domingo, 5 de setembro de 2010

Globo ignora Dilma, Lula e continua no Golpe

Monica (E) e um poste: recomenda-se tirar o chapéu para ela

O jornal nacional mostra que o Globope deu uma segurada no crescimento da Dilma.

E mantém 24 pontos de vantagem sobre o jenio.

O Globope mantém a popularidade do Presidente Lula em 80%.

O jornal nacional segue a urubóloga Miriam Leitão e diz que o crescimento do PIB de 8,8% foi um fiasco retumbante.

Clique aqui para ler “PIB cresce 8,8% e Serra e Miriam cortam os pulsos”.

O jornal nacional não se comove.

Está no Golpe.

Continua a botar fermento o bolo do Golpe.

Agora, descobriu que o Atella e o Ademir são, um, do PT, e o outro, do PV.

Chegar do Ademir à Marina ou do Atella à Dilma é mais difícil do que provar que a urubóloga Miriam Leitão descende de Adam Smith, que viveu em Minas e militou na clandestinidade.

Para o jornal nacional é irrelevante que o Tribunal Superior Eleitoral tenha jogado às traças o pedido de impeachment da candidatura de Dilma.

Clique aqui para ver como o “jornal nacional manipulou a informação de que o pedido de impeachment no TSE tinha naufragado”.

Amigo navegante, você deveria tirar o chapéu do Raul Gil para o Ali Kamel, a Monica Waldvogel, o Casal 45.

Eles acreditam que a Dilma foi a Mauá e abriu a declaração da filha do Serra, aquela que, segundo irrefutáveis documentos, se tornou sócia da irmã de Daniel Dantas em Miami (em Miami !).

E empunham a bandeira do Golpe como a Liberdade de Delacroix.

Um dia, o jenio vai saltar do Golpe do sigilo, quando até ele perceber que isso é uma gelada.

O jn estará lá, sempre, irremovível, como o Pão de Açúcar.

O jornal nacional é o Golpe.

Uma questão de hábito.

Paulo Henrique Amorim

Lula dá aula de democracia para o ‘Ditador’ Serra

A CRONOLOGIA DA BALA DE PRATA


Por Alberto Bilac de Freitas *

“Para se entender a lógica desse episódio da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, a gênese de tudo e as entranhas da que seja, talvez, a mais bem-urdida trama de espionagem político-eleitoral jamais tentada, há que se raciocinar como um deles; há que pensar como um, digamos, operador das profundezas do subterrâneo malcheiroso em que se transformaram o entorno e o núcleo da entourage próxima a José Serra.

A cronologia do bestialógico:

2005 – Passado o ápice do mensalão, Serra avaliava que Lula seria reeleito em 2006. A partir daí, seguiu-se o roteiro de empurrar Alckmin para a derrota anunciada. Decidira-se desde aí, que a chance de Serra seria em 2010, quando Lula já não poderia ser candidato.

Mas o núcleo da inteligência serrista, coordenado por Marcelo Itagiba, sugeriu um laboratório do que seria aplicado em 2010: o escândalo dos aloprados, em 2006, por pouco não derrota Lula. Mas o objetivo era esse mesmo: um teste, para ver se o método aplicado com sucesso em 2002 com o caso Lunus, implodindo a candidatura Roseana, poderia ser reeditado. A armação com o delegado Edmilson Bruno, levando a eleição presidencial para o segundo turno, mostrara a viabilidade do método.

2008 – Com a articulação de Aécio Neves para o ser o candidato do partido em 2010, o staff de Itagiba começa a fazer um trabalhinho miúdo sobre o mineiro; coisa de pequena monta, que não inviabilizasse o apoio deste a Serra, no futuro, mas o suficiente para afastá-lo da disputa. Quando os esbirros de Serra na mídia lançaram a senha: Pó pará, governador! Aécio entendera que a turma era da pesada e não estava para brincadeiras. Nasceu aí o contra-ataque aecista: Amauri Ribeiro Júnior, então em um periódico mineiro, encabeçaria o projeto do contra-ataque e municiaria a artilharia mineira. Essa batalha subterrânea duraria até o final de 2009, quando Aécio recuaria.

