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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O apocalipse da imprensa, Dilma Rousseff, Lula e a reação da base do Governo

 Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Toda essa realidade é o apocalipse da imprensa, fruto do compadrio entre a direita midiática e a direita partidária, em prol de afastar Lula do processo eleitoral atual e de futuras eleições. Presidenta Dilma, e o marco regulatório das mídias? Com a palavra, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo...
Alguém já se perguntou: "De onde veio o Roberto Civita? E para onde ele vai?"
 
O pasquim de péssima qualidade travestido de revista conhecido como Veja — a revista porcaria e sem escrúpulos — todo fim de semana, há dez anos, publica arremedos de matérias e patifarias, que, invariavelmente, são repercutidas no domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, e a partir de segunda-feira pelo Jornal Nacional, principal instrumento de oposição aos governos trabalhistas.
Na terça-feira, os cavaleiros do apocalipse, porta-vozes da direita partidária brasileira, que atendem pelos nomes de Álvaro Dias, Agripino Maia e Roberto Freire, dão continuidade à maratona de calúnias, injúrias e difamações, e, de forma recorrente, todos os envolvidos nesse processo perverso e dantesco, que tem por princípio básico sangrar o Governo Federal, compartilham, de maneira prévia e combinada, a pauta estabelecida pelas redações pertencentes a um sistema midiático fundamentalista e de direita.
Os controladores do sistema de capitais e de exploração do trabalho e das riquezas alheias em âmbito individual e também no que é relativo às nações, não aceitam, em hipótese alguma, as decisões de milhões de cidadãos brasileiros, que decidiram eleger, no decorrer de dez anos (ainda faltam dois), políticos trabalhistas de origem socialista, que mostraram à direita selvagem e capitalista como se desenvolve a economia para que todos possam consumir, comprar e até mesmo, se o for o caso, enriquecer, sem, no entanto, esquecer das questões sociais.
               
Federico Franco é golpista e, arrogante, pensa que a Dilma é o seu aliado Roberto Civita.
  E por quê? Porque não há como no Brasil a direita chegar ao poder por intermédio da obediência às regras de uma democracia representativa, que se baseia em um estado democrático de direito e na vontade soberana de o povo escolher seus eleitos, por intermédio do voto secreto. Os números e índices econômicos e sociais dos presidentes Lula e Dilma são tão maiores que os dos governos do ex-presidente FHC — o Neoliberal — que se tornou impraticável, para a direita partidária e midiática, compará-los. Por isto e por causa disto, os arautos do conservadorismo optaram pura e simplesmente pelo golpe, aos moldes do que ocorreu no Paraguai com o presidente Fernando Lugo, deposto pelas oligarquias do Judiciário e do Congresso, com a cumplicidade e a garantia das armas, se fosse necessário, por parte dos generais paraguaios, que sempre usurparam os direitos do povo guarani.
Evidentemente, a revista patifaria também conhecida por Veja deu espaço ao ditadorzinho, que se veste e se comporta como um “mauricinho”, ao tempo que sua arrogância e prepotência são de um latifundiário que cuida de suas terras como um especulador imobiliário. É o verniz, a dissimulação dos que estão sempre a representar para esconder ou disfarçar seus propósitos egoístas cujo combustível é a opressão da classe dominante e preconceituosa sobre a grande maioria da população. Veja, a revista pautada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, publicou nas suas páginas amarelas entrevista com tal sujeito golpista. A matéria, na verdade, teve o propósito de dar conotação de legalidade ao golpe ocorrido no Paraguai, ou seja, justificar o injustificável e defender o indefensável — o golpe de estado via Judiciário, o que sobremaneira, vai ser combatido no Brasil, apesar de alguns integrantes do STF.
Pois não é que o ousado e audacioso golpista avisou que vai questionar a presidenta Dilma Rousseff na próxima segunda-feira, em Nova Iorque, quando a mandatária vai abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. Dilma vai falar sobre a crise internacional que enterrou de vez o neoliberalismo e calou seus defensores, bem como vai dissertar sobre as medidas efetivadas pelo Brasil para que a crise não prejudique o crescimento do País e muito menos elimine os empregos e os benefícios sociais conquistados, por intermédio dos programas e projetos dos governos trabalhistas.
 
