ?

- A Dilma por exemplo, ela não lê…

- Lê, meu filho. Lê e não conta … (Clique aqui para ler “Dilma perdeu boa oportunidade de defender o Azenha. Kamel celebra !!!”)

- Bom, vamos lá … Um dia, um blogueiro sujo … o que que é que tem ?

- Um dia um blogueiro sujo entra na Justiça com uma ação de prevaricação, de improbidade contra a SECOM por não recolher ao Banco do Brasil, à Petrobrás, à Caixa e ao Governo Federal o BV que, hoje, fica com a Globo e as agências que nela programaram.

- E o Banco do Brasil, a Caixa, o Governo Federal, a Petrobrás, esse pessoal programa mesmo é a Globo.

- Eles adoram a Globo ! Ouvem o plim-plim e abanam o rabim …

- Mestre, o senhor já foi melhor do que isso.

- Desculpe, mauvais moment …

- Bom, Mestre, se o Globope não medir certo a audiência e se o BV do Banco do Brasil tiver que ser do Banco do Brasil … o Governo Federal, que é um grande anunciante, está jogando o dinheiro do contribuinte no lixo.

- No lixo, não, meu filho, na Globo ! Não é exatamente a mesma coisa.

- É por isso que o senhor diz que o BV é mais importante do que a Ley de Medios.

- You got it, baby !

- Xiii, isso pode dar uma confusão …

- Confusão, não, meu filho. Pode dar cana … Olha o Pizollatto …

Pano rápido.

Para a sociedade avançar, os privilégios da mídia têm que acabar

PAULO NOGUEIRA
O dinheiro do contribuinte tem que ser mais bem empregado.
Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa
Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa
Li “A Renúncia de Jânio”, do jornalista Carlos Castelo Branco, o último grande colunista político brasileiro.
O que me levou a esse velho livro foram as recentes evocações do infame golpe militar de 1964 em seu aniversário, no dia 31 de março.
O golpe, de alguma forma, começa em Jânio, o demagogo que renunciou à presidência em 1961 quanto estava fazia apenas sete meses no cargo, por motivos jamais explicados.
Mas o que mais me chamou a atenção no livro é um episódio que mostra bem o regime de privilégios fiscais desfrutados há muito tempo pelas empresas jornalísticas brasileiras.
Castelinho, que foi assessor de imprensa de Jânio, conta que certa vez estava preparando uma sala para um pronunciamento que ele, Jânio, faria naquela noite em rede nacional de televisão.
No lugar escolhido, a biblioteca do Palácio da Alvorada, Castelinho viu sobre a mesma um exemplar do Estadão de domingo. Em cima, estava um bilhete do presidente: “Não toquem neste jornal. Preciso dele”.
“Só soube do que se tratava quando Jânio o ergueu na mão para exibi-lo audaciosamente ao país [na fala em rede] como fruto de privilégios, o esbanjamento de papel comprado com subvenção oficial, pago, portanto, pelo povo”, escreveu Castelinho.
É o chamado “papel imune”. Os contribuintes subvencionam há décadas o papel usado para imprimir jornais e revistas.
Jânio apontou o mal, mas não foi capaz de resolvê-lo. Os mesmos empresários que tanto falam num Estado mínimo não se embaraçam em, nas sombras, mamar nele em coisas como o papel imune, e em muitas outras.
Dinheiro público foi sempre usado também para financiar – em condições de mãe para filho – empreendimentos que deveriam ser bancados por nossos intrépidos, aspas, capitalistas da mídia.
Nos anos 90, Roberto Marinho comemorou ao lado de FHC a inauguração de uma supergráfica projetada para quando o jornal chegasse – hahaha – à marca de 1 milhão de exemplares.
FHC não estava na foto porque Roberto Marinho queria promovê-lo. É que o governo tinha concedido um empréstimo especial às Organizações Globo para fazer a gráfica que hoje parece uma piada.
Na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, o Estado serviu
 de babá e evitou o risco de um investimento fracassado
Na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, o Estado serviu de babá e evitou o risco de um investimento fracassado
Por que o empréstimo? Ora, a Globo era então já uma potência. Tinha mais de metade do faturamento da publicidade nacional, graças à tevê e a expedientes amorais como o chamado BV (bonificação por vendas).
A empresa poderia, perfeitamente, bancar o passo (torto) que decidira dar com a nova gráfica. Mas não. O Estado babá estava ali, à disposição, na figura sorridente de FHC.
Essencialmente, o resultado é que a fortuna da família Marinho foi poupada do risco de um investimento que poderia fracassar, como aconteceu.
Coisa parecida aconteceu com as outras grandes empresas em suas incursões para fazer novos parques gráficos: dinheiro farto, quase dado.
Fora o papel imune, naturalmente.
E fora, mais recentemente, artifícios como a criação de PJs (pessoas jurídicas) para reduzir os impostos pagos.
Note. As companhias jornalísticas não querem pagar impostos, mas depois esperam que o Estado – com dinheiro alheio, do “Zé do Povo”, como dizia o patriarca Irineu Marinho – esteja com os cofres cheios para bancar seus investimentos.
Para completar a tragicomédia, as empresas promovem campanhas sistemáticas de engambelação coletiva destinadas a provar, aspas, que os impostos são elevados no Brasil.
Não são. A carga tributária brasileira, na casa de 35%, é bem menor que a de países modelos, como a Escandinávia.
A diferença é que, neles, as corporações pagam o que devem. Vá, na Dinamarca ou na Noruega, inventar PJs e você é chutado da esfera corporativa e submetido a desprezo nacional.
Para que o Brasil avance socialmente, as mamatas das empresas de mídia – fiscais e não só fiscais — têm que acabar.
Não é fácil, como vemos ao constatar o que deu do brado janista de meio século atrás. Sucessivos governos têm vergado ao poder de intimidação da mídia. (Para a qual vigora ainda uma inacreditável reserva de mercado, aliás.)
Mas nada é fácil.
O poder de manipulação da mídia se reduziu, graças à internet.
Se há uma hora para fazer o que deve ser feito, é esta.
O dinheiro que custam as mordomias bilionárias da mídia deve servir à sociedade: que se construam escolas, hospitais e estradas com ele, em vez de vê-lo dar acesso à lista de superricos da Forbes.
Dilma tem que se mexer, em nome do Brasil.