2009 – Durante a batalha entre os dois grupos tucanos, Serra fica sabendo da farta e explosiva munição recolhida por Ribeiro Jr. O núcleo de sua equipe de inteligência, coordenado por Itagiba e que o acompanha desde os tempos do Ministério da Saúde, o adverte então: o material era nitroglicerina pura. Urgia providenciar um fogo de barragem, que pudesse ao menos minimizar o estrago quando o material viesse a público. Nasceu então, aí, nesse espaço-tempo, o hoje famoso dossiê "quebra de sigilo de Verônica Serra"! Notem que os personagens envolvidos na 'quebra de sigilo' são os mesmos do livro do Amauri: José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado, Mendonça de Barros e Verônica Serra (aí leia-se também Verônica Dantas e seu irmão, o querubim Daniel). Eduardo Jorge foi inserido aí como seguro. Próximo a FHC, mas não de Serra, EJ era o seguro contra qualquer atitude intempestiva de FHC, sabidamente não confiável, para que se mantivesse quieto quando a artilharia pesada viesse à tona.

2009 – Tomada a decisão, parte-se para o fogo de barragem. A parte mais fácil foi a montagem da 'quebra' de sigilo fiscal das vítimas. A incógnita, até agora, é que tipo de envolvimento tem o laranja Antônio Carlos Atella com a operação. Se é apenas mais um cavalo, o clássico operador barato, facilmente descartável, com acesso a algumas informações úteis e suficientes e lançador da isca fundamental: "Não me lembro quem foi... com certeza é alguém que quer prejudicar o Serra". Ou se é alguém orgânico, um insider dos intestinos itajibistas!

2010 – Com a desistência de Aécio, o grupo fica com a arma na mão, à espera da publicação do livro. É aí que se opera a clivagem para o quadro definitivo que vemos hoje: não é suficiente esperar o ataque do Aécio, que pode não vir, já que o mineiro recolheu suas baterias para o front de Minas Gerais. É preciso partir para o ataque. Além de neutralizar o grupo de Aécio, jogar pensando na frente, em fubecar a campanha de Dilma Roussef.

Reeditar o mesmo estratagema de 2006. Ganhar a eleição na mão grande. O delegado Onésimo (outro que acompanha o grupo desde os tempos do bureau de inteligência do Ministério da Saúde) seria despachado para contactar o inimigo. Pausa. Agora recortem os informes dos integrantes do ex-comitê de inteligência de Dilma: tanto Lanzetta quanto Amauri reportam que Onésimo sugeriu insistentemente ao comitê, a realização de ações de contra-inteligência contra Serra.

O azar deles é que Amauri, jornalista macaco velho e com conhecimento da comunidade de informações, sentiu logo o cheiro de queimado e cortou, de pronto, as ofertas de Onésimo. Não houvesse a negativa de Amauri, o passo seguinte de Onésimo seria a oferta do dossiê (já pronto) com a quebra de sigilo fiscal dos 05 tucanos. Estaria pronta e armada a reedição do escândalo dos aloprados em sua segunda versão. A campanha de Dilma não resistiria. A versão dos aloprados de 2006, perto desta, seria pinto. Era o modo mais seguro de Serra se eleger presidente. Esse é o modus operandi de Serra.