O golpista do Paraguai também vai falar logo a seguir. Ele vai ter a petulância e o despropósito de questionar os países membros do Mercosul que consideram seu governo ilegítimo. Federico Franco tem a pretensão de defender o indefensável: o status democrático do seu país e o regime imposto por ele e sua trupe oligarca à margem do processo democrático estabelecido pelas regras e pelo regimento do Mercosul. Franco é tão arrogante que, mal deu o golpe de estado, resolveu falar de forma ríspida e de alto tom ao ser contra o ingresso da Venezuela no Mercosul. Durma-se com um barulho desse... A Venezuela é sócia do bloco e o Federico não vai poder fazer nada para impedir essa realidade.
Tal figura patética de direita se alia à Secretaria de Estado dos EUA, aos grandes proprietários de terras vinculados ao Exército e ao Judiciário paraguaios, rasga as normas do Mercosul quanto à defesa da democracia e ainda se vale da desfaçatez e da insensatez para reivindicar e quiçá falar de modo autoritário na assembleia da ONU para justificar e defender a legitimidade do processo que culminou com o impeachment do presidente Fernando Lugo, eleito constitucionalmente pelo povo paraguaio.
Contudo, o Itamaraty devolveu na mesma moeda as intenções do golpista Federico Franco. O Brasil não vai recuar ainda mais que o PT e os partidos da base aliada formada no Congresso consideraram, com a aquiescência de Dilma, por intermédio de nota pública, que o Brasil, no momento, está a enfrentar uma tentativa de golpe cujo pavio a pegar fogo é a “matéria” totalmente em off da revista Veja, que acusa Lula de ser o chefe do “mensalão”, além da entrevista com o golpista do Paraguai nas páginas amarelas. (O publicitário Marcos Valério, segundo seu advogado, não concede entrevista há sete anos, e negou que Lula fosse chefe de mensalão).
 
O Governo Federal deveria, urgentemente, cortar as verbas publicitárias das mídias privadas de caráter golpista. Os barões da imprensa sempre defendem a iniciativa privada e por isto considero que eles deveriam, terminantemente, recusar tais verbas, afinal essas pessoas tem de efetivar a desestatização de suas empresas e, consequentemente, ser coerentes com seus próprios pensamentos e propósitos de vida. Afirmo e repito novamente, o que já se tornou um mantra: governantes trabalhistas não podem tergiversar e facilitar com a direita oligarca, porque, mais cedo ou mais tarde, vai ser vítimas de golpes.
Por isto e por causa disto, a presidenta Dilma Rousseff, juntamente com a maioria conquistada no Congresso, tem de efetivar o marco regulatório das mídias, setor econômico monopolizado e controlado por seis famílias, que pensam que o Brasil de uma população de 200 milhões de habitantes e um PIB de R$ 3,6 trilhões é o quintal das casas delas. Seria cômico, mas é trágico; e perigoso. Golpe é retrocesso, e a direita é o atraso, que tem sob seu poder os meios de produção urbanos e rurais. Portanto, todo cuidado ainda é pouco.
Lula é Dilma e Dilma é Lula. Enfim, a imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) reconheceu o cerne desta questão. O aval da presidenta cobre com cal a manipulação de dois anos da imprensa na qual tenta dissociar Dilma de Lula, como se os dois fossem antagônicos, diferentes, no que é referente às suas ideologias, aos seus passados, à luta pela independência e autodeterminação do Brasil, além da busca pelo desenvolvimento social de nosso povo.
                               imagem 247
A capa vermelha é o golpe contra Lula e Dilma. A amarela é a "legalização" do golpe.
Para o capo Roberto Civita, dono da Veja, a revista emporcalhada, o Brasil é o Paraguai. A família Marinho também pensa assim, pois repercute tudo o que sai na Veja, autora do verdadeiro jornalismo de esgoto. Entretanto, tão prestigiosa família não manda seus asseclas repercutir as reportagens que são publicadas, por exemplo, na Carta Capital, entre outras publicações. O livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro, foi “esquecido” pela imprensa burguesa. E sabe por quê? Porque o jornalismo realizado pela imprensa alienígena e de negócios privados é seletivo. Selecionam as matérias, os fatos e as realidades conforme seus interesses e fazem do jornalismo uma ferramenta para combater e destruir aqueles que são considerados seus adversários e inimigos mesmo que de forma ilegal e criminosa.
Toda essa realidade é o apocalipse da imprensa, fruto do compadrio entre a direita midiática e a direita partidária, em prol de afastar Lula do processo eleitoral atual e de futuras eleições. Presidenta Dilma Rousseff, cadê o projeto do jornalista Franklin Martins que regulamenta o segmento econômico de mídias, por intermédio da efetivação do marco regulatório? Com a resposta, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo. É isso aí.
Leia o repúdio da base do Governo
O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.
As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.
O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.
Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.
Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula.
A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.
Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB
Brasília, 20 de setembro de 2012.

sábado, 30 de junho de 2012

Venezuela entra no Mercosul, Paraguai sai


Mercosul suspende Paraguai e anuncia adesão da Venezuela 
Apesar de suspensão, Paraguai não sofrerá sanções econômicas; anfitriã da cúpula, presidente argentina afirma que Venezuela se tornará membro pleno a partir de 31 de julho

iG São Paulo

Os presidentes do Mercosul anunciaram nesta sexta-feira a suspensão do Paraguai do bloco de comércio, mas sem a imposição de sanções econômicas, depois de o país ter destituído há uma semana Fernando Lugo.

Anfitriã do evento, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a Venezuela se tornará membro pleno do grupo a partir de 31 de julho.

Na avaliação dos presidentes do Mercosul, "a ordem democrática foi quebrada" no Paraguai porque Lugo não teve tempo hábil para sua defesa. "(Mas o grupo) não acredita em sanções econômicas, porque elas não prejudicam os governos. Elas sempre prejudicam a população", disse Cristina.