Cabezas cortadas (DENUNCIA GRAVÍSSIMA)

Márcia Denser

“Exclusão do ensino de Humanas das séries iniciais do ensino fundamental nas escolas públicas paulistas é atentado contra os direitos humanos e a cidadania”

Era uma expressão dos anos 70, advinda do processo de desmonte da educação pública promovido entre os militares da ditadura & EUA, mas está se repetindo em nossos dias como uma espécie de “avanço” ou “aperfeiçoamento” no processo de emburrecer oficialmente (mais) uma população.
Num comunicado especialmente indignado, a jornalista e escritora gaúcha Tânia Faillace denuncia que o governador paulista, Geraldo “Opus Dei” Alckmin “resolveu acelerar o processo de descerebração nacional ao pretender excluir todo o ensino de Humanas (História, Geografia, etc.) das três primeiras séries do primeiro grau nas escolas públicas paulistas, deixando apenas 10% desses conteúdos nas séries seguintes.
Esse desmonte do direito universal à escolaridade, ao conhecimento e à informação, já tinha começado no Brasil nos anos de chumbo através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1970, que retirava do segundo grau boa parte das Humanas, inclusive Filosofia, sob o pretexto de que o país precisava de técnicos e mão-de-obra e não de inteligência e cultura.
Esse esvaziamento curricular que ameaça os paulistas terá ainda a excepcional “virtude” de impedir a identificação cultural das crianças com a memória de seu povo, com sua própria identidade nacional e regional, o que, obviamente, será uma mão-na-roda para o processo de desnacionalização dos brasileiros, e sua colonização mais fácil e rápida.
Enquanto os países progressistas da América Latina abrem espaço e estímulo para a identidade popular, e a integração das etnias e sua história – São Paulo pretende excluir essa identificação e integração da vivência infantil, que será obviamente robótica.
O governo paulista, para confirmar as diretrizes da Nova Ordem Mundial, de desumanização da comunidade humana e nacional, cúmplice dos neocolonizadores da América Latina, os quais fazem o possível para reduzir as mentes pelo domínio dos meios de comunicação, ficou impaciente e quer apressar e radicalizar esse processo.
Ora, esse é um atentado insuportável aos Direitos Humanos e de Cidadania, e que merece uma resposta à altura, por parte do Conselho Nacional de Educação, Universidades e instancias jurídicas.
Há uma petição a esse respeito no endereço adiante, onde podem ser conferidos outros detalhes.
E Tânia conclui: “Neste andar da carruagem dos entreguistas neoliberais, em breve será considerado crime matricular-se numa escola.”
Repassada a denúncia, surge inevitavelmente outra pergunta que não quer calar: será que a população – o eleitor em especial, o indivíduo e pai de família em particular, o brasileiro em geral (e o paulistano em si) não irão intervir de maneira enérgica para impedir a concretização de mais esta medida arbitrária que contraria frontalmente seus interesses e de seus filhos?
Ou por outra: será que o “direito inalienável à educação” de todo cidadão também vai se tornar privilégio?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mino põe o Bernardo na linha. Agora ele quer a Ley de Medios

Agora, só falta o Bernardo dizer que é contra a entrega dos bens reversíveis às empresas de telefonia.