Com a recusa do ex-comitê de Dilma em morder a isca, tiveram que refazer o plano. O PT aprendera com os aloprados de 2006. Dilma, nesse ponto, muito mais impositiva que Lula, decepa no nascedouro o comitê de inteligência. O projeto original se complicara. Com o dossiê pronto desde 2009, a solução era vazá-lo, aos poucos, para a mídia parceira. Primeiro, vaza-se o EJ. Cria-se uma comoção (se bem que EJ, como vítima, não ajuda muito). Depois, a conta gotas, vem o restante: Ricardo Sérgio, Marin Preciado e Mendonça de Barros. E por fim, a cereja do bolo: Verônica Serra. Observem que o momentum foi escolhido a dedo por Serra: a entrevista em um grande telejornal! De novo, a semelhança: em 2006, os pacotes de dinheiro do delegado Bruno saíram no Jornal Nacional, da Globo; agora, o momento 'pai ultrajado' de Serra, foi encenado no Jornal da Globo! A intelligentsia serrista já foi mais original.

Diante desse quadro, o leitor inquieto deve estar se perguntando: o que deve fazer o PT e a campanha de Dilma? Assistir, inertes, a mais uma escalada golpista, como foi a de 2006? Tentar fazer o contraponto em uma mídia claramente parcial, golpista e oposicionista, conforme confessou dona Judith Brito, diretora da ANJ? O que fazer? O governo sabe onde está o antídoto ao veneno golpista da oposição! Não sei até que ponto o jornalista Amauri Ribeiro Júnior está integrado à campanha de Dilma Roussef. Também não sei até que ponto vai o empenho dele em livrar o país do ajuntamento político mais nefasto que o infesta, desde a redemocratização. O fato é que o seu livro, Os Porões da Privataria, é esse antídoto! Esse livro, verdadeira bateria anti-aérea que pode abater o núcleo duro do tucanato ligado à Serra, e o próprio Serra, de uma só vez, pode ajudar o Brasil a virar uma das páginas mais negras de seu curto período democrático! “

FONTE: escrito pelo jornalista Luis Nassif no seu “Blog do Nassif”

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Caso da Receita: PF e mídia vão agir de forma republicana?




por Luiz Carlos Azenha

Houve violação de sigilo na delegacia da Receita Federal em Mauá. Isso é liquido e certo. Como venho escrevendo, desde que surgiram as denúncias, é preciso cuidado. Assim como o sigilo fiscal é garantido constitucionalmente, o mesmo vale para a presunção de inocência.

1) Pode ter sido um esquema político (do PT? do próprio PSDB?); 2) Pode ter sido um esquema de bandidagem pura e simples; 3) Pode ter sido um caso plantado para utilização num momento eleitoral como este.

Como eu frisei anteriormente, embora nunca tenha participado de campanhas eleitorais, a não ser como jornalista, sei que em torno delas flutua um submundo: arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, operadores, leões de chácara e outros tipos. Como informação é um dado essencial em qualquer campanha, é apenas natural que se busque informação sobre os adversários. É a origem dos dossiês que frequentam as campanhas brasileiras desde sempre.

Este é um submundo de alianças tênues, que flutuam de acordo com o poder (e o dinheiro). A informação hoje usada contra um partido pode se voltar contra outro, e vice-versa.

Além de investigar os petistas suspeitos, se houver, é importante que a Receita e a Polícia Federal considerem também os fatos conforme a conjuntura de setembro do ano passado, que é quando os vazamentos aconteceram. O que se passava, então? Uma disputa interna no PSDB entre os grupos políticos de Aécio Neves e José Serra. Meses antes, num jornal paulista, foi publicado o famoso artigo Pó pará, governador?, assinado por aliado de José Serra. No início de novembro, Aécio Neves foi acusado de bater numa acompanhante, em público.

O melhor texto que conheço a respeito foi escrito pelo Leandro Fortes, da CartaCapital. Foi reproduzido no Viomundo, na época: O dossiê do dossiê do dossiê. Leiam. Serve para refrescar a memória de todos.