O Paraguai é um dos países mais pobres da América do Sul e qualquer sanção econômica teria sido desastrosa, já que metade de seu comércio é com os outros membros fundadores do Mercosul - Argentina, Brazil e Uruguai.

O Mercosul proibiu o sucessor de Lugo, o ex-vice-presidente Federico Franco, de participar do encontro. Franco diz que a transição de poder no Paraguai foi feita de acordo com a lei e que a atual proibição de comparecer aos encontros já é punição suficiente.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um pregador de golpes de Estado



roger-noriega3
Noriega, mais um canalha ao alcance da Veja

Publicado em 13/11/2011
por Mário Augusto Jacobskind

O nome dele é Roger Noriega (foto), um linha-dura que ocupou o cargo de subsecretário do Departamento de Estado no governo de George W. Bush e de embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Notoriamente vinculado ao complexo industrial militar norte-americano, Noriega volta e meia é convocado pela mídia de mercado para dar recados de grupos que se utilizam de expedientes de todos os tipos na defesa de poderosos interesses econômicos.

Pois bem, a revista Veja, sempre ela, divulgou entrevista em que Noriega faz previsões suspeitas envolvendo o Brasil. Segundo este estimulador de golpes nas Américas, o Brasil dá cobertura e serve de base para o terrorismo internacional.

Noriega, que segue como funcionário do Departamento de Estado, ainda por cima acusa o Brasil de ser complacente e apoiar o terrorismo na Tríplice Fronteira. Esta região, por sinal, volta e meia aparece no noticiário com matérias requentadas acusando a existência de células terroristas árabes.

A própria revista Veja já publicou matérias do gênero em várias ocasiões. Aí vem Noriega para voltar ao tema que o governo brasileiro já investigou e concluiu a improcedência das acusações.

Dá ou não dá para desconfiar que a nova investida de Noriega é suspeita?

Além de fazer duras críticas aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales e Rafael Correa do Equador, Noriega previu nas páginas da Veja que o Brasil será alvo de atentados durante a Copa do Mundo, sugere ainda que o governo mude sua política externa e rompa os elos com os três dirigentes sul americanos mencionados.

Noriega, que em abril de 2002 foi um dos estimuladores da tentativa de golpe de estado contra o presidente Hugo Chávez, está mais uma vez se intrometendo indevidamente em assuntos internos de um país soberano e, no fundo, tenta provocar pânico ao fazer previsões com base em coisa alguma, o que também levanta a suspeita segundo a qual serviços de inteligência dos EUA, a CIA e outros, podem estar preparando algum atentado terrorista para incriminar os governos dos países que não rezam pela cartilha de Washington. Ele na prática procura preparar a opinião pública a aceitar o argumento de que Venezuela, Bolívia e Equador representam um perigo para o Brasil.

E, de quebra, Noriega ainda afirma que as embaixadas do Irã incrementam células terroristas na América Latina.

Pelos antecedentes deste funcionário do Departamento de Estado todo o cuidado é pouco. Nesse sentido, representantes de vários movimentos sociais reunidos em Brasília chamaram atenção para as declarações de Noriega. Pediram providências imediatas do governo brasileiro e chegaram até a pedir que o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, seja considerado persona non grata.

Para estes movimentos, a adoção de tal medida seria uma forma de demonstrar que o Brasil não aceita passivamente intromissões indevidas em questões internas.

Não contente com a entrevista publicada na Veja, Noriega andou fazendo declarações de caráter golpista em outras plagas. Empolgado com o desfecho das ações militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia, Noriega mais uma vez deitou falação contra o governo constitucional da Venezuela.

Fez mais uma previsão, a de que Chávez não teria mais de seis meses de vida e que a sua morte provocaria o caos no país petrolífero devido a confrontos entre apoiadores e opositores do presidente venezuelano, o que justificaria uma intervenção militar dos EUA. No portal Inter American Security Watch, ao pregar abertamente a intervenção ele declara textualmente que “as autoridades dos Estados Unidos devem estar preparados para lidar com o impacto de uma situação de turbulência a curto prazo em um país onde se compra 10 por cento do nosso petróleo”.

Não é a primeira vez que Noriega se manifesta sobre a doença de Chávez. No mês de setembro chegou a afirmar que “deveríamos nos preparar para um mundo sem Chávez”. As declarações de Noriega então entraram em contradição com a dos médicos de Chávez assegurando que ele reagia bem ao tratamento a que vinha sendo submetido contra o câncer.

Por coincidência ou não, poucas horas antes da declaração de Noriega sobre o estado de saúde de Chávez, o governo venezuelano denunciava a presença de um submarino no litoral do país.

Na verdade, Noriega exerce a função de estimulador de setores golpistas latino-americanos e se os governos silenciarem a respeito, o referido funcionário do Departamento de Estado continuará ocupando espaços na mídia de mercado para sugerir retrocessos e tentar fazer com que o continente retorne ao período tenebroso dos anos 70.