Saiu no Globo:

Em São Paulo, Paulo Bernardo defende regulação da mídia


Ministro disse que elementos da proposta de Franklin Martins podem ser usados

SÃO PAULO — O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira a regulação da mídia e disse que o projeto sobre o tema pode ser apresentado até o final do governo da presidente Dilma Rousseff no próximo ano. Admitiu também usar elementos da proposta que estava sendo formulada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins.

(…)

— O que às vezes me faz contrapor com meus companheiros, alguns militantes que discutem esse tema, é que algumas pessoas veem a capa da revista e não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para mídia escrita.

(…)

Navalha
Como se sabe, a capa da revista Carta Capital que está nas bancas diz que o Bernardo é o Ministro do plim-plim e do trim-trim.
Agora, só falta o Bernardo dizer que é contra a entrega dos bens reversíveis às empresas de telefonia.
Aí, o Mino vai ter que fazer outra capa – mais simpática …
Em tempo: a Ley de Medios do Franklin está na gaveta do Bernardo há cinco anos, embaixo da pilha das quatro Leis de Comunicação de Massa que o Serjão fez para o FHC. O Serjão antes de morrer disse a ele, “Fernando, não se apequene”. Ele se apequenou.
A Ley do Franklin precisa de uma atualização, porque se concentra na tevê aberta. Em cinco anos, enquanto o Bernardo cochilava, o mundo mudou. O Gilberto Freire com “i” (*) sabe disso melhor do que ninguém. Ah !, que saudades daquele Globope do jn, não ?




Paulo Henrique Amorim, um ansioso blogueiro, como, aliás, o definou o Bernardo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O golpe da informação

Via RedeBrasilAtual
Historiador a serviço da CIA revela como ideias e recursos dos Estados Unidos seduziram a imprensa brasileira nos anos 1950 e semearam o golpe
Mauro Santayana
Há 48 anos, quando o Brasil vislumbrava reformas constitucionais necessárias a seu desenvolvimento, os Estados Unidos financiaram e orientaram o golpe militar. E interromperam uma vez mais um projeto nacional proposto em 1930 por Vargas. Os acadêmicos podem construir teses sofisticadas sobre a superioridade dos países nórdicos para explicar o desenvolvimento da Europa e dos norte-americanos e as dificuldades dos demais povos em acompanhá-los, mas a razão é outra. Com superioridade bélica, desde sempre, impuseram-se como conquistadores do espaço e saqueadores dos bens alheios, os quais lhes permitiram o grande desenvolvimento científico e militar nos séculos 19 e 20 e sua supremacia sobre o resto do mundo.
Podemos ver a origem do golpe de 1964 mais próxima uma década antes. Em 1953, diante da resistência de Getúlio, que quis limitar as remessas de lucros e criou a Petrobras e a Eletrobrás para nos dar autonomia energética, a ação “diplomática” dos Estados Unidos cercou o governo. Com o aliciamento de alguns jornalistas e dinheiro vivo distribuído aos grandes barões da imprensa da época, construiu a crise política interna. Entre a lei que criou a Petrobras e a morte de Getúlio, em 24 de agosto de 1954, o Brasil viveu período conturbado igual aos três anos entre a renúncia de Jânio e 1964.
A propósito do projeto de Getúlio, seria importante a tradução no Brasil de um livro no qual essa operação é narrada em detalhes: The Americanization of Brazil – A Study of US Cold War Diplomacy in The Third World, 1945-1954. Um estudo sobre a diplomacia americana para o Terceiro Mundo em tempos de Guerra Fria. O autor, Gerald K. Haines, é identificado pela editora SR Books como historiador sênior a serviço da CIA, o que lhe confere toda a credibilidade.
Haines mostra como os donos dos grandes jornais da época foram “convencidos” a combater o monopólio estatal, até mesmo com textos produzidos na própria embaixada, no Rio. E lembra a visita ao Brasil do secretário de Estado Edward Miller, com a missão de pressionar o governo a abrir a exploração do petróleo às empresas norte-americanas. O presidente da Standard Oil nos Estados Unidos, Eugene Holman, orientou Miller a nos vender a ideia de que só assim o Brasil se desenvolveria. Mas o povo foi às ruas e obrigou o Congresso a impor o monopólio.
A domesticação dos meios de informação do Brasil começara ainda no governo Dutra. Os americanos usaram as excelentes relações entre os intelectuais e jornalistas e o embaixador Jefferson Caffery, nos meses em que o Brasil decidira por aliar-se aos Estados Unidos na luta contra o nazifascismo, em benefício de sua expansão neocolonialista.
A criação da Petrobras levou os ianques ao paroxismo contra Vargas, e os meios de comunicação acompanhavam a histeria americana. A estatal era vista como empresa feita com o amadorismo irresponsável dos ignorantes.
A morte de Vargas não esmoreceu os grupos que tentaram, em 11 de novembro do ano seguinte, impedir a posse de Juscelino. O golpe de Estado foi frustrado pela ação rápida do general Teixeira Lott. Em 1964, a desorganização das forças populares favoreceu a vitória dos norte-americanos, que voltaram a domesticar a imprensa e o Parlamento e manipularam os chefes militares brasileiros.
Os êxitos do governo atual e a nova arregimentação antinacional contra a Petrobras – agora com o pré-sal – devem mobilizar os trabalhadores que não estão dispostos a viver o que já conhecemos. Sabem que a situação internacional tende para a direita, e não podemos repetir apenas que o povo esmagará os golpistas. É necessário não só exercer a vigilância, mas agir, de forma organizada e já, para promover a unidade nacional em defesa do desenvolvimento de nosso país.