Escreveu o Leandro Fortes, então:

“Em uma entrevista que será usada como peça de divulgação do livro e à qual CartaCapital teve acesso, Ribeiro Jr. afirma que a investigação que desaguou no livro começou há dois anos. À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”

Amaury tem dito e reiterado que seu livro inclui apenas documentos oficiais e que não se baseia em quebras de sigilo. Mas será que o “outro lado” a que se refere o jornalista ficou apenas por conta dele? Teria havido outros operadores? Poderiam ser eles os responsáveis pelo que aconteceu em Mauá?

Gostaria muito que tudo ficasse devidamente esclarecido, se possível antes do primeiro turno. Seria melhor para a democracia brasileira. Temo, no entanto, que as informações virão à tona incompletas e deformadas pelos interesses políticos e partidários do momento. Mantido o padrão de 2006, teremos uma investigação midiática centrada apenas nos alvos que interessam a José Serra. Resta esperar uma ação rápida da PF, que não deixe pedra sobre pedra.

post do viomundo

São Paulo: Concessionárias de pedágios lucram mais que bancos(leia na íntegra aqui)

Considerada uma das tarifas de pedágio mais caras do mundo, tendo um número de praças superior a todo o restante do país, com 227 pontos de cobrança (50,6% do total), o modelo de concessão da malha viária do estado de São Paulo permite que as empresas responsáveis pelas concessões das rodovias obtenham lucros superiores ao do próprio sistema financeiro brasileiro.

Por Luiz Felipe Albuquerque, no Brasil de Fato, reproduzido no Vermelho

A República do Galeão serrista

O comportamento de José Serra e o dos seus áulicos, titulares de importantes – cada vez menos, felizmente – colunas e blogs na grande imprensa, em tudo recorda o comportamento dos segmentos golpistas incrustados na Aeronáutica nos episódios que, em 1954, levaram à morte do Presidente Getúlio Vargas.

Ali, como agora, exigem apuração em rito sumário, fora do devido processo legal e, como então, não admitem em nenhuma hipótese que qualquer ato criminoso não seja – como não era – responsabilidade pessoal e direta do então Presidente da República. Antes de investigar, julgam. Antes de julgar, condenam.

Agem babujando seu ódio, dizendo-se moralmente indignados, encapuzando-se com a bandeira da democracia quando, na verdade, é só o poder – e o poder contra o povo – o que lhes interessa. Aqueles “democratas” do Galeão, depois de levarem à morte Getúlio, tentaram em dois golpes – Jacareacanga e Aragarças – derrubar o presidente Juscelino Kubistchek, legítima e caudalosamente eleito pelo povo.

As vestais do Galeão tentariam de novo em 61, mas a ditadura militar que pretendiam implantar foi esmagada pela união do povo com militares que honravam suas fardas e seus compromissos constitucionais.

Triunfaram, é verdade, em 64. E deram ao país uma noite de horror, violência, tortura e morte que levou gente honrada e corajosa como Dilma Rousseff a enfrentá-la ao risco de suas próprias vidas.

É irônico que 46 anos depois daquele arreganho autoritário estes propósitos golpistas se encarnem numa figura que, naquela época, ainda não tinha sido tomada pelo mal e pela ambição.

José Serra é uma alma penada do golpismo antitrabalhista de 64. Vagará, com seus gemidos e gritos, cada vez mais só e desesperado. Agora há luz. E com a luz, essas fantasmagorias se esvanecem, se dissolvem, desaparecem.

Se o golpismo policialesco do tucanato se assemelha àquela República do Galeão, há porém, uma circunstância muito diferente. Já não existe o mundo da Guerra Fria; já não existe o medo do comunismo “ateu e apátrida” para engambelar pessoas inocentes. Já não existem o Chateaubriand, o Marinho, o monopólio que restringia a informação a uma pequena camada da população e Serra é uma versão revista e piorada do Lacerda que saiu da esquerda para ser o corvo da direita.

E há agora, sobretudo, um líder popular na plenitude de suas energias, reconhecido pelo povo como Getúlio foi, a quem esbanja forças para enfrentar o golpe e a quem não resta apenas o gesto heróico que sobrou como última arma para Vargas.