Roger Noriega é mesmo uma figura nefasta ao processo democrático latino-americano.

Zuenir Ventura, outro
Em tempo: o recorde da semana em termos de deturpação da história ficou por conta de um colunista de O Globo que comparou o ato público organizado pelo governo do Estado do Rio contra o projeto ilegal sobre osroyalties do petróleo com a passeata dos 100 mil. O que disse Zuenir Ventura é realmente uma ofensa à geração 68 que lutou com o que estava ao seu alcance contra a ditadura.


Mário Augusto Jakobskind é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE


Legendas das fotos: redecastorphoto

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PARECE QUE FOI ONTEM

“Os leitores mais velhos e os estudiosos da história brasileira vão se lembrar deste trecho de um documento histórico de 56 anos atrás, ainda muito atual:

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim! Não me acusam, me insultam; não me combatem, me caluniam. E não me dão o direito de defesa” .

Trata-se do trecho inicial da Carta Testamento de Getúlio Vargas, tornada pública a 24 de agosto de 1954, quando ocorreu o desfecho de uma crise fabricada pela direita.

Como agora, a direita se valia dos grandes proprietários dos veículos de comunicação para fabricar crises. Um deles, o histórico Roberto Marinho, com O Globo, que tem a UDN [hoje DEM e PSDB] em seu DNA. O jornal da família Marinho transformou-se nesta véspera de eleição de agora em um partido político de direita, da mesma forma que a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Veja nem se fala. Perderam a compostura.

Como se tudo isso não bastasse, o Clube Militar, que reúne a maior quantidade de golpistas de 64 por quilometro quadrado no Brasil, decidiu promover um seminário com o título “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de imprensa”. E sabem quem serão os palestrantes? Merval Pereira, de O Globo, Antonio Carlos Pereira, mais conhecido como Tonico Pereira (TV Globo), Reinaldo Azevedo (Veja), Ives Gandra Martins (Opus Dei) e Valdemar Zweiter, integrante de uma família que sempre teve vínculos profundos com a clã dos Marinhos.

O Clube Militar em vários momentos históricos esteve dividido. Em 1954, uma parte estava de mãos dadas com o conspirador mor Carlos Lacerda, Na época da criação da Petrobras, parte dos associados apoiou a campanha do Petróleo é Nosso. Em 1964 reuniu os golpistas que levaram o país para uma longa noite escura.Na sede do Clube há placas alusivas ao fato.

E, vejam bem, apoiaram todos os tipos de restrições à liberdade de imprensa. Muitos dos associados tiveram participação ativa nos anos de terror que se seguiram a derrubada do Presidente constitucional João Goulart. E agora, a diretoria, integrada por golpistas históricos, promove o tal seminário que conta com o apoio do Instituto Millenium, uma entidade semelhante a outras do gênero que foram criadas para dar respaldo aos golpistas de 64.

Por estas e muitas outras, a Carta Testamento do estadista Getúlio Vargas precisa ser mais do que nunca divulgada e conhecida, sobretudo pelos jovens que, felizmente, não viveram os tempos hediondos de censura, torturas e assassinatos de brasileiros que se insurgiam, de armas na mão ou não, contra o ideário defendido hoje por alguns associados do Clube Militar saudosos daqueles tempos de censura e repressão ao povo.

Quanto à saída da ministra Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, fica patente como a direita está preocupada com as pesquisas que apontam a vitória de Dilma Roussef. Na verdade, está se fazendo um jornalismo ao estilo “Escola de Base”, ou seja, condenando alguém antes de qualquer investigação.

Se ela tivesse continuado no cargo, nesta altura os mesmos que hoje aproveitaram o embalo do anúncio da demissão e reforçaram o aspecto da “gravidade da crise”, estariam pedindo a demissão.

As denúncias naturalmente precisam ser investigadas com rigor, da mesma forma que é necessário levar em conta que alguns dos denunciantes, como, por exemplo, o “consultor” Rubnei Quicoli tem ficha corrida assustadora. Quicoli é um meliante que já esteve preso por receptação de mercadorias roubadas, posse de dinheiro falso e assim sucessivamente.

Mas para a mídia conservadora isso é de menos, pois o que interessa é caluniar e ampliar a denúncia como a única verdade.

E Verônica Serra, a filha do candidato da avenida Paulista? Muito estranho o procedimento dos jornais e televisões que praticamente silenciaram em relação às denúncias da revista Carta Capital que a incriminam na questão da violação do Imposto de Renda de 60 milhões de correntistas graças a um acordo obscuro entre duas empresas na gestão FHC, sob auspícios do Banco Central. Ou seja, os jornalões só publicam o que interessa aos proprietários que apoiam o candidato da avenida Paulista, José Serra.

A denuncite que tomou conta da campanha eleitoral, que a TV Globo faz questão de diariamente repercutir entre os candidatos, é a única arma da direita para tentar evitar que a eleição se defina no primeiro turno a favor de Dilma. Querem encurralar Dilma agora e depois no governo.