Justiça teme as empresas de mídia, diz Fábio Konder Comparato


fkcO jurista Fábio Konder Comparato, professor doutor titular aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), discorreu sobre mídia e judiciário numa entrevista ao jornal Unidade.
Comparato, que é doutor em Direito pela Universidade de Paris e doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra, avalia que alguns países latino-americanos têm legislações no setor de comunicação mais avançadas do que o Brasil devido ao caráter de seu povo.
“Isso corresponde à diferença de caráter entre os brasileiros e os demais povos hispano-americanos. O brasileiro tem caráter dúplice. Ele é fundamentalmente ambíguo. (…) No caso dos povos hispano-americanos, eles são muito mais claros e definidos nas suas opções.”
Para Komparato, “todos os poderes públicos estão hoje submetidos à influência dominante dos grandes meios de comunicação de massa. O Poder Judiciário, em especial, teme muito os grandes jornais, as grandes televisões.”
Ele lembrou uma passagem pessoal. Em fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo publicou um editorial no qual, comparando o regime militar brasileiro com outros regimes militares da América Latina, afirmava que no Brasil havíamos tido uma “ditabranda”.
Ele enviou uma carta ao jornal na qual dizia que o diretor de redação e o jornalista que redigiu o editorial deveriam ambos pedir desculpas ao povo brasileiro de joelhos em praça pública.
O jornal publicou a carta. Mas publicou embaixo da carta uma nota da redação dizendo que “o professor Fábio Konder Comparato é cínico e mentiroso, porque nunca criticou outros regimes ditatoriais como o cubano”.
“O jornal de maior circulação na época dizer que eu era cínico e mentiroso me abalou muito. Então, eu movi uma ação por danos morais. Perdi em primeira instância e perdi no Tribunal por unanimidade.”
Comparato disse ao Unidade que pôs em curso uma Ação de Inconstitucionalidade por omissão no Supremo Tribunal Federal. “A razão é simples: a nossa Constituição Federal foi promulgada no dia 5 de outubro de 1988 e até hoje, passados mais de 24 anos, o Congresso Nacional não regulamentou dispositivos fundamentais da Constituição como, por exemplo, a proibição do monopólio e do oligopólio. Para dar um exemplo, a Rede Globo é a quarta maior rede de televisão mundial.”

Primeiro de Abril!

O sequestro da Petrobras


É preciso evitar que a agenda da crise paralise e ensombreça o Brasil.

Quem adverte são economistas simpáticos ao governo, preocupados com a prostração em que se encontra o debate do desenvolvimento.

Seriam eles os últimos a subestimar o teor sistêmico da desordem internacional, cuja implosão, na verdade, previram e advertiram.