Há, sobretudo, um povo esclarecido e que já tomou posição. A força do povo já se tornou um escudo intransponível para defender a democracia brasileira.

A esta gente, mais do que a vergonha e o estigma que cobriu os golpistas do passado, restará apenas o destino que a história reserva aos que se opõe à sua inexorável marcha.

O povo brasileiro é mais forte que qualquer manobra, que qualquer golpismo, que qualquer indignidade. Porque este povo, esta gente, que tem, mesmo inconscientemente as lições de sua história pulsando nas veias, não mais, por Deus, não mais será escravo de ninguém.

post do tijolaço

Pó pará, Serra!

Marco Aurélio Weissheimer

A via do desespero pode custar caro a Serra. Além das ações judiciais, começam a circular informações dando conta de algumas “coincidências” entre a data em que teria ocorrido a violação do sigilo fiscal de sua filha e o período da guerra surda que travou com o ex-governador de Minas, Aécio Neves.

O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior arquivou nesta quinta-feira a representação da coligação O Brasil Pode Mais, do candidato José Serra (PSDB), que pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República. Na representação, a coligação de Serra acusa Dilma e outras seis pessoas (o candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel, os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzetta, o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Ávila) de “usar a Receita Federal para quebrar o sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato Serra, com a intenção de prejudicá-lo em benefício da campanha da candidata Dilma”.

Como se sabe, Serra não apresentou nenhuma prova para sustentar essa grave acusação. Ou, nas palavras do ministro Aldir Passarinho Junior, não apresentou “concreta demonstração” de que a candidata Dilma Rousseff teria se beneficiado dos atos. Além disso, o ministro não reconheceu a existência de “lesividade na conduta capaz de desequilibrar a disputa eleitoral”. Os fatos narrados, destacou ainda o ministro, podem “configurar falta disciplinar e infração penal comum que devem ser apuradas em sede própria, que não é a seara eleitoral”.

Mas Serra já havia atingido seu objetivo: criar um factóide que, graças aos braços midiáticos de sua campanha, ganharam as manchetes dos grandes jornais e uma edição do Jornal Nacional de quarta-feira que, pelo seu evidente caráter manipulatório, lembrou aquela feita no famoso debate entre Lula e Collor. Em queda livre nas pesquisas, sem programa, sem discurso e mudando de linha a cada semana, o candidato José Serra partiu para o vale-tudo. Queria que o episódio ganhasse manchetes para ele usar no horário eleitoral. Conseguiu isso. Esse é, no momento, o programa que o candidato tucano tem a oferecer ao Brasil.

A estratégia desesperada pode ter o efeito totalmente inverso ao esperado. Maria Inês Nassif escreveu hoje no Valor:

“É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.”

Pior ainda: além do aumento da já crescente rejeição ao candidato tucano, o episódio pode expor a montagem de uma farsa (e de um crime) com cúmplices espalhados em várias redações brasileiras. A farsa: a campanha de Dilma teria quebrado o sigilo fiscal da filha de Serra. O crime: as acusações desprovidas de prova e fundamento dirigidas contra a pessoa da candidata. O PT anunciou hoje que decidiu entrar com duas ações judiciais contra Serra e uma contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A primeira medida é uma representação no TSE, com base no artigo 323 do código que regula as eleições. O crime previsto é imputar fato sabidamente não praticado pelo adversário para atingir objetivos nas eleições. Neste caso, segundo José Eduardo Cardozo, secretário geral do PT, Serra e o PSDB sabem que o PT e a campanha de Dilma Rousseff não tiveram qualquer participação na quebra de sigilo de pessoas ligadas aos tucanos, mas assim mesmo fazem acusações. Além desta, o partido decidiu entrar com outra ação judicial contra José Serra por calúnia, difamação e injúria. A última medida é a representação na Procuradoria Geral da República contra Sérgio Guerra, por crime contra a honra devido às repetidas declarações de Guerra, acusando o PT e Dilma de serem os responsáveis por quebras de sigilo fiscal.