A última denúncia da Veja é cômica. De repente, não mais que de repente, aparecem 200 mil reais na gaveta de funcionários da Casa Civil, resultado de suposta propina de um laboratório que produz vacina contra a gripe. A revista, ao estilo qualquer coisa serve, “denunciava” que o laboratório ganhou sem concorrência, quando se sabe que o mesmo era o único a fabricar a vacina. Isso é jornalismo de esgoto praticado pela família Civita.

Os “defensores da democracia” encastelados na mídia conservadora, no Instituto Millenium e no Clube Militar continuarão com os venenos de sempre, na base de mentiras e meias verdades.

Independentemente do resultado das eleições que se aproximam o setor continuará agindo sob a capa falsa de defesa da democracia. Ou será que ainda há quem acredite na democracia desses setores? Já imaginaram o motivo pelo qual militares golpistas estão hoje tão preocupados com a liberdade de imprensa? Seria cômico se não fosse trágico.

Por isso, todo cuidado é pouco, porque os setores conservadores seguirão fazendo ruído e tentarão de todas as formas impedir que o Brasil siga adiante e consolide o processo de democracia participativa. Foi assim em 1954 e 1964 quando os “democratas” desde criancinha fizeram e aconteceram. O Brasil não merece mais isso.”

FONTE: publicado no site “Direto da Redação”

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Golpe Branco contra Dilma: “Non passarán”!


Diorge Konrad *


Em 2 de julho de 2005 escrevi, neste mesmo espaço, o artigo “Dilma Roussef: a técnica e a política na aventura proibida da liberdade”. Era a conjuntura da crise política que as classes dominantes e a grande mídia chamaram de “mensalão”. Poucos dias antes, em 20 de junho, Dilma assumira a chefia da Casa Civil da Presidência da República. Logo, os opositores conservadores disseram que ela era uma “grande técnica”, administradora segura e competente em enfrentar crises, mas com questionáveis atributos políticos para o cargo.

Ali, nossos reacionários de plantão, sedentos para ganhar o governo no “tapetão”, no lugar de considerar que uma mulher havia atingido um dos lugares mais importantes da história da República ou o maior deles até então, procuraram desqualificá-la para a nova função política.

Na posse, a resposta de Dilma veio imediatamente: não fora por diferenças entre megawatts que ela ficara na cadeia nos piores tempos dos anos 1970. Com Dilma, desfazia-se o discurso tecnocrata de separar a técnica da política.

Passaram-se 5 anos. Neste tempo, Dilma evidenciou sua tradição de luta contra a Ditadura Civil-Militar. Respondendo às acusações de terrorismo (velha construção discursiva dos velhos macartistas e anticomunsitas), defendendo um projeto que, se ainda não é de desenvolvimento autônomo e soberano, questionador da política econômica em curso, colocou uma cunha nas privatizações e recolocou em pauta o papel do Estado como indutor da economia. De lá para cá, Dilma se tornou candidata à Presidente da República e já lidera todas as pesquisas.

Dias atrás, a ex-ministra recebeu mais um regalo de certa mídia que se locupletou com a Ditadura e se tornou a maior organização de comunicação do país, cuja história secreta já foi divulgada, mas ainda é pouca conhecida de nossa população. A capa da revista “Época”, na edição de 16 de agosto de 2010, trouxe a chamada “O passado de Dilma: documentos inéditos revelam uma história que ela não gosta de lembrar: seu papel na luta armada contra o regime militar”.

Como não gosta de lembrar “cara pálida”? O que Dilma realmente não deve gostar de lembrar devem ser as sessões de tortura a que foi submetida na DOPS e no presídio Tiradentes. Pois, do contrário, é público o seu orgulho em participar da resistência à opressão, ardilosamente chamada apenas de Ditadura Militar, a fim de escamotear seus construtores e apoiadores civis, como as Organizações Globo.

Em matéria de 11 páginas, nada pouco a uma revista semanal que conta com o financiamento e propaganda de inúmeras empresas que nada têm a reclamar dos governos brasileiros de 1964 a 1985, levanta-se dúvidas sobre o passado de Dilma. Com fontes policiais (DOPS e SNI), este órgão de “informação” repete os jargões dos porões da Ditadura. Num quadro em destaque, uma das dúvidas é sobre se Dilma se arrepende de alguma atitude tomada naquele período.

A candidata à Presidente não precisa responder a mais esta vilania, pois se não bastassem as sevícias do passado, os “democratas” (de partidos e da sociedade) de última hora não toleram que, assim como no recente Uruguai, alguém que pegou em armas contra a opressão, seja escolhida para o mais alto cargo da República.

Mas nós continuaremos a desvelar aquele processo histórico cuja memória continua em disputa na sociedade brasileira de hoje. Uma história dos que, por meios distintos, institucionais ou armados, revelam os lutadores por outro Brasil que não aquele submetido aos domínios imperialistas do capital rentista. Dilma Roussef é da geração que não se conformava com o arbítrio e, como muitas mulheres, foi à luta armada para derrotar o regime de força. Como não se calou quando tentaram derrubar seu governo, em 2005, com as mesmas armas do udenismo lacerdista que insiste em despejar suas meias-verdades na mídia, a fim de retomar o governo que o campo popular têm depositado sua esperança, rompendo com o medo imposto pelo pós-1964.