Mais que isso.

Atuam para mitigar seus efeitos no país. São ouvidos e consultados pelo governo na implantação de contrapesos estratégicos.

Baixar as taxa de juros, reduzir o superávit primário e corrigir o câmbio, por exemplo. No limite, se necessário, adequar a meta de inflação.

O fundamental é assegurar a travessia do colapso mundial sem trazer a crise para dentro do Brasil, como anseia o conservadorismo.

A agenda mercadista mal disfarça esse propósito.

Com os meios generosos a sua disposição, difunde a fatalidade cinza em cada esquina.

A ênfase sobressaltada atende a interesses de bolso, ideologia e palanque.

É um bloco respeitável. Exacerbado pelo poder desigual de vocalização que o monopólio midiático lhe confere.

Tome-se o Brasil das manchetes, que não raro agridem o próprio texto. Tome-se a negligência diante das decisões estratégicas anunciadas na reunião dos BRICS, em Durban.(Leia reportagem nesta pág)

As cinco maiores economias emergentes criaram nada menos que um ensaio de FMI keynesiano; e um Banco Mundial de investimento, fora da hegemonia dos EUA. As manchetes preferiram espetar em Dilma a 'negligência com a inflação'.

Tome-se, ainda, o silencioso, mas expressivo processo de reindustrialização dos EUA, que está trazendo de volta a manufatura de alta tecnologia.

Enfim, a crise continua, mas o mundo se move.

A prostração inoculada diuturnamente pelo noticiário econômico recusa ao Brasil a capacidade de dizer: ‘eppur si muove’.

É um objetivo político, não um recorte isento.

A escolha menospreza singularidades locais que podem subverter a dinâmica da crise entre nós, dizem os economistas.

Eles dispensam os exemplos mais notórios desses trunfos -- o mercado de massa expandido nos últimos 11 anos e os níveis recordes de emprego.

Preferem se fixar em uma alavanca quase épica que foge ao estereótipo de um debate vicioso e datado sobre o desequilíbrio entre oferta e demanda, entre inflação e juros.

O passo seguinte do desenvolvimento brasileiro, dizem eles, está no impulso industrializante contido no pré-sal.

A paralisia da industrialização brasileira é real e afeta todo o tecido econômico.

Asfixiada pelo câmbio valorizado e pela concorrência chinesa, a indústria brasileira de transformação perdeu elos importante, em diferentes cadeias de fornecimento de insumos e implementos.

Não é um fenômeno recente, mas é progressivo.

O PIB cresceu em média 2,8% entre 1980 e 2010; a indústria da transformação cresceu apenas 1,6%, em média. Sua fatia nas exportações recuou de 53%, entre 2001-2005, para 47%, entre 2006-2010 .

O mais preocupante é o recheio disso.

Linhas e fábricas inteiras foram fechadas. Clientes passaram a se abastecer no exterior. Fornecedores se transformaram em importadores. Apenas carimbam seu logotipo ao lado do fabricante estrangeiro. Empregos industriais foram eliminados; o padrão salarial do país foi afetado, para pior.

É possível interromper essa sangria, com redução de juros, incentivos, desonerações, protecionismo e ajuste do câmbio, como tem sido feito pelo governo.

Mas é difícil, muito, reverter buracos consolidados.

O dinamismo que se perdeu teria que ser substituído por um gigantesco esforço de inovação e redesenho fabril, a um custo que um país em desenvolvimento dificilmente poderia arcar.

Exceto se tivesse em seu horizonte a exploração soberana, e o refino, das maiores jazidas de petróleo descobertas no século 21.

É esse bilhete premiado que o pré-sal representa para o Brasil.

São cerca de 50 bilhões de barris de petróleo, guardados a 300 km da costa e cerca de seis mil metros abaixo da superfície d’água.

O país tem tecnologia para tirá-lo de lá. Na verdade, a Petrobras detém a ponta dessa tecnologia no mundo.

Esse trunfo avaliza a possibilidade da reindustrialização, como resposta brasileira à crise.

A agenda enfatizada pelos economistas é o oposto do que alardeia o conservadorismo.

Seu empenho, neste momento, é sequestrar a Petrobras para o palanque da campanha sombria: o ‘Brasil que não dá certo’.

Os números retrucam.

O pré-sal já produz 300 mil barris/dia. Em quatro anos, a Petrobras estará extraindo 1 milhão de barris/dia da Bacia de Campos.

Até 2017, a estatal vai investir US$ 237 bilhões; 62% em exploração e produção.