A estratégia pode custar caro a Serra. Além das ações, começaram a circular informações nesta quinta-feira, dando conta das incríveis “coincidências” entre a data em que teria ocorrido a violação do sigilo da filha de Serra e a da guerra que o ex-governador de São Paulo travou com o ex-governador de Minas, Aécio Neves. Essa guerra tem uma trama novelesca, envolvendo confusões policiais em festas, acusações de agressões, chantagens e investigações especiais realizadas pelos dois lados em disputa. Pois ambas as coisas, a quebra do sigilo com uso de procuração falsa e o ápice da guerra Serra-Aécio ocorreram no mesmo mês, setembro de 2009.

Conforme foi amplamente noticiado, o jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando uma “investigação especial” sobre Serra. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou no Estado de Minas, anunciou o lançamento de um livro sobre os bastidores do processo de privatizações. Esse trabalho atingiria Serra e aliados. Em novembro de 2009, o blog de Juca Kfouri publicou uma nota afirmando que Aécio teria agredido a namorada em uma festa. A virulência desta guerra pode ser atestada em um inacreditável artigo de Mauro Chaves (jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor, conforme ele mesmo se apresenta), publicado no jornal O Estado de São Paulo em 28 de fevereiro de 2009. O recado do artigo, que critica as aspirações políticas de Aécio Neves, está resumido no título “Pó Pará, governador?” A expressão aparece na última linha de modo inteiramente abrupto, como quem não quer nada:

O problema tucano, na sucessão presidencial, é que na política cabocla as ambições pessoais têm razões que a razão da fidelidade política desconhece. Agora, quando a isso se junta o sebastianismo - a volta do rei que nunca foi -, haja pressa em restaurar o trono de São João Del Rey... Só que Aécio devia refletir sobre o que disse seu grande conterrâneo João Guimarães Rosa: "Deus é paciência. O diabo é o contrário." E hoje talvez ele advertisse: Pó pará, governador?

Curiosamente, o jornal O Estado de Minas, ligado a Aécio, deu pouquíssima repercussão ao caso da filha de Serra. O mesmo ocorreu com o Correio Brasiliense. Ambos os jornais pertencem ao mesmo grupo, os Diários Associados. Ao contrário da imensa maioria dos jornalões brasileiros, não julgaram o tema relevante. Coisas da nossa brava imprensa, não é mesmo?

Nada disso importa a Serra, o homem que Pode Mais. O ex-governador de São Paulo é conhecido por isso: acredita que pode qualquer coisa. Pode? O povo brasileiro dará a resposta. E, pegando carona na expressão do articulista do Estadão, ele poderá dizer:

Pó pará, Serra!


Marco Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior (correio eletrônico: gamarra@hotmail.com)

post do carta maior

Apóie a nova Representação do MSM à Justiça Eleitoral

Tem início, neste post, a nova campanha do Movimento dos Sem Mídia por adesões à Representação que a ONG fará à Justiça Eleitoral brasileira contra o desafio da lei que regula as eleições no país, desafio esse representado pela prática ILEGAL de concessões públicas de rádio e tevê manifestarem opinião favorável a pelo menos um candidato no processo eleitoral de 2010.

————–

NOTA DO DIRETOR JURÍDICO DO MSM

Os comentários de apoio à Representação devem conter nome e sobrenome de quem apóia.

O comentário de apoio servirá como “assinatura” virtual da Representação

[Leia Mais...]

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Charge de Junião para o Correio Popular (Campinas)

NOVOS "VAZAMENTOS" ATINGEM A CANDIDATURA SERRA

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco Bradesco, 'vazou' nesta 5º feira informações que atingem de forma letal a candidatura Serra. Aspas para as inconfidencias de Trabuco:
I] "O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial";
II] "...11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses" ;
III] "...o Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história; vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de "sonho americano".

Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber:
a] BC interrompe alta dos juros;
b] carga tributária declina;
c] vendas recordes de automóveis em agosto;
d] massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010;
e] classes C e D já superam a classe B em poder de consumo; f] setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013;
g] definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir --à revelia do condomínio midiáticotucano-- a soberania brasileira no pré-sal;
h] infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008; terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013;
i] Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta - Jirau e Santo Antônio e Belo Monte;
j] otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos... Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Moráles, o narcotráfico, o PT...
(Carta Maior e a insuportável peneira de vazamentos pró-Dilma; 02-09)

TSE fura a bolha do Golpe do Serra. Serra não tem mais bala na agulha

Depósito de papel velho - esse é o destino do Golpe do Serra

Saiu no G1:

Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma

Ação havia sido protocolada pela coligação do PSDB nesta quarta. Partido alegava ligação de Dilma com violação de sigilo fiscal de tucanos.

Débora Santos Do G1, em Brasília


O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.

O pedido de cassação do registro havia sido feito pela coligação encabeçada pelo PSDB devido à violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao partido, entre elas o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, e a filha de José Serra, Veronica.

Segundo o corregedor, as provas apresentadas pela defesa do candidato tucano na ação não demonstram de forma concreta que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenha beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff. Além disso, o ministro avaliou que também não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.

Em sua decisão, o ministro entendeu que o caso trata-se de uma questão de cunho penal comum, que deve ser apurada por vias próprias, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público Federal.

post do conversa afiada

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desmatamento da Amazônia cai no período Lula

Fiquei de dar mais dados da publicação “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” do IBGE e queria destacar os que se referem à queda acentuada do desmatamento da Amazônia nos últimos cinco anos.

Este é um combate duro de travar, diante das dimensões da Amazônia Legal e da cobiça por sua riqueza, mas o IBGE revela que após um período de crescimento contínuo entre 1997 e 2004, a taxa de desmatamento não parou mais de cair nos últimos cinco anos, e as estimativas para 2009 indicam uma área 1/3 menor do que a de 2004, quando o desmatamento esteve no seu nível mais alto.

Mais uma vez, bastam os números para observamos os avanços obtidos durante o governo Lula, em comparação com o de Fernando Henrique Cardoso, que, naturalmente, a mídia não faz.

Não vou nem considerar as estimativas preliminares para 2009, já que se baseiam em 92 de um total de 214 imagens do satélite LANDSAT, que detecta as áreas que foram completamente desflorestadas.

Assim, nos oito anos de FHC, o desmatamento bruto da Amazônia Legal, caiu de 29.059 km², em 1995, para 21.394 km² em 2002. Uma redução de 7.665 km² em oito anos. Cerca de 27,6% ou média de 3 % ao ano.

Já Lula, viu o desmatamento subir a 25.247 km² em 2003, mas o reduziu a 12.911 km² em 2008, uma queda de 12.336 km² em seis anos. Em termos percentuais, uma queda de 48,8% em seis anos, o que dá uma redução média anual de 6,84%.

A velocidade com que o desmatamento ocorre na Amazônia ainda é muito alta, e a área total desflorestada se aproxima dos 20% da floresta original. Enfrentar o avanço sobre a ocupação ilegal da Amazônia é um desafio para qualquer governo, mas não deixa de ser animador perceber que o processo está em ritmo de queda e que as projeções para 2009 sejam de uma queda significativamente maior..