Foi ex-secretária da Fazenda do Município de Porto Alegre (1986-1988), ex-presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (1991-1993), ex-secretária de Energia, Minas e Comunicações do Estado do Rio Grande do Sul nos governos Alceu Collares e Olívio Dutra (1993-1994 e 1999-2001, respectivamente), ex-ministra das Minas e Energia e Chefe da Casa Civil do governo Lula. Mesmo assim, o discurso reacionário tenta negar a realidade, afirmando que Dilma não tem experiência para governar o Brasil.

Na campanha eleitoral, José Serra, o candidato da Avenida Paulista, dos mesmos liberais-conservadores que têm a companhia esclarecedora do DEM e vergonhosa do PPS, além do oportunismo eleitoral do PV, tem direcionado parte de seu ataque político para esta questão. Não bastasse isso, assim que começou a campanha de rádio e TV, a grande imprensa, tenta pautar a luta política e requenta denúncias para atingir a candidata que representa o projeto do atual governo. Isto está bem visível na nova tentativa de “golpe branco” para desestabilizar a vontade popular que tende a dar vitória eleitoral para Dilma ainda no primeiro turno. Mas como disse Isidora Dolores Ibárruri Gómez (La Pasionaria,) na Guerra Civil Espanhola: “Non Passarán!!!”. Os lutadores brasileiros sabem disso!!!
* Doutor em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Professor Adjunto de História do Brasil e de Teoria da História do Departamento de História da UFSM - RS

quarta-feira, 26 de maio de 2010

NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI!!!

Sandra Cureau

Esse é o nome desta senhora que está ajudando a "Folha de São paulo" a realizar um sórdido ensaio sobre ganhar a eleição no tapetão na base do golpismo. No caso desta senhora não saber,pois no mundo em que ela vive as coisas mudam bem pouco ou quase nada, o país chamado BRASIL não é aquele dos anos sessenta, nossa sociedade mudou muito e não toleraremos em QUALQUER HIPÒTESE, um novo retrocesso , e digo com toda a certeza que se for necessário o povo vai colocar a Dilma no palácio do planalto nem que seja na força. Ahh!! e retirar a senhora do TSE também!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Madri cede a pressão brasileira e manterá Honduras fora da cúpula.

http://imagem.band.com.br/zoom/CNT_EXT_165142.jpg
post do vermelho.

Após ameaça dos países latino-americanos de boicotarem a Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, a Espanha cedeu à pressão, limitando a participação do presidente de Honduras, Porfírio Lobo, no evento.

O Itamaraty disse ontem que foi informado pelo governo espanhol que Lobo estará presente apenas na atividade entre a UE e a América Central, para a assinatura de um acordo comercial. A decisão abre espaço para a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner e outros chefes de Estado da região que haviam ameaçado não comparecer ao encontro caso o líder hondurenho estivesse presente.

Fontes da UE afirmaram que um acordo sobre a participação de Lula na cúpula já havia sido alcançado. O Palácio do Planalto confirmou, em conversas privadas com o bloco, a viagem do presidente a Madri, no dia 17. Em Brasília, assessores do Planalto afirmaram que a solução encontrada pelo governo espanhol foi considerada satisfatória.

A participação de Lobo deve agora ocorrer um dia depois da cúpula, na qual participarão Lula, Hugo Chávez e outros líderes que se opõem ao governo hondurenho, eleito sob um regime golpista. Lobo teria, então, sua participação suspensa no evento principal. Assim, a UE não precisaria passar pelo embaraço de desconvidar Lobo. No entanto, ao mesmo tempo, não criaria um mal-estar completo com a maior parte da região.

"Convidamos todos os presidentes e estamos trabalhando para que a cúpula tenha êxito", limitou-se a dizer o porta-voz do governo da Espanha, Juan Cierco. Ele admitiu, porém, que existem problemas em relação à participação de Honduras na reunião. Na chancelaria espanhola, a porta-voz Arancha Banon rejeitou confirmar se Lobo terá sua participação limitada. "Não falaremos mais nada sobre o assunto."

No Itamaraty, altos funcionários dão o tema como resolvido diante das garantias que receberam de que Lobo e Lula não se cruzariam em Madri. A decisão da Espanha de convidar Honduras para o evento foi duramente criticada pelo governo brasileiro. Também reagiram Caracas e Buenos Aires.

No governo brasileiro, a avaliação foi de que a Espanha, que está na presidência da União Europeia (UE), estaria "forçando a barra" ao convidar Honduras, que foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA), para a assinatura do acordo de livre comércio com os países da região. "Não há mais espaço para rupturas institucionais e golpes militares na nossa região", disse Lula.

domingo, 4 de abril de 2010

Golpes de Estado!

post do esquerdopata.
Imagine se Lula destacasse agentes federais, ou “secretas”, para infiltrarem-se numa manifestação de professores lutando por melhores salários, condições decentes de trabalho?