Dentro de quatro anos, os poços do pré-sal estarão produzindo um milhão de barris/dia. Em 2020, serão 2,1 milhões de barris/dia.

Praticamente dobrando da produção atual.

O pré-sal mudou o tamanho geopolítico do Brasil.

Não existe automatismo econômico que leve ao desenvolvimento: os efeitos virtuosos desse salto no conjunto da economia brasileira exigiam um lacre de segurança.

Ele foi fixado em lei, no governo Lula.

O marco regulador do pré-sal --aprovado com a oposição de quem agora agita a bandeira da defesa da Petrobras –- institui o regime de partilha e transfere o comando de todo o processo tecnológico, logístico, industrial, comercial e financeiro da exploração à estatal.

Todos os contratados assinados nesse âmbito passam a incluir cláusula obrigatória de conteúdo nacional nas compras –da ordem de 60% , pelo menos.

Esse é o ponto de mutação da riqueza do fundo do mar em prosperidade na terra.

Toda uma cadeia de equipamentos, máquinas, logística, tecnologia e serviços diretamente ligados, e também externos, ao ciclo do petróleo será alavancada nos próximos anos.

O conjunto pode fazer do Brasil um grande exportador industrial nessa área.

É sobre isso que os economistas falam quando demonstram impaciência com o círculo vicioso de fatalismo embutido na pauta conservadora da crise.

O mais difícil foi feito.

O novo marco regulador transfere à Petrobras a responsabilidade soberana de harmonizar duas variáveis básicas: o ritmo da extração e do refino; e a capacidade brasileira de atender à demanda por plataformas, máquinas, barcos, sondas etc.

Se a exploração corresse livre, como gostariam a república dos acionistas e as multinacionais, o fôlego da indústria local seria atropelado.

Todo o efeito multiplicador vazaria na forma de importações e geração de empregos lá fora.

Não são apenas negócios, portanto.

Cerca de 300 mil jovens brasileiros serão treinados nos próximos anos pelo Promimp, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.

Sem o novo marco regulador, que sofreu um cerco beligerante do conservadorismo, eles seriam desnecessários.

A arquitetura da soberania pressupõe, ainda, forte expansão da rede brasileira de refinarias, estagnada desde 1980.

Cinco plantas estão sendo construídas, simultaneamente.

Tudo isso causa erupções cutâneas na pátria dos dividendos, que prefere embolsar lucros rápidos, com o embarque predatório de óleo bruto.

O parque tecnológico de ponta que está nascendo na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, com laboratórios de todo o mundo, é um desperdício do ponto de vista dessa lógica.

Ele é uma espécie de berçário da reindustrialização que se preconiza.

Dali sairão inovações e tecnologias que vão irradiar saltos de eficiência e produtividade em toda a rede de fornecedores nacionais do pré-sal.

É desse amplo arcabouço de medidas e salvaguardas que poderão jorrar os recursos do fundo soberano para erradicar as grandes iniquidades que ainda afligem a população brasileira.

Tudo isso é sabido. Mas passa hoje por um moedor de memória e esperanças, destinado a triturar a reputação da estatal, que detém o comando sobre esse processo.

Desqualificá-la é um requisito para reverter a blindagem em torno de uma riqueza, da qual as petroleiras internacionais e o privatismo de bico longo ainda não desistiram.

A Petrobras passa por ajustes compreensíveis depois do gigantesco estirão desencadeado pelas descobertas do pré-sal.

Uma crise planetária atravessou o seu caminho e o do seu faturamento, bem como o de todas as grandes corporações do planeta. Após o colapso de 2008, a cotação do barril de petróleo recuou de US$150 para US$ 35.

Ainda assim, seu lucro em 2012 foi de R$ 21,18 bilhões.

Ficou em R$ 8 bilhões, ao final do governo do PSDB.

A narrativa que ensombrece o país capturou a Petrobras para a pauta da crise sem fim.

Cabe ao governo, em primeiro lugar, pôr ordem no seu próprio salão.

E trazê-la de volta para a agenda do desenvolvimento.
Saul Leblon-Carta Maior

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Requião: Folha esconde quem paga viagens de FHC

Operário metalurgico não pode viajar, Otavinho ? Tem que saber falar inglês ?
O Conversa Afiada reproduz discurso do senador Roberto Requião no Senado, nesta segunda feira.

Clique aqui para ver Requião espinafrar os piguentos especialistas multi-uso, que nada entendem de tudo .