No Cerrado, o desmatamento tem taxas mais altas que as da floresta Amazônica, tanto em termos absolutos, como relativos, o que se deve aos interesses econômicos do agronegócio na região. O IBGE alerta para a necessidade urgente de medidas de proteção e controle sobre este bioma.

post do tijolaço

DILMA RECHAÇA LOBBY PRÓ- ORTODOXIA


balões de ensaio lançados pelo condomínio midiático-financeiro têm 'antecipado' a nomeação de pessoas e agendas para um futuro governo Dilma, sinalizando a regressão a uma política econômica conservadora e fiscalista. Aspas para Dilma Rousseff, no Valor, hoje: ‘Estão querendo dizer que 2002 [o neoliberalismo ortodoxo tucano] vai continuar. Sinto informar que isso não existe mais, acabou[...] o Brasil possui reservas de mais de US$ 255 bilhões; relação dívida/PIB em queda e inflação controlada. É um Brasil completamente diferente do Brasil que tínhamos em 2003 [...] ajuste fiscal [ou seja, arrocho ortodoxo]representa olhar apenas o hoje, considerando que o amanhã não existe; você diminui o Estado investidor e aumenta o Estado fiscalizador, porque o mais importante é fazer caixa. Eu não concordo com isso’
(Carta Maior; 01-09)

SERVIDORA PROVA QUE ACESSOU DADOS A PEDIDO DA PRÓPRIA FILHA DE SERRA



Filha de Serra com Daniel Dantas

Da Folha de São Paulo

“A Folha conversou na noite de ontem com a servidora da Receita Lucia de Fátima Gonçalves Milan. No primeiro momento, Lucia respondeu que a reportagem poderia "conversar com a sua advogada quando ela tivesse informações sobre o caso". Depois, ligou de volta e disse que acessou os dados de "Verônica Serra", mas que o fez porque havia um pedido da própria Verônica.

Folha - A Sra. acessou de dados sigilosos?

Lucia Milan -
Antes de você sair publicando o meu nome, é bom que saiba que eu fiz sim. Mas fiz por que me pediram e tenho um documento autenticado em cartório que comprova isso. Tem até o nome da pessoa que está pedindo a cópia da declaração.

Qual é o nome?

É Verônica, filha de Serra. Houve uma solicitação de cópia e ela assinou o documento. Ela pediu a declaração dela mesmo. Isso a gente guarda cinco anos. Se uma pessoa pede a declaração a Receita tem obrigação de dar.

Verônica entrou em contato com a Sra.?

Não. Ela mandou outra pessoa, que avisou outra. Mas tem a autorização dela no formulário. Inclusive, antes de vir em cima de mim, você deveria perguntar a ela por que ela pediu essa cópia. Eu tenho esse documento que já está com o corregedor. Inclusive, quando se pede isso, tem de pagar R$ 10.”

FONTE: publicado hoje (01/09) na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0109201003.htm)

QUATRO ENTRE CINCO FAMÍLIAS BRASILEIRAS REVELARAM QUE A SITUAÇÃO FINANCEIRA MELHOROU


IPEA: MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÃO OTIMISTAS COM ECONOMIA DO PAÍS

“Mais da metade da população estão otimistas em relação à situação econômica do país. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que calculou o Índice de Expectativa das Famílias, apresentado (31/08), no Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que mais de 58% da população acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses. Mais de 55% acreditam que o cenário otimista também se repetirá nos próximos cinco anos.

A confiança é maior entre as pessoas com melhores rendimentos e os mais jovens, e entre os entrevistados que se declararam negros, os que têm nível de escolaridade superior incompleto, e os que recebem benefícios do governo. As maiores proporções de otimistas foram constatadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

De acordo com o IPEA, o otimismo pode estar relacionado à melhoria da situação do orçamento das famílias, já que 73% dos entrevistados indicaram estar em melhores condições financeiras do que há um ano.

“Quatro entre cinco famílias revelaram que a situação financeira melhorou. Essa melhoria foi registrada com maior proporção na Região Centro-Oeste [81,75% dos entrevistados] e a Região Sul foi a que concentrou um menor número de famílias com melhorias no orçamento [67,39%]”, afirmou o presidente do IPEA, Marcio Pochmann.”

FONTE: reportagem de Carolina Gonçalves publicada pela Agência Brasil