O GLOBO, a REDE GLOBO, toda a corja midiática falaria em “ditadura lulista”, a capa de VEJA seria o “agente secreto”, o mundo viria abaixo sob o título “governo ameaça democracia”.

Foi José Collor Arruda Serra, um dos políticos mais repugnantes do País, sórdido e sem nenhum caráter, Arruda em escala maior, quem fez tal coisa, quem reprimiu professores.

Se alguém quiser conhecer o cinismo materializado é só olhar para Arruda Serra. Poucos conseguirão atingir ao nível de canalhice do ex-governador de São Paulo e candidato tucano a presidente da República. O nível de frieza ao disparar o tiro fatal.

Existe uma realidade que precisa ser percebida antes que o Brasil mergulhe numa noite sem fim de um eventual governo Arruda Serra (felizmente está cada vez mais difícil).

Golpes nem sempre são desfechados por militares controlados por potências estrangeiras, caso dos militares brasileiros em 1964 – típicos paus mandados –. A reeleição de FHC foi um golpe de estado. Golpe branco como se costuma dizer.

O ex-presidente, corrupto e venal, comprou deputados e senadores corruptos e venais (existem aos montes) e mudou a Constituição. Acusam Chávez de ser ditador. O presidente venezuelano para aprovar sua reeleição foi ao povo, através de referendo para aprovar ou não a mudança constitucional. E o povo aprovou.

É preciso ter um pouco de memória, de lembrança, do contrário a sordidez terá penetrado em tantos que arrotam vocação democrática e no momento em que essa vocação tem que se manifestar optam por projetos de ditadores como Arruda Serra.

A corrupção em tucanos e DEM não é o problema, pelo simples fato que é conseqüência do modelo que impõem, vendem e defendem e ao qual servem. Ela é implícita, vem no pacote de privatizações, de venda do patrimônio público, de tirania disfarçada de democracia através da alienação e quando necessário da borduna.

Quando do massacre de camponeses pela PM em Eldorado do Carajás, no governo de FHC, ao tomar conhecimento do fato o então presidente disse que “quem procura acha” (trabalhadores mortos em uma cilada por supostos defensores da lei). Poucas horas depois, na hipocrisia asquerosa de tucanos, ao tomar conhecimento da repercussão negativa da barbárie policial e de pistoleiros (é mais ou menos a mesma coisa, polícia militar e pistoleiros), da condenação de governos de outros países, veio com cara de autoridade dizer que era uma vergonha, que seu governo não toleraria isso e iria apurar até o fim.

Apurou nada. Sentou em cima.

Tucanos e DEM são mentirosos na genética. O ex-governador de Minas Aécio Neves e o prefeito da cidade de Juiz de Fora Custódio, corruptos de carteirinha, bandidos lato senso, como fazem em todas as eleições, anunciaram um investimento de bilhões de reais naquela cidade, uma siderúrgica.

No dia seguinte, esqueceram de combinar, o jornal VALOR ECONÔMICO, que é deles, mostrou que tudo não passava de uma farsa eleitoral, um engodo sem tamanho, revoltante para um povo íntegro e trabalhador, mas tratado como gado por esse tipo de gente e seus marqueteiros. O jornal não tocou sequer na promessa de Aécio e Custódio, tão somente mostrou que a empresa estudava uma siderúrgica no Brasil, em Minas, era alvo de investigação no exterior, tem sede em um paraíso fiscal, lava dinheiro das máfias políticas e do crime organizado.

É onde essa gente se acha. Tucanos e DEMocratas.

Não existe diferença alguma entre Beira-mar e Arruda Serra. Ou por outra, Arruda Serra até agora conseguiu escapar impune de todos os crimes que cometeu, dentre eles o de traição a companheiros da luta contra a ditadura militar.

Essa história de agente secreto infiltrado vem desde o exílio no Chile, a dupla FHC e Arruda Serra, cooptados pela Fundação Ford, braço das políticas norte-americanas para domesticação e colonização do Brasil.

Não têm, nenhum deles, escrúpulos. Respeito por nada. Nem por ninguém.

São figuras destituídas de qualquer princípio e imaginam que o povo seja um gado a ser tangido e moído pelos donos do marketing, que os vendem como salvadores, marcas de sabão em pó que lavam mais branco, quando apenas mancham a história de um país como o Brasil.

O risco que o Brasil corre não é de retrocesso. É de se transformar numa colônia norte-americana, de empresas de todo o império dos EUA, já falam até em base militar no Rio de Janeiro.

Arruda Serra, se tiver, vende a mãe se necessário for para alcançar seus objetivos.

Compará-los aos antigos udenistas chega a ser um equívoco. Na UDN existiam figuras como Adauto Lúcio Cardoso, Afonso Arinos, Milton Campos que jamais seriam tucanos.

No tucanato existem bandidos e tão somente bandidos. Nada além de bandidos.

Os golpes nem sempre são militares e nem sempre dados por boçais como Newton Cruz no patriotismo canalha de generais como Leônidas Pires Gonçalves a dizer que não haviam “exilados”, mas “foragidos”.

Foragidos de que? Da estupidez da ditadura militar?

Corremos o risco da ditadura civil tucana. Não tem diferença nenhuma, só na embalagem.

Em Honduras continuam matando pessoas, lutadores pela democracia.

Em Israel continuam executando palestinos e roubando terras e águas no nazismo ressurreto dos sionistas.

Aqui, chegam disfarçados de José Collor Arruda Serra, como chegaram de FHC.

terça-feira, 16 de março de 2010

Nicarágua barra golpista hondurenho.



O governo da Nicarágua frustrou os planos do ex-presidente de fato de Honduras Roberto Micheletti de visitar o país vizinho no próximo dia 21, a convite do oposicionista Partido Liberal Constitucionalista. O ministro do Exterior nicaraguense, Samuel Santos, afirmou que a decisão de seu país de impedir o ingresso de Micheletti é 'racional', uma vez que ele é um dos principais protagonistas do golpe de Estado, que desencadeou uma série de violações aos direitos humanos.

Em carta enviada pela diretora de Migração e Estrangeiros da Nicarágua, María Antonieta Noboa Salinas, ao departamento análogo em Honduras, o governo de Manágua diz que “o cidadão de nacionalidade hondurenha Roberto Micheletti Bain está impedido de ingressar em território nicaragüense e se encontra fichado pelas autoridades migratórias de nosso país em todos os postos de fronteira aéreos, marítimos e terrestres”.

Segundo o texto, o órgão “tomará as medidas correspondentes caso o cidadão mencionado se apresente em qualquer um dos postos migratórios do país”.

Micheletti foi convidado pelo PLC na condição de vice-presidente da Internacional Liberal (entidade que reúne partidos liberais do mundo inteiro) para participar de um ato em homenagem a Enrique Bermúdez, comandante da guerrilha Contra, assassinado no começo dos anos 1990. Na ocasião, Micheletti seria condecorado com a medalha José Santos Zelaya, distinção máxima do partido.

No entanto, dirigentes do PLC explicaram que o objetivo era também envolver o ex-presidente de fato de Honduras no esforço para conseguir a unidade dos liberais e organizar uma única frente de oposição, de olho nas eleições gerais de 2011.

“Há um grande mal-estar no PLC por causa desta decisão do governo. Vamos apelar à ministra de Governo, Ana Isabel Morales, e à diretora de Migração, para que nos expliquem por que foi negado o acesso do ex-presidente Micheletti ao nosso território”, disse ao Opera Mundi o ex-chanceler e atual presidente da Comissão de Assuntos Exteriores do congresso nicaragüense, Francisco Aguirre Sacasa.

“Micheletti não cometeu nenhum crime na Nicarágua, muito menos em outros países”, afirmou. O ex-chanceler lamentou o fato de a carta não explicar de que tipo de crimes Micheletti é acusado. “É por isso que considero esta decisão incompatível com o espírito do Estado de Direito e da integração centro-americana”, concluiu, esquecendo que as instituições de Honduras ignoraram os apelos de líderes latino-americanos em defesa da restituição da democracia e pelo retorno do agora ex-presidente Manule Zelaya ao cargo.

Justificativa


A decisão foi explicada pelo ministro do Exterior da Nicarágua, Samuel Santos. “Para entender esta medida, é preciso relembrar os fatos. Micheletti é um golpista, condenado e repudiado pelo mundo inteiro por ser um dos principais protagonistas do golpe de Estado”, disse.

Para Santos, a decisão do governo “é racional”, porque, segundo ele, houve e continuam ocorrendo violações de direitos humanos em Honduras, contra “todos que se opuseram ao golpe e que defenderam o direito do povo hondurenho a decidir seu próprio destino”.

O chanceler da Nicarágua afirmou também que Micheletti sempre vai ser considerado um golpista por seu governo, “independentemente de uma possível futura normalização das relações entre Honduras e a comunidade internacional”.

Surpresa

Enquanto isso, em Honduras, o ex-presidente de fato se declarou surpreso com a decisão. “Estava contente porque nesse país vizinho eu começaria meu trabalho como vice-presidente da Internacional Liberal, mas [o presidente da Nicarágua, Daniel] Ortega me proibiu de entrar e eu respeito as leis", disse. Apesar da declaração, este mesmo Micheletti liderou o movimento que sequestrou o ex-presidente Zelaya do país, sob a mira de armas, ainda de pijamas - o que obviamente não é permitido pela lei hondurenha.

Roberto Micheletti negou as denúncias de entidades hondurenhas e internacionais que o responsabilizam pela repressão e assassinatos seletivos ocorridos durante seu regime de exceção. “Eu tenho a consciência tranquila de que não cometi nenhum crime”, alegou.

Para impedir qualquer futura tentativa de Micheletti entrar no país, o movimento nicaragüense “Outro Mundo é Possível” e outras entidades anunciaram que, nos próximos dias, apresentarão à Justiça da Nicarágua uma denúncia contra ele por crimes contra a humanidade.